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Atualizado em 2011

LOVASTATINA

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LOVASTATINA

Medicamento genérico Lei nº 9.787/99

20 mg
Comprimidos

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES - LOVASTATINA

Comprimidos. Embalagens com 30 comprimidos.USO ADULTO

COMPOSIÇÃO - LOVASTATINA

Cada comprimido de Lovastatina contém:
Lovastatina………..………………………......…..……………...20 mg
Excipientes q.s.p...................………………………... ... ...1 comprimido
Excipientes: amido pré- gelatinizado, lactose monohidratada, butil
hidroxianisol, celulose microcristalina, estearato de magnésio, corante
azul F.D. & C. nº2.

INFORMAÇÕES AOS PACIENTES - LOVASTATINA

Ação esperada do medicamento: A Lovastatina é um agente redutor do colesterol1, utilizado como tratamentode manutenção a longo prazo, geralmente associado com uma dieta específica pobre em colesterol1. Após a ingestão,
a Lovastatina é hidrolisada da sua forma inativa para o â- hidroxiácido correspondente.
Cuidados de armazenamento: Conservar este medicamento em sua embalagem original, em temperatura
ambiente (temperatura entre 15°C - 30°C). Proteger da luz e da umidade.
Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, Lovastatina apresenta
prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação. O número de lote, a data de fabricação
e a validade estão impressos no cartucho. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade.
Gravidez2 e lactação3:
Informar ao médico sobre a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou
após seu término. Caso ocorra gravidez2 durante o uso deste medicamento, suspenda o tratamento e avise
prontamente o médico. Informar ao médico se está amamentando. Lovastatina não deve ser utilizada durante
a gravidez2 e a lactação3.
Cuidados de administração: Lovastatina deve ser administrada por via oral. Antes da utilização, verificar se
há antecedentes alérgicos, especialmente aos componentes da formulação. Só deve ser administrada sob prescrição
médica. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Qualquer modificação da dose somente deverá ser feita, sob orientação médica.
Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.
Lovastatina pode causar flatulência, diarréia4, constipação5, náuseas6. Se ocorrerem sensações ou sintomas7 desagradáveis,
especialmente dor muscular, acompanhadas ou não de febre8 ou mal- estar, o médico deve ser avisado imediatamente.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias:
Nenhum outro medicamento deve ser tomado sem
o consentimento de seu médico. A Lovastatina deve ser administrada preferencialmente com as refeições.
Contra- indicações e precauções: Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do
início, ou durante o tratamento. A Lovastatina é contraindicada em pacientes com conhecida hipersensibilidade
a qualquer componente da formulação, em pacientes com doenças hepáticas ativas e durante a gravidez2 e a lactação3.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas: Pacientes particularmente sensíveis,
nos quais os medicamentos podem induzir reações infreqüentes, devem estar atentos para as reações que
manifestam- se com o uso deste medicamento, antes de conduzir veículos, de operar máquinas ou de desenvolver
qualquer outra atividade que requeira concentração.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA - LOVASTATINA

Descrição

A Lovastatina é um agente redutor do colesterol1 isolado do fungo9 Aspergillus terreus. Após a ingestão, a Lovastatina é hidrolisada da sua forma inativa para o seu â- hidroxiácido correspondente, o qual é um potente inibidor da enzima10 3-hidroxi 3-metilglutaril-coenzimaA (HMG-CoA) redutase, que catalisa a conversão do HMG-CoA para mevalonato, uma etapa precoce e limitante da síntese endógena do colesterol1. Desse modo, a Lovastatina atua como um agente redutor do colesterol1.

