Atualizado em Set/2011

Carbolitium

Informações adicionais sobre o medicamento Carbolitium:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Carbolitium?

Carbolitium é o carbonato de lítio, um sal semelhante ao sal de cozinha, retirado de um mineral chamado Petalita, usado para tratar pacientes em crises de transtorno afetivo bipolar (antiga Psicose1 Maníaco-Depressiva - PMD) ou para estabilizar o humor dessas pessoas. O mecanismo de ação exato do carbonato de lítio ainda não foi estabelecido. Duas teorias são postuladas: a primeira é de que haveria um aumento no transporte do íon sódio através da membrana neuronal; a segunda é que o lítio diminui a responsividade dos receptores sensíveis aos hormônios. Sua eficácia nesse sentido é muito grande e sua principal desvantagem está em ser tóxico em doses pouco superiores às terapêuticas. É prontamente absorvido pelo trato gastrointestinal e não sofre metabolização. Sua meia vida se dá em cerca de 5 a 6 horas e o início de sua ação terapêutica pode levar de 1 a 3 semanas. É excretado quase totalmente pelos rins2, em forma inalterada.

 

2. Qual a ação terapêutica esperada de Carbolitium (carbonato de lítio)?

O carbonato de lítio tem como principal finalidade o tratamento dos estados maníacos do transtorno bipolar. Muitos pacientes com depressão que não se alterna com exaltação também se beneficiam dele quando se associa a ele um antidepressivo. O carbonato de lítio também é usado com resultados terapêuticos positivos em crianças com hiperatividade.

 

3. Como o médico prescreve Carbolitium (carbonato de lítio)?

Cada caso é diferente de outro e exige doses e modos diferentes de tomar. Lembre-se que muitas vezes uma medicação deixa de fazer os efeitos esperados ou apresenta muitos efeitos colaterais ou tóxicos porque sua dosagem não está bem adequada.

No caso do carbonato de lítio, as doses tóxicas são muito próximas das doses terapêuticas e, por isso, a medicação deve ser tomada com especial observância das doses prescritas. Portanto, é importante seguir exatamente as orientações do médico e não mudar a dose ou a forma de tomar o medicamento por conta própria.

 

4. Quais os efeitos colaterais mais comuns na administração de Carbolitium (carbonato de lítio)?

Os efeitos colaterais mais comuns do carbonato de lítio são enjoos e tremores. Podem ainda ocorrer: diarreia3, vômitos4, fraqueza muscular, cãimbras, alteração do ritmo cardíaco. Depois de vários meses de uso pode ocorrer aumento da glândula5 tireoide6, devido à diminuição de função da glândula5. Essa ocorrência, no entanto, é rara e geralmente bem fácil de corrigir sem precisar parar o lítio. Consulte um médico a respeito. Esses ou outros efeitos colaterais que por ventura surjam devem ser prontamente comunicados ao médico.

 

5. Pode-se dirigir enquanto se faz uso de Carbolitium (carbonato de lítio)?

Alguns efeitos colaterais do carbonato de lítio podem prejudicar a habilidade de dirigir veículos automotores ou manejar máquinas perigosas. Discuta com um médico a respeito e decida junto com ele.

 

6. Pode-se indicar Carbolitium (carbonato de lítio) na gravidez7 ou na amamentação8?

Existem pesquisas que afirmam que o carbonato de lítio causa má formação fetal e outras que afirmam o contrário. Embora não seja comprovado que o carbonato de lítio tenha efeito nocivo, é preferível não prescrever a medicação durante o primeiro trimestre de gestação.

Uma vez que o lítio é eliminado também pelo leite materno, a administração do medicamento também não deve ser feita durante a amamentação8.

 

7. Quais observações e cuidados especiais devem ser mantidos durante o uso de Carbolitium (carbonato de lítio)?

Como as doses tóxicas do carbonato de lítio são muito próximas das doses terapêuticas, é necessário que sejam realizados frequentes exames de sangue9, sobretudo no início do tratamento, para determinar o nível sanguíneo do lítio. Com o tempo, o psiquiatra experiente aprende a monitorar clinicamente os sintomas10 de intoxicação de cada paciente e os exames laboratoriais podem se tornar mais esporádicos.

As doses do carbonato de lítio devem ser prescritas por um médico e distribuídas em três tomadas diárias (manhã, tarde, noite).

O sangue9 para exame que vise determinar a concentração sanguínea de lítio deve ser retirado após 12 horas da última tomada.

O aumento de peso, quando ocorre, é devido à retenção de líquidos e não ao aumento de gordura11.

Para manter-se o nível de água no organismo durante o tratamento com o carbonato de lítio, recomenda-se beber pelo menos 1,5 litro de líquido por dia.

O carbonato de lítio não gera dependência.

 

8. Quais os principais sintomas10 de intoxicação por Carbolitium (carbonato de lítio)?

Os principais sintomas10 da intoxicação pelo carbonato de lítio são: tremor forte, voz pastosa, troca de palavras, hiperreflexia, dificuldade de marcha e coordenação motora, visão turva, arritmias cardíacas, rigidez de nuca e convulsões. Estes sintomas10 exigem a suspensão da medicação ou significativas reduções de doses.

 

9. Pode-se suspender bruscamente o uso de Carbolitium (carbonato de lítio)?

Sendo necessário ou conveniente, não há prejuízos em suspender drasticamente a administração do carbonato de lítio. A suspensão brusca deve ser feita em casos de intoxicação.

 

10. Quando Carbolitium (carbonato de lítio) não é indicado?

O uso de Carbolitium (carbonato de lítio) é contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade ao carbonato de lítio ou a qualquer outro componente da fórmula. O carbonato de lítio é contraindicado em pacientes com má função renal12 ou que estejam recebendo diuréticos13, porque essas condições aumentam a toxicidade do lítio.