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Atualizado em 2011

LANTUS u 100 UI/mL

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LANTUSÒ 100 UI/mL
Insulina glargina1

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Solução Injetável - embalagem com 1 frasco-ampola com 10 mL e embalagem com 1 e 5 refis com 3 mL para utilização com a caneta OptipenÒ.

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO - LANTUS u

Cada mL de LANTUS® (insulina glargina1) contém:
Insulina glargina1 (correspondente a 100 UI de insulina2 humana)    3,6378 mg
Excipientes q.s.p.                                1 mL
(cloreto de zinco, m- cresol, glicerol, hidróxido de sódio, ácido clorídrico para acerto do pH = 4 e água para injetáveis)

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - LANTUS u


Ação esperada do medicamento: LANTUS® (insulina glargina1) é um antidiabético que contém insulina glargina1, que é insulina2 humana análoga de longa duração, produzida a partir da tecnologia de DNA- recombinante.

Cuidados de armazenamento: Conservar o produto em sua embalagem original, protegido da luz, armazenado em temperatura entre 2 e 8°C. Não congelar. Evitar o contato direto do produto com o compartimento do congelador ou pacotes congelados. Caso a refrigeração seja impossível, o produto pode ser mantido sem refrigeração durante 28 dias, protegido do calor e luz diretos, com temperatura abaixo de 30°C. O produto não refrigerado deve ser usado dentro do período de 28 dias ou deve ser descartado. Quando o refil estiver em uso (na caneta), não armazenar na geladeira. Antes de inserir na caneta, manter o refil à temperatura ambiente por 1 a 2 horas.

Prazo de validade: vide cartucho. Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto. Nunca use medicamento com o prazo de validade vencido, pois pode ser prejudicial à saúde. O prazo de validade da solução injetável após a abertura do frasco- ampola ou do refil é de 4 semanas.

Gravidez3 e lactação4: Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após o seu término ou se estiver amamentando.
Pode haver necessidade de alteração da dosagem da insulina2 durante a gravidez3 ou após o nascimento ou durante a lactação4. Cuidados especiais no controle da diabete e prevenção da hipoglicemia5 são importantes para a saúde do bebê.

Cuidados de administração: siga corretamente as instruções do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Deve- se escolher um local diferente para aplicar cada injeção subcutânea6 dentro da área escolhida. Não misture LANTUS® (insulina glargina1) com outras insulinas ou com qualquer outro medicamento. Tendo em vista que a duração prolongada da ação é dependente da administração subcutânea, LANTUS® (insulina glargina1) não deve ser usada por via intravenosa, pois pode resultar em hipoglicemia5 grave.

NÃO USE QUALQUER OUTRO TIPO DE INSULINA2 SEM A ORIENTAÇÃO MÉDICA.

Interrupção do tratamento: não interromper ou modificar o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas: informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis e quaisquer sinais7 ou sintomas8 descritos no item "Reações Adversas" da INFORMAÇÃO TÉCNICA.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: informe ao seu médico sobre outros medicamentos que você esteja utilizando. A ingestão de beta- bloqueadores, clonidina, sais de lítio ou álcool pode tanto aumentar quanto diminuir o nível de açúcar9 no sangue10. Verificar outras substâncias que interagem com LANTUS® (insulina glargina1) no item "Interações Medicamentosas" da "Informação Técnica".

Contra- Indicações e Precauções: LANTUS® (insulina glargina1) não deve ser utilizada em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

A habilidade de concentração e reação do paciente pode estar prejudicada como resultado da hipoglicemia5, hiperglicemia11 ou distúrbios visuais. Isto possivelmente constitui risco em situações onde estas habilidades são de grande importância (dirigir veículos e operar máquinas). Contatar o médico sobre a prudência de dirigir se apresentar:
·    · episódios hipoglicêmicos freqüentes;
·      redução ou ausência de sinais7 de advertência de hipoglicemia5.
·    ·    ·    
Antes de viajar, consultar o médico para se informar sobre:
·    · a disponibilidade da insulina2 no local de destino;
·    o suprimento de insulina2, seringas, etc;
·    a correta armazenagem da insulina2 durante a viagem;
·    o ajuste das refeições e a administração de insulina2 durante a viagem;
·    a possibilidade da alteração dos efeitos em diferentes tipos de zonas climáticas;
·    a possibilidade de novos riscos à saúde nas cidades que serão visitadas.
·    ·    ·    Carregar sempre um pouco de açúcar9 (no mínimo 20 gramas), bem como levar também alguma informação, que identifique o estado diabético.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA - LANTUS u

