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Atualizado em 2012

Uxalun

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Uxalun®

50 e 100 mg
Oxaliplatina

FORMA FARMACÊUTICA - Uxalun

Pó Liofilizado para infusão intravenosa

APRESENTAÇÕES - Uxalun

Uxalun® (Oxaliplatina) 50 mg é apresentado em cartucho com 1 frasco-ampola contendo 50 mg de Oxaliplatina.
Uxalun® (Oxaliplatina) 100 mg é apresentado em cartucho com 1 frasco-ampola contendo 100 mg de Oxaliplatina.

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO - Uxalun

Cada frasco-ampola de Uxalun® 100 mg contém:Oxaliplatina....................100,0 mg Lactose q.s.p. ....................1000,0 mg
Cada frasco-ampola de Uxalun® 50 mg contém:
Oxaliplatina....................50,0 mg Lactose q.s.p. ....................500,0 mg

USO RESTRITO A HOSPITAIS

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - Uxalun

Pelo fato deste produto ser de uso restrito em ambiente hospitalar ou em ambulatório especializado, com indicação específica em neoplasias malignas e manipulação apenas por pessoal treinado, o item INFORMAÇÕES AO PACIENTE não consta da bula, uma vez que as informações serão fornecidas pelo médico, conforme necessário.
Cuidados de armazenamento: Conservar este medicamento em sua embalagem original até o uso. Conservar em temperatura inferior a 25°C. Proteger da Luz.
A solução reconstituída de Uxalun® (Oxaliplatina) pode ser estocada por 24 - 48 horas no frasco original em uma temperatura controlada (temperatura entre 2°C - 8°C).
Antes da infusão, a solução reconstituída deve ser diluída em 250 ou 500mL de solução de glicose1 5%. Esta preparação pode ser estocada por 24 horas a temperatura ambiente.
Qualquer solução reconstituída mostrando evidência de precipitação não deve ser usada e deve ser descartada seguindo os procedimentos descritos para o descarte de lixo citotóxico.
Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento Uxalun® (Oxaliplatina) apresenta prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação. O número do lote, a data da fabricação e a validade estão impressos no cartucho. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade, pois pode não fazer efeito, além de ser prejudicial à sua saúde.
Reações adversas: Os pacientes e os responsáveis pelo cuidado aos pacientes devem ser informados sobre os efeitos tóxicos esperados de Uxalun® (Oxaliplatina), especialmente manifestações neurológicas e gastrintestinais como náuseas2 e vômitos3.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
NÃO UTILIZE MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS - Uxalun

Descrição - Uxalun

Uxalun® (Oxaliplatina) pó liofilizado para infusão intravenosa é um carreador diaminociclohexano (DACH) ligante de compostos de platina, com uma fórmula empírica de C8H14N2O4Pt e peso molecular de 397.29.

Farmacodinâmica - Uxalun

Assim como os outros derivados de platina, a Oxaliplatina atua sobre o DNA, formando ligações alquil que levam a formação de pontes inter e intra-cadeia, inibindo a síntese e a formação posterior de novas moléculas de DNA. A maioria das lesões citotóxicas são originárias da formação de pontes intra-cadeia (DNA-platina), formadas pela ligação cruzada entre espécies de platina ativadas e seqüências de bases específicas (notadamente entre dois resíduos de guanina ou dois resíduos de guanina-adenina). Ligações cruzadas entre cadeias também podem ser formadas, embora elas somem menos de 5% do total de pontes de DNA-platina. O tipo e localização das pontes formadas pela Oxaliplatina parecem ser as mesmas daquelas formadas com outros compostos de platina. Todavia, um grau maior de inibição na síntese de DNA e citotoxicidade foi associada com as pontes DACH-platina da Oxaliplatina em comparação com as pontes de cis-diamina-platina formadas pela Cisplatina e Carboplatina. Acredita-se que o carreador DACH ligante da Oxaliplatina contribui para o aumento desta atividade bem como para falta de resistência cruzada entre a Oxaliplatina e a Cisplatina. O ligante DACH também pode retardar o reparo do DNA através da prevenção e/ou redução da ligação de proteínas4 específicas de reparo de lesão, diminuindo a reparação (bypass) replicativo das pontes de DNA-platina.
Como resultado deste e de outros fatores contribuintes, a Oxaliplatina demonstra a capacidade de afetar a integridade do DNA e induzir apoptose5 celular, a qual pode também contribuir para o mecanismo de ação deste componente.

