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Atualizado em 2012

CELESTONE Injetavel

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          CELESTONE*
FOSFATO DISSÓDICO DE BETAMETASONA
Injetável
         

FORMAS FARMACÊUTICAS/APRESENTAÇÃO - CELESTONE Injetavel

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

           Cada ml de CELESTONE injetável contém 5,3 mg de fosfato dissódico de betametasona, equivalente a 4 mg de betametasona.
Ingredientes inativos: EDTA dissódico, fosfato dissódico anidro, metabissulfito de sódio, fenol, água para injetáveis.
Caixa com 1 ampola de 1 ml.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE - CELESTONE Injetavel


CELESTONE* injetável deve ser conservado em temperatura entre 2° C e 25° C, protegido da luz.

O prazo de validade de CELESTONE* injetável é de 36 meses e encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 durante o tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como hipertensão arterial2, fraqueza muscular, vômitos3 ou dor abdominal, retardo na cicatrização, dermatite4, urticária5, convulsões, vertigens6, dor de cabeça, alterações menstruais, depressão e irritabilidade.


TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Pacientes em uso de outros medicamentos devem estar atentos para possíveis interações medicamentosas com CELESTONE   Veja Interações Medicamentosas.

NÃO USE REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA - CELESTONE Injetavel

A betametasona, derivado sintético da prednisolona, produz potente efeito antiinflamatório, antireumático e antialérgico no tratamento de patologias que respondem aos corticosteróides. A betametasona apresenta elevada atividade glicocorticóide e atividade mineralocorticóide leve, com intensos e diversos efeitos metabólicos, bem como mudanças na resposta imunológica a diferentes estímulos.

INDICAÇÕES - CELESTONE Injetavel


CELESTONE é indicado em vários distúrbios endócrinos, osteomusculares, do colágeno, dermatológicos, alérgicos, oftálmicos, respiratórios, hematológicos, neoplásicos e outras doenças sensíveis à corticoterapia; é indicado em situações onde se exige efeito corticosteróide rápido e intenso, sendo medicação adjuvante e não substitutiva à convencional.

Distúrbios endócrinos    Insuficiência7 supra-renal8 primária ou secundária (associada a mineralocorticóides, se necessário), tireoidites não-supurativas e hipercalcemia associada ao câncer9 e hiperplasia10 adrenal congênita.

CELESTONE injetável também está indicado para hipoadrenalismo agudo11, trauma grave ou procedimento cirúrgico em pacientes com hipoadrenalismo conhecido ou com reserva cortico-supra-renal8 duvidosa, em casos de choque12 em pacientes que não respondem ao tratamento convencional devido à insuficiência7 supra-renal8 suspeita ou confirmada, adrenalectomia bilateral, hiperplasia10 supra-renal8 congênita e tireoidite aguda e crise tireoidiana.

Distúrbios osteomusculares    Como auxiliar no tratamento a curto prazo (em período de agudização ou exacerbação) da artrite13 psoríaca; artrite reumatóide14 (alguns casos podem necessitar de tratamento com dose de manutenção reduzida); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenossinovite inespecífica aguda; artrite13 gotosa; febre reumática15 aguda e osteoartrite16.

CELESTONE injetável também está indicado em miosites, fibrosites, epicondilites, podendo ser útil no tratamento de cistos na apeneurose ou em tendões.

Doenças do colágeno    Durante exacerbação ou como medicamento de manutenção em certos casos de lúpus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda, esclerodermia e dermatomiosite.

Afecções dermatológicas    Pênfigo, dermatite4 herpetiforme bolhosa, eritema multiforme17 grave (síndrome de Stevens-Johnson18), dermatite4 esfoliativa, micose19 fungóide, psoríase20 grave, eczema21 alérgico (dermatite4 crônica), dermatite4 seborréica grave e urticária5.

A administração de CELESTONE injetável intralesionalmente está indicada no tratamento de quelóides; hipertrofia22 localizada infiltrada, lesões inflamatórias de: líquen plano, placas psoríacas, granuloma23 anular e líquen simples crônico24 (neurodermatite), lúpus eritematoso discóide, necrobiose lipóidica dos diabéticos e alopecia areata25.

