VASOGARD
VASOGARD®
Cilostazol
50mg e 100mg
Comprimidos
FORMAS FARMACÊUTICAS E
APRESENTAÇÕES
Comprimidos com 50 e 100 mg. Embalagem com
30 e 60 unidades.
USO ADULTO
-COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido de 50 mg contém:
Cilostazol .................... 50 mg
Excipientes q.s.p. .................... 1 comprimido
(Celulose microcristalina, amido de milho, polividona,
dióxido de silício, croscarmelose sódica,
estearato de magnésio).
Cada comprimido de 100 mg contém:
Cilostazol .................... 100 mg
Excipientes q.s.p. .................... 1 comprimido
(Celulose microcristalina, amido de milho, polividona,
dióxido de silício, croscarmelose sódica,
estearato de magnésio).
-INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
Ação esperada do medicamento: VASOGARD®
(Cilostazol) é um medicamento que trata problemas
circulatórios onde há um menor fluxo sanguíneo
nas pernas, permitindo caminhar uma distância
maior, com alívio da dor ou mesmo sem dor.
-CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO:
Conservar em
temperatura ambiente (entre 15oC e 30oC). Proteger
da luz e umidade.
Prazo de validade: Desde que sejam observados
os cuidados de armazenamento, VASOGARD
® (Cilostazol) apresenta prazo de validade
de 24 meses. Não utilize o produto após o vencimento
do prazo de validade.
NÃO DEVEM SER UTILIZADOS PRODUTOS
FORA DO PRAZO DE VALIDADE, POIS
PODEM TRAZER PREJUÍZO À SAÚDE.
-GRAVIDEZ1 E LACTAÇÃO2:
VASOGARD® (Cilostazol)
é contra-indicado durante a gravidez1 e lactação2.
Informe seu médico da ocorrência de gravidez1
na vigência do tratamento ou após o término.
Informe seu médico se estiver amamentando.
Cuidados de administração: O medicamento
deve ser ingerido, no mínimo, meia hora antes
ou duas horas após o café da manhã ou almoço,
de acordo com a posologia prescrita pelo médico.
SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO
SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES
E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
Interrupção do tratamento: Estudos mostraram
que o uso de VASOGARD® (Cilostazol) pode ser
interrompido ou diminuído a qualquer momento,
sem a ocorrência de nenhuma conseqüência
para o paciente.
NÃO INTERROMPER O TRATAMENTO SEM
O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
-REAÇÕES ADVERSAS:
As reações adversas mais
comuns com o uso de VASOGARD® (Cilostazol)
foram cefaléia3, diarréia4 e palpitações5.
INFORME AO SEU MÉDICO SOBRE O APARECIMENTO
DE REAÇÕES DESAGRADÁVEIS.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO
FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias:
Informe seu médico sobre qualquer medicamento
que esteja usando, antes do início,
ou durante o tratamento.
-CONTRA-INDICAÇÃO E PRECAUÇÕES:
VASOGARD
® (Cilostazol) é contra-indicado para
pacientes portadores de insuficiência cardíaca6
congestiva de qualquer intensidade.
É contra-indicado em pacientes com suspeita de
hipersensibilidade ao Cilostazol ou a qualquer
um dos componentes da fórmula.
Os pacientes devem ser advertidos quanto a um
possível risco cardiovascular com o uso da medicação
a longo prazo ou em pacientes portadores
de doenças cardíacas graves, como descrito no
item "Precauções".
Cuidados devem ser tomados quando Cilostazol
é co-administrado com inibidores da CYP3A4,
como cetoconazol, eritromicina, omeprazol e
diltiazem.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO
DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO
PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS E
FARMACOLÓGICAS
-DESCRIÇÃO:
Cilostazol é um derivado da quinolinona que inibe
a fosfodiesterase celular (mais específica para
a fosfodiesterase III). Sua fórmula empírica é
C20H27N5O2 e seu peso molecular é 369,47.
Cilostazol é 6-[4-(1-ciclohexil-1-H-tetrazol-5-il)
butoxi]-3,4-diidro-2(1H)-quinolinona.
