VINRACINE
VINRACINE
Sulfato de Vincristina
Solução Injetável - i.v.
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO - VINRACINE
Vinracine 1mg/mL apresenta-se sob a forma de solução injetável, estéril, límpida, incolor ou amarelo-pálida. Cada mL da solução contém 1mg de Sulfato de Vincristina. Caixas contendo 1 frasco-ampola.COMPOSIÇÃO - VINRACINE
Cada mL da solução contém:
Sulfato de Vincristina ....................1,0mg
Manitol ....................100,0mg
Metilparahidroxibenzoato ....................1,3mg
Propilparahidroxibenzoato ....................0,2mg
Ácido Acético ....................q.s.
Acetato de Sódio ....................q.s.
Água para Injeções ....................q.s.p. 1mL
INFORMAÇÕES AO PACIENTE - VINRACINE
Vinracine deve ser conservado em sua embalagem original, sob temperatura entre 2 ºC e 8 ºC, protegido da luz.O prazo de validade de Vinracine é de 24 meses, a contar da sua data de fabricação, nas condições acima citadas (vide rótulo e cartucho)."NÃO USE O MEDICAMENTO SE O PRAZO DE VALIDADE ESTIVER VENCIDO"
Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após seu término. Informe seu médico se está amamentando.
Mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a evitar a gravidez1.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Vinracine só deve ser administrado por especialista em oncologia e a monitoração constante do paciente, quanto ao aparecimento de reações adversas, é indispensável.
Os pacientes e seus pais e/ou responsáveis devem ser advertidos da possibilidade da ocorrência de sintomas2 desfavoráveis e inesperados.
"TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS"
O uso concomitante de Vinracine com fenitoína, mitomicina C e outros agentes quimioterápicos ou alterações do pH deste medicamento podem intensificar as reações adversas.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
"NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE"
Vinracine é para uso exclusivamente intravenoso. Não administrar por via intratecal, subcutânea e intramuscular. A administração por via intratecal pode ocasionar morte.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS - VINRACINE
Modo de Ação:Apesar de o mecanismo de ação ainda não ter sido bem elucidado, acredita-se que o Sulfato de Vincristina e outros vinca alcalóides (extraídos da planta Vinca rosea) exercem seus efeitos citotóxicos como inibidores mitóticos, atuando por complexação com a tubulina, uma subunidade protéica dos microtúbulos que formam o fuso mitótico. A formação do complexo Sulfato de Vincristina-Tubulina previne a polimerização da subunidade de tubulina, dentro dos microtúbulos, e induz a despolimerização dos microtúbulos resultando, assim, na interferência da montagem destes e interrompendo a divisão celular, na metáfase.
Em altas concentrações, a droga também exerce efeitos complexos sobre os ácidos nucléicos e na síntese de proteínas3.
Acredita-se, também, que o Sulfato de Vincristina possa exercer alguma atividade imunossupressora.
Farmacocinética - VINRACINE
Sulfato de Vincristina é absorvido no trato gastrintestinal, de maneira imprevisível. Após injeção4 intravenosa rápida de 2mg, em pacientes com funções renal5 e hepática normais, o pico da concentração sorológica da droga, aproximadamente de 0,19 a 0,89mM, ocorre imediatamente, e a droga é rapidamente retirada do soro6. A área sob a Curva de Concentração Sorológica de Sulfato de Vincristina versus Tempo apresentou-se sendo maior, após a infusão intravenosa contínua, quando comparada com a injeção4 intravenosa rápida da droga, após administrações de doses comparáveis.A distribuição do Sulfato de Vincristina e seus metabólitos (e/ou produtos de decomposição), nos fluidos e tecidos corpóreos humanos, não foi totalmente caracterizada, mas a droga é rapidamente distribuída, dentro de 15 a 30 minutos, e parece ser largamente distribuída (cerca de 90) nos tecidos, ligada firmemente, porém de maneira reversível. A ligação com proteínas3 é alta (75).O pico da concentração biliar ocorre dentro de 2 a 4 horas. Vinracine sofre biotransformação hepática, apesar de não ter sido claramente determinada, devido à droga também, aparentemente, sofrer decomposição in vivo.
