Atualizado em Set/2011

Rivotril

Informações adicionais sobre o medicamento Rivotril:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Rivotril?

Rivotril é o clonazepam, uma medicação do grupo das benzodiazepinas, derivado do nitrazepam, que inibe ligeiramente as funções do sistema nervoso1 central e tem efeitos anticonvulsivantes. Tais efeitos são representados tanto por uma diminuição direta da ação dos focos convulsivos quanto pela inibição de propagação dos estímulos convulsivantes. Trata-se de substância bem absorvida pelo trato gastrointestinal e que alcança sua concentração plasmática máxima dentro de 2 a 3 horas. A eliminação do clonazepam é lenta, pois os metabólitos ativos permanecem no sangue2 por vários dias.

 

2. Quando o médico indica Rivotril (clonazepam)?

O clonazepam está indicado em associação com a psicoterapia em casos de ansiedade, de síndrome3 do pânico e de agorafobia. O clonazepam também está indicado como coadjuvante no tratamento da epilepsia4. Com a continuidade do tratamento desenvolve-se uma tolerância aos efeitos anticonvulsivantes, pelo que o clonazepam só deve ser usado em casos agudos, por pouco tempo.

O clonazepam também pode ser utilizado em casos de overdose de anfetaminas, para reverter alguns dos efeitos colaterais dessas medicações.

 

3. Como o médico prescreve Rivotril (clonazepam)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diferentes de tomar o medicamento. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer efeito porque sua dosagem é muito baixa ou apresenta muitos efeitos colaterais ou tóxicos porque sua dosagem é muito alta. Portanto, é importante seguir exatamente as orientações do médico e não mudar a dose ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais mais comuns de Rivotril (clonazepam)?

O clonazepam é usado há muitos anos, sem que tenha havido relato de efeitos colaterais sérios ou perigosos. Os efeitos colaterais mais comuns dele são enjoo, sonolência, alucinações, erupções cutâneas5 ou prurido6, cansaço e distúrbios de micção. Mesmo assim, estes e quaisquer outros eventuais efeitos colaterais devidos ao uso desse medicamento devem ser prontamente informados ao médico.

 

5. Pode-se dirigir enquanto se faz uso de Rivotril (clonazepam)?

Como acontece com toda medicação com atuação sobre o sistema nervoso1 central, o clonazepam pode afetar a coordenação motora. Por isso não é aconselhável dirigir ou operar máquinas perigosas enquanto se estiver em uso dessa medicação.

 

6. Pode-se indicar Rivotril (clonazepam) na gravidez7 ou na amamentação8?

O clonazepam atravessa a barreira placentária e pode ser encontrado no líquido amniótico9. Alguns fetos de grávidas tratadas com clonazepam apresentaram efeitos teratogênicos e foi constatado que essas mulheres correm um risco maior de sofrerem abortamento10. Embora os estudos a respeito não sejam definitivos e a maioria das mulheres que tomaram essa medicação durante a gravidez7 tenham dado origem a recém-nascidos normais, é recomendável recorrer a um médico para que ele avalie a relação risco/benefício do uso da medicação. Ademais, a interrupção de um anticonvulsivante exige certos cuidados especiais.

O clonazepam pode ser detectado no leite materno, embora em pequenas doses. É, pois, desaconselhável usar essa droga durante o período de aleitamento. Caso a sua retirada seja tida como muito prejudicial, o médico deve decidir com base na avaliação risco/benefício.

 

7. Quais observações e cuidados especiais devem ser mantidos durante o uso de Rivotril (clonazepam)?

Alguns estudos mostraram que cerca de 30% dos pacientes em uso do clonazepam apresentaram perda da atividade anticonvulsiva após três meses do início da medicação. O ajuste de dose pode restabelecer a eficácia da droga.

Pacientes que estejam tomando o clonazepam não devem consumir álcool, uma vez que isto pode produzir efeitos indesejáveis e imprevisíveis.

Doses elevadas do clonazepam podem diminuir o desejo sexual. No entanto, esse efeito colateral11 desaparece quando a medicação é suspensa.

É recomendável realizar exames periódicos de sangue2 e realizar testes de função hepática durante a terapia de longo prazo com o clonazepam.

 

8. Rivotril (clonazepam) pode criar dependência?

O clonazepam pode causar dependência física e psíquica. Os casos de dependência ocorrem principalmente em pacientes predispostos, com história de alcoolismo e de abuso de outras drogas.

 

9. Pode-se suspender bruscamente o uso de Rivotril (clonazepam)?

As consequências da retirada brusca do clonazepam dependem de ele estar sendo usado como tranquilizante ou como anticonvulsivante. A interrupção abrupta ou muito rápida do uso desse medicamento como tranquilizante pode resultar no desenvolvimento de síndrome3 de retirada dos benzodiazepínicos ou, como anticonvulsivante, num status epiléptico. A medicação deve ser reduzida lentamente, para que sejam reduzidos os efeitos da supressão. Consulte seu médico sobre a forma de interromper a medicação.

 

10. Quando Rivotril (clonazepam) não é indicado?

Rivotril (clonazepam) não é indicado para pacientes com história de hipersensibilidade específica ao clonazepam, aos benzodiazepínicos em geral ou a outros componentes de sua fórmula. O clonazepam também não deve ser tomado na presença de intoxicação alcoólica aguda, vulnerabilidade à dependência a drogas, disfunção hepática ou renal12 grave, miastenia13 gravis, porfiria14 ou glaucoma15 agudo16 de ângulo fechado.