Cilostazol é um pó ou cristal branco, cristalino,
levemente solúvel em metanol e etanol e praticamente
insolúvel em água.
Mecanismo de ação
VASOGARD® (Cilostazol) é um derivado da quinolinona,
inibidor da fosfodiesterase tipo III. Cilostazol
e vários de seus metabólitos ativos inibem
a atividade da fosfodiesterase III e suprimem a degradação
do AMPc, com conseqüente aumento
do AMPc nos vasos sanguíneos e plaquetas7,
levando a uma inibição da agregação plaquetária
e vasodilatação, respectivamente.
VASOGARD® (Cilostazol) inibe reversivelmente
a agregação plaquetária induzida por uma série
de estímulos como trombina, ADP, colágeno,
ácido araquidônico, epinefrina e stress de cisalhamento
(shear stress).
Os efeitos nos lípides circulantes do plasma8 foram
examinados em pacientes em terapia com
Cilostazol. Após 12 semanas, quando comparado
ao placebo, Cilostazol 100 mg, 2 vezes ao
dia, produziu uma redução de 29,3 mg/dL9 nos
triglicérides10 (15%) e um aumento no HDL11-colesterol12
de 4,0 mg/dL9 (@10%).
-FARMACOCINÉTICA:
Cilostazol é absorvido após administração oral.
Sua biodisponibilidade absoluta não é conhecida.
É extensivamente metabolizado pelo citocromo
P-450, principalmente 3A4, e seus metabólitos
são excretados pela urina13. Dois metabólitos são
ativos, sendo que um deles (inibição da PDE III)
parece ser responsável por, no mínimo, 50% da
atividade farmacológica após administração do
Cilostazol. A farmacocinética é aproximadamente
proporcional à dose. O Cilostazol e seus metabólitos
ativos apresentam meia-vida de eliminação
de aproximadamente 11 a 13 horas e se acumulam
cerca de duas vezes mais após administração
crônica. O estado de equilíbrio (steady state)
ocorre em poucos dias. A farmacocinética do Cilostazol
e dos seus metabólitos ativos se mostrou
similar em voluntários sadios e em pacientes com
claudicação intermitente14. A inibição da agregação
plaquetária é observada em 3 a 6 horas, com
duração do efeito por 12 horas e completa recuperação
após 48 horas.
Distribuição: Cilostazol se liga às proteínas15 plasmáticas
em 95 a 98%, principalmente à albumina16.
A porcentagem média de ligação do 3,4-diidrocilostazol
é de 97,4% e a do 4-trans-hidro-cilostazol
é de 66%. A disfunção hepática discreta não
afeta a ligação protéica. A fração livre de Cilostazol
foi 27% maior em pacientes portadores de
insuficiência renal17, quando comparada a voluntários
sadios. O deslocamento de Cilostazol das
proteínas15 plasmáticas pela eritromicina, quinidina,
varfarina e omeprazol não foi clinicamente
significativa.
Eliminação: Cilostazol apresenta eliminação
predominantemente via metabolização e subseqüente
excreção urinária dos metabólitos. Baseados
em estudos in vitro, as isoenzimas primariamente
envolvidas no metabolismo18 do Cilostazol
são a CYP3A4 e, em menor extensão, a
CYP2C19. A enzima19 responsável pela metabolização
do principal metabólito ativo (3,4-diidrocilostazol)
é desconhecida. Após a administração
oral de 100 mg de Cilostazol, foi detectado no
plasma8 sanguíneo 56% de Cilostazol, 15% de
3,4-diidro-cilostazol (4 a 7 vezes tão ativo quanto
Cilostazol) e 4% de 4-trans-hidro-cilostazol (1/5
da atividade do Cilostazol). A via primária de eliminação
é a urinária (74%) e o restante é eliminado
através das fezes (20%). Nenhuma quantidade
mensurável de Cilostazol inalterado foi
excretada na urina13 e menos de 2% da dose foi
excretada como 4'-trans-hidroxi-cilostazol. O restante
foi excretado como outros metabólitos,
onde nenhum deles excedeu 5%. Não houve
nenhuma evidência da indução de microenzimas
hepáticas.
