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Atualizado em 2012

VALIUM injetável

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Diazepam

ANSIOLíTICO E MIORRELAXANTE3

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO - VALIUM injetável

Nome genérico

Diazepam

Forma farmacêutica e apresentações - VALIUM injetável


Solução injetável caixas com 50 ampolas de 2 ml/10 mg

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição - VALIUM injetável

Cada ampola contém 10 mg de 7-cloro-1,3-diidro-1-metil-5-fenil-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona (diazepam).

INFORMAÇÃO TÉCNICA - VALIUM injetável

Propriedades e efeitos - VALIUM injetável

A substância ativa de Valium® faz parte do grupo dos benzodiazepínicos e possui propriedades
ansiolíticas, sedativas, miorrelaxantes, anticonvulsivantes e efeitos amnésicos.

Sabe-se atualmente que tais ações são devidas ao reforço da ação do ácido gama-aminobutírico
(GABA) o mais importante inibidor da neurotransmissão no cérebro.

Farmacocinética - VALIUM injetável

Absorção - VALIUM injetável

A substância ativa do Valium® é rápida e completamente absorvida após administração oral,
atingindo a concentração plasmática máxima após 30-90 minutos. Por via intramuscular, a absorção é igualmente completa embora nem sempre mais rápida que a administração oral.

Distribuição - VALIUM injetável


O diazepam e seus metabólitos possuem uma alta ligação às proteínas4 plasmáticas (diazepam:
98%); eles atravessam as barreiras hematoencefálica e placentária e são também encontrados no leite materno em concentrações de aproximadamente um décimo da concentração sérica materna.

Metabolismo1 - VALIUM injetável

O diazepam é metabolizado em substâncias farmacologicamente ativas, como o nordiazepam,
hidroxidiazepam e o oxazepam.

Eliminação - VALIUM injetável


A curva/tempo da concentração plasmática do diazepam é bifásica: uma fase de distribuição
inicial rápida e intensa, com uma meia-vida que pode chegar a 3 horas e uma fase de eliminação
terminal prolongada (meia-vida 20-50 horas).

A meia-vida de eliminação terminal (t 1/2 b) do metabólito ativo nordiazepam é de aproximadamente 100 horas, dependendo da idade e da função hepática. O diazepam e seus metabólitos são eliminados principalmente pela urina5 (cerca de 70%) sob a forma livre ou predominantemente conjugada.

Farmacocinética em condições clínicas especiais

A eliminação pode ser prolongada no recém-nascido, nos idosos e nos pacientes com
comprometimento renal6 ou hepático, devendo-se lembrar que a concentração plasmática pode, em conseqüência, demorar para atingir o estado de equilíbrio dinâmico ("steady-state").

Indicações - VALIUM injetável

O Valium® injetável está indicado para sedação basal antes de procedimentos terapêuticos ou
intervenções tais como: cardioversão, cateterismo7 cardíaco, endoscopia8, exames radiológicos,
pequenas cirurgias, redução de fraturas, biópsias, curativos em queimados, etc., com o objetivo de aliviar a tensão, ansiedade ou o estresse agudo9 e para diminuir a lembrança de tais procedimentos. É igualmente útil no pré-operatório de pacientes ansiosos e tensos.

Em psiquiatria o Valium® é usado no tratamento de estados de excitação associados à ansiedade
aguda e pânico assim como na agitação motora e no delirium tremens10.

O Valium® está indicado no tratamento agudo9 do status epilepticus e outros estados convulsivos
(tétano11). Caso o Valium® seja considerado para o tratamento da eclâmpsia12, há necessidade de
avaliar os possíveis riscos para o feto e os benefícios terapêuticos esperados para a mãe.

O Valium® é útil como adjuvante no alívio do espasmo13 muscular reflexo devido a traumatismos
localizados (ferimento, inflamação14). Pode igualmente ser usado no tratamento da espasticidade devido a lesão dos neurônios15 intermediários espinhais e supra-espinhais tal como ocorre na paralisia16 cerebral e paraplegia17, assim como na atetose e na síndrome18 de "stiff-man".

