DEPO-MEDROL
Depo- Medrol*
(acetato de metilprednisolona)
PARTE I - DEPO-MEDROL
IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO - DEPO-MEDROL
Nome: Depo- Medrol*
Nome genérico: acetato de metilprednisolona
Forma farmacêutica e apresentações: - DEPO-MEDROL
Depo- Medrol* suspensão injetável é apresentado em embalagem contendo 1 frasco-ampola com 2 mL (80 mg).
USO ADULTO E PEDIÁTRICO (vide "Posologia")
USO INJETÁVEL POR VIA INTRAMUSCULAR, INTRA- SINOVIAL, INTRALESIONAL OU INTRA-RETAL (vide "Posologia")
Composição: - DEPO-MEDROL
Cada mL de Depo- Medrol* suspensão injetável, contém 40 mg de acetato de metilprednisolona.
Excipientes: macrogol 4000, cloreto de sódio, cloreto de miristil- gama-picolínio e água para injetáveis.PARTE II - DEPO-MEDROL
INFORMAÇÕES AO PACIENTE - DEPO-MEDROL
Depo- Medrol* (acetato de metilprednisolona) é indicado para uso intramuscular nos seguintes casos: distúrbios endócrinos, reumáticos, doenças do colágeno e dermatológicas, estados alérgicos, doenças oftálmicas, gastrintestinais e respiratórias, distúrbios hematológicos, doenças neoplásicas, estados edematosos, entre outros. Depo-Medrol* também é indicado, em alguns casos, para uso intra-sinovial ou em partes moles; é indicado para algumas condições com uso intralesional e uso intra-retal no caso de colite1 ulcerativa (vide "Indicações").Depo- Medrol* deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz. Este produto não é apropriado para doses múltiplas. Após administração da dose desejada, qualquer suspensão remanescente deve ser descartada.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.
Depo- Medrol* deve ser usado na gravidez2 apenas se absolutamente necessário.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Os corticosteróides são excretados no leite humano. Informe ao seu médico se estiver amamentando.
Depo- Medrol* pode ser administrado por via intramuscular, intra-articular ou injetado em partes moles ou no interior de lesões de pele. Depo-Medrol* pode, também, ser administrado por via intra-retal.
Depo- Medrol* não deve ser administrado por via intravenosa ou intratecal (dentro do espaço subaracnóide, abaixo da meninge que envolve estruturas do sistema nervoso3).
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Depo- Medrol* pode interagir com outras medicações, como ciclosporina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina, antibióticos macrolídeos, antifúngicos azólicos, ácido acetilsalicílico e anticoagulantes orais.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja usando outros medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Depo- Medrol*.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o tratamento com Depo- Medrol*, tais como ganho de peso, fraqueza ou dor muscular, manchas avermelhadas ou roxas na pele, alterações na coloração ou na espessura da pele (mais fina e frágil), irregularidades menstruais, convulsões, reações alérgicas, infecções e vermelhidão em local de injeção4. Foram também relatadas as seguintes reações adversas associadas ao uso de corticosteróides: alterações do sódio e potássio sangüíneos, aumento da pressão sangüínea5, insuficiência cardíaca6 em pacientes predispostos, fraturas e alterações ósseas, osteoporose7, ruptura do tendão de Aquiles, úlceras8 no estômago9 ou intestino, pancreatite10, inflamação11 no esôfago12, sangramento no estômago9, perfuração do intestino, alterações de exames laboratoriais que avaliam a função do fígado13, dificuldade na cicatrização de feridas, supressão do crescimento em crianças, alterações endocrinológicas, alterações no metabolismo14 do açúcar15 no sangue16, aumento da pressão intracraniana (cerebral), alterações psíquicas, alterações na pressão interna dos olhos, exoftalmia (protrusão dos olhos), predisposição a infecções, alteração no resultado de testes alérgicos cutâneos, queda da pressão sangüínea5, tontura17 e dor de cabeça.
Depo- Medrol* é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade ao acetato de metilprednisolona ou a qualquer componente do produto e a pacientes com infecções sistêmicas por fungos. Depo-Medrol* é contra-indicado para administração intravenosa ou intratecal.
Durante a terapêutica com corticosteróides, os pacientes não devem ser vacinados contra a varíola. A administração de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados é contra- indicada a pacientes recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides. Vacinas de microorganismos mortos ou inativadas podem ser administradas a pacientes recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides, no entanto, a resposta a tais vacinas pode ser diminuída. Os procedimentos de imunização18 preconizados podem ser realizados em pacientes recebendo doses não imunossupressoras de corticosteróides.