Efeitos cardiovasculares: Cilostazol atua tanto
no leito vascular20 quanto na função cardiovascular,
produzindo uma dilatação não-homogênea
dos leitos vasculares. Há uma maior dilatação
no leito femoral quando comparada com as
artérias vertebral, carótida e mesentéricas. A
artéria21 renal22 não foi responsiva aos efeitos de
Cilostazol. Em humanos, a freqüência cardíaca
aumentou, de forma dose-dependente, em uma
média de 5,1 e 7,4 batimentos por minuto em
pacientes tratados com 50 e 100 mg, 2 vezes ao
dia, respectivamente. Em 264 pacientes avaliados
através de Holter23 houve, numericamente,
um aumento das extra-sístoles24 ventriculares e
episódios de taquicardia25 ventricular não-sustentada
nos pacientes tratados com Cilostazol,
quando comparados com placebo. Estes
aumentos não foram relacionados à dose.
-INDICAÇÕES:
VASOGARD® (Cilostazol) é indicado para o tratamento
da doença vascular periférica26, para redução
do sintoma27 da claudicação intermitente14 e
na prevenção de recorrência de acidente vascular20
cerebral.
-CONTRA-INDICAÇÕES:
VASOGARD® (Cilostazol) e muitos de seus
metabólitos são inibidores da fosfodiesterase
III. Vários fármacos que apresentam
esse efeito farmacológico podem causar
redução da sobrevida, quando comparados
ao placebo, em pacientes com insuficiência28
cardíaca congestiva classe III-IV.
VASOGARD® (Cilostazol) é contra-indicado
em pacientes com insuficiência28
cardíaca congestiva de qualquer intensidade.
VASOGARD® (Cilostazol) é contra-indicado
em pacientes com suspeita ou hipersensibilidade
conhecida a um dos componentes
da fórmula.
-GRAVIDEZ1 E LACTAÇÃO2:
Toxicidade categoria C (FDA)
Em estudos realizados para a determinação
da toxicidade do fármaco desenvolvidos
em ratas, a administração oral de
1000 mg de Cilostazol/kg/dia mostrou um
decréscimo no peso e um aumento na incidência29
de anomalias cardiovasculares,
renais e esqueléticas no feto (anomalias
no septo ventricular, arco aórtico e artéria21
subclávia, dilatação da pelve renal22, 14ª
costela e retardo na ossificação). Nessa
dose, a exposição sistêmica de ratas nãoprenhas
ao Cilostazol não ligado às proteínas15
foi cerca de 5 vezes a exposição
de humanos submetidos à dose humana
máxima recomendada (DHMR). Quando
administrada uma dose de 150 mg/kg/dia
(exposição sistêmica a 5 vezes a DHMR)
a fêmeas de camundongos no período
final de gestação ou no período de amamentação30,
observou-se um aumento na
incidência29 de natimortos e um decréscimo
no peso dos recém-nascidos.
Não há nenhum estudo bem controlado
em mulheres grávidas.
A passagem de Cilostazol para o leite materno
foi observada em animais (camundongos).
A decisão pela interrupção do
tratamento com Cilostazol ou da interrupção
do aleitamento deve ser feita em
decorrência do risco potencial de dano ao
lactente31.
-PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
VASOGARD® (Cilostazol) é contra-indicado
em pacientes com insuficiência28
cardíaca congestiva de qualquer intensidade.
Em pacientes sem insuficiência cardíaca6,
os efeitos a longo prazo de Cilostazol são
desconhecidos. Pacientes que receberam
Cilostazol durante 3 a 6 meses em estudos
controlados com placebo se mantiveram
estáveis (não houve infarto do miocárdio32,
nem acidentes vasculares cerebrais, angina33
ou outros sinais34 de progressão da
doença) e somente 19 pacientes morreram
(0,7% no grupo placebo e 0,8% no
grupo do Cilostazol). O risco relativo de
morte calculado foi de 1,2 com um amplo
limite de confiança de 95% (0,5-3,1). Não
existem dados de risco a longo prazo em
pacientes portadores de doenças cardíacas
graves.
Os efeitos benéficos de Cilostazol na sintomatologia
de claudicação intermitente14
podem não ocorrer imediatamente. Embora
os pacientes possam sentir uma
melhora após 2-4 semanas do início da
terapia, o tratamento por mais de 12 semanas
pode ser necessário antes que
uma melhora no quadro clínico seja evidenciada.
