XYLESTESIN 5% PESADA-50etj. 2ml(SP)
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- - Informação Técnica
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- - Farmacologia1 Clínica
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- - Contra-Indicações
- - Precauções Gerais
- - Cuidados
- - Reações Adversas / C...
- - Conduta Nas Emergênc...
- - Interações Medicamen...
- - Posologia
- - Doses Recomendadas
- - Superdosagem
XYLESTESIN 5% PESADA-50etj. 2ml(SP):
Xylestesin®
Cloridrato de Lidocaína + Glicose2
5 % - Pesada
Para raquianestesia hiperbárica
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES - XYLESTESIN
Solução Injetável 2 ml:Caixa com 50 ampolas de 2 ml em estojos Sterile PackUSO PEDIÁTRICO OU ADULTO
COMPOSIÇÃO - XYLESTESIN
Cada 1 ml de Solução Injetável contém:Cloridrato de Lidocaína (DCB 0739.02-2) .................... 50 mg
Glicose2 anidra (DCB 0627.01-1) .................... 75 mg
Água para Injetáveis qsp .................... 1 ml
* Contém Hidróxido de Sódio qsp pH
INFORMAÇÃO TÉCNICA - XYLESTESIN
OS ANESTÉSICOS LOCAIS PARA USO ESPINHAL SOMENTE DEVERÃO SER ADMINISTRADOS POR PROFISSIONAIS EXPERIENTES NO DIAGNÓSTICO3 E CONTROLE DA TOXICIDADE DOSE-DEPENDENTE E DE OUTRAS EMERGÊNCIAS AGUDAS QUE POSSAM SURGIR DO TIPO DE BLOQUEIO UTILIZADO, E SOMENTE DEPOIS DE SE ASSEGURAR A DISPONIBILIDADE IMEDIATA DE OXIGÊNIO, OUTRAS DROGAS PARA RESSUSCITAÇÃO, EQUIPAMENTO DE RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E DE PESSOAL TREINADO NECESSÁRIO PARA TRATAMENTO E CONTROLE DAS REAÇÕES TÓXICAS E EMERGÊNCIAS RELACIONADAS (VER TAMBÉM REAÇÕES ADVERSAS, PRECAUÇÕES E SUPERDOSAGEM).A FALTA OU A DEMORA NO ATENDIMENTO DA TOXICIDADE DOSE-RELACIONADA DA DROGA E DA HIPOVENTILAÇÃO, SEJA QUAL FOR O MOTIVO E/OU ALTERAÇÕES NA SENSIBILIDADE, PODERÁ LEVAR AO DESENVOLVIMENTO DE ACIDOSE4, PARADA CARDÍACA E POSSÍVEL ÓBITO.Quando apropriado, os pacientes devem ser informados da possibilidade de perda temporária da sensação e atividade motora na metade inferior do corpo, após administração da anestesia5 espinhal.
Também quando apropriado o médico deverá discutir com o paciente outras informações como as reações adversas da lidocaína hiperbárica.
A solução injetável de Xylestesin® 5% pesada contém o anestésico local Cloridrato de Lidocaína associado à Glicose2 7,5% com indicação para o bloqueio subaracnóideo (anestesia5 espinhal). A solução de Xylestesin® 5% pesada não contém conservante.
O prazo de validade do produto é de 18 meses. Não utilize medicamento vencido.
Conservar o produto em temperatura ambiente controlada, entre 15 e 25oC, protegido da luz. Evitar o congelamento.
DESCRIÇÃO - XYLESTESIN
O Cloridrato de Lidocaína é um anestésico local do tipo amida, quimicamente designado como monocloridrato de 2-(dietilamino)-N-(2,6-dimetilfenil)-acetamida monoidratado. É um pó branco, muitosolúvel em água. A Glicose2 é designada como D-glicopiranose.
Xylestesin® 5% Pesada é uma solução estéril e apirogênica, hiperbárica. O pH dessa solução é ajustado entre 6,0 e 7,0. A densidade específica do produto está entre 1,030 e 1,035.
