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Atualizado em 2012

CEFARISTON

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CEFARISTON®
Cefalotina Sódica
1.000 mg

Forma Farmacêutica e Apresentação - CEFARISTON

Pó para solução injetável: Embalagem contendo 1 ou 50 frascos-ampolas + diluente de 5 ml. USO ADULTO E PEDIÁTRICO
- Composição

Cada frasco-ampola contém cefalotina sódica correspondente a 1000 mg de cefalotina.
Cada ampola de diluente contém água para injeção1, estéril e apirogênica.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - CEFARISTON

 ·      O produto deve ser mantido em local fresco e seco.
·    Ao adquirir um medicamento, verifique o prazo de validade na embalagem. O produto mantém sua estabi-
·    lidade, desde que sejam observados os cuidados de conservação indicados. Não utilize medicamentos após
·    vencido o prazo de validade.
·    Informe seu médico a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar
·    ao médico se está amamentando.
·    Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
·    Após a reconstituição do produto, siga os cuidados de conservação descritos em ADMINISTRAÇÃO.
·    O produto é contra-indicado para indivíduos alérgicos aos antibióticos cefalosporínicos e outros antibió-
·    ticos relacionados. Utilizar com extrema cautela em pacientes com história de alergias.
·    Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
·    Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: erupção na pele, febre3, urticária4,
·    diarréia5, náuseas6 ou vômitos7.
·    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
·    Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o trata-
·    mento.
·    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A
·    SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS - CEFARISTON

Características - CEFARISTON

A cefalotina é um antibiótico de amplo espectro, bactericida, semi-sintético do grupo das cefalosporinas e tem como núcleo básico o ácido7-aminocefalosporâmico, resistente à beta-lactamase. A cefalotina é classificada como antibiótico de primeira geração; sua ação bactericida, de maneira similar às penicilinas, é devida à interferência na formação da parede celular bacteriana. É pouco absorvida por via oral e em geral é administrada por via parenteral (endovenosa e intramuscular); cerca de 70% da dose administrada é excretada na urina8 sob forma inalterada. O conteúdo total de sódio no medicamento é de aproximadamente 63 mg (2,8 mEq de Na+) por grama9 de cefalotina.

Indicações - CEFARISTON

A cefalotina é indicada no tratamento de infecções severas causadas por microorganismos sensíveis (realizar testes de sensibilidade e cultura):
Infecções do trato respiratório causadas por S. pneumoniae, estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, Klebsiella sp, H. influenzae.
Infecções da pele e tecidos moles, incluindo peritonite10 causada por estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
Infecções do trato geniturinário causadas por E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
Septicemia11, incluindo endocardite12, causada por S.pneumoniae, estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, S. viridans, E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
Infecções gastrintestinais causadas por Salmonella e Shigella sp.
Infecções ósseas e articulares causadas por estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase.
Meningite13 causada por S. pneumoniae, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A e estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase.
Nota: desde que são encontradas somente baixas concentrações de cefalotina no líquido cefalorraquidiano14, o antibiótico não é confiável no tratamento da meningite13 e não deve ser recomendado para esse propósito. Contudo, a cefalotina provou ser eficaz em vários casos de meningite13, talvez por alteração da barreira hematocerebral provocada pela inflamação15, e pode ser considerada em circunstâncias não usuais, nas quais antibióticos mais ativos não podem ser usados.
A administração de cefalotina como medida preventiva nos períodos pré, intra e pós-operatórios pode reduzir a incidência16 de infecções em processos cirúrgicos em áreas contaminadas ou potencialmente contaminadas (por ex.: histerectomia17 vaginal). O uso profilático também é indicado em processos cirúrgicos nos quais a infecção18 no local da operação representa um grave risco (por ex.: cirurgias do coração19 e artroplastia com implantação de prótese20).

Contra-indicações - CEFARISTON

Hipersensibilidade aos antibióticos cefalosporínicos e antibióticos relacionados.

