ACETOFEN
- FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Comprimido 750mg : embalagem contendo 20 e 200 comprimidos.
Solução Oral (gotas) 200mg/ml : embalagem contendo frasco plástico gotejador com 15ml.
COMPOSIÇÕES - ACETOFEN
Cada comprimido 750mg contém:Paracetamol .................... 750,0 mg
Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido
(amido, povidona, ácido esteárico, croscarmelose sódica)
Cada ml (aproximadamente 22 gotas) da solução oral (gotas) contém:
Paracetamol .................... 200,0mg
Veículo q.s.p. .................... ....................1,0 ml
(sacarina1, ciclamato de sódio, metabissulfito de sódio, polietilenoglicol 400, essência e corante)
INFORMAÇÕES AO PACIENTE - ACETOFEN
· Ação esperada do medicamento: A ação analgésica se faz sentir cerca de 30 minutos após a administração de ACETOFEN e se prolonga por 4 a 6 horas.
· Cuidados de armazenamento: ACETOFEN 750mg comprimido deve ser conservado em temperatura ambiente, ao abrigo da luz e umidade. A solução oral (gotas) deve ser conservada em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C) e ao abrigo da luz.
· Prazo de validade: Não use o medicamento se o seu prazo de validade estiver vencido, o que pode ser verificado na embalagem externa do produto.
· A exemplo de outros medicamentos com ação analgésica-antitérmica, o paracetamol não tem efeito curativo sobre a causa da dor. No caso de persistência dos sintomas2, procure orientação médica.
· Gravidez3 e lactação4: É admitido o uso de ACETOFEN durante a gravidez3. Entretanto, deve ser sempre considerado o risco potencial de qualquer medicamento causar dano ao feto. Seu uso deve ser restrito aos casos necessários e por curto período.
· Informe seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após o seu término.
· Informe seu médico se está amamentando.
· Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. No caso de ingestão acidental de dose excessiva (por exemplo: 13 comprimidos de uma só vez), procure imediatamente um serviço médico de urgência.
· Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
· Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
· Ingestão concomitante com outras substâncias: Evite ingerir o medicamento juntamente com alimentos. A administração de paracetamol conjuntamente com alimentos retarda a absorção do fármaco.
· Precauções: Pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico (aspirina) devem ter cuidado ao usar o paracetamol. Caso surja durante o uso de ACETOFEN qualquer reação inesperada, seu médico deve ser informado.
· Em caso de alergia5 ao paracetamol o medicamento deve ser suspenso.
· No caso de persistência dos sintomas2 por mais de três a quatro dias, é obrigatória a busca de orientação médica.
- INFORMAÇÕES TÉCNICAS
MODO DE AÇÃO
Analgésico6: O mecanismo de ação analgésica não está totalmente determinado. O paracetamol pode atuar predominantemente inibindo a síntese de prostaglandinas ao nível do Sistema Nervoso7 Central e em menor grau bloqueando a geração do impulso doloroso ao nível periférico. A ação periférica pode ser decorrente, também da inibição da síntese de prostaglandinas ou da inibição da síntese ou da ação de outras substâncias que sensibilizam os nociceptores ante estímulos mecânicos ou químicos.
Antipirético8: O paracetamol provavelmente produz a antipirese atuando ao nível central sobre o centro hipotalâmico regulador da temperatura para produzir uma vasodilatação periférica que dá lugar a um aumento do fluxo de sangue9 na pele, de sudorese10 e da perda de calor. A ação ao nível central provavelmente está relacionada com a inibição da síntese de prostaglandinas no hipotálamo11.
FARMACOCINÉTICA
Absorção: após a administração oral, a absorção do paracetamol no trato gastrintestinal é rápida e praticamente total. A administração de paracetamol conjuntamente com alimentos retarda a absorção do fármaco.
Distribuição: o paracetamol atravessa a barreira hematoencefálica e placentária. É encontrado no leite em concentrações de 10-15mcg/ml, após uma a duas horas da ingestão de uma dose de 650 mg de paracetamol. Vd = 1 l/kg.
