MITOXANTRONA

ASTA MEDICA ONCOLOGIA

Atualizado em 09/12/2014

Composição da Mitoxantrona

cada ml de solução injetável contém: cloridratode mitoxantrona (equivalente a 2 mg de mitoxantrona) 2,328 mg; veículo q.s.p. 1 ml.

Posologia e Administração da Mitoxantrona

é necessário adaptar cuidadosamente a dose a cada paciente. Salvo prescrição facultativa, são válidas as seguintes recomendações posológicas: aplicação intravenosa: carcinoma1 mamário, linfomas de Hodgkin, câncer2 primário de células3 hepáticas4, carcinoma1 de ovário5: na monoterapia recomenda-se para o primeiro ciclo uma dose inicial de 14 mg de mitoxantrona/m2 de superfície corporal. Ao final de 21 dias pode-se administrar novamente esta dose. Em pacientes com diminuição da reserva da medula óssea6, devido à quimioterapia7 e/ou radioterapia8 ou a estado geral comprometido, a dose inicial deve ser reduzida a 12 mg/m2 de acordo com o quadro sangüíneo. Em toda nova administração de mitoxantrona a dose deverá ser sempre reconsiderada dependendo da evolução individual, da magnitude e duração da mielossupressão. As recomendações gerais são as seguintes: valor mais baixo (Nadir) de leucócitos9 e trombócitos10 (geralmente 6-15 dias depois da aplicação): mais de 1,5 g/l de leucócitos9 e menos de 50 g/l de trombócitos10; tempo de recuperação a valores normais: 21 dias mais ou menos; posologia recomendada: a mesma dose recomendada acima. Valor mais baixo (Nadir) de leucócitos9 e trombócitos10 (geralmente 6-15 dias depois da aplicação): mais de 1,5 g/l de leucócitos9 e mais de 50 g/l de trombócitos10; tempo de recuperação a valores normais: mais de 21 dias; posologia recomendada: esperar a recuperação aos valores normais e administrar a dose acima. Valor mais baixo (Nadir) de leucócitos9 e trombócitos10 (geralmente 6-15 dias depois da aplicação): menos de 1,5 g/l de leucócitos9 ou menos de 50 g/l de trombócitos10; tempo de recuperação a valores normais: independentemente do tempo de recuperação; posologia recomendada: reduzir a dose anterior em 2 mg/m2. Valor mais baixo (Nadir) de leucócitos9 e trombócitos10 (geralmente 6-15 dias depois da aplicação): menos de 1,0 g/l de leucócitos9 e menos de 25 g/l de trombócitos10; tempo de recuperação a valores normais: independentemente do tempo de recuperação; posologia recomendada: reduzir a dose anterior em 4 mg/m2. Na combinação de Mitoxantrona com outros citostáticos11 de ação mielotóxica, recomenda-se reduzir a dose indicada da monoterapia em 2-4 mg de Mitoxantrona/m2 de superfície corporal. Nos ciclos terapêuticos seguintes a dose de Mitoxantrona se orienta igualmente segundo a evolução individual, duração e grau da mielossupressão. Leucemias agudas: para o tratamento de indução das leucemias agudas recomenda-se administrar uma dose de 10-12 mg de Mitoxantrona/m2 de superfície corporal em 5 dias sucessivos (dose total 50-60 mg de Mitoxantrona/m2). Taxas de remissão mais elevadas podem ser alcançadas com uma administração de 12 mg/m2 durante 5 dias. Contudo, a dose mais elevada somente deverá ser aplicada se o estado do paciente permitir. Na aplicação simultânea de Mitoxantrona com outros citostáticos11, dependendo do estado de saúde12 do paciente, pode ser necessário modificar a dose independentemente da fase de tratamento em que esta se encontre. Se no curso do primeiro tratamento de indução aparecerem efeitos secundários não hematológicos com grave ameaça para a vida, não deverá iniciar-se um segundo tratamento até que os efeitos secundários regridam. Administração intrapleural em metástases13 pleurais a distância, no câncer2 mamário e nos linfomas não Hodgkin: na administração intrapleural se recomenda uma