LIORESAL
Ver preço (R$)Composição - LIORESAL
cada comprimido contém: baclofeno 10 mg;excipiente q.s.p. 1 comprimido.
Posologia e Administração - LIORESAL
o tratamento com Lioresal deve sempre ser iniciado com doses baixas que são gradualmente elevadas até que se atinja a dose diária ótima. Esta dose deve ser adaptada às necessidades do paciente, de modo que clonos, espasmos flexores e extensores e a espasticidade sejam reduzidos, mas que efeitos adversos sejam evitados ao máximo. De modo a prevenir excessiva fraqueza muscular e quedas, Lioresal deve ser usado com cautela quando espasticidade é necessária para sustentar a postura vertical e balanço na locomoção ou sempre que espasticidade é utilizada para manter funções. Pode ser importante manter certo grau de tono muscular e permitir espasmos ocasionais para suporte da função circulatória. A descontinuação abrupta do tratamento deve ser evitada. Lioresal deve ser ingerido durante as refeições com um pouco de líquido. A dose diária deve ser administrada fracionadamente, preferencialmente em 3 vezes para adultos e em 4 vezes para crianças. Em pacientes com insuficiência renal1 ou naqueles que estejam sendo submetidos a hemodiálise2, dose particularmente baixa de Lioresal deve ser selecionada, i.e., aproximadamente 5 mg/dia. Adultos: via de regra o tratamento deve ser iniciado com dose de 5 mg três vezes ao dia, que, para uma titulação cuidadosa da dose, deve ser subseqüentemente elevada, a intervalos de 3 dias, em 5 mg, 3 vezes ao dia até que a dose diária necessária seja atingida.. Em certos pacientes sensíveis a drogas, é aconselhável iniciar com dose diária mais baixa (5 ou 10 mg) e elevá- la de maneira mais gradual. A dose ótima geralmente varia entre 30 e 80 mg/dia, embora em pacientes hospitalizados doses diárias entre 100 a 120 mg podem, ocasionalmente, ser administradas. Crianças: o tratamento deve ser iniciado com doses bastante baixas, na ordem de 0,3 mg/kg de peso ao dia, em doses fracionadas, esta dosagem deve ser elevada cuidadosamente a intervalos de 1 a 2 semanas, até que seja suficiente para as necessidades individuais da criança. Em pediatria a dose situa-se na faixa de 0,75 a 2 mg/kg de peso corporal. Em crianças acima de 10 anos, entretanto, doses máximas diárias de 2,5 mg/kg de peso corporal podem ser administradas. Se após 6 a 8 semanas de administração da dose máxima do produto não surgirem os benefícios do tratamento, deve-se avaliar a continuidade do tratamento. Uma vez que a ocorrência de reações adversas é mais provável em pacientes idosos ou em pacientes com estados espásticos de origem cerebral, recomenda-se nestes casos uma programação cuidadosa das doses e manutenção de vigilância apropriada. - Superdosagem: sinais3 e sintomas4: características proeminentes são os sinais3 de depressão do sistema nervoso5 central: sonolência, perda de consciência, depressão respiratória, coma6. Podem também ocorrer: confusão, alucinações, agitação, distúrbios de acomodação visual, ausência de reflexo pupilar, hipotonia muscular generalizada, mioclonia, hiporreflexia ou arreflexia, convulsões, vasodilatação periférica, hipotensão7, bradicardia8, hipotermia9, náusea10, vômitos11, diarréia12, hipersalivação, valores elevados de transaminases, fosfatase alcalina e desidrogenase lática. Se várias substâncias ou medicações que atuem sobre o SNC (ex.: álcool, diazepam, antidepressivos tricíclicos) foram ingeridas em concomitância, pode ocorrer piora do quadro clínico. Tratamento: não se conhece antídoto13 específico. Eliminação da droga do aparelho gastrintestinal: indução de vômitos11, lavagem gástrica14 (pacientes comatosos devem ser entubados antes da lavagem gástrica14), administração de carvão ativado; se necessário, laxantes15 salinos; em caso de depressão respiratória, ministrar respiração artificial16 e também medidas de apoio às funções cardiovasculares. Uma vez que a droga é excretada principalmente através dos rins17, grandes quantidades de líquidos devem ser ministradas, possivelmente com diurético18. Em caso de convulsões, ministrar diazepam cuidadosamente por via I.V.