Não atravessa significativamente a barreira hemato-encefálica e, geralmente, não aparece no líquido cerebrospinal, em concentrações citotóxicas. Não se sabe se o Sulfato de Vincristina e seus metabólitos são distribuídos no leite.
Após a injeção4 intravenosa de Sulfato de Vincristina, as concentrações sorológicas da droga parecem declinar de maneira trifásica.
A meia-vida de eliminação trifásica inclue: a fase alfa, de 5 minutos; a fase beta, de 2 horas e 18 minutos, e a fase gama, de 85 horas. Entretanto, a taxa da meia-vida terminal, em humanos, é de 19 a 155 horas.
Sulfato de Vincristina e seus metabólitos (e/ou produtos de decomposição) são excretados, principalmente, nas fezes (cerca de 80 da dose administrada) e na urina7 (cerca de 10 a 20), sendo que, cerca de 50, sob a forma de metabólitos. Calcula-se que esta eliminação ocorra entre 24 horas (urina7) e 72 horas (fezes), após a administração da droga.
Apesar de os efeitos de insuficiência hepática8 na eliminação do Sulfato de Vincristina e seus metabólitos (e/ou produtos de decomposição) não terem sido avaliados, acredita-se que, em pacientes com função hepática diminuída, possam ocorrer falhas na eliminação da droga.
INDICAÇÕES - VINRACINE
Vinracine é indicado para o tratamento da leucemia9 aguda.Vinracine também tem se mostrado útil, em combinação com outros agentes antineoplásicos, no tratamento da doença de Hodgkin10, linfomas malignos (não-provenientes da doença de Hodgkin10), sarcoma11 linfático, granuloma12 de célula13 reticular, rabdomiossarcoma, neuroblastoma e tumor14 de Wilm.
CONTRA-INDICAÇÕES - VINRACINE
Vinracine é contra-indicado a pacientes portadores da forma desmielinizante da Síndrome15 de Charcot-Marie-Tooth, a pacientes com hipersensibilidade moderada à droga ou a qualquer outro componente da fórmula.Vinracine deve ser administrado com cautela nos seguintes casos:* Pacientes com deficiência hepática;
* Pacientes com disfunção renal5;
* Pacientes com supressão da medula óssea;
* Pacientes com infecção16 secundária;
* Pacientes com histórico de doença neuromuscular;
* Pacientes com varicela17 (ocorrência de problema sistêmico fatal).
Vinracine não deve ser administrado por via intratecal, o que poderia ocasionar a morte do paciente.
Tratamento após a administração intratecal de Vinracine: O tratamento inclui a remoção imediata do líquido espinal e lavagem com solução Ringer Lactato, na tentativa de evitar a paralisia18 ascendente e morte, em quase todos os casos. Em um caso particular relatado, a paralisia18 progressiva, em um adulto, foi detida pelo seguinte tratamento, iniciado imediatamente após a injeção4 intratecal:
Remoção, por punção lombar da maior quantidade de líquido espinal possível, dentro dos limites de segurança.
O espaço subaracnóideo foi lavado com solução Ringer Lactato, infundida continuamente, através de um cateter em um ventrículo cerebral lateral, na taxa de 150mL/h. O líquido foi removido através de punção lombar.
Assim que houve disponibilidade de plasma19 fresco congelado, 25mL deste plasma19, diluídos em 1 litro de solução de Ringer Lactato, foram infundidos, através do cateter ventricular cerebral, na proporção de 75mL/h, com remoção através de punção lombar. A taxa de infusão foi ajustada para manter um nível de proteína de 150mg/dL, no líquido espinal.
Administração intravenosa de 10g de ácido glutâmico, durante 24 horas, seguida por 500mg, 3 vezes ao dia, por via oral, durante um mês ou até que a disfunção neurológica ter sido estabilizada. (O papel do ácido glutâmico neste tratamento não foi determinado e pode não ser essencial).
Não é aconselhável a administração de Vinracine por via subcutânea e via intramuscular.
