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Atualizado em 2011

RIBAVIRINA

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Ribavirina
100mg e 250 mg
cápsula

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - RIBAVIRINA

Cápsulas: Embalagem contendo 60 ou 90 cápsulas de Ribavirina 100mg. Embalagem contendo 60 ou 90 cápsulas de Ribavirina 250 mg.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO - RIBAVIRINA

Cada cápsula de 100mg contém: Ribavirina.................... 100 mg
Excipiente q.s.p.................... 1 cápsula.
(Celulose microcristalina, polivinilpirrolidona, estearato de magnésio)

Cada cápsula de 250mg contém:
Ribavirina .................... 250 mg
Excipiente q.s.p. ....................1 cápsula.
(Celulose microcristalina, polivinilpirrolidona, estearato de magnésio)

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - RIBAVIRINA

Ação esperada do medicamento: BIOSINTÉTICA RIBAVIRINA (Ribavirina) age inibindo a replicação do vírus3 da hepatite2, possibilitando o desenvolvimento natural de uma resposta imunológica do hospedeiro para combater a infecção4 viral.
Cuidados de Armazenamento: Conservar o produto em local seco e fresco.
Prazo de validade: desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, BIOSINTÉTICA RIBAVIRINA (Ribavirina) apresenta prazo de validade de 36 meses. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade.
Gravidez1 e lactação5: BIOSINTÉTICA RIBAVIRINA (Ribavirina) esta contra- indicado
durante a gravidez1 ou lactação5 ou para mulheres que possam ficar grávidas durante a exposição à droga.
Cuidados de administração: Deve- se ter cuidado ao administrar-se este medicamento a indivíduos que apresentem fibrose hepática grave, insuficiência renal6 e anemia7. O tratamento com este produto deve ser individual e não adaptável a outra pessoa. ASiga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento : ANão interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico
Reações adversas : Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

Contra-indicações e precauções : - RIBAVIRINA

Além de gravidez1 e lactação5, este produto está contra- indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida à ribavirina ou aos demais componentes da fórmula.

NÃO TOME MEDICAMENTO EM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE

INFORMAÇÕES TÉCNICAS - RIBAVIRINA

A ribavirina é um nucleosídeo sintético, que consiste de D- ribose acoplada a 1,2,4 triazole carboxamida. Esta droga tem um largo espectro de atividade antiviral in vitro contra os vírus3 do RNA e DNA. O nome químico da ribavirina é 1-beta-D-ribofuranosil-1,2,4 triazole-3-carboxamida.

MODO DE AÇÃO - RIBAVIRINA

A droga é prontamente transportada para dentro das células e então convertida por enzimas celulares a 5- mono-, di-, e derivados de trifosfato, os quais são responsáveis por inibir certas enzimas virais envolvidas na síntese do ácido nucleico viral. A Ribavirina produz seu efeito antiviral principalmente por alterar os agrupamentos de nucleotídeos a e formação de RNA mensageiro normal, o qual pode ser responsável por sua eficácia contra os vírus3 de RNA e DNA. A droga é fosforilada ativamente de modo intracelular em mono-, di-, e trifosfatos. O monofosfato é um inibidor da inosina-monofosfato desidrogenase, que é envolvida na síntese de guanosina-monofosfato. A composição dos agrupamento de nucleotídeos é notadamente alterada após a adição de ribavirina às culturas celulares.

FARMACOCINÉTICA - RIBAVIRINA

Logo após a administração oral, as concentrações plasmáticas aumentam rapidamente, atingindo um pico entre 1 e 1,5 horas. A biodisponibilidade da solução oral ou cápsula é de 20% a 50%. Uma grande quantidade da dose de ribavirina administrada oralmente é retida nos glóbulos vermelhos e tecidos, responsáveis por sua longa meia- vida no plasma8. É rapidamente fosforilada de modo intracelular em mono-, di-, e trifosfato, os quais são provavelmente essenciais para atividade antiviral. A via metabólica secundária provavelmente inclui a hidrólise para ácido tricarboxílico, de-ribosilação e decomposição do anel de triazole . A ribavirina e seus metabólitos são eliminados lentamente através dos rins9, sendo a excreção renal10 responsável por aproximadamente 40% da eliminação total do corpo. A meia-vida de eliminação da ribavirina varia de 24 a 35,5 horas, em pacientes adultos. A ribavirina não é completamente removida por hemodiálise11, necessitando efetuar dosagem de ribavirina antes do ajuste da dose.

INDICAÇÕES - RIBAVIRINA

Este produto está indicado para todas as formas de hepatite2 viral.

CONTRA-INDICAÇÕES - RIBAVIRINA

Este produto está contra- indicado para indivíduos que apresentem hipersensibilidade conhecida à droga ou a quaisquer dos seus componentes, e em mulheres que estão ou que podem ficar grávidas durante a exposição à droga.