Farmacodinâmica - LOVASTATINA

O envolvimento das lipoproteínas de baixa densidade (LDL11- C) na aterogênese, têm sido bem documentado por estudos clínicose patológicos, bem como em vários experimentos realizados em animais. Estudos clínicos e epidemiológicos estabeleceram que valores altos de LDL11- C e baixos de liproproteínas de alta densidade HDL12-C estão associados com o desenvolvimento e a progressão da doença coronariana13 cardíaca. Contudo, o risco de desenvolvimento de doença coronariana13 é independente e eventos coronarianos podem ocorrer em pacientes com valores de colesterol1 total e LDL11-C abaixo dos limites estabelecidos. Em estudos clínicos, a Lovastatina reduziu as concentrações de colesterol1 plasmático total, da lipoproteína de baixa
densidade (LDL11) e da lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL) ligadas ao colesterol1. Adicionalmente, a Lovastatina aumentou moderadamente os valores da lipoproteína de alta densidade (HDL12) e reduziu os triglicérides14 plasmáticos.
A forma ativa da Lovastatina é um inibidor específico da HMG- CoA redutase, a enzima10 que catalisa a conversão de HMG-CoA para mevalonato. Em virtude dessa conversão ser uma etapa precoce na biossíntese do colesterol1, não se espera que a terapia com Lovastatina cause acúmulo de esteróis potencialmente tóxicos. Além disso, a HMGCoA é rapidamente metabolizada de volta a acetil-CoA, a qual participa de muitos processos biossintéticos do organismo.
A Lovastatina foi estudada no tratamento de hipercolesterolemia15 primária, quando a dieta apenas foi insuficiente. A Lovastatina foi altamente eficaz na redução do LDL11- colesterol1 e colesterol1 total, nas formas de hipercolesterolemia15 heterozigótica familiar e não-familiar, e na hiperlipidemia16 mista, quando o colesterol1 elevado era preocupante.
Observou- se marcante resposta em duas semanas, e a resposta terapêutica máxima ocorreu em quatro a seis semanas. A resposta foi mantida enquanto durou a terapia. Quando a terapia com Lovastatina foi interrompida, o nível de colesterol1 total retornou aos níveis anteriores ao tratamento.
Lovastatina foi eficaz na hipercolesterolemia15 primária não- complicada de pacientes com diabetes17 do tipo I (insulino-dependente) bem controlado ou diabetes17 do tipo II (não-insulino dependente). As reduções dos lípides plasmáticos foram semelhantes às relatadas em populações nãodiabéticas.
O controle da glicose18 não foi afetado adversamente.
Em estudos clínicos, a Lovastatina retardou a progressão da aterosclerose19 coronariana, com ou sem terapia concomitante com colestipol.

Farmacocinética - LOVASTATINA

Absorção
A absorção estimada da Lovastatina, avaliada em estudo conduzido em animais, em relação a uma dose intravenosa de referência, variou em torno de 30% da dose oral. Nestes mesmos estudos, após doses orais, a Lovastatina demonstrou alta seletividade pelo fígado20, onde atinge concentrações substancialmente mais elevadas que nos demais tecidos.
Distribuição
A Lovastatina é largamente extraída no metabolismo21 de primeira passagem pelo fígado20, seu local primário de ação, com subsequente excreção da droga pela bile22. Como consequência desta extensiva extração hepática, a disponibilidade da droga na circulação23 geral é baixa e variável. Em estudo de dose única, conduzido em quatro pacientes com hipercolesterolemia15, foi estimado que menos de 5% de uma dose oral de Lovastatina atinge a circulação23 geral como um inibidor ativo.
Após a administração de um comprimido de Lovastatina, o coeficiente de variação, baseado na variabilidade inter- sujeitos, foi de aproximadamente 40% da área sob a curva (AUC) da atividade inibitória total.
Biotransformação e Eliminação
A Lovastatina e o seu metabólito â- hidroxiácido se ligam em grande parte às proteínas24 plasmáticas (mais do que 95%) e estudos realizados em animais demonstraram que a Lovastatina atravessa a barreira placentária e encefálica. A maior parte dos metabólitos ativos presentes no plasma25 humano são constituídos pelo â-hidroxiácido, o seu derivado 6'-hidroxi e outros dois metabólitos adicionais. O pico de concentração plasmática é atingido no máximo duas a quatro horas após uma dose
oral. A meia- vida da Lovastatina é de uma a duas horas e a eliminação é predominantemente por via biliar (85% nas fezes), apenas 10% da Lovastatina é eliminada por via renal26.
Em pacientes com insuficiência renal27 grave (clearance de creatinina28 de 10 a 30 mL/min.), a concentração plasmática total dos inibidores, após uma dose oral de Lovastatina, foi aproximadamente duas vezes maior que a encontrada em voluntários sadios.
Em um estudo conduzido com pacientes idosos (idades entre 70 a 78 anos) recebendo 80 mg/dia de Lovastatina, a concentração plasmática inibitória média da atividade de HMG- Co redutase aumentou em aproximadamente 45%, quando comparada com pacientes jovens (com idade entre 18 a 30 anos).