Estados alérgicos    No controle de estados alérgicos graves ou incapacitantes sem resposta aos tratamentos convencionais como: rinite26 alérgica sazonal ou perene, polipose nasal, asma27 brônquica (inclusive estado de mal asmático), dermatite4 de contato, dermatite4 atópica (neurodermatite), reações medicamentosas, doença do soro28, edema29 laríngeo não-infeccioso e angioedema30.

Patologias oftálmicas    Processos alérgicos graves, agudos e crônicos, e processos inflamatórios envolvendo os olhos e anexos como conjuntivite31 alérgica, ceratite, úlceras32 marginais de córnea, herpes zóster oftálmico, inflamação33 do segmento anterior, uveíte e coroidite posteriores difusas, neurite34 ótica, oftalmia do simpático, retinite central, neurite34 retrobulbar, irite, iridociclite e corioretinite.

Afecções respiratórias   Sarcoidose35 sintomática, síndrome36 de Loeffler não controlada por outros meios, beriliose37, tuberculose38 pulmonar fulminante ou disseminada quando associada a quimioterapia39 antituberculosa adequada e pneumonite40 por aspiração.

Distúrbios hematológicos   Trombocitopenia41 idiopática42 e secundária em adultos, anemia hemolítica43 adquirida (auto-imunológica), eritrobastopenia, anemia44 hipoplástica congênita (eritróide), reações transfusionais.

Neoplasias   Para o tratamento paliativo de leucemias e linfomas em adultos e leucemia45 aguda em crianças.

Estados edematosos    Para indução da diurese46 ou remissão da proteinúria47 na síndrome nefrótica48 idiopática42 não-urêmica ou na síndrome nefrótica48 causada pelo lúpus eritematoso sistêmico.

Outras   Meningite49 tuberculosa com bloqueio subaracnóide ou bloqueio iminente quando acompanhada de quimioterapia39 antituberculosa adequada, paralisia50 de Bell e traquinose associada a distúrbios neurológicos e miocárdicos.

Afecções gastrintestinais    CELESTONE injetável também está indicado para tratamento de colite51 ulcerativa e enterite regional, durante períodos críticos.

Choque12 hemodinâmico    Quando utilizado em altas doses pode conduzir à restauração hemodinâmica em casos selecionados que não respondem à terapêutica convencional. O princípio da utilização de corticosteróides como adjuvante no choque12 baseia-se em seus efeitos farmacológicos e não como reposição fisiológica.

Choque12 endotóxico    Os corticosteróides não substituem o tratamento antibacteriano, mas o uso concomitante de corticosteróides em doses elevadas pode aumentar o índice de sobrevivência.

Edema29 cerebral (pressão intracranial elevada)    Os benefícios do uso coadjuvante de corticosteróides no tratamento de edema29 cerebral provavelmente se devem ao controle da inflamação33 cerebral. Os esteróides são úteis como terapia coadjuvante na redução ou prevenção do edema29 cerebral associado à cirurgia e a outros traumas cerebrais, acidentes cerebrovasculares e tumores cerebrais malignos, tanto primários quanto metastáticos. A corticoterapia não deve ser considerada como substituta de procedimentos neurocirúrgicos.

Prevenção de rejeição em transplantes de rim52    No tratamento de rejeição primária aguda e tardia, administrado concomitantemente ao tratamento convencional para a prevenção de rejeição do transplante de rim52.

Uso pré-natal na prevenção da síndrome36 da membrana hialina em prematuros    Como tratamento profilático, administrado à mulher grávida (antes da 32a  semana de gestação), antes do parto.

CONTRA-INDICAÇÕES - CELESTONE Injetavel

CELESTONE está contra-indicado em pacientes com infecções sistêmicas por fungos, hipersensibilidade à betametasona, a outros corticosteróides ou a qualquer de seus componentes.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - CELESTONE Injetavel


Poderão ser necessários reajustes posológicos com a remissão ou exacerbação da doença, com a resposta individual do paciente ao tratamento e exposição a estresse emocional e/ou físico como infecção53 grave, cirurgia ou traumatismo54.

Poderá ser necessário acompanhamento médico por até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses elevadas de corticosteróides.

Poderá ocorrer insuficiência7 supra-renal8 secundária de origem medicamentosa quando houver retirada rápida do corticosteróide, podendo ser evitada mediante redução gradativa da posologia. Se durante este período ocorrer situação de sobrecarga ou estresse, dever-se-á restabelecer o tratamento com corticosteróides. Se o paciente já se encontrar sob tratamento com corticosteróides, poderá haver necessidade de elevação da dose.