Carcinogênese, mutagênese,
infertilidade35
A administração de Cilostazol a ratos
machos e fêmeas e camundongos por
mais de 104 semanas com doses maiores
que 500 mg/kg/dia em ratos e 1000 mg/
kg/dia em camundongos não revelaram
nenhuma evidência de potencial carcinogênico.
As doses máximas administradas
nos estudos com ratos e camundongos
foram, em termos de exposição sistêmica,
menores do que a exposição humana com
a DMRH do fármaco. Cilostazol apresentou-
se negativo no teste de mutação gênica
bacteriana, DNA bacteriano, mutação
gênica da célula36 mamária e em ensaios
de aberração cromossômica da medula
óssea em ratos (in vivo). Entretanto, foi
associado a um significativo aumento nas
aberrações cromossômicas em células de
ovário37 de Hamster chines (in vitro). Cilostazol
não afetou a fertilidade e a performance
de ratos machos e fêmeas, mesmo
em doses tão altas como 1000 mg/kg/dia.
Nessa dose, a exposição sistêmica (AUCs)
ao Cilostazol livre foi cerca de 1,5 vez
menor nos machos e cerca de 5 vezes
menor nas fêmeas do que a exposição
humana com a DMRH.
-INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
VASOGARD® (Cilostazol) pode ter interações
farmacodinâmicas e farmacocinéticas
com outros inibidores da função plaquetária
devido ao efeito de outros fármacos
no metabolismo18 do CYP3A4 ou
CYP2C19. Cilostazol não parece inibir o
CYP3A4.
Aspirina: A curto prazo (< 4 dias), a coadministração
de aspirina com Cilostazol
mostrou um aumento de 23-35% na inibição
induzida do ADP na agregação plaquetária
ex vivo, comparada à aspirina
isoladamente. Não houve impacto clínico
significativo no Tempo de Protrombina
(TP), Tempo de Tromboplastina Parcial
Ativada (TTPA) ou no Tempo de Sangramento
(TS) quando comparados à aspirina
isoladamente. Não houve efeito aditivo
ou sinérgico na agregação plaquetária
induzida pelo ácido araquidônico. Os
efeitos da co-administração a longo prazo
na população em geral não são conhecidos.
Em oito estudos clínicos randomizados,
placebo-controlados, duplo-cegos,
a aspirina foi co-administrada com Cilostazol
a 201 pacientes. A dose mais freqüente
e a duração média da terapia com
aspirina foram de 75-81 mg diariamente
por 137 dias (107 pacientes) e 325 mg
diariamente por 54 dias (85 pacientes).
Não houve aumento aparente na incidência29
de eventos adversos relacionados a
hemorragias38 em pacientes que receberam
Cilostazol e aspirina em comparação
a pacientes que receberam placebo e
dose equivalente de aspirina.
Clopidogrel: Não existem dados com respeito
à eficácia ou segurança do uso concomitante
de Cilostazol e clopidogrel.
Formato: 150 x 300 mm
Cor: Pantone Black
Modelo de Bula: 2vsgco1
Código: 5292
Bula Vasogard.p65 28/1/2003, 15:55 1
LABORATÓRIOS BIOSINTÉTICA LTDA.
Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo - SP
CNPJ nº 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira
Atendimento ao Consumidor:
0800-15-1036
Varfarina: As isoenzimas do citocromo
P-450 envolvidas no metabolismo18 da varfarina-
R são CYP3A4, CYP1A2 e CYP2C19
e no metabolismo18 da varfarina-S, a isoenzima
CYP2C9. O Cilostazol não inibiu
nem o metabolismo18 e nem o efeito farmacológico
(TP, TTPA, TS ou agregação plaquetária)
da varfarina-R ou -S após a
administração de uma única dose de 25
mg de varfarina. O efeito da co-administração
de múltiplas doses de varfarina e
Cilostazol na farmacocinética e na farmacodinâmica
de ambos os fármacos ainda
não é conhecido.