INDICAÇÕES - LOVASTATINA

Redução dos níveis elevados de colesterol1 total e LDL11- colesterol1 em pacientes com hipercolesterolemia15 primária quando a resposta à dieta  e a outras medidas não-farmacológicas isoladas for inadequada.A Lovastatina reduz o colesterol1 total e o LDL11- colesterol1 e aumenta o HDL12-colesterol1; portanto, a Lovastatina reduz a relação colesterol1 total/HDL12-colesterol1 e LDL11-colesterol1/HDL12-colesterol1.
Redução dos níveis elevados de colesterol1 em pacientes com hipercolesterolemia15 combinada e hipertrigliceridemia, quando
a hipercolesterolemia15 for a anormalidade mais preocupante.
Para retardar a progressão da aterosclerose19 coronariana em pacientes com doença arterial coronariana.

CONTRA-INDICAÇÕES - LOVASTATINA

Hipersensibilidade a qualquer componente do produto.
Doença hepática ativa ou aumentos persistentes ou inexplicados das transaminases séricas.
Gravidez2 e lactação3 (ver item "PRECAUÇÕES e ADVERTÊNCIAS").

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - LOVASTATINA

Efeitos muscularesA Lovastatina e outros inibidores da HMG- CoA redutase ocasionalmente causam miopatia, que se manifesta como dor muscular ou fraqueza associada a grandes aumentos da creatinina28 quinase (CK) (maiores que 10 vezes o limite superior da normalidade [LSN]). Rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal27 aguda secundária à mioglobinúria, foi raramente relatada e pode ocorrer em qualquer momento. Em uma Avaliação Clínica Expandida de Lovastatina (estudo EXCEL), houve
1 caso de miopatia entre os 4933 pacientes distribuídos do modo randômico para tratamento com 20 a 40 mg de Lovastatina diariamente por 48 semanas e quatro entre os 1649 pacientes que receberam 80 mg diariamente. Quando o tratamento com a droga foi interrompido ou descontinuado nestes pacientes, os sintomas7 musculares e os aumentos de CK foram prontamente resolvidos. O risco de miopatia aumenta com a terapia concomitante com certas drogas, algumas das quais foram excluídas pelo protocolo do estudo EXCEL.
Miopatia causada por interações medicamentosas
A incidência29 e gravidade da miopatia aumentou com a administração concomitante de inibidores da HMG- CoA redutase com drogas que podem causar miopatia quando administradas isoladamente, tais como genfibrozila e outros fibratos e com doses hipolipemiantes (maiores que 1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico).
Além disso, o risco de miopatia parece aumentar com níveis altos de atividade inibitória da HMG- CoA redutase no plasma25. A Lovastatina
e outros inibidores da HMG- CoA redutase são metabolizados pela isoforma 3A4 do citocromo P450. Certas drogas que em doses terapêuticas possuem efeito inibitório significante desta via metabólica podem elevar substancialmente os níveis plasmáticos de inibidores da HMG-CoA redutase e assim aumentar o risco de miopatia. Estas drogas incluem ciclosporina, o bloqueador do canal de cálcio da classe dos tetralol mibefradil, itraconazol, cetoconazol e outros antifúngicos azólicos, os antibióticos macrolídeos eritromicina e claritromicina, o antidepressivo nefazodona e grandes quantidade de suco de grapefruit.