PRECAUÇÕES GERAIS - VINRACINE
Antes do uso de Vinracine, os pacientes e seus pais e/ou responsáveis devem ser advertidos da possibilidade da ocorrência de sintomas2 desfavoráveis e inesperados.Vinracine só deve ser administrado sob a supervisão de um serviço especializado em oncologia, que possua instalações adequadas para uma monitoração regular dos efeitos clínicos, bioquímicos e hematológicos, durante e após sua administração.
Administrar Vinracine apenas por via intravenosa. Não administrar por via subcutânea, intramuscular e intratecal. A administração por esta última via pode ocasionar morte.
A nefropatia20 aguda de ácido úrico, a qual pode vir alterar a administração de agentes oncológicos, também foi relatada para o Vinracine. Na presença de leucopenia21 ou de infecção16 secundária, a administração da segunda dose de Vinracine requer cuidadosa consideração.
Se for diagnosticada leucemia9 do SNC, agentes adicionais podem ser requisitados, já que Vinracine não parece atravessar a barreira hemato-encefálica, em quantidades suficientes.
Atenção especial deve ser dedicada à dosagem e às reações adversas neurológicas, se Vinracine for administrado a pacientes com doença neuromuscular preexistente, e quando outras drogas com potencial neurotóxico também forem usadas.
Cuidados especiais e monitoração constantes dos pacientes e das reações adversas, durante a terapia com Vinracine, são indispensáveis. Em muitos casos, deve-se fazer a adequação de dose e Vinracine não deve ser readministrado.
Cuidados devem ser tomados para se evitar a contaminação ocular com concentrações de Vinracine usadas clinicamente. Em caso de contaminação acidental, uma irritação grave pode ocorrer se a droga entrar em contato com os olhos sob pressão (ex.: o esfregar dos olhos com as mãos22 pode ocasionar ulceração da córnea). Os olhos devem ser lavados imediatamente e abundantemente.
Vinracine deve ser administrado cautelosamente. Devido à infecção16, ocorreram, ocasionalmente, manifestação de exacerbação e tendência à hemorragia23.
É extremamente importante que a agulha intravenosa (ou cateter) seja adequadamente posicionada antes que Vinracine seja administrado. O extravazamento de Vinracine no tecido24 circundante, durante a administração intravenosa, pode causar uma irritação considerável. Se ocorrer extravasamento, a injeção4 deve ser imediatamente interrompida, e qualquer quantidade remanescente da dose deve ser introduzida em outra veia. A injeção4 local de hialuronidase e a aplicação de calor moderado, na área afetada, ajudarão a dispersar a droga e poderão minimizar o desconforto e a possibilidade do surgimento de inflamação25.
Quando a solução e o recipiente permitirem, os produtos de administração parenteral devem ser inspecionados, visualmente, antes da administração, para verificar a presença de partículas em suspensão ou descoloração da solução. Neste caso, o produto não deve ser usado.
Nem em testes laboratoriais in vivo nem em in vitro foi demonstrado, conclusivamente, a mutagenicidade deste produto. A fertilidade, seguida ao tratamento apenas com Vinracine em doenças malignas, não foi estudada em humanos. Relatórios clínicos, para homens e mulheres, que receberam regime múltiplo para quimioterapia26, que incluiu Vinracine, indicam que podem ocorrer azoospermia27 e amenorréia28, em pacientes pós-puberais. Em alguns, mas não em todos os pacientes, ocorreu recuperação, muitos meses após o término da quimioterapia26. Quando o mesmo tratamento é administrado a pacientes pré-puberais, a ocorrência de azoospermia27 e amenorréia28 permanentes são muito menos prováveis.
Os pacientes que receberam quimioterapia26 com Vinracine em combinação com drogas antineoplásicas, conhecidas como carcinogênicas, desenvolveram malignidades secundárias. A contribuição de Vinracine neste desenvolvimento não foi ainda determinada.
Não foi encontrada nenhuma evidência de carcinogenicidade, após administração intraperitoneal de Vinracine, em ratos e camundongos, embora este estudo tenha sido limitado.