Omeprazol: A co-administração de omeprazol
não afetou significativamente o metabolismo18
do Cilostazol, mas a exposição
sistêmica ao 3,4-diidro-cilostazol aumentou
em 69%, provavelmente como resultado
da potente inibição da CYP2C19 pelo
omeprazol.
Eritromicina e outros antibióticos macrolídeos:
A eritromicina é um inibidor
moderadamente forte da CYP3A4. A coadministração
de 500 mg de eritromicina
a cada 8 horas com uma dose única de
100 mg de Cilostazol aumenta a Cmáx do
Cilostazol em 47% e a área sobre a curva
(AUC) em 73%. A inibição do metabolismo18
do Cilostazol pela eritromicina aumenta
a AUC do 4'-trans-hidroxi-cilostasol em
141%. Outros antibióticos macrolídeos
devem apresentar efeito similar ao da
eritromicina.
Diltiazem: O diltiazem é um inibidor moderado
da CYP3A4 e tem demonstrado
aumentar a concentração plasmática do
Cilostazol em aproximadamente 53%.
Pode haver um risco aumentado de eventos
adversos com o Cilostazol.
Quinidina: A administração concomitante
de quinidina com uma dose única de 100
mg de Cilostazol não alterou a farmacocinética
do mesmo.
Inibidores potentes da CYP3A4: Inibidores
potentes da CYP3A4, como o cetoconazol,
o itraconazol, o fluconazol, o
miconazol, a fluvoxamina, a fluoxetina, a
nefazodona e a sertralina, não foram estudados
em combinação com o Cilostazol,
mas é esperado que causem um maior
aumento nos níveis plasmáticos de Cilostazol
e de seus metabólitos que o observado
com a eritromicina.
Lovastatina: A co-administração de uma
única dose de 80 mg de lovastatina com
Cilostazol não resultou em aumento clinicamente
significante na concentração
plasmática da lovastatina e de seus metabólitos
hidroxiácidos.
-REAÇÕES ADVERSAS:
As reações adversas foram avaliadas
através de 8 estudos clínicos controlados
com placebo envolvendo 2274 pacientes,
onde foram administradas doses de 50
ou 100 mg (2 vezes ao dia) de Cilostazol
(1301 pacientes) ou placebo (973 pacientes)
com duração média de tratamento
de 127 dias com Cilostazol e 134 dias com
placebo. O único evento adverso que resultou
na descontinuação da terapia (³ 3%
dos pacientes) com Cilostazol foi cefaléia3,
que ocorreu em uma incidência29 de 1,3%,
3,5% e 0,3% em pacientes tratados com
Cilostazol 100 mg/dia, 200 mg/dia e placebo,
respectivamente. Outras causas de
descontinuação da terapia foi diarréia4 e
palpitações5, ambos ocorrendo em uma
incidência29 de 1,1% no grupo dos pacientes
que receberam Cilostazol (todas as
doses) e de 0,1% no grupo dos pacientes
que receberam placebo. Os eventos adversos
mais comumente relatados e que
ocorreram com uma incidência29 ³ 2% estão
listados na tabela abaixo:
Eventos adversos menos freqüentes
(< 2%):
- Geral: edema39 facial, calafrios, febre40,
edema39 generalizado, rigidez de nuca, dor
pélvica, hemorragia41 retroperitonial.
- Cardiovascular: fibrilação e flutter atriais,
infarto42 e isquemia43 cerebral, insuficiência28
cardíaca congestiva, hemorragia41, hipotensão44,
infarto do miocárdio32, isquemia43 miocárdica,
arritmia45 nodal, hipotensão44 postural,
taquicardia25 supraventricular, síncope46,
varizes47, extra-sístoles24 ventriculares e taquicardia25
ventricular.
- Digestivo: anorexia48, colelitíase49, colite50,
úlcera duodenal51, hemorragia41 esofágica,
esofagite52, aumento das transaminases,
gastrite53, gastroenterite54, melena55, hematêmese56.
- Endócrino: diabetes mellitus57.
- Hematológico e linfático: anemia58, equimose59,
anemia ferropriva60, policitemia, púrpura.
- Metabólico e nutricional: aumento de
creatinina61, gota62, dislipidemia, hiperuricemia.