Contra-indicações - VALIUM injetável


O Valium® não deve ser administrado a pacientes com hipersensibilidade aos benzodiazepínicos e a pacientes dependentes de outras drogas, inclusive álcool, exceto neste último caso, quando utilizado para o tratamento dos sintomas19 agudos de
abstinência (vide adiante).

Evitar o uso em pacientes que apresentem glaucoma20 de ângulo estreito.

Precauções - VALIUM injetável

Precaução especial ao se administrar Valium® a pacientes com miastenia21 gravis devido ao relaxamento muscular pré-existente.

Pacientes sob uso de Valium® devem ser alertados quanto a realização de atividades perigosas que requeiram grande atenção como operar máquinas perigosas ou dirigir veículos. Devem ser igualmente alertados sobre o consumo concomitante de bebidas alcoólicas pois pode ocorrer potencialização dos efeitos indesejáveis de ambas as drogas.

Quando existe insuficiência22 cardiorrespiratória deve-se ter em mente que sedativos como o Valium® podem acentuar a depressão respiratória. Entretanto, o efeito sedativo pode, ao contrário, ter efeito benéfico ao reduzir o esforço respiratório de certos pacientes. Na hipercapnia severa crônica, o Valium® só deve ser administrado caso os
benefícios potenciais superem os riscos.

Cuidados extremos devem ser tomados ao se administrar Valium® injetável, em especial
por via i.v., a idosos, pacientes com doenças muito graves e aqueles com reserva pulmonar limitada, pois existe a possibilidade de ocorrer apnéia23 e/ou parada cardíaca. O uso concomitante de barbituratos, álcool, ou outros agentes depressores do sistema nervoso24 central, aumenta a depressão com o conseqüente risco aumentado da ocorrência
de apnéia23.

Em idosos e pacientes debilitados, devem ser usadas doses baixas.

O álcool benzílico presente, como excipiente na fórmula do Valium® injetável, pode provocar lesões irreversíveis no recém-nascido, principalmente em prematuros. Por isso, para estes pacientes o Valium® injetável só pode ser usado caso não sejam disponíveis outras alternativas terapêuticas.

Devem ser observadas as precauções usuais no caso de pacientes que revelem comprometimento das funções renal6 e hepática.

Dependência - VALIUM injetável


Pode ocorrer dependência quando da terapia com benzodiazepínicos. O risco é mais evidente em pacientes em uso prolongado, altas dosagens e particularmente em pacientes predispostos, com história de alcoolismo, abuso de drogas, forte personalidade ou outros distúrbios psiquiátricos graves.

No sentido de minimizar o risco de dependência, os benzodiazepínicos só devem ser prescritos após cuidadosa avaliação quanto a indicação e devem ser administrados por período de tempo o mais curto possível. A continuação do tratamento, quando
necessária, deve ser acompanhada bem de perto. A duração prolongada do tratamento só se justifica após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

Abstinência - VALIUM injetável

O início dos sintomas19 de abstinência é variável, durando poucas horas a uma semana ou mais.

Nos casos menos graves, a sintomatologia da abstinência pode restringir-se a tremor, agitação, insônia, ansiedade, cefaléia25 e dificuldade para concentrar-se. Entretanto, podem ocorrer outros sintomas19 de abstinência, tais como sudorese26, espasmos muscular e abdominal, alterações na percepção e, mais raramente delirium27 e convulsões.

Na ocorrência de sintomas19 de abstinência, é necessário um acompanhamento médico bem próximo e apoio para o paciente. A interrupção abrupta deve ser evitada e adotado um esquema de retirada gradual.

