Captopril (Eurofarma)
Captopril (Eurofarma)
Medicamento genérico lei nº 9.787,de 1999
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES - Captopril
Comprimidos 12,5 mg. Embalagens contendo 30 comprimidos.Comprimidos 25 mg. Embalagens contendo 28 ou 30 comprimidos.
Comprimidos 50 mg. Embalagens contendo 28 ou 30 comprimidos.
COMPOSIÇÃO - Captopril
Cada comprimido de captopril 12,5 mg contém:
captopril....................12,5 mg
Excipientes q.s.p....................1 comprimido
Excipientes: celulose microcristalina (avicel PH 102), ácido esteárico micronizado, amido de milho e lactose (spray dried).
Cada comprimido de captopril 25 mg contém:
captopril....................25 mg
Excipientes q.s.p....................1 comprimido
Excipientes: celulose microcristalina (avicel PH 102), ácido esteárico micronizado, amido de milho e lactose (spray dried).
Cada comprimido de captopril 50 mg contém:
captopril....................50 mg
Excipientes q.s.p....................1 comprimido
Excipientes: celulose microcristalina (avicel PH 102), ácido esteárico micronizado, amido de milho e lactose (spray dried).
INFORMAÇÕES AO PACIENTE - Captopril
Ação esperada do medicamentocaptopril reduz a pressão arterial, as reduções máximas da pressão arterial normalmente são observadas 60 a 90 minutos após a ingestão da dose. A diminuição da pressão arterial pode ser progressiva; assim, para se obter melhores efeitos terapêuticos, podem ser necessárias várias semanas de tratamento.
Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz.
Prazo de validade
Desde que observados os devidos cuidados de conservação, o prazo de validade de captopril é de 24 meses, contados a partir da data de fabricação impressa em sua embalagem externa.
NÃO USE MEDICAMENTOS COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.
Gravidez1 e lactação2
captopril não deve ser administrado quando houver suspeita ou durante a gravidez1 e lactação2, a não ser que, a critério médico, os benefícios do tratamento esperados para a mãe superem os riscos potenciais para o feto. Pacientes do sexo feminino em idade de engravidar devem ser avisadas com relação aos riscos da exposição aos inibidores da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA) no segundo e terceiro trimestres, que não parecem ser resultado da exposição intrauterina ao inibidor da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA) limitada ao primeiro trimestre.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informe seu médico se está amamentando.
Cuidados de administração
Os comprimidos de captopril podem apresentar um leve odor de enxofre, que não compromete a sua eficácia.
Os pacientes devem ser informados que captopril deve ser tomado 1 hora antes das refeições.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Somente o médico poderá avaliar a eficácia da terapia. A interrupção do tratamento pode ocasionar a não obtenção dos resultados esperados.
Reações adversas
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: tosse seca, persistente e dor de cabeça. As reações adversas ocasionais são diarréia4, perda do paladar, fadiga e náusea5.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias
O paciente deve ser avisado para não usar diuréticos6 poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos de sal contendo potássio sem consultar o seu médico.
A administração concomitante de captopril com outro medicamento ficará a critério médico.
Contra-indicações e precauções
O uso deste medicamento é contra-indicado em caso de hipersensibilidade conhecida ao captopril e/ou demais componentes da formulação.Os pacientes devem ser advertidos para relatar imediatamente ao seu médico quaisquer sinais7 ou sintomas8 que possam ser indícios de angioedema9, tais como: inchaço da face, pálpebras10, lábios, língua11, laringe12 e extremidades,
assim como dificuldade para engolir ou respirar, ou rouquidão. Em qualquer uma dessas condições, o medicamento deverá ser suspenso (vide item "Advertências").
O paciente deve ser avisado para relatar imediatamente ao seu médico qualquer sintoma13 de infecção14 (p. ex., dor de garganta e febre15), que não responda prontamente à terapia padrão.
Todos os pacientes devem ser advertidos que a transpiração excessiva e desidratação16 podem levar a uma excessiva queda da pressão arterial, devido à redução do volume de fluidos.
O paciente com insuficiência cardíaca17 sob terapia com captopril deve ser alertado contra o rápido aumento na atividade física.
Este medicamento não deve ser administrado durante a gravidez1.
A administração de captopril em crianças é contra-indicada pois não há evidências de estudos que comprovem sua segurança e eficácia em uso pediátrico.
Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS - Captopril
CARACTERÍSTICAS - Captopril
Modo de AçãoO exato mecanismo de ação do captopril ainda não foi completamente elucidado. Os efeitos benéficos do captopril na hipertensão18 e na insuficiência cardíaca17 parecem resultar principalmente da supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona, resultando em concentrações séricas diminuídas de angiotensina II e aldosterona. Entretanto, não há uma correlação consistente entre os níveis da renina e a resposta à droga. A redução da angiotensina II leva a uma secreção diminuída de aldosterona e, como resultado, podem ocorrer pequenos aumentos de potássio sérico, juntamente com perda de sódio e fluidos.
A enzima3 conversora de angiotensina (ECA) é idêntica à bradicininase e o captopril também pode interferir na degradação da bradicinina, provocando aumentos das concentrações de bradicinina ou de prostaglandina E2.
Farmacocinética
O captopril é rapidamente absorvido por via oral; os picos sangüíneos ocorrem em cerca de 1 hora. A absorção mínima média é de aproximadamente 75%. A presença de alimento no trato gastrintestinal reduz a absorção em cerca de 30 a 40% portanto, captopril deve ser administrado 1 hora antes das refeições.
Aproximadamente 25 à 30% da droga circulante liga-se às proteínas19 plasmáticas. A meia vida de eliminação aparente no sangue20 é, provavelmente, menor do que 3 horas. Mais de 95% da dose absorvida é eliminada na urina21: 40 a 50% como droga inalterada e o restante, como metabólitos (dímero dissulfeto do captopril e dissulfeto captopril-cisteína). O comprometimento renal22 pode resultar em acúmulo da droga. Estudos em animais indicam que o captopril não atravessa a barreira hemato-encefálica em quantidades significativas.