Muitos mecanismos têm sido implicados no desenvolvimento de células tumorais resistentes a todos os componentes de platina. Estes mecanismos incluem:
1. Redução do acúmulo de droga intracelular;
2. Inativação da droga por conjugação com glutationa ou seqüestro envolvendo metalotionina;
3. Aumento da tolerância às pontes DNA-platina;
4. Aumento na taxa de reparo das pontes de DNA-platina por excisão.
A ocorrência de defeitos no mecanismo de reparo de anelamento e o aumento na passagem replicativa também foram descritos como mecanismos de resistência à Cisplatina, mas não parecem contribuir para a resistência à Oxaliplatina.
A Oxaliplatina mostrou atividade antiproliferativa in vitro contra muitas linhagens celulares tumorais humanas isoladas de pacientes. Além disso, a atividade citotóxica da Oxaliplatina foi maior que a de Cisplatina ou Carboplatina contra algumas linhagens celulares de câncer6 resistentes à droga. Em adição, a Oxaliplatina demonstrou atividade anti tumoral similar à Cisplatina in vivo em alguns tumores murinos, incluindo carcinoma7 de cólon8, melanoma9, modelos de leucemia10 P388 e L40 AkR. Eficácia anti-neoplásica superior a Cisplatina foi descrita em modelos tumorais de murinos para carcinomas mamarios, sarcoma11, leucemia10 L1210 e linfoma12 LGC, sendo que a eficácia é conservada em algumas linhagens resistentes a Cisplatina.

Farmacocinética - Uxalun

A Oxaliplatina sofre biotransformação não enzimática rápida a uma variedade de intermediários reativos, sendo que a avaliação da famacocinética da platina, mais do que de outros compostos relacionados, é geralmente empregada para estudos farmacocinéticos de rotina.Acredita-se que as propriedades anti-tumorais e citotóxicas da Oxaliplatina residem em algumas espécies de platina presentes na fração plasmática ultrafiltrável (sem proteínas4 ligadas à droga e produtos de biotransformação), enquanto que a platina ligada às proteínas4 plasmáticas ou eritrócitos13 é considerada como farmacocineticamente inativa.
Em um estudo in vitro, a tomada máxima de platina dentro dos eritrócitos13 (37%) ocorreu 2 horas após a exposição a Oxaliplatina, não sendo diferente da taxa encontrada para o plasma14. Desta forma, o acúmulo da platina no interior dos eritrócitos13 não funciona como um reservatório de droga.
A platina derivada da Oxaliplatina liga-se rápida e extensivamente às proteínas4 plasmáticas. Em pacientes com câncer6, a extensão de proteínas4 do plasma14 ligadas a platina depois de 2 horas da infusão de Oxaliplatina 130mg/m2 aumentou de 70% na segunda hora para 95% cinco dias após a infusão. Este esquema de dose produziu uma concentração plasmática máxima (Cmax) de platina de 0.83 a 1.21 e 2.96 a 3.22 mg/L no plasma14 ultrafiltrado e plasma14 total respectivamente. Os valores da área sob a curva concentração-tempo de zero ao infinito (AUC) foram 11.9 a 13.6 e 207 a 290 mg/L/h para o plasma14 ultrafiltrado e total, respectivamente.
As concentrações de platina no steady-state do plasma14 ultrafiltrado foram tomados durante o primeiro ciclo de tratamento com 130mg/m2 de Oxaliplatina e não foi descrito acúmulo após a administração de doses únicas ou múltiplas (com ou sem drogas concomitantes). Todavia, foi descrito o acúmulo progressivo de platina em eritrócitos13.
A Cmax de platina foi tempo-dependente em relação ao pico de infusão de Oxaliplatina durante um regime de tratamento cronomodulado. Pacientes com metástase15 de câncer6 coloretal (n=36) foram tratados com Oxaliplatina 25, Fluoruracil 800 e ácido folínico, doses de 150 mg/m2/dia por 4 dias. Os valores da Cmax de platina total e ultrafiltrável (livre) foram significativamente menores depois do pico de administração de Oxaliplatina em 0-100 horas do que em 0-700 ou 1600 horas (0.7 vs 1.2 ou 1.0 mg/L para platina total, e 0.12 vs 0.24 ou 0.19 para platina livre).
A platina derivada da Oxaliplatina tem um grande volume de distribuição no plasma14 ultrafiltrado (582 a 812 litros) e um declínio de meia-vida triexponencial com as fases iniciais de distribuição á e â curtas ( 0.2 a 0.3 horas e  15 a 16 horas, respectivamente) e uma fase ã terminal longa (252 a 273 horas). O clearence de platina ultrafiltrada varia de 9.3 a 10.1l/h.
A excreção de produtos de biotransformação da Oxaliplatina ocorre principalmente pela via renal16. A taxa de recuperação da platina urinária foi de  50% da dosagem administrada de Oxaliplatina 130 mg/m2 após 72 horas e de 57% após o 11º dia de administração. O índice de excreção fecal de platina foi de somente 2.1% da dose administrada após 5 dias.
A exposição à platina plasmática foi maior em pacientes com problemas renais moderados em comparação com indivíduos com função renal16 normal, embora a Cmax de platina ultrafiltrada não seja diferente entre grupos. Aumento na AUC (9.16 vs 5.21mg/l/h) e valores de clearence sistêmico diminuídos (14.23 vs 25.70l/h) foram descritos entre pacientes com problemas renais (clearence de creatinina17 27 a 57ml/min) em comparação com indivíduos com função renal16 normal. Contudo, não foi descrito aumento na taxa de deterioração da função renal16 e do índice de toxicidade da Oxaliplatina em pacientes com problemas renais. O clearence corporal total de platina foi independente da idade, sexo e função hepática.