Uso na gravidez1 e lactação29:
Estudos realizados em animais, fêmeas prenhes de camundongos, hamsters e macacos, que receberam doses de Vinracine, resultaram em reabsorção de 23 a 85 dos fetos e malformações fetais grosseiramente evidentes. Não foram realizados estudos adequados e bem controlados com mulheres grávidas.
Vinracine pode causar dano fetal quando for administrado à gestantes.
Se Vinracine for usado durante a gravidez1 ou se a paciente ficar grávida enquanto estiver recebendo este medicamento, ela deve ser advertida do perigo em potencial para o feto.
Mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a evitar a gravidez1.
Não se sabe se Vinracine é excretado no leite materno. Devido ao fato de muitas drogas serem excretadas no leite materno e ao potencial das reações adversas graves causadas pelo Vinracine a lactentes30, deve-se interromper a amamentação31 ou o uso da droga, levando em consideração a importância da droga para a mãe.
Uso em crianças:
Vinracine deve ser administrado em crianças seguindo, rigorosamente, a posologia indicada e com muita cautela devido, principalmente, à gravidade das reações adversas que possam ocorrer.
Uso em idosos:
Deve-se ter também muita cautela na administração de Vinracine e a monitoração constante é necessária para este grupo de pacientes, principalmente, quanto às reações adversas que possam ocorrer.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - VINRACINE
A repetição da administração, oral ou intravenosa, simultânea de fenitoína e de combinações de quimioterapia26 antineoplásica que incluem Vinracine reduz os níveis sangüíneos do anticonvulsivo e aumenta a freqüência das convulsões. O ajuste de dose deve ser baseado na monitoração seqüencial do nível sangüíneo. A contribuição de Vinracine para esta interação não é certa. A interação pode resultar da absorção reduzida da fenitoína e de um aumento no índice do seu metabolismo32 e da sua eliminação.Vinracine nunca deve ser misturado à quaisquer outras drogas e não deve ser diluído em soluções que elevem ou diminuam o pH, fora da faixa de 3,5 a 5,5. Deve ser misturado somente com solução salina ou glicosada em água. Após a diluição, Vinracine deve ser administrado dentro de um período de poucas horas.As combinações de quimioterápicos, as quais incluíam a administração (dose única) de Vinracine ou qualquer outro vinca alcalóide, registraram infarto33 de miocárdio e infarto33 cerebral.
O uso em combinação com a mitomicina C pode ocasionar efeitos respiratórios indesejáveis (respiração curta e broncospasmo) e estes podem requerer tratamento agressivo, particularmente, quando preexistir disfunção pulmonar.
Vinracine pode interagir com vacinas de vírus34 vivos porque, estando suprimidos os mecanismos de defesa normal, pode ocorrer potencialização da replicação do vírus34 da vacina35 e diminuição na formação de anticorpos36.
Efeitos em testes clínicos:
Como a toxicidade clínica, que implica na limitação da dose, é manifestada como neurotoxicidade, a avaliação clínica (histórico clínico, exame físico, etc) é necessária para detectar a necessidade de adequação da dose.
Após a administração de Vinracine, alguns indivíduos podem apresentar queda na contagem dos glóbulos brancos ou na contagem de plaquetas37, particularmente, quando a terapia anterior (ou a própria doença) reduziu a função da medula óssea. Por isso, antes da administração de cada dose, deve ser realizada uma contagem sangüínea completa.
A elevação aguda de ácido úrico no soro6 pode também ocorrer durante indução da remissão em leucemia9 aguda; por isso, esses níveis devem ser freqüentemente determinados, durante as 3 ou 4 primeiras semanas de tratamento, ou medidas adequadas devem ser tomadas para evitar a nefropatia20 de ácido úrico.
O laboratório que realizar estes testes deverá ser consultado para sua variação dos valores normais.