FARMACOLOGIA1 CLÍNICA - XYLESTESIN
Mecanismo de Ação:- A Lidocaína estabiliza a membrana neuronal por inibição dos fluxos iônicos necessários para o início e condução dos impulsos efetuando deste modo a ação anestésica local. Hemodinâmica:- Níveis sangüíneos excessivos podem causar mudanças no débito cardíaco6, na resistência periférica total e na pressão arterial. Com o bloqueio central neural estas alterações podem ser atribuíveis ao bloqueio das fibras autônomas, a um efeito depressivo direto do agente anestésico local nos vários componentes do sistema cardiovascular7. O efeito produzido é uma hipotensão8 moderada, quando as doses recomendadas não são excedidas.FARMACOCINÉTICA E METABOLISMO9 - XYLESTESIN
As informações procedentes de diversas formulações, concentrações e usos revelam que a Lidocaína é completamente absorvida após administração parenteral, sendo que o índice de absorção depende de Bvários fatores tais como, local da administração e a presença ou não de um agente vasoconstritor.Com exceção da administração intravascular, os mais altos níveis sangüíneos obtidos foram após bloqueio nervoso intercostal e os menores foram após administração subcutânea.
A ligação plasmática da Lidocaína depende da concentração da droga e a fração ligada diminui com o aumento da concentração. Em concentrações de 1 a 4 mg de base livre por ml, 60 a 80 % da Lidocaína ligam-se às proteínas10. A ligação também depende da concentração plasmática da alfa-1-ácido glicoproteína. A Lidocaína atravessa as barreiras cerebral e placentária, possivelmente por difusão passiva.
A Lidocaína é rapidamente metabolizada pelo fígado11 e o restante inalterado da droga e os metabólitos são excretados pelos rins12. A biotransformação inclui a N-desalquilação oxidativa, hidroxilação do anel, clivagem da ligação amida e conjugação. A N-desalquilação, um grau maior de biotransformação, produz os metabólitos monoetilglicinaxilidida e glicinaxilidida. As ações farmacológica e toxicológica desses metabólitos são similares, mas menos potentes do aqueles da Lidocaína.
Aproximadamente 90% da Lidocaína administrada é excretada na forma de vários metabólitos e menos que 10% é excretada inalterada. O metabólito primário da urina13 é um conjugado de 4-hidroxi-2,6-dimetilanilina.
A meia-vida de eliminação da Lidocaína após injeção14 intravenosa em bolus15 ocorre caracteristicamente entre 1,5 a 2 horas. Justamente pelo seu rápido índice de metabolização, qualquer condição que afete a função do fígado11 poderá alterar a cinética da Lidocaína. A meia-vida poderá ser prolongada em dobro, ou mais, em pacientes com disfunção hepática. As disfunções renais não afetam a cinética da Lidocaína porém podem aumentar o acúmulo de metabólitos.
Os fatores como acidose4 e o uso de estimulantes e depressivos do SNC afetam os níveis de Lidocaína no SNC, necessários para produzir claros efeitos sistêmicos. As manifestações adversas tornam-se aparentes com o aumento dos níveis plasmáticos venosos acima de 6 mg de base livre por ml. Em animais (macaco rhesus) os níveis sangüíneos arteriais de 18 a 21 mg/ml demonstram o início para a atividade convulsiva.
INÍCIO E DURAÇÃO DA ANESTESIA5:
O início da ação é rápido. A duração da anestesia5 perineal proporcionada por 1 ml (50 mg) de Xylestesin® 5% Pesada atinge em média 100 minutos, com um estado de analgesia prolongando-se por um período de 40 minutos. A duração da anestesia5 cirúrgica proporcionada por 1,5 a 2 ml (75 a 100 mg) do produto é de aproximadamente duas horas.
INDICAÇÕES - XYLESTESIN
Xylestesin® 5% Pesada está indicada na produção de bloqueio subaracnóideo (anestesia5 espinhal).CONTRA-INDICAÇÕES - XYLESTESIN
A Lidocaína está contra-indicada em pacientes com conhecida hipersensibilidade aos anestésicos locais do tipo amida ou aos componentes da fórmula.As seguintes condições impedem a aplicação de anestesia5 espinhal:
_ Hemorragia16 grave, hipotensão8 grave, choque17 e arritmias, bloqueio cardíaco18 completo, com débito cardíaco6 gravemente comprometido.
_ Infecção19 local na área onde se pretende fazer a punção lombar.
_ Septicemia20.
_ Doenças cérebro-espinhais, tais como meningite21, tumores, poliomielite22 e hemorragia16 cerebral. Artrite23, espondilite e outras doenças da coluna que tornem impossível a punção; também é contra-indicado na presença de tuberculose24 ou lesões metastáticas na coluna.
