METREXATO
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APRESENTAÇÃO - METREXATO
Comprimido. Cartucho contendo 5 blisters com 5 comprimidos de 2,5 mg.USO ADULTO E OU PEDIÁTRICO - METREXATO
Cada comprimido do produto contém:Metotrexato (como sal sódico) 2,5 mg
Excipientes q.s.p. 1 comprimido
Componentes não ativos: lactose, amido de milho, celulose microcristalina, estearato de magnésio.
O metotrexato atua interferindo na replicação celular de células malignas, e também em processos de artrite reumatóide1 e psoríase2.
O produto deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da umidade e da luz.
Prazo de validade : 24 meses. ATENÇÃO: Não utilize o produto após vencido o prazo de validade, sob o risco de não produzir os efeitos desejados.
Os pacientes devem ser informados sobre os sinais3 e sintomas4 precoces de toxicidade e da necessidade de procurar um médico imediatamente caso eles ocorram, além da necessidade de acompanhamento profissional de perto, incluindo exames laboratoriais periódicos. Tanto o médico quanto o farmacêutico devem enfatizar ao paciente que a dose recomendada é administrada semanalmente em artrite reumatóide1 e psoríase2 e que o uso diário equivocado da dose recomendada pode levar à toxicidade fatal. Os pacientes devem ser informados do benefício em potencial e dos riscos do uso do metotrexato. O risco de efeitos na reprodução deve ser discutido com os pacientes (homens e mulheres) que estejam fazendo uso de metotrexato.
Informar seu médico a ocorrência de gravidez5 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, as mais freqüentes são: estomatite6 ulcerativa, leucopenia7, náusea8 e desconforto abdominal. Outros efeitos adversos freqüentemente relatados são mal-estar, calafrios e febre9, vertigem10 e diminuição da resistência a infecção11. Qualquer outro tipo de reação deve ser informada ao médico assistente.
O produto deve ser usado com cautela em associação com outros medicamentos.
O produto é contra-indicado em pacientes hipersensíveis ao metotrexato ou a qualquer outro componente da formulação.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
O produto não deve ser utilizado durante a gravidez5 e lactação12.
O produto deve ser utilizado com cautela em pacientes geriátricos.
INFORMAÇÃO TÉCNICA - METREXATO
O metotrexato (anteriormente denominado de Ametoptepirin) é um antimetabólito utilizado no tratamento de certas doenças neoplásicas, psoríase2 severa, e artrite reumatóide1 adulta.
O metotrexato inibe a enzima13 redutora do ácido diidrofólico. Diidrofolatos devem ser reduzidos a tetraiidrofolatos por esta enzima13, antes podendo ser utilizados como carreadores de grupos carbônicos na síntese dos nucleotídeos de purina e timidilatos. Deste modo, o metotrexato interfere com a síntese de DNA, replicação celular e restauração celular. A proliferação ativa dos tecidos, como as células malignas, médula óssea, células fetais, mucosa14 bucal e intestinal, e células da bexiga15 são geralmente mais sensíveis ao efeito do metotrexato. Quando a proliferação celular nos tecidos malignos é maior do que na maioria dos tecidos normais, o metotrexato pode prejudicar o crescimento dessas células malignas sem ocasionar danos aos tecidos normais.
O mecanismo de ação na artrite reumatóide1 é desconhecido; podendo afetar a função imune. Embora haja evidência que o metotrexato melhore os sintomas4 da inflamação16, não há nenhuma evidência que induza a remissão da artrite reumatóide1. A maioria dos estudos em pacientes com artrite reumatóide1 são relativamente curtos (3 a 6 meses). Dados limitados de estudos a longo prazo indicam que uma melhora inicial clínica é mantida por pelo menos dois anos com terapia contínua.
Na psoríase2, a taxa de produção de células epiteliais na pele é mais aumentada do que na pele normal. Esta diferença na taxa de proliferação é a base para o uso do metotrexato para controlar o processo da psoríase2.
O metotrexato em altas doses, seguido de leucovorina, é utilizado como parte do tratamento de pacientes com osteossarcoma. O fundamento lógico original para altas doses na terapia com metotrexato foi baseada no conceito de recuperação seletiva de leucovorina nos tecidos normais. Evidências mais recentes sugerem que altas doses de metotrexato podem superar a resistência do metotrexato causada pela ação prejudicada do transporte ativo, diminuição da afinidade do ácido diidrofólico redutase para o metotrexato, níveis aumentados do ácido diidrofólico redutase resultante da amplificação dos genes, ou diminuição da poliglutamação do metotrexato. O atual mecanismo de ação é desconhecido.
Farmacocinética:
Em adultos a absorção oral parece ser dose-dependente. Os picos de níveis de soro17 são atingidos dentro de uma a duas horas. A doses de 30 mg/m2 ou menos, o metotrexato é geralmente bem absorvido com uma biodisponibilidade média de aproximadamente 60%. A absorção de doses maiores que 80 mg/m2 é significante menor, possivelmente devido ao seu efeito de saturação. A comida parece retardar a absorção e reduzir o pico de concentração plasmática. O metotrexato é geralmente absorvido completamente nas vias normais de injetáveis. Após injeção intramuscular18, o pico das concentrações séricas ocorre em 30 a 60 minutos.
Após administração endovenosa, o volume inicial de distribuição é de aproximadamente 0,18 L/kg (18% do peso corporal) e o volume de distribuição no ponto de equilíbrio é de aproximadamente 0,4 a 0,8 L/kg (40% a 80% do peso corporal). O metotrexato compete com os folatos reduzidos no transporte ativo pela parede celular das membranas por meio de um transporte ativo simples mediado por carreador. Em concentrações séricas maiores que 100 micromolar, a difusão passiva torna-se o maior caminho pelo qual as concentrações intracelulares podem ser alcançadas. O metotrexato sérico encontra-se ligado aproximadamente 50% às proteínas19. Estudos laboratoriais demonstraram que o metotrexato pode ser deslocado da albumina20 plasmática por vários compostos incluindo sulfonamidas, salicilatos, tetraciclinas, cloranfenicol, e fenitoína.
O metotrexato não penetra na barreira do fluido sangüíneo cérebro-espinhal em quantidades terapêuticas quando administrado por via oral ou parenteral.
Após absorção o metotrexato passa por metabolismo21 hepático e intracelular para as formas poliglutamatos que podem ser convertidas novamente a metotrexato por enzimas hidrolases. Estes poliglutamatos agem como inibidores da diidrofolato redutase timidilato sintetase. Pequenas quantidades de metotrexato poliglutamato podem permanecer nos tecidos por longos períodos. A retenção e a ação prolongada destes metabólitos ativos variam entre as diferentes células, tecidos e tumores. Uma pequena quantidade de metabolismo21 para 7-hidroximetotrexato pode ocorrer a doses comumente prescritas. Acumulação deste metabólito pode tornar-se significante a altas doses utilizadas no sarcoma22 osteogênico. O metotrexato é parcialmente metabolizado pela flora intestinal após administração oral.