LANTUS® (insulina glargina1) é um antidiabético que contém insulina glargina1. A insulina glargina1 é uma insulina2 humana análoga produzida por tecnologia de DNA- recombinante, utilizando Escherichia coli (cepa K12) como organismo produtor. É desenhada para ter baixa solubilidade em pH neutro. Em pH 4 (como na solução injetável de LANTUS® (insulina glargina1)), é completamente solúvel. Após ser injetada no tecido12 subcutâneo, a solução ácida é neutralizada, levando a formação de micro-precipitados do qual pequenas quantidades de insulina glargina1 são liberadas continuamente, levando a um perfil de concentração / tempo previsível, sem pico e suave, com duração de ação prolongada, que suporta a administração uma vez ao dia. O tempo de ação da insulina2 e seus análogos tais como insulina glargina1 pode variar consideravelmente em indivíduos diferentes ou no mesmo indivíduo, mas devido a falta de um pico, há menor variabilidade com insulina glargina1 do que com insulina NPH13.

A atividade fundamental da insulina2, incluindo insulina glargina1, é a regulação do metabolismo14 da glicose15. A insulina2 e seus análogos diminuem os níveis glicêmicos estimulando a captação da glicose15 periférica, especialmente pelo músculo esquelético e tecido12 adiposo, e pela inibição da produção da glicose15 hepática. Insulina2 inibe a lipólise no adipócito, inibe a proteólise e aumenta a síntese protéica.

Em estudos clínicos farmacológicos, os usos intravenosos de insulina glargina1 e insulina2 humana demonstraram ser equipotentes quando dados nas mesmas doses.

Após a injeção subcutânea6 em indivíduos sadios e em pacientes diabéticos, as concentrações séricas de insulina2 indicaram uma absorção mais lenta e bem mais prolongada e falta de um pico quando comparado com a insulina2 humana NPH (um tipo intermediário de insulina2). As concentrações foram, portanto, consistentes com o perfil de tempo da atividade farmacodinâmina da insulina glargina1. Após a injeção subcutânea6 de 0,3 UI/kg de insulina glargina1 em pacientes diabéticos, um perfil concentração / tempo uniforme foi demonstrado; isso também é refletido no amplo limite de valores de Tmáx (entre 1,5 e 22,5 horas) comparado ao da NPH (2,5 a 10 horas). Quando administrada intravenosamente, os perfis de concentração e a eliminação aparente da meia- vida da insulina glargina1 e da insulina2 humana foram comparáveis.

O gráfico a seguir demonstra os resultados de um estudo farmacodinâmico em pacientes. O tempo médio entre a injeção16 da droga e o final do seu efeito farmacológico foi de 14,5 horas para a insulina NPH13, enquanto que o tempo médio para a insulina glargina1 foi de 24 horas (a maioria dos pacientes sob insulina glargina1 continuavam mostrando resposta no final do período de observação, indicando mesmo duração de ação mais longa).

LANTUS u 100 UI/mL
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* Determinada como quantidade de glicose15 infusionada para manter os níveis plasmáticos de glicose15 constantes.

Não foram observadas diferenças significativas nos níveis séricos de insulina2 após a administração da insulina glargina1 no abdômen, músculo deltóide ou na coxa. A insulina glargina1 possui menor variabilidade intra e inter indivíduo em seu perfil farmacocinético e farmacodinâmico quando comparada com a insulina2 humana ultralenta. Um estudo sobre a degradação de insulina glargina1 em homens indicaram que, no depósito subcutâneo, a insulina glargina1 é parcialmente metabolizada no carboxil terminal da cadeia B sob formação dos metabólitos ativos M1 (21A- gly-insulina2) e M2 (21A-gly-des-30B-Thr-insulina2). Assim como no tecido12 subcutâneo, insulina glargina1 não alterada e produtos de degradação estão presentes no plasma17.

