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Atualizado em 2012

ETOPOSIDO

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Composição - ETOPOSIDO

cada cápsula contém: etoposido 50,00 e 100,00mg. Excipiente q.s.p. 1 cápsula. Cada frasco-ampola contém: etoposido 100,00 mg. Veículo q.s.p. 1 ampola de 5 ml.  

Posologia e Administração - ETOPOSIDO

cápsulas: a dose oral eficaz é aproximadamente o dobro da dose intravenosa eficaz. A dose oral usual do Etoposido é de 100-200 mg/m2/dia, nos dias 1 a 5 ou 200 mg/m2/dia, nos dias 1, 3 e 5 a cada 3 a 4 semanas em combinação com outras drogas aprovadas para uso nas doenças a serem tratadas. A dose deverá ser modificada em função dos efeitos mielodepressores de outras drogas em combinação ou dos efeitos da terapia prévia com raios X ou quimioterapia1 que possam ter comprometido a reserva medular. As cápsulas deverão ser administradas com o estômago2 vazio. Injetável: a dose usual de Etoposido injetável é de 50 a 100 mg/m2/dia, nos dias 1 a 5 ou 100 mg/m2 nos dias 1, 3 e 5 a cada 3 a 4 semanas em combinação com outras drogas aprovadas para uso nas neoplasias a serem tratadas. A dose deverá ser modificada em função dos efeitos mielodepressores de outras drogas em combinação ou dos efeitos da terapia prévia com raios X ou quimioterapia1 que possam ter comprometido a reserva medular. Precauções na administração: hipotensão3 tem sido observada após administração intravenosa rápida; assim, recomenda-se que a solução seja administrada durante um período de 30 a 60 minutos. Períodos de infusão mais longos podem ser necessários de acordo com a tolerância do paciente. Etoposido não deve ser administrado por via intravenosa rápida. Como os demais compostos potencialmente tóxicos, deve-se ter o cuidado na manipulação e no preparo da solução do Etoposido. Podem ocorrer reações da pele, associadas com a exposição acidental ao produto. Recomenda-se o uso de luvas. Se houver o contato com Etoposido com a pele ou mucosa4, lavar imediatamente as partes afetadas com sabão e água. Devem ser considerados os procedimentos quanto à manipulação e descarte das drogas anticâncer. Já foram publicados vários guias sobre este assunto, porém não há um acordo geral de que todos os procedimentos recomendados nesses guias sejam necessários ou apropriados. Descartar qualquer solução não utilizada. Deverá ser treinado pessoal especializado na boa técnica para reconstituição e manuseio. Funcionárias grávidas deverão ser excluídas da manipulação com esta droga. As pessoas que irão manusear este fármaco deverão usar vestimenta apropriada, como aventais, gorros, máscaras e luvas descartáveis. Deverá ser designada uma área para reconstituição (preferivelmente sob um sistema de fluxo laminar vertical) e a superfície de trabalho deverá ser protegida com papel absorvente descartável. Todos os itens utilizados para reconstituição, administração ou limpeza, incluindo luvas, deverão ser classificados de alto risco, devendo ser colocados em sacolas fechadas e incinerados. Derramamento ou vazamento deverão ser tratados com solução de hipoclorito de sódio (solução de cloro 1%) e água. Contato prolongado com qualquer solução de pH alcalino deverá ser evitado, pois poderá causar a hidrólise do medicamento. Etoposido não deverá ser misturado com heparina, pois pode formar um precipitado, e não se recomenda que seja misturado com outros medicamentos quando administrado em associação. Preparação da administração intravenosa: Etoposido injetável deve ser diluído antes do uso com solução glicosada a 5% ou solução fisiológica a 0,9% para obtenção de uma concentração final de 0,2 ou 0,4 mg/ml. Soluções mais concentradas demonstram a formação de cristais sob agitação ou a partir de núcleos germinativos num período de 5 minutos e não devem ser administradas intravenosamente. Etoposido diluído a 0,4 mg/ml e administrado através de um tubo conectado a uma bomba com mecanismo peristáltico pode precipitar a solução no tubo. Antes da administração de produtos de uso parenteral inspecionar visualmente a solução quanto à presença de partículas e descoloração, sempre que a solução e recipiente permitirem. Superdosagem: doses totais de 2,4 g/m2 a 3,5 g/m2 administradas intravenosamente por 3 dias resultou em mucosite5 severa e mielotoxicidade. Acidose6 metabólica e casos de toxicidade hepática grave foram reportadas em pacientes recebendo doses mais altas que as recomendadas. Não foram estabelecidos antídotos comprovados em caso de superdosagem com Etoposido.  

