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Atualizado em 2011

PREDNISOLON

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PREDNISOLON

Bula do Profissional de Saúde - PREDNISOLON

Princípio Ativo - PREDNISOLON

PrednisolonaMedicamentos genéricos
Prednisolona (Donaduzzi); Prednisolona (Medley); Prednisolona (Prati)
Outros medicamentos com o mesmo princípio ativo
Predsim (Schering Plough); Prelone (Asta Médica)

Predinisolon (Aventis Pharma)

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO - PREDNISOLON

Aventis Pharma Ltda
PREDNISOLON
fosfato sódico de prednisolona

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - PREDNISOLON

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Via oral

Cartucho com 1 frasco contendo 100 mL de solução oral + seringa1 dosadora.

Composição

Cada 1 mL de solução oral contém:

fosfato sódico de prednisolona(*)....................1,34 mg

excipientes q.s.p. ....................1 mL

(metilparabeno, sorbitol2 (solução 70%), edetato dissódico, fosfato de sódio dibásico heptaidratado, fosfato monossódico anidro, essência de framboesa, água purificada).

(*) equivalente a 1 mg de prednisolona base

A solução oral de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) não contém corante ou álcool.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE - PREDNISOLON

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - PREDNISOLON

Propriedades farmacodinâmicas

A prednisolona é um glicocorticóide sintético com as propriedades gerais dos corticosteróides. Comparado à hidrocortisona, a prednisolona possui uma atividade glicocorticóide e antiinflamatória três vezes mais potente, porém é consideravelmente menos ativa no que diz respeito à sua atividade mineralocorticóide.

A prednisolona, assim como a hidrocortisona, é um potente agente terapêutico que influencia a atividade bioquímica da maioria dos tecidos corpóreos.


O mecanismo de ação dos corticosteróides parece ser por controle da síntese das proteínas3. Os corticosteróides reagem com os receptores de proteínas3 no citoplasma das células sensíveis na maioria dos tecidos para formar um complexo receptor- esteróide.


Propriedades farmacocinéticas

O fosfato sódico de prednisolona é um pró- fármaco, hidrolisado in vivo para prednisolona, pela fosfatase alcalina em toda parede intestinal antes da absorção.


A prednisolona é rapidamente e bem absorvida (tmáx = 1- 2 horas) pelo trato gastrintestinal após sua administração oral; 90-95% da prednisolona liga-se às proteínas3 plasmáticas, tanto menos em doses maiores. O volume aparente de distribuição para a prednisolona livre é 1,5 ± 0,2 L/kg.


A prednisolona é eliminada do plasma4 com meia- vida de 2 a 4 horas. A prednisolona é metabolizada principalmente no fígado5. Aproximadamente 7-15% de uma dose oral de prednisolona é excretada na urina6 como prednisolona inalterada, sendo o restante recuperado como metabólitos, incluindo sulfatos e conjugados glicuronídeos.


Carcinogenicidade/Mutagenicidade

Em ratos machos, a administração de prednisolona com água em nível de dose diário de 0,4mg/kg durante 2 anos causou um aumento na incidência7 de tumores hepatocelulares. Resultados similares foram obtidos com a acetonida de triancinolona e budesonida, indicando um efeito da classe dos glicocorticóides. A resposta hepatocarcinogênica a estes fármacos não parece ser relacionada à atividade genotóxica.

RESULTADOS DE EFICÁCIA - PREDNISOLON

A eficácia de prednisolona está demonstrada nos seguintes estudos: "A pharmacological and clinical comparison of prednisolone and betamethasone in rheumatoid arthritis." (MARWAH, R. J. 1982);Ref "Dose response of patients to oral corticosteroid treatment during exacerbations of asthma." (WEBB R. W. 1986).Ref


INDICAÇÕES - PREDNISOLON

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) está indicado nas seguintes condições abaixo.

Desordens Endócrinas: insuficiência8 adrenocortical primária ou secundária (hidrocortisona ou cortisona na primeira escolha; os análogos sintéticos poderão ser utilizados em associação com mineralocorticóides quando necessário; em lactentes9 a suplementação mineralocorticóide é de particular importância): hiperplasia10 adrenal congênita; hipercalcemia associada ao câncer11; tireoidite não supurativa.


Desordens reumáticas: como terapia auxiliar para administração a curto prazo (para o paciente superar um episódio agudo12 ou exacerbação) em: artrite13 psoriásica; artrite reumatóide14, inclusive artrite reumatóide14 juvenil (casos selecionados poderão necessitar de terapia de manutenção em doses baixas); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenosinovite inespecífica aguda; artrite13 gotosa aguda; osteoartrite15 pós- traumática; sinovite osteoartrítica; epicondilite.


Colagenoses: durante uma exacerbação ou como terapia de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite (polimiosite) sistêmica; cardite reumática aguda.


Doenças dermatológicas: pênfigo; dermatite16 herpetiforme bolhosa; eritema multiforme17 severo (síndrome18 de Stevens- Johnson); dermatite16 esfoliativa; micose19 fungóide; psoríase20 severa; dermatite16 seborréica severa.


Condições alérgicas: controle de condições alérgicas severas ou incapacitantes não responsivas aos meios convencionais de tratamento em: rinite21 alérgica sazonal ou perene; asma22 brônquica; dermatite16 de contato; dermatite16 atópica; doença do soro23; reações de hipersensibilidade a fármacos.


Doenças oculares: graves processos inflamatórios e alérgicos, agudos ou crônicos envolvendo o olho24 e seus anexos, tais como: conjuntivite25 alérgica; ceratite; úlceras26 marginais alérgicas da córnea; herpes zoster27 oftálmico; irite e iridociclite; corioretinite; inflamação28 do segmento anterior; coroidite e uveite posterior difusa; neurite29 ótica, oftalmia simpática.


Doenças respiratórias: sarcoidose sintomática; síndrome18 de Loëffler não controlável por outros meios; beriliose30; tuberculose31 pulmonar fulminante ou disseminada quando utilizado concomitantemente à quimioterapia32 antituberculosa adequada; pneumonite33 por aspiração.


Desordens hematológicas: púrpura trombocitopênica idiopática em adultos; trombocitopenia34 secundária em adultos; anemia hemolítica35 adquirida (autoimune); eritroblastopenia (anemia36 eritrocítica); anemia36 hipoplásica (eritróide) congênita.


Neoplasias: para o tratamento paliativo de: leucemias e linfomas em adultos; leucemia37 aguda na infância.


Estados edematosos: para induzir a diurese38 ou remissão da proteinúria39 da síndrome nefrótica40 idiopática, sem uremia41, ou aquela devida ao lúpus eritematoso.


Doenças gastrintestinais: para auxiliar o paciente a superar um período crítico da doença em: colite42 ulcerativa, enterite regional.


Sistema nervoso43: exacerbações agudas de esclerose múltipla44.


Miscelânea: meningite45 tuberculosa com bloqueio subaracnóide ou bloqueio eminente, quando utilizada concomitantemente à quimioterapia32 antituberculosa apropriada; triquinose46 com envolvimento neurológico ou miocárdico.


CONTRA-INDICAÇÕES - PREDNISOLON

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) é contra- indicado em infecções não controladas; infecções micóticas sistêmicas; e também em casos de hipersensibilidade conhecida a prednisona, prednisolona ou a qualquer componente da fórmula.


MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO - PREDNISOLON

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) vem acompanhado de uma seringa1 graduada e de um adaptador. Deve- se acoplar este adaptador à boca do frasco antes de administrar o produto. A função deste adaptador é permitir que seja retirada, com o auxílio da seringa1 graduada, a quantidade exata de solução oral a ser administrada mesmo quando o conteúdo do frasco estiver no final.

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) deve ser administrado por via oral com o auxílio da seringa1 graduada que acompanha o medicamento.


Depois de aberto, PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C).

POSOLOGIA - PREDNISOLON

A dose inicial de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) por via oral poderá variar de 5 a 60 mL (5 a 60 mg de prednisolona básica) por dia dependendo da doença específica em tratamento.