A meia-vida de administração registrada para o metotrexato é aproximadamente três a dez horas para pacientes recebendo tratamento para psoríase2, ou artrite reumatóide1 ou baixas doses de terapia antineoplásica (menos de 30 mg/m2 ). Para pacientes recebendo altas doses de metotrexato, a meia-vida terminal é de oito a quinze horas.
A excreção renal23 é a primeira via de eliminação, e é dependente da dosagem e da via de administração. Com administração EV, 80% a 90% da dose administrada é excretada sem modificação na urina24 dentro de 24 horas. Observa-se excreção biliar limitada compreendendo 10% ou menos da dose administrada.
A excreção renal23 ocorre por filtração glomerular e secreção tubular ativa. Eliminação não-linear devida a saturação da reabsorção tubular foi observada em pacientes com psoríase2 com doses entre 7,5 a 30 mg. Função renal23 prejudicada, assim como o uso concorrente de drogas como ácidos orgânicos fracos que também passam por secreção tubular, podem marcadamente aumentar os níveis séricos de metotrexato.
As taxas de clearance do metotrexato variam amplamente e estão geralmente diminuídas a altas doses. O retardo no clearance do metotrexato foi identificado como sendo um dos maiores fatores responsáveis para a toxicidade do metotrexato. Foi verificado que a toxicidade do metotrexato para tecidos normais é mais dependente da duração de exposição a droga do que os níveis de pico encontrados.
O potencial de toxicidade em altas doses ou excreção retardada é reduzida pela administração de leucovorina cálcica durante a fase final de eliminação de metotrexato plasmático. Uma monitoração da farmacocinética das concentrações séricas de metotrexato pode auxiliar a identificar quais os pacientes com alto risco de toxicidade pelo metotrexato e auxiliar nos ajustes adequados da dose de leucovorina.
O metotrexato foi detectado no leite de nutrizes25.
INDICAÇÕES - METREXATO
Doenças neoplásicas. O metotrexato é indicado no tratamento de coriocarcinoma gestacional e em pacientes com corioadenoma invasivo e mola hidatiforme26. É indicado também para o tratamento da leucemia27 linfocítica aguda e no tratamento e profilaxia da leucemia27 da meníngea, sendo utilizado na terapia de manutenção em combinação com outros agentes quimioterápicos. O metotrexato é usado sozinho ou em combinação com outros agentes anticancerígenos no tratamento de câncer28 de mama, câncer28 epidermóide da cabeça e pescoço, micose29 fúngica avançada e câncer28 de pulmão30, particularmente dos tipos de célula31 escamosa e pequenas células. O metotrexato também é usado em associação a outros agentes quimioterápicos no tratamento de estágios avançados de linfomas de Hodgkin. O metotrexato em altas doses associado à leucovorina e outros agentes quimioterápicos é eficaz em prolongar a sobrevida sem recidiva em pacientes com osteosarcoma32 não metastático que sofreram ressecação cirúrgica ou amputação do tumor33 primário.
Psoríase2. O metotrexato é indicado no controle sintomático de psoríase2 severa, recalcitrante e debilitante que não responde adequadamente a outras formas de terapia, mas somente quando o diagnóstico34 for estabelecido por biópsia35 e/ou após consulta dermatológica. É importante assegurar que a vermelhidão da psoríase2 não se deve a uma doença concomitante não diagnosticada que afeta a resposta imune.
Artrite reumatóide1. O metotrexato é indicado no manejo de adultos selecionados com artrite reumatóide1 grave, ativa, clássica ou definida (critério ARA) com resposta terapêutica insuficiente, ou não tolerem um teste adequado de terapia de primeira linha, incluindo dose completa de antiinflamatórios não esteróides (AINE) e, normalmente, um teste de pelo menos uma ou mais drogas anti-reumáticas que modifiquem a doença. Aspirina, agentes antiinflamatórios não esteróides e/ou esteróides de baixa dose podem ser mantidos, embora a possibilidade de aumento da toxicidade com o uso concomitante de AINE, incluindo salicilatos, não tenha sido completamente explorado (ver interações). Os esteróides podem ser reduzidos gradualmente em pacientes que respondem ao metotrexato. O uso combinado de metotrexato com ouro, penicilamina, hidroxicloroquina, sulfasalazina ou agentes citotóxicos não foi estudado e pode aumentar a incidência36 de efeitos adversos. Repouso e fisioterapia quando indicados devem ser continuados.
CONTRA-INDICAÇÕES - METREXATO
O metotrexato pode causar morte fetal ou efeitos teratogênicos, quando administrado a mulheres grávidas. O metotrexato é contra-indicado em pacientes grávidas com psoríase2 ou artrite reumatóide1 e pode ser usado no tratamento de doenças neoplásicas somente quando o potencial de benefício supera o risco para o feto. As mulheres com possibilidade de estarem grávidas não devem iniciar o uso de metotrexato até que a gravidez5 seja excluída, e devem ser aconselhadas sobre o risco fetal (ver Precauções), caso fiquem grávidas enquanto estiverem sob tratamento. A gravidez5 deve ser evitada, se o parceiro estiver recebendo metotrexato, durante e por um período mínimo de 3 meses após o tratamento para homens e durante e pelo menos por um ciclo ovulatório, após o tratamento, em pacientes mulheres (ver Advertências).
O produto é contra-indicado em lactentes37, devido ao grande potencial de sérias reações adversas do metotrexato em crianças em fase de amamentação38.
Pacientes com psoríase2 ou artrite reumatóide1 com alcoolismo, doença hepática alcoólica ou outra doença hepática crônica não devem receber metotrexato.
Pacientes com psoríase2 ou artrite reumatóide1 que tenham evidência clara ou laboratorial de síndrome39 da imunodeficiência40 não devem receber metotrexato.
Pacientes com psoríase2 ou artrite reumatóide1 com discrasias sangüíneas41 pré-existentes, tais como hipoplasia da médula óssea, leucopenia7, trombocitopenia42 ou anemia43 significante não devem receber metotrexato.
Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao metotrexato não devem fazer uso do produto.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - METREXATO
Precauções:
Gerais - o metotrexato tem potencial para toxicidade séria (ver Advertências). A frequência e a severidade dos efeitos tóxicos podem estar relacionados com dose ou com a frequência de administração, no entanto em todas as doses foram observados efeitos adversos. Como podem ocorrer a qualquer momento durante a terapia, é necessário acompanhar de perto os pacientes recebendo metotrexato. A maioria das reações adversas são reversíveis, se detectadas no início. Na ocorrência de tais reações, a dose deverá ser reduzida ou o tratamento ser interrompido, associada às medidas apropriadas, incluindo-se o uso de leucovorina cálcica se necessário (ver Superdosagem). Se a terapia com metotrexato for reiniciada, deve ser iniciada com cautela, considerando-se a necessidade de tratamento e com especial atenção às possíveis recidivas de toxicidade.
Exames laboratoriais - pacientes em terapia com metotrexato devem ser monitorados de perto para que os efeitos tóxicos sejam detectados rapidamente. A avaliação antes do início da terapia deve incluir hemograma, contagem de plaquetas44, enzimas hepáticas, avaliação da função renal23 e raios X de tórax45. Na terapia da artrite reumatóide1 e psoríase2, a monitoração desses parâmetros é recomendada, com exames hematológicos pelo menos uma vez por mês e avaliação da função renal23 e hepática a cada 1 ou 3 meses. Monitoração mais freqüente é, normalmente, indicada durante terapia antineoplásica. Durante a dose inicial ou na mudança de dose, ou durante os períodos de maior risco de níveis sangüíneos elevados de metotrexato (ex. desidratação46), monitoração mais freqüente também é indicada. Relação entre a alteração nos exames de função hepática e fibrose ou cirrose47 hepática não foi estabelecida. Anormalidades transitórias em exames de avaliação de função hepática foram observadas com freqüência após a administração de metotrexato, não havendo necessidade, normalmente, para se modificar a terapia. Persistentes anormalidades nesses exames antes de nova dose e/ou diminuição dos níveis séricos de albumina20 podem ser indicadores de sérias toxicidade hepática e requerem avaliação. Avaliação de função pulmonar pode ser útil, se houver suspeita de doença pulmonar induzida pelo metotrexato, especialmente se as condições necessárias estiverem disponíveis.
Carcinogênese, mutagênese e dano à fertilidade
nenhum estudo controlado em seres humanos existe quanto ao risco de neoplasia48 com o metotrexato. Metotrexato foi avaliado em alguns estudos animais quanto ao potencial carcinogênico com resultados inconclusivos. Embora exista evidência que o metotrexato cause dano cromossômico em células somáticas de animais e nas células da médula óssea em seres humanos, a significância clínica permanece incerta. A avaliação do potencial carcinogênico do metotrexato é complicada pela conflitante evidência de aumento no risco de certos tumores na artrite reumatóide1. O benefício deve ser pesado quanto ao risco em potencial antes do uso do metotrexato como droga única ou em combinação com outras, especialmente em crianças e adultos jovens. O metotrexato causa embriotoxicidade, aborto e defeitos fetais em seres humanos. Também há relatos de prejuízo à fertilidade, oligoespermia e disfunção menstrual em seres humanos, durante a terapia e por pequeno período após o seu término. - METREXATO
Uso durante a gravidez5
o produto é contra-indicado durante a gravidez5 (ver Contra-Indicações). - METREXATO
Uso na lactação12
o produto é contra-indicado na lactação12 (ver Contra-Indicações). - METREXATO
Uso pediátrico
a segurança e eficácia do uso do produto em crianças ainda não foi estabelecida, a não ser no tratamento quimioterápico do câncer28. - METREXATO
Toxicidade do sistema orgânico:
Gastrintestinais - se vômito49, diarréia50 ou estomatite6 ocorrerem, o que pode resultar em desidratação46, o metotrexato deve ser interrompido até que ocorra a recuperação. O metotrexato deve ser utilizado com extrema cautela na presença de úlcera péptica51 ou colite52 ulcerativa.
Hematológico - o metotrexato pode deprimir a hematopoiese e causar anemia43, leucopenia7 e/ou trombocitopenia42. Em pacientes com neoplasia48 e deficiência hematopoiética preexistente, a droga deve ser utilizada com cautela, se necessário. Em estudos clínicos controlados em artrite reumatóide1 (n = 128), leucopenia7 (leucócitos53 < 3.000/mm3 ) foi observada em dois pacientes, trombocitopenia42 (plaquetas44 < 100.000/mm3 ) em seis e pantocitopenia em dois. Na psoríase2 e artrite reumatóide1 o metotrexato deve ser imediatamente interrompido, se houver queda significante nas contagens sangüíneas. No tratamento de doenças neoplásicas, o metotrexato não deve ser suspenso somente se o potencial benefício justificar o risco da depressão medular severa. Pacientes com granulocitopenia severa e febre9 devem ser avaliados imediatamente e, normalmente, requerem terapia parenteral de antibiótico de amplo espectro.
Hepáticas - o metotrexato tem potencial para hepatotoxicidade54 aguda (transaminases elevadas) e crônica (fibrose e cirrose47). A toxicidade crônica é potencialmente fatal e geralmente ocorre após o uso prolongado (geralmente 2 anos ou mais) e após dose total de pelo menos 1,5 g. Em estudos com pacientes com psoríase2, a hepatoxicidade pareceu ser em função da dose cumulativa total e maior no alcoolismo, obesidade55 e em idade avançada. A exata taxa de incidência36 não foi determinada e a taxa de progressão e reversibilidade das lesões não é conhecida. Cautela especial está indicada na presença de lesão hepática pré-existente ou na disfunção hepática. Exames da função hepática, incluindo albumina20 sérica, devem ser feitos periodicamente antes de cada tratamento, mas, com frequência, estão normais quando do desenvolvimento de fibrose ou cirrose47. Essas lesões podem ser detectáveis somente por biópsia35. Na psoríase2, recomenda-se biópsia35 hepática quando a dose cumulativa total chega a 1,5 g. Fibrose moderada ou qualquer cirrose47 normalmente determinam interrupção da droga; fibrose leve normalmente sugere repetição da biópsia35 após 6 meses. Alterações histológicas leves, tais como esteatose e inflamação16 portal de baixo grau, são relativamente comuns antes da terapia. Embora essas leves alterações não sejam, normalmente, razão para evitar ou interromper a terapia, a droga deve ser utilizada com cautela. Experiência clínica com doença do fígado56 em artrite reumatóide1 é limitada, mas os mesmos fatores de risco devem ser prevenidos. Os exames de função hepática também, normalmente, não predizem com segurança as alterações histológicas nessa população. Não foi estabelecido quando realizar biópsia35 hepática em pacientes com artrite reumatóide1, tanto em termos de dose cumulativa quanto em termos de duração da terapia. Há uma experiência descrita com 217 pacientes com artrite reumatóide1 com biópsia35 de fígado56 antes e durante o tratamento (após uma dose cumulativa de pelo menos 1.500 mg) e com 714 pacientes com biópsia35 somente durante o tratamento. Foram diagnosticados 64 casos (7%) de fibrose, dos quais 60 eram leves, e 1(0,1%) de cirrose47. A coloração com reticulina é mais sensível na fase inicial de fibrose e seu uso pode aumentar esses números. É desconhecido o uso mais prolongado que aumentará esses riscos.
