SIFROL
Composição - SIFROL
cada comprimido de 0,25 mg e de 1,0 mg contêm,respectivamente: pramipexol (como dicloridrato monoidratado) 0,25 mg e 1,0 mg. Excipientes: manitol, amido de milho, dióxido de silício coloidal, povidona e estearato de magnésio.
Posologia e Administração - SIFROL
em todos os estudos clínicos, a posologia foi iniciada em um nível subterapêutico, para evitar eventos adversos intoleráveis e hipotensão1 ortostática. Sifrol deve ser ajustado gradualmente em todos os pacientes. A posologia deve ser aumentada para obtenção de um evento terapêutico máximo, considerando- se os principais eventos colaterais de discinesia, alucinações, sonolência e boca seca. Os comprimidos de Sifrol devem ser ingeridos com um pouco de água, junto com os alimentos ou independentemente das refeições. A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias. Administração em pacientes com função renal2 normal: tratamento inicial: a posologia deve ser aumentada gradualmente a partir de uma dose inicial de 0,375 mg/dia, subdividida em três doses diárias, e deve ser aumentada a cada 5 a 7 dias, sendo que o aumento não deve ocorrer num prazo menor do que 5 dias. Desde que o paciente não apresente reações adversas, a dose deve ser aumentada até que se atinja o máximo efeito terapêutico. Apresenta-se a seguir uma tabela com uma sugestão de esquema posológico crescente que foi usado em todos os estudos clínicos: esquema posológico crescente de Sifrol: semana 1: 0,125 mg, três vezes por dia; semana 2: 0,25 mg, três vezes por dia; semana 3: 0,5 mg, três vezes por dia; semana 4: 0,75 mg, três vezes por dia; semana 5: 1,0 mg, três vezes por dia; semana 6: 1,25 mg, três vezes por dia; semana 7: 1,5 mg, três vezes por dia. Tratamento de manutenção: Sifrol comprimidos foi eficaz e bem tolerado dentro de um intervalo posológico de 1,5 a 4,5 mg/dia, administrados em doses iguais divididas, três vezes por dia, com ou sem levodopa concomitante (aproximadamente 800 mg/dia). Em um estudo de dose fixa em pacientes com doença de Parkinson3 inicial, doses de 3 mg, 4,5 mg e 6 mg por dia de Sifrol não demonstraram nenhum benefício significativo além do obtido com uma dose diária de 1,5 mg/dia. Em pacientes sob tratamento concomitante com levodopa é recomendado que a dose seja reduzida, tanto durante a fase de aumento da dose diária, quanto na fase de manutenção com Sifrol. Isto pode ser necessário para evitar uma excessiva estimulação dopaminérgica. Pacientes com insuficiência renal4 normal a leve (creatinina5 Cl > 60 ml/min): dose inicial: 0,125 mg, três vezes por dia. Dose máxima: 1,5 mg, três vezes por dia. Insuficiência6 moderada (creatinina5 Cl = 35 a 59 ml/min): dose inicial: 0,125 mg, duas vezes por dia. Dose máxima: 1,5 mg, duas vezes por dia. Insuficiência6 grave (creatinina5 Cl = 15 a 34 ml/min): dose inicial: 0,125 mg, quatro vezes por dia. Dose máxima: 1,5 mg, quatro vezes por dia. Insuficiência6 muito grave (creatinina5 Cl < 15 ml/min e pacientes em hemodiálise7): o uso do Sifrol não foi estudado adequadamente nesse grupo de pacientes. Se a função renal2 declinar durante o tratamento com Sifrol, a dose da droga deve ser reduzida na mesma porcentagem do declínio da função renal2, ajustando-se a posologia conforme a tabela acima. Pacientes com disfunção hepática: a presença de alterações da função hepática não requer diminuição das doses diárias de Sifrol. Interrupção do tratamento: recomenda-se que o Sifrol seja suspenso diminuindo-se as doses durante um período de uma semana: em alguns estudos, entretanto, a suspensão abrupta não produziu intercorrências. - Superdosagem: sintomas8: as reações adversas esperadas de uma superdosagem do pramipexol são aquelas relacionadas com o perfil farmacodinâmico dos agonistas dopaminérgicos e incluem náuseas9, vômito10, hipercinesia, alucinações, agitação e hipotensão1. Porém, não se dispõe de experiência clínica com a superdosagem maciça. Tratamento: não se conhece nenhum antídoto11 para a superdosagem de um agonista da dopamina. Se houver sinais12 de estimulação do sistema nervoso13 central, pode ser indicada a administração de uma fenotiazina ou outro agente neuroléptico das butirofenonas: a eficácia dessas drogas na reversão dos eventos da superdosagem não foi avaliada. O tratamento da superdosagem pode requerer medidas de suporte geral, incluindo lavagem gástrica14, reposição intravenosa e monitorização eletrocardiográfica.
