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Atualizado em 2011

MIODRINA

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Miodrina®  

Cloridrato de ritodrina

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - MIODRINA

COMPRIMIDOS                                       10 mg - caixas contendo 20 comprimidos.

SOLUÇÃO INJETÁVEL                           10 mg/ml, caixas contendo 10 ampolas de 5 ml.

                                                                   15 mg/mI, caixas contendo 1 ampola de 10 ml.

COMPOSIÇÃO - MIODRINA


Cada comprimido contém:

Cloridrato de Ritodrina  .............................. 10 mg

Excipientes* q.s.p. ............................................................  1 comprimido

*Excipientes: Estearato de magnésio, Lactose, Amido de milho, Celulose microcristalina, , Dióxido de silício.

Cada ml da Solução Injetável para infusão contém:


MIODRINA
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INFORMAÇÃO AO PACIENTE - MIODRINA

Ação esperada do medicamento: MIODRINA® é inibidor das contrações uterinas, sendo usado como profilaxia e tratamento do trabalho prematuro de parto. A ação de MIODRINA® inicia- se em cerca de 30-60 minutos após administração dos comprimidos e em 5 minutos com a solução parenteral.

Cuidados de armazenamento: MIODRINA® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C) e ao abrigo da luz. Os comprimidos devem ser também protegidos da umidade.

Prazo de validade: O prazo de validade do produto encontra- se impresso nas respectivas embalagens. A solução injetável após preparada no líquido de infusão é estável por cerca de 48 horas. Não utilizar a solução caso apresente alteração de cor.

O USO DE MEDICAMENTOS COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO PODE SER PREJUDICIAL À SUA SAÚDE.

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

MIODRINA® na forma injetável destina- se exclusivamente ao uso hospitalar por profissionais habituados tanto a sua indicação como a sua forma de administração.

Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico. Procure imediatamente o médico caso as contrações recomecem ou no caso de rompimento de membrana.

Reações Adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Os efeitos colaterais mais comuns são relacionados ao ritmo cardíaco e cetoacidose materna.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Não tome qualquer outro medicamento, a não ser por exclusiva indicação médica.

Contra- Indicações e precauções: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

MIODRINA® é contra- indicado nos casos de distúrbios cardíacos, especialmente quando houver arritmias; hipertireoidismo1; corio-amnionite; hemorragia2 ou morte fetal intrauterina; anormalidade fetal conhecida; eclâmpsia3 e pré-eclâmpsia4 graves; hipertensão5 pulmonar. Durante o tratamento, visite regularmente seu médico e realize os exames complementares solicitados.

Riscos da auto- medicação:

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA - MIODRINA


Modo de Ação

MIODRINA® é um inibidor do trabalho prematuro de parto. O cloridrato de ritodrina, componente ativo de MIODRINA®, é primariamente um estimulante beta- 2-adrenérgico que inibe tanto as contrações espontâneas como aquelas provocadas por ocitocina6. Sua atividade farmacológica é comprovada tanto “in vitro” como “in vivo”. Seu uso diminui tanto a intensidade como a freqüência das contrações. Os seus efeitos são antagonizados por compostos beta-bloqueadores. Sua eliminação dá-se principalmente por via renal7 como metabólitos ou inalterado.

INDICAÇÕES - MIODRINA

Profilaxia e tratamento do trabalho prematuro de parto em gestações com 20 ou mais semanas.

CONTRA-INDICAÇÕES - MIODRINA


Distúrbios cardíacos, especialmente aqueles associados com arritmias; hipertireoidismo1, cório- amnionite; hemorragia2 ou morte fetal intrauterina; anormalidade fetal conhecida; eclâmpsia3 e pré-eclâmpsia4 graves; hipertensão5 pulmonar.


PRECAUÇÕES - MIODRINA

O risco- benefício do emprego de ritodrina deve ser cuidadosamente avaliado em presença de: alergia8 à ritodrina, processos asmáticos que estejam sendo tratados com estimulantes beta-adrenérgicos ou esteróides, diabetes9 melitus, hipertensão5, história precedente de enxaqueca10, pré-eclâmpsia4 leve ou moderada.

O uso em pacientes com ruptura das membranas deve ser avaliado contra o risco de contrair infecção11 intrauterina. Seu uso não é recomendado anteriormente à vigésima semana de gestação.