Os estudos em pacientes com diabete tipo 1 e tipo 2, a eficácia geral da insulina glargina1 uma vez ao dia no controle metabólico foi comparado com aquela da insulina2 humana NPH uma ou duas vezes ao dia. Em geral, a insulina glargina1 manteve ou melhorou o nível de controle glicêmico medido pela glicohemoglobina e glicemia de jejum18. Adicionalmente, poucos pacientes  utilizando insulina glargina1 relataram episódios hipoglicêmicos comparado  com pacientes utilizando insulina2 humana NPH.

Pacientes com diabete melito Tipo 1 tratados com regimes que incluíram a insulina glargina1 demonstraram uma satisfação significativamente maior com o tratamento quando comparados com pacientes com regimes com insulina NPH13 (Questionário de Satisfação do Tratamento com Diabete).

Flexibilização da dose diária:

A segurança e eficácia de LANTUS® (insulina glargina1) administrado antes do café da manhã, antes do jantar ou antes de dormir, foram avaliadas em um estudo clínico amplo, controlado e randomizado. Nesse estudo em pacientes com diabete tipo 1 (estudo G) (n= 378), os mesmos também foram tratados com insulina lispro19 às refeições. LANTUS® (insulina glargina1) administrado em diferentes horários do dia resultou em controle glicêmico equivalente àquele obtido quando administrado antes de dormir.

A segurança e eficácia de LANTUS® (insulina glargina1)  administrado antes do café da manhã também foram avaliadas em um estudo clínico amplo, controlado e randomizado (estudo H) (n=697) em pacientes com diabete tipo 2 não mais adequadamente controlados com tratamento oral. Todos os pacientes nesse estudo também receberam glimepirida20 3 mg diariamente. LANTUS® (insulina glargina1) administrado antes do café da manhã foi no mínimo tão efetivo na redução da hemoglobina21  glicosilada A1c22 (HbA1c) quanto LANTUS® (insulina glargina1) administrado antes de dormir ou insulina2 humana NPH administrada antes de dormir. (vide tabela abaixo)


Tabela: Flexibilização da dose diária de LANTUS® (insulina glargina1) em diabetes23 mellitus tipo 1 (estudo G) e tipo 2 (estudo H)

  Duração do tratamento  Tratamento em combinação com: Estudo G - 24 semanas   Insulina lispro19 Estudo H - 24 semanas   Glimepirida20
       Lantus® (insulina glargina1)  - Café da manhã Lantus® (insulina glargina1)  - Jantar Lantus® (insulina glargina1)  -Antes de dormir Lantus® (insulina glargina1)  - Café da manhã Lantus® (insulina glargina1)  -Antes de dormir NPH - Antes de dormir
Número de indivíduos tratados (ITT*) 112 124 128 234 226 227
HbA1c        Média Basal        Média Final  7,56 7,39  7,53 7,42  7,61 7,57  9,13 7,87  9,07 8,12  9,09 8,27
Alteração média do basal  - 0,17  - 0,11  - 0,04  - 1,26  - 0,95  - 0,82
Dose de insulina2 basal (UI)        Média Final       Alteração          média        do basal   27,3   5,0   24,6   1,8   22,8   1,5   40,4   38,5   36,8
Dose de insulina2 total (UI)         Média Final       Alteração        média        do basal   53,3   1,6   54,7   3,0   51,5   2,3 NA**   NA** NA**
* Intenção de tratamento   ** Não aplicável

INDICAÇÕES - LANTUS u


LANTUS® (insulina glargina1) é indicada para o tratamento de diabetes mellitus24, quando o tratamento com insulina2 for requerido.

CONTRA-INDICAÇÕES - LANTUS u

LANTUS® (insulina glargina1) está contra- indicada em pacientes com hipersensibilidade a insulina glargina1 ou a qualquer um dos componentes da fórmula.


PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - LANTUS u


A terapia com insulina2 geralmente requer habilidades apropriadas para o auto- controle da diabete, incluindo monitorização da glicemia25, técnicas de injeção16 adequadas, medidas para o reconhecimento e controle de aumentos ou reduções nos níveis glicêmicos (hipoglicemia5 ou hiperglicemia11), como descrito abaixo. Adicionalmente, os pacientes devem aprender como lidar com situações especiais como administração de doses de insulina2 inadvertidamente aumentadas, doses inadequadas ou esquecidas, ingestão inadequada de alimentos ou perda de refeições. O grau de participação do paciente no próprio controle da diabete é variável e é geralmente determinado pelo médico.

O tratamento com insulina2 requer constante vigilância para a possibilidade de hiper e hipoglicemia5. Os pacientes e seus familiares devem saber quais passos devem tomar se ocorrer ou houver suspeita de hiperglicemia11 ou hipoglicemia5 e devem saber quando informar o médico.

Na ocorrência de controle de glicemia25 insuficiente ou tendência de ocorrência de episódios hipo ou hiperglicêmicos, outros fatores como a aderência do paciente ao tratamento prescrito, a escolha do local de injeção16 ou técnicas inadequadas, o manuseio de aparelhagem para injeção16 e todos os outros fatores relevantes devem ser revistos antes de considerar um ajuste de dose.

·    · Hipoglicemia5:
·    ·    ·    O tempo para a ocorrência da hipoglicemia5 depende do perfil de ação das insulinas usadas e pode, portanto, alterar quando o tratamento é substituído.

Assim como com todas as insulinas, deve ser exercido cuidado particular e monitoração intensificada da glicemia25 é aconselhável, em pacientes nos quais seqüelas de episódios hipoglicêmicos podem ser de particular relevância clínica. Por exemplo, podem ser pacientes com estenoses significativas das artérias coronárias26 ou das veias27 sangüíneas que suprem o cérebro (risco de complicações cardíacas ou cerebrais da hipoglicemia5), bem como pacientes com retinopatia proliferativa28, particularmente quando não tratados com fotocoagulação (risco de cegueira transitória).

Num estudo clínico, sintomas8 de hipoglicemia5 ou respostas hormonais contra- regulatórias foram similares após administração intravenosa de insulina glargina1 e insulina2 humana tanto em voluntários sadios quanto em pacientes com diabete Tipo 1. Contudo, os sintomas8 iniciais que indicam o início da hipoglicemia5 ("sintomas8 de aviso") podem se alterar, ser menos pronunciados ou ausentes, por exemplo nas seguintes situações: controle glicêmico acentuadamente melhor, hipoglicemia5 de desenvolvimento gradual, idade avançada, na presença de neuropatia autonômica29, em pacientes com história longa de diabete, em pacientes com doenças psiquiátricas ou que estejam sob uso concomitante de outros medicamentos (veja item Interações Medicamentosas). Nestas circunstâncias, a hipoglicemia5 grave (ou mesmo a perda de consciência) pode desenvolver-se sem que o paciente perceba.

O efeito prolongado da insulina glargina1 subcutânea, pode atrasar a recuperação de hipoglicemia5. Se valores normais ou diminuídos de hemoglobina21 glicosilada forem notados, a possibilidade de episódios de hipoglicemia5 periódicos ou desconhecidos (especialmente noturnos) devem ser considerados.

A aderência do paciente com a dose prescrita e restrições na dieta, o procedimento correto para a administração da insulina2 e o reconhecimento dos sintomas8 da hipoglicemia5 são essenciais na redução do risco de hipoglicemia5. A presença de fatores que aumentam a susceptibilidade à hipoglicemia5 requer monitoração particularmente cuidadosa e pode necessitar ajuste da dose. Estes incluem:

·    · alteração da área da injeção16;
·    aumento na sensibilidade à insulina2 (por exemplo: remoção dos fatores de stress);
·    atividade física aumentada ou prolongada ou falta de hábito no exercício físico;
·    doenças intercorrentes (por exemplo: vômito30 ou diarréia31);
·    ingestão inadequada de alimentos;
·    consumo de álcool;
·    certos distúrbios endócrinos não compensados;
·    uso concomitante de outros medicamentos (veja item Interações Medicamentosas).
·    ·    ·    
Em pacientes com insuficiência renal32 grave, as necessidades de insulina2 podem ser menores devido ao metabolismo14 de insulina2 reduzido. Em idosos, a deterioração progressiva da função renal33 pode levar a uma redução estável das necessidades de insulina2. Em pacientes com insuficiência hepática34 grave, as necessidades de insulina2 podem ser menores devido a capacidade reduzida para gliconeogênese e ao metabolismo14 de insulina2 reduzido.