REAÇÕES ADVERSAS - VINRACINE
As reações adversas, seguidas ao uso de Vinracine, estão relacionadas à dose. Em geral, estas reações são reversíveis. Quando a dose é reduzida, estas reações podem diminuir ou desaparecer. A gravidade dessas reações parece aumentar quando a quantidade calculada da droga é administrada em doses divididas.As reações adversas mais graves são de origem neuromuscular. Quando são empregadas doses isoladas e semanais da droga, as reações adversas são leucopenia21, dor neurítica e constipação38, mas, em geral, são de curta duração (isto é, menos de 7 dias). Com a redução da dose, estas reações tendem diminuir ou desaparecer.
Outras reações adversas, tais como alopecia39 (a mais comum delas), perda sensorial, parestesia40, dificuldade para andar ou andar cambaleante, perda dos reflexos profundos do tendão e fraqueza muscular podem persistir, pelo menos, enquanto perdurar a terapia. A disfunção sensório-motora generalizada pode se tornar, progressivamente, mais severa com a extensão do tratamento.
Em geral, a maior parte desses sintomas2 desaparece em torno da 6ª semana, após a interrupção do tratamento. Em alguns pacientes, algumas dificuldades neuromusculares podem persistir por períodos prolongados. Os cabelos voltam a crescer durante a terapia de manutenção.
*Efeitos hematológicos: Vinracine não parece ter nenhum efeito constante ou importante sobre plaquetas37 ou células vermelhas do sangue41.
Depressão séria da medula óssea não é, em geral, um episódio importante para limitação da dose. Entretanto, foram relatadas anemia42, leucopenia21 e trombocitopenia43. Se a trombocitopenia43 já existir, antes da terapia com Vinracine começar, pode aumentar antes do aparecimento de redução da medula.
*Efeitos endócrinos: raras ocorrências de síndrome15 atribuída à secreção de hormônio44 antidiurético inadequada, foram observadas em pacientes tratados com Vinracine.
Esta síndrome15 é caracterizada por alta excreção urinária de sódio, na presença de hiponatremia. Doença renal5 ou adrenal, hipotensão45, desidratação46, azotemia e edema47 clínico estão ausentes. Com a restrição hídrica, ocorre melhora na hipotermia48 e na perda de sódio renal5.
*Efeitos gastrintestinais: ocorrem constipação38, cólicas49 abdominais, náuseas50, vômitos51, ulceração oral, diarréia52, íleo53 paralítico, necrose54 intestinal e/ou perfuração, e anorexia55.
A constipação38 pode assumir a forma de impactação no cólon56 superior e, no exame físico, o reto57 pode estar vazio e confundir o médico. Para constatar esta condição é conveniente que um raio X simples de abdômen seja feito. Todos os casos responderam a enemas e a laxativos. É recomendado, a todos os pacientes que recebem Vinracine, um regime profilático de rotina contra constipação38.
Pode ocorrer íleo53 paralítico (muito parecido com o "abdômen cirúrgico"), particularmente, em crianças pequenas. O íleo53 paralítico se reverterá com a interrupção temporária do Vinracine e com terapia sintomática.
*Efeitos cardiovasculares: ocorreram hipertensão58 e hipotensão45. As combinações quimioterápicas que incluíram Vinracine, quando administradas a pacientes, anteriormente tratados com radiação mediastinal, foram associadas à doença de artéria59 coronária e ao infarto do miocárdio60, porém de causas ainda não estabelecidas.
*Efeitos respiratórios: foram relatados insuficiência respiratória61 e broncospasmo grave, após a administração de vinca alcalóides. Estas reações foram encontradas, mais freqüentemente, quando o vinca alcalóide foi usado em combinação com a mitomicina C, e podem requerer tratamento agressivo, particularmente, quando há disfunção pulmonar preexistente. Dispnéia62 progressiva requer terapia crônica sendo que Vinracine não deve ser readministrado.
*Efeitos geniturinários: ocorrem poliúria63, disúria64 e retenção urinária65 devido à atonia vesical. O tratamento com outras drogas conhecidas por causarem retenção urinária65 (particularmente, no idoso) deve, se possível, ser interrompido nos primeiros dias, após a administração de Vinracine.