Como a produção de mineralocorticóides pode estar comprometida, recomenda-se a administração conjunta de sódio e/ou agentes mineralocorticóides.

Deve-se utilizar a menor dose possível de corticosteróide para controlar a doença sob tratamento. Quando for possível diminuir a dose, a redução deverá ser gradual. O acompanhamento clínico é recomendado para estabelecer a dose adequada de manutenção.

Certas doenças requerem cuidado especial para o uso apropriado destes compostos.

O efeito do corticosteróide acha-se potencializado nos pacientes com hipotireoidismo55 ou cirrose56.

Recomenda-se precaução no uso de corticosteróides em pacientes com herpes simples ocular, devido ao possível risco de perfuração da córnea.

Os corticosteróides podem agravar quadros prévios de instabilidade emocional ou tendências psicóticas.

Os corticosteróides devem ser empregados com precaução em colite51 ulcerativa inespecífica com possibilidade de perfuração, abscesso57 ou outra infecção53 piogênica; diverticulite58, anastomoses intestinais recentes; úlcera péptica59 ativa ou latente, insuficiência renal60; hipertensão arterial2; osteoporose61 e Miastenia62 gravis.

Como as complicações da corticoterapia dependem da dose e duração do tratamento, a relação entre riscos e benefícios deverá ser calculada e decidida para cada paciente.

Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais63 de infecção53 e podem ocorrer novas infecções. Quando os corticosteróides são usados, podem ocorrer diminuição da resistência e incapacidade em localizar a infecção53.

O uso prolongado de corticosteróides pode causar catarata64 subcapsular posterior (principalmente em crianças), glaucoma65 com possibilidade de dano ao nervo ótico e ativação de infecções oculares por fungos e vírus66. Deve-se realizar testes oftalmológicos periodicamente, especialmente em pacientes sob tratamento de longo prazo (mais de 6 semanas).

Doses elevadas de corticosteróides podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água, bem como aumento da excreção de potássio. Esses efeitos são observados com menor frequência com derivados sintéticos, exceto quando usados em altas doses. Deve-se considerar a adoção de uma dieta com restrição de sal e suplementação de potássio durante o tratamento com corticosteróides. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio.

Durante o tratamento com corticosteróides, os pacientes não deverão ser vacinados contra varíola. Outras formas de imunização67 também não deverão ser realizadas, especialmente quando estiver sendo usadas altas doses de corticóides, uma vez que existe maior risco de complicações neurológicas e de deficiência na formação de anticorpos68. Entretanto, os processos de imunização67 deverão ser realizados em pacientes que estejam em uso de corticosteróides como terapia substitutiva, por exemplo, na doença de Addison. Pacientes que estejam em uso de doses imunossupressoras de corticosteróides deverão ser precavidos quanto à exposição a varicela69 (catapora) ou sarampo70 e, se expostos, deverão obter atendimento médico, aspecto de particular importância no caso de crianças.

A corticoterapia na tuberculose38 ativa deve ser restrita aos casos de tuberculose38 fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é associado ao esquema antituberculoso adequado. Se houver indicação de corticosteróide para pacientes com tuberculose38 latente ou reatividade à tuberculina, será necessária observação criteriosa diante do risco de reativação. Durante tratamentos prolongados com corticosteróides, os pacientes devem receber quimioprofilaxia.

Se a rifampicina for usada na terapia quimioprofilática ou terapêutica, seu efeito de aumento da depuração hepática dos corticosteróides deverá ser considerado, bem como um reajuste na dose do esteróide.

O tratamento com corticosteróides pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides71 em alguns pacientes.

Já que a administração de corticosteróides pode prejudicar as taxas de crescimento e inibir a produção endógena de corticosteróides em crianças, o crescimento e o desenvolvimento desses pacientes em terapia esteróide prolongada devem ser monitorados.

Em raras ocasiões, têm ocorrido reações anafiláticas72 em pacientes recebendo corticoterapia por via parenteral. Medidas de precaução adequadas deverão ser adotadas antes da administração, especialmente quando o paciente apresentar histórico de alergia73 a qualquer outra droga.

Em casos de corticoterapia prolongada, a transferência da administração parenteral para a via oral deverá ser considerada depois de se avaliar os possíveis benefícios contra os riscos potenciais da droga.

