BONAR
BONAR
Sulfato de Bleomicina
Pó Liofilo Injetável
USO PEDIÁTRICO E ADULTO - VIA INTRAVENOSA, INTRAMUSCULAR,
SUBCUTÂNEA E INTRAPLEURAL.
ATENÇÃO
. BONAR (sulfato de bleomicina) deve ser administrado sob a supervisão de um
médico qualificado com experiência no uso de agentes quimioterápicos. As possíveis
complicações podem ser devidamente tratadas se o diagnóstico2 for adequado e as
facilidades de tratamento estiverem disponíveis.
. Fibrose pulmonar é a toxicidade mais severa associada à bleomicina. Sua
manisfestação mais freqüente é a pneumonite3 que ocasionalmente progride para
fibrose pulmonar. Sua incidência4 é maior em pacientes mais velhos e naqueles
recebendo mais do que 400 unidades de dose total, porém toxicidade pulmonar tem
sido observada em pacientes jovens e naqueles tratados com doses baixas.
. Uma reação idiossincrática severa, que consiste de hipotensão5, confusão mental,
febre6, calafrios e respiração ruidosa tem sido relatada em aproximadamente 1% dos
pacientes com linfoma7 tratados com bleomicina.
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - BONAR
Liófilo injetável. Embalagem com 1 frasco-ampola de pó liófilo com uma ampola com5 ml de diluente.
COMPOSIÇÕES - BONAR
Cada frasco-ampola contém:
Sulfato de bleomicina equivalente a 15 U de bleomicina base.
Cada ampola com diluente contém:
Água para injetáveis.................... 5mL.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE - BONAR
Ação esperada do medicamento: BONAR (sulfato de bleomicina) é indicada notratamento de carcinomas e linfomas como agente único ou em associação a outros
quimioterápicos.
Cuidados de armazenamento: O medicamento deve ser armazenado entre 2oC e
8oC, protegido da luz.
Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento,
BONAR (sulfato de bleomicina) apresenta prazo de validade de 24 meses. Não use o
produto com prazo de validade vencido.
Gravidez1 e lactação8: BONAR (sulfato de bleomicina) não deve ser utilizada quando a
mulher estiver com suspeita de estar grávida ou quando tiver confirmado um
diagnóstico2 de gravidez1. Também na fase de aleitamento do recém-nascido, a
bleomicina deve ser suspensa pela possibilidade de ser eliminada através do leite
materno.
Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre
os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do
seu médico.
Reações adversas: Informe seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis, tais como: febre6, vômitos9, calafrios e alterações na pele.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
Ingestão concomitante com outras substâncias:
O uso concomitante de anestésicos gerais aumenta a toxicidade pulmonar;
Cisplatina, diminui a excreção renal10 da bleomicina;
Vincristina, detém as células em mitose tornando-as mais susceptíveis à bleomicina:
é uma associação benéfica.
O uso concomitante de digoxina reduz a AUC da digoxina e subsequente
descompensação cardíaca em alguns pacientes
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS - BONAR
CARACTERÍSTICAS
BONAR (sulfato de bleomicina) é uma mistura de antibióticos glicopeptídicos
citotóxicos isolados de uma cepa do Streptomyces verticillus. O sulfato de bleomicina é solúvel em água.
Embora o mecanismo de ação da bleomicina não seja totalmente conhecido, existem
evidências que indicam que o principal modo de ação é a inibição da síntese de DNA,
com alguma evidência de menor inibição da síntese de RNA e de proteínas11.
A bleomicina tem rápida distribuição pelo organismo e apresenta concentrações
maiores na pele, pulmão12, rim13, peritônio14 e linfonodos15. Não atravessa a barreira hematoencefálica e praticamente não apresenta ligação à albumina16 (1%).
Em pacientes com função renal10 normal, 60 a 70% de uma dose administrada podem
ser recuperados na urina17 de forma inalterada. Em pacientes com clearance de
creatinina18 > 35 ml/min, a meia-vida de eliminação da bleomicina é de
aproximadamente 115 minutos.