Podem aparecer transtornos psíquicos durante o uso de corticóides, variando desde euforia, insônia, alterações de personalidade e depressão grave, a manifestações claramente psicóticas. Além disso, a instabilidade emocional ou tendências psicóticas já existentes podem ser agravadas pelos corticosteróides.
Deve ser evitada a injeção4 no músculo deltóide (região da raiz do braço) por causa da alta incidência19 de atrofia20 subcutânea (região abaixo da pele).
Os corticóides devem ser usados com cautela em colite1 ulcerativa não específica, se houver possibilidade de perfuração iminente, abscesso21 ou outra infecção22 piogênica e também em casos de diverticulite23, anastomose intestinal recente, úlcera péptica24 ativa ou latente, insuficiência renal25, hipertensão26, osteoporose7 ou miastenia27 grave.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose28. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão, devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico29 precoce e tratamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
PARTE III - DEPO-MEDROL
INFORMAÇÕES TÉCNICAS - DEPO-MEDROL
Para administração intramuscular
Quando a terapia oral não é factível e a potência, a dose e a via de administração do produto o tornam mais apropriado ao tratamento da doença, o uso intramuscular de Depo- Medrol* (acetato de metilprednisolona) está indicado em:
Distúrbios Endócrinos
Insuficiência30 adrenocortical primária ou secundária (o medicamento de eleição é a hidrocortisona ou a cortisona; análogos sintéticos podem ser utilizados em associação com mineralocorticóides quando aplicável; a suplementação com mineralocorticóides é de especial importância nos primeiros anos de vida).
Insuficiência30 adrenocortical aguda (o medicamento de eleição é a hidrocortisona ou a cortisona; quando se usa análogos sintéticos, pode ser necessária a suplementação com mineralocorticóides).
Hiperplasia31 adrenal congênita. Tiroidite não supurativa. Hipercalcemia associada ao câncer32.
Distúrbios reumáticos
Como terapia adjuvante para administração a curto prazo (para ajudar o paciente a superar um episódio agudo33 ou uma exacerbação) em: osteoartrite34 pós- traumática, sinovite de osteoartrite34, artrite reumatóide35, incluindo artrite reumatóide35 juvenil (casos selecionados podem exigir terapia de manutenção com doses baixas), bursite aguda ou subaguda, epicondilite, tenossinovite aguda não-específica, artrite36 gotosa aguda, espondilite anquilosante e artrite36 psoriática.
Doenças do colágeno
Durante uma exacerbação ou como terapia de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda, dermatomiosite sistêmica (polimiosite).
Doenças dermatológicas
Pênfigo, eritema multiforme37 grave (síndrome38 de Stevens- Johnson), micose39 fungóide, dermatite40 esfoliativa, dermatite40 herpetiforme bolhosa, dermatite40 seborréica grave, psoríase41 grave.
Estados alérgicos
Controle de condições alérgicas graves ou incapacitantes, não responsivos ao tratamento convencional, em: asma42 brônquica, dermatite40 atópica, rinite43 alérgica sazonal ou perene, reações de pós- transfusões, tipo urticária44, dermatite40 de contato, doença do soro45, reações de hipersensibilidade a medicamentos, edema46 agudo33 não infeccioso de laringe47 (a epinefrina é o fármaco de primeira escolha).
Doenças oftálmicas
Processos inflamatórios e alérgicos crônicos e agudos graves, envolvendo os olhos, tais como: herpes zoster48 oftálmico, irite, iridociclite, coriorretinite, uveíte posterior difusa, neurite49 óptica, reações de hipersensibilidade a fármacos, inflamação11 da câmara anterior, conjuntivite50 alérgica, úlceras8 marginais da córnea de origem alérgica e queratite.
Doenças gastrintestinais
Para auxiliar o paciente durante um período crítico da doença em casos de colite1 ulcerativa (terapia sistêmica) e enterite regional (terapia sistêmica).
Doenças respiratórias
Tuberculose28 pulmonar fulminante ou disseminada, quando usado concomitantemente com quimioterapia51 antituberculose apropriada; pneumonite52 por aspiração; sarcoidose sintomática; beriliose53; síndrome38 de Loeffler que não pôde ser controlada por outros meios.
