Ultracet®
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Informações ao Paciente - Ultracet®
Comprimidos cloridrato de tramadol 37,5 mg e paracetamol 325,0 mgForma Farmacêutica e apresentação
Comprimidos em embalagens com 10 ou 20 comprimidos.
Uso adulto
Informações Gerais - Ultracet®
Marca Comercial:Ultracet®Princípio Ativo:cloridrato de tramadol, paracetamol
Ação esperada do medicamento - Ultracet®
O início do alívio da dor é rápido (30 a 60 minutos) e, dependendo da intensidade da dor, o efeito analgésico3 perdura por até 8 horas.Cuidados de armazenamento - Ultracet®
Ultracet® deve ser conservado em temperatura ambiente entre 15º - 30ºC.Prazo de validade - Ultracet®
Verifique na embalagem externa se o produto obedece ao prazo de validade. Esse medicamento possui prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação. Não utilize o medicamento se o prazo de validade estiver vencido. Pode ser prejudicial à sua saúde.Gravidez1 e lactação4 - Ultracet®
Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando. Você não deve usar Ultracet® se estiver grávida ou amamentando.Cuidados de administração - Ultracet®
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não exceda a dose recomendada.Interrupção do tratamento - Ultracet®
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.Reações adversas - Ultracet®
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. As reações adversas mais comuns durante o tratamento com Ultracet® são tontura5, náuseas6 e sonolência.TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Ingestão concomitante com outras substâncias - Ultracet®
Informe seu médico se você estiver tomando carbamazepina, um medicamento para tratamento da epilepsia7, pois este pode reduzir o efeito e diminuir a duração do efeito analgésico3 do tramadol.Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde - Ultracet®
Comprimidos cloridrato de tramadol 37,5 mg e paracetamol 325,0 mgForma Farmacêutica e apresentação
Comprimidos em embalagens com 10 ou 20 comprimidos.
Uso adulto
Informações Gerais - Ultracet®
Marca Comercial:Ultracet®Princípio Ativo:cloridrato de tramadol, paracetamol
Posologia - Ultracet®
A dose diária máxima de Ultracet® é 1 a 2 comprimidos a cada 4 a 6 horas de acordo com a necessidade para alívio da dor, até o máximo de 8 comprimidos ao dia. A administração dos comprimidos pode ser feita independentemente das refeições. Nas condições dolorosas crônicas, o tratamento deve ser iniciado com 1 comprimido ao dia e aumentado em 1 comprimido a cada 3 dias, conforme a tolerância do paciente, até atingir a dose de 4 comprimidos ao dia. Depois disso, Ultracet® pode ser administrado na dose de 1-2 comprimidos a cada 4-6 horas, até o máximo de 8 comprimidos ao dia.Nas condições dolorosas agudas, o tratamento pode ser iniciado com a dose terapêutica completa (1-2 comprimidos a cada 4-6 horas), até o máximo de 8 comprimidos ao dia.
Pacientes com disfunção renal8:em pacientes com “clearance” de creatinina9 inferior a 30 mL/min, recomenda-se aumentar o intervalo entre as administrações de Ultracet® de forma a não exceder 2 comprimidos a cada 12 horas.
Advertências - Ultracet®
Atenção: Este medicamento contém Açúcar10 (amido), portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes11.Não use outro produto que contenha paracetamol.
Convulsões foram relatadas em pacientes recebendo tramadol na dose recomendada. Relatos espontâneos pós-comercialização indicam que o risco de convulsões está aumentado com doses de tramadol acima das recomendadas. O uso concomitante de tramadol aumenta o risco de convulsões em pacientes tomando:
- Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (antidepressivos ou anoréticos);
- Antidepressivos tricíclicos e outros compostos tricíclicos (ex.: ciclobenzaprina, prometazina, etc) ou;
- Opióides.
A administração de tramadol pode aumentar o risco de convulsão12 em pacientes tomando inibidores da MAO, neurolépticos ou outros fármacos que reduzem o limiar convulsivo.
