VINCRISTINA
Composição - VINCRISTINA
cada frasco- ampola contém: sulfato devincristina 1 mg. Cada ampola de 10 ml de diluente contém: cloreto de sódio 90 mg, álcool benzílico 0,09 ml, água bidestilada q.s.p. 10 ml.
Posologia e Administração - VINCRISTINA
a neurotoxicidade parece estar relacionada com a dose. Como a superdosagem pode ocasionar acidentes muito graves ou fatais deve- se tomar cuidado na administração da dose. O sulfato de vincristina deve ser administrado através de venóclise ou cateter intacto e deve-se tomar cuidado para que não haja furos ou vazamentos durante a administração. A solução poderá ser injetada diretamente na veia ou no tubo de infusão intravenosa. A injeção1 pode ser completada em 1 minuto. A droga é administrada por via intravenosa e em intervalos semanais. A solução restante do sulfato de vincristina pode ser armazenada em geladeira por 14 dias sem perda significante de potência. A concentração final recomendada é de 0,01 a 1,0 mg/ml. Deve-se tomar um cuidado extremo com o sulfato de vincristina, uma vez que uma dose excessiva pode levar o paciente ao êxito letal. A administração é por via intravenosa estrita, a intervalos de uma semana ou mais. A dose usual para a VCR é de: 2 mg/m2 de superfície corporal em crianças; 1,4 mg/m2 no adulto, sem nunca ultrapassar 2 mg/m2. Para crianças de menos de 10 kg de peso, a dose deverá ser de 0,05 mg/kg por semana. Uma redução de 50% na dose de sulfato de vincristina é recomendada para pacientes com bilirrubina2 sérica direta, acima de 3 mg/100 ml. O sulfato de vincristina não deve ser administrado a pacientes que estejam recebendo radioterapia3. Quando é usado em combinação com L-asparaginase, o sulfato de vincristina deve ser administrado 12 a 24 horas antes dessa enzima4 para diminuir a toxicidade. A administração de L-asparaginase antes do sulfato de vincristina pode reduzir o clearance hepático do sulfato de vincristina. Atenção: não administrar a VCR concomitantemente à radioterapia3 do fígado5. Conservar o produto sob refrigeração (2º a 8ºC). - Superdosagem: quando doses 10 vezes maiores que as recomendadas foram administradas em crianças menores de 13 anos, ocorreram mortes. Em caso de superdosagem com Vincristina Biosintética recomenda-se o seguinte: no caso de hipersecreção do HAD, deve-se restringir a ingestão de líquidos e administrar-se um diurético6 com ação na alça de Henle (diurético6 de alça) e no túbulo distal; administrar um anticonvulsivante; vigilância cardiovascular; vigilância sobre um possível íleo paralítico; contagem diária de glóbulos e plaquetas7. Foi observado que o ácido folínico tem um efeito protetor para camundongos normais, aos quais foram administradas doses letais de sulfato de vincristina, sugerindo que o ácido folínico pode ser útil para pacientes que receberam superdosagem de sulfato de vincristina. Sugere-se administrar 100 mg de ácido folínico, por via intravenosa, a cada 3 horas por 24 horas e depois a cada 6 horas por no mínimo 48 horas. A hemodiálise8 não ajuda em caso de superdosagem, uma vez que a eliminação principal da droga é através das fezes. A sua excreção pode ser aumentada com a administração de colestiramina (estudos com cachorros). Caso ocorra ingestão oral, o estômago9 deve ser esvaziado e administrar-se oralmente carvão ativado e um catártico.
