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Atualizado em 2011

GEMZAR

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Composição - GEMZAR

cada frasco contém: cloridrato de gemcitabina(equivalente a 200 mg) 1 g de gemcitabina base. Excipientes q.s.

Posologia e Administração - GEMZAR

gemcitabina é somente para uso intravenoso. Adultos: a dose recomendada de gemcitabina é de 1.000 mg/m2 administrada por infusão intravenosa de 30 minutos e deve ser repetida uma vez por semana durante três semanas, seguido por um período de descanso de uma semana. Este ciclo de quatro semanas é então repetido. A redução da dose é aplicada baseada na toxicidade experimentada pelo paciente. Os pacientes recebendo gemcitabina devem ser monitorados em semanas alternadas quanto à contagem de plaquetas1, leucócitos2 e granulócitos e, se necessário, a dose de gemcitabina pode ser reduzida ou suspensa na presença de toxicidade hematológica, de acordo com a seguinte escala: contagem absoluta de granulócitos (V 106/ l) x contagem de plaquetas1 (V 106/l) x % da dose total. > 1000 e > 100.000: 100%; 500- 1.000 ou 50.000-100.000: 75%; <500 ou < 50.000: suspender. Também devem ser feitas verificações periódicas das funções hepática e renal3 incluindo transaminases e creatinina4 sérica em pacientes recebendo gemcitabina. A gemcitabina é bem tolerada durante a infusão com apenas uns poucos casos de reação no local da injeção5. Não houve relatos de necrose6 no local da injeção5. A gemcitabina pode ser facilmente administrada em base ambulatorial. Pacientes idosos: a gemcitabina tem sido bem tolerada em pacientes com mais de 65 anos de idade. Os dados farmacocinéticos sugerem que não há influência da idade sobre o metabolismo7 da droga. Insuficiência hepática8 e renal3: a gemcitabina deve ser usada com cuidado em pacientes com insuficiência hepática8 ou renal3, pois não há estudos em pacientes nessas condições. Crianças: a gemcitabina não foi estudada em crianças. Instruções de uso/manuseio: o único diluente aprovado para reconstituição do cloridrato de gemcitabina estéril é a solução fisiológica de cloreto de sódio a 0,9%, sem conservantes. Não foram identificadas incompatibilidades; contudo, não é recomendado misturar gemcitabina com outras drogas quando reconstituída. Devido às considerações de solubilidade, a concentração máxima de gemcitabina após a reconstituição é de 40 mg/ml. A reconstituição em concentrações maiores do que 40 mg/ml pode resultar em dissolução incompleta e deve ser evitada. Para reconstituir, adicionar no mínimo 5ml da solução fisiológica de cloreto de sódio a 0,9% ao frasco de 200mg ou no mínimo 25ml ao frasco de 1g. Agitar para dissolver. A quantidade adequada da droga pode ser administrada como preparada ou com subsequente diluição com cloreto de sódio a 0,9% para injeção5. As soluções reconstituídas de gemcitabina podem ser guardadas à temperatura ambiente (15 a 30ºC) e devem ser administradas dentro de 24 horas. Desprezar a porção não usada. As soluções reconstituídas de gemcitabina não devem ser refrigeradas, uma vez que pode ocorrer cristalização. As drogas parenterais devem ser inspecionadas visualmente quanto a partículas e descoloração, antes da administração, sempre que a solução e recipiente permitirem. Devem ser considerados os procedimentos adequados para manuseio e descarte de drogas anticâncer. Foram publicadas várias normas sobre este assunto. Não há concordância geral que todos os procedimentos recomendados são necessários ou apropriados. - Superdosagem: não há antídoto9 para overdose de gemcitabina. Doses únicas de 5,7 g/m2 foram administradas por infusão IV durante 30 minutos a cada 2 semanas com toxicidade clinicamente aceitável. No caso de suspeita de superdosagem, o paciente deve ser monitorado com contagens adequadas de células sangüíneas e deve receber terapia de suporte, se necessário.

