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Atualizado em 2012

PROLEUKIN

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Composição - PROLEUKIN

cada frasco-ampola contém: interleucina-2recombinante 18 x 106 U.I.

Posologia e Administração - PROLEUKIN

pacientes com carcinoma1 de células renais metastático, a interleucina-2 recombinante (Proleukin) tem sido utilizada tanto por via endovenosa como por via subcutânea. A interleucina-2 recombinante Proleukin, em monoterapia ou associada com outras substâncias ativas, especialmente a interferona-alfa ou outras drogas quimioterápicas como, por exemplo, a 5-fluoruracila, tem apresentado resultados favoráveis no tratamento do carcinoma1 renal2 metastático. Diferentes protocolos para a terapêutica do carcinoma1 renal2 têm sido adotados por inúmeros investigadores. Dois desses protocolos são sugeridos abaixo, um em que Proleukin foi utilizado por via endovenosa (protocolo I) e o outro em que o medicamento foi utilizado por via subcutânea (protocolo II) e ambos apresentaram importantes taxas de respostas favoráveis, 30% e 49%, respectivamente. Protocolo I (R. Figlin - J. Clin. Onc. 10(3):414-421, 1992 - Uso endovenoso). Interleucina-2 recombinante: 6 milhões U.I./m2/dia, sob infusão endovenosa contínua, nos dias 1 a 4 de cada semana de tratamento. Interferona alfa: 6 milhões U.I./m2/dia, via subcutânea ou intramuscular, nos dias 1 a 4 de cada semana de tratamento. Quatro semanas de tratamento completam um ciclo de terapêutica. Deve-se observar um intervalo de duas semanas de descanso entre os ciclos. Os ciclos de tratamento devem prosseguir, exceto se houver progressão da doença ou presença de toxicidade, até um máximo de 6 (seis) ciclos. Protocolo II (J. Atzpodien. Eur J. Cancer3 29A (Suppl 5):S6-S8, 1993 - Uso subcutâneo). Interleucina-2 recombinante: 20 milhões U.I./m2, via subcutânea, três vezes por semana, nas semanas 1 e 4; 5 milhões U.I./m2, via subcutânea, três vezes por semana, nas semanas 2 e 3. Interferona alfa: 6 milhões U.I./m2, via subcutânea, uma vez por semana, nas semanas 1 e 4; três vezes por semana, nas semanas 2 e 3. Nove (9) milhões U.I./m2, via subcutânea, três vezes por semana, nas semanas 5 a 8. 5-fluoruracila: 750 mg/m2, por via endovenosa em bolus4 uma vez por semana, semanas 5 a 8. Esses ciclos de tratamento devem ser repetidos a cada 2 meses, exceto se houver progressão da doença. Os protocolos sugeridos acima devem ser analisados e somente empregados, após adequada avaliação do paciente. Protocolos diferentes podem ser utilizados em função do quadro clínico do paciente e/ou evolução da doença, a critério do médico assistente. - Nota: 1 mg de interleucina = 18 x 106 U.I. = 3 x 106 Unidades Cetus. Pacientes idosos: os pacientes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos colaterais da IL-2r, motivo pelo qual se recomenda cautela no tratamento destes pacientes. Crianças: ainda não foi estabelecida a segurança e eficácia da IL-2r em crianças. - Cuidados para administração: Proleukin deve ser reconstituído com 1,2 ml de água para injeção5. Injetar assepticamente a água para injeção5 no frasco-ampola. Homogeneizar levemente para evitar a formação de espuma. Não agitar. Quando reconstituído, conforme descrito cada ml contém 18 x 106 U.I. (1,1 mg) de Proleukin. A solução resultante deve ser um líquido transparente e incolor. Quando utilizada por via endovenosa, a dose total de interleucina-2 a ser administrada deve ser diluída, conforme seja necessário, até 500 ml de soro6 glicosado a 5% contendo 0,1% de albumina7 humana (até um máximo de 2% de albumina7 humana) e administrada sob infusão endovenosa contínua durante 24 horas. A albumina7 humana deve ser misturada ao soro6 glicosado, antes que se acrescente a interleucina-2. A albumina7 humana deve ser acrescentada para evitar a perda de bioatividade. Proleukin não contém preservantes. É essencial que a solução para a infusão seja preparada utilizando-se técnica asséptica. Antes e após a reconstituição e diluição de Proleukin, conservar o produto em refrigerador (2º - 8ºC). Não congelar. Administrar Proleukin em até 48 horas após a reconstituição. A solução deve alcançar a temperatura ambiente antes de ser administrada ao paciente. Proleukin não deve ser reconstituído ou diluído em água bacteriostática para injeção5 ou soro6 fisiológico 0,9%. Não misturar Proleukin com outros medicamentos. Medicamentos de uso parenteral devem ser inspecionados visualmente quanto a partículas ou coloração estranha, antes da administração. Superdosagem: os efeitos adversos seguintes ao uso de IL-2r são relacionados à dose. Administração de doses maiores às recomendadas tem sido associada com o surgimento mais rápido de reações tóxicas. As reações adversas geralmente revertem quando a droga é suspensa, particularmente devido à meia-vida sérica ser curta. Algum sintoma8 persistente deve ser tratado com medidas de suporte. Toxicidades com risco de vida têm sido atenuadas com administração endovenosa de dexametasona que pode resultar na perda do efeito terapêutico de Proleukin. - Observação: recomenda-se a leitura da bula do produto, antes da administração de dexametasona.