Em situações de menor gravidade, doses mais baixas podem ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais mais elevadas.


A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe uma resposta clínica favorável. Se após um período razoável de tempo não houver uma resposta clínica favorável, o tratamento com a prednisolona deverá ser interrompido e o paciente transferido para outra terapia apropriada.


Deve ser enfatizado que as necessidades posológicas são variáveis e devem ser individualizadas tendo por base a gravidade da doença e a resposta do paciente ao tratamento.


Após a obtenção de uma resposta favorável, a dose de manutenção deverá ser determinada diminuindo gradativamente a dose inicial a intervalos apropriados, até atingir a dose mínima efetiva.


A observação constante do paciente em relação à posologia é necessária.


Dentre as situações que tornam necessário o ajuste de dosagem incluem- se as alterações do quadro clínico por remissão ou exacerbação da doença, a resposta individual do paciente à medicação e o efeito da exposição do paciente a situações estressantes não diretamente relacionadas à doença sob tratamento. Neste último caso, poderá ser necessário o aumento da dose de prednisolona por um período de tempo adequado à condição do paciente.


Caso seja necessário interromper o tratamento com PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) após um longo período de tempo, recomenda- se que a dose seja reduzida gradualmente, e nunca abruptamente.


A prednisolona encontra- se na fórmula como fosfato sódico de prednisolona, sendo que 1 mg de prednisolona equivale a 1,34 mg de fosfato sódico de prednisolona.

Procedimentos terapêuticos que devem ser realizados em todo tratamento com corticosteróides

A dose deve ser reduzida ou descontinuada gradualmente quando o medicamento for administrado por mais do que alguns dias para evitar o risco de insuficiência8 adrenal relativa (ver item "ADVERTÊNCIAS").


É essencial uma supervisão contínua do paciente após a finalização do tratamento com corticosteróide, pois pode ocorrer recidiva de graves manifestações da patologia para a qual o paciente foi tratado.


Em geral, a dose inicial deve ser mantida ou ajustada até que a resposta seja observada. A dose deve então ser gradualmente reduzida até que se alcance a menor dose que mantém uma resposta clínica adequada.

Posologia em casos especiais


"Stress" e Doença intercorrente

Nos pacientes sob tratamento prolongado com corticosteróide sujeitos ao "stress" por trauma ou infecção47, geralmente, a dose de esteróide deve ser aumentada para cobrir o período de "stress".

Para infecções moderadas sem febre48, nenhum aumento é necessário. Para infecções mais graves, a dose de prednisona/ prednisolona deve ser duplicada (para um máximo de 20 mg ao dia, caso a dose usual seja inferior a esta).


Insuficiência8 adrenocortical

Insuficiência8 adrenocortical secundária induzida por medicamentos pode ser resultante de uma retirada muito brusca de corticosteróides e pode ser minimizada pela redução gradual da dose (ver item "ADVERTÊNCIAS"). Este tipo de insuficiência8 relativa pode persistir durante meses após a descontinuação do tratamento; portanto, em qualquer situação de "stress" durante este período, pode ser necessário retomar a terapia hormonal. Se o paciente já está recebendo esteróides, pode ser necessário aumento de dose.

ADVERTÊNCIAS - PREDNISOLON

Deve- se fazer uma avaliação risco/ benefício para cada paciente quanto à dose e à duração do tratamento e quanto ao uso diário ou intermitente da medicação, visto que complicações devidas ao tratamento com glicocorticóides são dependentes da concentração da dose e da duração do tratamento.

Durante a terapia a longo prazo com corticosteróide, podem ocorrer supressão e atrofia49 da adrenal e a secreção de corticotropina pode ser suprimida. A duração do tratamento e a dose são fatores importantes na determinação da supressão do eixo pituitário adrenal e na resposta ao "stress" no término do tratamento com esteróide. A suscetibilidade do paciente à supressão é também variável. Alguns pacientes podem recuperar rapidamente a sua função normal. Em outros, a produção de hidrocortisona em resposta ao "stress" das infecções, operações cirúrgicas ou acidentes pode ser insuficiente, resultando em óbito. Portanto, a interrupção dos corticosteróides sempre deve ser feita de forma gradativa.


A interrupção abrupta do tratamento com corticosteróide pode precipitar insuficiência8 adrenal aguda (ver item "REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS"). Em alguns casos, os sintomas50 da interrupção podem simular a recidiva clínica da doença para a qual o paciente tenha sido tratado.


Como a prednisolona apresenta pequena atividade de retenção de sódio, os primeiros sinais51 habituais de superdosagem da hidrocortisona (ex.: aumento do peso corpóreo devido à retenção de líquidos) não são índices confiáveis de superdosagem da prednisolona. Devido a este fato, é recomendado que os níveis de dosagem não sejam excedidos e que todos os pacientes que estejam utilizando prednisolona fiquem sob cuidadosa supervisão médica. Todas as precauções pertinentes ao uso da hidrocortisona devem ser aplicadas ao PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona).

Cautela nas circunstâncias a seguir

Em casos de colite42 ulcerativa não- específica, se houver probabilidade de perfuração, abcesso ou outras infecções piogênicas iminentes. O medicamento deve ser usado com cautela em pacientes com diverticulite52, anastomose intestinal recente, úlcera péptica53 ativa ou latente, insuficiência renal54, hipertensão55 e miastenia56 gravis, quando esteróides são utilizados como terapia direta ou adjuvante.


Em pacientes com epilepsia57, diabetes mellitus58, uremia41 e na presença de função cardíaca diminuída ou insuficiência cardíaca congestiva59 (ver item "REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS").


A possibilidade de desenvolvimento de osteoporose60 deve ser uma consideração importante no início e na manutenção do tratamento com corticosteróide, especialmente no período pós- menopausa61 (ver item "REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS").


O risco de ulceração gastrintestinal ou hemorragia62 é aumentado quando o álcool é utilizado concomitantemente aos glicocorticóides.


Embora estudos clínicos controlados tenham demonstrado que os corticosteróides são eficazes na rapidez da resolução de exarcebações agudas de escleroses múltiplas, eles não demonstram que os corticosteróides afetam o último resultado ou a história natural da doença. Os estudos demonstram que doses relativamente elevadas de corticosteróides são necessárias para demonstrar um efeito significativo.


O uso prolongado de corticosteróides pode provocar catarata63 subcapsular posterior, glaucoma64 com possível lesão do nervo óptico e pode intensificar o estabelecimento das infecções oculares secundárias causadas por fungos ou vírus65. Os corticosteróides devem ser usados com cautela nos pacientes com herpes simples ocular, devido à possível perfuração da córnea.


Infecção47: os corticosteróides podem mascarar alguns sinais51 de infecções (tais como: febre48 e inflamação28) e novas infecções podem aparecer durante o seu uso. O uso de corticosteróides pode diminuir a resistência e pode haver incapacidade em se localizar a infecção47. A suscetibilidade à infecção47 não é específica para qualquer bactéria66 ou patógeno fúngico.


Os pacientes não devem receber vacinas de vírus65 vivos enquanto estiverem sob tratamento com corticosteróide. Outros procedimentos de imunização67 não devem ser utilizados nos pacientes em tratamento com corticosteróides, especialmente em doses elevadas, devido aos possíveis riscos de complicações neurológicas e ausência de resposta imunológica. Procedimentos de imunização67 podem ser realizados em pacientes que estejam recebendo corticosteróides como terapia de reposição.


Adultos recebendo tratamento com corticosteróides imunossupressores e que não tenham contraído doenças como varicela68 e sarampo69, devem ter cautela especial para evitar estas exposições. Em caso de exposição, pode- se usar terapia com imunoglobulina anti-varicela68-zoster27 (VZIG) ou "pool" de imunoglobulina intravenosa (IVIG), quando apropriado. Em caso de desenvolvimento de varicela68, pode ser considerado o tratamento com agentes antivirais.


Foi relatado Sarcoma de Kaposi70 em pacientes recebendo corticoterapia.


A descontinuação dos corticosteróides pode resultar em debilitação clínica.