Distúrbios hematológicos
Anemia hemolítica54 adquirida (auto- imune); trombocitopenia55 secundária em adultos; eritroblastopenia; anemia56 congênita hipoplástica (eritróide).
Doenças neoplásicas
No tratamento paliativo de: leucemias e linfomas, leucemia57 aguda da infância.
Estados edematosos
Para induzir diurese58 ou remissão de proteinúria59 na síndrome nefrótica60, sem uremia61, do tipo idiopático ou aquela devido ao lúpus eritematoso.
Sistema Nervoso3
Exacerbação aguda de esclerose múltipla62.
Miscelânea
Meningite63 tuberculosa com bloqueio subaracnóide ou bloqueio iminente quando utilizado conjuntamente com quimioterapia51 antituberculose apropriada. Triquinose64 com envolvimento neurológico ou miocárdico.
Para administração intra- sinovial ou em partes moles (incluindo peri-articular e intrabursal) (vide "Advertências e Precauções")
Depo- Medrol* é indicado como terapia auxiliar para administração a curto prazo (para ajudar o paciente a superar um episódio agudo33 ou exacerbação) em: sinovite de osteoartrite34, artrite reumatóide35, bursite aguda e subaguda, artrite36 gotosa aguda, epicondilite, tenossinovite aguda não-específica e osteoartrite34 pós-traumática.
Para administração intralesional
Depo- Medrol* é indicado para uso intralesional nas seguintes condições: quelóides, lesões hipertróficas, infiltradas, inflamatórias, de: líquen plano, placas psoriáticas, granuloma65 anular, Lichen simplex chronicus (neurodermatite), Lúpus eritematoso discóide; Necrobiosis lipodica diabeticorum, Alopecia areata66.
Depo- Medrol* também pode ser útil em tumores císticos de aponeurose ou tendão (gânglios).
Para administração intra- retal
Casos de colite1 ulcerativa.
CONTRA-INDICAÇÕES - DEPO-MEDROL
Depo- Medrol* (acetato de metilprednisolona) é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à metilpredinisolona ou a qualquer componente do produto e àqueles com infecções sistêmicas por fungos. São contra-indicadas as administrações intravenosa e intratecal.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES - DEPO-MEDROL
Gerais
Este produto não é apropriado para doses múltiplas. Após administração da dose desejada, qualquer suspensão remanescente deve ser descartada.
Enquanto os cristais de esteróides supra- renais suprimem a reação inflamatória na derme, sua presença pode causar a desintegração dos elementos celulares e alterações físico-químicas na substância fundamental do tecido67 conectivo. As alterações dérmicas e subdérmicas resultantes, que ocorrem raramente, podem formar depressões cutâneas no local da injeção4. O grau em que essa reação ocorre varia com a quantidade de esteróide injetado. A regeneração geralmente se completa em alguns meses ou após todos os cristais do esteróide terem sido absorvidos.
Para que possa ser minimizada a incidência19 de atrofia20 dérmica ou subdérmica, deve- se ter cautela para não ultrapassar as doses recomendadas. Sempre que possível, injeções pequenas e múltiplas devem ser aplicadas na área da lesão. A técnica de aplicação intra-sinovial ou intramuscular deve incluir precauções contra injeção4 ou vazamento dentro da derme. Deve ser evitada a injeção4 no músculo deltóide por causa da alta incidência19 de atrofia20 subcutânea.
Depo- Medrol* não deve ser administrado por qualquer outra via além daquelas listadas em "Indicações". Portanto, não é recomendado para administração intratecal, epidural, intranasal ou intraocular. É muito importante que, durante a administração de Depo-Medrol*, técnicas apropriadas sejam utilizadas e que se assegure a correta localização do fármaco.
A administração por qualquer outra via além daquelas indicadas foi associada a relatos de eventos médicos graves, incluindo: aracnoidite, meningite63, paraparesia/paraplegia68, distúrbios sensoriais, disfunção intestinal/vesical, convulsões, distúrbios visuais incluindo cegueira, inflamação11 ocular/periocular e presença de resíduo ou escara69 em local de injeção4.
Em pacientes sob terapia com corticóide, sujeitos a estresse incomum, recomenda- se aumentar a dose do corticóide de ação rápida antes, durante e após a situação de estresse.