Farmacodinâmica
Reduções máximas da pressão arterial são freqüentemente observadas 60 à 90 minutos após administração oral de uma dose individual de captopril. A duração do efeito é relacionada à dose. A redução da pressão arterial pode ser progressiva; assim, para se atingir os efeitos terapêuticos máximos, podem ser necessárias várias semanas de tratamento. Os efeitos hipotensores do captopril e dos diuréticos6 tipo tiazídicos são aditivos. A pressão arterial é reduzida com a mesma intensidade, tanto na posição ereta, quanto supina. Os efeitos ortostáticos e taquicardia23 são infreqüentes, porém, podem ocorrer em pacientes com depleção de volume. Não foi observado nenhum aumento abrupto da pressão arterial após a interrupção súbita de captopril. Em pacientes com insuficiência cardíaca17, demonstrou-se reduções significativas da resistência vascular24 periférica (sistêmica) e da pressão arterial (pós-carga), redução da pressão capilar pulmonar (pré-carga) e da resistência vascular24 pulmonar. Demonstrou-se aumento do débito cardíaco25 e do tempo de tolerância ao exercício (TTE). Estes efeitos clínicos e hemodinâmicos ocorrem após a primeira dose e parecem persistir durante todo o período da terapia. Observou-se melhora clínica em alguns
pacientes onde os efeitos hemodinâmicos agudos foram mínimos.
Estudos Clínicos
captopril foi o primeiro inibidor da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA) a comprovar eficácia na prevenção da morbidade26 e da mortalidade27 decorrentes da hipertensão18. O estudo CAPPP "Captopril Prevention Project" foi um estudo prospectivo, randomizado, de tipo aberto, com avaliação cega dos objetivos finais. Foram incluídos 10.985 pacientes, com idades entre 25 e 65 anos, com pressão arterial diastólica28 igual ou superior a 100 mmHg, foram randomizados para captopril ou para o tratamento anti-hipertensivo convencional (diuréticos6, beta-bloqueadores).
O captopril e o tratamento convencional não diferiram quanto à eficácia na prevenção da morbidade26 e mortalidade27 cardiovasculares (RR=1,05, p=0,52). captopril reduziu o risco de eventos cardiovasculares fatais (RR=0,77, p=0,091). captopril reduziu o risco de desenvolvimento de diabetes mellitus29 (RR=0,86; p=0,040). Nos pacientes hipertensos e diabéticos captopril reduziu o risco de eventos cardíacos totais (RR=0,54; p=0,034). Nos pacientes hipertensos recém-diagnosticados, ou seja, sem tratamento anti-hipertensivo prévio, captopril reduziu o risco de desenvolvimento de diabetes mellitus29 (RR=0,78, p=0,041) e também reduziu o risco de eventos cardiovasculares fatais em 46% (RR=0,54, p=0,015).
O tratamento com captopril resultou em melhoria da sobrevida a longo prazo e dos resultados clínicos no estudo SAVE - "Survival and Ventricular Enlargement", com 2.231 pacientes com infarto do miocárdio30.
O estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, envolveu pacientes (com idade entre 21-79 anos) que demonstravam disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção 40%) sem manifestação de insuficiência cardíaca17.
Especificamente, o captopril reduziu:
- todas as causas de mortalidade27 (redução do risco em 19%, p = 0,022);
- a incidência31 de morte cardiovascular (redução do risco em 21%, p= 0,017);
- manifestações de insuficiência cardíaca17, onde se faz necessário a introdução ou o aumento de digitálicos e diuréticos6 (redução do risco em 19%, p = 0,008) ou da terapia com inibidores da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA) (redução do risco em 35%, p < 0,001);
- casos de hospitalização por insuficiência cardíaca17 (redução do risco em 20%, p = 0,034);
- casos de infarto do miocárdio30 clínico recorrente (redução do risco em 25%, p = 0,011);
- a necessidade de condutas de revascularização coronariana (revascularização cirúrgica do miocárdio e angioplastia32 coronária transluminal percutânea - redução do risco em 24%, p = 0,014).
O captopril melhorou a sobrevida e os resultados clínicos mesmo quando adicionada a outras terapias pós-infarto do miocárdio30, tais como com trombolíticos, beta-bloqueadores ou ácido acetilsalicílico.
Os mecanismos pelos quais o captopril resulta nessas melhorias incluem a atenuação da dilatação progressiva e da deterioração da função do ventrículo esquerdo e a inibição da ativação neuro-humoral.
Em estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo em 409 pacientes com diabetes mellitus29 insulino-dependentes, retinopatia e proteinúria33, com ou sem hipertensão18 (permitiu-se o tratamento com agentes anti-hipertensivos convencionais para se obter o controle da pressão arterial), o tratamento com captopril resultou em redução de 51% do risco de duplicação da creatinina34 sérica (p 0,01), além da redução em 51% do risco de morbidade26/mortalidade27 no estágio final da doença renal22 (diálise35 ou transplante renal22) ou morte (p 0,01).
Os efeitos do tratamento com captopril sobre a manutenção da função renal22 são adicionais a qualquer benefício alcançado a partir da redução da pressão arterial.
Nos pacientes com diabetes mellitus29 e microalbuminúria36, o captopril reduziu a taxa de excreção da albumina37 e atenuou o declínio da taxa de filtração gromerular durante 2 anos de tratamento.
INDICAÇÕES - Captopril
Reduz a pressão arterial nos casos de:
Hipertensão18
captopril é indicado para o tratamento da hipertensão18.
Insuficiência Cardíaca17
captopril é indicado no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva38 em associação com diuréticos6 e digitálicos.
O efeito benéfico de captopril na insuficiência cardíaca17 não requer a presença de digitálicos.
Infarto do Miocárdio30
O captopril é indicado como terapia pós-infarto do miocárdio30 em pacientes clinicamente estáveis com disfunção ventricular esquerda assintomática ou sintomática, para melhorar a sobrevida, protelar o início da insuficiência cardíaca17 sintomática, reduzir internações por insuficiência cardíaca17 e diminuir a incidência31 de infarto do miocárdio30 recorrente e as condutas de revascularização coronariana.
Nefropatia39 Diabética
O captopril é indicado para o tratamento de nefropatia39 diabética (proteinúria33 >500 mg/dia) em pacientes com diabetes mellitus29 insulino-dependentes. Nestes pacientes, o captopril previne a progressão da doença renal22 e reduz seqüelas clínicas associadas (diálise35, transplante renal22 e morte).