Precauções - ETOPOSIDO

o médico deverá avaliar a necessidade e o benefício da droga em função do risco de efeitos colaterais. A maioria desses efeitos é reversível se detectados no início da ocorrência. Se ocorrerem efeitos graves, a dosagem da droga deve ser reduzida ou suspensa, tomando-se medidas corretivas adequadas a critério do médico. O restabelecimento da terapia com etoposido deverá ser efetuado com cautela, considerando-se posterior necessidade da droga, além da vigilância para possível reincidência de toxicidade. Uso pediátrico: a segurança e a eficácia ainda não foram estabelecidas em crianças. Carcinogênese: devido ao seu mecanismo de ação, o Etoposido deve ser considerado um carcinogênico potencial. Mutagenicidade: Etoposido é mutagênico. Os pacientes recebendo Etoposido devem ser observados cuidadosamente com relação a possíveis reações anafilactóides ou hipotensivas. Equipamentos apropriados para a manutenção de uma ventilação adequada e outras medidas de suporte e agentes para o tratamento destas reações devem estar prontamente disponíveis sempre que a droga for administrada. Se durante a administração de Etoposido ocorrer hipotensão3, deve-se interromper a infusão e administrar fluidos IV ou, caso necessário, adotar outra terapia de suporte. Caso ocorrer reação anafilactóide durante a administração de Etoposido, a infusão deverá ser interrompida e terapia apropriada deve ser adotada, caso necessário (por exemplo: anti-histamínicos, adrenalina, oxigênio, corticosteróides) deve ser instituída. Pode ocorrer mielossupressão severa com infecção7 resultante ou hemorragia8 nos pacientes recebendo a droga. O tratamento da toxicidade hematológica severa pode consistir de terapia de suporte, antibióticos para complicações infecciosas e transfusão9 sangüínea. - Advertências: o Etoposido só deverá ser utilizado sob supervisão constante de médicos com experiência em quimioterapia1 antineoplásica. A toxicidade mais significante associada à terapia com Etoposido é a depressão da medula óssea dose limitante. Os pacientes que estão sendo tratados com Etoposido devem ser cuidadosa e freqüentemente observados durante e após a terapia devido à ocorrência de mielodepressão. A toxicidade mais significativa associada à terapia com Etoposido é a depressão da medula óssea dose limitante. Conseqüentemente deverá ser feito um monitoramento no início do tratamento e antes de cada dose subseqüente de Etoposido quanto à contagem de plaquetas10, hemoglobina11, leucócitos12, contagem e diferencial de leucócitos12. Se a contagem de plaquetas10 for menor que 50.000/mm3 ou a contagem absoluta de neutrófilos menor que 500/mm3 é aconselhável descontinuar a terapia até que a contagem sangüínea se restabeleça. A dose do etoposido deverá ser reduzida quando o fármaco for administrado em combinação com outros agentes antineoplásicos que apresentam um efeito mielodepressor. O médico deverá ser advertido para a ocorrência de um possível tratamento de uma infecção7 grave e/ou um episódio hemorrágico. Infecções bacterianas deverão ser controladas antes do início do tratamento com o Etoposido. Etoposido não deverá ser administrado por via subcutânea ou intramuscular. Deverá ser tomado um cuidado especial, ao administrar Etoposido injetável, para evitar o extravasamento. Etoposido é uma droga tóxica com um baixo índice terapêutico, portanto, não é provável que uma resposta terapêutica ocorra sem evidência de toxicidade. - Interações medicamentosas: contato prolongado com qualquer solução de pH alcalino deverá ser evitado, pois poderá causar a hidrólise do medicamento. Etoposido não deverá ser misturado com heparina, pois pode formar um precipitado e não se recomenda que seja misturado com outros medicamentos quando administrado em associação. Vacinas à base de vírus13 mortos: devido ao fato de que os mecanismos normais de defesa possam estar suprimidos com a terapêutica com etoposido, a resposta do anticorpo14 à vacina15 pode estar diminuída. O intervalo entre a interrupção dos medicamentos que causam imunossupressão e a recuperação da capacidade do paciente de responder à vacina15 dependem da intensidade, do tipo de medicamento imunossupressor16 usado, da doença subjacente e de outros fatores e estima-se que varia de 3 meses a 1 ano. Vacinas à base de vírus13 vivos: devido ao fato de que os mecanismos normais de defesa podem estar suprimidos pela terapêutica com Etoposido, seu uso concomitante com uma vacina15 à base de vírus13 vivos pode potencializar a replicação do vírus13 da vacina15, pode aumentar os efeitos adversos da vacina15 e/ou diminuir a resposta do anticorpo14 do paciente à vacina15. A imunização17 destes pacientes deve ser feita somente com cuidados extremos e depois de uma atenciosa revisão do estado hematológico do paciente e apenas com o conhecimento e consentimento do médico responsável pela terapêutica com Etoposido. O intervalo entre a interrupção dos medicamentos que causam imunossupressão e a recuperação da capacidade do paciente de responder à vacina15 depende da intensidade e do tipo de medicamento imunossupressor16 usado, da doença subjacente e de outros fatores e estima-se que varia de 3 meses a 1 ano. Os pacientes com leucemia18 em remissão não devem receber vacinas à base de vírus13 vivos num período de até 3 meses, no mínimo, depois de sua última quimioterapia1. Além disso, a imunização17 com a vacina15 oral contra o vírus13 da pólio deve ser adiada nas pessoas que mantém contato direto com o paciente, especialmente membros da família.  

