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Atualizado em 2011

VINCRISTINA

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Composição - VINCRISTINA

cada frasco- ampola de liofilizado contém:sulfato de vincristina 1 mg. Lactose 10 mg. Cada frasco-ampola de diluente contém: cloreto de sódio 90 mg, álcool benzílico 90 mg, água para injeção1 q.s.p. 10 ml.

Posologia e Administração - VINCRISTINA

o sulfato de vincristina só deve ser administrado por via intravenosa e a intervalos semanais. O sulfato de vincristina usado associado com corticosteróides representa atualmente o tratamento de escolha para induzir a remissão da leucemia2 em crianças. A dose usual para crianças é de 2 mg/m2 de superfície corpórea, semanalmente. Nos adultos o tratamento inicia com doses de 0,01 mg/kg de peso corpóreo. Após a observação do paciente durante 1 semana, a dose é elevada por aumentos semanais de 0,01 mg/kg até que seja alcançada a resposta desejada ou até que seja verificada toxicidade. Pacientes adultos com carcinomas ou linfomas freqüentemente respondem a doses semanais de 0,02 a 0,05 mg/kg. Quando usada com outras drogas, por exemplo, no regime MOPP, a dose recomendada de Vincristina é de 1 a 1,5 mg/m2 de superfície corpórea. Doses elevadas de Vincristina são mais bem toleradas por crianças com leucemia2 do que por adultos, que podem apresentar toxicidade neurológica grave. A administração da substância, com freqüência maior do que uma vez por semana ou em doses maiores, parece aumentar as manifestações tóxicas sem melhora proporcional do índice de respostas. - Atenção: deve-se observar cautela extrema no cálculo3 e na administração da dose, uma vez que a superdosagem pode ocasionar acidentes graves ou fatais. É extremamente importante que a agulha esteja corretamente posicionada na veia antes que a solução seja injetada, já que o extravasamento do líquido poderá causar considerável irritação; neste caso, a injeção1 deverá ser imediatamente interrompida e qualquer volume restante injetado em outra veia. A injeção1 local de hialuronidase e a aplicação de calor moderado no sítio do extravasamento ajudará a dispersar a substância, a reduzir o desconforto e a possibilidade de celulite4.

Precauções - VINCRISTINA

a avaliação clínica é necessária para detectar a necessidade de modificação da dose, pois após a administração do sulfato de vincristina, alguns pacientes podem ter queda na contagem de leucócitos5 e plaquetas6, particularmente quando a terapia prévia ou a própria doença reduziu a função da medula óssea. Recomenda- se fazer um hemograma completo antes da administração de cada dose. A ocorrência de leucopenia7 ou de infecção8 exige rigorosa ponderação antes de ser administrada a dose subseqüente. Diante do diagnóstico9 de leucemia2 do SNC outras drogas poderão ser necessárias, visto que o sulfato de vincristina não atravessa a barreira hematoencefálica em quantidades satisfatórias. Recomenda-se atenção especial quanto à posologia e efeitos colaterais neurológicos, no caso do sulfato de vincristina ser administrado a pacientes portadores de doença neuromuscular preexistente ou que estejam em uso de outras drogas com potencial neurotóxico. Durante a indução de remissão da leucemia2 aguda pode ocorrer uma elevação do ácido úrico. Assim sendo tais níveis devem ser determinados freqüentemente durante as 3 a 4 primeiras semanas de tratamento e medidas apropriadas devem ser tomadas para prevenir a nefropatia10 úrica.