_ Anemia perniciosa25 com sintomas26 medulares.
_ Descompensação cardíaca, derrame27 pleural maciço e aumento acentuado da pressão intra-abdominal como ocorre em ascites maciças e tumores.
_ Infecção19 piogênica da pele no local ou adjacente ao local da punção.
_ Hipotensão8 acentuada, como ocorre em choque17 cardiogênico ou choque hipovolêmico28.
_ Alterações da coagulação ou sob tratamento com anticoagulante29.
PRECAUÇÕES GERAIS - XYLESTESIN
A segurança e a eficácia da Lidocaína dependem da dose correta, técnica adequada, precauções adequadas e da rapidez no atendimento das emergências. Equipamento de ressuscitação, oxigênio e medicamentos para reanimação devem estar disponíveis para uso imediato (Ver Cuidados e Reações Adversas e Superdosagem). O paciente deverá estar recebendo líquidos por via intravenosa, através de cateter, para assegurar esta via de acesso. A menor dose que resultar em anestesia5 efetiva deverá ser usada para evitar altos níveis plasmáticos e graves reações adversas. As repetidas doses de lidocaína podem causar aumentos significativos no nível sangüíneo, com cada dose repetida, devido ao lento acúmulo da droga ou dos seus metabólitos. A tolerância aos níveis sangüíneos elevados varia de acordo com o estado do paciente. Pacientes idosos, debilitados, pacientes com doenças agudas e crianças, deverão receber doses reduzidas de acordo com as suas idades e condições físicas. A Lidocaína deve também ser usada com precaução em pacientes em estado de choque17 grave ou com bloqueio cardíaco18.As seguintes condições poderão impedir o uso da anestesia5 espinhal, dependendo da avaliação médica, da situação e da capacidade de lidar com as complicações que possam ocorrer:
_ Doenças preexistentes do sistema nervoso30 central, tais como aquelas atribuíveis à anemia perniciosa25, poliomielite22, paralisia31 decorrente de lesão nervosa, sífilis32 ou tumores.
_ Alterações hematológicas que predisponham a coagulopatias ou pacientes em anticoaguloterapia. O trauma de vasos sangüíneos33 durante a condução da anestesia5 espinhal pode levar em algumas circunstâncias a hemorragias34 incontroláveis no sistema nervoso30 central ou hemorragias34 nos tecidos moles.
_ Extremos de idade.
_ Dor crônica nas costas e cefaléia35 de cabeça pré-operatória.
_ Hipotensão8 e hipertensão36.
_ Artrites ou deformidades da coluna.
_ Problemas de ordem técnica (parestesias37 persistentes, sangramentos persistentes).
_ Psicoses ou outras causas que signifiquem falta de cooperação por parte do paciente.
Cuidadoso e constante monitoramento cardiovascular e respiratório (adequada ventilação), sinais vitais38 e o estado de consciência do paciente, devem ser acompanhados após cada injeção14 de anestésico local. Deverá também ser lembrado em tais momentos que a agitação, ansiedade, zumbido, vertigem39, visão nebulosa, tremores, depressão ou sonolência podem representar os primeiros sinais40 de toxicidade do sistema nervoso30 central. Os anestésicos locais do tipo amida são metabolizados pelo fígado11, portanto, a lidocaína deve ser usada com cuidado em pacientes com doenças hepáticas. Os pacientes com doença hepática grave devido à sua reduzida capacidade de metabolização dos anestésicos locais, oferecem maior risco para o desenvolvimento de concentrações plasmáticas tóxicas.
A Lidocaína deve também ser usada com cautela em pacientes com função cardiovascular alterada, devido a uma menor capacidade de compensar as mudanças funcionais associadas ao prolongamento de condução atrioventricular provocado por essas drogas.
Ë absolutamente pouco provável o desenvolvimento de hipertermia maligna com agentes anestésicos locais. Entretanto, em pacientes com histórico familiar é recomendável a existência de um protocolo padrão para monitoramento do paciente.
Sinais40 precoces de taquicardia41, taquipnéia, labilidade da pressão sangüínea42 e acidose4 metabólica poderão preceder a elevação da temperatura. O sucesso da reversão da síndrome43 dependerá de um diagnóstico3 precoce, rápida suspensão do agente ou agentes suspeitos de desencadeamento e início imediato de tratamento, incluindo oxigenoterapia, medidas de suporte cabíveis e administração de dantroleno.