Cuidados a serem considerados antes do uso de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona)

Durante o tratamento a longo prazo, devem- se realizar estudos laboratoriais e metabólicos. A retenção de líquidos deve ser monitorada pelo balanço de líquidos e pesagem diária. Pode ser necessário reduzir a ingestão de sódio para menos do que 1 g diário e também de suplementos de potássio.


Risco de uso por via de administração não recomendada.

Não há estudos dos efeitos de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.

Gravidez71

Nas experiências realizadas com animais, os corticosteróides demonstraram causar malformações de diversos tipos (fenda palatina, malformações esqueléticas) e aborto. Estes resultados não parecem ser relevantes em humanos.


Após tratamento a longo prazo, foi relatada redução da placenta e do peso fetal em animais e em humanos.


Devido à possibilidade de supressão do córtex adrenal do recém- nascido, após tratamento prolongado da mãe, deve-se considerar com cautela o risco ao feto quando da prescrição de corticosteróides a mulheres grávidas.


No período pré- parto, o uso de corticosteróides a curto prazo, para a prevenção da síndrome18 de insuficiência respiratória72, não causou risco ao feto ou ao recém-nascido.


Edema73 pulmonar materno com tocólise e excesso de líquidos foram relatados com o uso de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona).


Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.

Categoria de risco na gravidez71: categoria C.


Lactação74

O fármaco é excretado no leite materno; portanto, a administração a lactantes75 não é recomendada.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO - PREDNISOLON

Idosos

É recomendada cautela em pacientes idosos, pois eles são mais suscetíveis às reações adversas.


Crianças

As crianças que utilizam esteróides em longo prazo devem ser cuidadosamente observadas em relação ao aparecimento de reações adversas graves potenciais, como: obesidade76, retardo no crescimento, osteoporose60 e supressão adrenal.


As crianças tratadas com medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis a infecções do que as crianças saudáveis. Varicela68 e sarampo69, por exemplo, podem apresentar conseqüências mais graves ou até mesmo fatais em crianças recebendo tratamento com corticosteróides imunossupressores. Nestas crianças, ou em adultos que não tenham contraído estas doenças, deve- se ter cautela especial para evitar tal exposição. Se ocorrer exposição, pode-se usar terapia com imunoglobulina anti-varicela68-zoster27 (VZIG) ou "pool" de imunoglobulina intravenosa (IVIG), quando apropriado. Em caso de desenvolvimento de varicela68, pode ser considerado o tratamento com agentes antivirais.


Grupos de risco

Nos pacientes com insuficiência hepática77, pode ser necessária uma redução da dose. No tratamento de doenças hepáticas crônicas ativas com PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona), as principais reações adversas, como fratura78 vertebral, diabete, hipertensão55, catarata63 e síndrome18 de Cushing, ocorreram em cerca de 30% dos pacientes.


Nos pacientes com hipotireoidismo79 e naqueles com cirrose80 existe efeito acentuado dos corticosteróides


Pacientes com tuberculose31 ativa ou quiescente duvidosa, não devem utilizar PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona), exceto como adjuvante ao tratamento com fármacos tuberculostáticos, pois pode ocorrer recidiva da doença. A quimioprofilaxia é indicada durante o tratamento prolongado com corticosteróide.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose31. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico81 precoce e tratamento.


Atenção diabéticos: contém solução de sorbitol2 70% (567,12 mg/mL).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - PREDNISOLON

Com base no seu potencial de significância clínica, foram selecionadas as seguintes interações medicamentosas com corticosteróides: antiácidos82; agentes antidiabéticos (oral ou insulina83); glicosídeos digitálicos; diuréticos84; fármacos que induzem as enzimas microssomais hepáticas, tais como: barbitúricos, fenitoína e rifampicina; suplementos de potássio; ritodrina; medicações ou alimentos contendo sódio; somatropina; vacinas de vírus65 vivos ou outras imunizações.

Convulsões foram relatadas durante o uso concomitante de metilprednisolona e ciclosporina. Visto que o uso concomitante destes agentes resulta em inibição mútua do metabolismo85, é possível que os efeitos adversos associados ao uso isolado de cada medicamento sejam mais propensos a ocorrerem.


Os fármacos que induzem as enzimas hepáticas, tais como fenobarbital, fenitoína e rifampicina, podem aumentar o "clearance" dos corticosteróides e podem requerer aumento da dose de corticosteróide para atingir a resposta desejada.


Fármacos como troleandomicina e cetoconazol podem inibir o metabolismo85 dos corticosteróides e conseqüentemente diminuir o seu "clearance". Portanto, a dose de corticosteróide deve ser adequada para evitar toxicidade esteroidal.


Pode ocorrer aumento do risco de toxicidade com salicilatos quando da interrupção da corticoterapia. Pacientes portadores de hipoprotrombinemia devem ter cautela quando do uso concomitante de aspirina com corticosteróides.


O efeito dos corticosteróides sobre os anticoagulantes orais é variável. Foram observados tanto aumento como diminuição dos efeitos dos anticoagulantes, quando administrados concomitantemente a corticosteróides. Portanto, os índices de coagulação devem ser monitorados para manter o efeito anticoagulante86 desejado.


Em pacientes tratados com corticosteróides sistêmicos, o uso de relaxantes musculares não- despolarizantes pode resultar em relaxamento prolongado.


O uso concomitante de estrogênios pode diminuir o metabolismo85 dos corticosteróides, incluindo a hidrocortisona. A necessidade de corticosteróide pode ser reduzida em pacientes que utilizam estrogênios (por exemplo: medicamentos contraceptivos).


Álcool

O risco de ulceração gastrintestinal ou hemorragia62 é aumentado quando o álcool é utilizado concomitantemente com os glicocorticóides.


Testes laboratoriais

Os glicocorticóides podem diminuir a absorção de I131
e as concentrações de iodo ligado às proteínas3, dificultando a monitoração da resposta terapêutica dos pacientes recebendo medicamento para tireoidite.

Os glicocorticóides podem produzir resultados falso- negativos no teste de tetrazólio nitroazul (NBT) para infecções bacterianas sistêmicas. Os glicocorticóides podem suprimir as reações de testes cutâneos.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS - PREDNISOLON

Efeitos prejudiciais são pouco prováveis de ocorrerem com a administração a curto prazo de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona), mesmo em altas doses. A maioria das reações adversas dos corticosteróides são aquelas resultantes de interrupção ou de uso prolongado em doses elevadas.


Os efeitos adversos associados ao uso dos corticosteróides em doses elevadas necessárias para produzir a resposta terapêutica são resultantes da ação excessiva sobre o balanço de eletrólito: ação excessiva em outros aspectos do metabolismo85 incluindo gliconeogênese; ação sobre a reconstituição tecidual e cicatrização e efeito inibitório da secreção de corticotropina pela glândula87 pituitária anterior. A alteração do balanço hidroeletrolítico manifesta- se na retenção de sódio com edema73 e hipertensão55 e na excreção aumentada de potássio com o desenvolvimento de alcalose88 hipopotassêmica. Em casos extremos, pode induzir insuficiência cardíaca89. Alterações no balanço eletrolítico são naturalmente comuns com corticotropinas, cortisona, desoxicortona e hidrocortisona, mas ocorrem menos freqüentemente com derivados sintéticos como a prednisona e prednisolona. Outros efeitos metabólicos incluem mobilização de cálcio e fósforo, com osteoporose60 e fraturas espontâneas; depleção de nitrogênio e hiperglicemia90, com acentuação ou precipitação de estado diabético. As necessidades de insulina83 dos pacientes diabéticos são aumentadas e freqüentemente ocorre aumento do apetite.


Os efeitos sobre a reconstituição tecidual manifestam- se como ulceração péptica com hemorragia62 e perfuração, retardando a cicatrização de feridas e aumentando a predisposição para infecção47. Foi relatado aumento na suscetibilidade para todos os tipos de infecções, incluindo septicemia, infecções fúngicas e virais.