Ligação a proteínas12: não é significativa em concentrações plasmáticas abaixo de 60mcg/ml; pode apresentar níveis moderados (20-50%) em concentrações tóxicas.
Biotransformação: o paracetamol é metabolizado principalmente no fígado13 (90-95%), por conjugação com ácido glucurônico, ácido sulfúrico e cisteína.
Meia-vida: a meia-vida sérica da fase terminal em humanos é de 1 a 4 horas; não é alterada em casos de insuficiência renal14, mas pode ser prolongada na superdosagem aguda. A meia-vida sérica é ligeiramente mais longa em neonatos15, em hepatopatas e no idoso. A meia-vida do paracetamol no leite materno é de 1,35 a 3,5 horas.
Início da ação: de 15 minutos a 1 hora após a ingestão oral.
Tempo para atingir a concentração máxima: o pico das concentrações plasmáticas ocorre entre 0,5 e 2 horas após administração, sendo ligeiramente mais rápido em preparações líquidas.
Concentração terapêutica: 10-20mcg/ml.
Duração da ação: 3 a 4 horas.
Eliminação: cerca de 90% de uma dose terapêutica são excretados na urina16 em 24 horas. Do material excretado, 1 a 4% é o paracetamol inalterado, 20-30% são metabólitos conjugados com sulfato e 40-60% metabólitos conjugados com ácido glucurônico.
- INDICAÇÕES
Como analgésico6-antipirético8. O paracetamol está indicado para aliviar dores leves ou moderadas e para reduzir a febre17. Só proporciona alívio sintomático; quando for necessário, deve-se administrar uma terapia adicional para tratar a causa da dor ou da febre17.
O paracetamol tem uma atividade antiinflamatória mínima e não alivia os sinais18 da inflamação19 ocasionada pela artrite20; não pode ser utilizado como substituto do ácido acetilsalicílico, de outros salicilatos, nem de outros antiinflamatórios não-esteróides, para o tratamento da artrite reumatóide21. No entanto, pode ser utilizado para aliviar a dor ocasionada pela osteoartrite22 leve.
O paracetamol pode ser utilizado quando a terapia com ácido acetilsalicílico não for aconselhável ou for contra-indicada, por exemplo, em pacientes que recebem anticoagulantes ou uricosúricos, hemofílicos ou pacientes com outros problemas hemorrágicos e naqueles com enfermidade do trato gastrintestinal superior ou com intolerância ou hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico.
CONTRA-INDICAÇÕES - ACETOFEN
Pacientes reconhecidamente hipersensíveis ao paracetamol.- PRECAUÇÕES
Ocorrendo reação de hipersensibilidade ao paracetamol, a administração do medicamento deve ser suspensa.
Gravidez3: Não se tem descrito problemas em humanos. Embora não tenham sido realizados estudos controlados, demonstrou-se que o paracetamol atravessa a placenta. É admitido seu uso durante a gravidez3; entretanto, deve ser sempre considerado o risco potencial de qualquer medicamento causar dano ao feto. Seu uso deve ser restrito aos casos necessários e deve ser por curto período.
Geriatria: Não se dispõe de informações.
Sensibilidade Cruzada e/ou Problemas Associados: Os pacientes com intolerância ao ácido acetilsalicílico podem não apresentá-la em relação ao paracetamol; no entanto, tem sido descritas ligeiras reações broncoespasmódicas com paracetamol em alguns asmáticos sensíveis ao ácido acetilsalicílico (menos de 5% dos ensaiados).
Problemas Médicos: A relação risco/benefício da terapêutica com ACETOFEN deve ser avaliada nas seguintes situações clínicas: alcoolismo, enfermidade hepática, hepatite23 viral (aumenta o risco de hepatotoxicidade24), disfunção renal25 severa (o uso prolongado de doses elevadas pode aumentar o risco de aparecimento de efeitos renais adversos).
- INTERAÇÕES COM MEDICAMENTOS OU ALIMENTOS
Alimentos: A administração de paracetamol conjuntamente com alimentos retarda sua absorção.