Precauções - GEMZAR

gerais: os pacientes recebendo tratamento com gemcitabina devem ser rigorosamente monitorados. Devem estar disponíveis instalações laboratoriais para monitorar o estado do paciente. Pode ser necessário tratamento de um paciente comprometido por efeitos tóxicos da droga. Testes de laboratório: o tratamento deve ser iniciado cuidadosamente em pacientes com a função da medula óssea comprometida. Como com outros oncolíticos, deve- se considerar a possibilidade de supressão cumulativa da medula óssea quando for usada combinação ou quimioterapia10 seqüencial. Os pacientes recebendo gemcitabina devem ser monitorados em semanas alternadas quanto à contagem de plaquetas1, leucócitos2 e granulócitos. Deve-se considerar a suspensão ou modificação do tratamento quando for detectada depressão da medula induzida pela droga. As contagens no sangue11 periférico podem continuar a cair após a droga ser interrompida. Carcinogênese, mutagênese e danos à fertilidade: danos cromossomiais, incluindo ruptura de cromátides, têm sido causados pela gemcitabina em estudos in vitro. Gravidez12 e amamentação13: o uso da gemcitabina deve ser evitado em mulheres grávidas ou amamentando, devido ao potencial de danos ao feto ou a o bebê. A segurança deste medicamento não foi estabelecida para uso em grávidas. A gemcitabina pode causar dano fetal quando administrada a mulher grávida. Não há estudos sobre uso da gemcitabina em mulheres grávidas. Se a gemcitabina for usada durante a gravidez12 ou se a paciente ficar grávida enquanto estiver tomando gemcitabina, a paciente deve ser alertada quanto ao dano potencial para o feto. Mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a evitar a gravidez12. Não se sabe se a gemcitabina ou seus metabólitos são excretados no leite humano. devido ao fato de muitas drogas serem excretadas no leite e do potencial de graves reações adversas da gemcitabina em lactentes14, a mãe deve ser advertida e deve-se decidir quanto à interrupção da amamentação13 ou da droga, levando-se em consideração a importância da droga para a mãe e o risco potencial para a criança. - Uso em crianças: a segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas. A gemcitabina não foi estudada em crianças. Pacientes com insuficiência renal15 e hepática: a gemcitabina deve ser usada com cuidado em pacientes com insuficiência renal15 ou hepática. Não foram feitos estudos em pacientes com insuficiência hepática8 ou renal3 significante; portanto, devem ser avisados quanto à falta de informações nessas condições. Efeitos sobre a capacidade de dirigir e usar máquinas: foi relatado que a gemcitabina causa sonolência de leve a moderada. Os pacientes devem ser alertados para não dirigirem ou operarem máquinas até que se estabeleça que não ficam sonolentos.

Reações adversas - GEMZAR

as seguintes reações adversas também foram reportadas: toxicidade oral, descrita principalmente como irritação ou eritema16. Foi reportada constipação17 leve. Poucos casos de hipotensão18 foram relatados. Sem relação com a droga, foram reportados nos estudos alguns casos de infarto do miocárdio19, insuficiência cardíaca congestiva20 e arritmia21. Dados pré- clínicos: atividade citotóxica em modelos de cultura celular: a gemcitabina exibe atividade citotóxica significante contra uma variedade de células murinas cultivadas e células tumorais humanas. Exibe especificidade para a fase celular, matando principalmente células que estão sofrendo a síntese do ADN (fase S) e sob certas condições, bloqueando a progressão de células através da fase limitada a G1/S. A ação citotóxica da gemcitabina in vitro depende da concentração e do tempo de exposição ao produto. Atividade antitumoral em modelos pré-clínicos: em modelos de tumor22 em animais, a atividade antitumoral da gemcitabina é dependente do esquema de tratamento. Quando administrada diariamente, a gemcitabina causa a morte dos animais com mínima atividade antitumoral. Contudo, quando é usada num esquema posológico a cada 3 ou 4 dias, a gemcitabina pode ser administrada em doses não letais que têm excelente atividade antitumoral contra uma ampla variedade de tumores em camundongos. Dados pré-clínicos de segurança: em estudos de doses repetidas de até 6 meses de duração em camundongos e cães, o achado principal foi a supressão hematopoiética. Esses efeitos foram relacionados às propriedades citotóxicas da droga e foram reversíveis quando o tratamento foi suspenso. O efeito foi dependente da dose e do esquema de tratamento.

Contra-Indicações - GEMZAR

a gemcitabina é contra- indicada naqueles pacientes com hipersensibilidade conhecida à droga. - Advertências: o prolongamento do tempo de infusão e o aumento da freqüência das doses mostraram aumento de toxicidade. A gemcitabina pode suprimir a função da medula óssea manifestada por leucopenia23, trombocitopenia24 e anemia25. Contudo, a mielossupressão é de curta duração e usualmente não resulta em redução na dose e raramente em interrupção da droga.

Indicações - GEMZAR

a gemcitabina é indicada para o tratamento de pacientes com câncer26 de pulmão27 non- small cell e carcinoma28 pancreático primário avançado e metastático. Outras atividades terapêuticas: a gemcitabina demonstrou também alguma atividade no carcinoma28 avançado de mama, ovário29, próstata30 e carcinoma28 de pulmão27 small cell. Poucas respostas objetivas também foram demonstradas no câncer26 avançado renal3 e da bexiga31.

Apresentação - GEMZAR

Gemzar (cloridrato de gemcitabina) pó estéril liofilizado, somente para uso intravenoso, é apresentado em frascos de vidro transparente tipo I de 10 e 50 ml de capacidade, contendo cloridrato de gemcitabina, equivalente a 200 mg ou 1 g de gemcitabina em base livre. Após reconstituição com solução fisiológica de cloreto de sódio a 0,9%, 5 ml para 200 mg e 25 ml para 1g, respectivamente, o pH da solução resultante está entre 2,7 a 3,3.


GEMZAR - Laboratório

ELI LILLY
Av. Morumbi, 8264
São Paulo/SP - CEP: 04703-002
Tel: 55 (011) 532-6911
Fax: 55 (011) 532-6966
Site: http://www.elililly.com/

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