DILTIZEM AP
Cloridrato de Diltiazem
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - DILTIZEM AP
Comprimidos AP de 90 mg - caixas com 20 unidades
Comprimidos AP de 120 mg - caixas com 20 unidades
Comprimidos AP de 240 mg - caixas com 10 unidades
USO ADULTO - Segurança e eficácia para uso em crianças não ficaram estabelecidas ainda.
COMPOSIÇÃO: - DILTIZEM AP
Cada comprimido de DILTIZEM AP contém:
Cloridrato de diltiazem..........90 mg ou 120 mg
Excipientes: lactose, copolímero dos
ácidos acrílico e metacrílico,
polietilenoglicol 6000, estearato de
magnésio, álcool isopropílico,
acetona.
Cada comprimido de DILTIZEM AP 240 mg contém:
Cloridrato de diltiazem....................240 mg
Excipientes: lactose monohidratada,
hidroxipropilcelulose, estearato de
magnésio.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE - DILTIZEM AP
Conserve o medicamento em ambiente adequado, protegido dos excessos de luz, calor e umidade.
Prazo de validade: 03 (três) anos a partir da data de fabricação impressa na embalagem.
Não use qualquer medicamento após o vencimento do prazo de validade.
O fumo pode agravar ainda mais seu estado de saúde.
Informe seu médico a ocorrência de uma gravidez1 durante o tratamento.
Siga corretamente as indicações do seu médico. Não desaparecendo os sintomas2 ou no caso de aparecimento de reações diferentes ou desagradáveis, consulte seu médico.
Evite o uso de bebida alcoólica durante o tratamento.
Informar ao médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como edemas, cefaléia3, náuseas4, tonturas5, erupções cutâneas, sonolência, insônia, distúrbios gastrintestinais, perda da pressão arterial e diminuição de freqüência do pulso.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS: - DILTIZEM AP
DESCRIÇÃO:
O diltiazem é quimicamente o monocloridrato de 4(5H)3- acetiloxi-5 [2(dimetilamino)etil] 2,3-dihidro-2(-4 metoxifenil)1,5 benzodiazepinona; trata-se de um antagonista do cálcio, isto é, um bloqueador dos canais
lentos de cálcio.
MECANISMO DE AÇÃO
Os resultados obtidos com diltiazem decorrem da inibição do influxo de íons de cálcio através das membranas das células miocárdicas e da musculatura lisa dos vasos coronarianos, durante as fases de despolarização das células musculares envolvidas. O efeito anti- hipertensivo de diltiazem se faz primariamente através do relaxamento da musculatura lisa dos vasos sanguíneos, resultando numa diminuição da resistência vascular6 periférica. A magnitude da redução da pressão arterial está relacionada ao grau de hipertensão7; portanto, em indivíduos hipertensos existe um efeito anti-hipertensivo enquanto que, em normotensos, existe apenas uma discreta queda da pressão arterial.
EFEITOS HEMODINÂMICOS E ELETROFISIOLÓGICOS
Assim como outros antagonistas de cálcio, diltiazem diminui a condução sino- atrial e átrio-ventricular em tecidos isolados.Em humanos, diltiazem previne espasmos coronarianos espontâneos ou provocados por ergonovina. Diltiazem causa uma diminuição na resistência vascular6 periférica e uma discreta queda na pressão arterial em indivíduos normotensos. Em estudos sobre a tolerância a exercícios físicos em pacientes com doença cardíaca isquêmica, diltiazem reduz a relação freqüência cardíaca x pressão arterial para qualquer carga de trabalho dado. Recentes estudos realizados primeiramente em pacientes com boa função ventricular, não revelaram evidências de um efeito inotrópico negativo; o débito cardíaco8, a fração de ejeção e a pressão diastólica9 final do ventrículo esquerdo não foram afetadas.
DILTIZEM AP produz efeitos anti- hipertensivos tanto na posição supina quanto na posição ortostática. É pouco freqüente a observação de hipotensão10 postural ao se assumir rapidamente a posição ereta.