Apesar dos dados disponíveis serem insuficientes para uma avaliação adequada, o risco de miopatia parece aumentar quando a verapamila é utilizada concomitantemente com os inibidores da HMG- CoA redutase.
Reduzindo o risco de miopatia
1. Medidas gerais:
Ao iniciar a terapia com Lovastatina os pacientes devem ser avisados sobre o risco de miopatia e orientados a relatar prontamente dores musculares inexplicadas, dolorimento ou fraqueza. Níveis de CK acima de 10 vezes o LSN em um paciente com sintomas7 musculares inexplicados indicam miopatia. A terapia com Lovastatina deve ser descontinuada diante do diagnóstico30 ou da suspeita de miopatia.
Na maioria dos casos, quando os pacientes interrompem imediatamente o tratamento, os sintomas7 musculares e os aumentos de CK desapareceram.
Dos pacientes com rabdomiólise, muitos apresentaram história clínica complicada. Alguns apresentavam insuficiência renal27 pré- existente, geralmente como conseqüência de diabetes17 de longa data. Em tais pacientes, aumentos da dose requerem cautela. Da mesma forma, como não há conseqüências adversas conhecidas da breve interrupção da terapia em certos períodos, o tratamento com Lovastatina deve ser suspenso alguns dias antes de uma cirurgia eletiva de grande porte e diante
do aparecimento de qualquer condição aguda grave, médica ou cirúrgica.
2. Medidas para reduzir o risco de miopatia causada por interações medicamentosas (veja acima)
Diante da consideração de combinar Lovastatina e qualquer das drogas que interagem com ela, os médicos devem pesar os benefícios potenciais e os riscos e devem monitorizar cuidadosamente seus pacientes para quaisquer sinais31 e sintomas7 de dor muscular, dolorimento ou fraqueza, particularmente durante os meses iniciais de terapia e durante os períodos de titulação ascendente de dose de cada droga.
Determinações periódicas da CK podem ser consideradas em tais situações, mas não há garantia de que tal monitorização irá prevenir miopatia.
O uso combinado de Lovastatina com fibratos ou niacina deve ser evitado a menos que o benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos possam superar os riscos aumentados desta combinação de drogas. Combinações de fibratos ou niacina com baixas doses de Lovastatina tem sido usadas sem ocorrência de miopatia em estudos clínicos pequenos, de curta duração e adequadamente monitorizados.
A adição destas drogas a inibidores da HMG- CoA redutase tipicamente proporciona redução adicional muito discreta do LDL colesterol32, mas reduções adicionais de triglicérides14 e aumentos adicionais de HDL colesterol33 podem ser obtidos. Se uma destas drogas tiver que ser usada com a Lovastatina, a experiência clínica sugere que o risco de miopatia
é menor com a niacina do que com os fibratos.
Em pacientes recebendo concomitantemente ciclosporina, fibratos ou niacina, a dose de Lovastatina deve geralmente não exceder 20 mg / dia (ver item POSOLOGIA e MODO DE USAR, Terapia concomitante), já que o risco de miopatia aumenta substancialmente com doses mais altas. O uso concomitante da Lovastatina com os antifúngicos azólicos