Hipoglicemia5 pode ser corrigida geralmente pela ingestão imediata de carboidrato35.

Pelo fato da ação corretiva inicial ter que ser tomada imediatamente, os pacientes devem transportar consigo pelo menos 20g de carboidrato35 durante todo o tempo, bem como alguma informação que os identifiquem como diabéticos.

·    · Doenças Intercorrentes:
·    ·    ·    
O médico deve ser informado caso ocorram doenças intercorrentes, uma vez que a situação necessita da intensificação da monitoração metabólica. Em muitos casos, testes de urina36 para cetonas são indicados e freqüentemente é necessário ajuste de dose da insulina2. A necessidade de insulina2 é freqüentemente aumentada. Em pacientes com diabete Tipo 1, o suprimento de carboidrato35 deve ser mantido mesmo se os pacientes forem capazes de comer ou beber apenas um pouco ou nenhum alimento, ou estiverem vomitando, etc; em pacientes com diabete do Tipo 1 a insulina2 não deve nunca ser omitida completamente.

Como resultado de, por exemplo, hipoglicemia5, hiperglicemia11 ou visão prejudicada (veja item Reações Adversas), a habilidade de concentração e reação pode ser afetada, possivelmente constituindo risco em situações onde estas habilidades são de particular importância (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).

Os pacientes devem ser aconselhados a tomarem precauções para evitarem hipoglicemia5 enquanto dirigem. Isso é particularmente importante naqueles que reduziram ou que não conhecem os "sintomas8 de aviso" de hipoglicemia5 ou que têm episódios freqüentes de hipoglicemia5. A prudência no dirigir deve ser considerada nessas circustâncias.


Uso durante a gravidez3 e lactação4

Não há nenhum estudo clínico bem controlado com o uso de insulina glargina1 em mulheres grávidas. Estudos em animais, com doses de até 6 - 40 vezes a dose humana, não indicam efeitos prejudiciais diretos na gravidez3.

Mulheres com diabete pré- existente ou gestacional devem manter um bom controle metabólico durante a gravidez3. Nos três primeiros meses, as necessidades de insulina2 podem diminuir e geralmente aumentam durante o segundo e terceiro trimestres. Imediatamente após o parto, as necessidades de insulina2 diminuem rapidamente (aumento do risco de hipoglicemia5). Portanto, monitoração cuidadosa da glicemia25 é essencial nessas pacientes. Caso você esteja grávida ou planejando engravidar, informe o seu médico.

Os ajustes das doses de insulina2 e dieta podem ser necessários em mulheres que estão amamentando.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - LANTUS u

Várias substâncias afetam o metabolismo14 da glicose15 e podem requerer ajuste da dose de insulina2 e particularmente monitorização cuidadosa.

Um aumento no efeito de redução de glicemia25 e na susceptibilidade à hipoglicemia5 pode ocorrer no uso concomitante de por exemplo: antidiabéticos orais37, inibidores da ECA, disopiramida, fibratos, fluoxetina, inibidores da MAO, pentoxifilina, propoxifeno, salicilatos ou antibióticos sulfonamídicos.

Uma diminuição no efeito de redução de glicemia25 pode ocorrer com o uso concomitante de corticosteróides, danazol, diazóxido, diuréticos38, glucagon39, isoniazida, estrógenos e progestágenos (por exemplo: em contraceptivos orais), derivados da fenotiazina, somatropina, agentes simpatomiméticos (como epinefrina, salbutamol40, terbutalina) ou hormônios da tireóide.

Os beta- bloqueadores, clonidina, sais de lítio ou álcool podem tanto potencializar ou diminuir o efeito de redução da glicemia25 da insulina2. A pentamidina pode causar hipoglicemia5, que pode algumas vezes ser seguida por hiperglicemia11.

