CELESTONE Comprimidos 0,5mg e 2mg/Gotas/Elixir
Comprimidos 0,5 mg e 2 mg/Gotas/Elixir
FORMAS FARMACÊUTICAS/APRESENTAÇÃO - CELESTONE Comprimidos
USO ADULTO E PEDIÁTRICO.
CELESTONE 0,5 mg Cada comprimido sulcado contém 0,5 mg de betametasona. Componentes inativos: lactose, amido de milho, gelatina, estearato de magnésio, corante FDC azul n° 1.Embalagem com 20 comprimidos.
CELESTONE 2 mg Cada comprimido sulcado contém 2 mg de betametasona. Componentes inativos: lactose, amido de milho, gelatina, estearato de magnésio.
Embalagem com 10 comprimidos.
CELESTONE Gotas Cada ml (26 gotas) contém 0,5 mg de betametasona (equivalente a 1 comprimido de 0,5 mg). Componentes inativos: ácido cítrico anidro, fosfato de sódio dibásico anidro, EDTA dissódico, benzoato de sódio, açúcar1 granulado, solução de sorbitol2, propilenoglicol, aroma creme de chocolate, aroma artificial de laranja, água purificada. CELESTONE Gotas é recomendado para crianças de baixa idade e para pacientes que necessitem de fracionamento de doses.
Frasco com 15 ml.
CELESTONE Elixir Cada 5 ml (1 colher de chá) contêm 0,5 mg de betametasona, em veículo de agradável paladar. Componentes inativos: propilenoglicol, cloreto de sódio, benzoato de sódio, solução de sorbitol2, ácido cítrico anidro, corante FDC amarelo n° 6, álcool USP, solução óleo de laranja, aroma artificial de cereja, açúcar1 granulado, água purificada.
Frasco com 120 ml.
INFORMAÇÃO AO PACIENTE - CELESTONE Comprimidos
CELESTONE age em situações onde é necessário um efeito corticosteróide rápido e intenso, sendo medicação adjuvante e não substitutiva à convencional. O início de ação de CELESTONE dá-se 20 minutos após a ingestão, quando os níveis de betametasona já são mensuráveis no sangue3.
CELESTONE comprimidos 0,5 mg e 2 mg, CELESTONE gotas e CELESTONE elixir devem ser conservados em temperatura entre 2°C e 30°C, protegidos da luz.
O prazo de validade de CELESTONE comprimidos 0,5 mg é de 24 meses; o de CELESTONE comprimidos 2 mg e CELESTONE elixir e CELESTONE gotas é de 36 meses e encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez4 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe o seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como pressão alta, fraqueza muscular, vômitos5 ou dor abdominal, retardo na cicatrização, dermatite6, urticária7, convulsões, vertigens8, dor de cabeça, alterações menstruais, depressão e irritabilidade.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANÇE DAS CRIANÇAS.
CELESTONE está contra-indicado em pacientes com infecções sensíveis por fungos, hipersensibilidade à betametasona, outros corticosteróides ou a qualquer um de seus componentes.
Pacientes em uso de outros medicamentos devem estar atentos para possíveis interações medicamentosas com CELESTONE Veja Interações Medicamentosas .
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.
- INFORMAÇÃO TÉCNICA
A betametasona, derivado sintético da prednisolona, produz potente efeito antiinflamatório, anti-reumático e antialérgico no tratamento de doenças que respondem aos corticosteróides. A betametasona apresenta elevada atividade glicocorticóide e atividade mineralocorticóide leve, com intensos e diversos efeitos metabólicos, bem como mudanças na resposta imunológica a diferentes estímulos.
INDICAÇÕES - CELESTONE Comprimidos
CELESTONE é indicado em vários distúrbios endócrinos, osteomusculares, do colágeno, dermatológicos, alérgicos, oftálmicos, respiratórios, hematológicos, neoplásicos e outras doenças sensíveis à corticoterapia; é indicado em situações onde se exige efeito corticosteróide rápido e intenso, sendo medicação adjuvante e não substitutiva à convencional.
Distúrbios endócrinos Insuficiência9 supra-renal10 primária ou secundária (associada a mineralocorticóides se necessário), tireoidites não-supurativas e hipercalcemia associada ao câncer11 e hiperplasia12 adrenal congênita.