(sistêmicos), antibióticos da classe dos macrolídeos, inibidores da protease viral do HIV34 e com a nefazodona não é recomendado. Caso não exista outra alternativa além da realização de um tratamento curto com um antifúngico azólico sistêmico ou um antibiótico macrolídeo a hipótese de uma interrupção breve no tratamento com a Lovastatina deve ser considerada, assim como os efeitos desta interrupção na terapia de longo prazo para a redução do colesterol1. O uso concomitante
com outros medicamentos que, em doses terapêuticas, sabidamente possuem efeito inibitório significativo no citocromo P450 3A4 deve ser evitado a menos que os benefícios da terapia combinada35 superem o risco aumentado.
Efeitos hepáticos
Nos primeiros estudos clínicos, aumentos importantes das transaminases (superiores a três vezes o LSN) ocorreram em poucos
pacientes (1,9%), geralmente após 3 a 12 meses do início da terapia com Lovastatina, mas sem desenvolvimento de icterícia36 ou outros sinais31 ou sintomas7 clínicos. Não houve evidência de hipersensibilidade.
Foi feita biópsia37 hepática em um desses pacientes e constatou- se hepatite38 focal discreta. Alguns desses pacientes apresentavam alterações na função hepática, antes da introdução da Lovastatina e/ou consumiam quantidades consideráveis de álcool. Nos pacientes nos quais a terapia foi interrompida ou suspensa por causa do aumento das transaminases, inclusive no paciente submetido à biópsia37, os níveis de transaminases voltaram lentamente aos níveis pré-tratamento.
No estudo EXCEL de 48 semanas, que envolveu 8.245 pacientes, a incidência29 de aumentos importantes (acima de três vezes o LSN) das transaminases em testes sucessivos foi de 0,1%, para o placebo, e de 0,1%, para a posologia de 20 mg/dia, 0,9% para 40 mg/dia e 1,5% para 80 mg/dia de Lovastatina.
Recomenda- se a realização de dosagens das transaminases, antes do início do tratamento e periodicamente durante o tratamento, em especial naqueles pacientes que apresentam alterações na função hepática e/ou que consomem quantidades substanciais de álcool, e em pacientes nos quais a dose é aumentada para 40 mg/dia ou mais.
Se as transaminases se elevarem acima de três vezes o LSN, o risco potencial de continuar o tratamento com Lovastatina deve ser contraposto aos benefícios esperados com o seu uso. Dosagens de transaminases devem ser repetidas imediatamente; se os aumentos forem persistentes ou progressivos, a droga deve ser interrompida.
À semelhança de outros agentes hipolipemiantes, foram relatados aumentos moderados das transaminases (menores do que três vezes o LSN) durante a terapia com Lovastatina (ver item REAÇÕES ADVERSAS). Essas alterações apareceram logo após o início da terapia com Lovastatina, foram geralmente transitórias e não foram acompanhadas por quaisquer sintomas7; não foi necessária a interrupção do tratamento. A droga deve ser usada com cautela em pacientes com história de doença hepática. Hepatopatia ativa é uma contraindicação para o uso de Lovastatina (ver item CONTRA- INDICAÇÕES).
Avaliações oftalmológicas