CONTRA- INDICAÇÕES - Captopril
ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO EM CASOS DE HIPERSENSIBILIDADE CONHECIDA AO CAPTOPRIL E/OU QUALQUER COMPONENTE DA FORMULAÇÃO OU A OUTRO INIBIDOR DA ENZIMA3 CONVERSORA DA ANGIOTENSINA (P. EX., PACIENTE QUE TENHA APRESENTADO ANGIOEDEMA9 DURANTE A TERAPIA COM QUALQUER OUTRO INIBIDOR DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA - ECA.ADVERTÊNCIAS - Captopril
ANGIOEDEMA9
OBSERVOU-SE ANGIOEDEMA9 EM PACIENTES TRATADOS COM INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA), INCLUINDO-SE O CAPTOPRIL. SE O ANGIOEDEMA9 ENVOLVER A LÍNGUA11, GLOTE40 OU LARINGE12, PODERÁ OCORRER A OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS E SER FATAL. A TERAPIA DE EMERGÊNCIA DEVERÁ SER INSTITUÍDA IMEDIATAMENTE.
O EDEMA41 CONFINADO À FACE, MEMBRANAS MUCOSAS DA BOCA, LÁBIOS E EXTREMIDADES, GERALMENTE DESAPARECEM COM A DESCONTINUAÇÃO DO CAPTOPRIL;
ALGUNS CASOS NECESSITARAM DE TERAPIA MÉDICA.
REAÇÕES ANAFILÁTICAS42 DURANTE DESSENSIBILIZAÇÃO43
DOIS PACIENTES SOB TRATAMENTO COM OUTRO INIBIDOR DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) SUBMETENDO-SE A UM TRATAMENTO DE DESSENSIBILIZAÇÃO43 COM VENENO DE HYMENOPTERA, SOFRERAM REAÇÕES ANAFILÁTICAS42 COM RISCO DE VIDA. NESTES MESMOS PACIENTES, AS REAÇÕES FORAM EVITADAS QUANDO A ADMINISTRAÇÃO DO INIBIDOR DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) FOI TEMPORARIAMENTE INTERROMPIDA, MAS ELAS REAPARECEM QUANDO DE UMA NOVA ADMINISTRAÇÃO. PORTANTO, CUIDADO É NECESSÁRIO EM PACIENTES TRATADOS COM INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) E SOB TAIS PROCEDIMENTOS DE DESSENSIBILIZAÇÃO43.
REAÇÕES ANAFILÁTICAS42 DURANTE DIÁLISE35 DE ALTO FLUXO/EXPOSIÇÃO A MEMBRANAS DE AFERESE LIPOPROTÉICA
REAÇÕES ANAFILÁTICAS42 TÊM SIDO RELATADAS EM PACIENTES HEMODIALISADOS COM MEMBRANA DE DIÁLISE35 DE ALTO FLUXO, TRATADOS CONCOMITANTEMENTE COM UM INIBIDOR DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA). REAÇÕES ANAFILÁTICAS42 TAMBÉM TÊM SIDO RELATADAS EM PACIENTES SOB AFERESE DE LIPOPROTEÍNAS DE BAIXA DENSIDADE COM ABSORÇÃO DE SULFATO DE DEXTRANO. NESTES PACIENTES, DEVE-SE CONSIDERAR A UTILIZAÇÃO DE UM TIPO DIFERENTE DE MEMBRANA DE DIÁLISE35 OU UMA DIFERENTE CLASSE DE MEDICAMENTO.
NEUTROPENI A / GRANULOCITOSE
A NEUTROPENIA44 É MUITO RARA (< 0,02%) EM PACIENTES HIPERTENSOS COM FUNÇÃO RENAL22 NORMAL (CRS < 1,6 MG/DL45, SEM DOENÇA VASCULAR24 DE COLÁGENO).
EM PACIENTES COM ALGUM GRAU DE INSUFICIÊNCIA RENAL46 (CREATININA34 SÉRICA DE PELO MENOS 1,6 MG/DL45), MAS SEM DOENÇA VASCULAR24 DE COLÁGENO, O RISCO DA NEUTROPENIA44 NOS ESTUDOS CLÍNICOS FOI DE CERCA DE 0,2%.
O USO CONCOMITANTE DE ALOPURINOL E CAPTOPRIL FOI ASSOCIADO À NEUTROPENIA44.
EM PACIENTES COM DOENÇAS VASCULARES DE COLÁGENO (P. EX., LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO, ESCLERODERMA) E INSUFICIÊNCIA RENAL46, A NEUTROPENIA44
OCORREU EM 3,7% DOS PACIENTES EM ESTUDOS CLÍNICOS.
RELATA-SE NEUTROPENIA44 GERALMENTE APÓS 3 MESES DO INÍCIO DA ADMINISTRAÇÃO DE CAPTOPRIL. EXAMES DA MEDULA ÓSSEA EM PACIENTES COM NEUTROPENIA44
MOSTRARAM CONSISTENTEMENTE HIPOPLASIA MIELÓIDE, FREQÜENTEMENTE ACOMPANHADA POR HIPOPLASIA ERITRÓIDE E DIMINUIÇÃO NO NÚMERO DE MEGACARIÓCITOS (EX.: MEDULA ÓSSEA HIPOPLÁSTICA E PANCITOPENIA47), ALGUMAS VEZES FORAM OBSERVADOS ANEMIA48 E TROMBOCITOPENIA49.
EM GERAL, A CONTAGEM DE NEUTRÓFILOS VOLTOU AO NORMAL EM CERCA DE DUAS SEMANAS APÓS A DESCONTINUAÇÃO DO CAPTOPRIL, E AS INFECÇÕES GRAVES SE LIMITARAM AOS PACIENTES CLINICAMENTE COMPLICADOS. CERCA DE 13% DOS CASOS DE NEUTROPENIA44 TIVERAM UM FIM FATAL, MAS QUASE TODAS AS FATALIDADES OCORRERAM EM PACIENTES GRAVEMENTE ENFERMOS, COM DOENÇAS VASCULARES DE COLÁGENO, INSUFICIÊNCIA RENAL46, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA17 OU TERAPIA IMUNOSSUPRESSORA OU UMA COMBINAÇÃO DESTES FATORES AGRAVANTES.