Os corticosteróides podem mascarar sinais70 de infecção22, havendo, também, a possibilidade de surgirem novas infecções durante o tratamento. Pode, ainda, haver diminuição da resistência e incapacidade para localizar infecções. Infecções com qualquer patógeno, incluindo organismos virais, bacterianos, fúngicos, protozoários e helmínticos, em qualquer local do corpo, podem estar associadas ao uso isolado de corticosteróides ou em combinação com outros agentes imunossupressores que afetem a imunidade71 celular ou humoral, ou a função neutrofílica. Essas infecções podem ser leves, mas podem também ser graves e, às vezes, fatais. Com doses maiores de corticosteróides, a taxa de ocorrência de complicações infecciosas aumenta. Não deve ser utilizada a administração intra- sinovial, intrabursal ou intratendinosa para obtenção de efeito local na presença de infecção22 aguda.
O uso prolongado de corticóides pode provocar o aparecimento de cataratas subcapsulares posteriores, glaucoma72 com possível dano aos nervos ópticos e pode predispor a infecções oculares secundárias por fungos ou vírus73.
Durante a terapêutica com corticosteróides, os pacientes não devem ser vacinados contra a varíola.
Outros procedimentos de imunização18 também devem ser evitados, devido à possibilidade de complicações neurológicas e falha da resposta imunológica.
A administração de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados é contra- indicada a pacientes recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides. Vacinas de microorganismos mortos ou inativadas podem ser administradas a pacientes recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides, no entanto, a resposta a tais vacinas pode ser diminuída. Os procedimentos de imunização18 preconizados podem ser realizados em pacientes recebendo doses não imunossupressoras de corticosteróides.
O uso de Depo- Medrol* em tuberculose28 ativa deve ser restrito aos casos de tuberculose28 fulminante ou disseminada, nos quais se usa corticóide em associação a um regime antituberculose adequado.
Quando os corticóides forem indicados em pacientes com tuberculose28 latente ou reatividade à tuberculina, vigilância cuidadosa é necessária, já que pode ocorrer reativação da enfermidade. Durante terapia prolongada com corticóides, estes pacientes deverão receber quimioprofilaxia. Devido à ocorrência de raros casos de reações do tipo anafilático (por exemplo, broncoespasmo74) em pacientes sob terapia corticóide por via parenteral, deverão ser tomadas medidas adequadas de precaução antes da administração, especialmente quando o paciente apresenta antecedentes de alergia75 a qualquer fármaco.
Foram relatadas reações cutâneas alérgicas, aparentemente relacionadas com os excipientes da formulação. Raramente, o teste cutâneo mostrou reação ao acetato de metilprednisolona, "per se".
Embora estudos clínicos controlados tenham demonstrado a eficácia dos corticóides em acelerar a resolução de exacerbações agudas de esclerose múltipla62, não ficou claro se os corticóides alteram o resultado final ou a história da doença. Os estudos demonstraram que são necessárias altas doses de corticóides para se obter um efeito significativo (vide "Posologia").
Uma vez que as complicações do tratamento com glicocorticóides dependem da dose e da duração do tratamento, deverá ser avaliada a relação risco/benefício para cada caso individual, quanto à dosagem e duração do tratamento, assim como a escolha de terapia diária ou intermitente.
Foi relatada a ocorrência de sarcoma de Kaposi76 em pacientes recebendo terapia com corticosteróides. A descontinuação dos corticosteróides pode resultar em remissão clínica.
Recomenda- se uma solução de iodo-povidine, ou produto similar, para limpeza da tampa do frasco-ampola antes da aspiração do conteúdo.
Os corticóides devem ser usados com cautela em pacientes com herpes simples ocular, por causa de possível perfuração da córnea.
Podem aparecer transtornos psíquicos quando se usam corticóides, variando desde euforia, insônia, oscilações do humor, alterações de personalidade e depressão grave a manifestações declaradamente psicóticas. Além disso, os corticóides podem agravar a instabilidade emocional ou tendências psicóticas.
Os corticóides devem ser usados com cautela em colite1 ulcerativa não específica, se houver probabilidade de perfuração iminente, abscesso21 ou outra infecção22 piogênica. Também deve- se ter precaução com o uso em diverticulite23, anastomose intestinal recente, úlcera péptica24 ativa ou latente, insuficiência renal25, hipertensão26, osteoporose7 e miastenia27 grave, quando esteróides forem usados como terapia direta ou adjuvante.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose28. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão, devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico29 precoce e tratamento.