Infecções ou estados imunológicos - o metotrexato deve ser usado com extrema cautela na presença de infecção11 ativa e é, normalmente, contra-indicado em pacientes com evidência clara ou laboratorial de síndrome39 de imunodeficiência40. A imunização57 pode ser ineficaz quando dada durante terapia com metotrexato. Geralmente não se recomenda imunização57 com vacinas de vírus58. Existem relatos de infecção11 disseminada pela vacina59 após imunização57 para varíola em pacientes em terapia com metotrexato. Hipogamaglobulinemia foi raramente relatada.
Neurológicas - existem relatos de leucoencefalopatias após a administração intravenosa de metotrexato a pacientes que tinham feito radioterapia60 do sistema nervoso61 central. Leucoencefalopatia crônica também foi descrita em pacientes com osteossarcoma que receberam doses altas ou repetidas associadas à leucovorina mesmo sem radioterapia60. A interrupção do metotrexato nem sempre resulta em completa recuperação. Uma síndrome39 neurológica aguda transitória tem sido observada em pacientes tratados com regimes de altas doses. As manifestações clínicas incluem comportamento inadequado, sinais3 sensomotores focais e reflexos anormais. A causa exata é desconhecida. Após administração intratecal de metotrexato, a toxicidade do sistema nervoso61 central que pode ocorrer será classificada como se segue: aracnoidite química manifestada por sintomas4 como dor de cabeça, dor nas costas, rigidez da nuca e febre9; paresias, normalmente transitórias que se manifestam por paraplegia62 associada ao envolvimento de uma ou mais raízes nervosas63 espinhais; encefalopatia, manifestada por confusão, irritabilidade, sonolência, ataxia64, demência65 e, ocasionalmente, convulsões importantes.
Pulmonares - sintomas4 pulmonares (especialmente tosse seca) ou pneumonite66 não específica ocorrendo durante a terapia com metotrexato podem ser indicativos de lesão potencialmente perigosa e requer interrupção do tratamento e cuidadosa investigação. Embora clinicamente variável, o paciente típico com doença pulmonar induzida pelo metotrexato apresenta febre9, tosse, dispnéia67, hipoxemia e infiltração intersticial aos raios-X de tórax45, devendo-se excluir processo infeccioso. Essa lesão pode ocorrer em quaisquer das doses.
Renais - altas doses de metotrexato usadas no tratamento de osteossarcoma podem causar lesão renal23 levando a insuficiência renal68 aguda. A nefrotoxicidade se deve, primariamente, à precipitação de metotrexato e 7-hidroximetotrexato nos túbulos renais. Para uma segura administração, especial atenção deve-se dar à função renal23, incluindo adequada hidratação, alcalinização urinária e dose sérica de metotrexato e de creatinina69.
Outras precauções - o metotrexato deve ser usado com extrema cautela na presença de debilidades. O metotrexato difunde-se vagarosamente para o terceiro espaço (ex., derrame70 pleural ou ascite71). Isso resulta em uma meia-vida plasmática prolongada e inesperada toxicidade. Em pacientes com acúmulo líquido significante no terceiro espaço, é aconselhável retirar esse fluido antes do início do tratamento e monitorar o nível sérico de metotrexato. Lesões de psoríase2 podem ser agravadas por exposição concomitante à radiação ultravioleta. Dermatite72 de radiação e queimadura de sol podem voltar pelo uso de metotrexato.
Advertências:
O metotrexato deve ser usado somente por médicos cujo conhecimento e experiência incluam o uso de terapia antineoplásica. O uso de metotrexato em regimes de altas doses, recomenda-se para osteossarcoma, requer cuidado meticuloso (ver dose). Regimes de altas doses para outras doenças neoplásicas estão sendo investigadas e não foi estabelecida uma vantagem terapêutica. Devido à possibilidade de sérias reações tóxicas, o paciente deve ser informado pelo médico sobre os riscos envolvidos e deve estar sob constante supervisão médica. Foram relatadas mortes com o uso de metotrexato no tratamento de neoplasias, psoríase2 e artrite reumatóide1. No tratamento de psoríase2 ou artrite reumatóide1, o uso do metotrexato deve-se restringir-se a pacientes com doença severa, recalcitrante ou debilitante, que não respondem adequadamente a outras formas de terapia e, somente, quando o diagnóstico34 for estabelecido e após consulta apropriada. 1. Há relatos que o metotrexato causou morte fetal e/ou anomalias congênitas. Portanto, não é recomendado para mulheres com potencial para engravidar, a menos que haja evidência médica clara que os benefícios esperados superem os riscos considerados. Pacientes grávidas com psoríase2 ou artrite reumatóide1 não devem receber metotrexato (ver contra-indicações).
2. Monitoramento periódico de toxicidade, incluindo contagem sangüínea completa com diferencial e contagem de plaquetas44, e testes das funções hepáticas e renal23 são uma parte obrigatória da terapia com metotrexato (ex. disfunção renal23, derrames pleurais ou ascite71) devem ser monitorados mais freqüentemente.
3. O metotrexato causa hepatotoxicidade54, fibrose e cirrose47 mas, em geral, somente após uso prolongado. Elevações agudas das enzimas hepáticas são observadas freqüentemente; normalmente são transitórias e assintomáticas. Biópsia35 hepática após uso contínuo pode apresentar alterações histológicas, e fibrose e cirrose47 foram relatadas; muitas vezes essas últimas lesões não são precedidas por sintomas4 ou exames anormais da função hepática.
4. Doença do pulmão30 induzida por metotrexato é uma lesão potencialmente perigosa, que pode ocorrer de maneira aguda a qualquer momento durante a terapia e que foi relatada em doses baixas como 7,5 mg/semana. Nem sempre é completamente reversível. Sintomas4 pulmonares (especialmente tosse seca) podem requerer interrupção do tratamento e investigação cuidadosa.
5. O metotrexato pode produzir depressão acentuada da médula óssea, resultando em anemia43, leucopenia7 e/ou trombocitopenia42.
6. Diarréia50 e estomatite6 ulcerativa requerem a interrupção da terapia; do contrário, enterite hemorrágica e morte por perfuração do intestino podem ocorrer.