GRAVIDEZ1 E LACTAÇÃO5 - RIBAVIRINA

Ribavirina tem demonstrado potencial teratogênico12 e/ou embriotóxico em roedores, mas não em primatas no primeiro trimestre de gravidez1. Foram notados efeitos teratogênicos em hamsters, como malformações no crânio13, palato, olho14, queixo, membros, esqueleto e trato gastrintestinal. A incidência15 e gravidade dos efeitos aumentaram com o aumento da dose da droga. A sobrevivência dos fetos e da prole foram reduzidas.O intervalo mínimo após a exposição à Ribavirina para que a gravidez1 possa ser iniciada com segurança é desconhecido.
Ribavirina está contra indicada para uso durante a gravidez1. Não se tem conhecimento se a Ribavirina é excretada no leite materno. Devido diversas drogas serem excretadas pelo leite materno, não se recomenda seu uso a mulheres em fase de lactação5.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - RIBAVIRINA

Ribavirina / Teofilina: A administração concomitante de ribavirina oral e aminofilina oral (formulações prontas de liberação imediata) não registrou efeito na liberação de teofilina tanto em adultos como em crianças.
Ribavirina / Zidovudina: Ribavirina, um nucleosídio sintético que afeta a replicação de DNA, não deve ser usado concomitantemente com zidovudina. A fosforilação de zidovudina é inibida por ribavirina, que antagoniza seu efeito antiviral. Provoca toxicidade hematológica (número ou função alterados dos glóbulos vermelhos e brancos) e/ou eficácia reduzida da zidovudina. O uso concomitante de ribavirina e zidovudina deve ser evitado. Se a terapia com ribavirina for necessária, as contagens sangüíneas devem ser monitoradas frequentemente incluindo hemoglobina16, hematócrito17 e glóbulos brancos.

REAÇÕES ADVERSAS - RIBAVIRINA

Efeitos Hematológicos: Não foram observadas anormalidades nas contagens de células sangüíneas em pacientes que receberam 1000 mg de ribavirina oral diariamente; embora tenham sido registradas reduções na hemoglobina16 com doses orais mais altas, não foi observado qualquer efeito na medula óssea. A administração oral de ribavirina em doses até 1 g/dia por mais de 1 semana resultou numa redução transitória no valor do hematócrito17 na ordem de 20%. Cardiovasculares: Insuficiência Cardíaca Congestiva18: Foram registrados os seguintes efeitos adversos em bebês19 gravemente enfermos sob risco de vida: PARADA CARDÍACA, HIPOTENSÃO20, BRADICARDIA21, TOXICIDADE DIGITÁLICA E BIGEMINISMO. O papel da ribavirina neste conjunto não é conhecido. Foi observada insuficiência cardíaca22, resultando em morte, em 8 de 10 bebês19 com função cardíaca comprometida. Não foi determinado se a ribavirina contribuiu para a diminuição da função cardíaca ou se isso foi causado por outros fatores.
Efeitos no Sistema Nervoso23 Central: CONVULSÕES e FRAQUEZA foram associados com ribavirina intravenosa experimental.
Efeitos Gastrintestinais : Ocorreram sintomas24 gastrintestinais durante o tratamento com ribavirina; porém estes sintomas24 não foram reportados em outros estudos.
Efeitos Urogenitais: No camundongo, a administração de ribavirina resultou em atrofia25 dos túbulos seminíferos, redução das concentrações de esperma e números elevados de esperma com morfologia anormal.
Hepatotoxicidade26: Elevações na bilirrubina27 sérica foi o principal efeito adverso durante o tratamento com ribavirina oral. As elevações do nível de bilirrubina27 geralmente estavam na faixa de 1,6 a 2,2 mg %, e os aumentos foram principalmente do tipo indireto. Não foram registrados aumentos significativos nas enzimas do fígado28.

CARCINOGENICIDADE E MUTAGENICIDADE - RIBAVIRINA

Estudos de carcinogenicidade in vivo com ribavirina são incompletos. Porém, o resultado de um estudo de alimentação crônica com ribavirina em ratos, com doses de 16- 100 mg/kg/dia (equivalente humano estimado de 2,3-14,3 mg/kg/dia, baseado no ajuste de área da superfície corpórea para o adulto), sugerem que ribavirina pode induzir tumores benígnos mamário, pancreático, pituitário e adrenal. Resultados preliminares de 2 estudos de oncogenicidade por gavagem oral no camundongo e no rato entre 18-24 meses, em doses de 20-75 e 1-40 mg/kg/dia, respectivamente (equivalente humano estimado de 1,67-6,25 e 1,43-5,71 mg/kg/dia, respectivamente, baseado no ajuste de área da superfície corpórea para o adulto) não são conclusivos para o potencial carcinogênico de ribavirina. No entanto, esses estudos demonstraram uma relação entre a exposição crônica à ribavirina e aumento na incidência15 de lesões vasculares (hemorragias29 microscópicas em camundongos) e degeneração retinal (em ratos).