Recomenda- se uma cuidadosa monitoração do paciente, especialmente quanto à segurança da idade gestacional, glicose sangüínea12, líquidos e eletrólitos (especialmente em pacientes diabéticos ou aqueles que recebem adrenocorticóides, diuréticos13 depletores de potássio ou glicosídios digitálicos), eletrocardiograma14, ritmo cardíaco fetal e materno, pressão sangüínea15 materna, atividade uterina.

Ritodrina atravessa a barreira placentária, portanto, o risco- benefício deve ser uidadosamente avaliado em relação a danos ao feto. Têm sido relatados casos de hipoglicemia16 neonatal, taquicardia17 e íleo paralítico. Hipocalcemia18 e hipotensão19 ocorrem, em geral, com estimulantes beta-adrenérgicos, porém com ritodrina não têm sido observados.

Antes da prescrição de ritodrina, o médico deve certificar- se de condições que afetam o seu uso, especialmente alergia8 ao fármaco ou a outras medicações, principalmente a glicocorticóides ou agentes bloqueadores beta-adrenérgicos.

A administração concomitante excessiva de soluções salinas pode provocar acúmulo de líquidos circulatórios e edema20 pulmonar materno. O uso de soluções como de cloreto de sódio, Ringer ou de Hartmann deveria ser reservado para casos onde solução de dextrose21 não possa ser usada.

A deambulação do paciente pode ser retomada gradualmente após 36- 48 horas, caso as contrações não mais ocorram.

A eficácia em trabalho avançado (dilatação cervical maior do que 4 cm ou contração maior do que 80%) não está estabelecida.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E INTERFERÊNCIA EM EXAMES LABORATORIAIS - MIODRINA


A ritodrina pode interagir com os seguintes fármacos:

Adrenocorticóides e glicocorticóides de ação prolongada: o uso simultâneo para aumentar a maturidade pulmonar fetal pode elevar o risco de edema20 pulmonar na mãe. Caso o uso simultâneo seja considerado necessário, ambas as medicações devem ser descontinuadas ao primeiro sinal22 de edema20 pulmonar. Tem sido também relatada cetoacidose materna com o uso simultâneo de altas doses de adrenocorticóides.

Agentes bloqueadores beta- adrenérgicos: podem antagonizar os efeitos da ritodrina; apesar de que agentes com maior seletividade beta-1 podem ser menos antagonistas, o uso concomitante não é recomendado.

Diazóxido parenteral ou anestésicos gerais potentes: podem potencializar os efeitos cardiovasculares da ritodrina endovenosa, especialmente arritmia23 cardíaca ou hipotensão19.

Outros simpatomimétlcos: o uso concomitante pode aumentar os efeitos e o potencial para efeitos colaterais dos simpatomiméticos ou da ritodrina.

Ritodrina pode influenciar os seguintes exames laboratoriais e fisiológicos:

Alanina aminotransferase (ALT/SGTP) e Aspartato aminotransferase (ALT/SGOT): as concentrações séricas podem aumentar em menos de 1%.

Concentrações de glicose sangüínea12, ácidos graxos livres no soro24, insulina25 sérica: podem estar transitoriamente aumentadas durante a infusão venosa, porém retornam aos níveis anteriores os tratamento dentro de 24- 72 horas, mesmo com infusão continuada.

Ritmo cardíaco e pressão sangüínea15 maternos - Ritmo cardíaco fetal e materno: ritmo cardíaco e pressão sanguínea materna aumentados, ou pressão sangüínea15 diastólica materna diminuída ocorre em cerca de 80-100% dos pacientes tratados com ritodrina endovenosa.

MIODRINA oral freqüentemente causa pequenos aumentos no ritmo cardíaco materno, porém, normalmente, não afeta o ritmo cardíaco fetal ou pressão sangüínea15 materna.

Concentrações de potássio sérico: podem estar diminuídas durante a infusão intravenosa, relacionado a alterações na glicose26 e insulina25. O máximo efeito relacionado a este parâmetro ocorre dentro de 2 horas após o início da infusão e retorna ao normal 30 minutos a 24 horas após a retirada.