Em pacientes com clearance de creatinina18 < 35 ml/min, a meia-vida de eliminação
aumenta exponencialmente conforme o clearance de creatinina18 diminui. Há relatos de
que pacientes com insuficiência renal19 moderadamente severa excretam menos de 20% da dose na urina17. Tal fato pode sugerir que a insuficiência renal19 severa pode levar ao acúmulo da droga no sangue20.
Quando ocorre administração intrapleural, para tratamento de efusão pleural maligna, a bleomicina age como agente esclerosante.
INDICAÇÕES - BONAR
BONAR (sulfato de bleomicina) é considerado tratamento paliativo. Tem sido utilizadocomo agente único ou em combinação com outros agentes quimioterápicos, no
tratamento das seguintes neoplasias:
Carcinoma21 espinocelular: de cabeça e pescoço (incluindo boca, língua22, amígdalas,
nasofaringe, orofaringe, seios nasais e paranasais, palato, lábio, mucosa23 bucal,
gengiva, epiglote, pele e laringe24), pênis25, cérvice uterina e vulva26. A resposta à
bleomicina é menor em pacientes com carcinoma21 de cabeça e pescoço previamente
irradiado.
Linfomas: Doença de Hodgkin27, linfoma7 não-Hodgkin.
Carcinoma21 testicular: Células embrionárias, coriocarcinoma e teratocarcinoma.
O produto também é utilizado no tratamento de efusão pleural maligna, como agente
esclerosante e na prevenção de efusões pleurais recorrentes.
CONTRA-INDICAÇÕES - BONAR
BONAR (sulfato de bleomicina) é contra-indicado em pacientes que demonstraram
hipersensibilidade ou reação idiossincrática ao medicamento.
- ADVERTÊNCIAS:
Pacientes recebendo BONAR (sulfato de bleomicina) devem ser avaliados cuidadosa e freqüentemente durante e após a terapia. Deve ser utilizada com muito cuidado em
pacientes com comprometimento significante da função renal10 ou da função pulmonar.
Toxicidades pulmonares ocorrem em 10% dos pacientes tratados. Aproximadamente
1% de pneumonite3 não-específica induzida pela bleomicina progride para fibrose
pulmonar e morte. Embora este fato seja dependente da idade e da dose, tal
toxicidade é imprevisível. Recomenda-se a realização de radiografias pulmonares
freqüentes.
Uma reação idiossincrática severa (semelhante à anafilaxia28) consistindo de hipotensão5, confusão mental, febre6, calafrios e respiração ruidosa foi relatada em
aproximadamente 1% dos pacientes com linfoma7 tratados com bleomicina. Como estas reações ocorrem freqüentemente após a primeira ou segunda administração, é
essencial a monitorização cuidadosa após estas doses. Tem sido relatado, embora
infreqüentemente, toxicidade renal10 ou hepática, iniciando por deterioração nos testes
de função renal10 e hepática.
GRAVIDEZ1 E LACTAÇÃO8 - BONAR
BONAR (sulfato de bleomicina) não deve ser utilizada quando a mulher estiver comsuspeita de gravidez1 ou quando houver confirmação de diagnóstico2. Também na fase
de aleitamento do recém-nascido, a bleomicina deve ser suspensa pela possibilidade
de ser eliminada através do leite materno.
- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
O uso concomitante de anestésicos gerais aumenta a toxicidade pulmonar;
Cisplatina, diminui a excreção renal10 da bleomicina;
Vincristina, detém as células em mitose tornando-as mais susceptíveis à bleomicina: é
uma associação benéfica.
O uso concomitante de digoxina reduz a AUC da digoxina e subsequente
descompensação cardíaca em alguns pacientes.