Doses elevadas de corticosteróides ou corticotropinas podem produzir sintomas50 típicos de hiperatividade do córtex adrenal, como "cara de lua", "corcova de búfalo", estrias e acne91, algumas vezes levando ao desenvolvimento completo da síndrome18 de Cushing. Se a administração do hormônio92 for imediatamente descontinuada na presença destes sintomas50, eles são geralmente reversíveis, mas a brusca descontinuação pode ser perigosa. A dose de corticosteróide necessária para causar diminuição ou ausência da corticotropina no sangue93, com conseqüente atrofia49 do córtex adrenal e o tempo necessário para isto ocorrer são variáveis. A insuficiência8 adrenal aguda, com perda de consciência, pode ocorrer durante o tratamento prolongado ou na interrupção do tratamento e pode ser precipitada por infecção47 ou trauma.


Foi relatado retardo do crescimento em crianças e neste aspecto a cortisona apresenta 1/10 da potência quando comparada à prednisona e prednisolona. Outros efeitos tóxicos incluem alterações mentais e neurológicas, hipertensão55 intracraniana e na redução abrupta da dose durante o tratamento de artrite reumatóide14, fatalidades atribuídas a lesões de pequenas artérias e arteríolas similares à poliarterite.


Infecções podem ser mascaradas, visto que os corticosteróides apresentam propriedades antiinflamatórias e antipiréticas acentuadas e podem produzir sensação de bem- estar. A administração dos corticosteróides pode também causar redução no número de linfócitos circulantes. Fraqueza muscular é um efeito adverso ocasional da maioria dos corticosteróides, principalmente quando administrados em doses elevadas.


Ocorrem efeitos tóxicos com todas as preparações de corticosteróides e sua incidência7 eleva- se se a dose aumenta muito acima de 8 mg/ dia de prednisolona ou seu equivalente.

Freqüência de incidência7 de reações pós- comercialização


(> 5%)

Gastrintestinais: aumento de apetite; indigestão.


Neurológicas: nervosismo ou cansaço; insônia.

(1- 5%)

Dermatológicas: reações alérgicas locais.


Gastrintestinais: podem ocorrer pancreatite94 e esofagite95 ulcerativa. Ulceração péptica é uma complicação ocasional. A elevada incidência7 de hemorragia62 e perfuração nestas úlceras26 e o seu desenvolvimento natural tornaram- se problemas terapêuticos graves. Alguns investigadores acreditam que a evidência disponível não suporta a conclusão que os esteróides causam úlcera96. Outros acreditam que apenas os pacientes com artrite reumatóide14 apresentam maior incidência7 de úlcera96. Foi proposto que os glicocorticóides alteram o mecanismo de defesa da mucosa97.


Oftalmológicas: o uso prolongado dos glicocorticóides pode resultar em catarata63 subcapsular posterior (particularmente em crianças), exoftalmia, ou aumento da pressão intraocular que pode resultar em glaucoma64 ou pode, ocasionalmente, danificar o nervo óptico e em casos raros, levar à cegueira.

O estabelecimento de infecções secundárias fúngicas ou virais dos olhos pode também ser intensificado.


Bioquímicas: todos os glicocorticóides aumentam a gliconeogênese. A tolerância à glicose98 e a sensibilidade à insulina83 são diminuídas; desde que a função das ilhotas99 pancreáticas seja normal, o metabolismo85 dos carboidratos não é visivelmente perturbado. 1/5 dos pacientes tratados com elevadas doses de glicocorticóides desenvolveu diabete por esteróide.

O tratamento com doses elevadas de corticosteróides pode induzir hipertrigliceridemia acentuada, com plasma4 leitoso.


(< 1%)

Dermatológicas: os efeitos adversos dermatológicos dos corticosteróides incluem retardo da cicatrização das feridas, eritema100 facial, aumento da sudorese101, facilidade em ter hematoma, hirsutismo102, erupção acneiforme na face, peito e costas, rubor nas estrias das coxas, nádegas e ombros. Após vários meses de tratamento com doses elevadas, pode ocorrer diminuição da espessura da pele. Manifestações dermatológicas de hipersensibilidade a corticosteróides incluem erupção cutânea e/ ou dermatite16 alérgica, urticária103 e angioedema104.

Corticosteróides induziram púrpura semelhante à púrpura senil. Esta púrpura normalmente ocorre em superfícies extensoras, no dorso da mão e na parte radial do antebraço.


Neurológicas: os efeitos adversos neurológicos incluíram cefaléia105, vertigem106, atividade motora aumentada, neuropatia107 isquêmica, anormalidades no EEG e crises. Doses elevadas podem causar alterações comportamentais e de personalidade, variando de nervosismo, euforia ou alterações no humor a episódios psicóticos que podem incluir tanto estado maníaco quanto depressivo, estado paranóico e psicose108 tóxica aguda.

Há muito não se acredita que problemas psiquiátricos anteriores predispõem alterações comportamentais durante o tratamento com glicocorticóides. Inversamente, a ausência de uma história de doença psiquiátrica não é garantia contra a ocorrência de psicose108 durante a terapia hormonal.


Endócrinas: os efeitos endócrinos dos glicocorticóides envolvem variavelmente o eixo hipotalâmico- pituitário adrenal; a paratireóide e tireóide. Existem também efeitos metabólicos, envolvendo principalmente os carboidratos. Pode ocorrer supressão do crescimento nas crianças. A síndrome18 de Cushing pode resultar de elevação prolongada dos níveis plasmáticos de glicocorticóide.

Em alguns homens, o uso de corticosteróides resultou em aumento ou diminuição da motilidade e do número de espermatozóides109. Irregularidades menstruais são comuns.

Ocorre antagonismo entre a paratireóide e hipercorticismo. O hipoparatireoidismo latente pode não ser mascarado pela administração dos corticosteróides. A retenção de fosfato decorrente de insuficiência renal54 causada pela insuficiência8 adrenal pode também provocar manifestações de hipoparatireoidismo.


Gastrintestinais: os efeitos adversos gastrintestinais dos corticosteróides incluem náusea110, vômitos111, anorexia112 (que pode resultar em perda de peso), diarréia113 ou constipação114, distensão abdominal e irritação gástrica.


Cardiovascular: a atividade mineralocorticóide de um esteróide pode levar a retenção de sal e água, que pode resultar também em hipertensão55. Hipopotassemia pode causar arritmia115 e parada cardíaca.


Músculo- esqueléticas: osteoporose60 e fraturas por compressão vertebral podem ocorrer em pacientes de todas as idades. A osteoporose60 é uma indicação para a suspensão do tratamento.

Miopatia, caracterizada por enfraquecimento da musculatura proximal dos braços, pernas e da sua musculatura pélvica e do ombro associadas, é ocasionalmente relatada em pacientes que estão sob tratamento com doses elevadas de corticosteróides e pode ser causada por relaxantes musculares não- despolarizantes. Isto pode ocorrer logo após o início do tratamento e pode ser suficientemente grave, impedindo os movimentos. Isto é uma indicação para a suspensão do tratamento.

Necrose116 asséptica avascular dos ossos foi freqüentemente descrita e envolve preferencialmente a cabeça do fêmur117 e úmero118.


Efeitos adversos causados pela interrupção do tratamento: fraqueza muscular, hipotensão119, hipoglicemia120, cefaléia105, náusea110, vômitos111, cansaço e dores musculares e nas articulações. Fraqueza muscular e rigidez nas articulações podem persistir por um período de 3 a 6 meses após a descontinuação do tratamento. Reações adversas dos corticosteróides são aquelas resultantes da interrupção ou do uso prolongado em altas doses.

As seguintes reações adversas foram relatadas; entretanto, não existe nenhuma informação sobre sua incidência7:

Gerais: retardo do crescimento em crianças pelo tratamento a longo prazo com corticosteróides.


Hematológicas: aumento da contagem total de leucócitos121, com aumento nos neutrófilos e diminuição nos monócitos, linfócitos e eosinófilos.


Imunológicas: a freqüência e a gravidade das infecções clínicas aumentam durante a terapia com glicocorticóide.