Precauções e Advertências - CEFARISTON

Os pacientes devem ser acompanhados cuidadosamente quanto a reação adversa ou manifestação não usual de idiossincrasia. Se ocorrer reação alérgica21, o antibiótico deve ser suspenso e o paciente tratado com os medicamentos usuais (ex.: adrenalina ou outras aminas pressoras, anti-histamínicos ou corticosteróides) e as medidas de manutenção necessárias.
Embora a cefalotina raramente produza alterações na função renal22, recomenda-se a avaliação desta, especialmente em pacientes que estejam recebendo doses máximas. Em pacientes com insuficiência renal23 pode ser necessária uma redução nas doses; as doses usuais em tais pacientes podem resultar em concentrações séricas excessivas.
Quando doses maiores que 6 g/dia são administradas por infusão endovenosa contínua por mais de 3 dias, pode aparecer tromboflebite24 devendo-se, por este motivo, usar as veias25 alternadamente. A incidência16 de tromboflebite24 pode ser reduzida pela adição de 10 a 25 mg de hidrocortisona à solução endovenosa contendo 4 a 6 gramas de cefalotina. Recomenda-se o uso de agulhas de pequeno calibre para infusão endovenosa em veias25 calibrosas disponíveis.
O uso prolongado pode resultar em crescimento de microorganismos resistentes, sendo essencial a constante observação do paciente.
Antes de iniciar a terapia, deve-se fazer uma pesquisa cuidadosa quanto a reações anteriores de hipersensibilidade às cefalosporinas, penicilinas ou outros medicamentos. Existem evidências de alergenicidade cruzada parcial entre as penicilinas e cefalosporinas. Pacientes têm apresentado reações severas (incluindo anafilaxia26) a ambas as drogas. Foi relatada colite27 pseudomembranosa com o uso de antibióticos de amplo espectro; portanto, é importante considerar este diagnóstico28 quando surgirem diarréias durante o tratamento. Os casos leves de colite27 pseudomembranosa geralmente respondem à interrupção do antibiótico; nos casos moderados ou graves, o tratamento deve incluir sigmoidoscopia, estudos bacteriológicos e suplementação de líquidos, eletrólitos e proteínas29 e administração de vancomicina oral, se necessário.
Outras causas de colite27 devem ser excluídas. Antibióticos de amplo espectro devem ser prescritos com cautela para pacientes com história de doença gastrintestinal, particularmente colite27.
O uso de cefalotina durante a gravidez2 só deve ser feito se absolutamente necessário.
Deve-se considerar que a maioria dos antibióticos cefalosporínicos são excretados em pequena quantidade no leite materno.
O uso em crianças deve ser cuidadoso; foi relatado acúmulo sérico, com conseqüente aumento da meia-vida, de antibióticos cefalosporínicos em neonatos30.

Interações medicamentosas - CEFARISTON

Pode ocorrer aumento da nefrotoxicidade com a administração conjunta de antibióticos cefalosporínicos e aminoglicosídeos, ácido etacrínico, furosemida ou polimixinas.Agentes bacteriostáticos podem interferir com a ação bactericida da cefalotina, principalmente em infecções agudas. O uso conjunto deve ser evitado.
A probenicida inibe a excreção da cefalotina, aumentando seus níveis séricos.

Interferências em exames laboratoriais - CEFARISTON

Podem ocorrer resultados falso-positivos para os ensaios de glicosúria31 com testes inespecíficos; utilizar ensaios enzimáticos. Pode ocorrer resultado falso-positivo no Teste de Coombs direto. Resultados falsamente elevados das concentrações séricas e urinárias de creatinina32 podem aparecer, com altas doses de cefalotina, quando se emprega a reação de Jaffe; as amostras do soro33 não devem ser tiradas dentro de 2 horas após a administração do fármaco.

