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Atualizado em 2012

TOLREST

Preço em Washington/SP: R$ 16,53
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TOLREST- 50 mg, 100 mg e 200 mg Comprimidos

Sertralina (Cloridrato) Biosintética
                                                                                                   

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - TOLREST

Comprimidos revestidos de 50 mg, 100 mg e 200 mg. Embalagem com 20 comprimidos.
Embalagem calendário com 7, 14 ou 28 comprimidos.

COMPOSIÇÃO - TOLREST


Cada comprimido de 50 mg contém:

Sertralina (cloridrato) .................... 56 mg

Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido

(Fosfato de Cálcio Dibásico Hidratado; Índigo Carmim CI nº 73015; Hidroxipropilcelulose;
Hidroxipropilmetilcelulose; Estearato de Magnésio; Celulose Microcristalina; Polietilenoglicol;
Polissorbato 80; Dióxido de Titânio)

Cada comprimido de 100 mg contém:

Sertralina (cloridrato) .................... 112 mg

Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido

(Fosfato de Cálcio Dibásico Hidratado; Hidroxipropilcelulose; Hidroxipropilmetilcelulose; Estearato de Magnésio; Celulose Microcristalina; Polietilenoglicol; Polissorbato 80; Amarelo de Tartrazina; Dióxido de Titânio)

Cada comprimido de 200 mg contém:

Sertralina (cloridrato) .................... 224 mg

Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido

(Fosfato de Cálcio Dibásico Hidratado; Hidroxipropilcelulose; Hidroxipropilmetilcelulose; Estearato de Magnésio; Celulose Microcristalina; Polietilenoglicol; Polissorbato 80; Dióxido de Titânio)


USO ADULTO

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - TOLREST

Cuidados de armazenamento: Conservar o produto ao abrigo do calor excessivo e da umidade, em temperatura ambiente (entre 15ºC-30ºC).

Prazo de validade: desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, TOLREST apresenta prazo de validade de 36 meses. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade.

Ação esperada do medicamento: Este medicamento está indicado no tratamento da depressão e transtorno obsessivo compulsivo.

Gravidez2: Este medicamento não deverá ser administrado durante a gravidez2, sem exclusiva orientação médica. O uso do medicamento durante o período de amamentação3 também não é recomendado.

Cuidados na interrupção do tratamento: Siga as recomendações de seu médico quanto ao modo de usar e duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem antes consultá-lo.

Reações adversas: Podem aparecer reações desagradáveis tais como: distúrbios gastrintestinais, incluindo náusea4, diarréia5, tremor, vertigem6, aumento de sudorese7, boca seca, perda de peso, insônia, sonolência. Informe seu médico caso ocorram esses ou outros efeitos adversos.

"TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS."

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe seu médico caso esteja tomando alguma outra medicação. Nenhum outro medicamento deve ser tomado sem o consentimento de seu médico.

Contra-indicações e precauções: Sertralina não é indicada para uso em crianças.

Evitar o uso de bebidas alcoólicas durante o tratamento com Sertralina.

Durante o tratamento com Sertralina, deve-se evitar a realização de tarefas potencialmente arriscadas, como dirigir veículos e/ou operar máquinas.

Recomenda-se que o medicamento seja administrado junto com a ingestão de alimentos.

É contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade ao cloridrato de Sertralina ou aos demais componentes da fórmula.

"NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE."

INFORMAÇÕES TÉCNICAS - TOLREST

MODO DE AÇÃO - TOLREST

A Sertralina é um antidepressivo de administração oral. Não é quimicamente relacionado aos tricíclicos, tetracíclicos, ou outros agentes antidepressivos já utilizados. Tem peso molecular de 342,7. Sertralina tem o seguinte nome químico: cloridrato de (1S-cis)-4-(3,4-diclorofenil)-1,2,3,4-tetrahidro-N-metil-1-naftalenoamina.

Presume-se que o mecanismo de ação da Sertralina seja uma inibição de captação neuronal de serotonina (5 HT) no SNC. Estudos com doses clinicamente relevantes no homem têm demonstrado que a Sertralina bloqueia a captação de serotonina no interior das plaquetas8 humanas.
Estudos in vitro em animais também sugerem que Sertralina seja um inibidor potente e seletivo de recaptação da serotonina neuronal e possui poucos efeitos na recaptação neuronal de nor-epinefrina e dopamina.

