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Atualizado em 2012

DEXAMETASONA ELIXIR

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DEXAMETASONA
0,1 mg/ml
Elixir

 "Medicamento Genérico Lei n.º 9787, de 1999"

- FORMA FARMACÊUTICA  
Elixir 0,1 mg/ml

- APRESENTAÇÃO
Embalagem com 1, 25 e 50 frascos de 120 ml + copo-medida

USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

- COMPOSIÇÃO
Cada ml contém:
Dexametasona (DCB 0383.01-5) .................... 0,1 mg
Veículo qsp .................... 1,0 ml
(Veículo: ácido benzóico, sacarina1 sódica, corante vermelho 40, aroma de framboesa, álcool etílico, glicerol, água purificada )

- INFORMAÇÃO AO PACIENTE
A Dexametasona é utilizada principalmente em afecções alérgicas e inflamatórias e outras doenças que respondem aos glicocorticóides. Conservar a embalagem fechada, em temperatura ambiente, entre 15 e 30ºC, protegida da luz .O prazo de validade do produto é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa no cartucho. Não utilizar medicamento com o prazo de validade vencido.
Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término.  Informe seu médico se estiver amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis como distúrbios gástricos, edema3, fraqueza muscular, dor de cabeça, vertigem4, distúrbios menstruais etc. Esses efeitos dependem da dose e do tempo de uso do medicamento.
A Dexametasona apresenta como efeitos colaterais as infecções fúngicas sistêmicas, hipersensibilidade ao medicamento e a administração de vacina5 de vírus6 vivo.  
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE

INFORMAÇÕES TÉCNICAS - DEXAMETASONA ELIXIR

A Dexametasona,  sendo um corticosteróide, atravessa a membrana celular e complexa com os receptores citoplasmáticos específicos. Estes complexos chegam ao núcleo celular e ligam-se ao DNA, estimulando a transição do RNAm e subsequentemente a síntese protéica de várias enzimas, sendo responsáveis por duas categorias de efeitos de corticosteróides sistêmicos. Entretanto, estes agentes podem impedir a transcrição do RNAm em algumas células.   A Dexametasona elixir é um glicocorticóide sintético usado principalmente por seus potentes efeitos antiinflamatórios. Embora sua atividade antiinflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo7 eletrolítico é leve. Em doses antiinflamatórias eqüipotentes, a dexametasona é completamente isenta da propriedade retentora de sódio da hidrocortisona e dos derivados intimamente relacionados a ela. Os glicocorticóides provocam profundos e variados efeitos metabólicos. Eles também modificam a resposta imunológica do organismo a diversos estímulos.
A Dexametasona é rapidamente e quase que completamente absorvida no trato gastrintestinal.
 A meia vida plasmática é de aproximadamente 190 minutos. A ligação  da dexametasona com as proteínas8 plasmáticas é menor que a maioria dos outros corticosteróides. A dexametasona atravessa a placenta e é rapidamente distribuída por todos os tecidos corpóreos.  
É principalmente biotrasformada rapidamente pelo fígado9, também pelos rins10 e tecidos, na maioria das vezes em metabólitos inativos. Os corticosteróides fluoratados são metabolizados vagarosamente  em comparação a outros membros do grupo. Os metabólitos são excretados principalmente pelos rins10. Mais que 65% da dose são excretados na urina11 em 24 horas.

