CELESTONE SOLUSPAN
FOSFATO DISSÓDICO DE BETAMETASONA
FORMA FARMACÊUTICA / APRESENTAÇÃO - CELESTONE SOLUSPAN
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Cada ml de CELESTONE Soluspan contém 3 mg de acetato de betametasona (suspensão), 3 mg de fosfato dissódico de betametasona. Componentes inativos: fosfato dissódico anidro, fosfato monobásico monoidratado, EDTA dissódico diidratado, cloreto de benzalcônico e água.Cartucho com 1 ampola de 1 ml.
INFORMAÇÃO AO PACIENTE - CELESTONE SOLUSPAN
O início da ação de CELESTONE Soluspan ocorre 30 minutos após sua administração, podendo seu efeito manter-se por até 4 semanas.
Conservar em temperatura entre 2° C e 25° C, protegido da luz. Não congelar.
O prazo de validade é de 18 meses e encontra-se gravado em sua embalagem externa. Em caso de vencimento inutilize o produto.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como dor de cabeça, vertigem2, alterações menstruais, suor em abundância, urticária3, fraqueza muscular, aumento da pressão arterial, depressão, irritabilidade e estresse.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Evite alimentos com alta concentração de sal, ácido acetilsalicílico e diuréticos4 que causem perda de potássio.
CELESTONE Soluspan está contra-indicado em pacientes com infecções fúngicas e em pacientes com hipersensibilidade à betametasona (vide item "Precauções").
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÃO TÉCNICA - CELESTONE SOLUSPAN
CELESTONE Soluspan é uma associação de ésteres solúveis e pouco solúveis de betametasona que produz potentes efeitos antiinflamatórios, anti-reumáticos e antialérgicos no tratamento de afecções responsivas aos corticosteróides. A atividade terapêutica imediata é obtida pelo fosfato dissódico de betametasona, que é rapidamente absorvido após a administração. A manutenção da atividade é devida ao acetato de betametasona, que, por ser pouco solúvel, é absorvido lentamente, controlando os sintomas5 por longo período.
Os glicocorticóides, como as betametasonas, causam diversos e intensos efeitos metabólicos, modificando a resposta imunológica orgânica a diversos estímulos.
A betametasona possui alta atividade glicocorticóide e baixa atividade mineralocorticóide.
INDICAÇÕES - CELESTONE SOLUSPAN
CELESTONE Soluspan é indicado para a terapia de doenças de intensidade moderada a grave, doenças agudas e crônicas autolimitadas, responsivas aos corticosteróides sistêmicos, sendo especialmente útil em pacientes que não podem usar este tipo de medicamento por via oral. Os corticosteróides são medicamentos adjuvantes e não substitutivos da terapia convencional6.
As vias de administração recomendadas são: 1. Intramuscular em afecções alérgicas, dermatológicas, reumáticas e outras responsivas aos corticosteróides sistêmicos, incluindo bursite.
2. Injeção7 direta nos tecidos moles em bursites e afecções inflamatórias associadas aos tendões (tenossinovite) e aos músculos (fibrosite e miosite).
3. Intra e periarticular em artrite reumatóide8 e osteoartrite9.
4. Intralesional em diversas afecções dermatológicas.
5. Injeção7 local em algumas afecções inflamatórias dos pés.
Afecções osteoarticulares: osteoartrite9 pós-trauma, sinovite osteoartrítica, artrite reumatóide8, bursite aguda e subaguda, epicondilite, tenossinovite aguda inespecífica, miosite, fibrosite, tendinite10, artrite11 gotosa aguda, artrite11 psoríaca, dor lombar, ciática, coccigodinia, torcicolo12, cisto ganglionar.
Doenças do colágeno: lúpus eritematoso sistêmico, escleroderma, dermatomiosite.
Estados alérgicos: estado de mal asmático, asma13, rinite14 alérgica sazonal ou perene, bronquite alérgica grave, dermatite15 de contato, dermatite15 atópica, reação de hipersensibilidade a fármacos e a picadas de insetos.
Afecções dermatológicas: lesões hipertróficas, localizadas e infiltradas de líquen plano, placas psoríacas, granuloma16 anular e neurodermatite (líquen simples crônico17), quelóides, lúpus eritematoso discóide, necrobiose lipoídica diabeticorum, alopecia areata18.