Precauções - VINCRISTINA
em caso de lise maciça de células neoplásicas, pode advir uma nefropatia10 úrica, para o que se recomenda a alcalinização da urina11, controle da uricemia e a administração de um uricosúrico. Deve- se exercer vigilância sobre pacientes que apresentem neuropatias prévias ao tratamento, pela possibilidade de agravamento das mesmas por razão do uso da Vincristina Biosintética, assim como na administração deste produto com outros citostáticos, potencialmente neurotóxicos. Existe um risco de irritação severa da conjuntiva ocular, por contaminação acidental, com possibilidade até de ulceração corneana. Na presença de leucopenia12 ou de infecções complicadas, a administração de uma dose subseqüente de Vincristina Biosintética merece cuidadosa ponderação. Caso seja diagnosticada uma leucemia13 do sistema nervoso14 central, outras drogas poderão ser necessárias, visto que o sulfato de vincristina parece não atravessar a barreira hematoencefálica em quantidades adequadas. Foram relatados o aparecimento de dispnéia15 aguda e broncospasmo grave após administração dos alcalóides da vinca. Após administração de sulfato de vincristina alguns pacientes podem apresentar uma queda na contagem de leucócitos16 ou de plaquetas7, particularmente, quando a terapia ou a própria doença reduziu a função da medula óssea. Portanto, um hemograma completo deve ser feito antes da administração de cada dose. Pode ocorrer elevação aguda do ácido úrico sérico durante a indução de remissão da leucemia13 aguda. Assim sendo, tais níveis devem ser determinados freqüentemente durante as primeiras 3 a 4 semanas de tratamento ou medidas apropriadas devem ser tomadas para prevenir a nefropatia10 úrica. Os testes de laboratório, tanto in vivo quanto in vitro não demonstravam conclusivamente se esta droga é mutagênica. Pode ocorrer azoospermia17 e amenorréia18, que podem vir a ser permanentes. Pacientes tratados com sulfato de vincristina combinado com drogas carcinogênicas, desenvolveram doenças malignas secundárias, porém não se determinou qual era a contribuição do sulfato de vincristina. - Uso na gravidez19 e lactação20: o sulfato de vincristina produz danos fetais em animais de laboratório. Seu uso em mulheres grávidas é contra-indicado. Mulheres com capacidade reprodutiva devem ser aconselhadas a evitar a gravidez19. Não se sabe se esta droga é excretada no leite humano. Devido ao perigo em potencial para o lactante21, deve-se considerar a descontinuação da lactação20. Interações medicamentosas: chama-se a atenção para a associação com a L-asparaginase, onde Vincristina Biosintética deve ser administrado cerca de 12 a 24 horas antes desta enzima4, a fim de evitar-se aumento de toxicidade. Não deve ser misturado com qualquer outra solução intravenosa que não seja soro22 fisiológico ou glicosado. Quando administrado conjuntamente com fenitoína e combinações quimioterápicas de antineoplásicos pode ocorrer aumento de convulsão23, pela diminuição nos níveis sangüíneos de anticonvulsivante. Quando administrada com mitomicina-C, as reações de dispnéia15 aguda e broncospasmo grave foram mais freqüentes.
Reações adversas - VINCRISTINA
em geral, as reações adversas são reversíveis e relacionam- se com a dose. A mais comum é a perda de cabelos e as mais desagradáveis são os distúrbios neuromusculares. Quando administra-se dose única semanal, as reações como leucopenia12, dor neurítica e constipação24 são, em geral, de curta duração. Diminuindo-se a dose, essas reações podem diminuir, podendo até desaparecer. Quando a dose é dividida parece que ocorre um agravamento das reações. Outras reações adversas como perda de cabelo, perda de sensibilidade, parestesia25, dificuldade em andar, marcha insegura, perda dos reflexos tendinosos profundos e de massa muscular, podem permanecer enquanto durar o tratamento. A disfunção sensorial e motora pode se agravar com a continuação do tratamento. As reações adversas tendem a desaparecer após 6 semanas do fim do tratamento, porém, em alguns casos, as dificuldades neuromusculares podem persistir por períodos mais longos. O cabelo pode voltar a crescer durante a terapia de manutenção. As seguintes reações adversas foram relatadas. Hipersensibilidade: alguns casos de reações alérgicas, tais como, anafilaxia26, erupção e edema27, em pacientes recebendo vincristina como parte de uma poliquimioterapia. Gastrintestinais: constipação24, cólicas28 abdominais, perda de peso, náuseas29, vômito30, ulcerações orais, diarréia31, íleo paralítico, necrose32 e/ou perfuração intestinal e anorexia33. Todos os casos de constipação24 intestinal respondem ao tratamento com laxativos e enemas. Pode ocorrer íleo paralítico, mimetizando o abdome cirúrgico, particularmente em crianças pequenas. Esse quadro é recuperado com a interrupção temporária do tratamento e com tratamento sintomático. Geniturinárias: poliúria34, disúria35 e retenção urinária36. Cardiovasculares: hipertensão37 e hipotensão38. Pacientes previamente tratados com radioterapia3 do mediastino39 e tratados com vincristina estão associados com doenças coronarianas e infarto do miocárdio40, muito embora a causa não tenha sido estabelecida. Hematológicas: anemia41, leucopenia12 e trombocitopenia42. Endócrinas: ocorreu uma síndrome43 associada à secreção inapropriada do hormônio44 antidiurético, que se caracteriza por elevada excreção urinária de sódio na presença de hiponatremia e na ausência de doença renal45 ou supra-renal46, hipotensão38, desidratação47, azotemia e edema27 clínico. Com a privação hídrica ocorre melhora na hiponatremia e na perda renal45 de sódio. Neuromusculares: de aparecimento progressivo, começam como distúrbios sensórios com parestesias48, seguidas de dores neuríticas, dificuldades motoras eventuais. Podem também ser observados pé eqüino, ataxia49 e parestesia25 dos dedos. Neurotóxicas centrais: crises convulsivas, com hipertensão37. Foram relatados casos de convulsões, seguidos de coma50 em crianças. Renais: disúria35 e poliúria34. Broncopulmonares: broncospasmo severo e dispnéia15 aguda; estes sintomas51 podem advir minutos depois ou até horas após a administração do Vincristina Biosintética. Outras: perda de peso, febre52, cefaléia53, cegueira cortical transitória, atrofia54 óptica, amenorréia18, azoospermia17, distúrbios dos nervos cranianos. Perda de reflexos tendinosos profundos, queda do pé, ataxia49 e paralisia55 têm sido relatadas com a continuação do tratamento. Manifestações do nervo craniano, incluindo paresia56 isolada e/ou paralisia55 dos músculos controlados pelos nervos cranianos motores, podem ocorrer na ausência de insuficiência57 motora. Os músculos extra-oculares e laríngeos são os mais comumente acometidos. Dor no maxilar, na faringe58, nas glândulas59 parótidas, nos ossos, nas costas, nos membros inferiores e superiores e mialgias têm sido relatadas, sendo que as dores nessas áreas podem ser grandes.