INDICAÇÕES - DEXAMETASONA ELIXIR

Nas condições em que os efeitos antiinflamatórios e imunosupressores dos corticosteróides são desejados, especialmente para tratamento mais intensivo durante período mais curto.
Indicações específicas:  
Alergopatias : Controle de afecções graves ou incapacitantes, e não suscetíveis às tentativas adequadas de tratamento convencional em: rinite12 alérgica sazonal ou perene, asma13 brônquica, dermatite14 de contato, dermatide atópica, doença do soro15 e reações de hipersensibilidade a medicamentos.
Doenças Reumáticas: Como terapia auxiliar na administração a curto prazo durante episódio agudo16 ou exarcebação de: artrite17 psoriática, artrite reumatóide18, incluindo artrite reumatóide18 juvenil (casos relacionados podem requerer terapia de manutenção de baixa dose), espondilite ancilosante, bursite aguda e subaguda, tenossinovite aguda inespecífica, artrite17 gotosa aguda, osteoartrite19 pós-traumática, sinovite de osteoartrite19, epicondilite.
Dermatopatias : Pênfigo, dermatite14 herpetiforme bolhosa, eritema20 polimorfo grave (síndrome21 de Stevens Johnson), dermatite14 esfoliativa, micose22 fungóide, psoríase23 grave e dermatite14 seborréica grave.
Oftalmopatias : Processos alérgicos e inflamatórios graves, agudos e crônicos, envolvendo o olho24 e seus anexos tais como: conjuntivite25 alérgica, ceratite, úlceras26 marginais corneanas alérgicas, herpes zoster27 oftálmico, irite e iridociclite, coriorretinite, inflamação28 do segmento anterior do olho29, uveíte e coroidite posteriores difusas, neurite30 óptica e oftalmia simpática.
Endocrinopatias : Insuficiência31 adrenocortical primária ou secundária (hidrocortisona ou cortisona como primeira escolha; análogo sintéticos devem ser usados em conjugação com mineralocoticóides onde aplicável; na infância, a suplementação mineralocorticóide é de particular importância), hiperplasia32 adrenal congênita, tireoidite não supurativa, hiperpotassemia associada a câncer33.
Pneumopatias : Sarcoidose34 sintomática, síndrome21 de Loeffler não controlável por outros meios, beriliose35, tuberculose36 pulmonar fulminante ou disseminada, quando simultaneamente acompanhada de quimioterapia37 antiturbeculosa adequada e pneumonia38 aspirativa.
Hemopatias : Púrpura trombocitopênica idiopática39 em adulto, trombocitopenia40 secundária em adultos, anemia hemolítica41 adquirida (auto-imune), eritroblastopenia (anemia42 por deficiência de hemácias43), anemia42 hipoplástica congênita (eritróide).
Doenças Neoplásicas: No tratamento paliativo de leucemias e linfomas do adulto e leucemia44 aguda da infância.
Estados Edematosos : Para induzir diurese45 ou remissão da proteinúria46 na síndrome nefrótica47 sem uremia48, do tipo idiopático49 ou devido ao lupus eritomatoso.  
Edema3 Cerebral:  A Dexametasona elixir  pode ser utilizada para tratar pacientes com edema3 cerebral de várias causas. Os pacientes com edema3 cerebral associado a tumores cerebrais primários ou metastáticos podem beneficiar-se da administração oral de Dexametasona. Também pode ser utilizada no pré-operatório de pacientes com aumento da pressão intracraniana secundário a tumores cerebrais, ou como medida paliativa em pacientes com neoplasia50 cerebrais inoperáveis ou recidivantes, e no controle do edema3 cerebral associado com cirurgia neurológica. Alguns pacientes com edema3 cerebral causado por lesão cefálica ou pseudotumores do cérebro podem também beneficiar-se da terapia com Dexametasona por via oral. O uso de Dexametasona no edema3  cerebral não  
constitui substituto de cuidadosa avaliação neurológica e controle definitivo, tal como neurocirurgia ou outros tratamentos específicos.
Doenças Gastrintestinais: Para auxílio durante o período crítico de colite51 ulcerativa e enterite regional.
Várias: Meningite52 tuberculosa ou com bloqueio subaracnóide ou bloqueio de drenagem53, quando simultaneamente acompanhado por adequada quimioterapia37 antituberculosa. Triquinose54 com comprometimento neurológico ou miocárdico. Durante a exarcebação ou como tratamento de manutenção em determinados casos de Lupus eritematoso e Cardite aguda reumática.
Utilizada também na Prova Diagnóstica da Hiperfunção Adrenocortical.

CONTRA-INDICAÇÕES - DEXAMETASONA ELIXIR

Infecções fúngicas sistêmicas, hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula e administração de vacinas de vírus6 vivo (vide:  PRECAUÇÕES ).

- PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS Deve-se utilizar a menor dose possível de corticosteróides para controlar afecção em tratamento e, quando possível, proceder à redução posológica, gradualmente. Corticosteróides podem exarcebar infecções fúngicas sistêmicas e portanto não devem ser usados na presença de tais infecções a menos que sejam necessários para controlar reações devidas à anfotericina B. Além disso, existem casos relatados em que o uso concominante de anfotericina B e hidrocortisona foi seguido de aumento do coração55 e insuficiência cardíaca congestiva56. Relatos de literatura sugerem uma aparente associação entre o uso de corticosteróides e ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo após infarto57 recente do miocárdio; portanto, terapêutica com corticosteróides deve ser utilizada com muita cautela nestes pacientes. Doses médias e grandes de hidrocortisona ou cortisona podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e maior excreção de potássio. Tais efeitos são menos prováveis de ocorrer com os derivados sintéticos, salvo quando se utilizam grandes doses. Pode ser necessária a restrição dietética de sal e suplementação de potássio. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio.  
A insuficiência31 adrenocortical secundária induzida por drogas pode resultar da retirada muito rápida de corticosteróide e pode ser minimizada pela redução posológica gradual.
Este tipo de insuficiência31 relativa pode persistir por meses após o término do tratamento. Por isso, em qualquer situação de estresse que ocorra durante esse período, deve-se reinstituir a terapia corticosteróide ou pode haver a necessidade de aumentar a posologia em uso. Dada a probabilidade de prejudicar-se a secreção mineralcorticóide, deve-se administrar conjuntamente sal e/ou mineralcorticóide. Após terapia prolongada, a retirada dos corticosteróides pode resultar em síndrome21 de abstinência, compreendendo febre58, mialgia59, artralgia60 e mal-estar. Isso pode ocorrer mesmo em pacientes sem sinais61 de insuficiência31 das supra-renais. A administração das vacinas com vírus6 vivos é contra-indicada em indivíduos recebendo doses imunossupressivas de corticosteróides. Se são administradas vacinas com vírus6 ou bactérias inativadas em indivíduos recebendo doses imunossupressivas de corticosteróides, a resposta esperada de anticorpos62 séricos pode não ser obtida. Entretanto, pode se realizar processos de   imunização63 em pacientes que estejam recebendo corticosteróides como terapia de substituição como, por exemplo, na doença de Addison. O uso de Dexametasona na forma oral, na tuberculose36 ativa, deve restringir-se aos casos de doença fulminante ou disseminada, em que se usa o corticosteróide para o controle da doença, em conjunção com o adequado tratamento antituberculoso. Se houver indicação de corticosteróides em pacientes com tuberculose36 latente ou reação à tuberculina, torna-se mister estreita observação, dada a possibilidade de ocorrer reativação da moléstia. Durante o tratamento prolongado com corticosteróides, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia. Os esteróides devem ser utilizados com cautela em colite51 ulcerativa específica, se houver probabilidade de iminente perfuração, abcessos ou outras infecções piogênicas, diverticulite64, anastomose intestinal recente, úlcera péptica65 ativa ou latente, insuficiência renal66, hipertensão67, osteoporose68 e miastenia69 gravis. Sinais61 de irritação do peritônio70, após perfuração gastrintestinal, em pacientes recebendo grandes doses de corticosteróides, podem ser mínimos ou ausentes. Tem sido relatada embolia71 gordurosa como possível complicação do hipercortisonismo.
Nos pacientes com hipotireoidismo72 e nos cirróticos há maior efeito dos corticosteróides. Em alguns pacientes os esteróides podem aumentar ou diminuir a motilidade e o número de espermatozóides73. Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais61 de infecção74 e novas infecções podem aparecer durante o seu uso. Na málaria cerebral, o uso de corticosteróides está associado ao prolongamento do coma75 e a uma maior incidência76 de pneumonia38 e sangramento gastrintestinal. Os corticosteróides podem ativar a amebíase latente. Portanto, é recomendado que a amebíase latente ou ativa sejam excluídas antes de ser iniciada a terapia corticosteróide em qualquer paciente que tenha diarréia77 não explicada. O uso prolongado dos corticosteróides pode produzir catarata78 subcapsular posterior, glaucoma79 com possível lesão dos nervos ópticos e estimular o estabelecimento de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus6. Os corticosteróides devem ser usados com cuidado em pacientes com herpes simples oftálmica devido à possibilidade de perfuração corneana. As crianças de qualquer idade, em tratamento prolongado com corticosteróides, devem ser cuidadosamente observadas quanto ao seu crescimento e desenvolvimento.
Uso na gravidez2 e lactação80: Pelo fato de não terem sido realizados estudos de reprodução humana com os corticosteróides, o uso destas substâncias na gravidez2 ou na mulher em idade fértil requer que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou o feto. Crianças nascidas de mães que durante a gravidez2 tenham recebido doses substanciais de corticosteróides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais61 de hipoadrenalismo. Os corticosteróides aparecem no leite materno, podem inibir o crescimento, interferir na produção endógena de corticosteróides ou causar outros efeitos indesejáveis. Mães que utilizam doses farmacológicas de corticosteróides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais61 de hipoadrenalismo.  Mães que utilizam doses farmacológicas de corticosteróides devem ser advertidas no sentido de não amamentarem.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - DEXAMETASONA ELIXIR

