DESTILBENOL
Composição - DESTILBENOL
cada comprimido revestido contém:dietilestilbestrol 1 mg. Excipientes (lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, hidroxipropilmetilcelulose, polietilenoglicol, dióxido de titânio, e corante azul FDC) q.s.p. 1 comprimido.
Posologia e Administração - DESTILBENOL
câncer1 prostático inoperável e progressivo: via oral: 1 a 3 mg/dia inicialmente, aumentados em casos avançados, conforme a necessidade reduzindo a dose posteriormente, a 1 mg diário. As doses no carcinoma2 prostático alcançaram o efeito máximo com a manutenção de 1 mg/dia; doses maiores não aumentam a eficácia. Carcinoma2 de mama inoperável e progressivo: em homens adequadamente selecionados e em mulheres na fase pós- menopáusica: 15 mg (base)/dia de Destilbenol comprimidos de 1 mg. As pacientes com útero3 intacto devem ser cuidadosamente monitoradas quanto a sinais4 de câncer1 do endométrio5, e devem-se tomar medidas adequadas para excluir a possibilidade de outras neoplasias na ocorrência de persistente ou recorrente sangramento vaginal anormal. - Superdosagem: os sintomas6 de superdose aguda incluem anorexia7, náusea8, vômito9, cólicas10 abdominais e diarréia11. O sangramento vaginal com a retirada do estrógeno12 após altas doses pode ocorrer. A toxicidade crônica pode incluir a retenção de sal e água, edema13, cefaléia14, vertigem15, câimbras16 nas pernas, ginecomastia17, cloasma18 e porfiria19 cutânea tardia. Polidipsia20, poliúria21, fadiga e tolerância anormal à glicose22 podem ocorrer em alguns pacientes com diabetes mellitus23 em estágio pré-clínico. Não existe informação disponível sobre a DL\dn4 50 do dietilestilbestrol em fluidos biológicos, associada à toxicidade e/ou óbito, à quantidade de droga em dose única normalmente associada aos sintomas6 de superdosagem, ou à quantidade de dietilestilbestrol em uma única dose com probabilidade de implicar risco de vida. Numerosos relatos de ingestão de altas doses de contraceptivos orais contendo estrógeno12, por crianças, indicam que não ocorrem efeitos indesejáveis agudos sérios. Tratamento: a toxicidade crônica do dietilestilbestrol deve ser tratada através da descontinuação de todos os medicamentos estrogênicos e da instituição de cuidados e apoio para quaisquer sintomas6 que possam estar presentes. No controle de superdose, deve-se levar em consideração a possibilidade de superdose de drogas múltiplas, interação de drogas e cinética incomum de drogas no paciente. No tratamento da superdosagem aguda, deve-se proteger as vias respiratórias do paciente dando-lhe suporte à ventilação e perfusão. Mantê-lo cuidadosamente monitorado com os sinais vitais24 em níveis adequados, gasometria, eletrólitos séricos, etc. A absorção da droga por via intestinal pode ser reduzida pela administração de carvão ativado, o qual, muitas vezes, é mais eficaz do que a emese25 ou lavagem gástrica26. Doses repetidas de carvão ativado podem acelerar a eliminação de algumas drogas que foram absorvidas. Não foram comprovadas como absolutamente benéficas: a diurese27 forçada, diálise28 peritonial, hemodiálise29 ou a hemoperfusão de carvão ativado.
Precauções - DESTILBENOL
gerais: é preciso fazer um completo histórico médico e familiar do paciente, antes do início da administração da terapia com estrógenos como o Destilbenol. No pré- tratamento e exames físicos periódicos é preciso verificar a pressão arterial, mamas, abdômen e órgãos pélvicos, além de ser necessário o Papanicolau30. Como regra geral, o estrógeno12 não deve ser prescrito por mais de 1 ano sem outro exame físico. Retenção de fluidos: os estrógenos podem causar certo grau de retenção de fluido e, portanto, as condições que poderiam ser influenciadas por esta retenção, tais como asma31, epilepsia32, enxaqueca33 e distúrbios cardíaco ou renal34, requerem observação cuidadosa. Algumas pacientes podem desenvolver manifestações indesejáveis de excessiva estimulação estrogênica como sangramento uterino anormal ou excessivo, mastodinia, ginecomastia17, etc. Os pacientes com história de depressão devem ser cuidadosamente observados. Os leiomiomas uterinos preexistentes podem aumentar de tamanho com o uso de estrógenos. O patologista deve ser avisado sobre o tipo de estrógeno12 a que o paciente está sendo submetido. Se houver ocorrência de icterícia35 em qualquer paciente que esteja recebendo estrógeno12, a medicação deve ser descontinuada, enquanto se investiga a causa. Os estrógenos podem ser insuficientemente metabolizados em pacientes com disfunção hepática, e devem ser administrados com cuidado em tais casos. Os estrógenos influenciam o metabolismo36 do cálcio e do fósforo, e devem ser usados com cautela em pacientes com doenças associadas a alterações do metabolismo36 do cálcio e doenças ósseas ou naqueles com insuficiência renal37. - Gravidez38 e amamentação39: não utilizar este produto na gravidez38 ou durante a amamentação39. - Pediatria: devido aos efeitos dos estrógenos sobre o fechamento epifisário, eles devem ser usados cautelosamente em pacientes nos quais o crescimento ósseo não esteja completo. Advertências: indução de neoplasmas malignos: há novos relatos de que o uso prolongado de estrógeno12 pode aumentar o risco de