Reações adversas - CEFARISTON

Reações locais: dor, sensibilidade e elevação da temperatura após injeções intramusculares repetidas; tromboflebites34, geralmente associadas as doses diárias acima de 6 g, administradas por infusão contínua por mais de 3 dias.Hipersensibilidade: erupções cutâneas35 maculopapulosas, urticária4, reações semelhantes às da doença do soro33 e anafilaxia26. Eosinofilia e febre3 foram observadas associadas a outras reações alérgicas. Há maior probabilidade dessas reações ocorrerem em pacientes com história de alergia36, particularmente à penicilina.
Gastrintestinais: colites pseudomembranosas durante ou após o tratamento. Diarréia5, náuseas6 e vômitos7 ocorrem raramente.
Hematológico: neutropenia37, trombocitopenia38 e anemia hemolítica39. Foram relatados resultados positivos no teste de Coombs direto, realizados durante a terapia com cefalotina.
Hepático: elevação transitória na transaminase glutâmico-oxalacética (TGO) e na fosfatase alcalina.
Renal22: elevação de nitrogênio uréico no sangue40 (BUN) e diminuição da depuração de creatinina32, particularmente em pacientes com insuficiência renal23.

Administração - CEFARISTON

·      Administração intramuscular: a injeção1 deve ser feita profundamente em um grande músculo (por exemplo no glúteo ou face lateral da coxa) para diminuir a ocorrência de dor e sensibilização no local.
·    Administração endovenosa intermitente: uma solução contendo 1 grama9 de cefalotina em 10 ml de diluente pode ser injetada lenta e diretamente na veia durante 3 a 5 minutos, ou então administrada através do tubo, quando o paciente estiver recebendo soluções por via endovenosa.
·    Infusão endovenosa contínua: 1 ou 2 gramas de cefalotina diluídos com no mínimo 10 ml de água para injeção1 podem ser acrescentados ao frasco para infusão contendo soro33 glicosado 5%, soro33 fisiológico, solução de Ringer-lactato ou glicose41 5% na solução de Ringer-lactato. A escolha da solução e do volume a ser empregado depende do controle de líquidos e eletrólitos.
·    Via intraperitoneal: a cefalotina tem sido acrescentada às soluções de diálise42 em concentrações de até 6 mg/100ml e introduzida na cavidade peritoneal no decorrer da diálise42 (16 a 30 horas); 44% do medicamento administrado são absorvidos na corrente sangüínea. Níveis séricos de 10 mcg/ml foram relatados sem evidência de acúmulo ou reações indesejáveis locais ou sistêmicas. A administração intraperitoneal de soluções contendo 0,1 a 4% de cefalotina em soro33 fisiológico tem sido usada no tratamento de peritonite10 ou contaminação das cavidades peritoneais (a quantidade administrada pela via intraperitoneal deve obedecer a dose diária total de cefalotina).
·    Em infecções causadas por estreptococos beta-hemolíticos, o tratamento deve continuar por, pelo menos, 10 dias. Em todos os tratamentos, a administração deve ser extendida por, no mínimo, 48 a 72 horas após o desaparecimento dos sintomas43 ou a erradicação bacteriana.
·    Se após a introdução do diluente o conteúdo do frasco-ampola não dissolver-se totalmente, pode-se adicionar mais diluente (0,2 - 0,4 ml), e aquecer o frasco entre as mãos44. Um leve escurecimento da solução não afetará sua atividade. Após a reconstituição, a solução é estável por 96 horas sob refrigeração. Se ocorrer precipitação, aquecer à temperatura ambiente com agitação constante.
·    À temperatura ambiente, a solução é estável por 12 horas para injeção intramuscular45.
·    As infusões endovenosas devem ser iniciadas dentro de 12 horas e terminadas até 24 horas da reconstituição.
·    As soluções preparadas com água para injeção1, glicose41 5% ou soro33 fisiológico e imediatamente congeladas são estáveis por 12 semanas à -20 ºC.
·    Uma vez descongeladas as soluções não devem ser congeladas novamente.