O risco de convulsões também pode estar aumentado em pacientes com epilepsia7, aqueles com história de convulsões ou em pacientes com risco reconhecido para convulsões (tais como trauma craniano, distúrbios metabólicos, abstinência de álcool ou drogas, infecções do SNC). Na superdose de tramadol, a administração de naloxona pode aumentar o risco de convulsão12.
Reações anafilactóides sérias e raramente fatais foram relatadas em pacientes recebendo tramadol. Estas reações ocorrem, geralmente, após a primeira dose. Outras reações relatadas incluem prurido13, urticária14, broncoespasmo15 e angioedema16. Pacientes com história de reações anafilactóides à codeína e a outros opióides podem estar sob risco aumentado e, portanto, não devem ser tratados com Ultracet® .
Ultracet® não deve ser administrado a pacientes dependentes de opióides. O tramadol reinicia a dependência física em alguns pacientes previamente dependentes de outros opióides. Conseqüentemente, o tratamento com Ultracet® não é recomendado em pacientes com tendência para abuso de opióides ou dependentes de opióides.
Ultracet® deve ser usado com cautela e em dose reduzida em pacientes recebendo depressores do SNC como álcool, opióides, agentes anestésicos, fenotiazinas, tranqüilizantes ou sedativos hipnóticos.
Alcoólatras crônicos podem estar sob risco aumentado de toxicidade hepática com o uso excessivo de paracetamol, embora relatos deste evento sejam raros. Os relatos envolvem, em geral, casos de alcoólatras crônicos graves e as doses de paracetamol na maioria das vezes excedem as doses recomendadas e envolvem superdose substancial. Os pacientes que consomem grandes quantidades de bebidas alcoólicas devem ser alertados para não exceder a dose recomendada de Ultracet® .
Ultracet® deve ser usado com bastante cautela em pacientes sob tratamento com inibidores da monoaminoxidase, pois os estudos em animais mostraram aumento da incidência17 de óbito com a administração combinada de inibidores da MAO e tramadol.
Precauções
Ultracet® deve ser usado apenas com cautela especial em pacientes dependentes de opióides, com traumatismo18 craniano, choque19, nível reduzido de consciência de origem incerta, distúrbios do centro respiratório ou da função respiratória, pressão intracraniana aumentada.
Em pacientes sensíveis aos opióides, o produto deve ser usado com cautela.
A dose recomendada de Ultracet® não deve ser excedida.
Ultracet® não deve ser administrado em conjunto com outros produtos à base de tramadol ou paracetamol.
Se houver suspeita de superdose, um tratamento de emergência deve ser imediatamente procurado mesmo se os sintomas2 não forem aparentes; o tratamento iniciado 24 horas ou mais após a suspeita de superdose pode ser ineficaz para evitar lesão hepática ou óbito.
Ultracet® deve ser administrado com cautela em pacientes sob risco de depressão respiratória. Quando grandes doses de tramadol são administradas com medicamentos anestésicos ou álcool, pode ocorrer depressão respiratória e tais casos devem ser tratados como superdose. Se a naloxona for administrada, deve-se ter cautela pois ela pode precipitar a ocorrência de convulsões.
Ultracet® deve ser usado com cautela em pacientes com pressão intracraniana aumentada ou traumatismo18 craniano. Alterações da pupila (miose) provocadas pelo tramadol podem mascarar a existência, extensão ou curso da patologia intracraniana. Um alto índice de suspeita de reação adversa deve ser observado ao avaliar o estado mental alterado destes pacientes se estiverem recebendo Ultracet® .
A administração de Ultracet® pode complicar a avaliação clínica de pacientes com condições abdominais agudas.
Uso em pacientes fisicamente dependentes de opióides: Ultracet® não é recomendado para pacientes20 dependentes de opióides. Pacientes que tomaram recentemente quantidades substanciais de opióides podem experimentar sintomas2 de abstinência. Devido à dificuldade de avaliar a dependência em pacientes que receberam previamente quantidades substanciais de medicamentos opióides, Ultracet® deve ser administrado com cautela em tais pacientes.