*Efeitos neurológicos: freqüentemente, há uma seqüência para o desenvolvimento de efeitos colaterais neuromusculares. Inicialmente, podem ser encontrados apenas deficiência sensorial e parestesia40. Com a continuação do tratamento, podem ocorrer dor neurítica e, posteriormente, dificuldades motoras. Não houve relato sobre agentes que possam reverter as manifestações neuromusculares que acompanham a terapia com Vinracine. Com a administração contínua, foram relatadas as reações adversas de perda dos reflexos profundos do tendão, pé flácido, ataxia66 e paralisia18. Na ausência de deficiência motora em outros locais, podem ocorrer manifestações de nervos motores cranianos. Os músculos extra-oculares e laríngeos são os mais comumente envolvidos.
Foram relatadas dores no maxilar, na faringe67, nos ossos, na glândula68 parótida, nas costas, nos membros e mialgia69, e as dores nestas áreas podem ser sérias.
Alguns pacientes que receberam Vinracine apresentaram convulsões, freqüentemente, acompanhadas de hipertensão58. Vários episódios de convulsões, seguidos por coma70, foram relatados em crianças.
*Efeitos cutâneos: foram relatados casos de alopecia39, hiperidrose e esfoliação dermática. O extravasamento no tecido24 adjacente, durante a administração intravenosa do Vinracine, pode causar necrose54 e "per vaginam" no local da injeção4.
*Efeitos oculares: foram relatadas a cegueira cortical transitória e atrofia71 ótica acompanhada de cegueira.
*Efeitos de hipersensibilidade: em pacientes, que receberam Vinracine como parte de regimes quimioterápicos com múltiplas drogas, foram relatados casos raros de reações alérgicas, tais como anafilaxia72, erupções cutâneas73 e edemas, os quais estão, temporariamente, relacionados à terapia com Vinracine.
*Outros: ocorrem febre74, dor de cabeça, dislogia e redução de peso.
POSOLOGIA - VINRACINE
Deve-se tomar extremo cuidado ao se calcular e administrar a dose de Vinracine, pois a superdosagem pode ter conseqüências muito sérias ou fatais. A neurotoxicidade pode estar relacionada à dose.Adultos:A dose usual recomendada para adultos é de 1,4mg/m2.
Alguns médicos recomendam que a dose não exceda 2mg.
Crianças:
A dose pediátrica usual recomendada é de 2mg/m2.
Para crianças pesando 10Kg ou menos, possuindo área de superfície corpórea menor do que 1m2, recomenda-se que a terapia seja iniciada com dose de 0,05mg/Kg, uma vez por semana.
Uma redução de 50 (ex.: 0,5 a 1mg/m2) na dose de Vinracine é recomendada para pacientes com uma concentração sorológica de bilirrubina75 direta, excedendo 3mg/dL, ou outra evidência importante de insuficiência hepática8.
Subseqüentes doses podem ser determinadas pelas respostas clínica, hematológica e tolerância do paciente na obtenção de resultados terapêuticos ótimos, com o mínimo de reações adversas.
Vinracine é, geralmente, administrado em intervalos semanais.
Pequenas doses diárias não são recomendadas, por produzirem toxicidade grave com nenhum benefício terapêutico adicional.
ADMINISTRAÇÃO - VINRACINE
Vinracine só deve ser administrado sob a supervisão de um serviço especializado em oncologia, que possua instalações adequadas para uma monitoração regular dos efeitos clínicos, bioquímicos e hematológicos, durante e após sua administração.Utilizar proteção para as mãos22 para abrir os frascos-ampolas.
Devem ser observados os cuidados de assepsia durante toda a manipulação do medicamento até o término da injeção4.
É extremamente importante que a agulha intravenosa (ou cateter) seja adequadamente posicionada antes que Vinracine seja administrado. O extravazamento de Vinracine no tecido24 circundante, durante a administração intravenosa, pode causar uma irritação considerável. Se ocorrer extravasamento, a injeção4 deve ser imediatamente interrompida, e qualquer quantidade remanescente da dose deve ser introduzida em outra veia. A injeção4 local de hialuronidase e a aplicação de calor moderado, na área afetada, ajudarão a dispersar a droga e poderão minimizar o desconforto e a possibilidade do surgimento de inflamação25.