Mesmo na ausência de qualquer terapia medicamentosa é previsível que, com o tempo, ocorra um aumento na prevalência39 de opacidades do cristalino como resultado do envelhecimento. Dados atuais de estudos clínicos de longo prazo não indicam efeitos adversos da Lovastatina no cristalino de seres humanos.
Hipercolesterolemia15 familiar homozigótica
A Lovastatina é menos eficaz em pacientes com uma forma rara de hipercolesterolemia15 familiar homozigótica, possivelmente porque esses pacientes não têm receptores de LDL11 funcionais. Lovastatina parece causar mais freqüentemente aumentos de transaminases nesses pacientes homozigóticos (ver item REAÇÕES ADVERSAS).
Gravidez2 e lactação3
Gravidez2
Lovastatina é contra- indicada na gravidez2.
A aterosclerose19 é um processo crônico40 e a descontinuação de agentes hipolipemiantes durante a gravidez2 deve ter pequeno impacto no resultado do tratamento a longo prazo da hipercolesterolemia15 primária.
Ainda, o colesterol1 e outros produtos da biossíntese do colesterol1 são componentes essenciais para o desenvolvimento do feto, incluindo a síntese de esteróides e das membranas celulares. Devido à capacidade dos inibidores da HMG- CoA redutase, tais como Lovastatina, de diminuir a síntese do colesterol1 e possivelmente de outros produtos da cadeia biossintética, lovatatina é contra-indicada na gravidez2. Lovastatina deve ser administrado a mulheres férteis somente quando essas pacientes não tiverem probabilidades mínimas de conceber. Se a paciente engrávidar enquanto estiver usando a droga, Lovastatina deve ser interrompida imediatamente e a paciente deve ser informada acerca dos riscos possíveis para o feto.
Há alguns relatos de anomalias congênitas em bebês41 cujas mães estavam sendo tratadas com inibidores de HMG- CoA redutase durante a gravidez2 (ver item CONTRA-INDICAÇÕES). Em uma revisão do acompanhamento prospectivo de aproximadamente 100 gestações em mulheres expostas a Lovastatina ou outro inibidor da HMG-CoA redutase
estruturalmente relacionado, a incidência29 de anormalidades congênitas, abortos espontâneos e morte fetal / natimortos não excedeu o previsto para população em geral. Como a segurança em gestantes não foi estabelecida e não há benefício aparente para a terapia com Lovastatina durante a gravidez2, o tratamento deve ser imediatamente descontinuado
ao se confirmar a gravidez2.
Lactação3
Não se sabe se a Lovastatina é excretada no leite humano. Pelo fato de muitas drogas serem excretadas no leite e devido ao seu potencial para reações adversas graves em lactentes42, as pacientes que usam Lovastatina não devem amamentar suas crianças (ver item CONTRA- INDICAÇÕES).
Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Idosos
Em um estudo controlado em pacientes idosos, com idade acima de 60 anos, a eficácia pareceu ser semelhante à observada na população em geral e não houve aumento aparente na freqüência de achados adversos clínicos e laboratoriais.
Hipertrigliceridemia
A Lovastatina tem efeito moderadamente redutor dos triglicérides14 e não é indicado quando a hipertrigliceridemia for a anormalidade mais importante (isto é, hiperlipidemia16 tipos I, IV e V).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO - LOVASTATINA