Os efeitos anti- hipertensivos crônicos não são acompanhados por taquicardia11 reflexa.
DILTIZEM AP diminui a resistência vascular6, aumenta o débito cardíaco8 e produz leve ou nenhuma mudança na freqüência cardíaca.
DILTIZEM AP é bem absorvido no trato gastrintestinal. A biodisponibilidade absoluta do diltiazem por via oral corresponde a cerca de 40% se comparado com o uso intravenoso. A maior parte do metabolismo12 é hepático com apenas 2% a 4% de material inalterado aparecendo na urina13. Estudos "in vitro" mostraram que 70% a 80% de diltiazem se liga às proteínas14 plasmáticas. Vários estudos demonstraram que o diltiazem ligado às proteínas14 não sofre alterações em função da presença no plasma15 de quantidades terapêuticas das seguintes substâncias: digoxina, hidroclorotiazida, fenilbutazona, propranolol, ácido salicílico e warfarina. A vida média de eliminação no plasma15, após dose única ou múltipla, está ao redor de 3 a 4 horas e meia. O estudo da "área sob a curva" (AUC) do Diltizem 240 mg 1 x ao dia mostrou níveis plasmáticos equivalentes à AUC do Diltizem 120 mg 2 x ao dia. Os níveis terapêuticos mínimos do diltiazem estão na faixa de 50 a 200 ng/ml.
Não se sabe qual a influência da insuficiência renal16 ou hepática sobre o metabolismo12 ou a eliminação do diltiazem.
INDICAÇÕES: - DILTIZEM AP
Hipertensão arterial17 leve a moderada.
Para o tratamento da angina18 pectoris devido ao espasmo19 das artérias coronarianas presente na angina18 variante de Prinzmetal (angina18 de repouso, com elevação do segmento ST durante a crise de angina18); angina18 crônica estável (angina18 de esforço).
CONTRA-INDICAÇÕES - DILTIZEM AP
ALÉM DE POSSÍVEIS QUADROS DE HIPERSENSIBILIDADE MEDICAMENTOSA, O DILTIAZEM ESTÁ CONTRA- INDICADO NOS PACIENTES COM SÍNDROMES DO NÓDULO20 SINUSAL E NAQUELES COM BLOQUEIO A-V DE 2O E 3O GRAUS, EXCETO SE HOUVER UM MARCAPASSO21 VENTRICULAR FUNCIONANTE, EM AMBOS OS CASOS.
TAMBÉM É CONTRA- INDICADO NOS HIPOTENSOS, COM SISTÓLICA INFERIOR A 90 mmHg E EM PACIENTES COM INFARTO22 AGUDO23 DO MIOCÁRDIO E CONGESTÃO PULMONAR. BRADICARDIA24 ACENTUADA, GRAVIDEZ1, LACTAÇÃO25 E INFÂNCIA.
PRECAUÇÕES - DILTIZEM AP
DILTIZEM AP É INTENSAMENTE METABOLIZADO PELO FÍGADO26 E É DE ELIMINAÇÃO RENAL27 E BILIAR.
A DROGA DEVE SER USADA COM CAUTELA EM PACIENTES COM DÉFICIT DAS FUNÇÕES RENAIS OU HEPÁTICAS.
ADVERTÊNCIAS - DILTIZEM AP
l. CONDUÇÃO CARDÍACA: DILTIZEM AP prolonga o período refratário do nó A.V. sem prolongar significativamente o tempo de recuperação do nó sinusal, exceto em pacientes com "sick sinus syndrome" (Síndrome28 da doença do nó sinusal). Este efeito pode resultar raramente na diminuição anormal do ritmo cardíaco ou bloqueios A- V de 2o ou 3o graus. O uso concomitante de diltiazem com beta-bloqueadores ou digitálicos pode resultar em efeitos somatórios na condução cardíaca. Um paciente com angina18 de Prinzmetal desenvolveu períodos de assistolia ( 2 a 5 segundos) após dose única de 60 mg de diltiazem.
2. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA29: Embora Diltiazem tenha um efeito inotrópico negativo em preparações isoladas do tecido30 animal, estudos hemodinâmicos em humanos com função ventricular normal não mostraram uma redução no índice cardíaco nem efeitos negativos consistentes em sua contratilidade. A experiência do uso de diltiazem em combinação com beta- bloqueadores em pacientes com déficit de função ventricular é limitada, portanto, deve-se ter cautela com o uso desta combinação.
3. HIPOTENSÃO10: Diminuição na pressão arterial associada à terapêutica com diltiazem pode, ocasionalmente, resultar em hipotensão arterial31 sintomática.
4. LESÕES HEPÁTICAS AGUDAS: Elevações de transaminases discretas com ou sem elevação concomitante na fosfatase alcalina e bilirrubina32 têm sido observados. Estas elevações são usualmente transitórias e freqüentemente resolvidas mesmo com a continuidade do tratamento com diltiazem. Em raros casos, porém, foram observadas elevações significantes de enzimas hepáticas como fosfatase alcalina, DLH, TGO, TGP e outros fenômenos compatíveis com lesão hepática aguda.
GRAVIDEZ1 - DILTIZEM AP
OS ESTUDOS REALIZADOS EM ANIMAIS DEMONSTRARAM AUMENTO DA MORBIDADE33 E LETALIDADE FETAIS. O USO DO DILTIAZEM NA MULHER GRÁVIDA SÓ SE JUSTIFICA SE OS BENEFÍCIOS POTENCIAIS PARA ELA SUPERAREM OS RISCOS POTENCIAIS PARA O FETO..
LACTAÇÃO25 - DILTIZEM AP
SABE- SE QUE DILTIAZEM É TAMBÉM EXCRETADO ATRAVÉS DO LEITE HUMANO. HÁ INCLUSIVE TRABALHOS SUGERINDO QUE AS CONCENTRAÇÕES DO MEDICAMENTO NESTE LEITE PODEM SE APROXIMAR DOS NÍVEIS SÉRICOS.
PORTANTO, QUANDO O USO DO DILTIAZEM NA MULHER QUE AMAMENTA FOR CONSIDERADO ESSENCIAL, DEVE- SE INSTITUIR UM MÉTODO ALTERNATIVO DE ALIMENTAÇÃO INFANTIL.
USO EM CRIANÇAS
SEGURANÇA E EFICÁCIA PARA USO EM CRIANÇAS NÃO FICARAM ESTABELECIDAS AINDA.
REAÇÕES ADVERSAS - DILTIZEM AP
AS PRINCIPAIS REAÇÕES ADVERSAS ASSOCIADAS AO BLOQUEIO DO INFLUXO DE CÁLCIO SÃO: EDEMA34, CEFALÉIA3, NÁUSEAS4, TONTURAS5, ERUPÇÕES E ASTENIA35.
OUTROS EFEITOS COLATERAIS MAIS RAROS SÃO: CARDIOVASCULARES: BLOQUEIO AV DE 1O, 2O E 3O GRAUS, ARRITMIAS, BRADICARDIA24, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA36, HIPOTENSÃO10, RUBOR, PALPITAÇÕES37, SÍNCOPE38.
SISTEMA NERVOSO39: PERDA DE MEMÓRIA, DISTÚRBIOS DA MARCHA. ALUCINAÇÕES, INSÔNIA, NERVOSISMO, PARESTESIAS40, ALTERAÇÃO DE PERSONALIDADE, SONOLÊNCIA, ZUMBIDOS, TREMORES.
GASTRINTESTINAIS: PERDA DO APETITE, CONSTIPAÇÃO41, DIARRÉIA42, PERVERSÃO DO PALADAR, DISPEPSIA43, DISCRETAS ELEVAÇÕES ENZIMÁTICAS (DHL, TGO, TGP, FOSFATASE ALCALINA), VÔMITOS44, GANHO PONDERAL.