INDICAÇÕES - Uxalun

Uxalun® (Oxaliplatina) é indicado para o tratamento de pacientes com carcinoma7 coloretal avançado ou metastático, sozinho ou em associação com outros agentes citostáticos com atividade aditiva ou sinérgica.

CONTRA-INDICAÇÕES - Uxalun

Uxalun® (Oxaliplatina) é contra-indicado nos seguintes casos:•  Pacientes com história de hipersensibilidade a derivados de platina;
•  Pacientes que apresentem histórico de mielosupressão antes da primeira administração de Oxaliplatina;
•  Pacientes que apresentem neuropatia periférica18 sensitiva com problemas funcionais antes da primeira administração de Oxaliplatina;
•  Pacientes que estejam grávidas ou amamentando. Não existem dados disponíveis sobre a segurança do uso da Oxaliplatina em mulheres grávidas ou em período de aleitamento. Como qualquer citostático, Oxaliplatina pode ter efeito tóxico para o feto e para o lactente19, e portanto está contra-indicada durante a gravidez20 e a lactação21.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES - Uxalun

Uxalun® (Oxaliplatina) deve ser administrado somente em centros médicos especializados no uso de agentes antineopláscos e sob supervisão de um médico habilitado, com experiência na utilização de agentes quimioterápicos.
A tolerabilidade neurológica à Oxaliplatina deve ser monitorada cuidadosamente, especialmente se Uxalun® (Oxaliplatina) for associado a outros medicamentos com
toxicidade neurológica específica. A neuropatia periférica18 sensorial é caracterizada por disestesia22 e/ou parestesia23 das extremidades com ou sem cãimbras, freqüentemente desencadeada pelo frio. A duração destes sintomas24, os quais usualmente regridem entre os intervalos de tratamento, aumenta com o número de ciclos de tratamento.
O aparecimento de um princípio de dor e/ou desordens funcionais são indicativos, dependendo da duração dos sintomas24, da necessidade de ajustes de dosagem, ou mesmo da descontinuidade do tratamento. As desordens funcionais incluem dificuldades em realizar movimentos delicados e é uma possível conseqüência da ocorrência de problemas sensoriais. Sinais25 e sintomas24 neurológicos aumentam, na maioria dos casos, quando o tratamento é descontinuado. O risco de ocorrência de desordem funcional para doses cumulativas de aproximadamente 800mg/m2 (i.e. 10 ciclos) é de 15% ou menos.
Se a parestesia23 persistir durante o intervalo de dois ciclos de tratamento ou se problemas funcionais estiverem presentes, é recomendada uma redução de 25% na dosagem (i.e. 100mg/m2). Se estes sintomas24 ainda persistirem ou piorarem, é recomendada a descontinuação da administração da Oxaliplatina.
Devem-se realizar exames neurológicos antes e após cada administração de Oxaliplatina. A toxicidade gastrintestinal à Oxaliplatina (náuseas2 e vômitos3), justifica o uso de terapia profilática e/ou terapêutica com antieméticos.
Caso ocorra toxicidade hematológica (leucócitos26 < 2000/mm3 ou plaquetas< 50.000/mm3), a administração do próximo ciclo terapêutico deve ser adiada até que os valores hematológicos retornem a níveis aceitáveis. A contagem de células brancas do sangue27 total deve ser realizada antes de iniciar o próximo período de tratamento (hemograma).Pacientes com histórico de reações alérgicas aos compostos de platina devem ser monitorados para sintomas24 alérgicos. No caso de uma reação do tipo anafilática a Oxaliplatina, a infusão deve ser imediatamente descontinuada e o tratamento apropriado deve ser iniciado. Uma nova administração de Oxaliplatina é contra-indicada nestes casos.