Precauções - LIORESAL
pacientes portadores não só de espasticidade mas também de distúrbios psicóticos, esquizofrenia19, distúrbios maníaco- depresivos, estados confusionais ou mal de Parkinson devem ser mantidos sob cuidadosa vigilância quando tratados com Lioresal, pois pode ocorrer exacerbação destas condições. Deve-se dar também atenção especial a pacientes portadores de epilepsia20, já que pode ocorrer a redução no limiar de convulsão21, havendo registros ocasionais de crises após a descontinuação do tratamento ou com superdose, portanto a terapia anticonvulsivante adequada deve ser continuada e o paciente monitorado. Lioresal deve ser usado com cautela em pacientes com histórico ou portadores de úlcera péptica22, assim como naqueles portadores de moléstias cerebrovasculares ou com insuficiência respiratória23, renal24 ou hepática. Sob tratamento com Lioresal, distúrbios neurogênicos que afetem o esvaziamento da bexiga25 podem mostrar um aumento e em pacientes com preexistente hipertonia do esfíncter pode ocorrer retenção aguda de urina26; nestes casos o medicamento deve ser utilizado com cautela. Foram relatados casos raros de elevação dos níveis séricos de transaminases, fosfatase alcalina e glicose27, por este motivo recomenda-se a avaliação laboratorial periódica de pacientes portadores de disfunção hepática ou diabetes mellitus28, de modo a assegurar que não tenham ocorrido alterações induzidas pela medicação nestas patologias subjacentes. Na descontinuação abrupta do tratamento com Lioresal, especialmente após emprego por longo prazo, foram relatados casos de ansiedade e estados confusionais, alucinações, estados psicóticos, maníacos ou paranóicos, convulsões (estado de mal epilético), taquicardia29 e, como fenômeno rebote, agravamento temporário de espasticidade. Portanto, exceto nos casos de emergência devido à superdosagem ou de reação adversa grave, o tratamento deve ser gradualmente descontinuado, através da redução sucessiva da dose (por período de cerca de 1 a 2 semanas). Efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas: a habilidade de reação do paciente pode ser adversamente afetada devido à sedação, redução do estado de alerta causado pelo Lioresal, neste sentido os pacientes devem ser orientados a ter cuidado ao dirigir veículos ou operar máquinas. Gravidez30 e lactação31: não há até o momento estudos conclusivos sobre o uso do produto em gestantes. Sabe-se que o baclofeno atravessa a barreira placentária e não deveria, portanto, ser utilizado durante a gravidez30, a não ser que o benefício potencial para a mãe supere o risco potencial para a criança. Lioresal, administrado em doses terapêuticas, passa para o leite materno, mas em quantidades tão pequenas que não se prevê efeitos indesejáveis ao lactente32. Estudos sobre mutagenicidade, carcinogenicidade e toxicidade na reprodução: evidências experimentais até o momento sugerem que o baclofeno não possui potencial carcinogênico ou mutagênico. - Interações medicamentosas: quando Lioresal é administrado concomitantemente com outras drogas que atuam sobre o SNC, opiáceos sintéticos ou álcool pode ocorrer aumento da sedação. O risco de depressão respiratória é também aumentado. Durante o tratamento concomitante com antidepressivos tricíclicos, o efeito de Lioresal pode ser potencializado, resultando em hipotonia muscular pronunciada. Uma vez que o tratamento concomitante com anti-hipertensivos pode resultar em aumento na queda de pressão arterial, a dose de medicação anti-hipertensiva deve ser adequadamente reajustada. Em pacientes com mal de Parkinson recebendo tratamento com Lioresal e levodopa foram relatados episódios de confusão mental, alucinações, cefaléia33, náuseas34 e agitação.
Reações adversas - LIORESAL
ocorrem principalmente no início do tratamento ou se a dose é rapidamente elevada, forem administradas doses altas ou se o paciente for idoso. As reações adversas são geralmente transitórias e podem ser atenuadas ou eliminadas pela redução da dose, sendo raramente graves a ponto de levar à retirada da medicação. Podem assumir forma mais grave em pacientes com histórico de doença psiquiátrica ou distúrbios cerebrovasculares (ex.: AVC), bem como nos pacientes idosos. Sistema nervoso5 central: freqüentes: particularmente no início do tratamento: sedação diurna e sonolência; ocasionais: depressão respiratória, delírios, tontura35, fadiga, exaustão, confusão mental, vertigem36, cefaléia33, insônia, euforia, estados depressivos, mialgias, fraqueza muscular, ataxia37, tremores, nistagmo38, alucinações, pesadelos, boca seca; raras: parestesias39 e disartria. Convulsões e diminuição no limiar convulsivo podem ocorrer particularmente em pacientes epiléticos. àrgãos dos sentidos: ocasionais: distúrbios na acomodação visual; raras: disgeusia. Trato gastrintestinal: freqüentes: náusea10; ocasionais: distúrbios gastrintestinais moderados, constipação40, diarréia12, ânsia de vômito41, vômitos11; raras: dor abdominal. Sistema cardiovascular42: ocasionais: hipotensão7, piora das funções cardiovasculares. Sistema urogenital: ocasional: frequência aumentada de micção, enurese43, disúria44; raras: retenção urinária45, impotência46. Fígado47: raras: disfunção hepática. Pele: ocasionais: hiperidrose, erupções cutâneas. Certos pacientes demonstram aumento de espasticidade como uma reação paradoxal à medicação. Muitos dos efeitos colaterais relatados estão associadas às patologias subjacentes em tratamento.
Contra-Indicações - LIORESAL
hipersensibilidade conhecida ao baclofeno.
Indicações - LIORESAL
espasticidade dos músculos esqueléticos na esclerose múltipla48. Estados espásticos nas mielopatias de origem infecciosa, degenerativa, traumática, neoplásica ou desconhecida, por exemplo: paralisia49 espinal espasmódica, esclerose lateral amiotrófica, siringomielia, mielite50 transversa, paraplegia51 ou paraparesia traumática e compressão do cordão medular; espasmo52 muscular de origem cerebral infantil bem como após acidentes cerebrovasculares ou na presença de doença cerebral degenerativa ou neoplásica.
Apresentação - LIORESAL
caixa com 20 comprimidos de 10 mg.
LIORESAL - Laboratório
NOVARTIS
Av. Prof. Vicente Rao, 90 - Brooklin
São Paulo/SP
- CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
Site: http://www.novartis.com/
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