7. A terapia com metotrexato em pacientes com função renal23 deficiente deve ser realizada com extrema cautela e em doses reduzidas porque a disfunção renal23 retarda a eliminação do metotrexato.
8. Supressão severa inesperada da médula (algumas vezes fatal) e toxicidade gastrintestinal foram relatadas com a administração concomitante de metotrexato (normalmente em dose alta) juntamente com algumas drogas antiinflamatórias não esteróides (AINE) (ver interações). As formulações do metotrexato e diluentes contendo conservantes não podem ser usadas para terapia intratecal ou em tratamento com doses altas de metotrexato.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - METREXATO
Antiinflamatórios não esteróides (AINE) não devem ser administrados antes ou concomitantemente a doses elevadas de metotrexato utilizadas no tratamento de osteossarcoma. A administração concomitante de alguns AINE com altas doses de metotrexato tem sido descrita como responsável por níveis elevados e prolongados do metotrexato sérico, resultando em morte por toxicidade hematológica e gastrintestinal severas. Deve-se ter especial atenção quando AINE e salicilatos são administrados concomitantemente a doses mais baixas de metotrexato. Existem relatos que essas drogas reduzem a secreção tubular de metotrexato em modelo animal aumentando sua toxicidade. Apesar das interações em potencial, estudos de metotrexato em pacientes com artrite reumatóide1 normalmente incluem uso concomitante e constante da AINE, sem problemas aparentes. Entretanto, deve-se considerar que as doses utilizadas na artrite reumatóide1 (7,5 a 15 mg/semana) são menores do que aquelas utilizadas na psoríase2 e que doses maiores podem levar à toxicidade inesperada. O metotrexato se liga parcialmente à albumina20 sérica e a toxicidade pode ser aumentada em conseqüência do deslocamento determinado por certas drogas, tais como salicilatos, fenilbutazona, fenitoína e sulfonamidas. O transporte tubular renal23 também é diminuído por probenicida; o uso de metotrexato com essa droga deve ser cuidadosamente monitorado. No tratamento de pacientes com osteossarcoma, deve-se ter especial atenção se uma dose alta de metotrexato for administrada com agente quimioterápico potencialmente nefrotóxico (ex. cisplatina). Antibióticos orais, tais como tetraciclinas, cloranfenicol e antibióticos de amplo espectro não absorvíveis, podem diminuir a absorção intestinal do metotrexato ou interferir com a circulação73 entero-hepática por inibição da flora intestinal e não metabolismo21 bacteriano da droga. Preparações vitamínicas contendo ácido fólico ou seus derivados podem diminuir a resposta ao metotrexato sistemicamente administrado. Estudos preliminares com animais e seres humanos têm mostrado que pequenas quantidades de leucovorina administrada por via endovenosa entra no fluido cérebro-espinhal, primariamente, como 5-metiltetraidrofolato e, nos seres humanos, permanece 1 a 3 ordens de magnitude abaixo do que as concentrações usuais de metotrexato após administração intratecal. Entretanto, doses altas de leucovorina podem reduzir a eficácia do metotrexato administrado intratecalmente. Estados de deficiência do folato podem aumentar a toxicidade do metotrexato. Trimetroprima/sulfametoxazol raramente aumentam a depressão medular em pacientes recebendo metotrexato, provavelmente devido a um efeito antifolato aditivo.
- REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas mais freqüentemente relatadas incluem estomatite6 ulcerativa, leucopenia7, náusea8 e desconforto abdominal. Outros efeitos adversos freqüentemente relatados são mal-estar, fadiga, calafrios e febre9, vertigem10 e diminuição da resistência à infecção11. Outras reações adversas que foram relatadas com o metotrexato estão listadas abaixo por sistema de órgãos. No quadro oncológico, o tratamento concomitante e a doença em si tornam difícil a atribuição específica a uma determinada reação ao metotrexato.
· Sistema digestivo74 - gengivite75, faringite76, estomatite6, anorexia77, náusea8, vômito49, diarréia50, hematemese78, melena79, ulceração gastrintestinal e sangramento, enterite.
· Sistema nervoso61 central - dor de cabeça, sonolência, embaçamento da visão. Afasia80, hemiparesia, paresia81 e convulsões também ocorreram após administração de metotrexato. Após doses baixas, raros pacientes relataram disfunção cognitiva sutil transitória, alteração de humor ou sensações cranianas não usuais.
· Sistema pulmonar - mortes por pneumonite66 intersticial tem sido relatadas e doença pulmonar intersticial obstrutiva crônica tem ocorrido ocasionalmente.
· Pele - eritema82, prurido83, urticária84, fotossensibilidade, alterações de pigmentação, alopécia85, equimose86, telangiectasia, acne87, furunculose.
· Sistema urogenital - nefropatia88 severa ou insuficiência renal68, azotemia, cistite89, hematúria90; oogênese ou espermatogênese deficiente, oligoespermia transitória, disfunção menstrual, secreção vaginal, infertilidade91, aborto, mal formação fetal.
· Outras - reações raras foram relacionadas ou atribuíveis ao uso do metotrexato, tais como infecção11 oportunista, artralgia92/mialgia93, perda da libido/impotência94, diabetes95, osteoporose96 e morte súbita. Alguns casos de reações anafiláticas97 foram relatados.
· Reações adversas em estudos duplo-cegos de artrite reumatóide1 - as incidências aproximadas de reações adversas atribuíveis ao metotrexato (isto é, subtraída a taxa do placebo) em estudos duplo-cegos de 12 a 18 semanas de pacientes (n = 128) com artrite reumatóide1 tratados com dose baixa de pulso de metotrexato oral (7,5 a 15 mg/semana), são listadas abaixo. Virtualmente todos os pacientes estavam recebendo antiinflamatórios não-esteróides concomitante e, alguns, também estavam recebendo doses baixas de corticosteróides. Incidência36 maior do que 10%: elevações nos exames de função hepática 15%; náusea8/vômito49 10%. Incidência36 de 3% a 10%: estomatite6, trombocitopenia42 (contagem de plaquetas44 menor que 100.000/mm3 ). Incidência36 de 1% a 3%: exantema98/ prurido83/dermatite72; diarréia50, alopécia85, leucopenia7 (leucócitos53 < 3.000 mm3 ), pancitopenia99, vertigem10. A toxicidade pulmonar não foi observada nesses dois estudos. Dessa forma a incidência36 é menor que 2,5%. Histologia hepática não foi avaliada nesses estudos (ver Precauções). Outras reações menos comuns incluídas foram queda de hematócrito100, dor de cabeça, infecção11 de vias aéreas superiores, anorexia77, artralgias, dor torácica, tosse, disúria101, desconforto ocular, epistaxe102, febre9, infecção11, sudorese103 e secreção vaginal.
