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Atualizado em 2011

CEDILANIDE

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Forma farmacêutica e apresentação - CEDILANIDE

Solução injetável. Caixa com 50 ampolas de 2 ml.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição - CEDILANIDE

Cada ampola (2 ml) contém:
Deslanósido    0,2 mg /ml

O deslanósido é um dos glicosídios naturais da Digitalis lanata; aumenta a contratilidade cardíaca, diminui a freqüência cardíaca (pela prolongação do período refratário do nódulo1 AV) e alivia a sintomatologia clínica da insuficiência cardíaca2 (congestão venosa, edema3 periférico, etc.).
A ação terapêutica começa entre 5- 30 minutos após injeção4 intravenosa e o efeito máximo é obtido em 2(-4) horas.
A absorção gastrintestinal é da ordem de 60- 75%, o volume de distribuição é de cerca de 4,5 l/kg (variação 2,0 - 8,1), e a ligação a proteínas5 é de 25%. A meia-vida de eliminação é de cerca de 40 horas.
Um dos principais metabólitos é a digoxina. 50% da dose administrada é excretada pelos rins6, principalmente na forma de lanatosído C.

Indicações - CEDILANIDE

Insuficiência cardíaca congestiva7 aguda e crônica de todos os tipos, qualquer que seja sua fase - especialmente as associadas com fibrilação ou "flutter" supraventricular e aumento da freqüência cardíaca - em pacientes de todas as idades.Taquicardia8 paroxística supraventricular.

Posologia - CEDILANIDE

Analogamente a todos os glicosídios cardíacos, a posologia deve ser cuidadosamente adaptada às necessidades individuais do paciente.
As injeções por via intravenosa devem ser administradas vagarosamente.

Adultos

digitalização rápida (24 horas) em casos de urgência:
i.v. ou i.m.: 0,8 - 1,6 mg = 4 - 8 ml = 2 - 4 ampolas  (em 1- 4 doses fracionadas);
digitalização lenta (3 - 5 dias):
i.v. ou i.m.: 0,6 - 0,8 mg diariamente = 3 - 4 ml = 1 ½ - 2 ampolas (pode ser fracionada);
terapia de manutenção: (dose diária média + variação nas doses):
i.m. (i.v. é possível): 0,4 mg (0,2 - 0,6 mg) = 2 ml (1-3 ml = ½ a 1 ½ ampolas).

Crianças

Crianças, e especialmente as pequenas (lactentes9), requerem de modo geral doses maiores que os adultos, em relação ao peso corpóreo. Todavia existem diferenças consideráveis entre os pacientes, e as seguintes doses   são fornecidas para orientação:

digitalização rápida (24 horas) em casos de urgência: - CEDILANIDE

i.v. ou i.m.: 0,02 - 0,04 mg/kg diariamente em 1-3 doses fracionadas.Para posologia em situações especiais, incluindo pacientes idosos, vide "Precauções".

Contra-indicações - CEDILANIDE

Bloqueio AV completo e bloqueio AV do 2º grau (especialmente 2:1), parada sinusal, bradicardia10 sinusal excessiva.

Precauções - CEDILANIDE

Durante o tratamento com digitálicos o paciente deve ser mantido sob controle, a fim de evitar efeitos secundários devidos a uma dosagem excessiva.Não se deve administrar cálcio parenteralmente a pacientes digitalizados.
Na presença de cor pulmonale crônico11, insuficiência12 coronariana, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal13 ou hepática, a posologia deve ser reduzida. Isto implica em um  ajuste cuidadoso da posologia também em pacientes idosos, nos quais uma ou mais destas enfermidades podem estar presentes. Apesar de insuficiência renal13 nestes pacientes, o nível sérico de creatinina14 pode ser normal, devido à massa muscular reduzida e à baixa produção de creatinina14.
Como na insuficiência renal13 a farmacocinética  pode ser alterada, o ajuste da posologia deve ser feito através da dosagem dos níveis séricos da digoxina. Quando isto não for possível, os seguintes conselhos podem ser úteis:
De modo geral a dose deve ser reduzida para cerca da mesma porcentagem que a redução no clearance de creatinina14. Caso o clearance de creatinina14 não tenha sido determinado, pode ser estimado em homens pela determinação da  concentração de creatinina14 sérica (Scr), aplicando- se a fórmula (140 - idade)/Scr.  Para mulheres o resultado deve ser multiplicado por 0,85.
Na insuficiência renal13 grave o nível sérico de digoxina deve ser determinado a intervalos de cerca de 2 semanas, ao menos durante o período inicial de tratamento.