Abstinência: sintomas2 de abstinência como ansiedade, sudorese21, insônia, rigidez, dor, náusea22, tremores, diarréia23, sintomas2 do trato respiratório superior e piloereção podem ocorrer se Ultracet® for descontinuado de forma abrupta. Ataque de pânico, ansiedade grave, alucinação24, parestesia25, tinido e sintomas2 do SNC não usuais foram também raramente relatados com a descontinuação abrupta do cloridrato de tramadol. A experiência clínica sugere que os sintomas2 de abstinência podem ser aliviados pela redução gradual da medicação.
Disfunção renal8: Ultracet® não foi estudado em pacientes com disfunção renal8. A experiência com tramadol sugere que a disfunção renal8 resulta em decréscimo da taxa e da extensão de excreção do tramadol e seu metabólito ativo, M1. Em pacientes com depuração de creatinina9 menor que 30 mL/min, recomenda-se que o intervalo de administração de Ultracet® seja aumentado, não excedendo 2 comprimidos a cada 12 horas.
Disfunção hepática: Ultracet® não foi estudado em pacientes com disfunção hepática e o seu uso não é recomendado em pacientes com disfunção hepática grave.
Uso em crianças: A segurança e a eficácia de Ultracet® não foram estudadas na população pediátrica.
Uso na gravidez1 e lactação4:Ultracet® somente deverá ser utilizado durante a gravidez1 se o potencial benefício justificar o potencial risco para o feto. Ultracet® não deve ser usado em gestantes antes ou durante o parto exceto se os benefícios suplantarem os riscos. O uso crônico26 durante a gravidez1 pode levar à dependência física e sintomas2 de abstinência no recém-nascido. O tramadol cruza a placenta.
Ultracet® não é recomendado como medicação pré-operatória obstétrica ou na analgesia pós-parto em lactantes27, pois a segurança em lactentes28 e recém-nascidos não foi estudada.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Mesmo quando usado de acordo com as instruções, Ultracet® pode afetar a habilidade mental ou física necessária para a realização de tarefas potencialmente perigosas como dirigir ou operar máquinas, especialmente ao início do tratamento, na mudança de outro produto para Ultracet® e na administração concomitante de outras drogas de ação central e, em particular, do álcool.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Interações Medicamentosas - Ultracet®
Interações com inibidores da MAO foram relatadas com alguns fármacos de ação central, devido à interferência com os mecanismos de desintoxicação. A administração concomitante de Ultracet® e carbamazepina pode causar decréscimo significante nas concentrações de tramadol e de seu metabólito, M1. Pacientes tomando carbamazepina podem ter redução significativa do efeito analgésico3 do tramadol.O tramadol é metabolizado para M1 pela isoenzima CYP2D6 do citocromo P450. A quinidina é um inibidor seletivo desta isoenzima, de forma que a administração concomitante de quinidina e tramadol resulta em concentrações aumentadas de tramadol e reduzidas de M1. As consequências clínicas destes achados são desconhecidas. Estudos de interação medicamentosa in vitro em microssomas hepáticos humanos indicam que o tramadol não tem efeito sobre o metabolismo29 da quinidina.
De acordo com os relatórios de farmacovigilância, os relatos de toxicidade da digoxina são raros.
Existem vários relatos que sugerem que o paracetamol pode produzir hipoprotrombinemia discreta quando administrado com varfarina. Os dados de farmacovigilância revelaram alterações raras do efeito da varfarina, incluindo elevação dos tempos de protrombina. Embora tais alterações tenham significância clínica limitada, a avaliação periódica do tempo de protrombina deve ser realizada quando Ultracet® e estes agentes são administrados concomitantemente, devido aos relatos de aumento de RNI (Relação Normalizada Internacional) em alguns pacientes.