O ácido acetilsalicílico deve ser utilizado cautelosamente em conjunto com os corticosteróides na hipoprotombinemia. A fenitoína, o fenobarbital, a efedrina e a rifampicina podem acentuar a depuração metabólica dos corticosteróides, suscitando redução dos níveis sangüíneos e diminuição de sua atividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia do corticosteróide. Essas interações podem interferir nos testes de inibição da Dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante a administração destas drogas. Foram relatados resultados falsos-negativos no teste de supressão da Dexametasona em pacientes tratados com indometacina. O tempo de protrombina deve ser verificado freqüentemente nos pacientes que estejam recebendo   simultaneamente corticosteróides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que têm alterado a resposta a estes anticoagulantes. Estudos têm mostrado que o efeito usual da adição dos corticosteróides é inibir a resposta cumarínica, embora tenham havido algumas referências conflitantes de potenciação, não corroborada por estudos. Quando os corticosteróides são administrados simultaneamente com diuréticos81 espoliadores de potássio, os pacientes devem ser observados estritamente quanto ao desenvolvimento de hipopotassemia82. Além disso, os corticosteróides podem afetar os testes de nitro-azul de tetrazólio (NBT) para infecção74 bacteriana, produzindo resultados falsos/negativos.  

- REAÇÕES ADVERSAS / COLATERAIS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
Distúrbios hidro-eletrolíticos: Retenção de sódio , retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva56 em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose83 hipopotássica e hipertensão67.
Músculo-esqueléticos: Fraqueza muscular, miopatia esteróide, perda de massa muscular, osteoporose68, fraturas por compressão vertebral, necrose84 asséptica das cabeças femorais e umerais, fratura85 patológica dos ossos longos86 e ruptura de tendão.
Gastrintestinais : Úlcera péptica65 com eventual perfuração e hemorragia87 subsequentes, perfuração de intestino grosso88 e delgado, particularmente em pacientes com doença intestinal inflamatória, pancreatite89, distensão abdominal e esofagite90 ulcerativa.
Dermatológicos: Retardo da cicatrização das feridas, adelgaçamento e fragilidade da pele, petéquias e equimoses, eritema20, hipersudorese, possível supressão das reações aos testes cutâneos, reações cutâneas91 outras, tais como dermatite14 alérgica, urticária92 e edema angioneurótico93.
Neurológicos: Convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral) geralmente após tratamento, vertigem4, cefaléia94, distúrbios psíquicos.
Endócrinos: Irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingóide, supressão do crescimento da criança, ausência secundária da resposta adrenocortical e hipofisária, mormente por ocasião de estresse, como nos traumas na cirurgia ou nas enfermidades, diminuição da tolerância dos carboidratos, manifestação do diabete melito latente, aumento das necessidades de insulina95 ou de agentes hipoglicemiantes orais96 em diabéticos e hirsutismo97.  
Oftálmicos: Catarata78 subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular, glaucoma79 e exoftalmia.
Metabólicos: Balanço nitrogenado negativo devido a catabolismo98 protéico.
Cardiovasculares : Ruptura do miocárdio após infarto57 recente do miocárdio (vide:  PRECAUÇÕES ).
Outros : Hipersensibilidade, tromboembolia, aumento de apetite, náusea99, mal-estar e soluços.