Barbitúricos, carbamazepina, hidantoína, rifampicina e sulfimpirazona: a hepatotoxicidade24 potencial do paracetamol pode ser aumentada por grandes doses ou administração prolongada destes fármacos. Isto se deve à conhecida indução do sistema microssômico hepático pelos fármacos acima.
Álcool, medicamentos hepatotóxicos, indutores de enzimas hepáticas: o risco de hepatotoxicidade24 com doses tóxicas únicas ou com o uso prolongado de doses elevadas do paracetamol pode aumentar nos pacientes que se utilizam dessas substâncias.
Anticoagulantes derivados da cumarina ou da indandiona: a administração simultânea crônica de doses elevadas de paracetamol pode aumentar o efeito do anticoagulante26, possivelmente devido à diminuição da síntese hepática dos fatores que favorecem a coagulação.
Analgésicos27 antiinflamatórios não-esteróides, ácido acetilsalicílico ou outros salicilatos: não se recomenda o uso prolongado e simultâneo do paracetamol com salicilatos, uma vez que estudos recentes demonstraram que a administração crônica de doses elevadas de ambos analgésicos27 (1,35 gramas ao dia, ou ingestão cumulativa de 1 kg anualmente, por 3 anos ou mais) aumenta significativamente o risco de aparecimento de nefropatia28, necrose29 papilar renal25, enfermidade renal25 terminal e câncer30 de rim31 ou de bexiga32 produzidos por analgésicos27. Também recomenda-se que a dose combinada de paracetamol e salicilato quando utilizada em curto período de tempo, não exceda a dose recomendada para o paracetamol ou para o salicilato quando administrados separadamente. O uso simultâneo e prolongado de paracetamol com outros analgésicos27 antiinflamatórios não-esteroides pode aumentar o risco de se produzir efeitos renais adversos.
Diflunisal: o uso concomitante pode aumentar a concentração plasmática de paracetamol em 50%, aumentando o risco de hepatotoxicidade24 induzida pelo paracetamol.
- INTERFERÊNCIA EM EXAMES LABORATORIAIS
Determinação de glicose33 no sangue9: quando é realizada pelo método da glicose33 oxidase/peroxidase, podem aparecer valores falsamente diminuídos, porém provavelmente isto não ocorra com o método da hexoquinase/glicose33-6-fosfato desidrogenase (G6PD);
Provas da função pancreática mediante a bentiromida: a administração de paracetamol antes de se realizar as provas com bentiromida pode invalidar os resultados, porque o paracetamol também se metaboliza a uma arilamina e, desta maneira, aumenta a quantidade aparente de ácido p-aminobenzóico (PABA) recuperada; recomenda-se interromper o tratamento com paracetamol pelo menos 3 dias antes da administração de bentiromida;
Determinações de ácido úrico sérico: quando se utiliza o método do fosfotungstato para a determinação do ácido úrico, podem aparecer valores falsamente aumentados;
Determinações do ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) na urina16: as provas qualitativas diagnósticas de detecção que utilizam nitrosonaftol como reativo, podem produzir resultados falsamente positivos; as provas quantitativas não apresentam resultados alterados;
Tempo de protrombina, concentrações séricas de bilirrubina34, de láctico-desidrogenase e transaminases: quando são ingeridas doses tóxicas de paracetamol (doses superiores a 8g) ou com o uso prolongado de doses mais baixas (3 a 5g/dia), podem aparecer valores aumentados, indicando hepatotoxicidade24, especialmente em pacientes alcóolicos crônicos, naqueles que tomam outros indutores das enzimas hepáticas ou naqueles com uma enfermidade hepática pré-existente.
- REAÇÕES ADVERSAS
O paracetamol pode provocar reações adversas nos diferentes sistemas orgânicos, porém a mais temida reação é a hepatotoxicidade24. Embora de incidência35 extremamente rara, há relatos de êxito letal devido a fenômenos hepatotóxicos provocados pelo paracetamol.
Pode ocorrer reação de hipersensibilidade, sendo descritos casos de erupções cutâneas36, urticária37, eritema38 pigmentar fixo, broncoespasmo39, angioedema40 e choque anafilático41.