Afecções no pé: bursite sob calo19 durum, calo19 mole e esporão do calcâneo; bursite sobre hálux rigidus e sobre digiti quinti varus; cisto sinovial; tenossinovite; periostite do cubóide; artrite11 gotosa aguda e metatarsalgia.
Uso antes do parto na prevenção da síndrome20 da angústia respiratória em prematuros: quando se torna necessária a indução do trabalho de parto antes da 32a semana de gestação, ou quando o nascimento antes desta semana se torna inevitável devido a complicações obstétricas, recomenda-se a administração 12 mg/ml de CELESTONE Soluspan por via intramuscular pelo menos 24 horas antes da hora prevista do parto. Uma segunda dose (2 ml) deve ser administrada após 24 horas, caso o parto não tenha ocorrido.
CELESTONE Soluspan também pode ser usado como tratamento profilático caso o feto apresente baixo índice de lecitina/esfingomielina (ou teste de estabilidade de espuma diminuído no líquido amniótico21). O esquema posológico recomendado é o mesmo descrito acima.
Os corticosteróides não estão indicados no tratamento da síndrome20 da membrana hialina após o nascimento.
Doenças neoplásicas: CELESTONE Soluspan é indicado no tratamento paliativo de leucemias e linfomas em adultos e leucemia22 aguda em crianças.
CONTRA-INDICAÇÕES - CELESTONE SOLUSPAN
CELESTONE Soluspan é contra-indicado em pacientes com infecções sistêmicas por fungos, em pacientes com hipersensibilidade ao acetato de betametasona e ao fosfato dissódico de betametasona, outros corticosteróides ou qualquer componente deste produto.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - CELESTONE SOLUSPAN
CELESTONE* Soluspan não é para uso intravenoso ou subcutâneo.
Técnica assética rigorosa é essencial para o uso de CELESTONE Soluspan.
CELESTONE Soluspan contém 2 ésteres de betametasona, um dos quais, o fosfato dissódico de betametasona, é rapidamente absorvido após a injeção7. O potencial para efeito sistêmico produzido por esta fração solúvel do produto deve ser considerado pelo médico quando da sua utilização.
Uma vez que o uso profilático de corticosteróides, após a 32a semana de gestação, é ainda discutível, a relação risco/benefício deve ser considerada para a mãe e o feto quando do seu uso após este período gestacional.
Os corticosteróides não estão indicados no tratamento da síndrome20 da membrana hialina após o nascimento e não devem ser administrados às grávidas com pré-eclâmpsia23, eclâmpsia24 ou com evidência de lesão na placenta.
CELESTONE Soluspan deve ser administrado por via intramuscular e com cautela em pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática25.
A administração de corticosteróides por via intramuscular deve ser profunda e em músculos grandes para evitar atrofia26 do tecido27.
A administração intra-articular, intralesional e em tecidos moles pode produzir efeitos tanto locais quanto sistêmicos.
Para se excluir a possibilidade de processos infecciosos é necessária a realização de exame do líquido sinovial. A injeção7 local em uma articulação infectada deve ser evitada. Um marcado aumento da dor e inchaço local, restrição de movimento articular, febre28 e mal-estar sugerem a presença de artrite11 infecciosa. Caso a infecção29 se confirme, um tratamento antimicrobiano adequado deverá ser instituído.
Não se deve injetar corticosteróides em articulações instáveis, regiões infectadas e espaços intervertebrais. Injeções repetidas em articulações com osteoartrite9 podem aumentar a destruição articular. Deve-se evitar as injeções com corticosteróides diretamente nas substâncias dos tendões devido a relatos de rupturas tardias do tendão.
Após terapia corticosteróide intra-articular, cuidados devem ser tomados pelo paciente para evitar o uso excessivo da articulação no qual o efeito benéfico tenha sido obtido.
Em raras ocasiões têm ocorrido reações anafiláticas30 em pacientes recebendo corticoterapia parenteral. Medidas de precauções adequadas devem ser adotadas antes da administração, especialmente quando o paciente apresentar histórico de alergia31 a qualquer outro fármaco.
Em casos de corticoterapia prolongada, a transferência da terapêutica parenteral para oral deve ser considerada depois de se avaliar os possíveis benefícios contra os riscos potenciais do fármaco.