- Músculo-esquelético: artralgia63, dor
óssea, bursite.
- Sistema nervoso64: ansiedade, insônia,
neuralgia65.
- Pele: pele seca, furunculose, urticária66.
- Sensório: ambliopia, cegueira, conjuntivite67,
diplopia68, dor no ouvido, hemorragia41
ocular e retiniana.
- Urogenital: albuminúria69, cistite70, aumento
da freqüência urinária, hemorragia vaginal71,
vaginite72.
- Toxicidade cardiovascular: As administrações
orais repetidas de Cilostazol
a cães (30 ou mais mg/kg/dia por 52 semanas,
150 ou mais mg/kg/dia por 13 semanas
e 450 mg/kg/dia por 2 semanas)
produziram lesões cardiovasculares que
incluíram hemorragia41 endocárdica, deposição
de hemosiderina e fibrose no ventrículo
esquerdo, hemorragia41 na parede
atrial direita, hemorragia41 e necrose73 do
músculo liso da parede da artéria21 coronariana,
aumento na espessura intimal
da artéria21 coronariana, além de arterite
e periarterite coronariana. A dose mais
baixa em que se observaram lesões cardiovasculares
na 52ª semana do estudo
está associada a uma exposição sistêmica
ao Cilostazol livre (AUC) menor que
a encontrada com a administração da máxima
dose recomendada em humanos
(DMRH) de 100 mg, 2 vezes ao dia. Lesões
similares foram relatadas em cães
após receberem outros agentes inotrópicos
positivos (incluindo os inibidores da
fosfodiesterase III) e/ou agentes vasodilatadores.
Nenhuma lesão cardiovascular
foi observada em camundongos nos quais
foram administradas doses de Cilostazol
maiores que 1500 mg/kg/dia em um intervalo
variando entre 5 e 13 semanas. Nesta
dose, a exposição sistêmica (AUCs) ao
Cilostazol livre foi cerca de 1,5 a 5 vezes
(machos e fêmeas, respectivamente) a
exposição em humanos na DMRH. Lesões
cardiovasculares também não foram
observadas após 52 semanas de administração
de Cilostazol em doses maiores
do que 150 mg/kg/dia. Nesta dose, a exposição
sistêmica (AUCs) ao Cilostazol
livre foi de cerca de 0,5 a 5 vezes (macho
e fêmea, respectivamente) a exposição
em humanos pela DMRH. Nas fêmeas, a
AUC do Cilostazol foi similar a 150 e 1500
mg/kg/dia. Lesões cardiovasculares também
não foram observadas em macacos
após administração oral de Cilostazol por
13 semanas em doses maiores do que
1800 mg/kg/dia. Enquanto essa dose de
Cilostazol produziu efeitos farmacológicos
em macacos, os níveis plasmáticos
de Cilostazol foram menores do que os
encontrados em humanos para os quais
foi dada a DMRH e do que os encontrados
em cães para os quais foram administradas
doses associadas à ocorrência de
lesões cardiovasculares.
-POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO:
A dose recomendada de VASOGARD® (Cilostazol)
é de 100 mg, 2 vezes ao dia, ingeridos, no
mínimo, meia hora antes ou duas horas após o
café da manhã ou almoço.
A dose de 50 mg, 2 vezes ao dia, deve ser considerada
durante a co-administração de alguns
inibidores da CYP3A4, como o cetoconazol, o
itraconazol, a eritromicina e o diltiazem, e durante
a co-administração com alguns inibidores da
CYP2C19, como o omeprazol.
Os pacientes podem começar a sentir os efeitos
benéficos de VASOGARD® (Cilostazol) em um
curto período de tempo de 2-4 semanas após o
início do tratamento, entretanto, o uso de VASOGARD
® (Cilostazol) por mais de 12 semanas
pode ser necessário antes que os efeitos benéficos
do fármaco sejam evidenciados.
Uso em pacientes pediátricos
A segurança e a eficácia do VASOGARD® (Cilostazol)
em pacientes pediátricos ainda não foram
estabelecidas.