Precauções - PROLEUKIN

a interleucina deve ser utilizada sob supervisão médica especializada no uso de agentes quimioterápicos para o tratamento do câncer3. Há necessidade de ser realizada em ambiente hospitalar, em unidade especializada com as instalações de uma unidade de tratamento intensivo para controlar os parâmetros clínicos e laboratoriais do paciente. São necessários precaução extrema e controle cuidadoso nos pacientes portadores de enfermidade cardiovascular ou respiratória grave preexistentes, alterações do estado mental ou com comprometimento da função renal2 ou hepática. A administração de IL-2r provoca febre9 e efeitos colaterais gastrintestinais na maioria dos pacientes tratados nas doses recomendadas. Pode-se utilizar medicação antipirética e/ou antiulcerosa para tratar ou evitar parcialmente estes efeitos colaterais. A administração de IL-2r determina um aumento reversível das transminases hepáticas, das bilirrubinas, da uréia10 e da creatinina11. Os pacientes com disfunção renal2 ou hepática preexistentes devem ser observados atentamente. A administração de IL-2r pode alterar o metabolismo12 renal2 ou hepático ou a excreção de drogas administradas concomitantemente. Outras drogas que têm um potencial nefrotóxico ou hepatotóxico conhecidos devem ser utilizadas com precaução. Hipotensão arterial13 pode ocorrer prontamente e pode ser mais acentuada com a administração endovenosa em bolus4 do que sob infusão endovenosa. A hipotensão14 pode ocorrer de 2 a 12 horas após a administração de IL-2r. A maioria dos pacientes necessita de tratamento com agentes vasopressores, tais como, dopamina ou fluidos administrados por via endovenosa. A função pulmonar deve ser controlada atentamente nos pacientes que desenvolvam estertores ou aumento da velocidade respiratória ou que se queixam de dispnéia15. Os pacientes podem sofrer alterações do estado mental, incluindo irritabilidade, confusão ou depressão enquanto recebem IL-2r. Estas alterações são normalmente reversíveis quando se interrompe o tratamento com o fármaco. Ainda assim, as alterações do estado mental podem progredir durante vários dias antes que se inicie a recuperação. A IL-2r pode alterar a resposta do paciente a drogas psicotrópicas. A administração de IL-2r provoca extravasamento capilar na maioria dos pacientes o que poderia aumentar as efusões das serosas. Deve-se estudar a possibilidade de tratar as efusões, antes do início da terapêutica com IL-2r, principalmente quando estas estão localizadas em locais anatômicos, nos quais possam provocar uma alteração da função de um órgão importante (por exemplo, efusões pericárdicas). Análises laboratoriais: além das análises que são exigidas normalmente para controlar o paciente com carcinoma1 metastático de células renais, recomendam-se as seguintes análises de laboratório para todos os pacientes submetidos à terapêutica com IL-2r, antes do início do tratamento e depois, periodicamente: hemograma completo, incluindo plaquetometria, eletrólitos, função renal2 e hepática e radiografias do tórax16. Na avaliação dos pacientes, como complemento da história clínica e do exame físico, deve-se considerar a realização de ECG, provas da função pulmonar com gasometria arterial e avaliação objetiva para doença coronariana17, antes do início do tratamento. - Uso durante a gravidez18 e amamentação19: IL-2r não deve ser administrada a pacientes férteis de ambos os sexos que não utilizem algum tipo de método contraceptivo eficaz. Não foram realizados estudos de reprodução animal com IL-2r. Também não é conhecido se a IL-2r pode provocar lesões fetais quando administrada a mulheres grávidas ou se pode comprometer a capacidade reprodutiva. Não se dispõe de informação sobre a excreção da interleucina no leite humano nem sobre seus efeitos na amamentação19, assim a IL-2r não deve ser administrada a nutrizes20. - Advertência: devido aos graves efeitos que acompanham geralmente a terapêutica com IL-2r nas doses recomendadas, o produto somente deve ser administrado a pacientes bem informados, em ambiente hospitalar e sob supervisão de médico experiente em tratamento com agentes quimioterápicos de câncer3. A IL-2r pode provocar a síndrome21 de extravasamento capilar. Caso sejam administrados fluidos por via endovenosa, deve-se estar atento para os benefícios potenciais da expansão do volume intravascular contra os riscos de edema22 pulmonar, em conseqüência do extravasamento vascular23. Alguns pacientes poderão necessitar de intubação orotraqueal para tratar a insuficiência respiratória24 transitória. A administração de IL-2r deverá ser suspensa em pacientes que desenvolvam letargia ou sonolência; caso contrário, poderá provocar coma25. A IL-2r poderá piorar os sintomas26 da patologia em pacientes com metástase27 do SNC clinicamente não reconhecida ou não tratada. Todos os pacientes deverão ser submetidos a uma avaliação e tratamento adequado das metástases do SNC antes de iniciar a terapêutica com interleucina. A administração de IL-2r pode estar associada com um aumento da incidência28 e agravamento das infecções bacterianas, principalmente, com Staphylococcus aureus. As infecções bacterianas preexistentes deverão ser tratadas adequadamente, antes do início do tratamento com a IL-2r. A toxicidade associada com a administração do fármaco poderá ser agravada por uma infecção29 bacteriana concomitante. - Interações medicamentosas: a IL-2r pode afetar as funções do SNC. Portanto, podem ocorrer interações seguidas ao uso concomitante de psicofármacos (ex.: narcóticos, analgésicos30, antieméticos, sedativos, ansiolíticos). A administração concomitante de medicamentos com efeitos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, indometacina), mielotóxicos (ex.: quimioterapia31 citotóxica), cardiotóxicos (ex.: doxorrubicina) ou hepatotóxicos (ex.: metotrexato, asparaginase) com IL-2r pode aumentar a toxicidade nestes órgãos. A segurança e eficácia de Proleukin em combinação com quimioterápicos não foi estabelecida. Embora os glicocorticóides tenham apresentado atividade em reduzir os efeitos colaterais induzidos pela IL-2r incluindo febre9, insuficiência renal32, hiperbilirrubinemia, confusão e dispnéia15, a administração concomitante destes agentes com a IL-2r pode reduzir a eficácia antitumoral desta droga e, portanto, deve ser evitada esta associação. Os betabloqueadores e outros anti-hipertensivos podem potencializar a hipotensão14 observada, por vezes, com o uso da IL-2r.