Além disso, sob a influência de medicamentos simpatolíticos (por exemplo: beta- bloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina), os sinais7 de contra-regulação adrenérgica podem ficar reduzidos ou ausentes.

REAÇÕES ADVERSAS - LANTUS u


Pode ocorrer hipoglicemia5 (em geral a reação adversa mais freqüente da terapia com insulina2), caso a dose de insulina2 seja muito alta em relação às necessidades de insulina2. Assim como com todas as insulinas, ataques hipoglicêmicos graves, especialmente se recorrentes, podem levar a distúrbios neurológicos. Episódios hipoglicêmicos graves ou prolongados podem ser de risco à vida. Em muitos pacientes, os sinais7 e sintomas8 de neuroglicopenia são precedidos por sinais7 de contra- regulação-adrenérgica. Geralmente, quanto mais rápido e maior o declínio na glicemia25, mais acentuados são os fenômenos de contra-regulação e os seus sintomas8.

Uma alteração acentuada nos níveis glicêmicos pode causar distúrbios visuais temporários, devido a alteração temporária na turgidez e índice de refração das lentes. Contudo, como com todos os tratamentos com insulina2, a terapia intensificada com insulina2 com melhora repentina nos níveis de glicemia25 podem estar associados com a piora temporária da retinopatia diabética41; entretanto, de forma geral, a melhora no controle reduz o risco da sua progressão. Em pacientes com retinopatia proliferativa28, particularmente se não forem tratados  com fotocoagulação, episódios hipoglicêmicos graves podem causar perda transitória da visão.

Assim como com todas as terapias com insulina2, pode ocorrer lipodistrofia42 no local da injeção16 e retardar a absorção da insulina2. Em estudos clínicos, em tratamentos que incluíam insulina glargina1, foi observada lipohipertrofia43 em 1 a 2% dos pacientes, enquanto que lipoatrofia44 era incomum. A rotação contínua do local de injeção16 dentro de determinada área pode ajudar a reduzir ou evitar essas reações.

Em estudos clínicos usando tratamentos que incluíam insulina glargina1, reações no local das injeções foram observadas em 3 a 4% dos pacientes. Assim como com qualquer terapia com insulina2, tais reações incluem rubor, dor, coceira, urticária45, inchaço, inflamação46. A maioria das pequenas reações geralmente são resolvidas em poucos dias ou poucas semanas.

Reações alérgicas do tipo imediata são raras. Tais reações à insulina2 (incluindo insulina glargina1) ou aos excipientes podem, por exemplo, ser associadas com reações cutâneas generalizadas, angioedema47, broncospasmo, hipotensão48 e choque49, podendo ser de risco à vida.

A administração de insulina2 pode causar a formação de anticorpos50. Em estudos clínicos, os anticorpos50 que têm reação cruzada com insulina2 humana e insulina glargina1 foram observados tanto nos grupos de tratamento com NPH quanto nos grupos com insulina glargina1, com incidências similares. Em casos raros, a presença de tais anticorpos50 podem necessitar ajuste de dose da insulina2 para corrigir a tendência à hiperglicemia11 ou hipoglicemia5. Raramente, a insulina2 pode causar retenção de sódio e edema51, particularmente após melhora significativa do controle metabólico em associação com a terapia intensificada por insulina2.

Fale com o seu médico se você observar qualquer uma das reações adversas listadas nesta bula ou quaisquer outros efeitos indesejados ou inesperados. Caso ocorram reações inesperadas ou graves, informe o seu médico imediatamente.

POSOLOGIA E MODO DE USAR - LANTUS u


Insulina glargina1 é uma nova insulina2 humana recombinante análoga, equipotente a insulina2 humana.

Devido ao perfil de redução de glicose15 sem pico com duração de ação prolongada da LANTUS® (insulina glargina1), a dose é administrada por via subcutânea uma vez ao dia. Pode ser administrada a qualquer hora do dia, entretanto, no mesmo horário todos os dias. Os níveis desejados de glicemia25, bem como as doses e intervalos das medicações antidiabéticas devem ser determinadas e ajustadas individualmente.