Alguns relatos sugerem que os pacientes tomando anticonvulsivantes a longo prazo que excedem a dose de paracetamol podem estar sob risco aumentado de hepatotoxicidade30 devido ao metabolismo29 acelerado do paracetamol.
A administração concomitante de diflusinal e paracetamol produz aumento de 50% nos níveis plasmáticos em voluntários normais. Ultracet® deve ser usado com cautela e os pacientes monitorados cuidadosamente.
Os estudos de interação medicamentosa in vitro em microssomas hepáticos humanos indicam que a administração concomitante de Ultracet® com inibidores da CYP2D6, como fluoxetina, paroxetina e amitriptilina pode resultar em alguma inibição do metabolismo29 do tramadol.
A administração concomitante de Ultracet® e cimetidina não foi estudada. A administração de tramadol e cimetidina não resulta em alterações clinicamente significantes na farmacocinética do tramadol.
Reações Adversas a Medicamentos - Ultracet®
Reações adversas ao medicamento em estudos clínicos - Ultracet®
Como os estudos clínicos são conduzidos sob condições muito específicas, as taxas dos eventos adversos em estudos clínicos podem não refletir as taxas observadas na prática e não devem ser comparados com taxas de estudos clínicos de outros fármacos. As informações provenientes de estudos clínicos são úteis para identificar os eventos adversos relacionados ao medicamento e para aproximação das taxas.Ultracet® foi administrado em 1597 pacientes durante estudos duplo-cegos ou abertos em períodos longos para dor crônica não oncológica. Destes pacientes, 539 tinham 65 anos de idade ou mais. Os eventos adversos relatados com maior freqüência foram no sistema nervoso31 central e gastrintestinal. Estes são efeitos comuns associados com outros fármacos com atividade agonista opióide.
| Tabela 1. Eventos adversos relatados em pelo menos 2% dos indivíduos que receberam Ultracet® para dor crônicaa e com incidência17 maior que o placebo. | ||
| Sistema corpóreo Eventos Adversos | Ultracet® (N=481) | Placebo (N=479) |
| Corpo como um todo Fadiga Ondas de calor Sintomas2 gripais | 7 2 3 | 2 0 2 |
| Distúrbios cardiovasculares Hipertensão32 | 3 | 1 |
| Distúrbios do sistema nervoso31 central e periférico Dor de cabeça Tontura5 Hipoestesia | 15 11 2 | 10 4 0 |
| Distúrbios do sistema gastrintestinal Náusea22 Constipação33 Boca seca Vômito34 Dor abdominal Diarréia23 | 18 16 8 5 5 5 | 5 5 1 1 4 3 |
| Distúrbios psiquiátricos Sonolência Insônia Anorexia35 Nervosismo | 14 5 4 2 | 2 1 1 0 |
| Distúrbios da pele e anexos Prurido13 Sudorese21 aumentada Rash36 | 6 4 3 | 1 0 1 |
| a em estudos controlados com placebo com duração de 3 meses. | ||
Incidência17 de pelo menos 1% - Relação de causalidade pelo menos possível ou maior.
A lista a seguir contem reações adversas que ocorreram com incidência17 de pelo menos 1% em estudos clínicos com uma população exposta ao tramadol/paracetamol de 2836 indivíduos em 18 estudos combinados para tratamento da dor aguda e crônica.
Corpo como um todo: astenia37, fadiga, ondas de calor.
Sistema nervoso31 central e periférico: tontura5, dor de cabeça, tremor.
Sistema gastrintestinal: dor abdominal, constipação33, diarréia23, dispepsia38, flatulência, boca seca, náusea22, vômito34.
Distúrbios psiquiátricos: anorexia35, ansiedade, confusão, euforia, insônia, nervosismo, sonolência.
Pele e anexos: prurido13, rash36, sudorese21 aumentada.