Gravidez20: Os estudos realizados não fornecem informações sobre a segurança do uso da Oxaliplatina em mulheres grávidas. Baseado-se em achados clínicos, a Oxaliplatina parece ser letal e/ou teratogênica ao feto humano nas doses terapêuticas recomendadas, e consequentemente não devem ser utilizada durante a gravidez20. A Oxaliplatina somente deverá ser considerada após uma rigorosa avaliação do paciente e do risco para o feto.
Lactação21: A excreção da Oxaliplatina no leite materno não foi estudada. Portanto a amamentação28 é contra-indicada durante a terapia com Oxaliplatina.
Dados de segurança pré-clínicos:
Os órgãos alvo identificados em estudos pré-clínicos (conduzidos em camundongos, ratos, cachorros e/ou macacos) com a administração de doses únicas ou múltiplas de Uxalun® (Oxaliplatina), incluíram a medula óssea, o sistema gastrintestinal, o fígado29, o sistema nervoso30 e o coração31. A toxicidade do Uxalun® (Oxaliplatina), observada nos órgãos alvos de animais é consistente com a toxicidade produzida por outras drogas contendo platina e danificadores de DNA, drogas citotóxicas usadas no tratamento de canceres humanos com exceção dos efeitos produzidos no coração31.
Os eventos cardíacos foram observados somente em cachorros e incluem a ocorrência de distúrbios eletrofisiológicos como a fibrilação ventricular letal. A ocorrência de cardiotoxicidade é considerada específica do cachorro, não somente porque isso foi observado somente em cachorros, mas também porque doses similares àquelas que produziram cardiotoxicidade letal em cachorros (150mg/m2) foram bem toleradas em humanos.
Mutagenicidade, carcinogenicidade:
A Oxaliplatina foi mutagênica e clastogênica em sistemas de testes com mamíferos e produziu toxicidade embrio-fetal em ratos. A Oxaliplatina é considerada um carcinógeno provável, embora estudos carcinogênicos não tenham sido realizados.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - Uxalun

Os efeitos da Oxaliplatina na farmacocinética do Fluoruracil (na presença de ácido folínico) são inconsistentes. Enquanto uma infusão de Oxaliplatina 85 mg/m2 por 2 horas não afeta os parâmetros farmacocinéticos de Fluoruracil, outro estudo descreveu aumento significativo dos níveis plasmáticos de Fluoruracil quando Oxaliplatina 130mg/m2 foi adicionada ao regime. Um terceiro estudo relatou que o padrão de eliminação linear foi aumentado e a AUC de Fluoruracil diminuiu (p=0.05, ambos parâmetros) na presença de Oxaliplatina. As propriedades farmacocinéticas de Oxaliplatina não foram afetadas por Fluoruracil.Não foram relatadas interações farmacocinéticas entre Oxaliplatina 85 ou 110 mg/m2 e Irinotecano 150 a 250 mg/m2 durante episódios de co-administração. De modo semelhante, a farmacocinética da Oxaliplatina 85 mg/m2 e do Topotecano 0.5 mg/m2 não foram afetadas quando estes agentes foram administrados em conjunto. Dosagens elevadas de Raltitrexed (3 a 3.75 mg/m2) não parecem afetar as propriedades farmacocinéticas de Oxaliplatina 130 mg/m2. Todavia, em outro estudo, o clearence de Oxaliplatina pareceu aumentar e a meia-vida terminal diminuiu por aproximadamente 87 e 36%, respectivamente, durante a co-administração com Raltitrexed.
Deve-se evitar o uso de dispositivos de administração intravenosa contendo alumínio, pois Uxalun® (Oxaliplatina) pode ser degradado em contato com alumínio.
Devido à incompatibilidade com cloreto de sódio e com soluções básicas (em particular o 5-fluoruracil e o trometanol), Oxaliplatina não deve ser misturada com estas substâncias ou administrada pela mesma via venosa.