SE O CAPTOPRIL FOR UTILIZADO EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL46, DEVE-SE REALIZAR CONTAGEM DE LEUCÓCITOS50 E CONTAGENS DIFERENCIAIS ANTES DO INÍCIO DO TRATAMENTO E A INTERVALOS APROXIMADOS DE DUAS SEMANAS DURANTE CERCA DE 3 MESES, E PERIODICAMENTE DEPOIS DISSO.
EM PACIENTES COM DOENÇA VASCULAR24 DE COLÁGENO OU QUE ESTEJAM EXPOSTOS A OUTRAS DROGAS QUE CONHECIDAMENTE AFETAM OS LEUCÓCITOS50 OU A RESPOSTA IMUNOLÓGICA, PRINCIPALMENTE QUANDO HÁ INSUFICIÊNCIA RENAL46, O CAPTOPRIL DEVERÁ SER EMPREGADO, COM CUIDADO, SOMENTE APÓS UMA AVALIAÇÃO DO RISCO E BENEFÍCIO.
JÁ QUE A INTERRUPÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DE CAPTOPRIL E DE OUTRAS DROGAS GERALMENTE LEVAM AO PRONTO RESTABELECIMENTO DA CONTAGEM LEUCÓCITÁRIA A VALORES NORMAIS, QUANDO DA CONFIRMAÇÃO DA NEUTROPENIA44 (CONTAGEM DE NEUTRÓFILOS < 1000/mm3), O MÉDICO DEVERÁ SUSPENDER O MEDICAMENTO E ACOMPANHAR CUIDADOSAMENTE O PACIENTE.
PROTEINÚRIA33
PROTEÍNA URINÁRIA TOTAL SUPERIOR A 1 G/DIA FOI OBSERVADA EM CERCA DE 0,7% DOS PACIENTES TOMANDO CAPTOPRIL.
CERCA DE 90% DOS PACIENTES AFETADOS APRESENTARAM EVIDÊNCIAS DE DOENÇA RENAL22 ANTERIOR OU RECEBERAM DOSES RELATIVAMENTE ELEVADAS DE CAPTOPRIL (ACIMA DE 150 MG/DIA), OU AMBOS.
EM ESTUDO MULTICÊNTRICO, DUPLO-CEGO, CONTROLADO POR PLACEBO, ENVOLVENDO 207 PACIENTES COM NEFROPATIA39 DIABÉTICA E PROTEINÚRIA33 ( 500 MG/DIA), QUE RECEBERAM 75 MG/DIA DE CAPTOPRIL.
DURANTE UMA MÉDIA DE 3 ANOS, HOUVE UMA CONSISTENTE REDUÇÃO DA PROTEINÚRIA33. NÃO SE SABE SE A TERAPIA A LONGO PRAZO TERIA EFEITOS SIMILARES EM PACIENTES COM OUTROS TIPOS DE DOENÇA RENAL22.
PACIENTES COM DOENÇA RENAL22 ANTERIOR OU AQUELES RECEBENDO CAPTOPRIL EM DOSES SUPERIORES A 150 MG, DEVERÃO FAZER UMA AVALIAÇÃO DA PROTEÍNA URINÁRIA ANTES DO TRATAMENTO (FEITA NA PRIMEIRA URINA21 DA MANHÃ) E DEPOIS, REALIZAR O TESTE PERIODICAMENTE.
HIPOTENSÃO51
RARAMENTE OBSERVOU-SE HIPOTENSÃO51 EXCESSIVA EM PACIENTES HIPERTENSOS, MAS É UMA CONSEQÜÊNCIA POSSÍVEL DO USO DE CAPTOPRIL EM INDIVÍDUOS SAL/VOLUME-DEPLETADOS (TAIS COMO AQUELES TRATADOS VIGOROSAMENTE COM DIURÉTICOS6), PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA17 OU NAQUELES PACIENTES QUE ESTÃO SENDO SUBMETIDOS A DIÁLISE35 RENAL22.
NA HIPERTENSÃO18, A CHANCE DE OCORRER EFEITOS HIPOTENSORES COM AS DOSES INICIAIS DE CAPTOPRIL PODEM SER MINIMIZADAS PELA DESCONTINUAÇÃO DO DIURÉTICO52 OU PELO AUMENTO DA INGESTÃO DE SAL A PROXIMADAMENTE 1 SEMANA ANTES DO INÍCIO DO TRATAMENTO COM CAPTOPRIL OU INICIANDO-SE A TERAPIA COM DOSES PEQUENAS (6,25 OU 12,5 MG). PODE SER ACONSELHÁVEL UM ACOMPANHAMENTO MÉDICO POR PELO MENOS 1 HORA APÓS A DOSE INICIAL.
UMA RESPOSTA HIPOTENSORA TRANSITÓRIA NÃO É UMA CONTRA-INDICAÇÃO PARA DOSES SUBSEQÜENTES, QUE PODEM SER ADMINISTRADAS SEM DIFICULDADE UMA VEZ QUE A PRESSÃO SE ELEVE.
NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA17, QUANDO A PRESSÃO SANGÜÍNEA53 FOI NORMAL OU BAIXA, REGISTROU-SE DIMINUIÇÕES TRANSITÓRIAS NA PRESSÃO SANGÜÍNEA53 MÉDIA SUPERIORES A 20% EM CERCA DA METADE DOS PACIENTES.
É MAIS PROVÁVEL QUE ESTA HIPOTENSÃO51 TRANSITÓRIA OCORRA APÓS QUALQUER DAS VÁRIAS DOSES INICIAIS E GERALMENTE É BEM TOLERADA, SENDO ASSINTOMÁTICA OU PRODUZINDO UMA BREVE SENSAÇÃO DE CABEÇA VAZIA.