Reações graves ou com risco de vida: supressão do eixo hipotalâmico- pituitário adrenal é uma das conseqüências de administrações repetidas de glicocorticóides (ver item "ADVERTÊNCIAS"). Em alguns casos, a insuficiência8 adrenal aguda após um período de tratamento com glicocorticóides foi fatal.


Neurológicas: epilepsia57 latente pode ser manifestada pelo tratamento com corticosteróide. Tratamento a longo prazo pode resultar em hipertensão55 intracraniana benigna.

SUPERDOSE - PREDNISOLON

O tratamento da superdose é sintomático, sendo que a dose deve ser diminuída ou o tratamento com o produto ser interrompido.

ARMAZENAGEM - PREDNISOLON

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) deve ser armazenado em sua embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).

DIZERES LEGAIS - PREDNISOLON

Registro M.S.: 1.1300.0282.001- 7Farmacêutico(a) responsável: Antonia A. Oliveira - CRF/SP-5854

Aventis Pharma Ltda.

Rua Conde Domingos Papais, 413

Suzano - São Paulo

Caixa Postal 20.215CEP: 04035- 990

C.N.P.J.:02.685.377/0008- 23

Indústria Brasileira

IB 090600B

Atendimento ao Consumidor: 0800- 703-0014

www.aventispharma.com.br

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o medicamento.

Bula do Paciente - PREDNISOLON

Princípio Ativo - PREDNISOLON

PrednisolonaMedicamentos genéricos
Prednisolona (Donaduzzi); Prednisolona (Medley); Prednisolona (Prati)
Outros medicamentos com o mesmo princípio ativo
Predsim (Schering Plough); Prelone (Asta Médica)

Predinisolon (Aventis Pharma)

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO - PREDNISOLON

Aventis Pharma Ltda
PREDNISOLON
fosfato sódico de prednisolona

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - PREDNISOLON

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Via oral

Cartucho com 1 frasco contendo 100 mL de solução oral + seringa1 dosadora.

Composição

Cada 1 mL de solução oral contém:

fosfato sódico de prednisolona(*)....................1,34 mg

excipientes q.s.p. ....................1 mL

(metilparabeno, sorbitol2 (solução 70%), edetato dissódico, fosfato de sódio dibásico heptaidratado, fosfato monossódico anidro, essência de framboesa, água purificada).

(*) equivalente a 1 mg de prednisolona base


A solução oral de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) não contém corante ou álcool.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - PREDNISOLON

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA? - PREDNISOLON

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) é um glicocorticóide sintético com as propriedades gerais dos corticosteróides. A prednisolona é um potente agente terapêutico que influencia o comportamento bioquímico da maioria dos tecidos do organismo.

A prednisolona possui uma atividade antiinflamatória potente.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO? - PREDNISOLON

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) está indicado nas seguintes condições abaixo.


Desordens das glândulas122: alterações das funções da glândula87 supra- renal123; nível aumentado de cálcio associado ao câncer11; tireoidite não supurativa.


Desordens reumáticas: processos inflamatórios da articulação como: artrite13 psoriásica; artrite reumatóide14, inclusive artrite reumatóide14 juvenil e outras doenças reumáticas como: espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenosinovite inespecífica aguda; artrite13 gotosa aguda; osteoartrite15 após traumatismos; sinovite osteoartrítica; epicondilite.


Doenças do colágeno: lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite (polimiosite) sistêmica; cardite reumática aguda.


Doenças da pele: pênfigo; dermatite16 herpetiforme bolhosa; eritema100 multifore severo (síndrome18 de Stevens- Johnson); dermatite16 esfoliativa; micose19 fungóide; psoríase20 severa; dermatite16 seborréica severa.


Condições alérgicas: controle de condições alérgicas severas ou incapacitantes que não respondem aos meios convencionais de tratamento em: rinite21 alérgica permanente ou intermitente; asma22 brônquica; dermatite16 de contato; dermatite16 atópica; doença do soro23; reações de alergia124 a medicamentos.


Doenças oculares: graves processos inflamatórios e alérgicos, agudos ou crônicos envolvendo o olho24 e seus anexos, tais como: conjuntivite25 alérgica; inflamação28 da córnea; úlceras26 marginais alérgicas da córnea; herpes zoster27 oftálmico; inflamação28 da íris; inflamação28 da íris e corpo ciliar; infecção47 da retina125; inflamação28 do segmento anterior; inflamação28 do plexo coróide e úvea126; inflamação28 do nervo óptico, oftalmia simpática.


Doenças respiratórias: sarcoidose sintomática; síndrome18 de Loëffler não controlável por outros meios; beriliose30; tuberculose31 pulmonar fulminante ou disseminada quando utilizado concomitantemente à quimioterapia32 antituberculosa adequada; pneumonite33 por aspiração.


Desordens no sangue93: alteração nas plaquetas127 em adultos e alguns tipos de anemia36.


Neoplasias: para o tratamento paliativo de: leucemias e linfomas em adultos; leucemia37 aguda na infância.


Estados que cursam com inchaço: para aumentar a quantidade de urina6 eliminada ou remissão da perda de proteínas3 pela urina6 da síndrome nefrótica40 idiopática, sem altas taxas de uréia128 no sangue93, ou aquela devida ao lúpus eritematoso.


Doenças gastrintestinais: doenças inflamatórias intestinais.


Sistema nervoso43: esclerose múltipla44.


Miscelânea: meningite45 tuberculosa com bloqueio subaracnóide ou bloqueio eminente, quando utilizada concomitantemente à quimioterapia32 apropriada para tratamento da tuberculose31; triquinose46 com envolvimento neurológico ou miocárdico.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? - PREDNISOLON

CONTRA- INDICAÇÕES

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) é contra- indicado em infecções não controladas; infecções por micoses generalizadas; e também em casos de alergia124 conhecida à prednisona, prednisolona ou a qualquer componente da fórmula.

Não há contra- indicação relativa a faixas etárias.

ADVERTÊNCIAS

O médico deve avaliar o risco/ benefício para cada paciente quanto à dose e à duração do tratamento e quanto ao uso diário ou intermitente da medicação, pois as complicações devidas ao tratamento com glicocorticóides são dependentes da concentração da dose e da duração do tratamento.


Durante a terapia a longo prazo com corticosteróide, podem ocorrer supressão e diminuição do tamanho da adrenal e a secreção de corticotropina (hormônio92 da hipófise129) pode ser suprimida. A duração do tratamento e a dose são fatores importantes na determinação da supressão do eixo pituitário adrenal e na resposta ao "stress" no término do tratamento com esteróide. A suscetibilidade do paciente à supressão é também variável. Alguns pacientes podem recuperar rapidamente a sua função normal. Em outros, a produção de hidrocortisona (glicocorticóide) em resposta ao "stress" das infecções, operações cirúrgicas ou acidentes pode ser insuficiente, resultando em óbito. Portanto, a interrupção dos corticosteróides sempre deve ser feita de forma gradativa.


A interrupção abrupta do tratamento com corticosteróide pode precipitar uma diminuição da função da glândula87 supra renal123 (ver item sobre REAÇÕES ADVERSAS). Em alguns casos, os sintomas50 da interrupção podem parecer a reincidência clínica da doença para a qual o paciente estava em tratamento.


Como a prednisolona apresenta pequena atividade de retenção de sódio, os primeiros sinais51 habituais de superdose de hidrocortisona (ex.: aumento do peso corpóreo devido à retenção de líquidos) não são índices confiáveis de superdose de prednisolona. Devido a este fato, é recomendado que os níveis da dose não sejam excedidos e que todos os pacientes que estejam utilizando prednisolona fiquem sob cuidadosa supervisão médica. Todas as precauções pertinentes ao uso da hidrocortisona devem ser aplicadas ao PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona).


Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem e confira o nome para não haver enganos. Não utilize PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) caso haja sinais51 de violação ou danificações da embalagem.


Cautela nas seguintes situações

Em casos de colite42 ulcerativa não- específica, se houver probabilidade de perfuração, abcesso ou outras infecções piogênicas iminentes. O medicamento deve ser usado com cautela também em pacientes com processo inflamatório de divertículos intestinais, cirurgias com anastomose intestinal recente, úlcera gástrica130 ou duodenal ativa ou latente, insuficiência8 dos rins131, pressão sangüínea132 alta e miastenia56 grave, quando esteróides são utilizados como terapia direta ou complementar.