carcinoma2 do endométrio5 em mulheres na menopausa40. No momento, não há evidência estatística de que a administração de estrógeno12 a mulheres em fase pós-menopáusica aumente o risco de câncer1 da mama. Esta possibilidade, entretanto, foi levantada por um recente acompanhamento de longo prazo de um caso de prática médica. Por causa de dados obtidos em animais, são necessários cuidados na prescrição de estrógenos para mulheres com história familiar de câncer1 de mama ou para aqueles que apresentem nódulos de mama, displasia41 mamária ou mamogramas anormais. Doença da vesícula biliar42: um estudo recente descreveu um aumento de 2 a 3 vezes no risco de ocorrência de doença da vesícula biliar42 em mulheres tratadas com estrógenos na pós-menopausa40. Efeitos semelhantes àqueles causados pelos contraceptivos orais de estrógeno12-progesterona: há vários efeitos adversos sérios associados ao uso de contraceptivos orais; entretanto, a maioria desses efeitos adversos ainda não foi documentada como conseqüência de tratamento pós-menopáusico com estrógeno12. Isto pode refletir as doses comparativamente baixas de estrógeno12 utilizadas em mulheres em fase pós-menopáusica. Espera-se que essas reações adversas ocorram, com maior probabilidade, após a administração de doses mais altas de estrógeno12, usadas para tratamento de câncer1 prostático ou da mama. De fato, foi demonstrado que há um aumento no risco de trombose43 com a administração de estrógenos para câncer1 prostático em homens e para ingurgitamento mamário pós-parto. Doença tromboembólica: está bem estabelecido, que na mulher, sob o uso de contraceptivos, ocorre um aumento no risco de várias doenças tromboembólicas e tromboses vasculares, tais como: tromboflebite44, embolia45 pulmonar, derrame46 e infarto do miocárdio47. Casos de trombose43 retiniana, trombose43 mesentérica e neurite48 ótica foram relatados em pacientes que utilizavam contraceptivos. Há evidência de que o risco de várias reações adversas esteja relacionado à dose da droga. Um aumento de risco de complicações tromboembólicas pós-cirúrgicas também foi relatado em pacientes que utilizavam anticoncepcionais orais. Se for viável, o tratamento com estrógeno12 deve ser descontinuado pelo menos 4 semanas antes de cirurgias que estejam relacionadas a um aumento no risco de tromboembolia ou que requeiram longo período de imobilização. Os estrógenos não devem ser usados em pessoas com tromboflebite44 ativa ou distúrbios tromboembólicos, assim como não devem ser usados (exceto no tratamento de doenças malignas) em pessoas com história de tais distúrbios associados a tratamento com estrógeno12. Os estrógenos devem ser administrados com cuidado a pacientes com doença vascular49 cerebral ou arteriopatia coronariana, e apenas quando este tratamento for claramente necessário. Adenoma50 hepático: os adenomas hepáticos benignos parecem estar associados ao uso de contraceptivos orais. Embora esses adenomas sejam benignos e raros, podem apresentar ruptura e causar morte por hemorragia51 intra-abdominal. Tais lesões não foram ainda descritas em associação à administração de outras preparações de estrógeno12 ou progestágeno, mas devem ser consideradas, quando há ocorrência de dor e sensibilidade abdominal, massa abdominal ou choque52 hipovolêmico em pessoas que estejam em terapia com estrógeno12. Foi relatado, também, carcinoma2 hepatocelular em mulheres sob tratamento com contraceptivos. A relação entre a malignidade da doença e o uso de estrógeno12 é desconhecida até o momento. Hipertensão53: a elevação da pressão arterial não é comum um mulheres que usam contraceptivos orais; na maioria dos casos, a pressão arterial retorna ao normal com a descontinuação da droga. Há, no momento, um relato de que isto pode ocorrer com o uso de estrógeno12 na menopausa40, e a pressão arterial deve ser controlada durante o tratamento com estrógeno12, especialmente em altas doses. Tolerância à glicose22: a diminuição da tolerância à glicose22 tem sido observada em uma porcentagem significativa de pacientes tratadas com contraceptivos orais contendo estrógeno12. Por esta razão, pacientes diabéticos devem ser cuidadosamente controlados enquanto estiverem recebendo estrógeno12. Hipercalcemia: a administração de estrógenos pode levar à severa hipercalcemia em pacientes com câncer1 da mama e metástases ósseas. Se isto ocorrer, a droga deve ser suspensa, e devem ser tomadas medidas adequadas para a redução do nível de cálcio sérico. - Interações medicamentosas: a administração simultânea da rifampicina, barbitúricos, certos anticonvulsivantes (como hidantoínas), compromete, pela indução enzimática e aceleração da degradação hepática, a eficácia do tratamento. O uso concomitante de bromocriptina aumenta a amenorréia54; com ciclosporina há um aumento de sua concentração plasmática e, maior risco de hepato e nefrotoxicidade. Com corticosteróides e glicocorticóides pode ocorrer aumento dos efeitos tóxicos dessas drogas devido ao aumento da sua meia-vida de eliminação. Os medicamentos hepatotóxicos, como o Dantrolene, podem aumentar o risco de hepatotoxicidade55. A solução injetável não deve ser misturada com soluções para infusão contendo sais de cálcio ou magnésio.