Estudos in vitro têm demonstrado que a Sertralina não possui afinidade significante para os receptores adrenérgicos (alfa 1, alfa 2, e beta), colinérgicos, GABA, dopaminérgicos, histaminérgicos, serotoninérgicos (5HT1A, 5HT1B, 5HT2) ou benzodiazepínicos. A administração crônica de Sertralina em animais foi associada à sub-regulação dos receptores nor-epinefrínicos cerebrais, como observado com outros anti-depressivos clinicamente eficazes. Sertralina não inibe a monoaminoxidase.

                         

FARMACOCINÉTICA - TOLREST


Biodisponibilidade sistêmica: no homem, após administração de doses diárias acima da faixa de 50 a 200 mg por 14 dias, o pico médio de concentração no plasma9 (Cmáx) de Sertralina ocorre entre 4,5 a 8,4 horas. Sua meia-vida média é em torno de 26 horas. A farmacocinética linear foi demonstrada em um estudo de dose única no qual a Cmáx e a área abaixo da curva (AUC) de Sertralina foram proporcionais em uma faixa de dose entre 50 e 200 mg. Tendo em vista a meia-vida de eliminação de 26 horas, após o uso de doses repetidas de Sertralina é esperado obter-se concentrações até duas vezes maiores do que aquela obtida quando se emprega uma dose única uma vez. Baseado nestes parâmetros farmacocinéticos, os níveis plasmáticos estáveis de Sertralina são alcançados após uma semana aproximadamente com uma dose única diária.

A biodisponibilidade da dose única de comprimidos de Sertralina é aproximadamente igual a uma dose equivalente de solução.

Os efeitos da alimentação na biodisponibilidade de Sertralina foram estudados em indivíduos que receberam administração de uma dose única com e sem alimentos. AUC foi levemente aumentada quando a droga foi administrada com alimento; a Cmáx foi 25% maior, enquanto o tempo para alcançar o pico de concentração plasmática diminui de 8 horas pós-dose para 5,5 horas.

                         

METABOLISMO1 - TOLREST

Sertralina sofre um amplo metabolismo1 de primeira passagem. A principal via inicial do
metabolismo1 para Sertralina é a N- desmetilação. N-desmetilSertralina tem uma meia-vida de eliminação plasmática final de 62 a 104 horas. Testes bioquímicos in vitro e farmacológicos in vivo têm demonstrado ser a N-desmetilSertralina menos ativa substancialmente que a Sertralina. A Sertralina e a N-desmetilSertralina sofrem desaminação oxidativa e subseqüente redução, hidroxilação e conjugação glicurônica. Em um estudo de Sertralina marcada envolvendo 2 indivíduos saudáveis do sexo masculino cerca de 40 - 45% da radioatividade administrada foi recuperada na urina10 em 9 dias. Sertralina inalterada não foi detectada na urina10. Neste mesmo período, cerca de 40 - 45% da radioatividade foi encontrada nas fezes, incluindo 12 - 14% de Sertralina inalterada.

INDICAÇÕES - TOLREST


É indicada para o tratamento de depressão e transtorno obsessivo compulsivo.

Um episódio depressivo implica em um estado depressivo ou disfórico que geralmente interfere com as funções diárias e inclui pelo menos quatro dos oito sintomas11 seguintes: alteração no apetite, alteração no sono, agitação ou retardo psicomotor, perda de interesse nas atividades usuais ou diminuição na atividade sexual, aumento de fadiga, sentimento de culpa, retardo no pensamento ou prejuízo na concentração e idéias ou atitudes suicidas.

A eficácia da terapia com Sertralina em transtorno obsessivo compulsivo foi documentada em ensaios clínicos com duração de 12 semanas; entretanto, devido à natureza crônica deste transtorno, a terapia deveria ser continuada para os pacientes que respondem ao tratamento.
Recomenda-se uma determinação periódica para avaliar-se a necessidade de se continuar a terapia.

Ajustes de dosagem podem ser necessários para se fornecer aos pacientes a menor dose efetiva.

CONTRA-INDICAÇÕES - TOLREST

Em pacientes com hipersensibilidade ao cloridrato de Sertralina ou aos demais componentes da fórmula.

PRECAUÇÕES - TOLREST


GERAL

Ativação de mania/hipomania: durante os testes clínicos, hipomania ou mania ocorreu em
aproximadamente 0,4% dos pacientes tratados com Sertralina. A ativação de mania/hipomania tem sido relatada em uma pequena proporção de pacientes com distúrbio afetivo maior tratados com outros antidepressivos.