REAÇÕES ADVERSAS - Uxalun

Os eventos adversos mais comuns ocorridos após a administração de Uxalun® (Oxaliplatina), isolado ou em combinação com outros agentes, são neurológicos, gastrintestinais e hematológicos.
O aparecimento de toxicidade neurológica, consistindo de neuropatia32 sensorial periférica, é a principal toxicidade dose-limitante em pacientes recebendo Oxaliplatina. A toxicidade neurológica consiste de um componente agudo33 bem como um componente cumulativo o qual é geralmente reversível após poucos meses de interrupção do tratamento.
Manifestações neurotóxicas agudas, caracterizadas por disestesia22 e/ou parestesia23 das extremidades, ocorrem em 85 a 95% dos pacientes e podem ser desencadeados ou exacerbados por exposição ao frio. Estes sintomas24 geralmente aparecem após o início da infusão de Oxaliplatina, e em muitos casos desaparecem espontaneamente algumas horas ou dias após a infusão do medicamento.
A ocorrência de disestesia22 laringofaringeana esporádica parece ser resultado da sensitividade diminuída da laringe34 e faringe35 e pode ser observada após a infusão de Oxaliplatina em 1 a 2% dos pacientes. A síndrome36 é caracterizada por sensações subjetivas de disfagia37 e dispnéia38, sem nenhuma evidência objetiva da existência de stress respiratório (hipóxia39, laringoespasmo e broncoespasmo40). A sensação resultante de dificuldade em respirar e engolir é estressante para o paciente, mas os sinais25 e sintomas24 são rapidamente reversíveis. Um prolongamento no tempo de infusão em ciclos subseqüentes ajuda a reduzir o aparecimento destes sintomas24.
Sintomas24 sensoriais periféricos aumentam em duração e intensidade com o aumento e acúmulo das doses de Oxaliplatina. Estes sintomas24, às vezes estão associados com dor e podem progredir para o aparecimento de problemas funcionais periféricos em alguns pacientes ocasionando a necessidade de reduzir a dosagem de Oxaliplatina (ver Cuidados e Precauções).
O aparecimento de toxicidade gastrintestinal e hematológica é comum durante a terapia com Oxaliplatina, mas geralmente apresenta gravidade moderada. A intensidade da toxicidade é aumentada quando Oxaliplatina é usada em combinação com outros agentes.
Dentre as manifestações gastrintestinais de todos os graus, náusea41 e vômito42 são observados em 69% dos pacientes, diarréia43 em 41%, mucosite44 em 4% e anormalidades do fígado29 em 46% dos pacientes. O tratamento profilático e/ou terapêutico com agentes antieméticos potentes é indicado para o tratamento de distúrbios gastrintestinais.
A toxicidade hematológica causada pela Oxaliplatina é leve. Quando a Oxaliplatina foi utilizada como agente isolado, as seguintes manifestações foram observadas: anemia45, neutropenia46 e trombocitopenia47. A incidência48 de neutropenia46 e trombocitopenia47 é maior quando é usada em combinação com 5-fluoruracil.
Ototoxicidade49 clínica ocorreu em menos de 1% dos pacientes tratados com Oxaliplatina; nenhuma lesão grave na audição foi descrita. Distúrbios da função renal16 foram descritos em aproximadamente 3% de todos os pacientes tratados, com menos de 1% apresentando anormalidades graves.
Quando a Oxaliplatina foi administrada em combinação com 5-fluoruracil, foi relatada febre50 com gravidade moderada em 36% dos pacientes. Ainda, infecções foram relatadas em 23% dos pacientes.