Gravidez2 e lactação28 - VALIUM injetável


O diazepam e seus metabólitos atravessam a barreira placentária e atingem o leite materno. A administração contínua de benzodiazepínicos durante a gravidez2 pode originar hipotensão29, diminuição da função respiratória e hipotermia30 no recém-nascido.
Sintomas19 de abstinência em recém-nascidos têm sido ocasionalmente relatados com o uso de benzodiazepínicos. Cuidados especiais devem ser observados quando o Valium® é usado durante o trabalho de parto, quando altas doses podem provocar irregularidades no trabalho cardíaco do feto e hipotonia, sucção difícil e hipotermia30 no neonato31.

Antes da decisão de administrar Valium® durante a gravidez2, especialmente durante o primeiro trimestre - como deveria ocorrer sempre com outras drogas - os possíveis riscos para o feto devem ser comparados com os benefícios terapêuticos esperados para mãe. Lembrar que no recém-nascido o sistema enzimático, responsável pela degradação da droga, não está totalmente desenvolvido (especialmente em prematuros).

Interações medicamentosas - VALIUM injetável

Tem sido descrito que a administração concomitante de cimetidina (mas não ranitidina)
retarda o clearance do diazepam. Existem igualmente estudos mostrando que a disponibilidade metabólica da fenitoína é afetada pelo diazepam. Por outro lado, não existem interferências com os antidiabéticos, anticoagulantes, e diuréticos32 comumente utilizados.

Se o Valium® é usado concomitantemente com outros medicamentos de ação central, tais como: neurolépticos, tranqüilizantes, antidepressivos, hipnóticos, anticonvulsivantes, analgésicos33 e anestésicos, os efeitos destes medicamentos podem potencializar ou serem potencializados pelo Valium®. O uso simultâneo com levodopa pode diminuir o efeito terapêutico da levodopa.

Reações adversas - VALIUM injetável


Os efeitos colaterais mais comumente citados são: cansaço, sonolência e relaxamento muscular; em geral, estão relacionados com a dose administrada.

Efeitos colaterais pouco freqüentes: confusão mental, amnésia anterógrada, depressão, diplopia34, disartria, cefaléia25, hipotensão29, variações nos batimentos do pulso, depressão circulatória, parada cardíaca, incontinência urinária35, aumento ou diminuição da libido, náusea36, secura da boca ou hipersalivação, "rash37" cutâneo, fala enrolada, tremor, retenção urinária38, tonteira e distúrbios de acomodação visual; muito raramente podem
ser observados: elevação das transaminases e da fosfatase alcalina assim como icterícia39.
Têm sido descritas reações paradoxais tais como: excitação aguda, ansiedade, distúrbios do sono e alucinações. Quando estes últimos ocorrem, o tratamento com Valium® deve ser interrompido.

Particularmente após administração intravenosa rápida, podem ocorrer: trombose40 venosa, flebite41, irritação local, edema42 ou, menos freqüentemente, alterações vasculares.
Veias43 de pequeno calibre não devem ser escolhidas para a administração, devendo-se
evitar principalmente a administração intra-arterial e o extravasamento do medicamento.

A administração intramuscular pode ocasionar dor local, acompanhada em alguns casos, de eritema44 na região da aplicação; é relativamente comum hipersensibilidade dolorosa.

Posologia - VALIUM injetável

Para se obter efeito ótimo, a posologia deve ser individualizada. As doses usuais diárias recomendadas a seguir preenchem as necessidades da maioria dos pacientes, embora existam casos que necessitem doses mais elevadas.

As doses parenterais recomendadas para adultos e adolescentes variam de 2 a 20 mg i.m. ou i.v.,
dependendo do peso corporal, indicação e gravidade dos sintomas19. Em algumas indicações
(tétano11, por exemplo) podem ser necessárias doses mais elevadas.

A administração intravenosa de Valium® deve ser sempre lenta (0,5 - 1 ml/ minuto), pois a administração excessivamente rápida pode provocar apnéia23; instrumental de reanimação deve
estar disponível para qualquer eventualidade.