Precauções - SIFROL
hipotensão1 sintomática: os agonistas da dopamina, em estudos clínicos e na experiência clínica, parecem comprometer a regulação sistêmica da pressão arterial, com hipotensão1 ortostática resultante, especialmente durante o aumento da dose. Além disso, os pacientes com doença de Parkinson3 parecem ter um comprometimento da capacidade de resposta a uma provocação ortostática. Por essas razões, os pacientes com doença de Parkinson3 que estão sendo tratados com agonistas dopaminérgicos necessitam comumente de uma monitorização cuidadosa para detecção dos sinais12 e sintomas8 de hipotensão1 ortostática, especialmente durante o aumento posológico, e devem ser informados deste risco. Este resultado é claramente inesperado à luz da experiência prévia com os riscos do tratamento com agonistas da dopamina. Embora este achado possa refletir uma propriedade singular do pramipexol, ele também pode ser explicado pelas condições do estudo e pela natureza da população admitida nos estudos clínicos. As doses dos pacientes foram ajustadas muito cuidadosamente e foram excluídos os pacientes com doença cardiovascular ativa ou hipotensão1 ortostática significativa no período basal. Alucinações: em estudos em doença de Parkinson3 na fase inicial, foram observadas alucinações em pacientes tratados com Sifrol. A idade parece aumentar o risco de alucinações atribuíveis ao pramipexol. Não existem estudos específicos relativos à possibilidade de Sifrol afetar a habilidade de dirigir ou operar máquinas. Contudo, como Sifrol pode induzir alucinações ou sonolência, os pacientes devem evitar dirigir ou operar máquinas potencialmente perigosas até que conheçam sua sensibillidade ao medicamento. Renal2: como o pramipexol é eliminado através dos rins15, deve- se ter cautela na prescrição de Sifrol a pacientes com insuficiência renal4. Discinesia: Sifrol pode potencializar os efeitos colaterais dopaminérgicos da levodopa e pode causar ou exacerbar uma discinesia preexistente. A redução da dose de levodopa pode melhorar esse efeito colateral16. - Gravidez17 e lactação18: a experiência em humanos é limitada, aconselha-se evitar o uso do Sifrol durante a gestação. Não se sabe se esta droga é excretada no leite humano. Como muitas drogas são excretadas no leite humano, e em virtude do potencial de eventos adversos sérios em lactentes19 em conseqüência da administração do pramipexol, deve-se tomar uma decisão sobre a interrupção do aleitamento ou a suspensão da droga, levando-se em consideração a importância da droga para a mãe. - Interações medicamentosas: o pramipexol sofre baixa metabolização e sua ligação às proteínas20 plasmáticas se faz em pequenas proporções (< 20%). Portanto, é pouco provável que ocorra interação entre pramipexol e outras drogas que afetem a ligação às proteínas20 plasmáticas ou a eliminação por biotransformação. Carbidopa/levodopa: não influenciou a farmacocinética do pramipexol em voluntários normais (n = 10). O pramipexol não altera a magnitude da absorção ou da eliminação da carbidopa/levodopa, embora ela tenha causado um aumento na C\dn4 max da levodopa de aproximadamente 40% e uma redução na T\dn4 max de 2,5 h para 0,5 h. No tratamento concomitante com levodopa, ao se aumentar a dose de Sifrol, recomenda-se reduzir a de levodopa, ao passo que a dose de outros antiparkinsonianos deve ser mantida constante. Selegilina: em voluntários normais (n = 11), a selegilina não influenciou a farmacocinética do pramipexol. Amantadina: a análise farmacocinética da população sugere que é improvável que a amantadina altere a depuração do pramipexol (n = 54). Cimetidina: a cimetidina, assim como outros medicamentos que inibam a secreção tubular renal2 de bases orgânicas através do sistema de transporte catiônico, ou outras drogas que sejam eliminadas por secreção tubular renal2 ativa, podem interagir com Sifrol resultando numa redução da depuração de Sifrol, do outro medicamento ou de ambos. Estudos com a cimetidina demonstraram um aumento de 50% na AAC do pramipexol e um aumento de 40% na meia-vida (n = 12). No tratamento concomitante com esses tipos de medicamentos, deve-se estar atento aos sinais12 de superestimulação dopamínica, como discinesia, agitação ou alucinações. Nestes casos, a dose deverá ser reduzida. Probenecida: a probenecida, um conhecido inibidor da secreção tubular renal2 de ácidos orgânicos através do transporte aniônico, não influenciou notavelmente a farmacocinética do pramipexol (n = 12). Outras drogas eliminadas por secreção renal2: a análise farmacocinética da população sugere que a administração concomitante de drogas que são secretadas pelo sistema de transporte catiônico (por exemplo, cimetidina, ranitidina, diltiazem, triantereno, verapamil, quinidina e quinina) diminui a depuração do pramipexol em aproximadamente 20%, enquanto é provável que as drogas secretadas pelo sistema de transporte aniônico (por exemplo, cefalosporinas, penicilinas, indometacina, hidroclorotiazida e clorpropamida21) tenham efeito pequeno na depuração do pramipexol. Interações com CYP: não se espera que os inibidores das enzimas do citocromo P450 afetem a eliminação do pramipexol, porque o pramipexol não é metabolizado significativamente por essas enzimas in vivo ou in vitro. O pramipexol não inibe as enzimas CYP CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2E1 e CYP3A4. Foi observada uma inibição do CYP2D6 com uma K\dn4 I aparente de 30 mM, o que indica que o pramipexol não inibirá as enzimas de CYP nas concentrações plasmáticas observadas após a administração da dose clínica mais elevada recomendada (1,5 mg, três vezes por dia). Antagonistas da dopamina: como o pramipexol é um agonista da dopamina, é possível que os antagonistas da dopamina, como os neurolépticos (fenotiazinas, butirofenonas, tioxantenos) ou a metoclopramida, possam reduzir a eficácia do Sifrol. Anticolinérgicos: como os anticolinérgicos são eliminados por biotransformação, o potencial de interação com o pramipexol é limitado.