As seguintes precauções adicionais se aplicam a corticóides por via parenteral:
A injeção4 intra- sinovial de corticóides pode produzir tanto efeitos locais como sistêmicos.
É necessário um exame apropriado do líquido articular, a fim de excluir processos sépticos.
Aumento acentuado da dor, acompanhado de edema46 local, limitação da mobilidade articular, febre77 e mal- estar são indicativos de artrite36 séptica. Na ocorrência desta complicação e sendo confirmado o diagnóstico29 de sepse78, deve ser instituída terapia antimicrobiana adequada.
Deve- se evitar injeção4 local de esteróides em articulação infectada previamente.
Os corticóides não devem ser injetados em articulações instáveis.
É necessário técnica estéril para evitar infecções ou contaminação.
Deve- se ter em mente que a taxa de absorção com a administração intramuscular é mais lenta.
Carcinogênese, Mutagênese e Alteração da Fertilidade
Não há evidência de que os corticóides sejam carcinogênicos, mutagênicos ou prejudiquem a fertilidade.
Uso Pediátrico
Pode haver supressão do crescimento em crianças que recebem terapia glicocorticóide prolongada em doses diárias divididas. O uso de tal regime deve ser restrito às indicações mais graves.
Uso durante a Gravidez2
Alguns estudos em animais demonstraram que os corticóides, quando administrados às mães, em altas doses, podem provocar malformações fetais. Não foram realizados estudos adequados de reprodução humana. Portanto, o uso deste medicamento durante a gravidez2, em nutrizes79 ou mulheres potencialmente férteis, requer cuidadosa avaliação em relação ao risco potencial à mulher e ao feto ou embrião. Uma vez que não há segurança durante a gravidez2, este fármaco só deve ser usado quando absolutamente necessário.
Os corticóides atravessam a placenta rapidamente. Recém- nascidos de pacientes que tenham recebido doses substanciais de corticóides durante a gravidez2 devem ser cuidadosamente observados e avaliados para se detectar sinais70 de insuficiência30 supra-renal80. Não há efeitos conhecidos dos corticóides durante o trabalho de parto.
Uso durante a Lactação81
Os corticóides são excretados no leite humano.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - DEPO-MEDROL
As interações farmacocinéticas listadas abaixo são potencialmente importantes em termos clínicos.
Ocorre inibição mútua do metabolismo14 com o uso concomitante de ciclosporina e metilprednisolona; portanto, é possível que os efeitos adversos associados ao uso individual de cada fármaco, possam apresentar uma maior tendência em ocorrer.
Foram relatadas convulsões com o uso concomitante de ciclosporina e metilprednisolona.
Medicamentos que induzem as enzimas hepáticas, como fenobarbital, fenitoína e rifampicina podem aumentar o clearance de metilprednisolona e podem exigir que se aumente a dose de metilprednisolona para atingir a resposta desejada.
Medicamentos como troleandomicina e cetoconazol podem inibir o metabolismo14 da metilprednisolona e diminuir portanto seu clearance. Logo, a dose de Depo- Medrol* (acetato de metilpredinisolona) deve ser ajustada para se evitar toxicidade por esteróide.
A metilprednisolona pode aumentar o clearance do ácido acetilsalicílico administrado cronicamente em doses altas, o que pode levar à diminuição dos níveis séricos de salicilato ou ao aumento no risco de toxicidade do salicilato, quando se suspende a metilprednisolona. O ácido acetilsalicílico deve ser usado cuidadosamente quando co- administrado com corticosteróides a pacientes com hipoprotrombinemia.
O efeito da metilprednisolona sobre os anticoagulantes orais é variável. Existem relatos de aumento, assim como de diminuição, da ação do anticoagulante82 quando administrado concomitantemente com os corticosteróides. Portanto, os índices de coagulação devem ser monitorados para se obter o efeito anticoagulante82 desejado.REAÇÕES ADVERSAS - DEPO-MEDROL
As reações adversas seguintes são típicas para todos os corticosteróides sistêmicos. Sua inclusão nesta lista não indica, necessariamente, que o evento específico tenha sido observado com Depo- Medrol* (acetato de metilprednisolona) em particular.
Distúrbios hidroeletrolíticos: retenção de sódio, insuficiência cardíaca congestiva83 em pacientes susceptíveis, hipertensão26, retenção de líquidos, perda de potássio e alcalose84 hipocalêmica.