CELESTONE injetável não deve ser administrado intramuscularmente a pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática42.

A administração intra-articular, intralesional e em tecidos moles pode produzir efeitos tanto locais quanto sistêmicos.

Em adminstrações intra-articulares, é necessário realizar previamente exame do líquido sinovial para excluir artrite13 infecciosa. Deve-se evitar injeção74 local em articulação previamente infectada. Aumento da dor e inflamação33 local, restrição de movimento na articulação, febre75 e mal- estar levam a supor a presença de artrite13 infecciosa. Caso a infecção53 se confirme, um tratamento antimicrobiano adequado deverá ser instituído.

Não se devem injetar corticosteróides em articulações instáveis. Injeções repetidas em articulações com osteoartrite16 podem aumentar a destruição articular.

Após injeção74 intra-articular, deve-se evitar o uso excessivo da articulação até a obtenção dos efeitos benéficos.

Devem-se evitar injeções com corticosteróides diretamente nos tendões, já que há relatos de rupturas tardias do tendão.

A administração de corticosteróides por via intramuscular deve ser profunda em músculos grandes para evitar a atrofia76 do tecido77 local.

CELESTONE injetável contém bissulfito de sódio, que pode causar reações alérgicas, entre as quais sintomas78 anafiláticos que ameacem a vida, ou crises asmáticas de menor gravidade em indivíduos suscetíveis.

Uso Durante a Gravidez1 e Lactação79

Devem-se analisar os possíveis riscos e benefícios para a mãe e para o feto do uso de CELESTONE durante a gravidez1 e a lactação79, uma vez que não foram realizados estudos controlados sobre a reprodução humana. Filhos de mulheres que receberam doses significativas de corticosteróides durante a gravidez1 devem ser observados para sinais63 de hipoadrenalismo.

Os dados disponíveis sobre o uso profilático de esteróides antes da 32a semana de gestação ainda são controversos e deve haver criterioso julgamento médico quanto aos benefícios e possíveis efeitos deletérios à mãe. Em casos de síndrome36 da membrana hialina, a administração profilática de CELESTONE não deve incluir pacientes com eclâmpsia80 ou sinais63 de lesão placentária.

Quando mães foram submetidas a corticoterapia parenteral na gravidez1, seus filhos tiveram supressão do hormônio81 do crescimento e possivelmente dos hipofisários que regulam a produção de corticóides; entretanto, a supressão não interferiu com a resposta pituitária, adrenocortical ao estresse após o nascimento.

Os corticóides atravessam a barreira placentária e são detectados no leite materno; os filhos de pacientes que utilizaram esteróides na gravidez1 devem ser examinados com cuidado pela possibilidade da ocorrência rara de catarata64 congênita.

As mulheres que utilizaram esteróides durante a gestação devem ser observadas diante da possibilidade de ocorrer insuficiência7 adrenal por estresse do parto. Deve haver julgamento criterioso quanto aos benefícios e possíveis riscos da amamentação82 quando a mãe estiver utilizando esteróides, e uma decisão quanto à interrupção do medicamento ou aleitamento.


- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode aumentar o metabolismo83 dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos.

Pacientes em uso de corticosteróides e estrogênios devem ser observados quanto ao aumento dos efeitos esteróides.

O uso de corticosteróides associados a diuréticos84 depletores de potássio pode potencializar a hipocalemia85.

O uso associado de corticosteróides e glicosídios cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associada à hipocalemia85.

Os corticosteróides podem aumentar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Em pacientes tratados com estas associações terapêuticas, devem-se monitorar as dosagens de eletrólitos plasmáticos, principalmente dos níveis de potássio, para evitar distúrbios hidroeletrolíticos e cardíacos.

O uso concomitante de corticosteróides e anticoagulantes cumarínicos pode potencializar ou inibir os efeitos anticoagulantes, requerendo possível reajuste posológico.

Os efeitos da associação de antiinflamatórios não-hormonais ou álcool com os glicocorticóides podem resultar em aumento da incidência86 ou da gravidade de ulceração gastrintestinal. Os corticosteróides podem reduzir as concentrações sanguíneas de salicilatos. O ácido acetilsalicílico em associação aos corticosteróides deve ser usado com precaução nos casos de hipoprotrombinemia.