Instruções posológicas especiais

Anestesiologia

 Pré-medicação: 10 - 20 mg i.m. (crianças: 0,1 - 0,2 mg/kg), uma hora antes da indução
anestésica.

 Indução anestésica: 0,2 - 0,5 mg/kg i.v.

 Sedação basal antes de procedimentos terapêuticos, diagnósticos ou intervenções: 10-30 mg i.v. (crianças: 0,1- 0,2 mg/kg).

O melhor método para adaptar a posologia às necessidades de cada paciente consiste em se
administrar dose inicial de 5 mg (1 ml), ou 0,1 mg/ kg, e doses subsequentes de 2,5 mg a cada 30
segundos (ou 0,05 mg/kg) até que haja oclusão palpebral.

Ginecologia e Obstetrícia

Eclâmpsia12: durante a crise convulsiva: 10-20 mg i.v.; doses adicionais segundo as necessidades,
por via i.v. ou gota45/gota45 (até 100 mg/ 24 horas). (Com respeito à relação risco/benefício, veja o
item "Indicações").

Tétano11: 0,1 - 0,3 mg/kg i.v. a intervalos de 1 - 4 horas ou gota45/gota45 (3 - 4 mg/kg/24 horas);
simultaneamente a mesma dose pode ser administrada por sonda nasogástrica.

Estado de Mal Epiléptico: 0,15 - 0,25 mg/kg/i.v. (eventualmente gota45/gota45). Repetir, se
necessário, após 10-15 minutos. Dose máxima: 3 mg/kg/ 24 horas.

Estados de excitação: Ansiedade aguda, agitação motora, delirium tremens10: dose inicial de
0,1-0,2 mg/kg/i.v. Repetir a intervalos de 8 horas até o desaparecimento dos sintomas19 agudos; a
seguir, prosseguir o tratamento por via oral.

Atenção: Administrar a solução injetável separadamente pois ela é incompatível com as soluções aquosas de outros medicamentos (precipitação do princípio ativo).

Perfusão: O Valium® permanece estável em solução de glicose46 a 5% ou 10% ou em solução
isotônica de cloreto de sódio, desde que se misture rapidamente o conteúdo das ampolas
(máximo 4 ml) ao volume total de soluto (mínimo 250 ml), utilizando a mistura após o preparo.

Conduta na superdosagem - VALIUM injetável


Os sintomas19 de superdosagem manifestam-se por extrema intensificação dos efeitos do
produto; sedação, relaxamento muscular, sono profundo ou excitação paradoxal.

Na maioria dos casos é necessária apenas observação dos sinais vitais47 ou reversão pelo
antagonista flumazenil (Lanexat®).

Intoxicações graves podem levar ao coma48, arreflexia, depressão cardiorrespiratória e
apnéia23 exigindo tratamento apropriado (ventilação, suporte cardiovascular). Nos casos
de intoxicações graves por quaisquer benzodiazepínicos (com coma48 ou sedação grave)
recomenda-se o uso do antagonista específico, o flumazenil, na dose inicial de 0,3 mg EV,
com incrementos de 0,3 mg a intervalos de 60 segundos, até reversão do coma48. No caso
dos benzodiazepínicos de meia vida longa pode haver re-sedação, portanto,
recomenda-se o uso de flumazenil por infusão endovenosa de 0,l - 0,4 mg/hora, gota45 a
gota45, em glicose46 a 5% ou cloreto de sódio 0,9%, juntamente com os demais processos de
reanimação, desde que o flumazenil não reverta a depressão respiratória.

Nas intoxicações mistas, o flumazenil também pode ser usado para diagnóstico49.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SUJEITA À RETENÇÃO.

O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA.

VALIUM injetável - Laboratório

ROCHE
Av. Engenheiro Billings, 1729 - Jaguaré
São Paulo/SP - CEP: 05321-900
Tel: 0800 7720 289
Fax: 0800 7720 292
Site: http://www.roche.com/
Estrada dos Bandeirantes, 2020
CEP: 22710-104
Rio de Janeiro - RJ

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