Músculoesqueléticas: miopatia esteróide, fraqueza muscular, osteoporose7, fraturas patológicas, compressão vertebral por fraturas, necrose85 asséptica, ruptura de tendão, particularmente do tendão calcaneano (de Aquiles).
Gastrintestinais: úlcera péptica24 com possível perfuração e hemorragia86, hemorragia86 gástrica, pancreatite10, esofagite87, perfuração intestinal. Aumento na TGO, TGP e fosfatase alcalina (essas alterações são, geralmente, pequenas, não associadas com qualquer síndrome38 clínica e reversíveis com a descontinuação do fármaco).
Dermatológicas: cicatrização de feridas prejudicada, petéquias e equimoses, pele fina e frágil.
Metabólicas: balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo88 protéico.
Neurológicas: aumento da pressão intracraniana, convulsões, pseudotumor cerebral, distúrbios psíquicos.
Endócrinas: irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingóide, supressão do eixo pituitária- supra-renal80, diminuição da tolerância a carboidratos, observada como manifestação de diabetes mellitus89 latente ou necessidade de aumento da dose de insulina90 ou de agentes hipoglicemiantes orais91, em pacientes diabéticos e supressão do crescimento em crianças.
Oftálmicas: catarata92 subcapsular posterior, aumento da pressão ocular e exoftalmia.
Sistema imunológico: mascaramento de infecções, infecções latentes podem se tornar ativas, infecções oportunistas, reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia93 e supressão da reação a testes cutâneos.
As seguintes reações adicionais estão relacionadas com a corticoideterapia por via parenteral: casos raros de cegueira associada à terapia intralesional em face e cabeça, reação anafilática94 ou reações alérgicas, hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia20 cutânea e subcutânea, eritema95 local após administração intra- sinovial, artropatia96 semelhante a Charcot; infecções no local da injeção4, após administração com técnica não estéril e abscesso21 estéril.
Reações adversas relatadas com vias de administração não recomendadas:
Intratecal/epidural: aracnoidite, meningite63, cefaléia97, paraparesia/paraplegia68, distúrbios do sensório, convulsões, alteração intestinal ou urinária.
Intranasal: reações alérgicas, rinite43.
Oftálmicas: diminuição da acuidade visual temporária ou permanente, aumento da pressão intra- ocular; inflamação11 ocular e periocular incluindo reações alérgicas, infecção22, descamação no local da injeção4.
Locais variados de injeção4 (couro cabeludo, fauces tonsilares, gânglio esfenopalatino): cegueira.POSOLOGIA - DEPO-MEDROL
Por causa de possíveis incompatibilidades físicas, Depo- Medrol* (acetato de metilprednisolona) Suspensão Aquosa Estéril não deve ser diluído ou misturado com outras soluções. Agite bem antes de usar Depo-Medrol*. Os produtos de uso parenteral devem ser inspecionados quanto a partículas e descoloração antes do uso, sempre que a solução e o recipiente assim o permitam.
A) Administração para Efeito Local
O tratamento com Depo- Medrol* não descarta a necessidade das medidas convencionais geralmente adotadas. Embora esse método de tratamento melhore os sintomas98, isso não significa cura, e o hormônio99 não tem nenhum efeito sobre a causa da inflamação11.
1. Artrite reumatóide35 e Osteoartrite34: a dose para administração intra- articular depende do tamanho da articulação e varia em cada paciente, de acordo com a gravidade do processo. Nos casos crônicos, as injeções podem ser repetidas a intervalos de uma a cinco semanas, dependendo do grau de alívio obtido com a injeção4 inicial. As doses contidas na tabela seguinte são sugeridas como guia geral:
Tamanho da articulação Exemplos Limites de dosagem
Grande Joelho, tornozelo, ombro 0,5 a 2,0 mL (20- 80 mg de esteróide)
Mediana Cotovelo, punhos 0,25 a 1,0 mL (10- 40 mg de esteróide)
Pequena Metacarpofalangeana,
interfalangeana,esterno100-
clavicular,acromioclavicular 0,1 a 0,25 mL ( 4- 10 mg de esteróide)
Procedimento: recomenda- se examinar a anatomia da articulação afetada antes de aplicar uma injeção4 intra-articular. A fim de se obter um efeito antiinflamatório completo, é importante que a injeção4 seja administrada no espaço sinovial. Empregando a mesma técnica estéril usada para uma punção lombar, introduz-se rapidamente, na cavidade sinovial, uma agulha estéril de calibre adequado (com uma seringa101 seca). A infiltração com procaína é eletiva. A aspiração de algumas gotas do líquido articular indica que a agulha penetrou no espaço articular. O local da injeção4 em cada articulação é determinado encontrando-se o lugar onde a cavidade sinovial é mais superficial e mais livre de vasos e nervos. Uma vez introduzida a agulha, substitui-se a seringa101 aspiradora por uma segunda seringa101 que contém a quantidade desejada da suspensão de Depo-Medrol*. Puxa-se, então, ligeiramente o êmbolo para aspirar o líquido sinovial, para que se tenha certeza que a agulha ainda permanece no espaço sinovial. Após a injeção4, movimenta-se suavemente a articulação, para auxiliar a mistura do líquido sinovial com a suspensão. O local da injeção4 deve ser coberto com um pequeno curativo estéril.