POSOLOGIA - Uxalun

A dose recomendada de Uxalun® (Oxaliplatina), sozinho ou em terapia combinada51, é de 130mg/m2 uma vez a cada 3 semanas caso não ocorram sinais25 e sintomas24 de toxicidade importantes. Uxalun® (Oxaliplatina) deve ser administrado como infusão intravenosa de curta duração (2 a 6 horas), diluído em 250 a 500mL de solução de glicose1 5%.A dosagem pode ser modificada em função da tolerabilidade, particularmente neurológica.
Uxalun® (Oxaliplatina) deve ser sempre administrado antes das fluoropirimidinas em caso de terapia combinada51.

PREPARO DE SOLUÇÃO - Uxalun

A reconstituição da solução de Uxalun® (Oxaliplatina) e a sua manipulação devem obedecer aos cuidados especiais preconizados para todos os medicamentos citotóxicos. Uxalun® (Oxaliplatina) deve ser reconstituído e diluído antes do uso. A preparação da solução deve ser feita por um especialista treinado, em condições que garantam a proteção do ambiente bem como o manuseio pessoal de fármacos.
A reconstituição da solução deve ser realizada somente com água para injetáveis ou solução de glicose1 a 5%:
•  Para um frasco de 50mg: adicionar 10 mL de solvente para obter uma concentração final de 5 mg/ml de Oxaliplatina;
•  Para um frasco de 100mg: adicionar 20 mL de solvente para obter uma concentração final de 5 mg/ml de Oxaliplatina.
A solução reconstituída pode ser estocada por 24 - 48 horas no frasco original em uma temperatura controlada (temperatura entre 2º-8ºC). Antes da infusão, a solução reconstituída deve ser diluída em 250 ou 500mL de solução de glicose1 5%. Esta preparação pode ser estocada por 24 horas a temperatura ambiente.
Qualquer solução reconstituída mostrando evidência de precipitação não deve ser usada e deve ser descartada seguindo os procedimentos descritos para o descarte de lixo citotóxico.
Caso o concentrado de Oxaliplatina ou a solução reconstituída para infusão entrem em contato com a pele ou com membranas mucosas, deve-se lavar e enxaguar a região atingida imediatamente com água corrente em abundância.
Uxalun® (Oxaliplatina) não deve ser usado em associação com drogas, soluções alcalinas ou cloretos, incluindo cloreto de sódio, em qualquer concentração.
Uxalun® (Oxaliplatina) não deve ser misturado com outras drogas.
Uxalun® (Oxaliplatina) pode ser degradado caso entre em contato com alumínio.
A inutilização das sobras do medicamento e de todo o material que entre em contato com o mesmo deve obedecer às recomendações vigentes para o tratamento de lixo citotóxico.

SUPERDOSAGEM - Uxalun

Não se conhece antídoto52 específico para a Oxaliplatina. Em casos de superdosagem, deve-se esperar uma exacerbação dos efeitos adversos. O monitoramento dos parâmetros hematológicos deve ser iniciado juntamente com tratamento sintomático de outras manifestações de toxicidade.

PACIENTES IDOSOS - Uxalun

Os estudos realizados com Uxalun® (Oxaliplatina) em pacientes idosos não encontrou diferença entre os efeitos da droga em pacientes idosos quando em comparação com pacientes jovens.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Reg. MS - 1.068.0892 N.º de lote, data de fabricação e data de validade : VIDE CARTUCHO. Farm. Resp. : Marco A. J. Siqueira - CRF-SP n.º 23.873 Fabricado por : Labinca S.A., Rua Crámer 4130, Buenos Aires, Argentina. Uma empresa do grupo NOVARTIS.
Importado e Distribuído por : Novartis Biociências S/A Av. Ibirama, 518 - Complexos 441/3 - Taboão da Serra, SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62 - Indústria Brasileira

São Paulo, 03 de junho de 2002

Maria Christina Góes
Representante Legal

Dr. Marco Antonio J. Siqueira
Farmacêutico Responsável
CRF-SP nº 23.873

Uxalun - Laboratório

SANDOZ
RODOVIA CELSO GARCIA CID, KM 87
CAMBÉ/PR - CEP: 86183-600
Tel: 43 3174-8000
Site: http://www.sandoz.com.br
S.A.C.: 0800 400 9192

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