Poderá haver necessidade de reajustes posológicos dos medicamentos hipoglicemiantes87 quando os corticosteróides forem administrados a diabéticos.

Corticoterapia concomitante pode inibir a resposta à somatotropina.


- REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas de CELESTONE têm sido as mesmas relatadas para outros corticosteróides. Habitualmente essas reações podem ser revertidas ou minimizadas por uma redução da dose, conduta esta geralmente melhor do que a interrupção do tratamento com a droga. As reações adversas relatadas incluem: retenção de sódio, perda de potássio, alcalose88 hipopotassômica, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva89 em pacientes suscetíveis e hipertensão arterial2.

Alterações musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteróide, perda de massa muscular, agravamento de Miastenia62 gravis, osteoporose61, necrose90 asséptica femural e umeral, fraturas patológicas de ossos longos91 e vertebrais, ruptura tendinosa e instabilidade articular (por repetidas injeções intra-articulares).

Gastrintestinais: úlcera péptica59 (com possibilidade de perfuração e hemorragia92), pancreatite93, distensão abdominal e esofagite94.

Dermatológicas: retardo na cicatrização, atrofia76 cutânea95, petéquias e equimoses, eritema96 facial, aumento da sudorese97, inibição da reatividade aos testes cutâneos, dermatite4 alérgica, urticária5 e edema angioneurótico98.

Neurológicas: convulsões, aumento de pressão intracraniana (pseudotumor cerebral) geralmente após o tratamento, vertigens6 e cefaléia99.

Endócrinas: irregularidade menstrual, síndrone de Cushing, inibição do crescimento fetal intra-uterino e infantil, diminuição da resposta adrenal e pituitária principalmente em períodos de estresse como no trauma, na cirurgia ou em enfermidade associada, intolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus100 latente e aumento da necessidade de insulina101 e hipoglicemiantes orais102 em diabéticos.

Oftalmológicas: catarata64 subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular e exoftalmia.

Metabólicas: balanço nitrogenado negativo em decorrência ao catabolismo103 protéico.

Psiquiátricas: euforia, mudança de humor, depressão, psicose104, alterações de personalidade, hiper-irritabilidade e insônia.

Outras reações adversas relatadas com o uso de CELESTONE foram: anafilaxia105 ou hipersensibilidade e reação do tipo choque12 ou hipotensão106.

Outras reações adversas associadas à corticoterapia parenteral incluem: raros instantes de amaurose, relacionada com o tratamento intralesional na face e na cabeça; hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia76 subcutânea; abscesso57 estéril; artralgia107 (após injeção74 intra-articular) e artropatia108 de Charcot.

Interações com drogas usadas em exames laboratoriais

Os corticosteróides podem alterar o teste do nitroblue tetrazolium para infecções bacterianas, produzindo resultados falso-negativos.

POSOLOGIA - CELESTONE Injetavel

AS NECESSIDADES POSOLÓGICAS SÃO VARIÁVEIS E DEVEM SER INDIVIDUALIZADAS COM BASE NA DOENÇA ESPECÍFICA, NA GRAVIDADE E RESPOSTA DO PACIENTE.

CELESTONE injetável pode ser utilizado para administração por via intravenosa, intramuscular, intra-articular, intralesional ou em tecidos moles.

A dose inicial de CELESTONE pode variar de 0,25 mg a 8 mg diários, dependendo da doença específica em tratamento. Em casos de menor gravidade, doses baixas em geral serão suficientes, enquanto que em certos pacientes poderão ser necessárias doses iniciais mais elevadas.

A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até que se observe uma resposta favorável. Se após determinado período de tempo não ocorrer uma resposta clínica satisfatória, CELESTONE deverá ser descontinuado e o paciente deverá receber outra medicação.

A dose pediátrica inicial normal varia de 0,017 mg a 0,25 mg por kg de peso corporal por dia, ou 0,5 mg a 7,5 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia. Assim como em adultos, as doses não devem ser restritas às indicadas por kg de peso, mas conforme determinantes clínicos. A dose intramuscular é de 0,02 mg a 0,125 mg por kg diariamente.

CELESTONE deve ser utilizado preferencialmente em dose única diária em regime de manutenção, aumentando a aderência do paciente ao tratamento.

Como CELESTONE injetável pode ser administrado por várias vias, recomenda-se seu uso por via intravenosa em casos de emergência.