Ajustes posológicos poderão ser necessários com a remissão ou exacerbação da doença, a resposta individual do paciente ao tratamento e exposição a estresse emocional e/ou físico, como infecção29 grave, cirurgia ou traumatismo32. Acompanhamento médico poderá ser necessário por até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses elevadas.
Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais33 de infecção29 e novas infecções podem ocorrer durante seu uso. Quando os corticosteróides são usados, pode ocorrer diminuição da resistência e incapacidade em localizar a infecção29 .
O uso prolongado de corticosteróides pode causar catarata34 subcapsular posterior (principalmente em crianças), glaucoma35 com possibilidade de dano no nervo óptico e ativação de infecções oculares secundárias por fungos e vírus36.
Doses médias e elevadas de corticosteróides podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e aumento da excreção de potássio. Estes efeitos são observados com menor freqüência com derivados sintéticos, exceto quando usados em altas doses. Deve-se considerar uma dieta de restrição de sal e suplementação de potássio. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio.
Durante a corticoterapia, os pacientes não deverão ser vacinados contra varicela37. Outras formas de imunização38 também não deverão ser realizadas, especialmente quando em uso de altas doses de corticosteróides, devido ao risco de complicações neurológicas e deficiência na resposta imunológica. Entretanto, os processos de imunização38 podem ser realizados nos pacientes que estão fazendo uso de corticosteróides como terapia substitutiva, por exemplo na doença de Addison.
Pacientes que estejam fazendo uso de doses imunossupressoras de corticosteróides devem ser alertados para evitar exposição a varicela37 (catapora) ou sarampo39 e, se expostos, devem procurar atendimento médico; aspecto de particular importância em crianças.
A corticoterapia na tuberculose40 ativa deve ser restrita aos casos de tuberculose40 fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é associado a esquema antituberculoso adequado.
Se houver prescrição de corticosteróides para pacientes com tuberculose40 latente ou reatividade à tuberculina, torna-se necessária observação criteriosa para o risco de reativação da doença. Durante tratamentos prolongados com corticosteróides, os pacientes devem receber quimioprofilaxia.
Se a rifampicina for usada na terapia quimioprofilática, seu efeito de aumento da depuração hepática dos corticosteróides deve ser considerado. Pode ser necessário ajuste de dose do corticosteróide.
Deve-se utilizar a menor dose possível de corticosteróide para controlar a doença sob tratamento. Quando for possível uma diminuição da dose, esta deverá ser gradual.
Insuficiência41 adrenal secundária, de origem medicamentosa, pode resultar da retirada rápida do corticosteróide, podendo ser minimizada mediante a redução gradativa da posologia. Esta insuficiência41 relativa pode persistir por meses após descontinuação da terapia. Portanto, caso ocorra estresse durante este período, a corticoterapia deve ser reinstituída. Se o paciente já se encontra sob este tratamento, pode haver necessidade de elevação da dose. Uma vez que a secreção de mineralocorticóides pode estar comprometida, deve-se administrar concomitantemente sal e/ou mineralocorticóides.
O efeito corticosteróide acha-se potencializado nos pacientes com hipotireoidismo42 ou cirrose43.
Recomenda-se precaução no uso de corticosteróides em pacientes com herpes simples ocular, devido ao risco de perfuração de córnea.
Problemas psicológicos podem aparecer com terapia corticosteróide, que pode agravar quadros prévios de instabilidade emocional ou tendências psicóticas.
Os corticosteróides devem ser usados com cautela em colite44 ulcerativa inespecífica, se houver probabilidade iminente de perfuração, abscessos ou outra infecção29 piogênica; diverticulite45; anastomoses intestinais recentes; úlcera péptica46 ativa ou latente; insuficiência renal47; hipertensão48; osteoporose49 e miastenia50 gravis.
Como as complicações das terapias glicocorticóides dependem da dose, do tipo e da duração do tratamento, a relação risco/benefício deverá ser analisada para cada paciente.
A administração de corticosteróides pode prejudicar a média de crescimento e inibir a produção endógena de corticosteróides em bebês51 e crianças. Portanto o crescimento e o desenvolvimento desses pacientes sob terapia corticosteróide prolongada devem ser monitorados.
O tratamento com corticosteróides pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides52 em alguns pacientes.