REAÇÕES ADVERSAS - MIODRINA

Tem sido relatada cetoacidose materna, especialmente em pacientes recebendo altas doses de adrenocorticóides ou diabéticos mal controlados. São de incidência27 mais freqüente (10- 15% no uso oral e cerca de 33% no endovenoso): batimentos cardíacos rápidos ou irregulares. São de incidência27 rara: angina28 de peito, moléstia cardíaca, edema20 pulmonar. Episódios mais graves deste quadros ocorrem quando do uso concomitante com adrenocorticóides e devem-se à perda de líquidos; comprometimento da função hepática ou hepatite29.

Os seguintes sintomas30 necessitam de atenção médica, caso perdurem ou se tornem incômodos: cefaléias31, náusea32, vermelhidão da pele, vômitos33, tremores, ansiedade, nervosismo, rash34 cutâneo.
 

POSOLOGIA E MODO DE USAR - MIODRINA


MIODRINA® COMPRIMIDO;

A dose inicial oral é de 10 mg trinta minutos antes de que a infusão intravenosa seja descontinuada. Prosseguir com 10 mg a cada duas horas por 24 horas.

A dose de manutenção oral é de 10- 20 mg cada 4-6 horas até o termo ou a critério médico.

MIODRINA® - SOLUÇÃO PARA INFUSÃO INTRAVENOSA

A  dose inicial intravenosa é de 50- 100 mcg (0,05 -0,1 mg) por minuto, aumentando a cada 10 minutos, conforme necessário, em 50 mcg (0,05 mg) até a dose eficaz. A dose de manutenção intravenosa é de 150-350 mcg (0,15 -0,35 mg) por minuto.

A infusão intravenosa deve ser continuada por 12- 24 horas após as contrações terem cessado.

O tratamento intravenoso é usualmente seguido de administração oral.

O tratamento pode ser repetido no caso de reincidência de trabalho pré- termo.

MIODRINA® - Solução injetável -pode ser preparada para infusão intravenosa através de diluição de 150 mg, em 500 ml de solução a 5% de dextrose21, produzindo uma solução contendo 300 mcg (0,3 mg) de cloridrato de ritodrina por ml. Soluções mais concentradas podem ser preparadas em casos onde uma restrição fluídica seja necessária. O uso de soluções de cloreto de sódio, Ringer ou Hartmann, ou outras soluções salinas como solução de infusão, deveria ser evitado devido ao risco de edema20 pulmonar.

A solução para infusão endovenosa contendo 300 mcg/ml conserva- se por 48 horas após sua preparação.

OBS: Para maior eficácia, recomenda- se que a terapia seja iniciada tão logo o diagnóstico35 de trabalho pré-termo seja confirmado. Caso o trabalho de parto persista, apesar da administração de doses máximas, recomenda-se descontinuar o tratamento com MIODRINA®. Recomenda-se que a infusão intravenosa de MIODRINA® seja feita com um dispositivo de controle, a fim de melhor titular a dose e com o paciente em posição lateral esquerda, para reduzir alterações de pressão sangüínea15.

A deambulação da paciente pode ser retomada gradualmente após 36 - 48 horas.

SUPERDOSAGEM - MIODRINA


Sintomas30: batimentos cardíacos rápidos e irregulares, náuseas36, vômitos33, tremores, nervosismo, respiração curta.

Tratamento: lavagem gástrica37 ou indução da emese38 seguida de administração de carvão ativado.

Administração de bloqueador beta- adrenérgico.

Para sua segurança mantenha a embalagem até o consumo total do produto.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

USO RESTRITO A HOSPITAIS (solução Injetável)

Nº do Lote; Data de Fabricação e Validade: vide Cartucho.

MS - 1.0118.0097

Farmacêutico Responsável: Dr. Eduardo Sérgio Medeiros Magliano

CRF SP nº 7179

APSEN FARMACÊUTICA S/A

Rua La Paz, nº 37/67 - Santo Amaro

CEP 04755- 020 -São Paulo -SP CNPJ 62.462.015/0001-29

Indústria Brasileira

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MIODRINA - Laboratório

APSEN
RUA LA PAZ, 37/67. Santo Amaro.
São Paulo/SP - CEP: 04755020
Tel: 0800 165678
Email: infomed@apsen.com.br
Site: http://www.apsen.com.br/

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