· Reações adversas em psoríase2 - não há estudos recentes controlados com placebo em pacientes com psoríase2. Há dois relatos na literatura descrevendo grande casuística (n=204, 248) de pacientes com psoríase2 tratados com metotrexato. As doses variam até 25 mg por semana e o tratamento foi administrado por até 4 anos. Com exceção de alopécia85, fotossensibilidade e queimação das lesões de pele (cada de 3% a 10%), as taxas de reações adversas nesses relatos foram muito semelhantes àquelas dos estudos de artrite reumatóide1.
POSOLOGIA - METREXATO
Doenças neoplásicas - a administração oral na forma de comprimidos é freqüentemente preferida quando doses baixas estão sendo administradas, uma vez que a absorção é rápida e níveis séricos efetivos são obtidos. Metotrexato sódico injetável pode ser administrado por via intramuscular, endovenosa, intra-arterial ou intratecal. Entretanto, formulação que contém álcool benzílico como conservante não pode ser utilizada por via intratecal ou em terapia com doses altas. Os produtos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto a partículas e descoloração antes da administração, sempre que a solução e o frasco assim o permitirem.
Coriocarcinoma e doenças trofoblásticas similares - o metotrexato é administrado por via oral ou intramuscular em doses de 15 a 30 mg diariamente por 5 dias. Tais ciclos são, normalmente, repetidos três a cinco vezes, com períodos de descanso de 1 ou mais semanas intercaladas entre os ciclos até que quaisquer dos sintomas4 tóxicos que se manifestaram cessem. A eficácia da terapia é normalmente avaliada por análise quantitativa de gonadotrofina coriônica (HCG) em urina24 de 24 horas, que deve voltar ao normal ou estar menor do que 50 UI/24 h, após o terceiro ou quarto curso e, normalmente, ser seguida por completa resolução das lesões mensuráveis em 4 a 6 semanas. Um a dois cursos de metotrexato após a normalização da HCG é, normalmente, recomendado. Antes de cada curso da droga uma avaliação clínica cuidadosa é essencial. Terapia cíclica associada a outras drogas antineoplásicas tem sido descrita como sendo útil. Uma vez que a mola hidatiforme26 pode preceder o coriocarcinoma, quimioterapia104 profilática com metotrexato tem sido recomendada. Corioadenoma invasivo é considerado como uma forma invasiva de mola hidatiforme26. O metotrexato é administrado nesse estágio da doença em doses similares àquelas recomendadas para coriocarcinoma.
Leucemia27 - leucemia27 linfoblástica aguda em crianças e jovens adolescentes é a mais responsiva, no presente, à quimioterapia104. Em adultos jovens e mais velhos, a remissão clínica é mais difícil de se obter e a recidiva precoce é mais comum. O metotrexato como droga única ou em associação com esteróides foi usado, inicialmente, para indução de remissão nas leucemias linfoblásticas agudas. Mais recentemente, terapia com corticosteróides, em associação com outras drogas antileucêmicas ou em associações clínicas com o metotrexato, parece causar remissões rápidas e eficazes. Quando para indução, utiliza-se o metotrexato em dose de 3,3 mg/m2 em associação com 60 mg/m2 de prednisona, administrados diariamente, produzindo remissão em 50% dos pacientes tratados, normalmente dentro de um período de 4 a 6 semanas. O metotrexato em associação a outros agentes parece ser a droga de escolha para garantir a manutenção da remissão induzida por droga. Quando a remissão é alcançada e os cuidados de suporte produziram melhora clínica geral, a terapia de manutenção é iniciada, como segue: o metotrexato é administrado duas vezes na semana via, oral ou intramuscular, em doses semanais totais de 30 mg/m2 . Também, tem sido administrado em doses de 2,5 mg/kg, por via endovenosa, a cada 14 dias. Caso ocorra recidiva, a re-indução da remissão pode ser obtida novamente pela repetição do regime de indução inicial. Uma variedade de associação de quimioterápicos tem sido usada, tanto para indução quanto para terapia de manutenção, em leucemia27 linfoblástica aguda. Os médicos devem se familiarizar com os novos avanços na terapia antileucêmica.
Leucemia27 meníngea - no tratamento ou profilaxia de leucemia27 meníngea, o metotrexato deve ser administrado por via intratecal. O metotrexato, sem conservante, é diluído a uma concentração de 1 mg/ml em meio estéril adequado, sem conservante, como cloreto de sódio injetável a 0,9%, USP. O volume do fluido cérebro-espinhal depende da idade e não da área da superfície corpórea. O volume do fluido cérebro-espinhal depende da idade e não da área da superfície corpórea. O fluido cérebro-espinhal ao nascimento é 40% do volume adulto, e alcança o volume adulto após vários anos. Relatou-se que a administração de metotrexato por via intratecal na dose de 12 mg/m2 (máximo de 15 mg) resultou em baixas concentrações de metotrexato no fluido cérebro-espinhal e reduzida eficácia em crianças, e altas concentrações e neurotoxicidade em adultos. O regime de posologia a seguir baseia-se na idade e não na área de superfície corpórea.
Idade (anos) Dose (mg) < 1 6
1 8
2 10
3 ou mais 12
Em um estudo com pacientes com menos de 40 anos, esta posologia parece resultar em concentrações de metotrexato no fluido cérebro-espinhal mais consistentes com menor neurotoxicidade. Outro estudo em crianças com leucemia27 linfocítica aguda comparou esse regime a uma dose de 12 mg/m2 (máximo de 15 mg). Uma redução significativa na taxa de recidiva no sistema nervoso61 central foi observada no grupo cuja dose foi baseada na idade. Uma vez que o volume e a quantidade de trocas do fluido cérebro-espinhal podem diminuir com a idade, uma redução da dose pode estar indicada em pacientes idosos. Para o tratamento de leucemia27 meníngea, o metotrexato intratecal pode ser dado a intervalos de 2 a 5 dias. Entretanto, a administração em intervalos menores de uma semana pode resultar em aumento de toxicidade sub-aguda. O metotrexato é administrado até que a contagem de células do fluido cérebro-espinhal retorne ao normal. Nesse ponto, uma dose adicional é aconselhável. Para profilaxia da leucemia27 meníngea, a posologia é a mesma do tratamento, exceto pelos intervalos de administração. A esse respeito, é aconselhável que o médico consulte a literatura médica. Efeitos colaterais intratáveis podem ocorrer com qualquer infusão intratecal e são normalmente de caráter neurológico. Grandes doses podem causar convulsões. O metotrexato administrado por via intratecal aparece de forma significante na circulação73 sistêmica e pode causar efeitos tóxicos sistêmicos. Portanto, terapia antileucêmica sistêmica com a droga deve ser apropriadamente ajustada, reduzida ou interrompida. Envolvimento leucêmico focal do fluido cérebro-espinhal pode não responder à quimioterapia104 intratecal e o melhor tratamento é a radioterapia60.