USO DURANTE A GRAVIDEZ1 E LACTAÇÃO53 - CELESTONE SOLUSPAN
Não foram realizados estudos controlados sobre a reprodução humana com corticosteróides. O uso destes fármacos durante a gravidez1 ou por mulheres em idade fértil requer a análise dos benefícios para a mãe e o feto.
O uso profilático de corticosteróides após a 32a semana de gestação ainda é discutível, devendo haver criterioso julgamento médico quanto aos benefícios e riscos potenciais para a mãe e o feto.
Os corticosteróides não são indicados no tratamento da síndrome20 da membrana hialina após o nascimento.
No tratamento profilático da síndrome20 da membrana hialina em prematuros, os corticosteróides não devem ser administrados a grávidas com pré-eclâmpsia23, eclâmpsia24 ou sinais33 de lesão placentária.
Bebês51 de mães que receberam doses substanciais de corticosteróides durante a gravidez1 devem ser cuidadosamente observados para sinais33 de hipoadrenalismo. As crianças, cujas mães receberam betametasona durante a gravidez1, tiveram uma inibição transitória do hormônio54 de crescimento fetal e provavelmente dos hormônios pituitários que regulam a produção de corticosteróides pelas zonas definitiva e fetal da glândula55 adrenal fetal. Entretanto a supressão não interfere com a resposta pituitária adrenocortical ao estresse após o nascimento.
Os corticosteróides atravessam a barreira placentária e aparecem no leite materno. Recém-nascidos e crianças de pacientes que utilizaram corticosteróides na gravidez1 devem ser examinados com cuidado pela possibilidade rara de ocorrência de catarata34 congênita.
As mulheres que utilizaram corticosteróides durante a gestação devem ser observadas durante e após o parto para algum sinal56 de insuficiência41 adrenal devido ao estresse do parto.
Devido ao potencial de efeitos adversos indesejáveis de CELESTONE Soluspan em lactentes57, deve-se considerar a descontinuação da amamentação58 ou do fármaco, levando em conta a importância do fármaco para a mãe.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - CELESTONE SOLUSPAN
O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode acelerar o metabolismo59 corticosteróide, reduzindo seus efeitos terapêuticos.
Efeitos corticosteróides excessivos podem ocorrer em pacientes em tratamento com corticosteróides e estrogênios.
O uso de corticosteróide associado a diuréticos4 depletores de potássio pode intensificar a hipopotassemia60. O uso de corticosteróides associado a glicosídeos cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associada à hipopotassemia60. Os corticosteróides podem aumentar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Em todos os pacientes sob terapia com alguma dessas associações medicamentosas, a concentração de eletrólitos séricos, principalmente potássio, deve ser cuidadosamente monitorada.
O uso concomitante de corticosteróides e anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou reduzir os efeitos anticoagulantes, necessitando de ajuste posológico.
Os efeitos combinados de antiinflamatórios não hormonais ou álcool com glicocorticóides podem resultar em maior ocorrência ou aumento da gravidade da ulceração gastrintestinal.
Os corticosteróides podem reduzir as concentrações sangüíneas de salicilatos. O ácido acetilsalicílico deve ser utilizado com cuidado em associação com corticosteróides em pacientes hipoprotrombinêmicos.
Quando os corticosteróides são administrados a diabéticos, podem ser necessários ajustes posológicos do medicamento antidiabético.
O tratamento glicocorticóide concomitante pode inibir a resposta à somatotropina.
REAÇÕES ADVERSAS - CELESTONE SOLUSPAN
As reações adversas de CELESTONE Soluspan, que são as mesmas relatadas para outros corticosteróides, relacionam dose e duração da terapia. Habitualmente essas reações podem ser revertidas ou minimizadas por redução da dose; sendo esta conduta geralmente preferível à interrupção do tratamento com o fármaco.
Distúrbios hidreletrolíticos: retenção de sódio, perda de potássio, alcalose61 hipopotassêmica, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva62 em pacientes suscetíveis e hipertensão48.
Musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia, perda de massa muscular, agravamento de miastenia50 gravis, osteoporose49, fraturas de compressão vertebral, necrose63 assética do fêmur64 e da cabeça do úmero65, fraturas patológicas de ossos longos66, ruptura dos tendões e instabilidade articular (por repetidas injeções intra-articulares).