Perda de peso: perda de peso significante pode ser um resultado indesejável no tratamento com Sertralina para alguns pacientes mas, em média, pacientes em testes controlados têm perda de peso mínima (0,5 a 1,0 Kg), contra menores variações com placebo. Raramente o tratamento com Sertralina tem sido interrompido devido à perda de peso.

Convulsão12: Sertralina não foi avaliada em pacientes com distúrbios convulsivos. Estes pacientes foram excluídos dos estudos clínicos do produto. Como é comum com outros antidepressivos, Sertralina deve ser introduzida com cuidado em pacientes epilépticos.

Suicídio: a possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente na depressão e pode persistir até que ocorra remissão significante. A supervisão cuidadosa de pacientes de alto risco deve acompanhar a terapia inicial da droga. Prescrições de Sertralina devem ser feitas pela menor quantidade de comprimidos que permitam um bom controle do paciente, a fim de reduzir o risco de superdose.

Efeito uricosúrico: Sertralina é associada com uma diminuição na média do ácido úrico sérico de aproximadamente 7%. O significado clínico deste pequeno efeito uricosúrico é desconhecido e não existem casos relatados de insuficiência renal13 por Sertralina.

Uso em pacientes com doenças concomitantes: a experiência clínica com Sertralina em pacientes com certas doenças sistêmicas concomitantes é limitada. Cuidados são necessários no uso de Sertralina em pacientes com doenças ou condições que possam afetar o metabolismo1 ou respostas hemodinâmicas.

Sertralina não foi avaliada ou usada por tempo apreciável em pacientes com história recente de infarto do miocárdio14 ou doenças instáveis de coração15. Pacientes com estes diagnósticos foram excluídos dos estudos clínicos da droga. Entretanto, os eletrocardiogramas de 774 pacientes que receberam Sertralina em testes duplo-cego foram avaliados e os dados indicam que Sertralina não é associada com a evolução de anormalidades significantes no ECG. Pacientes com cirrose16 estável de grau leve demonstraram uma meia-vida de eliminação prolongada, quando comparada a indivíduos normais, porém a farmacocinética da Sertralina não foi estudada em pacientes com significante insuficiência hepática17 nem em pacientes com insuficiência hepática17 detectada durante o tratamento. Assim sendo, Sertralina deve ser usada com cautela nesses pacientes.

Devido a Sertralina ser amplamente metabolizada, a excreção de droga inalterada na urina10 é uma via menor de eliminação. Todavia, até que a farmacocinética de Sertralina seja estudada em um número adequado de pacientes com insuficiência renal13 e até que um número adequado de pacientes com insuficiência renal13 severa tenham sido avaliados durante tratamento crônico18, Sertralina deve ser usada com cuidado nestes pacientes.

Interferência com performance motora e cognitiva: em estudos controlados, Sertralina não causou sedação e não interferiu na performance psicomotora.

Carcinogênese, mutagênese, diminuição de fertilidade: estudos prolongados de carcinogenicidade foram realizados em camundongos CD-1 e ratos Long-Evans; foram usadas doses acima de 40 mg/Kg em camundongos (10 vezes, em uma base de mg/Kg, e a mesma em uma base de mg/m², a dose máxima recomendada para o homem) e doses de até 40 mg/Kg em ratos (10 vezes, em uma base de mg/Kg e 2 vezes em uma base de mg/m², a dose máxima recomendada para o homem).
Houve um aumento dose-relacionado na incidência19 de adenomas hepáticos em camundongos machos recebendo 10 - 40 mg/Kg de Sertralina. Esse aumento não foi observado em camundongos fêmeas e em ratos de ambos os sexos recebendo o mesmo tratamento; também não houve um aumento em carcinomas hepatocelulares. Adenomas hepáticos têm uma proporção variável de ocorrências espontâneas em camundongo CD-1 e são de significado desconhecido em humanos. Houve um aumento em adenomas foliculares de tireóides em ratas recebendo 40 mg/Kg de Sertralina, este fato não foi acompanhado por hiperplasia20 de tireóide. Algumas vezes houve um aumento de adenocarcinomas uterinos em ratos recebendo 10 - 40 mg de Sertralina comparado com os controles placebo; este efeito não foi claramente relacionado à droga.

Sertralina não tem efeitos genotóxicos, com ou sem ativação metabólica, baseado nos seguintes testes: teste de mutação bacteriana, teste de mutação de linfoma21 em camundongos e testes para aberrações citogenéticas in vivo em medula óssea de camundongos e in vitro em linfócitos humanos.