DIMINUIÇÃO DA FERTILIDADE: - RIBAVIRINA

A fertilidade de animais tratados com ribavirina (macho ou fêmea) não foi totalmente investigada. Porém, no camundongo, a administração de ribavirina em doses entre 35- 150 mg/kg/dia (equivalente humano estimado de 2,92-12,5 mg/kg/dia, baseado no ajuste de área da superfície do corpo para o adulto) resultou em atrofia25 significativa dos túbulos seminíferos, redução nas concentrações de esperma e números elevados de espermas com morfologia anormal. A recuperação parcial da produção de esperma foi aparente em 3-6 meses após a suspensão da dosagem. Em vários estudos adicionais sobre toxicidade, ribavirina demonstrou causar lesões testiculares (atrofia25 tubular), em ratos adultos, em nível de dose oral na ordem de 16 mg/kg/dia (equivalente humano estimado de 2,29 mg/kg/dia, baseado no ajuste de área da superfície corpórea; ver Farmacocinética). Doses mais baixas não foram testadas. A capacidade reprodutiva dos animais machos tratados não foi estudada.

POSOLOGIA - RIBAVIRINA

Hepatite2 A e B - RIBAVIRINA

Ribavirina 10 mg/kg/dia, via oral, dividida em 4 doses (por 14 dias) demonstrou ser benéfica quando administrada a crianças com Hepatite2 tipo A ou B. Não foi feita a distinção entre HbsAg positivo ou negativo. Uma redução significante nos valores de SGPT ocorreram no 71 dia de tratamento quando comparado com pacientes tratados com placebo. A bilirrubina27 sérica diminuiu em todos os dias nos pacientes tratados com ribavirina. Observou-se também melhora nos sintomas24 (melhora do apetite, náusea30, vômito31, sensação de bem estar). Duzentos miligramas de ribavirina, via oral, 3 vezes ao dia por duas semanas administrada a pacientes com Hepatite2 A demonstrou uma grande melhora na bilirrubina27 total e direta, SGPT e SGOT e melhor ganho de peso que os pacientes tratados com placebo.

Hepatite2 C : - RIBAVIRINA

1- Monoterapia: Estudos não controlados dos efeitos da ribavirina (600 a 1200 mg diários administrados de 12 semanas a 6 meses) em pacientes com Hepatite2 C crônica demonstraram que a droga reduziu significantemente as concentrações de aminotransferase sérica e as concentrações médias do soro32 do vírus3 RNA da hepatite2 C (HCV-RNA). Após o fim do tratamento, no entanto, os níveis de ALT sérica foram similares aos valores do pré-tratamento, sem aumento significante na histologia hepática. Ou seja, os efeitos não foram mantidos após a descontinuação da droga. Não houve diferença significante total na redução do HCV-RNA ou da histologia hepática. Os efeitos adversos foram maiores no grupo tratado com ribavirina, incluindo a anemia7 (32% versus 3% no grupo placebo).
2- Terapia Combinada33: Diversos grupos reportaram que a ribavirina, em terapia combinada33 com o interferon, produziu uma manutenção (de 6 meses a 2 anos após terapia) da resposta bioquímica, virológica e histológica em pacientes com infecção4 por hepatite2 C quando comparadas a outras drogas em monoterapia. Em geral, pacientes que respondem a terapia combinada33 são pacientes que foram submetidos ao tratamento simples e pacientes que tiveram uma resposta não sustentada ao interferon sozinho. Pacientes que não responderam à monoterapia com o interferon alfa pareceram não responder à terapia combinada33. Os pacientes receberam Ribavirina oral de 800 a 1200mg/dia ou 15mg/kg/dia, mais interferon alfa 3MU, 3 vezes por semana de 6 a 12 meses, ribavirina sozinha ou interferon sozinho. Em um estudo, 87% (n=8) dos pacientes que recaíram com terapia com interferon alfa mostraram uma normalização sustentada da alanina aminotransferase 6 meses após a terapia com interferon alfa mais ribavirina. Após um acompanhamento médio de 18 meses, o tratamento com interferon alfa-2b (3MU, 3vezes por semana) e ribavirina oral (1000 mg/dia) forneceram um benefício histológico em 12 de 14 pacientes com transplante de fígado28 com infecção4 por hepatite2 C. A terapia combinada33 foi administrada por 6 meses seguida por monoterapia de ribavirina até o fim do estudo. Em adição, 13 dos 14 pacientes mantiveram os níveis de alanina aminotransferase normais após 18 meses de acompanhamento.

CONDUTA NA SUPERDOSE - RIBAVIRINA

Quando a BIOSINTÉTICA RIBAVIRINA (Ribavirina) é administrada por período prolongado e em altas doses, pode resultar em redução leve e reversível da hemoglobina16, hematócritos e na contagem dos glóbulos vermelhos. Estas reduções são reversíveis. Caso elas superem os limites mínimos, a administração da droga deve ser suspensa. Estes são os primeiros sinais34 de toxicidade e superdose. É necessário que se faça o monitoramento hematológico dos pacientes submetidos a tratamentos prolongados com ribavirina.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

RIBAVIRINA - Laboratório

BIOSINTETICA
Rua Periquito, 236 - Vl. Uberabinha
São Paulo/SP - CEP: 04514-050
Tel: 55 (011) 5561-2614
Fax: 55 (011)5561-2072
Site: http://www.biosintetica.com.br/

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