Contra-Indicações - VINCRISTINA
pacientes apresentando a forma desmielizante da síndrome43 de Charcot- Marie-Tooth não devem receber o sulfato de vincristina. Vincristina Biosintética é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à droga. Vincristina Biosintética é contra-indicado na gravidez19 e na lactação20. Deve-se, portanto, tomar o devido cuidado quando se tratam mulheres em idade fértil, as quais ao primeiro sinal60 de uma possível gestação devem parar de receber o medicamento. - Advertência: Vincristina Biosintética deve ser administrado por profissional experiente. É muito importante observar que a agulha ou o cateter esteja corretamente colocado na veia antes que qualquer quantidade do medicamento seja injetada. A ocorrência de extravasamento, durante a aplicação do sulfato de vincristina, poderá acarretar grande irritação. Caso ocorra extravasamento, a injeção1 deve ser interrompida imediatamente e o restante da dose deve ser aplicada em outra veia. Injeção1 local de hialuronidase e aplicação de calor moderado na área do extravasamento ajudam a dissipar a droga, diminuindo o desconforto e a possibilidade de celulite61. A administração intratecal é fatal - exclusivamente para uso intravenoso. Recomenda-se que as seringas que contenham este produto sejam rotuladas: Não remova este adesivo até o momento da injeção1. É fatal se administrado intratecalmente exclusivamente para uso intravenoso. O tratamento de pacientes em que ocorreu, acidentalmente, administração intratecal de sulfato de vincristina, incluiu remoção imediata do líquido cefalorraquidiano62 e lavagem com lactato de Ringer, além de outras soluções, não evitou paralisia55 e morte. Em um adulto a paralisia55 progressiva foi estabilizada pelo seguinte tratamento: remoção máxima do líquido cefalorraquidiano62, retirado através de punção lombar; o espaço subaracnóide foi lavado com solução de lactato de Ringer, infundida continuamente através de um cateter em um ventrículo cerebral lateral, na velocidade de 150 ml/hora; assim que foi possível, foi infundido 25 ml de plasma63 fresco congelado, diluído em um litro de solução de lactato de Ringer, numa velocidade de 75 ml/hora com remoção através de punção lombar. A velocidade da infusão foi ajustada para manter um nível de proteína no líquido cefalorraquidiano62 de 150 mg/dl64; administrou-se 10 g de ácido glutâmico por via intravenosa, durante 24 horas, seguido de 500 mg, via oral, 3 vezes ao dia, durante um mês ou até a estabilização da disfunção neurológica. O papel do ácido glutâmico não é conhecido e o seu uso pode não ser essencial.
Indicações - VINCRISTINA
tratamento paliativo e/ou adjuvante em: leucemias agudas. É útil, também, em associação com outras drogas em: moléstia de Hodgkin, linfomas não Hodgkin, rabdomiossarcomas, neuroblastomas, tumor65 de Wilms, sarcomas osteogênicos, micoses fungóides, sarcoma66 de Ewing, assim como nas neoplasias de mama e colo uterino, melanoma67 maligno, carcinoma68 de pulmão69 de pequenas células e nas neoplasias ginecológicas da infância. Para pacientes portadores de púrpura trombocitopênica idiopática, resistentes a outros tipos de terapêutica, pode- se indicar Vincristina Biosintética em termos de tentativa, nunca como medicamento de primeira escolha.
Apresentação - VINCRISTINA
embalagem com 1 frasco- ampola de pó liófilo injetável mais uma ampola com 10 ml de diluente.
VINCRISTINA - Laboratório
BIOSINTETICA
Rua Periquito, 236 - Vl. Uberabinha
São Paulo/SP
- CEP: 04514-050
Tel: 55 (011) 5561-2614
Fax: 55 (011)5561-2072
Site: http://www.biosintetica.com.br/
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