A diminuição de fertilidade foi observada em um dos dois ratos estudados com uma dose de 80 mg/Kg (20 vezes a dose máxima humana recomendada em uma base de mg/Kg e 4 vezes em uma base de mg/m²).

GRAVIDEZ2 E LACTAÇÃO22 - TOLREST

Efeitos teratogênicos: estudos de reprodução foram feitos em ratos e coelhos com doses de até aproximadamente 20 vezes e 10 vezes o máximo da dose diária humana em mg/Kg (4 a 4,5 vezes a dose em mg/m²), respectivamente.

Não houve evidência de teratogenicidade em qualquer nível de dose. Em doses aproximadamente 2,5 - 10 vezes a dose máxima diária humana em mg/Kg, Sertralina foi associada com ossificação tardia em fetos, provavelmente secundária aos efeitos na fêmea.

Não foram realizados estudos adequados e controlados em mulheres grávidas. Uma vez que os estudos de reprodução animal nem sempre são semelhantes às respostas humanas, esta droga somente deve ser usada durante a gravidez2 se estritamente necessário.

Efeitos não teratogênicos: houve uma diminuição na sobrevivência neonatal seguida à administração materna de Sertralina em dose inferior a aproximadamente 5 vezes a dose máxima humana em mg/Kg. O decréscimo da sobrevivência de filhotes foi observada ser mais provavelmente devido a exposição in útero23 à Sertralina. O significado clínico destes efeitos não é conhecido.

Amamentação3: não é conhecido se a Sertralina ou seus metabólitos são excretados no leite humano. Devido ao fato de várias drogas serem excretadas no leite humano, deve-se tomar cuidado quando Sertralina for administrada durante a amamentação3.

USO PEDIÁTRICO - TOLREST


                         Não foram estabelecidas segurança e eficácia em crianças.

USO GERIÁTRICO - TOLREST

Vários pacientes idosos participaram de estudos clínicos com Sertralina. O padrão de reações adversas em idosos foi similar ao observado em pacientes jovens.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - TOLREST


Efeitos potenciais do uso concomitante de drogas fortemente ligadas às proteínas24 plasmáticas: devido à Sertralina se ligar fortemente às proteínas24 plasmáticas, a administração de Sertralina a um paciente tomando outras drogas que sejam fortemente ligadas às proteínas24 (por exemplo warfarina, digitoxina) pode causar uma modificação nas concentrações do plasma9, resultando potencialmente em um efeito adverso. Inversamente, os efeitos adversos podem resultar do deslocamento da proteína ligada à Sertralina por outra droga mais fortemente ligada.

Em um estudo comparando o tempo de protrombina AUC (0-120 h) após dose de warfarina de 0,75 mg/Kg, antes e depois de 21 dias de tratamento com Sertralina 50 - 200 mg/dia ou placebo, houve um aumento médio no tempo de protrombina de 8% referente aos valores basais iniciais do grupo Sertralina comparados a uma diminuição de 1% com o grupo placebo (p < 0,02). A normalização do tempo de protrombina para o grupo de pacientes tratados com Sertralina foi retardada em comparação ao grupo tratado com placebo. O significado clínico desta alteração não é conhecido. Portanto, o tempo de protrombina deve ser cuidadosamente monitorizado quando a terapia com Sertralina é iniciada ou interrompida.

Drogas ativas no SNC: Em um estudo comparando a distribuição de diazepam administrado intravenosamente antes e após 21 dias de uso de Sertralina (50 a 200 mg/dia em dose escalonada) ou placebo, houve uma diminuição de 32% relativa aos valores basais iniciais do clearance do diazepam para o grupo de pacientes usando Sertralina, comparada a uma diminuição de 19% relativa aos valores basais iniciais para o grupo de pacientes usando placebo (p < 0,03). Houve um aumento de 23% no Tmáx para a desmetildiazepam no grupo de pacientes tratados com Sertralina comparados com um decréscimo de 20% no grupo tratado com placebo (p < 0,03). O significado clínico destas alterações não é conhecido.

Em um ensaio placebo controlado em voluntários normais, a administração de duas doses de Sertralina não alterou significativamente a estabilidade dos níveis de lítio ou do clearance renal25 de lítio.

Todavia, é recomendado que os níveis plasmáticos de lítio sejam monitorizados após o início da terapia com Sertralina com os ajustes necessários às doses de lítio.