Distúrbios osteomusculares Como auxiliar no tratamento a curto prazo (em período de agudização ou exacerbação) da artrite13 psoríaca; artrite reumatóide14 (alguns casos podem necessitar de tratamento com dose de manutenção reduzida); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenossinovite inespecífica aguda; artrite13 gotosa; febre reumática15 aguda e osteoartrite16.
Doenças do colágeno Durante exacerbação ou como medicamento de manutenção em certos casos de lúpus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda, esclerodermia e dermatomiosite.
Afecções dermatológicas Pênfigo, dermatite6 herpetiforme bolhosa, eritema multiforme17 grave (síndrome de Stevens-Johnson18), dermatite6 esfoliativa, micose19 fungóide, psoríase20 grave, eczema21 alérgico (dermatite6 crônica), dermatite6 seborréica grave e urticária7.
Estados alérgicos No controle de estados alérgicos graves ou incapacitantes sem resposta aos tratamentos convencionais como rinite22 alérgica sazonal ou perene, polipose nasal, asma23 brônquica (incluindo estado de mal asmático), dermatite6 de contato, dermatite6 atópica (neurodermatite), reações medicamentosas, doença do soro24 e edema25 laríngeo não-infeccioso.
Patologias oftálmicas Processos alérgicos e inflamatórios graves agudos e crônicos envolvendo os olhos e anexos como: conjuntivite26 alérgica, ceratite, úlceras27 marginais de córnea, herpes zóster oftálmico, irite e iridociclite, corioretinite, inflamação28 do segmento anterior, uveite e coroidite posteriores difusas, neurite29 ótica e oftalmia do simpático, retinite central e neurite29 retrobulbar.
Afecções respiratórias Sarcoidose30 sintomática, síndrome31 de Loeffler não controlada por outros meios, beriliose32, tuberculose33 pulmonar fulminante ou disseminada quando associada a quimioterapia34 antituberculosa adequada, enfisema35 pulmonar, fibrose pulmonar e pneumonite36 por aspiração.
Distúrbios hematológicos Trombocitopenia37 idiopática38 e secundária em adultos, anemia hemolítica39 adquirida (auto-imunológica), eritroblastopenia, anemia40 hipoplástica congênita (eritróide), reações transfusionais.
Neoplasias Para o tratamento paliativo de leucemias e linfomas em adultos e leucemia41 aguda em crianças.
Estados edematosos Para indução da diurese42 ou remissão da proteinúria43 na síndrome nefrótica44 idiopática38 não-urêmica ou na síndrome nefrótica44 causada pelo lúpus eritematoso sistêmico e angioedema45.
Outras Meningite46 tuberculosa com bloqueio subaracnóide ou bloqueio iminente quando acompanhada de quimioterapia34 antituberculosa adequada, paralisia47 de Bell e traquinose associada a distúrbios neurológicos e miocárdicos.
Prevenção de rejeição em transplantes de rim48 No tratamento de rejeição primária aguda e tardia, administrado concomitantemente ao tratamento convencional para a prevenção de rejeição do transplante de rim48.
CONTRA-INDICAÇÕES - CELESTONE Comprimidos
CELESTONE está contra-indicado em pacientes com infecções sistêmicas por fungos; hipersensibilidade à betametasona, outros corticosteróides ou a qualquer de seus componentes.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - CELESTONE Comprimidos
Poderão ser necessários ajustes posológicos com a remissão ou a exacerbação da doença, a resposta individual do paciente ao tratamento e exposição a estresse emocional e/ou físico como infecção49 grave, cirurgia ou traumatismo50. Poderá ser necessário acompanhamento médico por até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses elevadas de corticosteróides.Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais51 de infecção49 e novas infecções podem ocorrer. Durante a utilização de corticosteróides pode haver diminuição da resistência e incapacidade em localizar a infecção49.
O uso prolongado de corticosteróides pode causar catarata52 subcapsular posterior (principalmente em crianças), glaucoma53 com possibilidade de dano ao nervo ótico e ativação de infecções oculares por fungos e vírus54. Devem-se realizar testes oftalmológicos periodicamente, especialmente em pacientes com tratamento de longo prazo (mais de 6 semanas).
Doses elevadas de corticosteróides podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água, e aumento da excreção de potássio. Esses efeitos são observados com menor freqüência com derivados sintéticos, exceto quando usados em altas doses. Deve-se considerar a adoção de uma dieta com restrição de sal e suplementação de potássio durante o tratamento com corticosteróides. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio.