Alterações de Exames Laboratoriais
1. Alterações no Resultado de outros testes diagnósticos:  
·       Imagem do cérebro usando pertecnetato de sódio Tc 99m, gluceptato de tecnécio Tc 99m ,ou pentetato de tecnécio Tc 99m a captação do marcador pelos tumores cerebrais pode estar diminuída em pacientes que recebem grandes doses de glicocorticóide, pois há redução de edema3 peritumor por indução de glicocorticóide.
·    Teste de Gonadorrelina para função gonodal hipotalâmica pituitária do sistema nervoso100 central (glicocorticóide pode alterar o resultado do teste de gonadorrelina por alteração na secreção pituitária da gonadotropina através de um mecanismo de "feedback").
·    Teste nitroazul de tetrazólio para infecção74 bacteriana (pode ocorrer resultado falso-negativo para o teste).
·    Teste de protirrelina para função da tiróide (doses fisiológicas de corticosteróides não têm efeito, mas doses farmacológicas podem reduzir a resposta do hormônio101 estimulante da tiróide (TSH) à  protirrelina, entretanto, geralmente não é recomendada a retirada de corticosteróides em pacientes com hipopituitarismo conhecido).
·    Imagens do esqueleto usando medronato de tecnécio Tc 99m, oxidronato de tecnécio Tc 99m, ou pirofosfato de tecnécio Tc 99m (o uso de glicocorticóide por um longo período pode induzir a uma depleção de cálcio no osso,  causando assim baixa captação óssea do marcador).  
·    Testes cutâneos incluíndo testes de tuberculina e histoplasmina e testes alérgicos com "patch" (as reações podem ser suprimidas, especialmente com administração diária de altas doses de corticosteróides).
·    Captação do   123 I  ou 131 I  pela tireóide (pode ser diminuída)
2. Interferência em Testes Laboratoriais Funcionais
·       Função adrenal  avaliada por estimulação ACTH ou medida de cortisol livre no plasma102 ou na urina11 (pode ser diminuída com doses farmacológicas de glicocorticóides, especialmente em crianças).
·    Contagem de basófilos, eosinófilos, linfócitos e monócitos (pode ser diminuída).
·    Cálcio (a concentração no soro15 pode ser diminuída)
·    Colesterol103 e lipídios - ácidos graxos -  (a concentração no soro15 pode ser aumentada)
·    Glicose104 (pode ser aumentada a concentração no sangue105 e na urina11 por causa da atividade hiperglicêmica intrínseca).
·    17-Hidroxiesteróide (17-OHCS) e 17-Cetoesteróide (17-KS) ( concentração na urina11 pode ser diminuída por corticosteróides)
·    Contagem Plaquetária (pode diminuir ou aumentar)
·    Contagem de leucócito polimorfinuclear (pode aumentar)
·    Potássio (a concentração pode ser diminuída pelo aumento da excreção de potássio, especialmente com agentes com significativa atividade mineralocorticóide )
·    Sódio (concentração no soro15 pode ser aumentada pela retenção de sódio, especialmente com corticotropina e com glicocorticóide com significativa atividade mineralocorticóide)
·    Ácido Úrico (concentração pode ser aumentada em pacientes com leucemia44 aguda; pode ser diminuída em outros pacientes por causa do baixo efeito uricosuríco)