O risco do uso de Sertralina em combinação com outras drogas ativas no SNC não tem sido sistematicamente avaliado. Conseqüentemente, deve-se tomar cuidado na administração concomitante de Sertralina com tais drogas.

Drogas hipoglicemiantes26: em um estudo placebo controlado em voluntários normais, a
administração de Sertralina por 22 dias (incluindo 200 mg/dia para os 13 dias finais) causou uma diminuição estatisticamente significante (16%) nos valores basais iniciais do clearance de tolbutamida após uma dose intravenosa de 1000 mg. A administração de Sertralina não causou nenhuma alteração na ligação às proteínas24 plasmáticas ou no volume aparente de distribuição de tolbutamida, sugerindo que a diminuição no clearance de tolbutamida foi devido a alterações no metabolismo1 da droga. O significado clínico dessa diminuição é desconhecido.

Atenolol: Sertralina (100 mg), quando administrada a 10 indivíduos saudáveis do sexo masculino, não teve efeito na atividade beta-bloqueadora do atenolol.

Indução de enzima27 microssomal: estudos pré-clínicos têm demonstrado que Sertralina induz enzimas microssomais hepáticas. Em estudos clínicos, Sertralina demonstrou induzir minimamente enzimas hepáticas devido a um pequeno (5%) mas estatisticamente significante decréscimo na meia-vida da antipirina após administração de 200 mg/dia por 21 dias. Esta pequena alteração na meia-vida da antipirina reflete uma alteração clinicamente insignificante no metabolismo1 hepático.

Terapia eletroconvulsivante: não existem estudos clínicos estabelecendo os riscos ou benefícios do uso combinado de terapia eletroconvulsivante e Sertralina.

Álcool: embora não tenha potencializado os efeitos psicomotores e cognitivos28 do álcool em experiências com indivíduos normais, o uso concomitante de Sertralina e álcool em pacientes com depressão não é recomendado.

ADVERTÊNCIA - TOLREST

Em pacientes recebendo outra droga inibidora da recaptação de serotonina em combinação com um inibidor da monoaminoxidase (IMAO), houveram relatos de graves reações, algumas vezes fatais, incluindo hipertermia, rigidez, mioclonus, instabilidade autonômica com possíveis flutuações rápidas de sinais vitais29, e alterações no nível de consciência que incluem agitação extrema progredindo para delírio30 e coma31. Estas reações têm sido relatadas em pacientes que recentemente interromperam o tratamento com a droga e iniciaram com um IMAO. Alguns casos apresentaram-se com características semelhantes à síndrome32 neuroléptica maligna. Por isto, é recomendado que Sertralina não seja usada em combinação com um IMAO, e em não menos de 14 dias após interrupção do tratamento com um IMAO. Semelhantemente, não se deve iniciar o tratamento com um IMAO pelo menos antes de 14 dias após a interrupção do uso de Sertralina.

Abuso e dependência

Classe de substância controlada: Sertralina é uma substância controlada pela Portaria nº 27/86 do Ministério da Saúde.

Dependência física e psíquica: Sertralina não tem sido sistematicamente estudada em animais ou homens por seu potencial para abuso, tolerância ou dependência física. Contudo, experiências clínicas com Sertralina não revelaram qualquer evidência para uma síndrome32 de abstinência ou qualquer conduta de procura pela droga. Como com qualquer nova droga ativa no SNC, os médicos devem avaliar cuidadosamente os pacientes em relação a antecedentes de abuso de drogas e acompanhá-los de perto, observando-os em relação a sinais33 de abuso ou mau uso de Sertralina (por exemplo: aumento de dose, desenvolvimento de tolerância).

REAÇÕES ADVERSAS - TOLREST


Comumente observadas: as reações adversas mais comumente observadas associadas com o uso de cloridrato de Sertralina e não observadas em uma incidência19 equivalente em pacientes tratados com placebo foram: distúrbios gastrintestinais, incluindo náusea4, diarréia5/fezes amolecidas e dispepsia34, tremor; vertigem6; insônia; sonolência; sudorese7 aumentada; boca seca, perda de peso e disfunção sexual masculina (principalmente ejaculação retardada).

Associada com interrupção do tratamento: 15% de 2.710 indivíduos que receberam Sertralina nos ensaios clínicos, em doses clínicas múltiplas apresentaram efeitos colaterais atribuídos à interrupção do tratamento. As reações mais comuns (relatadas em pelo menos 1% dos indivíduos) associadas com a interrupção incluíram agitação, insônia, disfunção sexual masculina (principalmente ejaculação retardada), sonolência, dor de cabeça, tremor, anorexia35, diarréia5, fezes amolecidas, náuseas36 e fadiga.

