Novalgina

Informações adicionais sobre o medicamento Novalgina:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE. Estas notas são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes dessa substância medicamentosa e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Para saber mais e com mais segurança, consulte a bula do remédio.

 

1. O que é Novalgina?

Novalgina é a dipirona (ou metamizol), uma substância do grupo das pirazolonas, usada em alguns países como analgésico1 e antitérmico2. Seus efeitos, tanto os analgésicos3 quanto os antitérmicos4, ocorrem entre 30 a 60 minutos. A medicação é extremamente popular no Brasil, onde é um dos analgésicos3 mais consumidos, ao lado do ácido acetilsalicílico (AAS). Na forma oral é bem absorvida pelo trato gastrointestinal. É metabolizada no fígado5 e excretada, sobretudo, pela urina6. Quando tomada por via intravenosa, sua meia vida é de cerca de 14 minutos. Seus efeitos se manifestam em 30 a 60 minutos e duram em torno de 4 horas. Em alguns países (Estados Unidos, Suécia, Japão e Austrália, entre outros), a dipirona encontra-se proscrita, pela possibilidade que tem de causar agranulocitose7 (0,2 a 2 casos por milhão de pessoas, com 7% de casos fatais). A agranulocitose7 é uma leucopenia8 grave, representada pela diminuição do número de células brancas sanguíneas. No entanto, é livremente comercializada em mais de 100 outros países (Rússia, Alemanha, Itália, França, Portugal, Espanha, México, entre outros).

 

2. Quando o médico prescreve Novalgina (dipirona)?

Indica-se a dipirona como analgésico1 em dores de pouca intensidade e como antipirético9.

 

3. Como o médico prescreve Novalgina (dipirona)?

Siga corretamente o modo indicado pelo médico de usar Novalgina (dipirona), bem como as doses recomendadas por ele; só ele pode saber o que é mais conveniente para cada quadro clínico e para cada paciente. Alguns remédios deixam de fazer efeito por serem tomados de maneira errada ou em doses abaixo do necessário; outros têm efeitos colaterais ou tóxicos graves em virtude de doses muito altas.

 

4. Quais os efeitos colaterais mais comuns de Novalgina (dipirona)?

Os efeitos colaterais mais notáveis da dipirona, embora bastante raros, dizem respeito às reações de hipersensibilidade: choque anafilático10 e discrasias sanguíneas. Nesses casos, a medicação deve ser imediatamente descontinuada. Fora isso, os efeitos colaterais da dipirona são desprezíveis. Como toda medicação, a dipirona pode ainda dar origem a outros efeitos colaterais, às vezes imprevistos. Por isso, estes ou quaisquer outros eventuais efeitos colaterais devidos ao uso desse medicamento devem ser prontamente informados ao médico.

 

5. Quando Novalgina (dipirona) não é indicado?

Contraindica-se Novalgina (dipirona) a pacientes com hipersensibilidade conhecida à dipirona ou a outras pirazolonas e ainda a qualquer um dos componentes da sua fórmula. A dipirona também é contraindicada na porfiria11, nas crianças menores de 3 meses de idade e nos três primeiros e três últimos meses de gravidez12, sobretudo em uso prolongado.

 

6. Observações e cuidados especiais no uso de Novalgina (dipirona).

A dipirona não deve ser utilizada durante os primeiros três meses de gravidez12 e o uso dessa medicação durante o segundo trimestre da gravidez12 só deve ocorrer após cuidadosa avaliação risco/benefício, pelo médico. Entretanto, ela não deve ser utilizada durante os três últimos meses da gravidez12 em vista de possíveis complicações perinatais para a mãe e para o recém-nascido.

A amamentação13 deve ser evitada durante e até 48 horas após o uso da dipirona, em virtude de que os metabólitos da droga se excretam parcialmente pelo leite materno.

A dipirona oral não deve ser utilizada em menores de três meses de idade e crianças menores de 1 ano não devem ser tratadas com dipirona por via intravenosa.