- POSOLOGIA
O tratamento é regido pelos seguintes princípios gerais: As necessidades posológicas são variáveis e individualizadas segundo a gravidade da moléstia e a resposta do paciente. A dose inicial usual varia de 0,75  a 15 mg por dia, dependendo da doença que está sendo tratada (para os lactentes106 e demais crianças as doses recomendadas terão, normalmente, de ser reduzidas, mas a posologia deve ser ditada mais pela gravidade da afecção que pela idade ou peso corpóreo). A terapia corticosteróide constitui auxiliar, e não substituta para a terapia convencional107 adequada, que deve ser instituída segundo a indicação. Deve-se reduzir a posologia ou cessar gradualmente o tratamento, quando a administração foi mantida por mais de alguns dias. Em afecções agudas em que é urgente o pronto alívio, grandes doses são permissíveis e podem ser imperativas por um curto período. Quando os sintomas108 tiverem sido suprimidos adequadamente, a posologia deve ser mantida na mínima quantidade capaz de prover alívio sem excessivos efeitos hormonais. Afecções crônicas são sujeitas a períodos de remissão espontânea. Quando ocorrerem estes períodos, deve-se suspender gradualmente o uso dos corticosteróides. Durante tratamento prolongado deve-se proceder, em intervalos regulares, a exames clínicos de rotina tais como o exame de urina109, a glicemia110 duas horas após a refeição, a determinação da pressão e do peso corpóreo, e a radiografia do tórax111. Quando se utilizam grandes doses são aconselháveis determinações periódicas do potássio séric o.
Com adequado ajuste posológico, os pacientes podem mudar de qualquer outro glicocorticóide para Dexametasona. Os seguintes equivalentes em miligramas facilitam a mudança de outros glicocorticóides para Dexametasona.
Dexametasona  .................... 0,75 mg
Metilprednisolona e Triancinolona.................      4 mg
Prednisona e Prednisolona ....................     5 mg
Hidrocortisona....................    20 mg
Cortisona....................    25 mg
Miligrama por miligrama, a dexametasona é aproximadamente equivalente à betametasona, 4 a 6 vezes mais potente que a metilprednisolona e a triancinolona, 6 a 8 vezes mais potente que a prednisolona e a prednisona, 25 a 30 vezes mais potente que a cortisona. Em doses antiinflamatórias equipotentes, a dexametasona é quase completamente destituída da propriedade redentora de sódio da hidrocortisona e derivados da hidrocortisona intimamente ligados a ela.

Recomendações posológicas específicas: Nas doenças crônicas, normalmente não fatais, incluindo distúrbios endócrinos e afecções reumáticas crônicas, estados edematosos, doenças respiratórias e gastrintestinais, algumas doenças dermatológicas e hematológicas, iniciar com dose baixa (0,5 a 1 mg por dia) e aumentar gradualmente a posologia até a menor dose capaz de promover o desejado grau de alívio sintomático. As doses podem ser administradas duas, três ou quatro vezes por dia. Na hiperplasia32 supra-renal112 congênita, a dose usual diária é 0,5 a 1,5 mg. Nas doenças agudas não fatais, incluíndo estados alérgicos, doenças oftálmicas e afecções reumáticas agudas e subagudas, a posologia varia entre 2 e 3 mg por dia; em alguns pacientes, contudo, necessitam-se doses mais altas. Uma vez que o decurso destas afecções é autolimitado, normalmente não é necessária terapia de manutenção prolongada.

Terapia Combinada113
Nos distúrbios agudos e autolimitados ou nas exacerbações agudas dos distúrbios alérgicos crônicos (por exemplo, rinite12 aguda alérgica, ataques agudos de asma13 brônquica alérgica sazonal, urticária92 medicamentosa e dermatoses de contato) sugere-se o seguinte esquema posológico, combinando as terapias parenteral e oral:
1º dia: Uma injeção intramuscular114 de 4 a 8 mg de Fosfato de Dexametasona injetável.  
2º e 3º dias : Dois comprimidos  de Dexametasona (0,5 mg), duas vezes por dia .
4º e 5º dias : Um comprimido de Dexametasona (0,5 mg), duas vezes por dia.
6º e 7º dias : Um comprimido de Dexametasona (0,5 mg) por dia.
8º dia: Exame clínico de controle. Nas doenças crônicas, potencialmente fatais como o lupus eritomatoso sistêmico, o pênfigo e a sarcoidose34 sintomática, a posologia inicial recomendada é de 2 a 4,5 mg por dia; em alguns pacientes podem ser necessárias doses mais altas. Quando se trata de doença aguda, envolvendo risco de vida (por exemplo: cardite reumática aguda, crise de lupus eritomatoso sistêmico, reações alérgicas graves, pênfigo, neoplasias, a posologia inicial varia de 4 a 10 mg por dia, administrados em pelo menos, quatro doses fracionadas. A epinefrina é o medicamento de imediata escolha nas reações alérgicas graves. A Dexametasona (comprimido ou elixir) é útil como terapêutica simultânea ou suplementar. No edema3 cerebral, quando é requerida terapia de manutenção para controle paliativo de pacientes com tumores cerebrais recidivantes ou inoperáveis, a posologia de 2 mg, 2 ou 3 vezes ao dia, pode ser eficaz.  
Deve ser utilizada a menor dose necessária para controlar o edema3 cerebral. Na síndrome21 adrenogenital posologias diárias de 0,5  a 1,5 mg podem manter a criança em remissão e prevenir a recidiva da excreção anormal dos 17-cetoesteróides. Como terapêutica maciça em certas afecções tais como a leucemia44 aguda, a síndrome nefrótica47 e o pênfigo, a posologia recomendada é de 10 a 15 mg por dia. Os pacientes que recebem tão alta posologia devem ser observados muito atentamente, dado o possível aparecimento de reações graves.