Posologia - CEFARISTON

Adultos:A dose média usual em pacientes com função renal22 normal é de 500 mg a 1g a cada 4 ou 6 horas:
·      Pneumonia46 não complicada, furunculose com celulite47 e maioria das infecções urinárias: 500 mg a cada 6 horas.
·    Infecções severas: a dose pode ser aumentada para 1 g ou administrar 500 mg a cada 4 horas.
·    Bacteremia48, septicemia11 e outras infecções severas ou com risco de vida: 4 a 12 g/dia por via endovenosa, em doses divididas. Na septicemia11, iniciar a terapia com 6 a 8 g/dia em doses divididas, por vários dias, e reduzir a dosagem gradativamente.
·    De modo geral, a via endovenosa é preferida em pacientes com bacteremia48, septicemia11 ou outras infecções graves, principalmente na ocorrência de estados debilitantes como desnutrição49, traumatismo50, cirurgia, diabete, insuficiência cardíaca51 ou neoplasias e especialmente na presença ou iminência de choque52.
Crianças:
A dosagem deve ser estabelecida de acordo com a idade, peso e severidade da infecção18. A administração de 100 mg/Kg/dia (80 a160 mg/Kg/dia) em doses divididas mostrou-se eficaz para a maioria das infecções.
PROFILAXIA NA CIRURGIA:

Adultos:
·      pré-operatório:1 a 2 g por via endovenosa, 30 a 60 minutos antes da cirurgia.
·    intra-operatório: 1 a 2 g dependendo da duração da cirurgia.
·    pós-operatório: 1 a 2 g a cada 6 horas durante 24 horas após a cirurgia. Se houver sinais53 de infecção18, realizar testes de sensibilidade e cultura e instituir a terapia adequada.
·    Crianças:
·    20 a 30 mg/Kg nos mesmos intervalos esquematizados acima.
DISFUNÇÃO RENAL22:
A dose inicial de 1 a 2 g por via endovenosa. A seguir, administrar a dose de acordo com o grau de insuficiência renal23, gravidade da infecção18 e sensibilidade do microorganismo. As doses máximas de manutenção recomendadas são:
Insuficiência54 leve (Ccr= 80-50 ml/min): 2 g cada 6 horas.
Insuficiência54 moderada (Ccr= 50-25 ml/min): 1,5 g cada 6 horas.
Insuficiência54 grave (Ccr= 25-10 ml/min):1g cada 6 horas.
Insuficiência54 acentuada (Ccr= 10-2 ml/min): 0,5 g cada 6 horas.
Praticamente sem função (Ccr menor que 2 ml/min): 0,5 g cada 8 horas.

Superdosagem - CEFARISTON

Altas doses por via parenteral podem causar convulsões, particularmente em pacientes com insuficiência renal23. Nestes casos, o medicamento deve ser suspenso e uma terapia anticonvulsivante deve ser instituída. A hemodiálise55 pode ser considerada em casos de altas dosagens.

Pacientes idosos - CEFARISTON

Utilizar com cautela em pacientes idosos.
M.S. 1.0270.0056
Farm. Resp.: Drª Eliana de Paula D. Oriolo - CRF-SP nº 6.704
Ariston Indústrias Químicas e Farmacêuticas Ltda.
Rua Adherbal Stresser - 84 - Jardim Arpoador
São Paulo - SP - CEP 05566-000
Serviço ao Consumidor Ariston: 0800-55-6222
C.N.P.J. 61.391.769/0001-72 - Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Lote, fabricação e validade: vide embalagem

CEFARISTON - Laboratório

ARISTON
Rua Adherbal Stresser, 84
São Paulo/SP - CEP: 05566-000
Tel: (011 )810-1079
Fax: (011 )810-2894
Site: http://www.ariston.com.br/

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