Microvlar
Microvlar
Levonorgestrel
Etinilestradiol
Informação importante! Leia com atenção!
- FORMA FARMACÊUTICA
Drágea1
APRESENTAÇÃO - Microvlar
Cartucho contendo 1 blíster-calendário com 21 drágeas2
COMPOSIÇÃO - Microvlar
Cada drágea1 de Microvlar® contém 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol.
Excipientes: lactose, amido, povidona, talco, estearato de magnésio, sacarose, macrogol, carbonato de cálcio, glicerol,dióxido de titânio, pigmento de óxido de ferro amarelo e cera montanglicol.
INFORMAÇÕES A PACIENTE - Microvlar
Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade, o conteúdo e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos3 para qualquer consulta que se faça necessária.
Leia com atenção o Informativo “Microvlar® e a contracepção” (no verso da bula) antes de usar o produto, pois o mesmo contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso de contraceptivos orais. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento e sobre a necessidade de consultar o seu médico regularmente. Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.
Cuidados de armazenamento
O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC). Proteger da umidade.
Prazo de validade
Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade indicado na embalagem externa.
Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS - Microvlar
Propriedades:
Farmacodinâmica
O efeito anticoncepcional dos contraceptivos orais combinados (COCs) baseia-se na interação de diversos fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação4 e alterações na secreção cervical. Além da proteção contra gravidez5, os COCs apresentam diversas propriedades positivas. O ciclo menstrual torna-se mais regular, a menstruação6 freqüentemente menos dolorosa e o sangramento menos intenso, o que, neste último caso, pode reduzir a possibilidade de ocorrência de deficiência de ferro. Além disso, há evidência da redução do risco de ocorrência de câncer7 de endométrio8 e de ovário9. Os COCs de dose mais elevada (0,05 mg de etinilestradiol) também diminuem a incidência10 de tumores fibrocísticos de mama, cistos ovarianos, doença inflamatória pélvica11 e gravidez ectópica12. Ainda não existe confirmação de que isto também se aplique aos contraceptivos orais de dose mais baixa.
Farmacocinética
Levonorgestrel
Absorção:
O levonorgestrel é rápida e completamente absorvido quando administrado por via oral. Concentrações séricas máximas de cerca de 3 a 4 ng/ml são atingidas aproximadamente 1 hora após ingestão de dose única. O levonorgestrel é quase que completamente biodisponível após administração oral.
Distribuição:
O levonorgestrel liga-se à albumina13 sérica e à globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG). Apenas 1,3 % da concentração total do fármaco no soro14 está presente na forma de esteróide livre, aproximadamente 64% está ligada especificamente à SHBG e cerca de 35% está ligada de forma inespecífica à albumina13. O aumento de SHBG induzido pelo etinilestradiol influencia a proporção de levonorgestrel ligado às proteínas15 séricas, promovendo um aumento da fração ligada à SHBG e uma diminuição da fração ligada à albumina13. O volume aparente de distribuição de levonorgestrel é de aproximadamente 184 l após administração de dose única.
Metabolismo16:
O levonorgestrel é completamente metabolizado pelas vias conhecidas do metabolismo16 de esteróides. A taxa de depuração sérica do levonorgestrel é de aproximadamente 1,3 a 1,6 ml/min/kg.
Eliminação:
Os níveis séricos de levonorgestrel diminuem em duas fases. A fase de disposição terminal é caracterizada por meiavida de aproximadamente 20 a 23 horas. O levonorgestrel não é excretado na forma inalterada. Seus metabólitos são excretados pelas vias urinária e biliar em uma proporção de aproximadamente 1:1. A meia-vida de excreção dos metabólitos é de aproximadamente 1 dia.
Condições no estado de equilíbrio:
Durante a ingestão diária, os níveis séricos do fármaco aumentam aproximadamente 3 a 4 vezes, atingindo o estado de equilíbrio durante a segunda metade de um ciclo de utilização. A farmacocinética do levonorgestrel é influenciada pelos níveis de SHBG, os quais são aumentados em cerca de 1,7 vezes após administração oral diária de Microvlar®.
Este efeito ocasiona a redução da taxa de depuração para cerca de 0,7 ml/min/kg na fase de equilíbrio.
Etinilestradiol
Absorção:
O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Níveis séricos máximos de
aproximadamente 95 pg/ml são alcançados em 1 a 2 horas. Durante a absorção e o metabolismo16 de primeira passagem, o etinilestradiol é metabolizado extensivamente, resultando em biodisponibilidade oral média de aproximadamente 45%, com ampla variação interindividual de cerca de 20 a 65%.