Linfomas - no tumor33 de Burkitt, estágios I a II, o metotrexato tem produzido prolongadas remissões em alguns casos. A posologia recomendada é de 10 a 25 mg, via oral, por 4 a 8 dias. No estágio III, o metotrexato é comumente administrado concomitantemente a outros agentes antitumorais. O tratamento em todos os estágios normalmente é composto por vários ciclos da droga, intercalados com 7 a 10 dias de repouso. Linfossarcomas no estágio III podem responder à terapia de drogas associadas ao metotrexato em doses diárias de 0,625 a 2,5 mg/kg por dia.
Micoses fúngicas - a terapia com o metotrexato parece produzir remissão clínica em metade dos casos tratados. A posologia usual é de 2,5 a 10 mg diariamente por via oral por semanas ou meses. Os níveis de dose da droga, a redução ou suspensão do tratamento, dependem da clínica do paciente e da monitoração hematológica. O metotrexato, também, tem sido administrado por via intramuscular nas doses de 50 mg, uma vez por semana, ou 25 mg, duas vezes por semana.
Osteossarcoma - um regime quimioterápico adjuvante eficaz requer a administração de vários agentes quimioterápicos citotóxicos. Além de metotrexato em altas doses com leucovorina, pode-se incluir doxorrubicina, cisplatina e a associação de bleomicina, ciclofosfamida e dactinomicina em doses e esquema apresentados no quadro abaixo. A dose inicial para o tratamento com altas doses de metotrexato é de 12 g/m2 . Se essa dose não for suficiente para produzir nível sérico de pico de 1000 micromolares (10-3 mol/ml) de metotrexato ao final da infusão, a dose pode ser aumentada para 15 g/m2 nos tratamentos subsequentes. Se o paciente estiver vomitando ou não tolerar a medicação oral, leucovorina é administrada por via endovenosa ou intramuscular na mesma dose e esquema.
Droga Dose Semana de tratamento após cirurgia
Metotrexato Leucovorina 12 g/m2 EV com infusão de 4 horas (dose inicial) 15 mg oralmente a cada 6 horas por 10 doses, iniciando 24 horas após o início da infusão de metotrexato 4, 5, 6, 6, 7, 11, 12, 15, 16, 29, 30, 44, 45.
Doxorrubicina* como droga única 30 mg/m2 /dia EV x 3 dias 8, 17
Doxorrubicina* Cisplatina* 50 mg/m2 EV 100 mg/m2 EV 20, 23, 33, 36 20, 23, 33, 36
Bleomicina* Ciclofosfamida* Dactinomicina* 15 unidades/m2 EV x 2 dias 600 mg/m2 EV x 2 dias 0,6 mg/m2 EV x 2 dias 2, 13, 26, 39, 42 2, 13, 26, 39, 42 2, 13, 26, 39, 42
* veja cada respectiva bula para informações de Posologia completas. Modificações na posologia podem ser necessárias devido à toxicidade induzida pela droga.
Quando doses mais altas de metotrexato forem administradas, as seguintes diretrizes de segurança devem ser observadas com cuidado.
Diretrizes para terapia com metotrexato e leucovorina:
· A administração de metotrexato deve ser retardada até a recuperação se: contagem de leucócitos53 < 1.500/ m l; contagem de neutrófilos < 200/ m l; contagem de plaquetas44 < 75.000/ m l; nível sérico de bilirrubina105 > 1,2 mg/dl106; nível TGO > 450U; se mucosite107 estiver presente, até haver evidência de cicatrização; se derrame70 pleural persistente estiver presente, deve ser drenado antes da administração da droga.
· Função renal23 adequada deve ser documentada: a) a creatinina69 sérica deve estar normal e a depuração de creatinina69 deve ser maior do que 60 ml/min. b) a creatinina69 sérica deve ser medida antes de cada ciclo subsequente da terapia. Se a creatinina69 sérica aumentou 50% ou mais, comparada ao valor anterior, a depuração de creatinina69 deve ser medida e documentada como sendo maior do que 60 ml/min (mesmo se a creatinina69 sérica ainda estiver dentro da variação normal).
· Os pacientes devem ser bem hidratados e devem ser tratados com bicarbonato de sódio para alcalinização urinária. a) administrar 1.000 ml/m2 de fluido endovenoso por 6 horas antes do início da administração de metotrexato. Hidratação contínua de 125 ml/m2 /h (3L/m2 /dia) durante a infusão de metotrexato e após 2 dias. b) alcalinizar a urina24 para manter o pH acima de 7,0 durante terapia com metotrexato e leucovorina cálcica. Essa pode ser conseguida pela administração de bicarbonato de sódio por via oral ou por solução endovenosa em separado.
· Nível de creatinina69 sérica e metotrexato 24 horas após o início de metotrexato e, pelo menos, uma vez por dia até que o nível de metotrexato esteja abaixo de 5 x 10-8 mol/l (0,05 micromolar).
· O quadro abaixo fornece as diretrizes para a posologia de leucovorina cálcica baseada nos níveis séricos de metotrexato.
Recomendação de "resgate" com leucovorina após tratamento com doses altas de Metotrexato
Situação Clínica Dados Laboratoriais Doses de Leucovorina e duração do tratamento
Eliminação normal de metotrexato Nível sérico de metotrexato de aproximadamente 10 micromolar 24 horas após a administração, 1 micromolar após 48 horas e menos de 0,2 micromolar após 72 horas 15 mg VO, IM ou EV a cada 6 horas por 60 horas (10 doses iniciando 24 horas após o início da infusão de metotrexato)
Eliminação diminuída tardia de metotrexato Nível sérico de metotrexato permanecendo acima de 0,2 micromolar após 72 horas e mais de 0,05 micromolar após 96 horas da administração 15 mg VO, IM, ou EV até o nível do metotrexato estar menor do que 0,05 micromolar
Eliminação diminuída precoce de metotrexato e/ou evidência de doença renal23 aguda Nível sérico de metotrexato de 50 micromolar ou mais após 24 horas ou 5 micromolar ou mais 48 horas após a administração OU: um aumento igual ou superior a 100% noa níveis séricos de creatinina69 24 horas após a administração de metotrexato (ex. um aumento de 0,5 mg/dl106 para um nível de 1,0 mg/dl106 ou mais) 150 mg EV a cada 3 horas, até o nível de metotrexato ser menor do que 1 micromolar; em seguida 15 mg EV a cada 3 horas até que o nível do metotrexato seja menor do que 0,05 micromolar
Os pacientes com eliminação precoce de metotrexato retardada, provavelmente, desenvolverão insuficiência renal68 oligúrica não reversível. Além da terapia apropriada com leucovorina, esses pacientes necessitam de hidratação contínua e alcalinização urinária e monitorização hidroeletrolítica até que o nível sérico de metotrexato tenha caído abaixo de 0,05 micromolar e a insuficiência renal68 revertida.