DEVIDO À QUEDA POTENCIAL DA PRESSÃO ARTERIAL NESTES PACIENTES, A TERAPIA DEVERÁ SER INICIADA SOB RIGOROSO MONITORAMENTO MÉDICO. UMA DOSE INICIAL DE 6,25 OU 12,5 MG , 3 VEZES AO DIA, PODE MINIMIZAR O EFEITO HIPOTENSIVO. OS PACIENTES DEVERÃO SER CUIDADOSAMENTE ACOMPANHADOS, DURANTE AS PRIMEIRAS DUAS SEMANAS DE TRATAMENTO E SEMPRE QUE A DOSE DE CAPTOPRIL E/OU DIURÉTICO52 FOR AUMENTADA.
A HIPOTENSÃO51 POR SI SÓ NÃO É UMA RAZÃO PARA A INTERRUPÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DE CAPTOPRIL. A MAGNITUDE DA QUEDA DE PRESSÃO É MAIOR NO INÍCIO DO TRATAMENTO E ESTE EFEITO SE ESTABILIZA NO PRAZO DE 1 OU 2 SEMANAS. GERALMENTE COM RETORNO DOS NÍVEIS DE PRESSÃO PRÉ-TRATAMENTO, SEM DIMINUIÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA, NO PRAZO DE 2 MESES.
MORBIDADE26 E MORTALIDADE27 FETAL /NEONATAL
QUANDO USADOS NA GRAVIDEZ1 DURANTE O SEGUNDO E TERCEIRO TRIMESTRES, OS INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) PODEM CAUSAR DANOS AO DESENVOLVIMENTO E MESMO MORTE FETAL. QUANDO A GRAVIDEZ1 FOR DETECTADA, CAPTOPRIL DEVE SER DESCONTINUADO O QUANTO ANTES.
INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA54
EM RARAS OCASIÕES, OS INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) TÊM SIDO ASSOCIADOS COM UMA SÍNDROME55 QUE SE INICIA COM ICTERÍCIA56 COLESTÁTICA E PROGRIDE PARA UMA NECROSE57 HEPÁTICA FULMINANTE E MORTE (ALGUMAS VEZES). OS MECANISMOS DESTA SÍNDROME55 NÃO SÃO CONHECIDOS.
PACIENTES RECEBENDO INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) QUE DESENVOLVERAM ICTERÍCIA56 OU ELEVAÇÕES ACENTUADAS DAS ENZIMAS HEPÁTICAS DEVEM DESCONTINUAR O TRATAMENTO COM INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) E RECEBER ACOMPANHAMENTO MÉDICO APROPRIADO.
PRECAUÇÃO - Captopril
INSUFICIÊNCIA RENAL46HIPERTENSÃO18
ALGUNS PACIENTES COM DOENÇA RENAL22, PRINCIPALMENTE COM GRAVE ESTENOSE DE ARTÉRIA58 RENAL22, APRESENTARAM AUMENTOS DA URÉIA59 E CREATININA34 SÉRICAS APÓS A REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL COM CAPTOPRIL. A REDUÇÃO DA POSOLOGIA DE CAPTOPRIL E/OU DESCONTINUAÇÃO DO DIURÉTICO52 PODEM SER NECESSÁRIAS.
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA17
CERCA DE 20% DOS PACIENTES APRESENTAM ELEVAÇÕES ESTÁVEIS DA URÉIA59 E CREATININA34 SÉRICAS 20% ACIMA DO NORMAL OU DO PATAMAR DE REFERÊNCIA, COM TRATAMENTOS PROLONGADOS REALIZADOS COM CAPTOPRIL. MENOS DE 5% DOS PACIENTES, GERALMENTE AQUELES COM GRAVES DOENÇAS RENAIS PRÉEXISTENTES, NECESSITARAM DA DESCONTINUAÇÃO DO TRATAMENTO DEVIDO AOS VALORES PROGRESSIVAMENTE CRESCENTES DE CREATININA34.
HIPERCALEMIA
ELEVAÇÕES NO POTÁSSIO SÉRICO FORAM OBSERVADAS EM ALGUNS PACIENTES TRATADOS COM INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA), INCLUINDO-SE O CAPTOPRIL. O RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE HIPERCALEMIA, QUANDO EM TRATAMENTO COM INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA), EXISTE EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL46, DIABETE MELLITUS E NAQUELES USANDO CONCOMITANTEMENTE DIURÉTICOS6 POUPADORES DE POTÁSSIO, SUPLEMENTOS DE POTÁSSIO OU SUBSTITUTOS DO SAL CONTENDO POTÁSSIO OU OUTRAS DROGAS ASSOCIADAS COM AUMENTOS DE POTÁSSIO SÉRICO (P. EX., HEPARINA).
TOSSE
RELATA-SE TOSSE COM O USO DE INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA). CARACTERISTICAMENTE, ESTA É UMA TOSSE PERSISTENTE E NÃO PRODUTIVA E DESAPARECE APÓS A DESCONTINUAÇÃO DA TERAPIA.
A TOSSE INDUZIDA POR INIBIDOR DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) DEVE SER CONSIDERADA COMO PARTE DO DIAGNÓSTICO60 DIFERENCIAL DA TOSSE.
CIRURGIA ANESTESIA61
DURANTE GRANDES CIRURGIAS OU DURANTE A ANESTESIA61 COM AGENTES QUE PRODUZEM HIPOTENSÃO51, O CAPTOPRIL IRÁ BLOQUEAR A FORMAÇÃO DE ANGIOTENSINA II SECUNDÁRIA À LIBERAÇÃO COMPENSATÓRIA DE RENINA. SE A HIPOTENSÃO51 OCORRER E FOR CONSIDERADA COMO SENDO DEVIDO A ESTE MECANISMO, PODERÁ SER CORRIGIDA PELA EXPANSÃO DE VOLUME.
• USO DURANTE A GRAVIDEZ1 E LACTAÇÃO2
CATEGORIA "C" (PRIMEIRO TRIMESTRE) E "D" (SEGUNDO E TERCEIRO TRIMESTRES). VIDE ITEM "ADVERTÊNCIAS" - MORBIDADE26 E MORTALIDADE27 FETAL /NEONATAL.