A Lidocaína deverá ser usada com cuidado em pessoas com conhecida sensibilidade às drogas. Pacientes alérgicos aos derivados do ácido para-aminobenzóico (procaína, tetracaína, benzocaína, etc.) não têm apresentado sensibilidade cruzada à lidocaína.
CARCINOGENICIDADE, MUTAGENICIDADE E DIMINUIÇÃO DA FERTILIDADE:
Não foram realizados estudos de Lidocaína em animais para a avaliação do potencial carcinogênico e mutagênico, bem como do efeito na fertilidade.
GRAVIDEZ44: Categoria B
Efeitos teratogênicos:- Estudos de reprodução têm sido realizados em ratos com doses até 6,6 vezes maiores que a dose humana e não revelaram evidências de danos ao feto causados pela lidocaína. Porém, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Os estudos em reprodução animal nem sempre são úteis para reproduzir as respostas humanas. Considerações gerais devem ser levadas em conta antes da administração da lidocaína em mulheres com potencial de gravidez44, especialmente aquelas em início de gravidez44 quando ocorre a organogênese máxima.
PARTO E TRABALHO DE PARTO:
A hipotensão8 materna é uma conseqüência da anestesia5 regional.
Os anestésicos locais produzem vasodilatação por bloqueio dos nervos simpáticos. Elevar as pernas da paciente e posicioná-la de lado ajudará na prevenção da diminuição da pressão sangüínea42. O débito cardíaco6 fetal, deverá também ser monitorado de maneira contínua, e o monitoramento fetal eletrônico é altamente aconselhável.
A anestesia5 espinhal poderá alterar as contrações durante o parto, por mudanças na contratilidade uterina, ou força de expulsão.
Há informações de que a lidocaína prolonga a segunda fase do trabalho de parto, por remoção do reflexo de expulsão ou por interferência com a função motora. O uso de anestesia5 obstétrica pode aumentar a necessidade de fórceps.
AMAMENTAÇÃO45:
Não se sabe se a droga é excretada no leite humano. Precauções deverão ser tomadas na administração de lidocaína em mulheres em fase de amamentação45.
USO PEDIÁTRICO:
Ainda não foi estabelecida a segurança e a efetividade em crianças com menos de 18 anos de idade.
CUIDADOS - XYLESTESIN
Para evitar a injeção14 intravascular, deverá ser feita a aspiração antes de injetar o anestésico. A agulha deverá ser reposicionada até que não apareça nenhum retorno de sangue46 na aspiração. Entretanto a ausência de sangue46 na seringa47, não garante que tenha sido evitada a injeção14 intravascular. Os anestésicos espinais, não devem ser injetados durante a contração uterina, já que o fluxo do líquido espinhal poderá levar o anestésico numa altura cefalar além do desejado.REAÇÕES ADVERSAS / COLATERAIS - XYLESTESIN
As reações adversas após a administração de lidocaína são de natureza similar àquelas observadas com outros agentes anestésicos locais do tipo amida. Estas reações estão de maneira geral relacionadas com a dose, podendo resultar de altos níveis plasmáticos causados por excesso de dosagem, rápida absorção ou injeção14 intravascular acidental, podendo também resultar de hipersensibilidade, idiossincrasia ou diminuição da tolerância por parte do paciente. As reações adversas graves são geralmente de natureza sistêmica. Os seguintes tipos são os mais freqüentemente relatados:SISTEMA NERVOSO30 CENTRAL:As manifestações do SNC são excitatórias ou depressivas e podem ser caracterizadas por, nervosismo, apreensão, euforia, confusão, tonturas48, letargia, fala indistinta, sonolência, zumbidos, visão nebulosa ou dupla, vômitos49, sensação de calor, frio ou dormência, contrações, tremores, convulsões, inconsciência50, depressão e parada respiratória. As manifestações excitatórias podem ser muito breves ou podem não ocorrer, sendo que a primeira manifestação de toxicidade poderá ser a sonolência que evoluirá para a inconsciência50 e a parada respiratória.
A sonolência após a administração de lidocaína é comumente um sinal51 precoce de alto nível sangüíneo da droga podendo ocorrer como conseqüência de rápida absorção.
SISTEMA CARDIOVASCULAR7:
As manifestações cardiovasculares são geralmente depressivas, caracterizadas por bradicardia52, hipotensão8 e colapso cardiovascular, podendo resultar em parada cardíaca.