Reações adversas - DESTILBENOL
Destilbenol pode induzir o aumento do risco de neoplasias, doenças biliares e doenças tromboembólicas. Seus efeitos adversos são semelhantes aos dos contraceptivos orais. Sistema geniturinário: sangramento vaginal repentino, alteração no fluxo menstrual. Dismenorréia56, síndrome57 pré- menstrual, amenorréia54 durante e após o tratamento. Aumento no tamanho de fibromioma uterino. Candidíase58 vaginal. Alteração no grau da eversão cervical do colo do útero3. Síndrome57 semelhante à da cistite59. Mamas: sensibilidade, ginecomastia17, secreção. Gastrintestinais: náusea8, vômito9, câimbras16 abdominais, distensão intestinal por gases, icterícia35 colestática. Pele: cloasma18 ou melasma60, quando persistir, a droga deve ser descontinuada. Eritema multiforme61. Eritema62 nodoso. Erupção hemorrágica, alopecia63, hirsutismo64. Olhos: depressão abrupta da curvatura da córnea e intolerância a lentes de contato. Sistema nervoso65 central: cefaléia14, enxaqueca33, tontura66. Depressão mental. Coréia. Mistas: aumento ou perda de peso. Redução da tolerância aos carboidratos. Agravamento de porfiria19. Edema13 periférico. Alterações na libido. Sensação transitória da coceira ou queimação na região perineal. - Alterações em testes laboratoriais: certos testes de função endócrina e hepática podem ser afetados por contraceptivos orais contendo estrógeno12. Com doses mais altas de estrógeno12, podem-se esperar alterações semelhantes, como aumento na retenção de sulfobromoftaleína. Aumento na pró-trombina e fatores de coagulação VII, VIII, IX e X; diminuição da antitrombina; aumento da agregabilidade plaquetária induzida pela norepinefrina. Aumento da ligação globulina-tireóide (TBG) o que leva ao aumento do hormônio67 tireoidiano total circulante PBI e T4. A recaptação do T3 livre diminui o que se reflete pela elevação do TGB; a concentração do T4 permanece inalterada. Diminuição da tolerância à glicose22. Diminuição na excreção de pregnanodiol. Resposta reduzida ao teste com metirapona. Concentração reduzida de folato sérico. Aumento na concentração sérica de triglicerídeos e fosfolipídeos.
Contra-Indicações - DESTILBENOL
os estrógenos não devem ser utilizados em mulheres ou homens em quaisquer das seguintes condições: câncer1 de mama, suspeito ou confirmado, exceto em pacientes adequadamente selecionados e tratadas devido a doenças metastáticas. Em pacientes com neoplasia68 diagnosticada ou suspeita de ser estrógeno12- dependente. Gravidez38 efetiva ou da qual se suspeite (ver Advertências); hemorragia vaginal69 anormal ou não diagnosticada. Tromboflebite44 ativa ou distúrbios tromboembólicos. Histórico de tromboflebite44, trombose43 ou doenças tromboembólicas, associadas a uso anterior de estrógeno12 (exceto quando usado em tratamento de malignidade da mama ou da próstata70). Afecções hepáticas severas ou recentes. Insuficiência cardíaca71. Disfunção renal34. O dietilestilbestrol não está indicado no tratamento de nenhuma doença na mulher.
Indicações - DESTILBENOL
tratamento de: carcinoma2 mamário metastático em mulheres na pós- menopausa40 e em homens adequadamente selecionados. Carcinoma2 metastático da próstata70; câncer1 da próstata70 hormônio67-dependente. O dietilestilbestrol não deve ser usado sob qualquer propósito durante a gravidez38. Se usado, pode causar severo perigo para o feto.
Apresentação - DESTILBENOL
caixa com 50 comprimidos de 1 mg.
DESTILBENOL - Laboratório
APSEN
RUA LA PAZ, 37/67. Santo Amaro.
São Paulo/SP
- CEP: 04755020
Tel: 0800 165678
Email: infomed@apsen.com.br
Site: http://www.apsen.com.br/
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