O risco de rabdomiólise aumenta com o uso concomitante de Lovastatina com drogas que, em doses terapêuticas, possuem efeito inibitório significativo no citocromo P450 3A4, tais como, ciclosporina, mibefradil, itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina e nefazodona, inibidores da protease do HIV34 e com derivados do ácido fíbrico ou niacina (ver item PRECAUÇÕES, Efeitos Musculares).
Derivados cumarínicos
Quando a Lovastatina e anticoagulantes cumarínicos são administrados concomitantemente, o tempo de protrombina pode aumentar em alguns pacientes.
Recomenda- se a determinação do tempo de protrombina de pacientes que estejam recebendo anticoagulantes antes do início da terapia com Lovastatina e sempre que necessário durante os primeiros dias de terapia, para assegurar a não-ocorrência de alterações significativas no tempo de protrombina. Uma vez que tenha sido documentado um tempo de protrombina estável, os tempos de protrombina podem ser monitorizados a intervalos normalmente recomendados para pacientes
tratados com anticoagulantes cumarínicos. Se a dose de Lovastatina é alterada, o mesmo procedimento deve ser repetido. A terapia com Lovastatina não tem sido associada com sangramento ou com alterações no tempo de protrombina em pacientes que não estejam tomando anticoagulantes.
Genfibrozila e outros fibratos
Estas drogas aumentam o risco de miopatia quando administradas concomitantemente com Lovastatina, provavelmente por que elas podem produzir episódios de miopatia quando administradas isoladamente. Não existem evidências de que estes compostos interferem com a farmacocinética da Lovastatina.
REAÇÕES ADVERSAS
Lovastatina
é geralmente bem tolerada; em geral, as reações adversas foram de natureza leve e transitória.
Em estudos clínicos controlados, as reações adversas (consideradas possível, provável ou definitivamente relacionadas à droga) que ocorreram com freqüência maior do que 1% foram: flatulência, diarréia4, constipação5, náusea43, dispepsia44, tontura45, visão embaçada, cefaléia46, cãibras, mialgia47, erupções cutâneas e dor abdominal. Os pacientes que receberam droga ativa tiveram incidência29 igual ou maior de reações adversas gastrintestinais em comparação aos que tomaram placebo.
Outras reações adversas que ocorreram com incidência29 de 0,5% a 1% foram: fadiga, prurido48, boca seca, insônia, alterações do sono e disgeusia.
Miopatia e rabdomiólise foram raramente relatadas.
Em uma avaliação clínica expandida de 48 semanas com Lovastatina (o estudo EXCEL) comparando Lovastatina ao placebo, as experiências adversas relatadas foram semelhantes àquelas dos primeiros estudos clínicos, e a incidência29 com droga e placebo não foi estatisticamente diferente.
Os seguintes efeitos colaterais foram relatados desde que o medicamento está sendo comercializado: hepatite38, icterícia36 colestática, vômitos49, anorexia50, parestesia51, neuropatia periférica52, distúrbios psíquicos (incluindo ansiedade), alopécia53, eritema multiforme54 (incluindo síndrome55 de Stevens- Johnson) e necrólise epidérmica tóxica56.
Foi raramente relatada uma síndrome55 aparentemente de hipersensibilidade, que inclui alguns dos seguintes achados: anafilaxia57,
angioedema58, síndrome55 semelhante à lupo, polimialgia reumática, trombociinicionia, vasculite59, leucopenia60, eosinofilia, anemia hemolítica61, fator antinúcleo positivo, VHS elevada, artralgia62, artrite63, urticária64, astenia65, fotossensibilidade, febre8, vermelhidão, calafrios, dispnéia66 e mal- estar.
Em estudos clínicos controlados, nos quais a Lovastatina foi administrada em combinação com colestiramina, não foram observados efeitos adversos peculiares ao uso concomitante destas drogas.
As reações adversas observadas limitaram- se àquelas observadas previamente para Lovastatina e colestiramina. Outros agentes antilipídicos não foram administrados concomitantemente com a Lovastatina durante os estudos clínicos controlados e dados preliminares sugerem que a adição do genfibrozila à terapia com Lovastatina não é associado a uma redução significativa nos níveis do LDL11-C quando comparado com a monoterapia com Lovastatina.
Em estudos clínicos não controlados, a maioria dos pacientes que desenvolveram miopatia estavam recebendo terapia concomitante com ciclosporina, genfibrozila ou niacina (ác. nicotínico) (ver item PRECAUÇÕES e ADVERTÊNCIAS).