Reações adversas - PROLEUKIN

a freqüência e severidade das reações adversas estão relacionadas à dose e esquema posológico empregados. A maioria das reações adversas são autolimitadas e são usualmente, mas não invariavelmente, reversíveis com 2 a 3 dias de descontinuação da terapêutica. Exemplos de reações adversas com seqüelas permanentes incluem: infarto do miocárdio33, perfuração/infarto34 intestinal e gangrena35. As reações adversas severas mais freqüentemente relatadas incluem hipotensão14, disfunção renal2 com oligúria36/anúria37, dispnéia15 ou congestão pulmonar, e alterações no estado mental (ex.: letargia, sonolência, confusão e agitação). Outras sérias reações tóxicas incluem isquemia38 do miocárdio, miocardite39, gangrena35, insuficiência respiratória24 necessitando de intubação, hemorragia40 gastrintestinal requerendo cirurgia, perfuração intestinal/íleo41, coma25, convulsões, septicemia42 e comprometimento renal2 requerendo diálise43. De acordo com a severidade das reações adversas as doses de Proleukin devem ser suspensas.

Contra-Indicações - PROLEUKIN

pacientes com conhecida hipersensibilidade à IL-2r ou a algum componente da formulação; e em pacientes com teste de estresse com o tálio ou função pulmonar alterados. Pacientes transplantados também devem ser excluídos. O reínicio do tratamento com IL-2r também está contra-indicado em pacientes que apresentaram os seguintes efeitos adversos no primeiro curso de terapêutica: taquicardia44 ventricular sustentada; distúrbios do ritmo cardíaco não controlados ou não responsivos à terapêutica; dor torácica recorrente com alterações no eletrocardiograma45 sugestivas de angina46 ou infarto do miocárdio33; intubação requerida por mais que 72 horas; tamponamento pericárdico; insuficiência renal32 requerendo métodos dialíticos; coma25 ou psicose47 tóxica presente por mais que 48 horas; convulsões repetidas ou de difícil controle; perfuração ou isquemia38 intestinal; hemorragia40 gastrintestinal requerendo cirurgia.

Indicações - PROLEUKIN

carcinoma1 renal2 metastático.

Apresentação - PROLEUKIN

pó liófilo injetável 1 mg. Cartucho com 1 frasco-ampola.


PROLEUKIN - Laboratório

ZODIAC
Rua Traipu, 755
São Paulo/SP - CEP: 01235-000
Tel: (11 )263-6166
Fax: (11 3)676-0524

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