Em pacientes com epilepsia57, diabete mellitus, aumento da uréia128 no sangue93 e na presença de função cardíaca diminuída ou insuficiência cardíaca congestiva59 (ver item sobre REAÇÕES ADVERSAS).


A possibilidade de desenvolvimento de osteoporose60 deve ser uma consideração importante no início e na manutenção do tratamento com corticosteróide, especialmente no período pós- menopausa61 (ver item sobre REAÇÕES ADVERSAS).


O risco de ulceração gastrintestinal ou hemorragia62 é aumentado quando o álcool é utilizado concomitantemente com os glicocorticóides.


Embora estudos clínicos controlados tenham demonstrado que os corticosteróides são eficazes na rapidez da resolução de exarcebações agudas de escleroses múltiplas, eles não demonstram que os corticosteróides afetam o último resultado ou a história natural da doença. Os estudos demonstram que doses relativamente elevadas de corticosteróides são necessárias para demonstrar um efeito significativo.


O uso prolongado de corticosteróides pode provocar catarata63 subcapsular posterior, aumento da pressão nos olhos com possível lesão do nervo óptico e pode intensificar o estabelecimento das infecções nos olhos causadas por fungos ou vírus65. Os corticosteróides devem ser usados com cautela nos pacientes com herpes simples ocular, devido à possível perfuração da córnea.


Infecção47: os corticosteróides podem mascarar alguns sinais51 de infecções (tais como: febre48 e inflamação28) e novas infecções podem aparecer durante o seu uso. O uso de corticosteróides pode diminuir a resistência às infecções e pode haver incapacidade em se localizar a infecção47. A suscetibilidade à infecção47 não é específica para qualquer bactéria66 ou fungo133.


Os pacientes não devem receber vacinas de vírus65 vivos enquanto estiverem sob tratamento com corticosteróide. Outros procedimentos de imunização67 não devem ser utilizados nos pacientes em tratamento com corticosteróides, especialmente em doses elevadas, devido aos possíveis riscos de complicações neurológicas e ausência de resposta imunológica. Procedimentos de imunização67 podem ser realizados em pacientes que estejam recebendo corticosteróides como terapia de reposição.


Adultos recebendo tratamento com medicamentos imunossupressores e que não tenham contraído doenças como varicela68 e sarampo69, devem ter cautela especial para evitar estas exposições. Em caso de exposição, procure seu médico.


Foi relatado Sarcoma de Kaposi70 em pacientes recebendo tratamento com corticosteróides.


A descontinuação dos corticosteróides pode resultar em debilitação clínica.


Cuidados a serem considerados antes do uso de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona)

Durante o tratamento a longo prazo, deve- se realizar estudos laboratoriais e metabólicos. A retenção de líquidos deve ser monitorada pelo balanço de líquidos e pesagem diária. Pode ser necessário reduzir a ingestão de sódio para menos do que 1 g diário e também de suplementos de potássio.

Risco de uso por via de administração não recomendada.

Não há estudos dos efeitos de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.

Gravidez71

Informe seu médico a ocorrência de gravidez71 na vigência do tratamento com PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) ou após o seu término.


Nas experiências realizadas com animais, os corticosteróides causaram malformações de diversos tipos (fenda palatina, malformações esqueléticas) e aborto. Estes resultados não parecem ser relevantes em humanos.


Após tratamento em longo prazo, foi relatada redução da placenta e do peso fetal em animais e em humanos.


Devido à possibilidade de supressão do córtex adrenal do recém- nascido, após tratamento prolongado da mãe, a prescrição pelo médico de corticosteróides a mulheres grávidas deve ser feita com cautela, considerando o risco ao feto.


No período pré- parto, o uso de corticosteróides em curto prazo, para a prevenção da síndrome18 de insuficiência respiratória72, não causou risco ao feto ou ao recém-nascido.


Edema73 pulmonar materno com tocólise e excesso de líquidos foram relatados com o uso de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona).


Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.

Amamentação134

Informar ao médico se estiver amamentando. A administração de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) não é recomendada durante a amamentação134.

O fármaco é excretado no leite materno; portanto, não se recomenda a administração a mulheres que estejam amamentando.


INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO- DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.


INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO- DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.


NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

PRECAUÇÕES
Pacientes idosos

Pacientes idosos devem ter cautela com o uso de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona), pois são mais suscetíveis a reações adversas.

Crianças

As crianças que utilizam esteróides a longo prazo devem ser cuidadosamente observadas em relação ao aparecimento de reações adversas graves potenciais, como: obesidade76, retardo no crescimento, osteoporose60 e supressão da glândula87 supra renal123.


As crianças tratadas com medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis a infecções do que as crianças saudáveis. Varicela68 e sarampo69, por exemplo, podem apresentar conseqüências mais graves ou até mesmo fatais em crianças recebendo tratamento com corticosteróides imunossupressores. Nestas crianças, ou em adultos que não tenham contraído estas doenças, deve- se ter cautela especial para evitar tal exposição. Se ocorrer exposição, procure seu médico.


Restrições a grupos de risco

Nos pacientes com insuficiência8 do fígado5, pode ser necessária uma redução da dose. No tratamento com PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) em doenças crônicas ativas do fígado5, as principais reações adversas, como fratura78 vertebral, diabetes135, pressão sangüínea132 alta, catarata63 e síndrome18 de Cushing, ocorreram em cerca de 30% dos pacientes.


Nos pacientes com diminuição da função da tireóide e naqueles com cirrose80 existe efeito acentuado dos corticosteróides.


Pacientes com tuberculose31 ativa ou não- ativa duvidosa, não devem utilizar PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona), exceto como complemento ao tratamento com medicamentos tuberculostáticos, pois pode ocorrer reincidência da doença. Um tratamento preventivo contra a tuberculose31 é indicado durante o tratamento prolongado com corticosteróide.


Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose31. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico81 precoce e tratamento.


Atenção diabéticos: contém solução de sorbitol2 70% (567,12 mg/mL).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Com base no seu potencial de significância clínica, foram selecionadas as seguintes interações medicamentosas com corticosteróides: antiácidos82; agentes antidiabéticos (oral ou insulina83); glicosídeos digitálicos; diuréticos84; medicamentos que induzem enzimas microssomais do fígado5, tais como: barbitúricos, fenitoína e rifampicina; suplementos de potássio; ritodrina; medicações ou alimentos contendo sódio; somatropina; vacinas de vírus65 vivos ou outras imunizações.


Convulsões foram relatadas durante o uso concomitante de metilprednisolona e ciclosporina. Visto que o uso concomitante destes agentes resulta em inibição mútua do metabolismo85, é possível que os efeitos adversos associados ao uso isolado de cada medicamento sejam mais propensos a ocorrerem.


Os medicamentos que induzem as enzimas do fígado5, como fenobarbital, fenitoína e rifampicina, podem aumentar a eliminação dos corticosteróides e podem requerer aumento da dose de corticosteróide para atingir a resposta desejada.


Medicamentos como troleandomicina e cetoconazol podem inibir o metabolismo85 dos corticosteróides e conseqüentemente diminuir a eliminação. Portanto, a dose de corticosteróide deve ser adequada para evitar toxicidade esteroidal.


Pode ocorrer aumento do risco de toxicidade com salicilatos quando da interrupção da terapia com corticosteróides. Pacientes portadores de hipoprotrombinemia devem ter cautela quando do uso concomitante de aspirina com corticosteróides.


O efeito dos corticosteróides sobre os anticoagulantes orais é variável. Foram observados tanto aumento como diminuição dos efeitos dos anticoagulantes, quando administrados concomitantemente com corticosteróides. Portanto, os índices de coagulação devem ser monitorados para manter o efeito anticoagulante86 desejado.


Em pacientes tratados com corticosteróides sistêmicos, o uso de relaxantes musculares não- despolarizantes pode resultar em relaxamento prolongado.