Os ajustes na dose podem também ser necessários, por exemplo, se houver alterações de peso, estilo de vida, planejamento da dose de insulina2 dos pacientes, ou outras circunstâncias que possam promover aumento na susceptibilidade à hipoglicemia5 ou hiperglicemia11 (ver item Precauções e Advertências). Qualquer alteração de dose deve ser feita somente sob supervisão médica.

Em regimes de injeção16 basal em bolus52, geralmente 40- 60% da dose diária é administrada como insulina glargina1 para cobrir os requerimentos de insulina2 basal. Num estudo clínico com pacientes diabéticos Tipo 2 sob tratamento com antidiabético oral53, foi iniciada terapia com dose de 10 UI de insulina glargina1, 1 vez ao dia, e subseqüentemente o tratamento foi ajustado individualmente.

LANTUS® (insulina glargina1) não é a insulina2 de escolha para o tratamento de cetoacidose diabética54. Insulina2 intravenosa de curta duração deve ser o tratamento preferido.

Quando ocorrer a alteração de um tratamento com insulina2 intermediária ou uma insulina2 de longa- duração para um tratamento com LANTUS® (insulina glargina1), pode ser necessário ajuste na quantidade e intervalo da insulina de curta duração55 ou da insulina2 análoga de ação rápida ou da dose de qualquer antidiabético oral53.

Nos estudos clínicos realizados quando os pacientes foram transferidos de insulina NPH13 uma vez ao dia ou insulina2 ultralenta para LANTUS® (insulina glargina1) administrada uma vez ao dia, a dose inicial utilizada foi geralmente inalterada (por exemplo: quantidade de unidades internacionais, UI, de LANTUS® (insulina glargina1) por dia foi igual as UI de insulina NPH13). Para aqueles que foram transferidos de insulina NPH13 duas vezes ao dia para LANTUS® (insulina glargina1) uma vez ao dia, a dose inicial (UI) foi geralmente reduzida em aproximadamente 20% (comparada com a dose total diária em UI de insulina NPH13) e então ajustada com base na resposta do paciente, de forma a reduzir o risco de hipoglicemia5.

Um programa de monitorização metabólica cuidadosa sob supervisão médica é recomendado durante a transferência nas semanas iniciais posteriores. Assim como com todas as insulinas análogas, isso é particularmente verdadeiro para pacientes que, devido aos anticorpos50 à insulina2 humana, necessitam de altas doses de insulina2 e podem apresentar uma resposta acentuadamente melhor com insulina glargina1.

Um controle metabólico melhor pode resultar em aumento da sensibilidade à insulina2 (necessidades reduzidas de insulina2) podendo ser necessário posterior ajuste das doses de LANTUS® (insulina glargina1) e outras insulinas ou antidiabéticos orais37.

A monitorização da glicemia25 é recomendada para todos os pacientes com diabete.

Uso pediátrico: Até o momento, há apenas experiência limitada com LANTUS® (insulina glargina1) em crianças.

Administração

LANTUS® (insulina glargina1) é administrada por injeção16 tecidual subcutânea. Não deve ser administrada intravenosamente. Dentro de uma determinada área de injeção16 (abdômen, coxa ou deltóide), deve ser escolhido um diferente local para cada injeção16. A absorção de insulina glargina1 não é diferente entre as áreas de injeção subcutânea6 do abdômem, coxa ou deltóide. Assim como para todas as insulinas, a taxa de absorção e conseqüentemente o início e duração da ação podem ser afetados por exercício e outras variáveis.

A prolongada duração de ação da insulina glargina1 é dependente da injeção16 no espaço subcutâneo. A administração intravenosa da dose subcutânea usual pode resultar em hipoglicemia5 grave.

Instruções para uso dos frascos- ampolas de LANTUS® (insulina glargina1):

Inspecionar cada frasco antes do uso. Somente utilizar se a solução estiver clara, incolor, sem a presença de partículas visíveis e se estiver com a consistência de água. Por não ser suspensão, não é necessária a re- suspensão antes do uso. As seringas não devem conter quaisquer outros medicamentos ou vestígios de outros medicamentos (por exemplo, traços de heparina).