· Alguns pacientes terão anormalidade na eliminação de metotrexato ou na função renal23, após a administração de metotrexato, que são significantes, no entanto, menos severas que as descritas no quadro acima. Essas anormalidades podem ou não estar associadas à toxicidade clínica significante. Se significante toxicidade clínica for observada, a terapia com leucovorina deve ser estendida por um período adicional de 24 horas (total de 14 doses em 84 horas) em ciclos subsequentes de terapia. A possibilidade de que o paciente esteja tomando outras medicações que interajam com o metotrexato (ex. medicações que possam interferir com a ligação do metotrexato à albumina20 sérica, ou eliminação) sempre deve ser reconsiderada quando anormalidades laboratoriais ou toxicidades clínicas são observadas.
Psoríase2 e artrite reumatóide1 - o paciente deve ser completamente informado sobre os riscos envolvidos e deve estar sob constante supervisão médica (ver Precauções). A avaliação hematológica, da função hepática, renal23 e pulmonar deve ser feita pela história, exame físico e laboratorial antes do início, periodicamente, durante e antes de reinstituir a terapia com o metotrexato (ver Precauções). Medidas apropriadas devem ser tomadas para impedir a concepção108 durante a terapia com o metotrexato (ver Precauções e Contra-indicações). Todos os esquemas devem ser individualmente acertados para cada paciente. Uma dose teste inicial pode ser administrada antes do esquema regular de posologia para detectar alguma sensibilidade maior para efeitos adversos. (ver Reações adversas). Depressão medular máxima normalmente ocorre entre 7 a 10 dias.
Psoríase2 - esquemas de dose inicial recomendados:
1) dose oral, IM ou EV única semanal: 10 a 25 mg por semana, até resposta adequada ser alcançada.
2) esquema de dose oral fracionada: 2,5 mg, a cada 12 horas, por três doses. As posologias em cada esquema podem ser gradualmente ajustadas para alcançar resposta clínica ótima; dose de 30 mg/semana não deve, comumente, ser excedida. Uma vez atingida a resposta clínica ótima, cada esquema de posologia deve ser reduzido para a menor quantidade de droga e com período de descanso o mais longo possível. O uso do metotrexato pode permitir o retorno para a terapia tópica convencional, que deve ser encorajada.
Artrite reumatóide1 - esquemas recomendados de dose inicial:
1) dose oral única de 7,5 mg uma vez por semana.
2) Posologia oral fracionada de 2,5 mg, a cada 12 horas, por três doses administradas como um ciclo, uma vez por semana. As posologias de cada esquema devem ser ajustadas gradualmente para alcançarem uma resposta ótima, mas não devem exceder, normalmente, uma dose semanal de 20 mg. Experiência limitada mostra um aumento significante na incidência36 e severidade de reações tóxicas sérias, especialmente depressão medular, com doses maiores do que 20 mg/semana. Uma vez alcançada a resposta clínica, cada esquema posológico deve ser reduzido, para a menor dose efetiva possível. A resposta terapêutica normalmente começa em 3 a 6 semanas e o paciente pode continuar a melhorar por outras 12 semanas ou mais. A duração ótima da terapia é desconhecida. Dados limitados disponíveis de estudos a longo prazo indicam que a melhora clínica é mantida por pelo menos 2 anos com a manutenção da terapia. Quando o metotrexato é interrompido, a artrite109 normalmente piora dentro de 3 a 6 semanas.
MANUSEIO E ELIMINAÇÃO - METREXATO
Procedimentos de manuseio e eliminação apropriados de drogas anticancerígenas devem ser considerados. Várias recomendações sobre esse assunto foram publicadas. Não há consenso de que todos os procedimentos recomendados sejam necessários ou apropriados.
Metotrexato sódico solução injetável (isotônico, sem conservantes, somente para dose única) - se desejar a solução pode ser mais facilmente diluída imediatamente antes do uso em um meio estéril apropriado, sem conservante, como solução de dextrose110 5%, USP, ou cloreto de sódio injetável, USP.
Reconstituição do pó liófilo de metotrexato sódico:
Deve ser reconstituído imediatamente antes do uso, com um meio apropriado estéril, livre de preservativos, como Solução de Dextrose110 5%, USP, ou Solução injetável de Cloreto de sódio, USP. Quando altas doses de metotrexato são administradas por infusão EV, a dose total deve ser diluída em Solução de dextrose110 a 5%.
Para injeção111 intratecal, reconstituir até uma concentração de 1 mg/ml em um meio estéril apropriado, sem preservativo como a injeção111 de Cloreto de sódio, USP.
- SUPERDOSAGEM
A leucovorina é indicada para diminuir a toxicidade e circular o efeito de superdoses de metotrexato administradas inadvertidamente. A administração de leucovorina deve ser iniciada o mais breve possível. À medida que o intervalo de tempo entre a administração de metotrexato e início da leucovorina aumenta, a eficácia da leucovorina em anular a toxicidade diminui. A monitorização das concentrações séricas de metotrexato é essencial em determinar a dose ideal e duração do tratamento com leucovorina. Em casos de superdose maciça, hidratação e alcalinização urinária podem ser necessárias para prevenir a precipitação de metotrexato e/ou de seus metabólitos nos túbulos renais. Nem hemodiálise112 ou diálise peritoneal113 melhoram a eliminação do metotrexato.
USO GERIÁTRICO - METREXATO
A farmacologia114 clínica do metotrexato não tem sido bem estudada em indivíduos idosos. Em conseqüência da diminuição da função hepática e renal23, como também menores depósitos de folatos nesta população, doses relativamente baixas devem ser consideradas e esses pacientes devem ser monitorados de perto quanto a sinais3 prematuros de toxicidade.
METREXATO - Laboratório
BLAUSIEGEL
Rodovia Raposo Tavares km 30,5 No. 2833
Cotia/SP
- CEP: 06705-030
Tel: (11) 4612-2922
Site: http://www.blausiegel.net
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