REAÇÕES ADVERSAS - BONAR
Pulmonar: É a reação adversa mais séria, ocorrendo em aproximadamente 10% dos
pacientes tratados. Sua apresentação mais freqüente é a pneumonite3, que progride
ocasionalmente para fibrose pulmonar. Aproximadamente 1% dos pacientes tratados
morre de fibrose pulmonar. A toxicidade pulmonar é dose e idade dependente, sendo
mais comum em pacientes maiores de 70 anos de idade e naqueles recebendo mais
de 400 unidades de dose total. Porém , esta toxicidade é imprevisível e tem sido
encontrada em pacientes jovens recebendo baixas doses. Devido à ausência de uma
síndrome29 clínica específica, a identificação de pacientes com toxicidade pulmonar
causada pela bleomicina tem sido extremamente difícil.
Os sintomas30 iniciais da doença pulmonar induzidos por bleomicina são inespecíficos e
precedem às alterações radiológicas. Em geral iniciam com dispnéia31 e os primeiros
sinais32 são os estertores finos e as radiografias pulmonares que apresentam opacidade não-especifica, principalmente nos campos pulmonares inferiores. As alterações mais comuns nos testes de função pulmonar são diminuição do volume pulmonar e da capacidade vital33. Devem ser realizadas avaliações radiológicas para verificar e prevenir evolução para fibrose pulmonar.
As alterações microscópicas da fibrose pulmonar são semelhantes às da síndrome29 de
Hamman-Rich.
Para monitorizar o início da toxicidade pulmonar, recomenda-se a realização de
radiografias pulmonares a cada 1 ou 2 semanas. Se forem observadas alterações
pulmonares, deve-se descontinuar o medicamento, até que seja determinado se há
relação com a droga. Estudos recentes sugeriram que a medida seqüencial da
capacidade de difusão pulmonar do monóxido de carbono (DLCO) durante o tratamento com este produto pode ser um indicador da toxicidade pulmonar subclínica.
Recomenda-se a monitorização mensal do DLCO devendo a droga ser descontinuada se os níveis forem inferiores a 30-35% do valor anterior ao tratamento.
Devido à sensibilização que a bleomicina causa no tecido34 pulmonar, os pacientes que
recebem bleomicina apresentam maior risco de desenvolver toxicidade pulmonar
quando é administrado oxigênio durante cirurgias, mesmo em concentrações menores
que as consideradas seguras.
Início súbito da síndrome29 de dor torácica aguda sugestiva de pleurocardite tem sido
raramente relatada durante infusões de bleomicina. Recomenda-se a avaliação de
cada paciente, embora a continuação do tratamento com bleomicina não pareça estar
contra-indicada.
Foram raramente relatadas reações pulmonares adversas que possam estar
relacionadas com a administração intrapleural, tal como a dor pleural.
Reações idiossincráticas. Foi relatada, em aproximadamente 1% dos pacientes
tratados com bleomicina, uma reação idiossincrática, semelhante à anafilaxia28, que
pode ser imediata ou pode demorar algumas horas, geralmente ocorrendo após a
primeira ou segunda dose. É caracterizada por hipotensão5, confusão mental, febre6,
calafrios e respiração ruidosa. O tratamento é sintomático incluindo expansão de
volume, agentes pressóricos, anti-histamínicos e corticosteróides.
Membranas mucosas e tegumentares. Trata-se dos efeitos colaterais mais
freqüentes, sendo relatados em 50% dos pacientes tratados. Consistem de eritema35,
erupções, estrias, vesiculação, hiperpigmentação e flacidez da pele. Hiperceratose,
alterações das unhas36, alopecia37, prurido38 e estomatite39 também foram relatados. Foi
necessário interromper a terapia em 2% dos pacientes por causa destas toxicidades.
Toxicidade cutânea40 é relativamente tardia, desenvolvendo-se na segunda ou terceira
semana de tratamento, após 150 a 200 unidades de bleomicina terem sido
administradas e parece estar relacionada com as doses cumulativas.