CELESTONE injetável também pode ser administrado de forma diluída em solução salina ou glicosada, para gotejamento intravenoso. CELESTONE injetável deverá ser acrescentado à solução no momento da administração. Soluções não utilizadas deverão ser refrigeradas imediamente e usadas dentro das 24 horas seguintes.

Após observação de resposta favorável, a dose de manutenção deverá ser determinada mediante pequenos decréscimos da dose inicial, em intervalos regulares de tempo, até que se obtenha a menor dose com resposta clínica adequada.

A exposição do paciente a situações de estresse não relacionado à doença em tratamento poderá necessitar de um acréscimo da dose de CELESTONE. Caso o medicamento tenha que ser descontinuado após tratamento prolongado, a dose deverá ser reduzida gradativamente.

As doses recomendadas de CELESTONE injetável de acordo com a doença são as seguintes:

Edema29 cerebral   A melhora do quadro clínico pode ocorrer poucas horas após a administração de 2 mg a 4 mg de betametasona. Pacientes em coma109 podem receber doses convencionais, que variam de 2 mg a 4 mg, 4 vezes por dia.

Rejeição de transplante de rim52   Deverá ser administrado por via intravenosa, mediante gotejamento contínuo. A dose inicial de betametasona será de 60 mg durante as primeiras 24 horas. Circunstâncias individuais podem requerer variações da dose.

Uso na síndrome36 da membrana hialina em prematuros    Quando o parto prematuro for inevitável antes da 32a  semana de gestação ou quando for necessário induzir o parto antes da 32a  semana de gestação, recomendar-se-á a administração intramuscular na dose de 4 mg a 6 mg de betametasona a cada 12 horas durante 24 a 48 horas (2 a 4 doses), antes da hora esperada do parto. O tratamento deverá ser iniciado, no mínimo, 24 horas antes do parto (preferivelmente de 48 a 72 horas) para que o composto produza sua ação clínica.

CELESTONE injetável deverá ser considerado como tratamento profilático se o feto apresentar baixo índice de lecitina/esfingomielina ou baixos níveis de espuma nas provas de estabilidade do líquido amniótico110. Nesta situação, deverá ser utilizada a mesma dose recomendada anteriormente.

Afecções osteomusculares    As doses recomendadas dependerão do tamanho da articulação ou do local a ser tratado.

Local afetado    Betametasona (mg)    
Grandes articulações Pequenas articulações Bursas Bainhas dos tendões Calosidades Tecidos moles Gânglios    2,0 a 4,0 0,8 a 2,0 2,0 a 3,0 0,4 a 1,0 0,4 a 1,0 2,0 a 6,0 1,0 a 2,0    
           
Reações transfusionais    Para a prevenção de reações transfusionais, deve-se administrar CELESTONE injetável (4 mg ou 8 mg de betametasona) por via intravenosa imediatamente antes da transfusão111 de sangue112. Não misturar o corticosteróide com o sangue112. Se a transfusão111 se repetir, poderá ser administrada a mesma dose até um total de 4 vezes em 24 horas, se necessário.

Administração subconjuntival    Corticosteróides solúveis são administrados com frequência por injeção74 subconjuntival no tratamento de afecções oftálmicas que respondem ao tratamento com corticosteróides. A dose habitual é de 0,5 ml (2 mg de betametasona).

SUPERDOSAGEM - CELESTONE Injetavel


A superdose com glicocorticóides, inclusive com a betametasona, em geral não envolve condições de risco de vida. Com exceção de doses extremas, alguns dias de dose excessiva de glicocorticóides parecem não causar resultados prejudiciais na ausência de contra-indicações específicas como em pacientes com diabetes mellitus100, glaucoma65 ou úlcera péptica59 ativa, ou em pacientes medicados com digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos84 depletores de potássio. O tratamento da superdose é a indução de êmese113 ou lavagem gástrica114. Outras complicações resultantes de efeitos metabólicos dos corticosteróides ou de efeitos deletérios sobre patologias básicas ou concomitantes ou ainda resultantes de interação medicamentosa devem ser conduzidas adequadamente.

CELESTONE Injetavel - Laboratório

Mantecorp
Caixa Postal: 18388 - CEP: 04699-970 - São Paulo - SP
Tel: 08000-117788
Email: atendimento@mantecorp.com
Site: http://www.mantecorp.com

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