Entre estes, os eventos adversos mais comuns (5% dos indivíduos) foram náusea22 (14%), tontura5 (10%), sonolência (9%), constipação33 (8%), vômito34 (5%) e dor de cabeça (5%). Estes dados estão consistentes com os dados apresentados na Tabela 1.
Eventos adversos clinicamente relevante que ocorreram com incidência17 menor que 1%.
A lista a seguir contem eventos adversos clinicamente relevantes que ocorreram com incidência17 menor que 1% com tramadol/paracetamol em estudos clínicos.
Corpo como um todo: dor no peito, rigidez, síncope39, síndrome40 de abstinência, reação alérgica41.
Distúrbios cardiovasculares: hipertensão32, agravamento da hipertensão32, hipotensão42, edema43 dependente.
Sistema nervoso31 central e periférico: ataxia44, convulsões, hipertonia, enxaqueca45, agravamento da enxaqueca45, contração involuntária dos músculos, parestesia25, estupor, vertigem46.
Sistema gastrintestinal: disfagia47, melena48, edema43 de língua.
Distúrbios auditivos e vestibulares: zumbido.
Distúrbios do ritmo e batimentos cardíacos: arritmia49, palpitação50, taquicardia51.
Distúrbios do sistema hepático e biliar: função hepática anormal, aumento da TGP (ALT), aumento do TGO (AST).
Distúrbios do metabolismo29 e nutricionais: perda de peso, hipoglicemia52, aumento da fosfatase alcalina, aumento de peso.
Distúrbios musculoesquelético: artralgia53.
Distúrbios plaquetários, hemorrágicos e da coagulação: aumento do tempo de coagulação, púrpura.
Distúrbios psiquiátricos: amnésia, despersonalização, depressão, abuso de drogas, labilidade emocional, alucinação24, impotência54, pesadelos, pensamento anormal.
Distúrbios das células vermelhas sanguíneas: anemia55.
Sistema respiratório56: dispnéia57, broncoespasmo15.
Distúrbios da pele e anexos: dermatite58, rash36 eritematoso.
Sistema urinário59: albuminuria, distúrbios da micção, oliguria, retenção urinária60.
Distúrbios da visão: visão anormal.
Distúrbios das células brancas e sistema retículo endotelial: granulocitopenia e leucocitose61.
Outros eventos adversos clinicamente significativos relatados previamente em estudos clínicos ou em relatos pós-comercialização com cloridrato de tramadol.
Outros eventos adversos que foram relatados durante o tratamento com medicamentos a base de tramadol e cuja relação de causalidade não foram bem determinadas incluem: vasodilatação, hipotensão42 ortostática, isquemia62 do miocárdio, edema43 pulmonar, reações alérgicas (incluindo anafilaxia63, urticária14, Síndrome de Stevens-Johnson64/ Síndrome40 da Necrólise Epidérmica Tóxica65), disfunção cognitiva, dificuldade de concentração, depressão, tendência suicida, hepatite66, insuficiência hepática67 e sangramento gastrintestinal. Relatos de anormalidades em exames laboratoriais incluiram elevação nos testes de creatinina9 e função hepática. Síndrome40 serotoninérgica (cujos sintomas2 podem incluir alteração do status mental, hiperreflexia, febre68, calafrios, tremor, agitação, diaforese, convulsões, coma69) foi relatada quando o tramadol foi utilizado concomitantemente com outros agentes serotoninérgicos como Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (SRS) e inibidores da MAO.
Outros eventos adversos clinicamente significativos previamente relatados em estudos clínicos ou relatos pós-comercialização com paracetamol.
Reações alérgicas (rash36 cutâneo primário) ou relatos de hipersensibilidade secundária ao paracetamol foram raras e geralmente controladas pela descontinuação do fármaco e quando necessário tratamento sintomático. Houve vários relatos que sugerem que o paracetamol pode produzir hipoprotrombinemia quando administrado com compostos com ação semelhante à varfarina. Em outros estudos, o tempo na protrombina não foi alterado.