Outras: Raramente tem sido relatado toxicidade vascular41 associada com o uso de
bleomicina com outros agentes antineoplásicos. As ocorrências são clinicamente
heterogêneas e podem incluir infarto do miocárdio42, acidente cerebrovascular,
microangiopatia trombótica ou arterite cerebral. Também há relatos do fenômeno de
Raynaud em pacientes tratados com bleomicina em combinação com vimblastina com ou sem cisplatina ou, em alguns casos, com bleomicina como agente único.
Desconhece-se a causa exata do fenômeno de Raynaud43. Há relatos pouco frequentes
de pacientes com hipotensão5 que necessitaram de tratamento. Os efeitos colaterais
mais freqüentemente relatados foram febre6, calafrios e vômitos9 . Anorexia44 e perda de
peso são comuns e podem persistir após a interrupção do tratamento. Raramente
foram relatados dor no local do tumor45, flebite46 e outras reações locais.
ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA - BONAR
Devido à possibilidade de uma reação anafilactóide, pacientes portadores delinfoma devem ser tratados com duas unidades ou menos nas duas primeiras
doses. Se não ocorrer nenhuma reação aguda, pode-se seguir o esquema
regular.
BONAR (sulfato de bleomicina) pode ser administrada por via intramuscular,
intravenosa, subcutânea e intrapleural. Deve-se observar a existência de partículas e
descoloração da solução antes da administração do medicamento.
Nota: Uma unidade de bleomicina é equivalente a um miligrama de atividade,
designação anteriormente utilizada.
Recomenda-se o seguinte esquema posológico:
Carcinoma21 espinocelular, linfoma7 não-Hodgkin, carcinoma21 testicular: 0,25
a 0,50 unidades/Kg (10-20 unidades/m2), administrado intravenosa (IV),
intramuscular (IM) ou subcutaneamente (SC), uma ou duas vezes por semana.
Doença de Hodgkin27: 0,25 a 0,50 unidades/Kg (10-20 unidades/m2),
administrado IV,IM ou SC, uma ou duas vezes por semana. Após uma resposta
de 50%, uma dose de manutenção de uma unidade por dia ou 5 unidades por
semana IV ou IM deve ser administrada.
A toxicidade pulmonar da bleomicina parece ser dose dependente, sendo mais
acentuada quando a dose total for maior que 400 unidades. Deve-se tomar cuidado
quando se administrarem doses maiores que 400 unidades.
Nota: Pode ocorrer toxicidade pulmonar quando BONAR (sulfato de bleomicina) é
utilizada em combinação com outros agentes antineoplásicos, mesmo em menores
doses.
Melhora da Doença de Hodgkin27 e dos tumores testiculares foi observada após duas
semanas de tratamento. Se não ocorrer melhora neste período, é improvável que isto
venha a ocorrer. No carcinoma21 espinocelular, a resposta é mais lenta, às vezes
necessitando de três semanas antes que se observe qualquer melhora.
Efusão pleural maligna: 60 unidades administradas em Abolus@, em injeção47
intrapleural, dose única.
ESTABILIDADE - BONAR
O produto é estável em temperatura ambiente por 24 horas quando diluído em
solução de cloreto de sódio, dextrose48 5% ou dextrose48 5% contendo 100 a 1000
unidades de heparina.
SUPERDOSE - BONAR
Não há antídoto49 específico e o tratamento no caso de superdose deve ser sintomático.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
MS- 1.1213.0150
Resp. Técn. Farm.: Dr. L. A. Maschietto - CRF-SP. 3544
N1 do lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
Fabricado por: Lemery, S.A. - México.
Importado e Distribuído por : Laboratórios Biosintética Ltda.
Rua Mário Augusto Pereira, 91.
Taboão da Serra - SP
CNPJ n1 53.162.095/0001-06
Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800 151036
Logotipo (Biosintética)
BONAR - Laboratório
BIOSINTETICA
Rua Periquito, 236 - Vl. Uberabinha
São Paulo/SP
- CEP: 04514-050
Tel: 55 (011) 5561-2614
Fax: 55 (011)5561-2072
Site: http://www.biosintetica.com.br/
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