Testes de Supressão da Dexametasona - Teste para síndrome de Cushing115:  
Administrar 1,0 mg de Dexametasona por via oral, às 23 horas. Às 8 horas da manhã seguinte colher sangue105 para a determinação do cortisol plasmático. Para maior exatidão administrar 0,5 mg de Dexametasona por via oral a cada 6 horas, durante 48 horas, A coleta de urina11 durante 24 horas é realizada para determinar-se a excreção dos 17-hidrocorticosteróides.  

Teste para distinguir a síndrome de Cushing115 causada por excesso de ACTH hipofisário   da síndrome de Cushing115 por outras causas.  
Administrar 2,0 mg de Dexametasona por via oral cada 6 horas, durante 48 horas. A coleta de urina11 durante 24 horas é realizada para determinar-se a excreção dos 17-hidrocorticosteróides.

Fatores que podem influenciar no resultado dos Testes de Supressão com Dexametasona:
Devido a outras medicações:  
·       Abuso crônico116 do álcool, glutatimida, meprobamato, metaqualona, metiprilon, doses altas de benzodiazepínicos, altas doses de ciproeptadina, terapia a longo prazo com  
 glicocorticóide e indometacina (pode causar resultado falso-positivo em teste para depressão endógena)
·       Efedrina, altas doses de estrogênio e agentes indutores de enzimas hepáticas (pode causar resultado falso positivo em testes para doença de Cushing ou depressão endógena)  

Devido a outros problemas médicos ou condições:  
·       Hiperfunção adrenal (doença de Cushing), anorexia nervosa117 ou mal nutrição118 principalmente por extrema perda de peso recente, carcinoma119 disseminado simultaneamente com uma séria infecção74, insuficiência cardíaca120, desidratação121, diabetes mellitus122 instável, febre58, hipertensão67, gravidez2, insuficiência renal66, doença do lóbulo temporal (pode causar resultado falso positivo em teste para depressão endógena).
·    Deficiência adrenal, hipopituitarismo (pode causar resultado falso positivo em teste para depressão endógena)
·    Distúrbios psiquiátricos tal como psicoses auditivas, mania, esquizofrênia crônica, demência123 degenerativa primária (pode interferir com resultados de teste para depressão endógena).

SUPERDOSAGEM - DEXAMETASONA ELIXIR

São raros os relatos de toxicidade aguda e/ou morte por superdosagem de glicocorticóides. Para a eventualidade de ocorrer superdosagem não há antídoto124 específico; o tratamento é de suporte e sintomático. A DL 50  de Dexametasona  em camundongos fêmeas é de 6,5 g/kg.

- PACIENTES IDOSOS
Pacientes geriátricos podem ser mais propensos a desenvolver hipertensão67 durante a terapia com corticosteróides.
Pacientes geriátricos, especialmente  mulheres na pós-menopausa125 podem desenvolver osteoporose68 glucocorticóide induzida.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

DEXAMETASONA ELIXIR - Laboratório

CRISTALIA
Escritório central - Unidade II: Av. Paoletti, 363 - Nova Itapira
Itapira/SP - CEP: 13970-000
Tel: (19) 3863-9500
Fax: (19) 3863-9500
Site: http://www.2cristalia.com.br/fale_conosco.php
Escritório comercial
Av. Corifeu de Azevedo Marques, 1847 - Butantã
São Paulo /SP
CEP: 05581-001
Tel./Fax: (11) 3723-6400

Unidade I
Rod. Itapira-Lindóia, Km 14 - Ponte Preta
Itapira /SP
CEP: 13970-000
Tel./Fax: (19) 3843-9500

Unidade III
Av. Nossa Senhora Assunção, 574 - Butantã

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