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Atualizado em 2012

Vincristina 1 mg - 1 fr + diluente

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Vincristina 1 mg - 1 fr + diluente:

VINCRISTEX
Sulfato de Vincristina

FORMA FARMACÊUTICA E DE APRESENTAÇÃO - Vincristina

Pó Liófilo Injetável + Solução DiluenteCaixa contendo 1 frasco-ampola de Pó Liófilo +
ampola de Solução Diluente de 10 ml
USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

COMPOSIÇÃO - Vincristina

Cada frasco-ampola de Pó Liófilo contém:
Sulfato de Vincristina (DCB 1279.02-5) .................... 1 mg
Lactose .................... 9 mg
Cada ml de Solução Diluente contém:
Cloreto de Sódio .................... 9 mg
Álcool Benzílico .................... 9 mg
Água para Injetáveis qsp .................... 1 ml

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - Vincristina

O produto antes de sua reconstituição, deve ser mantido sob refrigeração, entre 2 e 8oC, protegido da luz.O prazo de validade, antes da reconstituição, é de 36 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem. Após sua reconstituição, o prazo de validade é de 14 dias, se mantido sob refrigeração, entre 2 e 8oC.
Não administre medicamento com o prazo de validade vencido.
O produto não deve ser administrado durante a gravidez1 e a amamentação2.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Este medicamento somente deve ser administrado por pessoas experientes com a administração de Vincristina.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE
O produto deve ser administrado exclusivamente por Via Intravenosa. Não deve jamais ser administrado por Via Intratecal por haver risco de morte.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS - Vincristina

O Sulfato de Vincristina é o sal de um alcalóide, a 22-oxovincaleucoblastina, obtido de planta florescente comum denominada de pervinca ou Vinca rosa Linn. Foi originalmente conhecida como leurocristina, mas tem sido designada também de LCR e VCR.
O modo de ação da Vincristina ainda não foi completamente esclarecido. O tratamento de células neoplásicas in vitro demonstrou que a Vincristina pode causar uma parada na divisão mitótica, no estágio da metáfase. As leucemias desenvolvidas no sistema nervoso3 central em pacientes sob tratamento com Vincristina e em remissão hematológica sugerem que a substância não atravessa a barreira hemato-encefálica com facilidade.
Após a injeção4 intravenosa rápida aos pacientes com câncer5, a eliminação da Vincristina do plasma6 é trifásica com três meia-vidas (, ( e ( é de respectivamente 5 minutos, 2 a 3 horas e 85 horas em média (de 19 a 155 horas).
A eliminação é essencialmente biliar; 80% da dose injetada é encontrada nas fezes e 10 a 20% na urina7 15 a 30 minutos após a injeção4. Mais de 90% do medicamento é distribuído nos tecidos onde permanece ligado mas de modo reversível.

INDICAÇÕES - Vincristina

Em monoterapia, o Vincristex é indicada na leucemia8 aguda. Demonstra ser também útil em combinação com outros agentes oncolíticos, na doença de Hodgkin9, linfomas malignos que não o de Hodgkin (tipo linfocíticos, de células mistas, histiocíticos, não diferenciados, nodulares e difusos), rabdomiossarcoma, neuroblastoma, tumor10 de Wilms, sarcoma11 osteogênico, micose12 fungóide, sarcoma11 de Ewing, carcinoma13 do cérvix uterino, câncer5 de mama, melanoma14 maligno, carcinoma13 do pulmão15 nas pequenas células e tumores ginecológicos da infância.Poderão responder ainda ao tratamento com o Vincristex, doenças resistentes ao tratamento habitual em pacientes portadores de: púrpura trombocitopênica idiopática16 verdadeira. Uma vez que para se ter um efeito terapêutico salientado, sem toxicidade aditiva, geralmente são selecionados agentes com diferentes toxicidades clínicas, doses limitadas e diferentes mecanismos de ação, isto porque, raramente é possível alcançar resultados bons com tratamento por agente único.
Vincristex é normalmente escolhida para fazer parte de uma poliquimioterapia em vista da supressão significante da medula óssea (nas doses recomendadas) e de uma única toxicidade clínica (neuropatia17). Devem ser considerados candidatos para tratamento poliquimioterápico, pacientes pediátricos com neuroblastoma, sarcoma11 osteogênico, sarcoma11 de Ewing, rabdomiossarcoma, tumor10 de Wilms, doença de Hodgkin9, linfomas que não o de Hodgkin, carcinoma13 embrionário dos ovários18 e rabdomiossarcoma do útero19.
Para que sejam alcançados melhores resultados, requer-se uma estreita colaboração entre cancerologistas, pediatras, cirurgiões e radiologistas.
Os pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática16 verdadeira, refratária à esplenectomia e ao tratamento a curto prazo com esteróides adrenocorticais poderão responder ao Vincristex, porém o produto não é recomendado como tratamento primário para essa afecção. As doses semanais recomendadas e administradas por 3 a 4 semanas tem produzido remissões permanentes em alguns pacientes. Se esses deixarem de responder após 3 a 6 doses, é impossível que haja qualquer resultado com doses adicionais.