AS CONCENTRAÇÕES DE CAPTOPRIL NO LEITE MATERNO CORRESPONDEM A 1% DAQUELAS EXISTENTES NO SANGUE20 MATERNO. DEVIDO AO POTENCIAL DO CAPTOPRIL EM CAUSAR REAÇÕES ADVERSAS SEVERAS NOS LACTENTES62, DEVE-SE TOMAR UMA DECISÃO ENTRE SE DESCONTINUAR A AMAMENTAÇÃO63 OU SUSPENDER O MEDICAMENTO, LEVANDO-SE EM CONTA A IMPORTÂNCIA DO CAPTOPRIL PARA A MÃE.
• USO DURANTE PEDIÁTRICO
A SEGURANÇA E A EFICÁCIA DO CAPTOPRIL EM CRIANÇAS NÃO FOI ESTABELECIDA.
• EFEITOS SOBRE A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS
NÃO HÁ EVIDÊNCIAS DE QUE CAPTOPRIL DIMINUA A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - Captopril
HIPOTENSÃO51
PACIENTES EM TERAPIA COM DIURÉTICOS6
PACIENTES TOMANDO DIURÉTICOS6 E PRINCIPALMENTE AQUELES NOS QUAIS A TERAPIA COM DIURÉTICOS6 FOI INSTITUÍDA RECENTEMENTE, BEM COMO AQUELES COM INTENSAS RESTRIÇÕES DIETÉTICAS DE SAL OU EM DIÁLISE35, PODERÃO APRESENTAR, OCASIONALMENTE, UMA REDUÇÃO BRUSCA DA PRESSÃO ARTERIAL, GERALMENTE NA PRIMEIRA HORA APÓS TEREM RECEBIDO A DOSE INICIAL DE CAPTOPRIL.
AGENTES COM ATIVIDADE VASODILATADORA
DROGAS COM ATIVIDADE VASODILATADORA DEVERÃO SER ADMINISTRADAS COM CUIDADO, CONSIDERANDO-SE O USO DE DOSES MENORES.
AGENTES QUE AFETAM A ATIVIDADE SIMPÁTICA
AGENTES QUE AFETAM A ATIVIDADE SIMPÁTICA (P. EX., AGENTES BLOQUEADORES GANGLIONARES OU AGENTES BLOQUEADORES DE NEURÔNIOS64 ADRENÉRGICOS) DEVEM SER USADOS COM CAUTELA.
AGENTES QUE AUMENTAM O POTÁSSIO SÉRICO
AGENTES POUPADORES DE POTÁSSIO, TAIS COMO A ESPIRONOLACTONA , TRIANTERENO OU AMILORIDA , OU SUPLEMENTOS DE POTÁSSIO , DEVERÃO SER ADMINISTRADOS APENAS PARA HIPOCALEMIA65 DOCUMENTADA E, ENTÃO, COM CAUTELA , JÁ QUE PODEM LEVAR A UM AUMENTO SIGINIFICATIVO DO POTÁSSIO SÉRICO. OS SUBSTITUTOS DO SAL CONTENDO POTÁSSIO DEVERÃO SER TAMBÉM USADOS COM CAUTELA.
INIBIDORES DA SÍNTESE ENDÓGENA DE PROSTAGLANDINAS
HÁ RELATOS DE QU E A INDOMETACINA PODE REDUZIR O EFEITO ANTI-HIPERTENSIVO DO CAPTOPRIL, PRINCIPALMENTE EM CASOS DE HIPERTENSÃO18 COM RENINA BAIXA. OUTROS AGENTES ANTINFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES (P. EX., ÁCIDO ACETILSALICÍLICO ) TAMBÉM PODEM APRESENTAR ESTE EFEITO .
LÍTIO
RELATA-SE AUMENTO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE LÍTIO E SINTOMAS8 DE TOXICIDADE DO LÍTIO EM PACIENTES RECEBENDO CONCOMITANTEMENTE LÍTIO E INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA). ESTAS DROGAS DEVEM SER ADMINISTRADAS COM CUIDADO E RECOMENDA-SE MONITORIZAÇÃO FREQÜENTE DOS NÍVEIS SÉRICOS DE LÍTIO. SE UM DIURÉTICO52 FOR USADO CONCOMITANTEMENTE, OS RISCOS DE TOXICIDADE PELO LÍTIO AUMENTAM.
ALTERAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS - Captopril
ACETONA URINÁRIA: PODE RESULTAR EM FALSO-POSITIVOELETRÓLITOS DO SORO66
-HIPERCALEMIA: PRINCIPALMENTE EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL46
-HIPONATREMIA: PRINCIPALMENTE EM PACIENTES SOB DIETA COM RESTRIÇÃO DE SAL OU SOB TRATAMENTO CONCOMITANTE COM DIURÉTICOS6.
URÉIA59/ CREATININA34 SÉRICA
ELEVAÇÃO TRANSITÓRIA DOS NÍVEIS DE URÉIA59 E CREATININA34 SÉRICA PRINCIPALMENTE EM PACIENTES VOLUME OU SAL-DEPLETADOS OU COM HIPERTENSÃO18 RENOVASCULAR.
HEMATOLÓGICA
OCORRÊNCIA DE TÍTULOS POSITIVOS DE ANTI-CORPO ANTI-NÚCLEO.
TESTES DE FUNÇÃO HEPÁTICA
PODEM OCORRER ELEVAÇÕES DAS TRANSAMINASES, FOSFATASE ALCALINA E BILIRRUBINA67 SÉRICA.
REAÇÕES ADVERSAS - Captopril
DERMATOLÓGICAS: ERUPÇÕES CUTÂNEAS68, FREQÜENTEMENTE COM PRURIDO69 E ALGUMAS VEZES COM FEBRE15, ARTRALGIA70 E EOSINOFILIA, OCORRERAM EM CERCA DE 4 A 7% DOS PACIENTES, GERALMENTE DURANTE AS PRIMEIRAS 4 SEMANAS DE TERAPIA. O PRURIDO69, SEM ERUPÇÃO, OCORRE EM CERCA DE 2% DOS PACIENTES. RELATA-SE, TAMBÉM, LESÃO ASSOCIADA E REVERSÍVEL DO TIPO PENFIGÓIDE E REAÇÕES DE FOTOSSENSIBILIDADE.