Reações adversas - ETOPOSIDO

hematológicas: a mielodepressão grave é o principal efeito adverso, com a contagem de granulócitos mais baixa ocorrendo do 7º ao 14º dia, e a contagem mais baixa de plaquetas10 ocorrendo do 9º ao 16º dia após a administração da droga. A recuperação da medula óssea se completa normalmente por volta do 20º dia, e não há informes de toxicidade cumulativa. Leucopenia19 e leucopenia19 grave (menos de 1000 leucócitos12/mm3), trombocitopenia20 e trombocitopenia20 grave (menos de 50.000 plaquetas10/mm3). A ocorrência de leucopenia19 aguda com ou sem fase pré-leucêmica foi relatada em pacientes tratados com Etoposido em combinação com outros agentes antineoplásicos. Náusea21 e vômitos22 são as principais toxicidades gastrintestinais dos pacientes. Podem ser administrados antieméticos para aliviar estes sintomas23. Também ocorreu anorexia24 e estomatite25. Podem ocorrer mucosite5/esofagite26, de leve a severa, diarréia27, dor epigástrica e constipação28. Raramente disfagia29 e parotite. Reações alérgicas: podem ocorrer sintomas23 de hipersensibilidade, tais como, erupções cutâneas30. Reações do tipo anafiláticas, caracterizadas por arrepios, febre31, taquicardia32, broncoespasmo33, dispnéia34 e hipotensão3. Estas reações têm normalmente regredido logo após a suspensão de Etoposido e a administração subseqüente de agentes apropriados, como vasoconstritores, corticosteróides, anti-histamínicos ou expansores de volume. Foi observada uma reação aguda associada com broncospasmo. Hipertensão35 e rubor facial também foram relatados, sendo que a pressão volta ao normal após o término da aplicação. Alopecia36 reversível após o término do tratamento. Neuropatia37: periférica. Embora não tenha sido claramente estabelecido, têm-se sugerido que o risco e/ou a gravidade da neuropatia periférica38 pode ser aumentado quando Etoposido é administrado concomitantemente com outros agentes potencialmente neurotóxicos. Outras toxicidades: foi relatada uma hipotensão3 transitória após a administração intravenosa rápida. A hipotensão3 geralmente responde à interrupção da administração e ao subseqüente reinício lento da infusão. Os seguintes efeitos têm sido raramente informados: toxicidade do sistema nervoso39 central (sonolência e fadiga), hepatotoxicidade40, persistência de sabor, febre31, erupções, pigmentação, prurido41, urticária42, dor abdominal, constipação28, disfagia29, cegueira cortical temporária e dermatite43 semelhante à causada por radiações. Infecção7 localizada por herpes-zóster foi relatada em poucos pacientes com AIDS durante a terapêutica.  

Contra-Indicações - ETOPOSIDO

pacientes com conhecida hipersensibilidade ao etoposido ou a qualquer outro componente da fórmula. Etoposido não deve ser administrado a pacientes com mielodepressão grave induzida por tratamento quimioterápico anterior ou radioterapia44, exceto quando os benefícios justificarem os riscos. Etoposido não deverá ser administrado a pacientes com infecções não controladas. Gravidez45 e lactação46: Etoposido pode causar dano fetal administrado a mulheres grávidas. Se o Etoposido for utilizado durante a gravidez45 ou se a gravidez45 ocorrer durante o tratamento, a paciente deverá ser advertida do risco potencial sobre o feto. Mulheres em idade fértil deverão ser aconselhadas a evitar a gravidez45. Não se sabe se a droga é excretada no leite materno, no entanto, como muitas drogas são excretadas no leite e pelo potencial do Etoposido em provocar graves efeitos colaterais em lactentes47, deve-se optar por interromper a amamentação48 ou descontinuar a droga, levando-se em conta os benefícios da droga para a mãe.  

Indicações - ETOPOSIDO

controle de tumores testiculares refratários ou não e em tumores anaplásicos de pequenas células de pulmão49, em combinação com outros agentes quimioterápicos aprovados. Está indicado na doença de Hodgkin50, linfomas malignos (não Hodgkin), especialmente da variedade histiocítica e leucemia18 aguda não linfocítica.  

Apresentação - ETOPOSIDO

caixa com 20 cápsulas de 50 mg e caixa com 10 cápsulas de 100 mg. Injetável: caixa com 10 frascos-ampola de 5 ml cada.  


ETOPOSIDO - Laboratório

ASTA MEDICA ONCOLOGIA
Rua Santo Antônio, 184 - 19º And
São Paulo/SP - CEP: 01314-900
Tel: 55 (011) 233-6800
Fax: 55 (011) 606-4549
Site: http://www.astamedica.com.br/

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