Durante o tratamento com corticosteróides, os pacientes não deverão ser vacinados contra varíola. Outras formas de imunização55 também não deverão ser realizadas, especialmente quando estiver sendo usadas altas doses de corticóides, uma vez que existe maior risco de complicações neurológicas e de deficiência na formação de anticorpos56. Entretanto, os processos de imunização55 deverão ser realizados em pacientes que estejam em uso de corticosteróides como terapia substitutiva, por exemplo na doença de Addison.
Pacientes que estejam em uso de doses imunossupressoras de corticosteróides deverão ser precavidos quanto à exposição a varicela57 (catapora) ou sarampo58 e, se expostos, deverão obter atendimento médico, aspecto de particular importância no caso de crianças.
A corticoterapia na tuberculose33 ativa deve ser restrita aos casos de tuberculose33 fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é associado ao esquema antituberculoso adequado.
Se houver indicação de corticosteróides para pacientes com tuberculose33 latente ou reatividade à tuberculina será necessária observação criteriosa diante de risco de reativação. Durante tratamentos prolongados com corticosteróides, os pacientes devem receber quimioprofilaxia. Se a rifampicina for usada na terapia quimioprofilática ou terapêutica, seu efeito de aumento da depuração hepática dos corticosteróides deverá ser considerado, e um ajuste na dose do corticosteróide poderá ser necessário.
Deve-se utilizar a menor dose possível de corticosteróide para controlar a doença sob tratamento. Quando for possível uma diminuição da dose, esta deverá ser gradual. O acompanhamento clínico é recomendado para estabelecer a dose adequada de manutenção. Certas doenças requerem cuidado especial para o uso apropriado destes compostos.
Insuficiência9 supra-renal10 secundária poderá ocorrer quando houver retirada rápida do corticosteróide, podendo ser evitada mediante a redução gradativa da dose. Esta insuficiência9 poderá persistir por meses após a descontinuação da terapia; entretanto, se durante este período ocorrer uma situação de sobrecarga ou estresse, deverá ser restabelecido o tratamento com corticosteróides. Se o paciente já estiver sob tratamento com corticosteróides, poderá haver necessidade de elevação da dose. Como a produção de mineralocorticóides pode estar comprometida, recomenda-se a administração conjunta de sódio e/ou agentes mineralocorticóides.
O efeito do corticosteróide acha-se potencializado nos pacientes com hipotireoidismo59 ou cirrose60.
Recomenda-se precaução no uso de corticosteróides em pacientes com herpes simples ocular, devido ao possível risco de perfuração da córnea.
Os corticosteróides podem agravar quadros prévios de instabilidade emocional ou tendências psicóticas.
Os corticosteróides devem ser empregados com precaução em colite61 ulcerativa inespecífica com possibilidade de perfuração, abscesso62 ou outra infecção49 piogênica; diverticulite63, anastomoses intestinais recentes; úlcera péptica64 ativa ou latente, insuficiência renal65; hipertensão arterial66; osteoporose67 e Miastenia68 gravis .
Como as complicações da corticoterapia dependem da dose e duração do tratamento, a relação entre riscos e benefícios deverá ser calculada e decidida para cada paciente.
Já que a administração de corticosteróides pode prejudicar as taxas de crescimento e inibir a produção endógena de corticosteróides em crianças, o crescimento e o desenvolvimento desses pacientes em terapia esteróide prolongada devem ser monitorados.
O tratamento com corticosteróides pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides69 em alguns pacientes.
Uso durante a gravidez4 e lactação70
Como não foram realizados estudos clínicos controlados utilizando corticosteróides sobre a reprodução humana, a administração de CELESTONE durante a gravidez4, a lactação70 e em mulheres em idade fértil deve avaliar os possíveis benefícios em relação aos riscos potenciais para a mãe, para o feto ou para o lactente71. Crianças nascidas de mães que receberam doses substanciais de corticosteróides durante a gravidez4 devem ser observadas cuidadosamente para sinais51 de hipoadrenalismo.
Os dados disponíveis sobre o uso profilático de esteróides antes da 32a . semana de gestação ainda são controversos e deve haver criterioso julgamento médico quanto aos benefícios e possíveis riscos à mãe. Em casos de síndrome31 da membrana hialina, a administração profilática de CELESTONE não deve incluir pacientes com eclâmpsia72 ou sinais51 de lesão placentária.