LANTUS® (insulina glargina1) não deve ser misturada ou diluída com qualquer outra insulina2, pois pode alterar o perfil de tempo/ação da LANTUS® (insulina glargina1) ou causar a sua precipitação.

Recomenda- se anotar a data do primeiro uso da solução injetável do frasco-ampola no rótulo do mesmo, onde aparece uma linha tracejada. O prazo de validade da solução injetável após o primeiro uso é de 4 semanas.

Instruções para uso de LANTUS® (insulina glargina1) para Optipenâ

LANTUS® (insulina glargina1) para Optipenâ  deve ser utilizada no mecanismo de injeção16 da Optipenâ . O usuário deve saber operar o mecanismo corretamente e ter conhecimento dos possíveis problemas e medidas corretivas a tomar (ler o manual de instruções ao adquirir a caneta OptipenÒ).

LANTUS® (insulina glargina1) para Optipenâ  é administrada por injeção16 tecidual subcutânea. Não deve ser administrada intravenosamente. Dentro de uma determinada área de injeção16 (abdômen, coxa ou deltóide), deve ser escolhido um local diferente para cada injeção16. A absorção de insulina glargina1 não é diferente entre as áreas de injeção subcutânea6 do abdômen, coxa ou deltóide. Assim como para todas as insulinas, a taxa de absorção e conseqüentemente o início e duração da ação podem ser afetados por exercício e outras variáveis.

A prolongada duração de ação da insulina glargina1 é dependente da injeção16 no espaço subcutâneo. A injeção16 intravenosa da dose subcutânea usual pode resultar em hipoglicemia5 grave.

Inspecionar cada frasco antes do uso. Somente utilizar se a solução estiver clara, incolor, sem a presença de partículas visíveis e se estiver com a consistência de água. Como a LANTUS® (insulina glargina1) para Optipenâ  não é uma suspensão, não é necessária a re- suspensão antes do uso.

Antes de inserir na caneta, manter a LANTUS® (insulina glargina1) para Optipenâ  em temperatura ambiente durante 1 a 2 horas. Siga cuidadosamente as instruções contidas no livro de instruções da caneta.

LANTUS® (insulina glargina1) não deve ser misturada ou diluída com qualquer outra insulina2, pois pode alterar o perfil de tempo/ação da LANTUS® (insulina glargina1) para Optipenâ ou causar a sua precipitação. Não encher os refis vazios.

Em casos de mal funcionamento da caneta, você pode transferir a insulina2 do refil para uma seringa56 (adequada para uma insulina2 de 100 UI/mL) e utilizá- la para injeção16. As seringas não devem conter quaisquer outros medicamentos ou vestígios de outros medicamentos.

Após a inserção de um novo refil, verificar se a caneta está funcionando corretamente antes de injetar a primeira dose. Veja o livro de instruções da caneta para maiores detalhes.

O prazo de validade após o primeiro uso do refil é de 4 semanas.

SUPERDOSAGEM - LANTUS u

Sintomas8:
A superdosagem com insulina2, relacionada com a ingestão de alimentos, consumo de energia ou ambos, pode levar a hipoglicemia5 grave e algumas vezes prolongada e apresentar risco de vida.

Controle:
Episódios leves de hipoglicemia5 podem geralmente ser tratados com carboidratos por via oral. Os ajustes da dose, padrões de alimentação ou atividade física podem ser necessários. Episódios mais graves culminando em coma57, convulsões ou danos neurológicos podem ser tratados com glucagon39 (intramuscular ou subcutâneo) ou solução de glicose15 intravenosa concentrada. A ingestão sustentada de carboidrato35 e observação podem ser necessárias devido a possibilidade de recorrência de hipoglicemia5 após aparente recuperação clínica.

PACIENTES IDOSOS - LANTUS u


Não há advertências e recomendações especiais sobre o uso adequado desse medicamento por pacientes idosos.

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF- SP 5.854

M.S 1.1300.0285

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Aventis Pharma Deutschland GmbH
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Para:
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Nº. de lote, data de fabricação e vencimento: vide cartucho.

LANTUS u 100 UI/mL - Laboratório

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Rua Conde Domingos Papais, 413
Suzano/SP - CEP: 08613-010
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