Incidência19 em testes clínicos controlados: a tabela que segue enumera os efeitos adversos que ocorreram com uma freqüência de 1% ou mais entre pacientes tratados com Sertralina que participaram dos testes controlados comparados com pacientes que receberam placebo. A maior parte dos pacientes receberam doses de 50 a 200 mg por dia. O médico deve estar ciente que estes dados não podem ser usados para predizer a incidência19 de efeitos colaterais no curso da prática médica usual onde as características do paciente e outros fatores diferem daqueles pré-avaliados nos testes clínicos. Similarmente, as freqüências citadas não podem ser comparadas com os dados obtidos por outras investigações clínicas envolvendo tratamentos, usos e indivíduos diferentes.

Os dados citados (TABELA 1), todavia fornecem para o prescritor médico alguma base para estimar a contribuição relativa de fatores medicamentosos ou não na incidência19 média dos efeitos colaterais na população estudada.

TABELA 1: Incidência19 de efeitos adversos durante tratamentos em testes clínicos
placebo-controlados.*

- EFEITOS ADVERSOS        (percentual de pacientes referidos)
                                                                Sertralina (N = 861)        Placebo (N = 853)
Distúrbios no sistema nervoso37 autônomo:

Boca seca                16,3        9,3

Sudorese7 aumentada            8,4        2,9


Cardiovascular:

Palpitações38                3,5        1,6

Dor torácica                1,0        1,6

Distúrbios no sistema nervoso periférico39 e central:    20,3        19,0

Dor de cabeça                11,7        6,7

Vertigem6                    10,7        2,7

Tremor                    2,0        1,8

Parestesia40                1,7        0,6

Hipoestesia                1,4        0,1

Espasmos                1,3        0,4

Hipertonia                
Distúrbios na pele e anexos:            2,1        1,5

Exantema41        
Distúrbios gastrintestinais:            26,1        11,8

Náusea4                    17,7        9,3

Diarréia5/fezes amolecidas            8,4        6,3

Constipação42                6,0        2,8

Dispepsia34                    3,8        1,8

Vômitos43                    3,3        2,5

Flatulência                2,8        1,6

Anorexia35                    2,4        2,2

Dor abdominal                1,3        0,9

Apetite aumentado
Gerais:                    10,6        8,1

Fadiga                    2,2        0,5

Rubor                    1,6        0,6

Febre44                    1,5        0.9

Dor nas costas
Distúrbios metabólicos e nutricionais:        1,4        0,9

Sede
Distúrbios no sistema músculo-esquelético:    1,7        2,5

Mialgia45        
Distúrbios psiquiátricos:            16,4        8,8

Insônia                    15,5        2,2

Disfunção sexual masculina (1)        13,4        5,9

Sonolência                5,6        4,0    

Agitação                    3,4        1,9

Nervosismo                2,6        1,3

Ansiedade                1,9        0,2

Bocejo                    1,7        0,2

Disfunção sexual feminina (2)            1,3        0,5

Dificuldade de concentração
Reprodutivo:                1,0        0,5

Alterações menstruais            
Distúrbios no sistema respiratório46:        2,0        1,5

Rinites                    1,2        0,9

Faringites                    
Sentidos especiais:                4,2        2,1

Visão anormal                1,4        1,1

Zumbidos                    1,2        0,7

Alteração no paladar            
Distúrbios no sistema urinário47:            2,0        1,2

Freqüência na micção            1,4        0,5

Alteração na micção

(*) Eventos relatados em pelo menos 1% de pacientes tratados com Sertralina.

(1) (ejaculação retardada principalmente) % baseada somente em pacientes masculinos: 271 tratados com Sertralina e 271 tratados com placebo.

(2) % baseada somente em pacientes femininos: 590 tratados com Sertralina e 582 com placebo.

Outros efeitos observados durante a avaliação pré-comercialização de Sertralina: durante a pesquisa, doses múltiplas de Sertralina foram administradas a aproximadamente 2700 indivíduos.

As condições e duração de exposição à Sertralina variaram amplamente, e incluíram (em categorias coincidentes) estudos farmacológicos clínicos, estudos duplo-cego e aberto, estudos controlados e não-controlados, estudos em pacientes hospitalizados e não hospitalizados, estudos para outras indicações além de depressão. Efeitos adversos associados com esta exposição foram registrados por pesquisadores usando terminologia de sua preferência. Conseqüentemente não foi possível estipular a estimativa expressiva da proporção de indivíduos que apresentaram efeitos colaterais, sem que antes os efeitos tivessem sido agrupados em um pequeno número de categorias padronizadas.