Gastrintestinais: soluço, úlcera péptica46 (com possibilidade de perfuração e hemorragia67), pancreatite68, distensão abdominal e esofagite69 ulcerativa.
Dermatológicas: retardo da cicatrização, atrofia26 cutânea70, pele frágil e fina, petéquias e equimoses, eritema71 facial, aumento da sudorese72, inibição da reatividade aos testes cutâneos, dermatite15 alérgica, urticária3 e edema angioneurótico73.
Neurológicas: convulsões, aumento de pressão intracraniana com papiledema (Pseudotumor cerebral) geralmente após o tratamento, vertigens74 e cefaléia75.
Endócrinas: irregularidade menstrual, síndrome de Cushing76, inibição do crescimento fetal intra-uterino ou infantil, diminuição da resposta adrenal e pituitária prinicipalmente em períodos de estresse, como trauma, cirurgia ou doença associada, intolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus77 latente e aumento da necessidade de insulina78 e hipoglicemiantes orais79 em diabéticos.
Oftalmológicas: catarata34 subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular, glaucoma35 e exoftalmia.
Metabólicas: balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo80 protéico.
Psiquiátricas: euforia, mudança de humor, depressão grave a manifestações psicóticas, alteração da personalidade e insônia.
Outras: anafilaxia81 ou hipersensibilidade e reações do tipo choque82 ou hipotensão83.
Outras reações adversas associadas à corticoterapia parenteral incluem raros casos de cegueira, relacionada com o tratamento intralesional na região da face e cabeça; hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia26 subcutânea e cutânea70, abscesso84 estéril; artralgia85 (após injeção7 intra-articular) e atropatia de Charcot.
Interações com testes laboratoriais
Os corticosteróides podem alterar o teste do "nitroblue tetrazolium" para infecções bacterianas, produzindo resultados falso-negativos.
POSOLOGIA - CELESTONE SOLUSPAN
AS NECESSIDADES POSOLÓGICAS SÃO VARIÁVEIS E DEVEM SER INDIVIDUALIZADAS SEGUNDO A DOENÇA ESPECÍFICA, SUA GRAVIDADE E RESPOSTA DO PACIENTE AO TRATAMENTO.
Administração sistêmica O tratamento das afecções que necessitam dos efeitos dos corticosteróides sistêmicos pode ser cuidadosamente controlado por injeções intramusculares de CELESTONE* Soluspan. Sua ação rápida e prolongada torna-o adequado para o início do tratamento em afecções agudas nas quais o controle da inflamação86 deve ser rapidamente atingido e mantido. A ação prolongada do medicamento colabora na prevenção da recrudescência decorrente da manutenção irregular dos efeitos corticosteróides.
O tratamento é iniciado com uma injeção intramuscular87 de 1 ml de CELESTONE Soluspan na maioria dos casos e repetida semanalmente ou mais freqüentemente, quando necessário. Em doenças menos graves, em geral doses menores são suficientes. Em doenças graves, como estado de mal asmático ou lúpus eritematoso sistêmico, inicialmente poderão ser necessários 2 ml.
A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até que uma resposta satisfatória seja observada. Caso não ocorra uma resposta clínica satisfatória após razoável período de tempo, o tratamento com CELESTONE Soluspan deverá ser descontinuado e substituído por outro tratamento adequado.
Administração local Caso haja necessidade de co-administração, CELESTONE Soluspan pode ser misturado (na seringa88 e não no frasco) com lidocaína a 1% ou 2%, cloridrato de procaína ou anestésicos locais similares, com fórmulas que não contenham parabenos. Anestésicos que contenham metilparabeno, fenol etc., devem ser evitados. A dose necessária de CELESTONE Soluspan é inicialmente retirada do frasco para a seringa88, em seguida o anestésico local é aspirado para a seringa88 e esta é, então, ligeiramente agitada.
Em bursites (subdeltóide, subacromial e pré-patelar), uma injeção7 intrabúrsica de 1 ml promove alívio da dor e restaura a amplitude do movimento em poucas horas. Injeções intrabúrsicas em intervalos de 1 a 2 semanas em geral são necessárias na bursite aguda recorrente e nas exacerbações de bursites crônicas.