Distribuição:
O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina13 sérica (aproximadamente 98%) e induz aumento das concentrações séricas de SHBG. Foi determinado o volume aparente de distribuição de cerca de 2,8 a 8,6 L/kg.
Metabolismo16:
O etinilestradiol está sujeito à conjugação pré-sistêmica, tanto na mucosa17 do intestino delgado18 como no fígado19. É metabolizado primariamente por hidroxilação aromática mas com formação de diversos metabólitos hidroxilados e metilados, que estão presentes nas formas livre e conjugada com glicuronídios e sulfato. A taxa de depuração do etinilestradiol é de cerca de 2,3 a 7 ml/min/kg.
Eliminação:
Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases de disposição, caracterizadas por meias-vidas de cerca de 1 hora e de 10 a 20 horas, respectivamente. O etinilestradiol não é eliminado na forma inalterada; seus metabólitos são eliminados com meia-vida de aproximadamente um dia. A proporção de excreção é de 4 (urina20):6 (bile21).
Condições no estado de equilíbrio:
As concentrações séricas de etinilestradiol aumentam discretamente após administração oral diária de Microvlar®. As concentrações máximas chegam aproximadamente a 114 pg/ml no final de um ciclo de utilização. Considerando a variação da meia-vida da fase de disposição terminal do soro14 e a ingestão diária, os níveis séricos de etinilestradiol no estado de equilíbrio são alcançados após cerca de uma semana.
Dados de segurança pré-clínica
Os dados pré-clínicos obtidos através de estudos convencionais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade para a reprodução mostraram que não há risco especialmente relevante para humanos.
No entanto, deve-se ter em mente que esteróides sexuais podem estimular o crescimento de tecidos e tumores dependentes de hormônio22.
Resultados de eficácia
Os COCs são utilizados para prevenir a gravidez5. Quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode aumentar quando há esquecimento de tomada das drágeas2 ou quando estas são tomadas incorretamente, ou ainda em casos de vômitos23 dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de uma drágea1 ou diarréia24 intensa, bem como interações medicamentosas.
- INDICAÇÃO
Microvlar® é indicado para contracepção25 oral.
CONTRA-INDICAÇÕES - Microvlar
Os contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na presença das seguintes condições:
Presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos (arteriais ou venosos) como, por exemplo,
trombose venosa profunda26, embolia27 pulmonar, infarto do miocárdio28; ou de acidente vascular cerebral29;
Presença ou história de sintomas30 e/ou sinais31 prodrômicos de trombose32 (por exemplo: episódio isquêmico
transitório, angina33 pectoris);
História de enxaqueca34 com sintomas30 neurológicos focais;
Diabetes35 melitus com alterações vasculares;
A presença de um fator de risco36 grave ou múltiplos fatores de risco para a trombose32 arterial ou venosa
também pode representar uma contra-indicação (veja item “Precauções e advertências”);
Presença ou história de pancreatite37 associada à hipertrigliceridemia grave;
Presença ou história de doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não retornarem ao
normal;
Presença ou história de tumores hepáticos benignos ou malignos;
Diagnóstico38 ou suspeita de neoplasias dependentes de esteróides sexuais (por exemplo, dos órgãos genitais
ou das mamas);
Sangramento vaginal não-diagnosticado;
Suspeita ou diagnóstico38 de gravidez5;
Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos componentes do produto.
Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua utilização deve ser descontinuada imediatamente.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - Microvlar
“Atenção: este medicamento contém açúcar39, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes35.”
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os benefícios da utilização de COCs devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada paciente individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a usuária deve entrar em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso do produto deve ficar a critério médico.
Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio28, acidente vascular cerebral29, trombose venosa profunda26 e embolia27 pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara.
Durante o emprego de quaisquer COCs, pode ocorrer tromboembolismo40 venoso (TEV), que se manifesta como trombose venosa profunda26 e/ou embolia27 pulmonar. O risco de ocorrência de tromboembolismo40 venoso é mais elevado durante o primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de COC. A incidência10 aproximada de TEV em usuárias de contraceptivos orais contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é de até 4 por 10.000 usuárias ao ano. Em não-usuárias de COCs, esta incidência10 é de 0,5 a 3 por 10.000 mulheres ao ano. A incidência10 de TEV associada à gestação é de 6 por 10.000 gestantes ao ano.
Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose32 em outros vasos sangüíneos41 como, por exemplo, em veias42 e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas, em usuárias de COCs.
Não há consenso sobre a associação da ocorrência destes eventos e o uso de COCs.