Os locais adequados para a injeção4 intra- articular são: joelho, tornozelo, punho, cotovelo, ombro, quadril e articulações interfalangeanas. Já que, ocasionalmente, existe dificuldade para penetração na articulação do quadril, deve-se tomar cuidado para evitar o encontro de grandes vasos sangüíneos102 na área. As articulações não apropriadas para a injeção4 são aquelas que se encontram anatomicamente inacessíveis, como as articulações da coluna vertebral103 e aquelas desprovidas de espaço sinovial (como, por exemplo, as articulações sacroilíacas). As falhas de tratamento são devido, em geral, à não penetração no espaço sinovial. Observa-se pouco ou nenhum benefício quando a injeção4 é aplicada nos tecidos que circundam as articulações. Se houver falhas quando se tiver certeza que a injeção4 penetrou no espaço sinovial, o que pode ser comprovado pela aspiração do líquido, será inútil a repetição de injeções.
O tratamento local não altera o processo fundamental da doença e, sempre que possível, deve- se adotar uma terapêutica ampla, incluindo fisioterapia e correção ortopédica.
Após corticoideterapia intra- articular, deve-se evitar o uso excessivo das articulações nas quais se obteve melhora sintomática. Qualquer negligência nesse sentido pode permitir aumento da deterioração das articulações, fato que irá neutralizar os efeitos benéficos do corticóide.
Não se deve aplicar injeções em articulações instáveis. As injeções intra- articulares repetidas podem, em alguns casos, resultar em instabilidade da articulação. Aconselha-se acompanhamento radiológico, em casos selecionados, para detecção de qualquer deterioração.
Se for utilizado anestésico local antes da injeção4 de Depo- Medrol*, deve-se ler a bula do anestésico cuidadosamente e tomar todas as precauções.
2. Bursite: preparar de forma estéril a área que circunda o local da injeção4, nele injetando solução de cloridrato de procaína a 1% para se obter um botão anestésico. Introduzir na bolsa uma agulha de calibre adequado, acoplada a uma seringa101 seca e aspirar o líquido. Deixa- se a agulha no mesmo lugar e substitui-se a seringa101 aspiradora por outra seringa101 menor contendo a dose desejada. Após a injeção4, retira-se a agulha e aplica-se um pequeno curativo.
3. Miscelânea: gânglio, tendinite104, epicondilite - No tratamento de afecções como tendinite104 ou tenossinovite, deve-se ter o cuidado de (após a aplicação do antisséptico adequado sobre a pele) injetar a suspensão na bainha do tendão e não na substância do tendão. Quando está estendido, o tendão pode ser apalpado com facilidade. Em casos de epicondilite, deve-se delinear a área mais sensível, com muito cuidado, e infiltrá-la com a suspensão. Para os gânglios das bainhas tendinosas a suspensão se injeta diretamente no cisto. Em muitos casos, uma única injeção4 proporciona uma acentuada diminuição no tamanho de tumores císticos e ainda pode fazê-los desaparecer. Devem ser observadas as precauções habituais de esterilidade105 com cada injeção4.
A dosagem no tratamento das diferentes afecções das estruturas tendinosas ou bursais, anteriormente descritas, varia conforme a afecção a ser tratada, entre 4 e 30 mg. A repetição das injeções pode ser necessária em afecções crônicas e/ou recidivantes.