Em tendinites, miosites, fibrosites, tenossinovites, peritendinites e estados inflamatórios periarticulares, recomendam-se três ou quatro injeções locais de 1 ml cada, a intervalos de uma ou duas semanas na maioria dos casos. A injeção7 deve ser aplicada nas bainhas dos tendões afetados e não no interior destes.
Em condições inflamatórias periarticulares, a região dolorosa deve ser infiltrada. Em gânglios de cápsulas articulares, injeta-se 0,5 ml diretamente nos cistos.
Na artrite reumatóide8 e osteoartrite9, o alívio da dor, do edema89 e da rigidez pode ser atingido em 2 a 4 horas após a injeção7 intra-articular. A dose varia de 0,25 ml a 2 ml, de acordo com o tamanho da articulação: articulações muito grandes (quadril): 1 ml a 2 ml; articulações grandes (joelhos, tornozelos e ombros): 1 ml; articulações médias (cotovelo e punho): 0,5 ml a 1ml; e pequenas articulações (mão90 e tórax91): 0,25 ml a 0,5 ml. O alívio em geral se estende de 1 a 4 ou mais semanas. Utiliza-se técnica estéril com agulha de calibres 24 a 29 em seringa88 vazia para aspiração e introdução na cavidade sinovial. Retiram-se algumas gotas do líquido sinovial para confirmar se a agulha está na articulação. A seringa88 de aspiração é substituída pela seringa88 que contém CELESTONE Soluspan e a injeção7 é então aplicada na articulação.
No tratamento intralesional, injeta-se 0,2 ml de CELESTONE Soluspan por via intradérmica (não subcutânea), utilizando-se seringa88 de tuberculina com agulha de calibre 25 x 1,27 cm. Deve-se ter o cuidado de injetar um depósito uniforme do medicamento por via intradérmica. A quantidade semanal total injetada em todas as áreas não deve exceder a 1 ml.
CELESTONE Soluspan também é eficaz no tratamento das afecções do pé responsivas aos corticosteróides. Bursite sob calo19 durum (corno cutâneo) tem sido controlada com duas injeções sucessivas de 0,25 ml cada. Em condições como o hálux rigidus (deformidade na flexão do grande artelho), digiti quinti varus (desvio interno do quinto dedo) e artrite11 gotosa aguda; o início do alívio é rápido. Uma seringa88 de tuberculina com agulha de calibre 25 x 1,90 cm é adequada para a maioria das injeções nos pés. Nesses casos, recomendam-se doses de 0,25 ml a 0,5 ml a intervalos de 3 a 7 dias. Na artrite11 gotosa aguda, podem ser necessárias doses de até 1 ml.
Após a obtenção de resposta favorável, a dose de manutenção adequada deve ser determinada por decréscimo da dose inicial em pequenas frações a intervalos de tempo adequados, até que a dose mais baixa para manter uma resposta clínica ideal seja determinada.
A exposição do paciente a situações de estresse não relacionadas à doença pode implicar em aumento da dose de CELESTONE Soluspan. Caso o medicamento seja descontinuado após tratamento prolongado, a dose deve ser reduzida gradativamente.
- SUPERDOSAGEM
Sintomas5 Superdoses agudas com glicocorticóides, incluindo a betametasona, não causam situações de risco de vida. Exceto em casos de doses extremas, é improvável que a administração de glicocorticóides por poucos dias produza resultados nocivos na ausência de contra-indicações específicas, como nos pacientes com diabetes mellitus77, glaucoma35, úlcera péptica46 ativa ou naqueles medicados com digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos4 depletores de potássio.
Tratamento Complicações resultantes dos efeitos metabólicos dos corticosteróides ou dos efeitos nocivos à saúde concomitantes a enfermidades ou interação de fármacos devem ser manipulados apropriadamente.
Deve-se manter ingestão adequada de líquidos e monitorar os eletrólitos no soro92 e na urina93, com particular atenção para o balanço de sódio e potássio. Tratar os desequilíbrios eletrolíticos, se necessário.
CELESTONE SOLUSPAN - Laboratório
Mantecorp
Caixa Postal: 18388 - CEP: 04699-970 - São Paulo - SP
Tel: 08000-117788
Email: atendimento@mantecorp.com
Site: http://www.mantecorp.com
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