Sintomas30 de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral29, podem incluir: dor e/ou inchaço unilateral em membro inferior; dor torácica aguda e intensa, com ou sem irradiação para o braço esquerdo; dispnéia43 aguda; tosse de início abrupto; cefaléia44 não-habitual, intensa e prolongada; perda repentina da visão, parcial ou total; diplopia45; distorções na fala ou afasia46; vertigem47; colapso, com ou sem convulsão48 focal; fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo; distúrbios motores; abdome agudo49.
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral29,aumenta com os seguintes fatores: idade; tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior, especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos); história familiar positiva (isto é, tromboembolismo40 arterial ou venoso detectado em um(a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade relativamente jovem) - se há suspeita de predisposição hereditária, a usuária deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de qualquer COC; obesidade50 (índice de massa corpórea superior a 30 kg/m²);dislipoproteinemia; hipertensão51; enxaqueca34; valvopatia; fibrilação atrial; imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em caso de cirurgia programada, é aconselhável descontinuar o uso do COC com, pelo menos, quatro semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até, pelo menos, duas semanas após restabelecimento.
Não há consenso quanto à possível influência de veias42 varicosas e de tromboflebite52 superficial na gênese do tromboembolismo40 venoso.
Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo40 no puerpério (veja item “Gravidez e lactação”).
Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são: diabetes35 melitus, lupus eritematoso sistêmico, síndrome53 hemolítico-urêmica, patologia intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn54 ou colite55 ulcerativa) e anemia falciforme56.
O aumento da freqüência ou da intensidade de enxaquecas57 durante o uso de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular58 cerebral.
Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose32 arterial ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de proteína C e de proteína S, anticorpos59 antifosfolipídios (anticorpos59 anticardiolipina, anticoagulante60 lúpico).
Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose32 e que o risco associado à gestação é mais elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol).
Tumores
O fator de risco36 mais importante para o câncer7 cervical é a infecção61 persistente por HPV (papilomavírus humano).
Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de citologia cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira.
Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer7 de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece gradualmente nos 10 anos subseqüentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer7 de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer7 de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer7 de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico38 precoce de câncer7 de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos.
Os casos de câncer7 de mama diagnosticados em usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs.
Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias62 intra-abdominais com risco de vida para a usuária. A possibilidade de tumor63 hepático deve ser considerada no diagnóstico38 diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado19 ou sinais31 de hemorragia64 intra-abdominal.
Outras condições
Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar da mesma, podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite37 durante o uso de COC. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os casos de relevância clínica são raros. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão51 clinicamente significativa, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a hipertensão51. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva.
Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia65 e/ou prurido66 relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria67; lupus eritematoso sistêmico; síndrome53 hemolítico-urêmica; coréia de Sydenham68; herpes gestacional; perda da audição relacionada com a otosclerose69.
Em mulheres com angioedema70 hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas30 de angioedema70. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos valores normais. A recorrência de icterícia65 colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteróides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs.
Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à insulina71 e sobre a tolerância à glicose72, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter cuidadosa vigilância enquanto estas usuárias estiverem utilizando COCs.
O uso de COCs tem sido associado à doença de Crohn54 e à colite55 ulcerativa.
Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma73, sobretudo em usuárias com história de cloasma73 gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma73 devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando COCs.
Consultas/exames médicos
Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contra-indicações” e “Precauções e advertências”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contra-indicações (por exemplo, episódio isquêmico transitório, etc.) ou fatores de risco (por exemplo, história familiar de trombose32 arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do COC. A freqüência e a natureza destas avaliações devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidas e adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
As usuárias devem ser informadas que os contraceptivos orais não protegem contra infecções causadas pelo HIV74 (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Redução da eficácia
A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de tomada de drágeas2, distúrbios gastrintestinais ou tratamento concomitante com outros medicamentos (veja itens “Posologia e modo de usar” e “Interações medicamentosas”).
Redução do controle do ciclo
Como ocorre com todos os COCs, podem surgir sangramentos irregulares (gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de cerca de três ciclos.
Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não-hormonais e, nesses casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia75 ou gestação. Estas medidas podem incluir a realização de curetagem.
É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por privação durante o intervalo de pausa. Se a usuária ingeriu as drágeas2 segundo as instruções descritas no item “Posologia e modo de usar”, é pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por privação, ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC.
Gravidez5 e lactação76
Microvlar® é contra-indicado durante a gravidez5. Caso a usuária engravide durante o uso de Microvlar®, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham utilizado COC antes da gestação.
Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da gestação.
Os COCs podem afetar a lactação76, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Portanto, em geral, não é recomendável o uso de COCs até que a lactante77 tenha suspendido completamente a amamentação78 do seu filho. Pequenas quantidades dos esteróides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser excretadas com leite, embora não existam evidências de que haja prejuízo para a saúde da criança.
- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
As interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos podem produzir sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral. As seguintes interações encontram-se relatadas na literatura.
Metabolismo16 hepático: podem ocorrer interações com fármacos que induzem as enzimas microssomais, o que pode resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais (exemplo: com fenitoína, barbitúricos,
primidona, carbamazepina, rifampicina e também, possivelmente, com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva de São João). Além disso, foi relatado que inibidores de protease (por exemplo: ritonavir) e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (por exemplo: nevirapina), assim como combinações dos mesmos, utilizados para o tratamento de infecção61 por HIV74, interferem potencialmente no metabolismo16 hepático.
Interferência com a circulação79 êntero-hepática: alguns relatos clínicos sugerem que a circulação79 ênterohepática de estrogênios pode diminuir quando certos antibióticos, como as penicilinas e tetraciclinas, são administrados concomitantemente, podendo reduzir as concentrações do etinilestradiol
Usuárias sob tratamento com qualquer uma das substâncias acima citadas devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. Durante o período em que estiver fazendo uso de algum medicamento indutor das enzimas microssomais, o método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. As usuárias tratadas com antibióticos devem utilizar o método de barreira durante o tratamento com os mesmos e ainda por 7 dias após a descontinuação da antibioticoterapia, exceto com rifampicina e griseofulvina, que são indutores de enzimas microssomais, para os quais se deve manter o uso de método de barreira por 28 dias após a descontinuação dos mesmos. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final da cartela do COC, a usuária deverá iniciar a cartela seguinte imediatamente após o término da cartela em uso, sem proceder ao intervalo habitual de 7 dias.
Contraceptivos orais podem afetar o metabolismo16 de alguns outros fármacos. Conseqüentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem aumentar (por exemplo, ciclosporina) ou diminuir (por exemplo, lamotrigina).
Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento utilizado concomitantemente a fim de identificar interações em potencial.
- REAÇÕES ADVERSAS
Para informações mais detalhadas sobre reações adversas graves, consultar o item “Precauções e advertências”.
Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de COCs, sem que a exata relação de causalidade tenha sido estabelecida*:
| Classificação por sistema corpóreo | Frequente (> ou = 1/100) | Pouco freqüente (> ou = 1/1.000 e < 1/100) | Raro (< 1/1.000) |
| Distúrbios nos olhos | Intolerância a lentes de contato | ||
| Distúrbios gastrintestinais | Náuseas80, dor abdominal | Vômitos23, diarréia24 | |
| Distúrbios no sistema imunológico | Hipersensibilidade | ||
| Investigações | Aumento do peso corporal | Diminuição do peso corporal | |
| Distúrbios metabólicos e nutricionais | Retenção de líquido | ||
| Distúrbios no sistema nervoso81 | Cefaléia44 | Enxaqueca34 | |
| Distúrbios psiquiátricos | Estados depressivos, alterações de humor | Diminuição da libido | Aumento da libido |
| Distúrbios no sistema reprodutivo e nas mamas | Dor e sensibilidade dolorosa nas mamas | Hipertrofia82 mamária | Secreção vaginal, secreção das mamas |
| Distúrbios cutâneos e nos tecidos subcutâneos | Erupção cutânea83, urticária84 | Eritema85 nodoso, eritema multiforme86 |
*Foi utilizado o termo MedDRA (versão 7.0) mais apropriado para descrever uma determinada reação. Sinônimos ou condições relacionadas não foram listados mas também devem ser considerados.
Em mulheres com angioedema70 hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas30 de angioedema70.
ALTERAÇÕES EM EXAMES LABORATORIAIS - Microvlar
O uso de esteróides presentes nos contraceptivos pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tiroidiana, adrenal e renal87; níveis plasmáticos de proteínas15 (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteróides e frações lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do metabolismo16 de carboidratos e parâmetros da coagulação e fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal.
- POSOLOGIA E MODO DE USAR
As drágeas2 devem ser ingeridas na ordem indicada na cartela, por 21 dias consecutivos, mantendo-se
aproximadamente o mesmo horário e, se necessário, com pequena quantidade de líquido. Cada nova cartela é iniciada após um intervalo de pausa de 7 dias sem a ingestão de drágeas2, durante o qual deve ocorrer sangramento por privação hormonal (em 2-3 dias após a ingestão da última drágea1). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de uma nova cartela.
Início do uso de Microvlar®
Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior:
No caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).
Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico (contraceptivo) para Microvlar®:
A usuária deve começar o uso de Microvlar® preferencialmente no dia posterior à ingestão do último comprimido ativo (último comprimido contendo substância ativa) do contraceptivo usado anteriormente ou, no máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos. Se estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção88, implante ou
Sistema Intra-Uterino (SIU) com liberação de progestógeno) para Microvlar®:
A usuária poderá iniciar o uso de Microvlar® em qualquer dia no caso da minipílula ou no dia da retirada do implante ou do SIU ou no dia previsto para a próxima injeção88. Nesses três casos (uso anterior de minipílula, injeção88, implante ou Sistema Intra-Uterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros dias de ingestão de Microvlar®.
Após abortamento89 de primeiro trimestre:
Pode-se iniciar o uso de Microvlar® imediatamente, sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.
Após parto ou abortamento89 no segundo trimestre:
Para amamentação78, veja o item “Gravidez e lactação”.
Após parto ou abortamento89 no segundo trimestre, a usuária deve ser aconselhada a iniciar o COC no período entre o 21º e 28º dia após o procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver ocorrido relação sexual, deve-se certificar de que a mulher não esteja grávida antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira menstruação6.
Drágeas2 esquecidas
Se houver transcorrido menos de 12 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente a drágea1 esquecida e continuar o restante da cartela no horário habitual.
Se houver transcorrido mais de 12 horas, a proteção contraceptiva pode estar reduzida neste ciclo. Neste caso, devese ter em mente duas regras básicas: 1) a ingestão das drágeas2 nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias; 2) são necessários 7 dias de ingestão contínua das drágeas2 para conseguir supressão adequada do eixo hipotálamo90-hipófiseovário. Conseqüentemente, na prática diária, pode-se usar a seguinte orientação:
Esquecimento na 1ª semana:
A usuária deve ingerir imediatamente a última drágea1 esquecida, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de duas drágeas2. As drágeas2 restantes devem ser tomadas no horário habitual. Adicionalmente, deve-se adotar um método de barreira (por exemplo, preservativo) durante os 7 dias subseqüentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-se considerar a possibilidade de gravidez5. Quanto mais drágeas2 forem esquecidas e mais perto estiverem do intervalo normal sem tomada de drágeas2 (pausa), maior será o risco de gravidez5.
Esquecimento na 2ª semana:
A usuária deve ingerir imediatamente a última drágea1 esquecida, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de duas drágeas2 e deve continuar tomando o restante da cartela no horário habitual. Se nos 7 dias precedentes à primeira drágea1 esquecida, todas as drágeas2 tiverem sido tomadas conforme as instruções, não é necessária qualquer medida contraceptiva adicional. Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que uma drágea1 tiver sido esquecida, deve-se aconselhar a adoção de precauções adicionais (por exemplo, uso de preservativo) por 7 dias.
Esquecimento na 3ª semana:
O risco de redução da eficácia é iminente pela proximidade do intervalo sem ingestão de drágeas2 (pausa). No entanto, ainda se pode minimizar a redução da proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão das drágeas2. Se nos 7 dias anteriores à primeira drágea1 esquecida a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar métodos contraceptivos adicionais. Se não for este o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medidas contraceptivas adicionais (por exemplo, uso de preservativo) durante os 7 dias seguintes.
1) Tomar a última drágea1 esquecida imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de duas drágeas2 e continuar tomando as drágeas2 seguintes no horário habitual. A nova cartela deve ser iniciada assim que acabar a cartela atual, isto é, sem o intervalo de pausa habitual entre elas. É pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da segunda cartela, mas pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape durante os dias de ingestão das drágeas2.
2) Suspender a ingestão das drágeas2 da cartela atual, fazer um intervalo de pausa de até 7 dias sem ingestão de drágeas2 (incluindo os dias em que se esqueceu de tomá-las) e, a seguir, iniciar uma nova cartela.
Se não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem ingestão de drágea1 (pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez5.
Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais
No caso de distúrbios gastrintestinais graves, a absorção pode não ser completa e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas.
Se ocorrerem vômitos23 dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de uma drágea1, deve-se seguir o mesmo procedimento usado no item “Drágeas esquecidas”. Se a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve retirar a(s) drágea1(s) adicional(is) de outra cartela.
- SUPERDOSE
Não há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes da superdose. Os sintomas30 que podem ocorrer nestes casos são: náuseas80, vômitos23 e, em usuárias jovens, sangramento vaginal discreto. Não existe antídoto91 e o tratamento deve ser sintomático.
Venda sob prescrição médica
MS-1.0020.0026
Farm. Resp.: Dr. Paulo Camossa
CRF–SP nº 15.927
Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
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