Quando mães foram submetidas a corticoterapia parenteral na gravidez4, seus filhos tiveram supressão do hormônio73 do crescimento e possivelmente dos hipofisários que regulam a produção de corticóides; entretanto, a supressão não interferiu com a resposta pituitária, adrenocortical ao estresse após o nascimento.
Os corticóides atravessam a barreira placentária e são detectados no leite materno; os filhos de pacientes que utilizaram corticosteróides na gravidez4 devem ser examinados com cuidado pela possibilidade da ocorrência rara de catarata52 congênita. Deverá haver julgamento criterioso quanto aos benefícios e possíveis riscos da amamentação74 quando a mãe estiver utilizando corticosteróides, e uma decisão quanto à interrupção do medicamento ou aleitamento. As mulheres que utilizaram esteróides durante a gestação devem ser observadas diante da possibilidade de ocorrer insuficiência9 adrenal por estresse do parto.
- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode aumentar o metabolismo75 dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos.
Pacientes em uso de corticosteróides e estrogênios devem ser observados quanto ao aumento dos efeitos esteróides.
O uso de corticosteróides associados a diuréticos76 depletores de potássio pode potencializar a hipocalemia77. O uso associado de corticosteróides e glicosídios cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associada à hipocalemia77. Os corticosteróides podem aumentar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Em pacientes tratados com estas associações terapêuticas, devem-se monitorar as doses de eletrólitos plasmáticos, principalmente dos níveis de potássio, para evitar distúrbios hidroeletrolíticos e cardíacos.
O uso concomitante de corticosteróides e anticoagulantes cumarínicos pode potencializar ou inibir os efeitos anticoagulantes, requerendo possível ajuste de dose.
Os efeitos da associação de antiinflamatórios não-hormonais ou álcool com os glicocorticóides podem resultar em aumento na incidência78 ou na gravidade de ulceração gastrintestinal.
Os corticosteróides podem reduzir as concentrações sangüíneas de salicilatos. O ácido acetilsalicílico em associação aos corticosteróides, deve ser usado com precaução nos casos de hipoprotrombinemia.
Poderá haver necessidade de ajustes de doses dos medicamentos hipoglicemiantes79 quando os corticosteróides forem administrados a diabéticos.
Corticoterapia concomitante pode inibir a resposta à somatotropina.
- REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas com o uso de CELESTONE têm sido as mesmas relatadas para outros corticosteróides e são relacionadas à dose e duração do tratamento. Habitualmente essas reações podem ser revertidas ou minimizadas por uma redução da dose, conduta esta geralmente preferível à interrupção do tratamento com o fármaco.
Distúrbios eletrolíticos e fluidos: retenção de sódio, perda de potássio, alcalose80 hipocalêmica, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva81 em pacientes suscetíveis e hipertensão arterial66.
Alterações musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia corticosteróide, perda de massa muscular, agravamento dos sintomas82 miastênicos na Miastenia68 gravis , osteoporose67, fratura83 de compressão vertebral, necrose84 asséptica da cabeça do fêmur85 e úmero86, fraturas patológicas de ossos longos87 e ruptura dos tendões.
Gastrintestinais: úlcera péptica64 (com possibilidade de perfuração e hemorragia88), pancreatite89, distensão abdominal e esofagite90 ulcerativa e soluços.
Dermatológicas: retardo na cicatrização, atrofia91 cutânea92, pele sensível, petéquias e equimoses, eritema93 facial, aumento da sudorese94, inibição da reatividade aos testes cutâneos, dermatite6 alérgica, urticária7 e edema angioneurótico95.
Neurológicas: convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral) geralmente após o tratamento, vertigens8 e dor de cabeça.
Endócrinas: irregularidade menstrual, desenvolvimento do estado cushingóide, inibição do crescimento fetal intra-uterino e infantil, diminuição da resposta adrenal e pituitária principalmente em períodos de estresse como no trauma, na cirurgia ou em enfermidade associada, diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus96 latente e aumento da necessidade de insulina97 e hipoglicemiantes orais98 em diabéticos.
Oftalmológicas: catarata52 subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular, glaucoma53 e exoftalmia.
Metabólicas: balanço nitrogenado negativo causado por catabolismo99 protéico.
Psiquiátricas: euforia, mudança de humor, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações da personalidade, hiper-irritabilidade e insônia.
Outras reações adversas relatadas com o uso de CELESTONE foram: anafilaxia100 ou hipersensibilidade e reação do tipo choque101 ou hipotensão102.