4. Injeções para Efeito Local em Afecções Dermatológicas: após limpeza com antisséptico apropriado, tal como álcool a 70%, injeta- se, na lesão, de 20 a 60 mg do produto. Em casos de lesões extensas, pode ser necessário distribuir doses repetidas de 20 a 40 mg em injeções locais. Deve-se ter cuidado para não injetar material suficiente para causar isquemia106, o que pode determinar o aparecimento de pequena escara69. Geralmente uma a quatro injeções são aplicadas, a intervalos que variam de acordo com a lesão e a duração da melhora produzida pela injeção4 inicial.
B) Administração para Efeito Sistêmico
A dosagem para via intramuscular varia conforme a afecção sob tratamento. Quando se deseja um efeito prolongado, pode ser multiplicada a dose oral diária por 7 e administrada em uma única injeção intramuscular107 por semana.
A dosagem deve ser individualizada conforme a gravidade da doença e a resposta do paciente. Para crianças, deverá reduzir- se a dose recomendada, levando-se em conta mais a gravidade da doença do que a proporcionalidade de peso corporal e idade.
O tratamento hormonal é auxiliar, e não substituto, do tratamento convencional. A dosagem deve ser diminuída ou descontinuada gradualmente quando o fármaco for administrado por mais de alguns dias. São fatores primordiais na determinação da dose: a gravidade, o prognóstico108 e a duração esperada da enfermidade e a reação do paciente ao medicamento. Se ocorrer um período de remissão espontânea em afecção crônica, o tratamento deve ser descontinuado. Durante tratamento prolongado, devem ser feitos estudos rotineiros de laboratório, a intervalos regulares, tais como exame de urina109, glicemia110 pós- prandial (duas horas após a refeição), além de medida da pressão arterial e peso corporal, bem como radiografia do tórax111. Em pacientes com história de úlcera112 ou dispepsia113 significativa é aconselhável tirar radiografia do trato gastrintestinal superior.
Em pacientes com síndrome38 adrenogenital, uma única injeção intramuscular107 de 40 mg, a cada duas semanas, pode ser adequada. Para manutenção de pacientes com artrite reumatóide35, a dose semanal intramuscular variará de 40 a 120 mg de acetato de metilprednisolona. A dose habitual para pacientes com afecções dermatológicas que se beneficiam da corticoideterapia sistêmica é de 40 a 120 mg de acetato de metilprednisolona administrados por via intramuscular a intervalos de uma a quatro semanas. Em dermatite40 aguda grave por plantas irritantes, pode- se obter alívio dentro de 8 a 12 horas após a administração intramuscular de dose única de 80 a 120 mg. Em dermatite40 de contato crônica, podem ser necessárias injeções repetidas a intervalos de 5 a 10 dias. Em dermatite40 seborréica, uma dose semanal de 80 mg pode ser adequada para controlar a afecção.
A administração intramuscular de 80 a 120 mg em pacientes asmáticos, pode causar melhora em 6 a 48 horas, persistindo por vários dias até duas semanas. Da mesma forma, em pacientes com rinite43 alérgica (febre do feno114), uma dose intramuscular de 80 a 120 mg pode resultar no alívio da coriza no período de seis horas, persistindo por vários dias até 3 semanas.
Se forem notados sinais70 de estresse associados à enfermidade, a dose deve ser aumentada. No caso de se desejar um efeito hormonal rápido, de máxima intensidade, recomenda- se a administração intravenosa de succinato sódico de metilprednisolona.
C) Administração intra- retal
Depo- Medrol*, em doses de 40 a 120 mg administrados como enemas de retenção ou por gotejamento contínuo, 3 a 7 vezes por semana, por duas ou mais semanas, demonstrou ser útil no tratamento de alguns pacientes com colite1 ulcerativa. Muitos casos podem ser controlados com 40 mg de Depo-Medrol* administrados em 30 a 300 mL de água, dependendo do grau de envolvimento da mucosa115 colônica inflamada. Naturalmente, as medidas terapêuticas convencionais devem ser instituídas.
SUPERDOSAGEM - DEPO-MEDROL
Não há uma síndrome38 clínica de superdosagem aguda com Depo- Medrol* (acetato de metilprednisolona).
O tratamento de eventual superdosagem é sintomático. Doses freqüentes e repetidas (diariamente ou várias vezes por semana), por um período prolongado, podem resultar em estado cushingóide.
PARTE IV - DEPO-MEDROL
MS - 1.0216.0126
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