CONTRA-INDICAÇÕES - Vincristina

Na gravidez1 e durante a amamentação2.

PRECAUÇÕES - Vincristina

Visto que ainda não foram realizados estudos de reprodução em animais, não se dispõe de informações adequadas sobre se esta droga pode afetar a fertilidade dos seres humanos, ou se pode apresentar um potencial teratogênico20 ou outros efeitos adversos sobre o feto. O médico deverá avaliar os benefícios relativos contra os riscos em potencial quando a Vincristina e outros agentes quimioterápicos forem usados em pacientes com capacidade reprodutiva."A aplicação do Vincristex por via intra-raquidiana é geralmente fatal, portanto, deve ser evitada."
Foi relatado que com o uso de Vincristina pode ocorrer nefropatia21 úrica aguda, consequente à administração de drogas oncolíticas. Leucopenia22 ou infecção23 complicante, é motivo para se ter ponderação antes de administrar doses subsequentes. Pelo fato de a Vincristina parecer não atravessar a barreira hemato-encefálica em quantidades adequadas, outras drogas e vias de administração poderão ser necessárias se for diagnosticada uma leucemia8 do sistema nervoso3 central. Pessoas que estejam sendo tratadas com drogas de potencial neurotóxico e portadores de doença neuromuscular preexistente deverão ser tratados com especial atenção quanto à posologia e aos efeitos colaterais.
Certificar-se que a agulha esteja corretamente colocada na veia antes que qualquer quantidade de líquido seja injetado. O extravasamento do líquido quando injetado inadvertidamente nos tecidos adjacentes pode causar grande irritação. A aplicação deverá ser imediatamente interrompida e qualquer quantidade restante deverá ser injetada em outra veia.
A injeção4 de hialuronidase e a aplicação de compressas quentes no local parecem diminuir o desconforto e a possibilidade de celulite24.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - Vincristina

A Vincristina associa-se à L-asparaginase e portanto o alcalóide deve ser administrado de 12 a 24 horas antes da enzima25, com o intuito de reduzir ao mínimo a toxicidade.
A administração de asparaginase antes da Vincristina pode reduzir o clearance hepático desta última. O produto não deve ser diluído em soluções que aumentam ou abaixam o pH fora da faixa de 3,5 a 5,5. Somente deve ser diluído em solução de cloreto de sódio a 0,9% ou glicose26 em água.

REAÇÕES ADVERSAS / COLATERAIS - Vincristina

O mais comum relacionado à dosagem é a alopecia27; os mais desagradáveis são os distúrbios neuromusculares. Ambos são reversíveis.Neuromusculares:- Com frequência há uma sequência no desenvolvimento dos efeitos colaterais neuromusculares, primeiramente, são notadas diminuição sensorial e parestesias28. Dando-se continuidade ao tratamento poderão aparecer dores neurolíticas e por último dificuldades motoras. Ainda não foi relatado nenhum produto que possa anular as manifestações musculares que acompanham a terapêutica da droga. Quando a Vincristina é administrada em pacientes com afecções neurológicas preexistentes existe a exacerbação desses sintomas29. Também têm sido observados: convulsões, frequentemente com hipertensão30; ataxia31, paralisia32 do pé, parestesia33 e entorpecimento dos dedos.
Gastrintestinais:- O reto34 pode encontrar-se vazio num exame proctológico, devido o bloqueio do colo ascendente em virtude de obstipação. Em função deste fato podem surgir dores abdominais, que podem confundir o médico. Uma simples radiografia pode ser útil para demonstrar esta condição tendo constatado que todos os casos tem respondido ao uso de laxativos e enemas altos. Recomenda-se um regime profilático rotineiro contra a obstipação para todos os pacientes que estejam recebendo doses de Vincristina. Pode ocorrer íleo35 paralítico, particularmente em crianças pequenas e pessoas idosas. Este quadro podendo mimetizar um "abdome cirúrgico" recuperar-se-á com a interrupção temporária do tratamento com Vincristina e com tratamento sintomático. Cólicas36 abdominais, vômitos37 e diarréias têm sido observados.
Renais:- Poliúria38 e disúria39 tem sido observados. Retenção urinária40 aumentada poderá ser observada em pacientes mais idosos com graus variados de uropatia obstrutiva. Deve-se observar se estes pacientes não estão sendo medicados com outras drogas que estejam influindo nesta retenção; em caso positivo essas drogas devem ser temporariamente suspensas durante os primeiros dias de tratamento com Vincristina.
Hematológicos:- A Vincristina não parece exercer qualquer efeito constante ou significativo sobre plaquetas41 ou hemácias42. Quando usadas as doses recomendadas de Vincristina, os pacientes com função normal da medula óssea, não demonstraram leucopenia22 significante.
Outros efeitos colaterais:- Perda de peso, febre43, manifestações de nervos cranianos, ulceração oral e dor de cabeça. Ocorrência de síndrome44 de secreção inapropriada do hormônio45 antidiurético tem sido observada. A mesma tem sido observada em associação com diversas doenças. É caracterizada por uma excreção elevada de sódio na presença de hiponatremia e na ausência de doença renal46 ou supra-renal47, hipotensão48, desidratação49, azotemia e edema50 clínico. Com a privação hídrica, ocorre melhora na hiponatremia e na perda renal46 de sódio. Os efeitos colaterais como a leucopenia22, dor neurítica e obstipação são geralmente de curta duração quando as doses semanais recomendadas são administradas. Diminuindo a dose esses efeitos podem diminuir ou desaparecer parecendo aumentar quando a quantidade calculada da droga é administrada em doses divididas. Alopecia27, perda de sensibilidade, parestesia33, marcha insegura, dificuldade de andar, perda de reflexos tendinosos profundos e de massa muscular, enquanto durar o tratamento, podem permanecer. Na maioria dos casos esses efeitos colaterais têm desaparecido por volta da sexta semana após a suspensão do tratamento, exceto em alguns casos que as dificuldades neuromusculares podem persistir por mais algum tempo.