Interações com drogas usadas em exames laboratoriais
Os corticosteróides podem alterar o teste do nitroblue tetrazolium para infecções bacterianas, produzindo resultados falso-negativos.
- POSOLOGIA
AS NECESSIDADES POSOLÓGICAS SÃO VARIÁVEIS E DEVEM SER INDIVIDUALIZADAS COM BASE NA DOENÇA ESPECÍFICA, NA GRAVIDADE E RESPOSTA DO PACIENTE.
A dose inicial de CELESTONE pode variar de 0,25 mg a 8 mg por dia, dependendo da doença específica em tratamento. Em casos de menor gravidade, doses baixas em geral serão suficientes, enquanto que em alguns pacientes poderão ser necessárias doses iniciais mais elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe uma resposta favorável.
Se após determinado período de tempo não ocorrer resposta clínica satisfatória, CELESTONE deverá ser descontinuado e o paciente deverá receber outra medicação.
A dose pediátrica inicial normal varia de 0,017 mg a 0,25 mg por kg de peso corporal por dia, ou 0,5 mg a 7,5 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia. As doses para lactentes103 e crianças devem ser adotadas com base nas mesmas considerações feitas aos adultos em relação à sua avaliação clínica.
Após a obtenção de resposta favorável, a dose de manutenção deverá ser atingida mediante redução gradativa da dose a intervalos apropriados para se conseguir a menor dose que atinja resposta clínica adequada.
Caso ocorrer remissão espontânea em condições crônicas, o tratamento deverá ser descontinuado.
A exposição do paciente a situações de estresse não relacionado com a doença em tratamento pode requerer aumento da dose de CELESTONE. Se o fármaco for descontinuado após terapia de longa duração, a dose deverá ser diminuída gradualmente.
A posologia recomendada em diferentes afecções é a seguinte:
Artrite reumatóide14 e outros distúrbios reumáticos Uma dose inicial de 1 mg a 2,5 mg é sugerida até que uma boa resposta seja obtida, habitualmente dentro de 3 ou 4 dias ou por um período de até 7 dias. Apesar de geralmente não ser necessárias altas doses, elas podem eventualmente ser administradas para produzir a resposta inicial desejada. Se não houver resultado dentro de 7 dias, o diagnóstico104 deverá ser reavaliado. Quando se obtiver resposta favorável, a dose deverá ser reduzida em 0,25 mg a cada 2 ou 3 dias até a dose de manutenção apropriada, habitualmente 0,5 mg a 1,5 mg diários. No tratamento de crises agudas de gota105, a terapia deveria continuar por apenas alguns dias após a melhora dos sintomas82. A terapia corticosteróide em pacientes com artrite reumatóide14 não evita a necessidade de medidas de suporte quando indicadas.
Febre reumática15 aguda A dose inicial diária é de 6 mg a 8 mg. Quando se alcançar o controle adequado, a dose diária total será reduzida em 0,25 mg a 0,5 mg diariamente, até que uma dose de manutenção satisfatória seja alcançada. A terapia será então continuada por 4 a 8 semanas ou mais. Uma vez descontinuado, o tratamento deverá ser reinstituído se houver reativação da doença.
Bursite Inicialmente, a dose recomendada é de 1 mg a 2,5 mg diários em doses fracionadas. Observa-se geralmente resposta clínica satisfatória em 2 ou 3 dias, após o que a dose será reduzida gradualmente durante os próximos dias e, então, descontinuada. Normalmente é necessário um pequeno período de tratamento. No caso de recorrência, um segundo tratamento pode ser indicado.
Estado de mal asmático Dose de 3,5 mg a 4,5 mg poderá ser necessária por 1 ou 2 dias para aliviar a crise. A dose será então reduzida em 0,25 mg a 0,5 mg, a cada dois dias, até que a dose de manutenção seja alcançada ou a terapia descontinuada.
Asma23 crônica de difícil tratamento Inicialmente, administra-se a dose de 3,5 mg diariamente (podendo ser mais elevada, se necessário) até a obtenção de uma resposta favorável ou por um período arbitrário de 7 dias. Então, reduz-se a dose em 0,25 mg a 0,5 mg por dia, até a obtenção de uma dose de manutenção satisfatória.
Enfisema35 pulmonar ou fibrose Habitualmente, o tratamento é iniciado com 2 mg a 3,5 mg diários, em doses fracionadas por vários dias, até que se observe a obtenção de melhora clínica. A dose diária é reduzida, então, em 0,5 mg a cada 2 ou 3 dias até que se alcance uma dose de manutenção (geralmente entre 1 mg e 2,5 mg).