Uso em idosos
De um número total de pacientes (n = 2274) dos
estudos clínicos realizados com VASOGARD®
(Cilostazol), 56% tinham 65 anos de idade ou
mais, enquanto 16% tinham 75 anos ou mais.
De maneira geral, nenhuma diferença foi observada
em termos de segurança ou eficácia
entre esses pacientes e outros mais jovens;
entretanto, uma maior sensibilidade de alguns
indivíduos mais idosos não pode ser desprezada.
Estudos farmacocinéticos não demonstraram
nenhum efeito relacionado à idade na absorção,
distribuição, metabolismo18 e eliminação de VASOGARD
® (Cilostazol) e de seus metabólitos.
Disfunção hepática
A farmacocinética de VASOGARD® (Cilostazol)
e de seus metabólitos foi similar em pacientes
com disfunção hepática leve, quando comparada
a voluntários sadios. Pacientes com disfunção
hepática moderada ou grave não foram estudados.
Disfunção renal22
A atividade farmacológica total de VASOGARD®
(Cilostazol) e seus metabólitos foram similares
em pacientes com disfunção renal22 leve e moderada
e em voluntários sadios. A insuficiência renal17
grave aumentou os níveis plasmáticos de Cilostazol
e de seus metabólitos, além de alterar as
ligações dos mesmos às proteínas15 plasmáticas.
A atividade farmacológica esperada, entretanto,
mostrou-se pouco alterada com base na concentração
plasmática e na potência relativa de inibição
da PDE III. Pacientes submetidos à diálise74
não foram estudados, mas é pouco provável que
o Cilostazol e seus metabólitos possam ser eficientemente
removidos por diálise74, devido à alta
ligação protéica (95 a 98%).
-SUPERDOSE:
Informação sobre a toxicidade aguda do Cilostazol
em humanos é limitada. Os sinais34 e sintomas75
decorrentes de uma intoxicação aguda por
Cilostazol podem ser identificados como sendo
os mesmos causados pelos efeitos farmacológicos
do fármaco, ocorrendo com maior intensidade:
cefaléia3 intensa, diarréia4, hipotensão44, taquicardia25
e possibilidade de arritmias cardíacas. O
paciente deve ser cuidadosamente observado e
tratado. Uma vez que o Cilostazol se liga intensamente
às proteínas15 plasmáticas, é improvável
que o mesmo seja eficientemente removido por
hemodiálise76 ou diálise peritoneal77. A DL50 oral do
Cilostazol é > 5,0 g/kg em camundongos e ratos
e > 2,0 g/kg em cães.
-PACIENTES IDOSOS:
De maneira geral, nenhuma diferença foi observada
em termos de segurança ou eficácia entre
esses pacientes e outros mais jovens; entretanto,
uma maior sensibilidade de alguns indivíduos
mais idosos não pode ser desprezada. Estudos
farmacocinéticos não demonstraram nenhum
efeito relacionado à idade na absorção, distribuição,
metabolismo18 e eliminação de VASOGARD
® (Cilostazol) e de seus metabólitos.
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO
MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS
REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA
E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE
INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES
ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS
OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA
DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO
RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
MS - 1.1213.0307
Resp. Técn. Farm.: Luiz A. M. Mendes
CRF-SP nº 13.559
Nº do lote, data de fabricação e validade:
vide cartucho.
5292
Cód. Laetus nº 80
Evento adverso
Cilostazol 50 mg Cilostazol 100 mg Placebo
2x ao dia (n = 303) 2x ao dia (n = 998) (n = 973)
% % %
Dor abdominal 4 5 3
Dor nas costas 6 7 6
Cefaléia3 27 34 14
Infecção78 14 10 8
Palpitações5 5 10 1
Taquicardia25 4 4 1
Fezes anormais 12 15 4
Diarréia4 12 19 7
Dispepsia79 6 6 4
Flatulência 2 3 2
Náusea80 6 7 6
Edema39 periférico 9 7 4
Mialgia81 2 3 2
Tontura82 9 10 6
Vertigem83 3 1 1
Aumento de tosse 3 4 3
Faringite84 7 10 7
Rinite85 12 7 5
Bula Vasogard.p65 28/1/2003, 15:55 2
VASOGARD - Laboratório
BIOSINTETICA
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