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Atualizado em 2012

UNIFEDRINE

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UNIFEDRINE
Sulfato de Efedrina
Solução Injetável

- FORMA  FARMACÊUTICA  E  APRESENTAÇÃO
Solução injetável: caixa com 25 ampolas de 1 ml.

USO PEDIÁTRICO E ADULTO
USO RESTRITO À  HOSPITAIS

- COMPOSIÇÃO:
 Cada ampola contém:
Sulfato de efedrina    50 mg
Veículo: água para injeção1.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO:
Conserve o produto na embalagem original,  em temperatura ambiente (15 a 30ºC), protegido da luz.

PRAZO DE VALIDADE:
24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.

- INFORMAÇÕES TÉCNICAS

CARACTERÍSTICAS:   - UNIFEDRINE

A Efedrina estimula os receptores alfa e beta-adrenérgicos e aumenta a liberação da norepinefrina endógena dos neurônios2 simpáticos, resultando em aumento da pressão sangüínea3 sistólica e diastólica e aumento do débito cardíaco4. A Efedrina também aumenta de modo variável a resistência periférica e, conseqüentemente, aumenta a pressão arterial. As respostas pressoras do uso parenteral da Efedrina são mais lentas, porém mais duradouras que as produzidas pela adrenalina. A Efedrina também estimula o sistema nervoso5 central (SNC), mais precisamente o córtex cerebral e os centros subcorticais, produzindo efeitos de narcolepsia e estados de depressão. Os efeitos da Efedrina sobre o sistema nervoso5 são similares aos das anfetaminas, porém menos pronunciados.A ativação dos receptores beta-adrenérgicos nos pulmões6 promove a broncodilação, aliviando o broncoespasmo7, aumentando a capacidade vital8, diminuindo o volume residual9 e reduzindo a resistência das vias aéreas.
Pode ocorrer taquifilaxia com doses repetidas.
A Efedrina é rapidamente absorvida após administração intramuscular ou subcutânea. Após 10 a 20 minutos da injeção intramuscular10, a Efedrina inicia sua ação. As respostas pressoras e cardíacas persistem por 30 minutos a 1 hora após administração de 25 a 50mg da Efedrina. Pequenas quantidades da droga são metabolizadas no fígado11, sendo que alguns de seus metabólitos são a p-hidroxiefedrina, a p-hidroxinorefedrina e a norefedrina. A droga e seus metabólitos são excretados pela urina12, na maior parte na forma inalterada. O nível de excreção depende do pH da urina12, sendo maior quando a urina12 está ácida. Apresenta meia-vida de cerca de 3 horas quando o pH urinário é 5, e de 6 horas quando o pH é 6,3.

INDICAÇÕES - UNIFEDRINE

É indicado primeiramente para contrabalançar os efeitos hipotensivos das anestesias raquidianas ou outros tipos de anestesia13 condutiva não tópica. É também usado como agente pressor em estados hipotensivos após simpatectomia ou após superdosagem de agentes bloqueadores ganglionares, agentes anti-adrenérgicos, alcalóides do veratrum ou outras drogas usadas para diminuir a pressão arterial. É algumas vezes utilizada para aliviar broncoespasmo7, mas é menos efetiva que a adrenalina nesse propósito.

CONTRA-INDICAÇÕES - UNIFEDRINE

O Sulfato de Efedrina é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade às aminas simpatomiméticas, em pacientes com glaucoma14 de ângulo estreito e pacientes com hipertrofia15 prostática. Não deve ser usada em pacientes anestesiados com ciclopropano e halotano, uma vez que esses agentes sensibilizam o coração16 às ações arrítmicas das drogas simpatomiméticas. O  Sulfato de Efedrina não deve ser usado naqueles casos em que drogas vasopressoras são contra-indicadas, por exemplo tireotoxicose e em obstetrícia, quando a pressão sangüínea3 materna é maior que 130/80mmHg.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - UNIFEDRINE

Gerais:  A Efedrina deve ser usada com cautela em pacientes com hipertireoidismo17, hipertensão18, doenças cardíacas (incluindo insuficiência19 coronária, angina20 pectoris e pacientes recebendo digitálicos), arritmias, diabete e instabilidade do sistema vasomotor.Deve-se monitorar os pacientes que estão recebendo Efedrina através dos seguintes testes: pressão sangüínea3 (preferencialmente intra-arterial), eletrocardiograma21 (ECG), fluxo urinário, débido cardíaco, pressão venosa central, pressão arterial pulmonar e pressão dos capilares22 pulmonares.
Os agentes simpatomiméticos não são substitutos da reposição de sangue23, plasma24, fluídos e/ou eletrólitos.
Recomenda-se cautela durante a administração do medicamento para evitar o seu extravasamento, que pode causar necrose25 do tecido26 circundante. Caso isso ocorra, a  necrose25 pode ser prevenida pela imediata infiltração de 10 a 15 ml de injeção1 de cloreto de sódio 0,9% contendo 5 a 10mg de fentolamina. Uma seringa27 com uma agulha hipodérmica fina deve ser usada e a solução deve ser infiltrada generosamente por toda a área afetada.
Gravidez28:   Não se sabe se a Efedrina pode causar dano fetal quando administrada à gestante ou se pode afetar a capacidade reprodutiva. O Sulfato de Efedrina deve ser administrado à gestante somente se estritamente necessário.
A administração parenteral de Efedrina para manter a pressão sangüínea3 durante queda ou anestesia13 espinal para parto, pode causar aceleração cardíaca fetal e não deve ser usada em obstetrícia se a pressão materna estiver acima de 130/80mmHg.  
Amamentação29:  a Efedrina é excretada no leite materno. O uso por lactantes30 não é recomendado devido ao possíveis riscos para os lactentes31.
Pediatria:  a Efedrina deve ser usada com cautela em crianças por causa de sua maior suscetibilidades  aos efeitos do medicamento.

- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
O Sulfato de Efedrina não deve ser administrado concomitantemente com outras drogas simpatomiméticas pela possibilidade de somação de efeitos e aumento da toxicidade.
Agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos podem reduzir a resposta vasopressora à Efedrina, causando vasodilatação.
As drogas bloqueadoras beta-adrenérgicas podem bloquear os efeitos cardíacos e broncodilatadores32 da Efedrina.
A administração da Efedrina aos pacientes que estão sendo anestesiados com ciclopropano ou compostos halogenados é contra-indicada.
Drogas como a reserpina e metildopa que reduzem as reservas de noradrenalina nas terminações dos nervos simpáticos, podem reduzir as respostas pressoras da Efedrina. Alguns diuréticos33 também podem diminuir a resposta de drogas pressoras como a Efedrina.
A Efedrina pode antagonizar o bloqueio nervoso produzido pela guanetidina, resultando daí uma diminuição do efeito hipertensivo e necessitando aumento de doses posteriores.
A Efedrina também deve ser usada cuidadosamente com  os glicosídeos cardíacos e outras drogas que sensibilizam o miocárdio às ações dos agentes simpatomiméticos.
Todos os vasomotores devem ser usados cuidadosamente em pacientes tomando inibidores da monoamina-oxidase (IMAO). O uso concomitante pode prolongar e intensificar a estimulação cardíaca e os efeitos pressores causados pela liberação das catecolaminas que são acumuladas nos neurônios2 durante a terapia com IMAO.

INTERFERÊNCIA EM EXAMES LABORATORIAIS - UNIFEDRINE

 Não são conhecidas alterações relevantes do Sulfato de Efedrina em exames laboratoriais.

REAÇÕES ADVERSAS/COLATERAIS - UNIFEDRINE

Os efeitos tóxicos agudos são usualmente extensão do efeito terapêutico da droga e na maioria das vezes por superdosagem. Dose excessiva pode causar um pronunciado aumento da pressão sangüínea3, suficiente para produzir hemorragia34 cerebral. Outros efeitos (usualmente passageiros) incluem: cefaléia35, ansiedade, tensão, tremor, vertigem36, fraqueza, confusão, alucinações, delírios, palpitação37, dificuldade respiratória, náusea38 e vômito39. Injeções repetidas podem causar contrações de esfíncter vesical, interferindo com  a micção expontânea. Existe a possibilidade de retenção urinária40, especialmente em pacientes de idade avançada.

POSOLOGIA - UNIFEDRINE

O Sulfato de Efedrina é sujeito a oxidação e deve ser protegido contra a exposição à luz. Não utilizar a solução se a mesma não estiver límpida. Desprezar a porção não usada. Dependendo das circunstâncias clínicas, a injeção1 de Sulfato de Efedrina deve ser subcutânea, intramuscular ou endovenosa.Adultos:  25 a 50mg injetados subcutâneamente ou endovenosamente são usualmente suficientes para prevenir ou minimizar a hipotensão41 secundária à anestesia13 espinal. Doses repetidas devem ser orientadas pela reposta da pressão sangüínea3 ou, se usado como broncodilatador42, de acordo com o grau de melhora. A absorção (início da ação) por via intramuscular é mais rápida (entre 10 a 20 minutos) que pela via subcutânea. A via endovenosa é usada se forem necessários efeitos imediatos. Quando usada em trabalho de parto deve-se administrar o suficiente para manter a pressão em 130/80mmHg ou abaixo.
Em ataque agudo43 de asma44 deve-se usar a menor dose efetiva (usualmente 0,25 a 0,50ml) ou as doses determinadas pela resposta do paciente.
Crianças:  0,75 mg/Kg ou 25mg/m2  de superfície corporal em injeção1 endovenosa ou subcutânea, quatro vezes ao dia, ou em função da resposta do paciente.

- SUPERDOSAGEM:
Injeções continuadas de Sulfato de Efedrina (após depleção dos reservatórios de noradrenalina nas terminações nervosas, com perda do efeito vasopressor) podem resultar em hipotensão41 mais séria do que a existente antes do seu uso.
Na ausência da depleção da noradrenalina, a dosagem excessiva parenteral produz taquicardia45, aumento exagerado da pressão sangüínea3 e possibilidade de hemorragia34 cerebral, mais os efeitos sobre o sistema nervoso5 central. No caso de efeitos adversos sobre a pressão sangüínea3, deve-se parar a administração da droga e instituir medidas corretivas.  

PACIENTES IDOSOS - UNIFEDRINE

Não existem informações sobre problemas específicos em pacientes idosos. Entretanto pessoas idosas são mais propensas à hipertrofia15 prostática relacionada à idade e, portanto, deve-se monitorar os pacientes que estão recebendo a Efedrina.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA  

UNIFEDRINE - Laboratório

UNIAO QUIMICA
Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90
Embu-Guaçu/SP - CEP: 06900-000
Tel: SAC 0800 11 1559

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