O uso concomitante de estrogênios pode diminuir o metabolismo85 dos corticosteróides, incluindo a hidrocortisona. A necessidade de corticosteróide pode ser reduzida em pacientes que utilizam estrogênios (por exemplo: medicamentos contraceptivos)


Álcool

O risco de ulceração gastrintestinal ou hemorragia62 é aumentado quando o álcool é utilizado concomitantemente aos glicocorticóides.


Exames de laboratório

Os glicocorticóides podem diminuir a absorção de iodo e as concentrações de iodo ligado às proteínas3, dificultando a monitoração da resposta terapêutica dos pacientes recebendo medicamento para tireoidite.

Os glicocorticóides podem produzir resultados falso- negativos no teste para infecções bacterianas sistêmicas. Os glicocorticóides podem suprimir as reações de testes cutâneos.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? - PREDNISOLON

ASPECTO FÍSICO
Solução límpida, incolor a levemente amarelada.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Odor e sabor framboesa.

DOSAGEM

A dose inicial de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) poderá variar de 5 a 60 mL (5 a 60 mg de prednisolona básica) por dia, dependendo da doença específica em tratamento.


Em situações de menor gravidade, doses mais baixas podem ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais mais elevadas.


A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe uma resposta clínica favorável. Se após um período razoável de tempo não houver uma resposta clínica favorável, o tratamento com a prednisolona deverá ser interrompido e o paciente transferido para outra terapia apropriada.


Deve ser enfatizado que as necessidades posológicas são variáveis e devem ser individualizadas, tendo por base a gravidade da doença e a resposta do paciente ao tratamento.


Após a obtenção de uma resposta favorável, a dose de manutenção deverá ser determinada diminuindo gradativamente a dose inicial a intervalos apropriados, até atingir a dose mínima efetiva.


É necessário que o médico observe constantemente o paciente em relação à posologia.


Dentre as situações que tornam necessário o ajuste de dosagem incluem- se as alterações do quadro clínico por remissão ou exacerbação da doença, a resposta individual do paciente à medicação e o efeito da exposição do paciente a situações estressantes não diretamente relacionadas à doença sob tratamento. Neste último caso, poderá ser necessário o aumento da dose de prednisolona por um período de tempo adequado à condição do paciente.


Caso seja necessário interromper o tratamento com PREDNISOLON 1 mg/mL (fosfato sódico de prednisolona) após um longo período de tempo, recomenda- se que a dose seja reduzida gradualmente, e nunca abruptamente.


Procedimentos terapêuticos que devem ser realizados em todo tratamento com corticosteróides

A dose deve ser reduzida ou descontinuada gradualmente quando o medicamento for administrado por mais do que alguns dias para evitar o risco de insuficiência8 relativa da supra- renal123 (ver item "ADVERTÊNCIAS").


É essencial uma supervisão contínua do paciente após a finalização do tratamento com corticosteróide, pois pode ocorrer reincidência de graves manifestações da patologia para a qual o paciente foi tratado.


Em geral, a dose inicial deve ser mantida ou ajustada até que a resposta seja observada. A dose deve então ser gradualmente reduzida até que se alcance a menor dose que mantém uma resposta clínica adequada.

Posologia para casos especiais


"Stress" e Doença intercorrente

Nos pacientes sob tratamento prolongado com corticosteróide sujeitos ao "stress" por traumatismos ou infecção47, geralmente, a dose de esteróide deve ser aumentada para cobrir o período de "stress".

Para infecções moderadas sem febre48, nenhum aumento é necessário. Para infecções mais graves, a dose de prednisolona deve ser duplicada (para um máximo de 20 mg ao dia, caso a dose usual seja inferior a esta).


Insuficiência8 adrenocortical

Insuficiência8 adrenocortical secundária induzida por medicamentos pode ser resultante de uma retirada muito brusca de corticosteróides e pode ser minimizada pela redução gradual da dose (ver item "ADVERTÊNCIAS"). Este tipo de insuficiência8 relativa pode persistir durante meses após a descontinuação do tratamento; portanto, em qualquer situação de "stress" durante este período, pode ser necessário retomar a terapia hormonal. Se o paciente já está recebendo esteróides, pode ser necessário aumento de dose.

Conduta necessária caso haja esquecimento de administração

Em caso de esquecimento de alguma dose, consultar o médico sobre a conduta a ser adotada.

COMO USAR

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) vem acompanhado de uma seringa1 graduada e de um adaptador. Deve- se acoplar este adaptador à boca do frasco antes de administrar o produto. A função deste adaptador é permitir que seja retirada, com o auxílio da seringa1 graduada, a quantidade exata de solução oral a ser administrada mesmo quando o conteúdo do frasco estiver no final.


PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) deve ser administrado por via oral com o auxílio da seringa1 graduada que acompanha o medicamento.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.


NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR? - PREDNISOLON

Efeitos prejudiciais são pouco prováveis de ocorrerem com a administração em curto prazo de PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona), mesmo em altas doses. A maioria das reações adversas dos corticosteróides são aquelas resultantes de interrupção ou de uso prolongado em doses elevadas.

Em doses elevadas necessárias para produzir a resposta esperada, os efeitos adversos associados ao uso dos corticosteróides são resultantes da:

Ação excessiva sobre a troca de eletrólitos;

Ação excessiva em outros aspectos do metabolismo85 incluindo formação de glicose98;

Ação sobre a reconstituição das células e cicatrização;

E efeito inibitório da secreção de hormônio92 pela supra- renal123 através da hipófise129;

A alteração do balanço entre água e eletrólitos manifesta- se na retenção de sódio: com inchaço e aumento da pressão sangüínea132; e na maior perda de potássio pela urina6: com o desenvolvimento de alcalose88 com baixo potássio. Em casos extremos, pode induzir à insuficiência cardíaca89.


Alterações no balanço eletrolítico são naturalmente comuns com hormônios da supra- renal123 e hipófise129, mas ocorrem menos freqüentemente com derivados sintéticos como a prednisona e prednisolona.


Outros efeitos do metabolismo85 incluem mudança de posição de cálcio e fósforo, com osteoporose60 e fraturas espontâneas; perda de nitrogênio e aumento da glicose98, com piora ou precipitação de estado diabético. As necessidades de insulina83 dos pacientes diabéticos são aumentadas e freqüentemente ocorre aumento do apetite.


Os efeitos sobre a reconstituição das células manifestam- se como ulceração no estômago136 e/ou duodeno com sangramento e perfuração, retardando a cicatrização de feridas e aumentando a predisposição para infecção47. Foi relatado aumento na suscetibilidade para todos os tipos de infecções, incluindo infecção47 generalizada, infecções por fungos e vírus65.


Doses elevadas de corticosteróides ou corticotropinas podem produzir sintomas50 típicos de aumento da atividade da supra- renal123, como "cara de lua", "corcova de búfalo", estrias e acne91, algumas vezes levando ao desenvolvimento completo da síndrome18 de Cushing. Se a administração do hormônio92 for imediatamente suspensa na presença destes sintomas50, eles são geralmente reversíveis, mas a brusca suspensão pode ser perigosa. A dose de corticosteróide necessária para causar diminuição ou ausência da corticotropina no sangue93, com conseqüente atrofia49 da supra-renal137 e o tempo necessário para isto ocorrer são variáveis. A insuficiência8 aguda da supra-renal137, com perda de consciência, pode ocorrer durante o tratamento prolongado ou na interrupção do tratamento e pode ser precipitada por infecção47 ou traumatismos.


Foi relatado retardo do crescimento em crianças e neste aspecto a cortisona apresenta 1/10 da potência quando comparada à prednisona e prednisolona. Outros efeitos tóxicos incluem alterações mentais e neurológicas, aumento da pressão sangüínea132 dentro do crânio138 e na redução abrupta da dose durante o tratamento de artrite reumatóide14, fatalidades atribuídas a lesões de pequenas artérias e arteríolas.