Outras reações de incidência35 rara:
- discrasias sangüíneas42 (agranulocitose43, anemia hemolítica44, neutropenia45, leucopenia46, pancitopenia47 e trombocitopenia48 );
- hepatite23 (aparecimento de cor amarela nos olhos e pele);
- hipoglicemia49;
- icterícia50;
- lesões eritematosas na pele e febre17;
- hematúria51 ou urina16 turva, micção dificultosa ou dolorosa, diminuição brusca da quantidade de urina16.
Em pacientes com comprometimento metabólico, ou mais susceptíveis, pode ocorrer acidúria piroglutâmica.
- POSOLOGIA
Adultos e crianças acima de 12 anos:
ACETOFEN 750 mg: 1 comprimido, 3 a 4 vezes ao dia. Não exceder mais do que o total de 5 comprimidos, em doses fracionadas, num intervalo de 24 horas.
ACETOFEN Gotas 200mg/ml: 35 a 55 gotas, 3 a 5 vezes ao dia. Não exceder mais do que o total de 5 administrações nas 24 horas.
Crianças :
ACETOFEN Gotas 200mg/mldeve ser administrado na dose de 1 gota52 por kg de peso, por dose (por exemplo: uma criança com 10 kg deverá tomar 10 gotas, com 15 kg tomará 15 gotas e assim por diante), até o limite de 35 gotas por dose. Essa administração pode ser repetida 4 a 5 vezes por dia, com intervalos de 4 a 6 horas não devendo ultrapassar 5 administrações nas 24 horas.
CONDUTA NA SUPERDOSE - ACETOFEN
O paracetamol em doses maciças pode causar hepatotoxicidade24 em alguns pacientes. Em casos de suspeita de ingestão de doses elevadas de paracetamol, deve-se procurar imediatamente um serviço médico de urgência. Os sinais18 e sintomas2 iniciais que se seguem à ingestão de uma dose maciça, possivelmente hepatotóxica, de paracetamol são: náuseas53, vômitos54, dor ou sensibilidade à dor na área abdominal superior ou "inchaço" da área abdominal (sintomas2 de hepatotoxicidade24, os quais podem aparecer num período de 2 a 4 dias após a ingestão), sudorese10 intensa e mal-estar geral. Hipotensão arterial55, arritmia56 cardíaca, icterícia50, insuficiência hepática57 e renal25 são também observadas. Os sinais18 clínicos e laboratoriais de toxicidade hepática podem não estar presentes até 48 a 72 horas após a ingestão da dose maciça. Tratamento: o estômago58 deve ser imediatamente esvaziado, seja por lavagem gástrica59 ou por indução ao vômito60 com xarope de ipeca. Deve-se providenciar nos centros com metodologia e aparelhagem adequadas, a determinação dos níveis plasmáticos de paracetamol. As provas de função hepática devem ser realizadas inicialmente e repetidas a cada 24 horas até normalização. Independentemente da dose maciça de paracetamol referida, deve-se administrar imediatamente o antídoto61 considerado eficaz, a N-acetilcisteína62 a 20%, desde que não tenha decorrido mais de 16 horas da ingestão. A N-acetilcisteína62 deve ser administrada por via oral, na dose de ataque de 140mg/kg de peso, seguida a cada 4 horas por uma dose de manutenção de 70mg/kg de peso, até um máximo de 17 doses, conforme a evolução do caso. A N-acetilcisteína62 a 20% deve ser administrada após diluição a 5% em água, suco ou refrigerante, preparada no momento da administração. Além da administração da N-acetilcisteína62, o paciente deve ser acompanhado com medidas gerais de suporte, incluindo manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico, correção de hipoglicemia49, administração de vitamina63 K, quando necessário e outras. Após a recuperação do paciente, não permanecem seqüelas hepáticas, anatômicas ou funcionais.
ACETOFEN - Laboratório
MEDLEY
Rua Macedo Costa, 55
Campinas/SP
- CEP: 13080-180
Tel: (19 )744-8324
Fax: (019) 744-8227
Site: http://www.medley.com.br/
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