RELATA-SE RARAMENTE RUBOR OU PALIDEZ ( 0,5% DOS PACIENTES). RELATA-SE também PÊNFIGO BOLHOSO, ERITEMA MULTIFORME71 (INCLUINDO SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON72) E DERMATITE73 ESFOLIATIVA.
CARDIOVASCULARES: PODERÁ OCORRER HIPOTENSÃO51. TAQUICARDIA23, DORES NO PEITO E PALPITAÇÕES74 FORAM, CADA UMA DELAS, OBSERVADAS EM APROXIMADAMENTE 1% DOS PACIENTES. ANGINA75 PECTORIS, INFARTO DO MIOCÁRDIO30, SÍNDROME55 DE RAYNAUD E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA38 OCORRERAM EM TAXAS 0,3% DOS PACIENTES. RELATA-SE TAMBÉM PARADA CARDÍACA, ACIDENTE/INSUFICIÊNCIA76 CÉREBRO VASCULAR24, DISTÚRBIOS DE RITMO,
HIPOTENSÃO51 ORTOSTÁTICA E SÍNCOPE77.
GASTRINTESTINAIS: APROXIMADAMENTE 2 A 4 % DOS PACIENTES (DEPENDENDO DA DOSE E DO ESTADO RENAL22) APRESENTARAM ALTERAÇÃO DO PALADAR.
RELATA-SE TAMBÉM PANCREATITE78, GLOSSITE79 E DISPEPSIA80.
HEMATOLÓGICAS: PODE OCORRER NEUTROPENIA44/AGRANULOCITOSE81, ASSIM COMO CASOS DE ANEMIA48, TROMBOCITOPENIA49 E PANCITOPENIA47. RELATA-SE TAMBÉM ANEMIA48, INCLUINDO AS FORMAS APLÁSTICA E HEMOLÍTICA.
IMUNOLÓGICAS: RELATA-SE ANGIOEDEMA9 EM APROXIMADAMENTE 0,1% DOS PACIENTES. O ANGIEDEMA ENVOLVENDO AS VIAS AÉREAS SUPERIORES PODE PROVOCAR OBSTRUÇÃO FATAL DAS VIAS AÉREAS.
RESPIRATÓRIAS: FOI RELATADA TOSSE EM 0,5-2% DOS PACIENTES TRATADOS COM CAPTOPRIL EM ESTUDOS CLÍNICOS. RELATA-SE TAMBÉM BRONCOESPASMO82, PNEUMONITE83 EOSINOFÍLICA E RINITE84.
RENAIS: CADA UMA DAS REAÇÕES ADVERSAS CITADAS A SEGUIR FORAM RELATADAS RARAMENTE (0,2%) E SUA RELAÇÃO COM O USO DA DROGA É INCERTA: INSUFICIÊNCIA RENAL46, DANO RENAL22, SÍNDROME NEFRÓTICA85, POLIÚRIA86, OLIGÚRIA87 E FREQÜÊNCIA URINÁRIA. RELATA-SE PROTEINÚRIA33.
NÃO FOI POSSÍVEL DETERMINAR COM EXATIDÃO A INCIDÊNCIA31 OU A RELAÇÃO CAUSAL PARA AS REAÇÕES ADVERSAS LISTAD AS A SEGUIR:
GERAIS: ASTENIA88 E GINECOMASTIA89.
HEPATOBILIARES: ICTERÍCIA56, HEPATITE90, INCLUINDO RAROS CASOS DE NECROSE57 E COLESTASE.
METABÓLICAS: HIPONATREMIA SINTOMÁTICA.
MÚSCULO-ESQUELÉTICAS: MIALGIA91 E MIASTENIA92.
NERVOSO/PSIQUIÁTRICAS: ATAXIA93, CONFUSÃO, DEPRESSÃO, NERVOSISMO E SONOLÊNCIA.
ÓRGÃOS DOS SENTIDOS: VISÃO TURVA.
UROGENITAIS : IMPOTÊNCIA94.
ASSIM COMO OCORRE COM OUTROS INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA), RELATOU-SE UMA SÍNDROME55 QUE INCLUI: FEBRE15, MIALGIA91, ARTRALGIA70, NEFRITE95 INTERSTICIAL, VASCULITE96, ERUPÇÃO OU OUTRAS MANIFESTAÇÕES DERMATOLÓGICAS, EOSINOFILIA E HEMOSSEDIMENTAÇÃO ELEVADA.
MORTALIDADE27 E MORBIDADE26 FETAL /NEONATAL: O USO DE INIBIDORES DA ENZIMA3 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) DURANTE O SEGUNDO E TERCEIRO TRIMESTRES DA GRAVIDEZ1 TEM SIDO ASSOCIADO COM DANO FETAL E NEONATAL E MORTE.
POSOLOGIA - Captopril
captopril deve ser tomado 1 hora antes das refeições. A dose deve ser individualizada.- Hipertensão18
O início da terapia exige ponderação de recentes tratamentos anti-hipertensivos, da extensão da elevação da pressão sangüínea53, da restrição de sal e das outras circunstâncias clínicas.
Se possível, interromper a droga anti-hipertensiva, que o paciente estava tomando anteriormente, uma semana antes de iniciar o tratamento com captopril.
A dose inicial de captopril é 50 mg uma vez ao dia ou 25 mg duas vezes ao dia. Se não houver uma redução satisfatória da pressão sangüínea53 após duas ou quatro semanas, a dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia ou 50 mg duas vezes ao dia. A restrição concomitante do sódio pode ser benéfica, quando o captopril for administrado isoladamente.
Se a pressão sangüínea53 não for satisfatoriamente controlada após uma ou duas semanas nesta dose (e o paciente ainda não estiver tomando um diurético52), deverá ser acrescentada uma pequena dose de diurético52 do tipo tiazídico (p. ex., 25 mg/dia de hidroclorotiazida). A dose de diurético52 poderá ser aumentada em intervalos de uma a duas semanas, até que seja atingida sua dose anti-hipertensiva usual máxima.
Se o captopril estiver sendo introduzido em um paciente sob diureticoterapia, o tratamento com captopril deverá ser iniciado sob rigorosa supervisão médica.