Superdose - Ultracet®
Sintomas2 - Ultracet®
Uma vez que Ultracet® é uma associação de dois fármacos, o quadro clínico de uma dose excessiva pode incluir sinais70 e sintomas2 de toxicidade de tramadol, de paracetamol ou de ambos. Os sintomas2 iniciais do tramadol incluem depressão respiratória e/ou convulsões e do paracetamol, observados dentro das primeiras 24 horas, incluem: anorexia35, náusea22, vômito34, mal estar, palidez e diaforese.
O tramadol: Ao tratar uma dose excessiva de Ultracet® , a atenção principal deve ser para a manutenção de ventilação adequada e tratamento de suporte. Ao mesmo tempo que a naloxona reverte alguns, mas não todos os sintomas2 de superdose de Ultracet® , o risco de convulsões também é aumentado pela administração de naloxona. Com base na experiência com tramadol, a hemodiálise71 não será útil pois ela remove menos de 7% da dose administrada em um período de 4 horas de diálise72.
O paracetamol: Na superdose de paracetamol, o evento adverso mais grave é a necrose73 hepática potencialmente fatal e dose-dependente, podendo ocorrer também, necrose73 tubular renal8, coma69 hipoglicêmico e trombocitopenia74.
Os sintomas2 iniciais de uma superdose potencialmente hepatotóxica podem incluir náusea22, vômito34, diaforese e mal estar geral. Evidência clínica e laboratorial de toxicidade hepática pode não ser aparente antes de 48 a 72 horas após a ingestão.
Em adultos, raramente foi relatada toxicidade hepática com doses agudas de menos de 7,5 a 10 g ou fatalidades com menos de 15 g.
A experiência clínica sugere que as crianças são menos susceptíveis ao dano hepático que os adultos; no entanto, a dose mínima tóxica deve ser considerada como 150 mg/Kg.
Tratamento
O tratamento imediato inclui suporte da função cardiorespiratória e medidas para reduzir a absorção do medicamento. Vômito34 pode ser induzido mecanicamente ou com xarope de ipeca, se o paciente estiver alerta, seguido pela administração de carvão ativado (1g/Kg) após o esvaziamento gástrico. A primeira dose deve ser acompanhada de um catártico adequado. Se doses repetidas forem necessárias, o catártico deve ser incluído em doses alternadas. A hipotensão42 é, em geral, hipovolêmica e deve responder à administração de fluidos. Vasopressores e outras medidas de suporte devem ser empregados conforme necessário. Em pacientes inconscientes, um tubo endotraqueal deve ser inserido antes da lavagem gástrica75 e, quando necessário, para fornecer respiração assistida.
Atenção meticulosa deve ser dada à manutenção de ventilação pulmonar. Se ocorrer hipoprotrombinemia devido à dose excessiva de paracetamol, deve-se administrar vitamina76 K por via intravenosa.
Em adultos e adolescentes, independente da quantidade de paracetamol ingerida, administrar acetilcisteína77 imediatamente se a ingestão ocorreu há 24 horas ou menos.
Não esperar o resultado do nível plasmático de paracetamol antes de iniciar o tratamento com acetilcisteína77. A determinação do nível plasmático de paracetamol deve ser realizada o mais breve possível, mas não antes de 4 horas após a ingestão. Os estudos da função hepática devem ser obtidos inicialmente e repetidos a intervalos de 24 horas.
Em crianças, a quantidade máxima ingerida pode ser mais facilmente estimada. Se mais de 150 mg/Kg ou quantidade desconhecida forem ingeridas, o nível plasmático de paracetamol deve ser determinado o quanto antes, mas não antes de 4 horas após a ingestão.
A acetilcisteína77 deve ser iniciada e continuada por um curso completo de tratamento se não for possível determinar o nível de paracetamol e a ingestão exceder 150 mg/Kg e sempre que os níveis plasmáticos indicarem a necessidade.
Ultracet® - Laboratório
JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851
Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."