Na tabulação anterior foi utilizada uma terminologia de dicionário da Organização Mundial de Saúde que tem sido utilizada para classificar efeitos colaterais ocorridos. As freqüências apresentadas, portanto, representam a proporção de aproximadamente 2700 indivíduos expostos a doses múltiplas de Sertralina que experimentaram um efeito do tipo citado ao menos uma vez enquanto recebiam Sertralina.

Todos os efeitos foram incluídos, exceto aqueles já listados na tabela anterior e aqueles relatados em termos tão gerais que não forneceram informações. É importante enfatizar que embora os efeitos relatados tenham ocorrido durante o tratamento com Sertralina, eles não são necessariamente causados por ela.

Os efeitos são classificados segundo os sistemas do corpo e listados em ordem decrescente de freqüência de acordo com as seguintes definições: efeitos adversos freqüentes são aqueles que ocorrem em uma ou mais ocasiões em pelo menos 1/100 pacientes (somente aqueles não anteriormente listados nos resultados dos testes placebo controlados aparecem nesta lista); efeitos adversos pouco freqüentes são aqueles que ocorrem em 1/100 até 1/1000 pacientes; efeitos raros são aqueles que ocorrem em menos que 1/1000 pacientes. Efeitos de importância clínica maior também estão descritos na seção

                         

PRECAUÇÕES - TOLREST

Distúrbios do sistema nervoso37 autônomo: pouco freqüente: rubor, midríase, aumento de salivação, pele viscosa e fria; raro: palidez.

Cardiovascular: pouco freqüente: tontura48 postural, hipertensão49, hipotensão50, hipotensão50 postural, edema51, edema51 dependente, edema51 periorbital, edema51 periférico, isquemia52 periférica, síncope53, taquicardia54; raro: dor torácica precordial, dor torácica substernal, hipertensão49 grave, enfarte do miocárdio, veias55 varicosas.

Distúrbios no sistema nervoso37 central e periférico: freqüente: confusão; pouco freqüente: ataxia56, coordenação anormal, marcha anormal, hiperestesia, hipercinesia, hipocinesia, enxaqueca57, nistagmo58, vertigem6; raro: anestesia59 local, coma31, convulsões, discinesia, disfonia60, hiporreflexia, hipotonia, ptose61.

Alterações na pele e anexos: pouco freqüente: acne62, alopécia63, prurido64, exantema41 eritematoso, exantema41 maculopapular, pele seca; raro: erupção vesiculosa, dermatite65, eritema multiforme66, textura capilar anormal, hipertricose67, reação de fotossensibilidade, exantema41 folicular, descoloração da pele, odor anormal da pele, urticária68.

Distúrbios endócrinos: raro: exoftalmia, ginecomastia69.

Distúrbios gastrintestinais: pouco freqüente: disfagia70, eructação; raro: diverticulite71, incontinência fecal72, gastrite73, gastroenterite74, glossite75, hiperplasia20 gengival, hemorróidas76, soluço, melena77, úlcera péptica78 hemorrágica, proctite79, estomatite80, estomatite80 ulcerativa, tenesmo81, edema51 de língua82, ulceração na língua82.

Geral: freqüente: astenia83; pouco freqüente: mal-estar, edema51 generalizado, calafrios, perda de peso, aumento de peso; raro: abdômen aumentado, halitose84, otite média85, estomatite80 aftosa.

Hematopoético e linfático: pouco freqüente: linfadenopatia, púrpura; raro: anemia86, hemorragia87 de câmara anterior do olho88.

Distúrbios metabólicos e nutricionais: raro: desidratação89, hipercolesterolemia90, hipoglicemia91.

Distúrbios no sistema músculo-esquelético: pouco freqüente: atralgia, artrose92, distonia, espasmo93 muscular, debilidade muscular; raros: hérnia94.

Distúrbios psiquiátricos: pouco freqüente: pesadelos, reação agressiva, amnésia, apatia95, delírio30, despersonalização, depressão, depressão grave, labilidade emocional, euforia, alucinação96, neurose97, reação paranóica, planejamento e tentativa de suicídio, ranger de dentes, pensamentos anormais; raro: histeria, sonambulismo, síndrome32 de abstinência.