INTERAÇÕES EM TESTES LABORATORIAIS - LOVASTATINA

Raramente foram relatados aumentos importantes e persistentes das transaminases séricas (ver item PRECAUÇÕES e ADVERTÊNCIAS). Foram relatadas alterações de outros testes de função hepática incluindo elevação de fosfatase alcalina e de bilirrubina67. Foram relatados aumentos nos níveis de creatinina28 quinase (CK) (atribuíveis à fração não- cardíaca  da CK). Esses efeitos têm sido geralmente leves e transitórios, e raramente foram reportados aumentos intensos (ver item PRECAUÇÕES e ADVERTÊNCIAS, Efeitos musculares).

POSOLOGIA E MODO DE USAR - LOVASTATINA

O paciente deve iniciar uma dieta padrão para redução do colesterol1, antes de receber Lovastatina, e deve continuar a dieta durante o tratamento.Hipercolesterolemia15
A dose inicial recomendada é de 20 mg por dia, administrados em uma única dose, com a refeição noturna. Doses diárias únicas dadas com a refeição noturna foram mais eficazes do que a mesma dose dada com a refeição matinal, talvez porque o colesterol1 seja sintetizado principalmente à noite. Pacientes com hipercolesterolemia15 leve
a moderada podem ser tratados inicialmente com 10 mg de Lovastatina. Ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos a intervalos não inferiores a quatro semanas, até o máximo de 80 mg por dia, em uma única dose ou em doses divididas, nas refeições diurna e noturna. Doses divididas (por exemplo, duas vezes dia) tendem a ser ligeiramente mais eficazes do que doses únicas diárias.
A posologia de Lovastatina deve ser reduzida se o LDL11- colesterol1 atingir níveis inferiores a 75 mg/dL68 ou se o colesterol1 plasmático total atingir níveis inferiores a 140 mg/dL68 .
Aterosclerose19 coronariana
Nos estudos de aterosclerose19 coronariana utilizando Lovastatina, com ou sem terapia concomitante, as posologias utilizadas foram 20 a 80 mg/dia, administradas em dose única ou doses divididas.
Nos dois estudos onde foi somente utilizada Lovastatina, a dose era reduzida se o nível do colesterol1 total plasmático atingisse valores inferiores a 110 mg/dL68 ou se o LDL11- colesterol1 atingisse valores inferiores a 80 mg/dL68, respectivamente.
Terapia concomitante
Lovastatina é eficaz isolada ou associada a seqüestrantes de sais biliares.
Em pacientes recebendo ciclosporina, fibratos ou niacina concomitantemente com Lovastatina, a posologia máxima
recomendada é de 20 mg/dia (ver item PRECAUÇÕES e ADVERTENCIAS, Efeitos musculares).
Posologia na insuficiência renal27
Lovastatina não sofre excreção renal26 significativa, portanto modificações posológicas não devem ser necessárias em pacientes com insuficiência renal27 moderada.
Em pacientes com insuficiência renal27 grave (clearance de creatinina28 < 30 mL/min) , doses acima de 20 mg/dia devem ser cautelosamente consideradas e, se for de extrema necessidade, implementadas com cautela (ver item PRECAUÇÕES, Efeitos musculares)

SUPERDOSAGEM - LOVASTATINA

Até que se tenha mais experiência, não é possível recomendar tratamento específico para a superdosagem com Lovastatina. Devem ser adotadas medidas gerais e a função hepática deve ser monitorizada.
A capacidade dialisável da Lovastatina e dos seus metabólitos em seres humanos não é ainda conhecida. Cinco voluntários humanos sadios receberam dose de até 200 mg de Lovastatina em uma única dose, sem experiências adversas clinicamente significativas. Foram relatados poucos casos de superdosagem acidental; nenhum paciente apresentou sintomas7 específicos e todos se recuperaram sem seqüelas. A dose máxima ingerida foi de 5 a 6 g.

PACIENTES IDOSOS - LOVASTATINA

Em um estudo controlado em pacientes idosos, com idade acima de 60 anos, a eficácia pareceu ser semelhante à observada na população em geral e não houve aumento aparente na freqüência de achados adversos clínicos e laboratoriais.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Para a sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso
total deste medicamento.
Reg. MS - 1.0068.0913
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho.
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira - CRF/SP nº 23.873
Fabricado por: Geneva Pharmaceuticals, Inc. Broomfield, CO, 80020,
Estados Unidos. Uma empresa do grupo Novartis.
Importado e distribuído por: Novartis Biociências S/A
Av. Ibirama, 518 - Complexos 441/3 - Taboão da Serra, SP.
CNPJ: 56.994.502/0098- 62 - Indústria Brasileira

LOVASTATINA - Laboratório

NOVARTIS
Av. Prof. Vicente Rao, 90 - Brooklin
São Paulo/SP - CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
Site: http://www.novartis.com/

Ver outros medicamentos do laboratório "NOVARTIS"

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