Infecções podem ser mascaradas, visto que os corticosteróides apresentam propriedades antiinflamatórias e para diminuição da febre48 e podem produzir sensação de bem- estar. A administração dos corticosteróides pode também causar redução no número de células brancas do sangue93 responsáveis pela imunidade139. Fraqueza muscular é um evento adverso ocasional da maioria dos corticosteróides, principalmente quando administrados em doses elevadas.


Ocorrem efeitos tóxicos com todas as preparações de corticosteróides e sua incidência7 eleva- se se a dose aumenta muito acima de 8 mg/ dia de prednisolona ou seu equivalente.

Freqüência de incidência7 de reações pós- comercialização


(> 5%)

Gastrintestinais: aumento de apetite; indigestão.


Neurológicas: nervosismo ou cansaço; insônia.

(1- 5%)

Dermatológicas: reações alérgicas locais.


Gastrintestinais: podem ocorrer inflamação28 do pâncreas140 e ulceração no esôfago141. Ulceração em estômago136 e/ou duodeno é uma complicação ocasional. A elevada incidência7 de sangramento e perfuração nestas úlceras26 e o seu desenvolvimento natural tornaram- se problemas graves. Alguns investigadores acreditam que a evidência disponível não suporta a conclusão que os esteróides causam úlcera96. Outros acreditam que apenas os pacientes com artrite reumatóide14 apresentam maior incidência7 de úlcera96. Foi proposto que os glicocorticóides alteram o mecanismo de defesa da mucosa97.


Oftalmológicas: o uso prolongado dos glicocorticóides pode resultar em catarata63 (particularmente em crianças), projeção do globo ocular para frente, ou aumento da pressão dentro do olho24 que pode resultar em glaucoma64 ou pode, ocasionalmente, danificar o nervo óptico e em casos raros, levar à cegueira.

O estabelecimento de infecções secundárias por fungos ou vírus65 dos olhos pode também ser intensificado.


Bioquímicas: todos os glicocorticóides aumentam a formação de glicose98. A tolerância à glicose98 e a sensibilidade à insulina83 são diminuídas; desde que a função do pâncreas140 seja normal, o metabolismo85 dos carboidratos não é visivelmente perturbado. 1/5 dos pacientes tratados com elevadas doses de glicocorticóides desenvolveu diabetes135 por esteróide.

O tratamento com doses elevadas de corticosteróides pode induzir ao aumento acentuado dos triglicérides142 no sangue93, com plasma4 leitoso.

(< 1%)

Dermatológicas: os efeitos adversos dermatológicos dos corticosteróides incluem retardo da cicatrização das feridas, face avermelhada, aumento do suor, facilidade em ter hematoma, barba, acne91 na face, peito e costas, estrias das coxas avermelhadas, nádegas e ombros. Após vários meses de tratamento com doses elevadas, pode ocorrer diminuição da espessura da pele. Manifestações dermatológicas alérgicas a corticosteróides incluem erupção cutânea e/ ou dermatite16 alérgica, urticária103 e angioedema104.

Áreas arroxeadas normalmente ocorrem em superfícies extensoras, no dorso da mão e na parte radial do antebraço.


Neurológicas: incluem dor de cabeça, tontura143, atividade motora aumentada, alterações isquêmicas de nervos, alterações no eletroencefalograma144 (EEG) e crises. Doses elevadas podem causar alterações comportamentais e de personalidade, variando de nervosismo, euforia ou alterações no humor a episódios psicóticos que podem incluir tanto estado maníaco quanto depressivo, estado paranóico e psicose108 tóxica aguda.

Há muito não se acredita que problemas psiquiátricos anteriores predispõem alterações comportamentais durante o tratamento com glicocorticóides. Inversamente, a ausência de uma história de doença psiquiátrica não é garantia contra a ocorrência de psicose108 durante a terapia hormonal.


Endócrinas: envolvem variavelmente o eixo entre o hipotálamo, no cérebro, e a glândula87 supra- renal123; a paratireóide e tireóide. Existem também efeitos metabólicos, envolvendo principalmente os carboidratos. Pode ocorrer supressão do crescimento nas crianças. A síndrome18 de Cushing pode resultar de elevação prolongada dos níveis de glicocorticóide no sangue93.

Em alguns homens, o uso de corticosteróides resultou em aumento ou diminuição da motilidade e do número de espermatozóides109. Irregularidades menstruais são comuns.

Ocorre antagonismo entre a paratireóide e hipercorticismo. O hipoparatireoidismo latente pode não ser mascarado pela administração dos corticosteróides. A retenção de fosfato decorrente de insuficiência renal54 causada pela insuficiência8 adrenal pode também provocar manifestações de hipoparatireoidismo.


Gastrintestinais: incluem náusea110, vômitos111, perda do apetite (que pode resultar em perda de peso), diarréia113 ou prisão de ventre, distensão abdominal e irritação do estômago136.


Cardiovascular: retenção de sal e água, que pode resultar também em aumento da pressão sangüínea132. Queda dos níveis de potássio no sangue93 pode causar arritmia115 e parada cardíaca.


Músculo- esqueléticas: osteoporose60 e fraturas por compressão de vértebras podem ocorrer em pacientes de todas as idades. A osteoporose60 é uma indicação para a suspensão do tratamento.

Miopatia, caracterizada por enfraquecimento da musculatura proximal dos braços, pernas e da sua musculatura da bacia e do ombro associadas, é ocasionalmente relatada em pacientes que estão sob tratamento com doses elevadas de corticosteróides e pode ser causada por relaxantes musculares não- despolarizantes. Isto pode ocorrer logo após o início do tratamento e pode ser suficientemente grave, impedindo os movimentos. Isto é uma indicação para a suspensão do tratamento.

Morte de células dos ossos foi freqüentemente descrita e envolve preferencialmente a cabeça do fêmur117 e úmero118.


Efeitos adversos causados pela interrupção do tratamento: fraqueza muscular, queda da pressão sangüínea132, queda da taxa de açúcar145 no sangue93 (hipoglicemia120), dor de cabeça, náusea110, vômitos111, cansaço e dores musculares e nas articulações. Fraqueza muscular e endurecimento nas articulações podem persistir por um período de 3 a 6 meses após a descontinuação do tratamento. Reações adversas dos corticosteróides são aquelas resultantes da interrupção ou do uso prolongado em altas doses.

As seguintes reações adversas foram relatadas; entretanto, não existe nenhuma informação sobre sua incidência7.


Gerais: retardo do crescimento em crianças pelo tratamento a longo prazo com corticosteróides.


No sangue93: aumento da contagem total de leucócitos121, com aumento nos neutrófilos e diminuição nos monócitos, linfócitos e eosinófilos.


Imunológicas: a freqüência e a gravidade das infecções clínicas aumentam durante a terapia com glicocorticóide.


Reações graves ou com risco de vida: supressão do eixo entre o hipotálamo e a supra- renal123 é uma das conseqüências de administrações repetidas de glicocorticóides (ver item "ADVERTÊNCIAS"). Em alguns casos, a insuficiência8 adrenal aguda após um período de tratamento com glicocorticóides foi fatal.


Neurológicas: epilepsia57 latente pode ser manifestada pelo tratamento com corticosteróide. Tratamento em longo prazo pode resultar em aumento da pressão sangüínea132 benigna dentro do crânio138.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?


Os primeiros sinais51 habituais de superdose de hidrocortisona (ex.: aumento do peso corpóreo devido à retenção de líquidos) não são índices confiáveis de superdose de prednisolona. Devido a este fato, é recomendado que os níveis da dose não sejam excedidos e que todos os pacientes que estejam utilizando prednisolona fiquem sob cuidadosa supervisão médica. Todas as precauções pertinentes ao uso da hidrocortisona devem ser aplicadas ao PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona).


Em caso de superdose acidental, procure imediatamente atendimento médico de emergência.


O tratamento da superdose é sintomático, sendo que a dose deve ser diminuída ou o tratamento com o produto ser interrompido.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO? - PREDNISOLON

PREDNISOLON (fosfato sódico de prednisolona) deve ser mantido em sua embalagem original, com a tampa bem fechada e em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

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