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TAMSULON
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Forma Farmacêutica - TAMSULON
Cápsula gelatinosa dura.Apresentações - TAMSULON
0,4 mg. Embalagens com 20 e 30 cápsulas.COMPOSIÇÃO:
Cada cápsula contém:
Cloridrato de tansulosina....................0,4 mg
Excipientes q. s. p. ....................1 cápsula
Excipientes: celulose microcristalina, copolímero do ácido metacrílico, polissorbato 80, laurilsulfato de sódio, triacetina, estearato de cálcio, talco, água destilada, acetona, isopropanol.
USO ADULTO
Informação ao Paciente - TAMSULON
Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C) e ao abrigo da luz e umidade. Prazo de validade: 24 meses (vide embalagem externa do produto). ATENÇÃO: Não utilize o produto após vencido o prazo de validade, sob o risco de não produzir os efeitos esperados.Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas: Informe seu médico caso ocorram reações desagradáveis. Pode ocorrer: tonturas1 e ejaculação anormal.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Ingestão concomitante com outras substâncias: A administração de tansulosina conjuntamente com a cimetidina pode elevar e a associação com a furosemida, diminuir os níveis plasmáticos de tansulosina.
Contra- indicações e precauções: TAMSULON está contra-indicado a pacientes que apresentem hipersensibilidade aos componentes da fórmula, nos casos de hipotensão2 ortostática e na insuficiência hepática3 severa. Antes do tratamento e durante o mesmo, deve-se realizar toque retal. Devido à possibilidade de ocorrerem tonturas1, deve-se ter cautela ao conduzir ou operar máquinas. As cápsulas de TAMSULON não devem ser mastigadas e devem ser ingeridas em jejum já que, quando ingeridas com alimentos, podem ter sua absorção diminuída.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
Informação Técnica - TAMSULON
FarmacologiaHá vários subtipos de receptores alfa- 1 adrenérgicos e estudos têm demonstrado que é o receptor alfa-1A-adrenérgico o que predomina tanto numericamente (aproximadamente 70% de todos os receptores alfa-1-adrenérgicos) quanto funcionalmente na próstata4 humana.
Os bloqueadores alfa- 1 que antagonizam todos os subtipos do receptor alfa-1-adrenérgico reduzem tanto a resistência uretral como a pressão arterial.
Contrariamente aos bloqueadores alfa- 1 comercializados atualmente, estudos demonstraram que a tansulosina é específica para o receptor adrenérgico alfa-1A, sendo 12 vezes mais seletiva para os receptores alfa-1-adrenérgicos presentes na próstata4 que para os encontrados na aorta5.
A tansulosina atua seletivamente sobre os receptores alfa- 1 pós-sinápticos, especialmente no subtipo alfa1A, provocando a contração do músculo liso da próstata4, reduzindo a tensão e causando melhora do fluxo urinário.
A tansulosina aumenta a taxa de fluxo urinário máximo ao reduzir a tensão do músculo liso da próstata4 e da uretra6, aliviando, deste modo, a obstrução.
Atua também na melhora dos sintomas7 irritativos e obstrutivos decorrentes da instabilidade da bexiga8 e da tensão nos músculos lisos do trato urinário inferior.
Os alfa- bloqueadores podem reduzir a pressão arterial através da redução da resistência periférica. Durante os estudos com tansulosina em normotensos, não foi observada redução clinicamente significativa na pressão sangüínea9.
A tansulosina, primeiro antagonista específico do subtipo alfa- 1A, demonstrou eficácia, proporcionando rápida melhora nos sintomas7 de HPB. Observou-se que a tansulosina melhora significativamente os sintomas7 de HPB e os scores de qualidade de vida após uma semana de tratamento. Além disso, os efeitos da tansulosina sobre a taxa de máximo fluxo urinário (QMAX) foram perceptíveis no primeiro dia de tratamento quando uma dose de 0,4 mg de tansulosina foi administrada. Aproximadamente 70% dos pacientes alcançaram melhora clínica significativa dos sintomas7, que se manteve durante 12 meses de tratamento.
Uma dose diária de 0,4 mg de tansulosina não exerce efeito significativo sobre a pressão arterial na posição supina ou ortostática e sobre a freqüência cardíaca em comparação ao efeito do placebo.
Estudos demonstraram que a tansulosina pode ser administrada concomitantemente, sem ser necessário ajuste de dose, com vários fármacos normalmente administrados a pacientes idosos, como o atenolol, nelapril e nifedipina.
Farmacocinética:
Cada cápsula contém 0,4 mg de cloridrato de tansulosina, em formulação de liberação controlada, que proporciona uma liberação gradual e constante de tansulosina.
O cloridrato de tansulosina é absorvido de forma gradual e quase total desde o intestino após uma dose oral de 0,4 mg. Sua biodisponibilidade é quase de 100% (com base no quociente da área sob a curva de absorção plasmática (AUC) de uma dose única oral de 0,4 mg e uma dose endovenosa de 0,125 mg administrada por infusão ao longo de 4 horas), o que indica que o metabolismo10 de primeira passagem é depreciável.
As concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio são alcançadas no quinto dia após regime de dose múltipla com 0,4 mg de tansulosina uma vez ao dia.
A amplitude e taxa de absorção é reduzida quando a droga é ingerida logo após uma refeição (a AUC é reduzida em cerca de 30% e o tempo até obtenção da concentração plasmática máxima (TMAX) se prolonga em até 1 hora). O próprio paciente pode melhorar a uniformidade da absorção ao ingerir sempre a tansulosina após o desjejum. Nestas condições, TMAX é de aproximadamente 6 horas.
TMAX é mais prolongado para a tansulosina (formulação em liberação controlada) que para os demais bloqueadores alfa- 1, o que, conjuntamente com sua seletividade alfa 1A, pode ser benéfico para o perfil de segurança da tansulosina.
Em 13 pacientes idosos (com idade superior a 65 anos) com HPB que receberam 0,4 mg de tansulosina uma vez ao dia durante 8 dias, a média de concentração plasmática máxima no estado de equilíbrio (CMAX) em condições de jejum foi de 17 ng/mL. A CMAX variou entre 6 e 48 ng/mL.
A tansulosina liga- se altamente às proteínas11 plasmáticas (aproximadamente 99%). Fixa-se principalmente à glicoproteína ácida alfa-1, um componente da globulina do plasma12, cuja concentração aumenta com a idade. O volume de distribuição de tansulosina é reduzido (aproximadamente 0,2 litro/kg).
A tansulosina apresenta efeito de primeira passagem e é metabolizada lentamente pelo fígado13.
A maior parte da tansulosina está presente no plasma12 sob a forma de fármaco inalterado, sendo excretada, assim como seus metabólitos, principalmente através da urina14 (cerca de 76%). 9% da dose é excretada sob a forma inalterada. A meia- vida de eliminação (t médio) em pacientes idosos com HPB no estado de equilíbrio é de aproximadamente 22 horas, o que permite, na forma de liberação controlada, o esquema posológico de uma dose única diária.
Indicações - TAMSULON
A tansulosina é um bloqueador dos receptores prostáticos alfa- 1-d1c, sendo indicada no tratamento dos sintomas7 funcionais da hiperplasia15 prostática benigna.Contra-Indicações - TAMSULON
TAMSULON está contra- indicado nos casos de hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula, na hipotensão2 ortostática e na insuficiência hepática3 severa.Precauções/Advertências - TAMSULON
Gerais: Deve- se excluir a possibilidade de outras afecções da próstata4 que possam causar sintomas7 similares à hiperplasia15 prostática benigna antes de se iniciar o tratamento com TAMSULON.Antes do tratamento e a intervalos regulares após seu início, deve- se realizar toque retal e determinações do antígeno prostático específico.
Durante a terapêutica com TAMSULON pode haver queda na pressão arterial que, raramente, pode provocar síncope16.
Não há dados sobre a influência de TAMSULON na capacidade de conduzir ou operar máquinas. Contudo, devido à possibilidade de ocorrerem tonturas1, deve- se alertar aos pacientes para que tenham cautela.
As cápsulas devem ser ingeridas em jejum, já que a ingestão concomitante com alimentos pode diminuir sua absorção.
Interações Medicamentosas - TAMSULON
A administração concomitante com cimetidina produz elevação dos níveis plasmáticos de tansulosina. Já a administração associada à furosemida produz queda dos níveis plasmáticos de tansulosina. O ajuste de dose, nestes casos, só é necessário se os níveis plasmáticos de tansulosina estiverem fora da faixa de posologia indicada.A administração simultânea de outros antagonistas do receptor alfa1 adrenérgico pode ocasionar ou aumentar os sintomas7 de hipotensão2.
Reações Adversas - TAMSULON
Durante o tratamento com tansulosina, foram relatadas as seguintes reações adversas: tonturas1, ejaculação anormal e, com menor freqüência (1- 2%), cefaléias17, astenia18, hipotensão2 postural e palpitações19.Posologia - TAMSULON
É indicada 1 cápsula ao dia, após o desjejum. A cápsula deve ser ingerida com um pouco de água (cerca de 15 mL), sem ser mastigada, já que isto prejudicaria a liberação controlada do princípio ativo.Conduta na Superdosagem - TAMSULON
Não foram relatados casos de sobredosagem aguda. Após uma sobredose, teoricamente, pode ocorrer hipotensão2 aguda. Neste caso, dever- se-á manter a função cardiovascular através de terapia de suporte. Se necessário, pode-se utilizar vasopressores. Deve-se também monitorizar a função renal20 e aplicar medidas de suporte gerais. Indução à êmese21 e lavagem gástrica22 são indicadas para impedir a absorção de sobredoses.ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
TAMSULON - Laboratório
ZODIAC
Rua Traipu, 755
São Paulo/SP
- CEP: 01235-000
Tel: (11 )263-6166
Fax: (11 3)676-0524
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