Reações adversas - VINCRISTINA

em geral as reações adversas são reversíveis e relacionadas à dose: a alopecia11 é mais comum e os distúrbios neuromusculares, os mais desagradáveis. Neuromusculares: observa- se freqüentemente uma seqüência no desenvolvimento dos efeitos colaterais neuromusculares. Inicialmente, pode-se observar apenas diminuição sensorial e parestesias12. Com a continuação do tratamento podem aparecer dores neuríticas e, posteriormente, dificuldades motoras. Ainda não foi relatada a existência de um produto capaz de anular as manifestações musculares associadas à terapia com vincristina. Pacientes com afecções neurológicas preexistentes exibem freqüentemente exacerbação desses sintomas13 quando o produto é administrado. Convulsões, freqüentemente com hipertensão14, tem sido relatadas em alguns pacientes sob tratamento com vincristina. Ataxia15, paralisia16 do pé, parestesia17 e entorpecimento dos dedos também têm sido reportados. Gastrintestinais: a obstipação pode tomar a forma de bloqueio do cólon ascendente, podendo encontrar-se o reto18 vazio ao exame proctológico. A dor abdominal ou cólica na presença de um reto18 vazio pode confundir o médico. Uma radiografia simples do abdômen é útil para demonstrar esta condição, sendo que todos os casos têm respondido ao uso de laxativos e enemas altos. Recomenda-se regime profilático rotineiro contra a obstipação, em todos os pacientes recebendo vincristina. Além da obstipação, pode ocorrer íleo paralítico, particularmente em crianças pequenas e em pessoas idosas. Este quadro, podendo mimetizar um abdômen cirúrgico, recuperar-se-á com a interrupção temporária do tratamento com o produto e com tratamento sintomático. Cólicas19 abdominais, vômitos20 e diarréia21 têm sido relatados. Renais: pode ser observado aumento da retenção urinária22 nos pacientes mais idosos com graus variados de uropatia obstrutiva. É possível que alguns desses pacientes estejam recebendo outras medicações capazes de aumentar a retenção; neste caso, tais medicações deverão ser temporariamente interrompidas durante os primeiros dias após a administração de vincristina. Poliúria23 e disúria24 têm sido também reportadas. Hematológicos: a vincristina parece não exercer qualquer efeito persistente ou significativo sobre as plaquetas6 ou hemácias25. A trombocitopenia26, caso presente ao instituir-se a terapia com vincristina, pode realmente melhorar antes da remissão medular. Pacientes com função renal27 normal da medula óssea não revelam normalmente leucopenia7 significativa, quando tratados com as doses recomendadas de vincristina. Outras reações adversas relatadas incluem: perda de peso, febre28, manifestações de nervos cranianos, ulceração oral e dor de cabeça. Tem sido observada a ocorrência de síndrome29 de secreção inadequada do hormônio30 antidiurético em pacientes tratados com vincristina, síndrome29 esta que tem sido descrita em associação com diversas doenças. Caracteriza-se por uma excreção elevada de sódio em presença de hiponatremia e com ausência de doença renal27 ou supra-renal31, hipotensão32, desidratação33, azotemia, edema34; a restrição hídrica proporcionará melhora na hiponatremia e na perda renal27 de sódio. Quando são administradas as doses semanais recomendadas, as reações adversas como leucopenia7, dor neurítica; constipação35 e dificuldade de andar são geralmente de curta duração (isto é, menos de 7 a 10 dias). Com a diminuição da dose, esses efeitos podem diminuir ou desaparecer, parecendo aumentar quando a quantidade calculada da droga é administrada em doses fracionadas. Outras reações adversas, tais como, alopecia11, perda de sensibilidade, parestesia17, marcha insegura, perda dos reflexos tendinosos profundos e desgaste muscular podem perdurar ao longo do tratamento. Na maioria dos casos desaparecem por volta da sexta semana após a descontinuação do tratamento, porém em alguns pacientes os distúrbios neuromusculares podem persistir por períodos mais prolongados. - Superdosagem: o tratamento de superdosagem deve incluir: prevenção dos efeitos da síndrome29 de hipossecreção de hormônio30 antidiurético através de restrição hídrica e talvez com o emprego de diurético36 que atue sobre a alça de Henle e túbulo distal; administração de fenobarbital em doses anticonvulsivas; uso de catárticos para prevenir o íleo paralítico; monitorização cardiovascular e hemogramas diários para orientação no caso de necessidade de transfusão37. Animais de laboratório podem ser protegidos de doses letais de vincristina com ácido folínico. Parece razoável, portanto, que pacientes sejam tratados com ácido folínico. Um esquema sugerido é a administração de 15 mg de ácido folínico IV de 3/3 horas durante 24 horas, e a seguir cada 6 horas durante pelo menos 48 horas. É de se prever a persistência de níveis tissulares elevados da droga durante 72 horas, no mínimo. O tratamento com ácido folínico não elimina a necessidade das medidas de suporte mencionadas.

Contra-Indicações - VINCRISTINA

hipersensibilidade conhecida à droga. Atenção especial deve ser dada às condições relacionadas nos itens Advertências e Precauções. Advertência: a terapia com o sulfato de vincristina, a exemplo dos medicamentos oncoterápicos em geral, é potencialmente perigosa, podendo dar margem a complicações fatais. Recomenda- se por isso que o medicamento seja administrado sob supervisão de médico qualificado, com experiência no manejo de quimioterápicos antineoplásicos. Vincristina pode ser prejudicial ao feto quando administrado em mulheres grávidas. Não existem adequados e bem controlados estudos em mulheres grávidas, se esta droga for usada durante a gestação. Quando este produto e outros agentes quimioterápicos forem usados em indivíduos com capacidade reprodutiva, o médico deverá avaliar os benefícios contra os riscos em potencial. O sulfato de vincristina não deve ser administrado por via intratecal.

Indicações - VINCRISTINA

tratamento da leucemia2 aguda. O produto tem- se revelado útil também, em combinação com outros agentes oncolíticos, na doença de Hodgkin38, linfomas malignos não Hodgkin (tipos linfocíticos de células mistas, histiocísticos, não diferenciados, nodulares e difusos), rabdomiossarcoma, neuroblastoma, tumor39 de Wilms, carcinoma40 do cérvix uterino, câncer41 da mama.

Apresentação - VINCRISTINA

embalagens contendo 1 frasco- ampola de pó liófilo com 1 mg do princípio ativo, acompanhado de 1 frasco-ampola com 10 ml de solução diluente.


VINCRISTINA - Laboratório

Pharmacia & Upjohn Ltda.
Av. Nações Unidas 12.995 4º andar
São Paulo/SP - CEP: 04578-000
Tel: 55 (011) 5005-4004

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