POSOLOGIA - Vincristina

Dose unitária:
_A dose usual de Vincristex é:
_ 2 mg/m² de superfície corporal em crianças;
_ 1,4 mg/m² de superfície corporal em adultos, sem ultrapassar 2 mg.
_ Para crianças de 10 kg ou menos, a dose é de 0,05 mg/kg por semana, e deve ser aumentada em função da dose inicial.
_ Em casos de insuficiência hepática51, as doses devem ser de 0,05 a 1 mg/m². O cálculo52 da dose e a injeção4 de Vincristex devem ser extremamente cuidadosos porque a administração de uma dose muito forte faz com que haja risco sério de perigo ao paciente, que inclusive poderá ser fatal.
O medicamento deve ser administrado por via exclusivamente intravenosa, em intervalos hebdomadários ou mais espaçados.
Frequência das injeções:
_ Em monoterapia, as injeções devem ser feitas em intervalos hebdomadários.
_ Em associação com outros antineoplásicos, a frequência das injeções é determinada em função do protocolo, sendo mais frequentemente mensal.
Modo de Administração:
_ Em caso de contato acidental com o olho53, deve haver imediatamente lavagem abundante do mesmo.
_ A solução pode ser injetada diretamente na veia ou pela tubulação de uma infusão intravenosa em curso. A injeção4 direta deve ser completada em 1 minuto.
_ É extremamente importante assegurar que agulha esteja corretamente introduzida na veia, antes do início da injeção4 de Vincristex.
_ Se a substância se infiltrar no tecido54 adjacente durante a administração intravenosa, poderá haver considerável irritação local.
Neste caso, convém interromper a injeção4 e administrar o restante da dose em outra veia.
A injeção4 local de hialuronidase e a aplicação de calor moderado ao redor do extravasamento, facilitam a difusão do produto, reduzindo o risco de celulite24 e o desconforto.
_ O Vincristex não deve ser administrada conjuntamente com radioterapia55 nos campos que incluam o fígado56.

SUPERDOSAGEM - Vincristina

Os efeitos colaterais após o uso de Vincristex, são relacionados com a dose. Se aplicadas doses superiores às recomendadas poderão ocorrer esses efeitos de um modo exagerado. O tratamento de apoio deve incluir:
1- Prevenção do efeito colateral57 resultante da síndrome44 de secreção inapropriada de hormônio45 antidiurético. Isto inclui a restrição de ingestão de líquidos e talvez o uso de um diurético58 agindo sobre a função de alça de Henle e do túbulo distal.
2- Administração de Fenobarbital em doses anticonvulsivas.
3- Uso de catárticos para prevenir o íleo35 paralítico.
4- Monitoração do sistema cardiovascular59 do paciente.
5- Hemogramas diários para orientação em necessidade de transfusão60.
Animais de laboratório podem ser protegidos de doses letais de Vincristina com o Ácido Folínico. Parece ser razoável que pacientes nestas circunstâncias sejam tratados com o Ácido Folínico. Um esquema sugerido é administrar-se 15 mg de Ácido Folínico por via intravenosa cada 3 horas por 24 horas e depois cada 6 horas por no mínimo 48 horas. Níveis teciduais teóricos de Vincristina derivados de dados farmacocinéticos são previstos a permanecer significativamente elevados por no mínimo 72 horas. O tratamento com Ácido Folínico não elimina a necessidade das medidas de apoio mencionadas acima.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS

N.º do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho
Reg. MS N.º 1.0298.0062
Farm. Resp.: Dr. Joaquim A. dos Reis - CRF-SP N.º 5061

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente):0800-7011918

Fabricado por:
Gedeon Richter Ltd.
Budapest - Hungria

Distribuído por:
CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rod. Itapira-Lindóia, km 14  Itapira - SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira

REVISADO EM 26/09/01
 

Vincristina 1 mg - 1 fr + diluente - Laboratório

CRISTALIA
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