Cuidados devem ser tomados para se evitar a contaminação ocular com concentrações de Vinracine usadas clinicamente. Em caso de contaminação acidental, uma irritação grave pode ocorrer se a droga entrar em contato com os olhos sob pressão (ex.: o esfregar dos olhos com as mãos22 pode ocasionar ulceração da córnea). Os olhos devem ser lavados imediatamente e abundantemente.
Caso a solução de Vinracine apresente partículas em suspensão ou descoloração da solução, o produto não deve ser usado. Qualquer porção não utilizada da solução de Vinracine deve ser descartada.
Vinracine é para uso exclusivamente intravenoso. Não administrar por via intratecal, subcutânea e intramuscular. A administração por via intratecal pode ocasionar morte.
SUPERDOSAGEM - VINRACINE
Os efeitos colaterais, subseqüentes ao uso de Vinracine, estão relacionados à dose. Deve-se tomar extremo cuidado ao calcular e administrar a dose de Vinracine, pois a superdosagem pode ter um resultado muito sério ou fatal.Não exceder 2mg do total da dose única.
Em crianças, com menos de 13 anos de idade, ocorreu morte, após a administração de doses de Vinracine 10 vezes maiores do que àquelas recomendadas para a terapia. Sintomas2 graves podem ocorrer, neste grupo de pacientes, após dosagens de 3 ou 4mg/m2.
Pode-se esperar também que adultos experimentem sintomas2 graves, após doses únicas de 3mg/m2 ou mais. Concluiu-se portanto que, após administração de doses mais elevadas do que àquelas recomendadas, pode-se esperar que os pacientes experimentem, com certeza, efeitos colaterais exagerados.
O cuidado de apoio deve incluir:
*Prevenção de efeitos colaterais, resultantes da síndrome15 de secreção inapropriada de hormônio44 antidiurético. O tratamento preventivo inclui restrição da ingestão de líquidos e a administração de um diurético76, que afete a função da alça de Henle e do túbulo distal. O aumento da excreção fecal de Vinracine, administrado por via parenteral, foi demonstrado em cães, previamente tratados com colestiramina;
*Administração de anticonvulsivos;
*Uso de enemas ou purgativos77, para evitar o íleo53 paralítico (em alguns casos, pode ser necessária a descompressão do trato gastrintestinal);
*Monitoração do sistema cardiovascular78;
*Determinação de contagens sangüíneas diárias, para orientação nas exigências de transfusão79.
Relatos de casos isolados sugerem que o ácido fólico, por possuir efeito protetor, pode ser útil no tratamento de seres humanos que receberam uma superdosagem de Vinracine.
Sugere-se que 15mg de ácido fólico sejam administrados intravenosamente, a cada 3 horas, durante 24 horas, e depois, a cada 6 horas, pelo menos durante 48 horas. Teoricamente, tendo como base dados farmacocinéticos, pode-se esperar que os níveis teciduais de Vinracine permaneçam significativamente elevados, durante pelo menos 72 horas. O tratamento com ácido fólico não elimina a necessidade das medidas de apoio acima mencionadas.
Como apenas quantidades muito pequenas da droga aparecem no plasma19, não é provável que a hemodiálise80 possa ajudar em casos de superdosagem. Um aumento da gravidade dos efeitos colaterais pode ser experimentado por pacientes com doença hepática grave o suficiente para reduzir a excreção biliar.
Não há dados clínicos publicados sobre as conseqüências da ingestão oral de Vinracine. Se a ingestão oral ocorrer, o estômago81 deverá ser esvaziado. O esvaziamento deve ser seguido pela administração oral de carvão ativado e de um purgativo82.
USO RESTRITO A HOSPITAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
VINRACINE - Laboratório
MEIZLER
Alameda Juruá, 149 - Alphaville
Barueri/SP
- CEP: 06455-010
Tel: 11-4195-6613
Fax: 11-4195-6621
Email: diretoria@meizler.com.br
Site: http://www.meizler.com.br/
Ver outros medicamentos do laboratório "MEIZLER"