Interações - CEDILANIDE

Em pacientes digitalizados, cálcio em doses elevadas, medicamentos psicotrópicos incluindo o lítio e simpatomiméticos podem aumentar o risco de arritmias cardíacas; portanto, estes devem ser administrados com cautela. Em casos de medicação concomitante, a dose de glicosídios cardíacos deve ser reduzida.
Vários medicamentos podem aumentar a concentração de digoxina, por exemplo: quinidina, antagonistas de cálcio (em especial verapamil), amiodarona, espironolactona e triantereno.
Os antibióticos como a eritromicina e a tetraciclina podem indiretamente causar um aumento na concentração sérica, alterando a flora intestinal e desta forma interferindo no metabolismo15 do medicamento.
Os diuréticos16 perdedores de K, corticosteróides e anfotericina B podem contribuir para a intoxicação digitálica interferindo no balanço eletrolítico (hipopotassemia).
Foi observado que o uso concomitante da espironolactona não somente influi sobre a concentração sérica da digoxina, como também pode interferir com o método analítico de determinação. Nestes casos os resultados da avaliação de digoxina devem ser interpretados com cautela.

Efeitos colaterais - CEDILANIDE

25% dos pacientes hospitalizados que recebem digital apresentam algum sinal17 de intoxicação digitálica. Esta ocorre, geralmente, devido à administração concomitante de diuréticos16 que levam a depressões de potássio. Os efeitos colaterais mais freqüentes, especialmente após os primeiros  sintomas18 da dosagem excessiva, são:distúrbios do SNC e gastrintestinais (anorexia19, náusea20, vômito21); em raras ocasiões (especialmente em pacientes arterioscleróticos idosos), confusão, desorientação, afasia22 e distúrbios visuais incluindo cromatopsia, sudorese23 fria, convulsões, síncope24, morte.
distúrbios da freqüência cardíaca, condução e ritmo (bradicardia10 acentuada e parada cardíaca); no ECG rebaixamento do segmento ST com inversão pré- terminal da onda T.  
As reações cutâneas alérgicas (prurido25, urticária26, erupções maculares) e ginecomastia27 ocorrem muito raramente.

Tratamento da intoxicação - CEDILANIDE

a)     devido a dosagem excessiva severa e aguda:
      Suspender Cedilanide e esvaziar o estômago28 (lavagem gástrica29).
      Deve- se deixar no estômago28 um aglutinante, tal como a colestiramina.
      É essencial a monitorização ECG contínua.
      O tratamento com anticorpos30 específicos pode ser considerado.
      Para outro tratamento posterior, veja abaixo.
b)     devido a dosagem excessiva crônica:
      Suspender Cedilanide e monitorizar o paciente através de ECG.
1.    Os sais de potássio são comumente utilizados, especialmente em casos de hipocalemia: 0,5 a 1 g de cloreto de potássio dissolvido em água, administrado por via oral várias vezes ao dia, até 3 - 6 g (40 a 80 mEqK+), para adultos desde que a função renal31 esteja conservada. Em casos urgentes utilizar infusão intravenosa de 40 a 80 mEq (diluída para uma concentração de 40 mEq por 500 ml) a uma velocidade máxima de 20 mEq/hora (utilizar monitorização ECG) ou a uma velocidade mais lenta no caso de irritação local dolorosa. Recomenda-se a administração de magnésio na presença de hipomagnesemia.
2.    Tratamento de taquiarritmias32:
Nos casos de arritmia33 ventricular grave sem bloqueio AV, injeção4 i.v. lenta de lidocaína. Os pacientes com funções cardíaca e renal31 normais, geralmente respondem a uma injeção4 intravenosa inicial (vagarosa por 2- 4 minutos) de 1-2 mg/kg de peso corpóreo seguida por uma infusão i.v. de 1-2 mg/minuto. Nos pacientes com funções cardíacas e/ou renal31 comprometidas a posologia deve ser reduzida de acordo. Se houver bloqueios AV do 2º e 3º graus concomitantes, não se deve administrar lidocaína antes que o tratamento com marcapasso34 seja instituído. Os seguintes medicamentos já foram utilizados, os quais também podem ser úteis em arritmias supraventriculares: agentes betabloqueadores, procainamida, bretílio e fenitoína.
A cardioversão somente deve ser empregada no tratamento de fibrilação ventricular, desde que de outra forma pode precipitar arritmias mais graves.
3.     Tratamento de bradiarrítmias e bloqueio AV:
atropina;
marcapasso34 se forem observados bloqueio AV grave, parada sinusal ou assístole;
como tratamento de emergência, antes da inserção de um eletrodo para o marcapasso34, uma infusão i.v. de isoproterenol pode ser útil.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

CEDILANIDE - Laboratório

NOVARTIS
Av. Prof. Vicente Rao, 90 - Brooklin
São Paulo/SP - CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
Site: http://www.novartis.com/

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