ALÉRGICAS:
As reações alérgicas são caracterizadas por lesões cutâneas53, urticária54, edema55 ou reações anafilactóides. Reações alérgicas como resultado de sensibilidade à Lidocaína são extremamente raras, e se ocorrerem devem ser tratadas de maneira convencional. A detecção da sensibilidade através de testes na pele é de valor duvidoso.
NEUROLÓGICAS:
A incidência56 de reações adversas associadas ao uso de anestésicos locais, pode estar relacionada com a dose total de anestésicos locais administrados e depende também do anestésico em particular que foi usado, via de administração, e do estado físico do paciente. Num estudo feito com 10.440 pacientes que receberam Lidocaína para anestesia5 espinhal, a incidência56 de reações adversas relatadas foram de cerca de 3% cada para dor de cabeça postural, hipotensão8 e dor nas costas; 2% para calafrios, e menos de 1% cada, para sintomas26 nervosos periféricos, náuseas57, respiração inadequada e visão dupla. Muitas destas observações podem estar relacionadas com a técnica usada em relação ao anestésico local, com ou sem contribuição do anestésico local em particular.
Os efeitos neurológicos após a administração da anestesia5 espinhal, podem incluir a perda da sensibilidade perineal e da função sexual, anestesia5 persistente, parestesia58, debilidade e paralisia31 dos membros inferiores, perda do controle esfincteriano, sendo que estas podem ter uma lenta, incompleta ou nenhuma recuperação; hipotensão8, bloqueio espinhal alto ou total, retenção urinária59, dor de cabeça, dor nas costas, meningite21 séptica, meningismo, aracnoidite, atraso do trabalho de parto, aumento na incidência56 de fórceps, calafrios, paralisia31 do nervo craniano decorrente da tração nos nervos por perda do líquido cefalorraquideano e incontinência urinária60 e fecal.
CONDUTA NAS EMERGÊNCIAS PROVOCADAS POR ANESTÉSICOS LOCAIS - XYLESTESIN
A primeira consideração é a prevenção, através de cuidados e constante monitoramento dos sinais vitais38 respiratórios e cardiovasculares, e do estado de consciência do paciente, após cada injeção14 do anestésico local.Ao primeiro sinal51 de alteração, deverá ser prontamente administrado oxigênio.
O primeiro passo no controle das convulsões, como também da hipoventilação ou apnéia61 decorrentes da distribuição cefalar excessiva do bloqueio espinhal, consiste na imediata atenção a manutenção das vias aéreas e de ventilação assistida com pressão positiva através de máscara. Imediatamente após a instituição dessas medidas, deverá ser avaliada a adequação circulatória, mantendo sempre em mente que as drogas comumente usadas para tratar as convulsões, algumas vezes deprimem a circulação62 quando injetadas intravenosamente.
Caso as convulsões persistam após a instituição de suporte respiratório e se o status circulatório assim o permitir, poderá ser administrado por via intravenosa pequenas quantidades de barbitúrico (como Tiopental ou Tiamilal) de ação ultra curta, ou um benzodiazepínico do tipo diazepam. O médico deverá estar familiarizado com o uso dos anestésicos locais em conjunto com essas drogas antes de usá-las.
O tratamento de suporte da depressão circulatória poderá requerer a administração de fluidos por via intravenosa, e quando apropriado, um vasopressor (efedrina ou fenilefrina) segundo a necessidade da situação clínica.
Se não tratada imediatamente, ambas, a depressão cardiovascular e as convulsões, poderão resultar em hipóxia63, acidose4, bradicardia52, arritmias e parada cardíaca.
Uma hipoventilação ou apnéia61 decorrentes da distribuição cefalar excessiva do bloqueio espinhal, poderão produzir os mesmos sintomas26, e também levar a uma parada cardíaca caso o suporte ventilatório não seja instituído. Caso ocorra a parada cardíaca, deverão ser instituídas as medidas padrão de ressuscitação cardiopulmonar.
A intubação endotraqueal, empregando drogas e técnicas familiares ao clínico, poderá estar indicada após administração inicial de oxigênio através de máscara, e também no caso de dificuldade de manutenção das vias aéreas do paciente, ou caso o suporte ventilatório, seja assistido ou controlado, esteja indicado.
A diálise64, não é de valor totalmente descartável no tratamento de superdosagem aguda com Lidocaína.