Reações adversas - SIFROL
doença de Parkinson3 na fase inicial: em pacientes com doença de Parkinson3 na fase inicial, os eventos adversos observados mais comumente numericamente mais freqüentes no grupo tratado com Sifrol comprimidos foram náuseas9, tontura22, sonolência, insônia, constipação23, astenia24 e alucinações. De um modo geral, os eventos adversos foram leves e moderados. Doença de Parkinson3 avançada: os eventos adversos observados mais comumente que foram numericamente mais freqüentes no grupo tratado concomitantemente com Sifrol e levodopa foram hipotensão1 postural (ortostática), discinesia, síndrome25 extrapiramidal, insônia, tontura22, alucinações, lesão acidental, anormalidades dos sonhos, confusão, constipação23, astenia24, sonolência, distonia, marcha alterada, hipertonia, boca seca, amnésia e aumento de freqüência urinária. Eventos adversos relacionados com idade, sexo e raça: nos eventos adversos emergentes durante o tratamento em pacientes tratados com Sifrol, a alucinação26 demonstrou estar relacionada com a idade. Não foram observadas diferenças relacionadas com o sexo. Apenas uma pequena porcentagem dos pacientes admitidos não eram caucasianos e, conseqüentemente, não foi possível uma avaliação dos eventos adversos relacionados com a raça. Corpo como um todo: abdômen aumentado, morte, febre27, tentativa de suicídio. Sistema cardiovascular28: doença vascular periférica29, infarto do miocárdio30, angina31 do peito, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca32, arritmia33, arritmia33 atrial, embolia34 pulmonar. Sistema digestivo35: sede. Sistema musculoesquelético: doença nas articulações, miastenia36. Sistema nervoso13: agitação, estimulação do sistema nervoso13 central, hipercinesia, psicose37, convulsões. Sistema respiratório38: pneumonia39. Sentidos especiais: catarata40, distúrbio ocular, glaucoma41. Sistema urogenital: disúria42, ejaculação anormal, câncer43 de próstata44, hematúria45, doença prostática. Uso pediátrico: a segurança e a eficácia de Sifrol em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Uso geriátrico: a depuração total do pramipexol foi aproximadamente 30% menor em indivíduos com mais de 65 anos do que em indivíduos mais jovens, em virtude de uma redução na depuração renal2 do pramipexol decorrente de uma diminuição da função renal2, relacionada com a idade. Isso resultou em um aumento na meia- vida de eliminação de aproximadamente 8,5 horas para 12 horas. Não houve diferenças aparentes na eficácia ou segurança entre pacientes mais velhos e pacientes mais jovens, exceto pelo fato de que o risco relativo de alucinação26 associado com o uso de Sifrol foi maior em idosos.
Contra-Indicações - SIFROL
Sifrol comprimidos está contra- indicado para os pacientes que demonstraram hipersensibilidade à droga ou aos excipientes da sua fórmula.
Indicações - SIFROL
tratamento dos sinais12 e sintomas8 da doença de Parkinson3 idiopática, podendo ser usado como monoterapia ou associado à levodopa. A eficácia de Sifrol foi demonstrada em estudos controlados e randomizados em pacientes com doença de Parkinson3 em fase inicial que não estavam recebendo tratamento concomitante com levodopa, assim como em pacientes com doença avançada na vigência do tratamento concomitante com levodopa.
Apresentação - SIFROL
embalagens com 30 comprimidos de 0,25 mg e 1,0 mg.
SIFROL - Laboratório
Boehringer Ingelheim
Av. Maria Coelho Aguiar,215-Bl. F - 3ºand
São Paulo/SP
- CEP: 05804-970
Tel: 55 (011) 3741-2181
Fax: 55 (011) 3741-1648
Site: http://www.boehringer-ingelheim.com/
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