Se for necessária uma redução subseqüente da pressão sangüínea53, a dose de captopril poderá ser aumentada pouco a pouco (enquanto persistindo com o diurético52) e um esquema de dose de três vezes ao dia poderá ser considerado. A dose de captopril no tratamento da hipertensão18 normalmente não excede 150 mg/dia. Uma dose diária máxima de 450 mg de captopril não deverá ser excedida.
Para pacientes com hipertensão18 grave (p. ex., hipertensão18 acelerada ou maligna), quando uma descontinuação temporária da terapia anti-hipertensiva atual não é viável ou desejável ou quando a titulação imediata para níveis de pressão arterial mais baixos for indicada, o diurético52 deverá ser mantido, mas outras medicações anti-hipertensivas concomitantes deverão ser interrompidas e a posologia do captopril deverá ser iniciada imediatamente em 25 mg, duas a três vezes ao dia, sob rigoroso controle médico.
Quando necessário, devido ao estado clínico do paciente, a dose diária do captopril poderá ser aumentada a cada 24 horas ou menos sob monitoramento médico contínuo, até que uma resposta pressórica sangüínea satisfatória seja obtida ou a dose máxima de captopril seja atingida. Neste regime, a inclusão de um diurético52 mais potente, p. ex., a furosemida, pode também ser indicada.
- Insuficiência Cardíaca17
O início da terapia exige ponderação da terapia diurética recente e da possibilidade de uma depleção sal/volume grave. Em pacientes com pressão arterial normal ou baixa, que tenham sido vigorosamente tratados com diuréticos6 e que possam estar hiponatrêmicos e/ou hipovolêmicos, uma dose inicial de 6,25 ou l2,5 mg duas ou três vezes ao dia, poderá minimizar a magnitude ou a duração do efeito hipotensor (vide item "advertências"); para estes pacientes, a titulação da posologia diária usual pode então ocorrer dentro dos próximos dias.
Para a maioria dos pacientes a dose diária inicial usual é 25 mg duas ou três vezes ao dia. Após uma dose de 5O mg duas ou três vezes ao dia ter sido atingida,
aumentos subseqüentes na posologia devem ser retardados, quando possível, durante pelo menos duas semanas, para determinar se ocorre uma resposta satisfatória.
A maioria dos pacientes estudados apresentou uma melhoria clínica satisfatória com uma dose diária de 150 mg ou menos. Uma dose máxima diária de 450 mg de captopril não deverá ser excedida. captopril geralmente deve ser usado em conjunto com um diurético52 e digitálicos. A terapia com captopril precisa ser iniciada sob rigoroso monitoramento médico.
- Infarto do Miocárdio30
A terapia deve ser iniciada três dias após o episódio de infarto do miocárdio30. Após uma dose inicial de 6,25 mg, a terapia com captopril deverá aumentar para 37,5 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme tolerado. A dose deve ser aumentada para 75 mg/dia administrados em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme a tolerabilidade, durante os dias seguintes, até que se atinja a dose-alvo final de 150 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia administrados durante as várias semanas seguintes.
Se ocorrer hipotensão51 sintomática, pode ser necessária uma redução da dose. As tentativas subseqüentes para se atingir a dose de 150 mg/dia deverão ser baseadas na tolerabilidade do paciente ao captopril.
O captopril pode ser utilizado em pacientes submetidos a outras terapias pós-infarto do miocárdio30, p. ex., com trombolíticos, ácido acetilsalicílico ou beta-bloqueadores.
- Nefropatia39 Diabética
Em pacientes com nefropatia39 diabética, a dose diária recomendada de captopril é de 75 mg em doses divididas, 3 vezes ao dia.
Se uma redução adicional da pressão arterial é necessária, outros agentes anti-hipertensivos, tais como diuréticos6, agentes bloqueadores de receptor beta-adrenérgicos, agentes
que atuam centralmente ou vasodilatadores, podem ser usados conjuntamente com o captopril.
- Ajuste da dose para pacientes com Insuficiência Renal46
Doses divididas de captopril 75 a 100 mg/dia são bem toleradas em pacientes com nefropatia39 diabética e insuficiência renal46 leve a moderada.
Devido ao fato de que o captopril é excretado principalmente pelos rins97, a velocidade de excreção é reduzida em pacientes com função renal22 comprometida. Portanto, estes pacientes poderão responder a doses menores ou menos freqüentes. Sendo assim, para pacientes com insuficiência renal46 significativa, a dose diária inicial de captopril deverá ser reduzida e incrementos menores devem ser utilizados para titulação, que deverá ser bastante lenta (intervalos de uma a duas semanas).
SUPERDOSAGEM - Captopril
A correção da hipotensão51 deve ser a principal preocupação. Enquanto que o captopril pode ser removido da circulação98 de um adulto por hemodiálise99, os dados sobre a eficácia da hemodiálise99 para remover a droga da circulação98 de recém-nascidos ou crianças são inadequados. A diálise peritoneal100 não é eficaz na remoção do captopril; não há informação com relação a transfusão101 como alternativa para a remoção da droga da circulação98 geral.
PACIENTES IDOSOS - Captopril
Os inibidores da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA) (por exemplo captopril) são considerados mais efetivos na redução da pressão arterial em pacientes com atividade de renina plasmática normal ou alta. Como a atividade da renina plasmática parece diminuir com o aumento da idade, pacientes idosos podem ser menos sensíveis aos efeitos hipotensores dos inibidores da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA). Entretanto, concentrações séricas aumentadas de inibidores da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA) resultantes de diminuição da função renal22 relacionada com a idade, podem compensar para a menor concentração de renina. Contudo, alguns pacientes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos hipotensores destes medicamentos e podem requerer cuidado quando receberem um inibidor da Enzima3 Conversora de Angiotensina (ECA).
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
N.º de lote, data de fabricação e prazo de validade: VIDE CARTUCHO.
Para sua segurança mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.
Registro MS - 1.0043.0892
Farm. Resp.: Dra. Sônia Albano Badaró - CRF-SP 19.258
EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA
Av. Ver. José Diniz, 3.465
São Paulo - SP
CNPJ 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira
Captopril (Eurofarma) - Laboratório
EUROFARMA
Av. Ver. José Diniz, 3465 - Campo Belo
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Tel: 0800-704-3876
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