Reprodutivo: pouco freqüente: dismenorréia98 (2), hemorragia87 intermenstrual (2); raro: amenorréia99 (2), balanopostite100 (1), aumento da mama (2), dor mamária (2), leucorréia101 (2), menorragia102 (2), vaginite103 atrófica (2).

(1) % baseada somente em indivíduos masculinos: 1005

(2) % baseada somente em indivíduos femininos: 1705

Distúrbios do sistema respiratório46: pouco freqüente: broncospasmo, tosse, dispnéia104, epistaxe105; raro: bradipnéia, hiperventilação, sinusite106, estridor.

Sentidos especiais: pouco freqüente: acomodação anormal, conjuntivite107, diplopia108, dor de ouvido, dor nos olhos, xeroftalmia109; raro: lacrimejamento anormal, fotofobia110, problema no campo visual.

Distúrbios no sistema urinário47: pouco freqüente: disúria111, edema51 de face, noctúria, poliúria112,
incontinência urinária113; raro: oligúria114, dor renal25, retenção urinária115.

Testes laboratoriais: elevações assintomáticas nas transaminases séricas (SGOT [ou AST] e SGPT [ou ALT]) têm sido relatadas com pouca freqüência (aproximadamente 0,8%) em associação com administração de Sertralina. Estas elevações enzimáticas habitualmente ocorrem dentro da primeira à nona semana de tratamento e diminuem rapidamente após interrupção da droga.

A terapia com Sertralina foi associada com pequenos aumentos na média total de colesterol116 (aproximadamente 3%) e triglicerídios (aproximadamente 5%), e uma pequena diminuição na média de ácido úrico sérico (aproximadamente 7%), aparentemente sem importância clínica.

                         

POSOLOGIA - TOLREST


Tratamento inicial: o tratamento com Sertralina deve ser iniciado com uma dose de 50 mg uma vez ao dia. Embora uma relação entre dose e efeito antidepressivo não tenha sido estabelecida, pacientes que utilizaram doses entre 50 mg e 200 mg por dia em testes clínicos demonstraram a eficácia antidepressiva de Sertralina. Conseqüentemente, pacientes que não responderam a uma dose de 50 mg, podem ser beneficiados com aumento da dose até o máximo de 200 mg/dia.
Devido à meia-vida de eliminação de Sertralina (24 horas), não devem ocorrer alterações de dose em intervalos menores que uma semana.

Sertralina deve ser administrada uma vez ao dia, de manhã ou à tarde.

Doses maiores que 150 mg diários não devem ser administrados por mais de 8 semanas.

Nos casos de transtorno obsessivo compulsivo, a dosagem inicial de Sertralina deve ser de 50 mg, uma vez ao dia, de manhã ou à tarde. Se 50 mg não oferecer o efeito desejado, deve-se ajustar a dosagem no máximo para até 200 mg/dia. Os ajustes de dose devem respeitar intervalos de, pelo menos, uma semana devido à meia-vida de eliminação da droga ser longa.

Sertralina deve ser usada com cuidado em pacientes com insuficiência hepática17 e/ou renal25.

Manutenção/continuação/tratamento prolongado: existe evidência que sugere que pacientes com depressão que respondem durante uma fase de tratamento inicial de 8 semanas continuam sendo beneficiados durante um tratamento adicional de 8 semanas. Embora existam dados insuficientes com respeito a qualquer benefício do tratamento além de 16 semanas, é geralmente aceito entre psico-farmacologistas que episódios agudos de depressão requerem vários meses de tratamento ou terapias farmacológicas ininterruptas por longos períodos.

CONDUTA NA SUPERDOSE - TOLREST


Experiência humana: houve 3 casos de superdose de Sertralina (aproximadamente 750 a 2100 mg).
Não foi necessária terapia específica para quaisquer dos 3 pacientes, os quais se recuperaram completamente.

Controle de superdose: estabelecer e manter vias aéreas, garantindo ventilação e oxigenação.
Carvão vegetal ativado administrado com sorbitol117, pode ser tão ou mais eficaz que emese118 ou lavagem e deve ser considerado no tratamento da superdose.

É recomendada a monitorização de sinais33 cardíacos e vitais em conjunto com medidas sintomáticas gerais e de apoio.

Não existe antídoto119 específico para Sertralina.

No manuseio de superdose considerar a possibilidade de envolvimento de várias drogas. O médico deve considerar um contato com centro de controle de intoxicações no tratamento de qualquer superdose.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA
RECEITA.


TOLREST - Laboratório

BIOSINTETICA
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