DERMATOLÓGICOS: PETÉQUIAS, PRURIDO45, FOTOSSENSIBILIDADE, URTICÁRIA46.
OUTROS: VISÃO ESCURECIDA, OLHOS IRRITADOS, DISPNÉIA47, EPISTAXE48, HIPERGLICEMIA49, CONGESTÃO NASAL, NOCTÚRIA, DOR OSTEOARTICULAR, POLIÚRIA50, DISTÚRBIOS SEXUAIS.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - DILTIZEM AP
Devido ao potencial para efeitos somatórios, é justificável tatear a dose de DILTIZEM AP cautelosa e cuidadosamente em pacientes em uso simultâneo com qualquer agente que atue na contratilidade e/ou condução cardíaca. Diltiazem sofre biotransformação pela função oxidativa do Citocromo P- 450.
Co- administração de diltiazem com outros agentes que seguem a mesma via de biotransformação pode resultar em uma inibição competitiva de seu metabolismo12. Podem ser necessários ajustes na dose de drogas com metabolização similar ao se iniciar ou cessar a administração simultânea de diltiazem para a manutenção de níveis séricos terapêuticos adequados.
Quando usado com digitálicos ou beta- bloqueadores, diltiazem pode sofrer efeitos aditivos sobre o prolongamento da condução A.V.
Diltiazem aumenta os níveis séricos da digoxina em cerca de 20%.
O diltiazem é compatível com a nitroglicerina sublingual e outras formas de nitratos, no tratamento e na profilaxia dos quadros anginosos.
Ao associar com anti- hipertensivos, é preciso lembrar da hipotensão10 promovida pelo diltiazem, uma vez que estes efeitos irão se somar.
Pacientes em uso regular de diltiazem devem ser cuidadosamente monitorizados devido a uma mudança em efeitos farmacológicos quando for iniciada e descontinuada a terapêutica com cimetidina, neste caso um ajuste na dose de diltiazem pode ser justificado.
A depressão da contratilidade cardíaca, condutibilidade e automaticidade, tanto quanto a dilatação vascular6 associada a anestésicos pode ser potencializada por bloqueadores de canais de cálcio.
POSOLOGIA - DILTIZEM AP
Diltizem AP
As dosagens devem ser ajustadas de acordo com as necessidades de cada paciente, começando com 180 a 240 mg ao dia, quando administradas em dose única diária, embora alguns pacientes possam responder a baixas doses.
O efeito máximo anti- hipertensivo é geralmente observado após 14 dias de terapia contínua; assim, ajustes na dose poderão ser feitos se necessário.
DILTIZEM AP tem um efeito aditivo quando empregado com outros agentes anti- hipertensivos. Assim, a dosagem do DILTIZEM AP, ou do anti-hipertensivo utilizado concomitantemente, poderá necessitar de ajustes.
SUPERDOSAGEM - DILTIZEM AP
Em casos de superdosagem ou se houver uma resposta exagerada ao diltiazem recomenda- se o seguinte: lavagem gástrica51 ou indução de vômitos44; para a bradicardia24 intensa pode-se usar atropina (0.6mg a l.0mg) ou, se não houver resposta administrar isoproterenol cuidadosamente. Para casos de bloqueio AV intenso: atropina (como acima) ou se instituir o marca-passo cardíaco.
Se houver insuficiência cardíaca29 empregar os agentes inotrópicos (isoproterenol, dopamina) e diuréticos52. Nos quadros de hipotensão10 sintomática administrar vasopressores do tipo bitartarato de levarterenol ou dopamina. As doses tóxicas em animais são variáveis conforme a espécie. Não se conhece a dose tóxica para o homem, porém, sabe- se que os níveis sangüíneos acima de 800ng/ml não foram ligados à toxicidade.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
DILTIZEM AP - Laboratório
PFIZER
Av. Monteiro Lobato, 2270
Guarulhos/SP
- CEP: 07190-001
Tel: 0800-16-7575
Site: http://www.pfizer.com.br
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
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