Febre do feno106 de difícil tratamento A terapia deve ser direcionada para um alívio sintomático durante a estação do ano de maior incidência78. No primeiro dia, devem-se administrar 1,5 mg a 2,5 mg em doses fracionadas, após o que se deve reduzir a dose total em 0,5 mg a cada dia, até a recorrência dos sintomas82. Então, deve-se ajustar e manter a dose durante a estação (não mais que 10 a 14 dias), e descontinuá-la após tal período. CELESTONE pode ser administrado como suplemento a outra terapia antialérgica somente quando necessário.
Lúpus eritematoso disseminado Apesar de ser eventualmente necessárias altas doses para a obtenção de uma resposta satisfatória, geralmente de 1 mg a 1,5 mg administrado 3 vezes por dia, durante vários dias, é comumente adequado como terapia inicial. Reduz-se então a dose até a obtenção de uma dose de manutenção adequada (normalmente entre 1,5 mg e 3 mg por dia).
Afecções dermatológicas A dose inicial varia entre 2,5 mg e 4,5 mg por dia, até se alcançar um controle satisfatório, após o que a dose diária é reduzida em 0,25 mg a 0,5 mg a cada 2 ou 3 dias, até se determinar uma dose de manutenção satisfatória.
Em pequenos distúrbios, a terapia habitualmente pode ser descontinuada sem recorrência, após o processo ter sido controlado por vários dias. Para distúrbios que requeiram longos períodos de tratamento, as doses variam. Os médicos podem recorrer à literatura para obter detalhes de programas de tratamento.
Doença inflamatória ocular (segmento posterior) A terapia inicial é de 2,5 mg a 4,5 mg por dia em doses fracionadas, até se obter um controle satisfatório ou por um período de 7 dias, o que for menor. Reduz-se então a dose em 0,5 mg diário até a obtenção de uma dose de manutenção para os distúrbios crônicos que requeiram terapia contínua. Em patologias agudas, a terapia será descontinuada após intervalo apropriado.
Síndrome31 adrenogenital A dose deve ser individualizada e ajustada a fim de se manter o nível urinário de 17-cetosteróide dentro dos níveis normais, considerando-se dose eficaz geralmente 1 mg a 1,5 mg por dia.
Terapia em dias alternados Não se recomenda este corticosteróide para uso em dias alternados, porque a betametasona possui meia-vida longa (36 a 54 horas), com efeitos supressivos sobre o eixo Hipotálamo107-Hipófise108-Adrenal. Caso a terapia oral prolongada seja necessária, um regime de doses em dias alternados com um corticosteróide de ação intermediária (prednisona, prednisolona ou metilprednisolona) deverá ser considerado.
CELESTONE deve ser utilizado preferencialmente de manhã em dose única diária em regime de manutenção, aumentando a aderência do paciente ao tratamento.
MODO DE USAR (para a apresentação em gotas)
Fig. 1 Abrir o frasco, rompendo o lacre.
Fig. 2 Virar o frasco de modo que a abertura fique para baixo.
Fig. 3 Manter o frasco na posição vertical, com a abertura para baixo. Caso não comece o gotejamento, bater levemente com o dedo no fundo do frasco.
SUPERDOSAGEM - CELESTONE Comprimidos
A superdose com glicocorticóides, inclusive com a betametasona, em geral não envolve risco de vida. Com exceção de doses extremas, alguns dias de dose excessiva de glicocorticóides parecem não causar resultados prejudiciais na ausência de contra-indicações específicas, como em pacientes com diabetes mellitus96, glaucoma53 ou úlcera péptica64 ativa, ou em pacientes medicados com digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos76 depletores de potássio.
A superdose aguda deve ser tratada imediatamente mediante a indução de êmese109 ou lavagem gástrica110. Outras complicações resultantes de efeitos metabólicos dos corticosteróides ou de efeitos deletérios de doenças básicas ou concomitantes ou ainda resultantes de interação medicamentosa devem ser conduzidas adequadamente.
CELESTONE Comprimidos 0,5mg e 2mg/Gotas/Elixir - Laboratório
Mantecorp
Caixa Postal: 18388 - CEP: 04699-970 - São Paulo - SP
Tel: 08000-117788
Email: atendimento@mantecorp.com
Site: http://www.mantecorp.com
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