A DL 50 intravenosa de Cloridrato de Lidocaína em ratos fêmeas, é de 26 (21 a 31) mg/kg e a DL 50 subcutânea é de 264 (203 a 304) mg/kg.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - XYLESTESIN
A administração de soluções anestésicas locais contendo epinefrina e norepinefrina a pacientes que estejam recebendo inibidores da monoaminoxidase, antidepressivos tricíclicos ou fenotiazinas, pode produzir hipotensão8 grave ou hipertensão36. O uso simultâneo desses agentes deverá ser evitado. Nas situações em que a terapia simultânea for necessária, será essencial um cuidadoso monitoramento do paciente.A administração simultânea de drogas vasopressoras, para o tratamento da hipotensão8 relacionada ao bloqueio espinhal, e de drogas oxitócicas do tipo ergot, poderá causar hipertensão36 grave e persistente ou acidentes cerebrovasculares.POSOLOGIA - XYLESTESIN
A anestesia5 espinhal com Xylestesin® Pesada 5%, poderá ser induzida na posição reclinada em lateral direita ou esquerda, e na posição sentada. Sendo uma solução hiperbárica, o anestésico tenderá a se deslocar na direção na qual a mesa estiver posicionada. Após ter atingido o nível desejado de anestesia5 e o anestésico Lidocaína ter sido fixado, geralmente após 5 ou 10 minutos, o paciente deverá ser posicionado de acordo com as necessidades do cirurgião ou do obstetra.As injeções deverão ser feitas lentamente.
Consultar bibliografia específica para definição das técnicas corretas de anestesia5 espinhal.
DOSES RECOMENDADAS - XYLESTESIN
Adultos Sadios: As dosagens recomendadas a seguir serão para adultos normais sadios e servem somente como guia para a quantidade de anestésico necessário na maior parte dos procedimentos de rotina. Em todos os casos a menor dosagem que produzir o efeito desejado, deverá ser a usada.Se a técnica for usada corretamente, e se a agulha estiver posicionada corretamente no espaço subaracnóideo, não será necessário administrar mais do que uma ampola (100 mg).
Bloqueio Espinhal Baixo ou Bloqueio em Sela - Obstetrícia:
A dosagem recomendada para parto vaginal é de aproximadamente 1 ml (50 mg).
Para cirurgia cesariana que necessite de manipulação intra-uterina, 1,5 ml (75 mg) são geralmente suficientes.
Anestesia5 Cirúrgica:
A dosagem recomendada para anestesia5 abdominal é de 1,5 ml a 2 ml (75 a 100 mg).
Crianças:
A dosagem recomendada para adolescentes sadios de idade igual ou superior a 16 anos, é a mesma que a recomendada para adultos normais sadios.
Não existem dados suficientes em crianças com idade inferior a 16 anos para serem feitas recomendações de dosagem (Ver Precauções).
OBS.:- Os produtos parenterais deverão ser examinados visualmente em busca de partículas estranhas e de alteração da cor do produto antes da administração. O produto não deverá ser usado, a qualquer alteração detectada.
Restos de soluções que não forem utilizadas deverão ser descartadas após o seu uso.
Xylestesin® Pesada 5% poderá ser autoclavada uma vez à pressão de 15 libras, a 121oC por 15 minutos.
Desde que estas preparações contenham glicose2, podem ocorrer caramelização sob aquecimento prolongado, e em algumas circunstâncias também sob armazenamento prolongado. Portanto esta solução não deverá ser autoclavada mais do que uma vez, de acordo com as instruções acima, e não deverá também permanecer na autoclave mais tempo do que o necessário.
SUPERDOSAGEM - XYLESTESIN
As emergências decorrentes da administração de anestésicos locais, estão geralmente relacionadas com altos níveis plasmáticos durante o uso terapêutico dos anestésicos locais, ou de injeção14 acidental subaracnóidea da solução anestésica.TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS
N.º do Lote, Data de Fabricação e Prazo de Validade: Vide Cartucho
Reg. MS N.º 1.0298.0072
Farm. Resp.: Dr. Joaquim A. dos Reis CRF-SP N.º 5061
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918
CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rod. Itapira-Lindóia, km 14 Itapira - SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira
REVISADO EM 27/09/01
XYLESTESIN 5% PESADA-50etj. 2ml(SP) - Laboratório
CRISTALIA
Escritório central - Unidade II: Av. Paoletti, 363 - Nova Itapira
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Tel: (19) 3863-9500
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