dose única de 20-30 mg de Mitoxantrona. O derrame14 pleural deverá ser evacuado (na medida do possível) antes de iniciar a terapia. A primeira dose de Mitoxantrona permanecerá na cavidade pleural15 durante 48 horas. Durante esse período os pacientes deverão ser mobilizados para se alcançar uma boa distribuição do citostático16. Depois destas 48 horas deve-se proceder novamente à evacuação de um eventual derrame14. Se a quantidade derramada posteriormente for inferior a 200 ml, dar-se-á por concluído o primeiro ciclo terapêutico; se a quantidade dor superior a 200 ml administrar uma dose adicional de 30 mg de Mitoxantrona. Antes desta segunda administração, o quadro sangüíneo deve ser controlado. Esta dose poderá ser administrada por via intrapleural. A dose máxima administrada em um ciclo deve ser de 60 mg de Mitoxantrona. Se ao final de 4 semanas os valores dos leucócitos9 e trombócitos10 estiverem normais, repetir a administração intrapleural. Recomenda-se não efetuar terapias citostáticas sistêmicas 4 semanas antes e depois da administração de Mitoxantrona. Modo e duração da administração: a aplicação de Mitoxantrona deve ser efetuada sob a supervisão de um médico especializado em oncologia. Aplicação intravenosa: Mitoxantrona pode ser aplicada por via intravenosa lenta de duração não inferior a 5 minutos. É aconselhável injetar Mitoxantrona lentamente mediante uma infusão de gotejamento contínuo. Como solução portadora recomenda-se uma solução isotônica17 de cloreto de sódio ou de glicose18 a 5%. Mitoxantrona também pode ser administrada como infusão breve de duração compreendida entre 15 e 30 minutos. Esta dose deverá ser diluída com 50-100 ml de uma das soluções para infusão citadas acima. Em caso de infiltração paravenosa a aplicação deve ser suspensa imediatamente e a injeção19 deverá ser tentada novamente por outro acesso venoso. Até agora, foram descritos casos isolados de reações locais graves (necroses) causados por uma injeção19 paravenosa. Aplicação intrapleural: para a administração intrapleural, Mitoxantrona deverá ser diluída em 50 ml de uma solução isotônica17 de cloreto de sódio. Esta solução deverá ser instilada à temperatura corporal muito lentamente (durante 5-10 min.) sem aplicar uma pressão perceptível à injeção19. Duração da aplicação: depois de alcançar a dose acumulada total de 200 mg de Mitoxantrona/m2 de superfície corporal, a aplicação de Mitoxantrona dar-se-á independentemente da indicação. Advertências especiais para preparação: durante a manipulação de Mitoxantrona deve-se evitar qualquer tipo de contaminação (usar luvas e óculos de proteção). Em caso de contato da pele20 ou mucosas21 com Mitoxantrona deverá limpar-se imediatamente com água morna (não quente). Os olhos22 devem ser exaguados abundantemente com água; caso necessário, consultar um oftalmologista23. Durante a preparação, aplicação e destruição de material contaminado, assim como durante a limpeza de objetos contaminados (por exemplo: cerâmica sanitária) deve-se ter sempre atenção especial em usar luvas e óculos de proteção. Os objetos que entrarem em contato com soluções que contenham Mitoxantrona poderão ser limpos com uma solução de 5,5 unidades (peso) de hipoclorito de cálcio em 13 unidades de água. Enxaguar com água em abundância. Os instrumentos que tiverem sido lavados com hipoclorito poderão ser reutilizados como recipientes para soluções com Mitoxantrona uma vez que tenham sido lavados com ácido acético diluído e enxaguados repetida e abundantemente com água.

Precauções da Mitoxantrona

antes de cada administração de Mitoxantrona e pelo menos uma vez por ciclo terapêutico, o quadro sangüíneo deve ser controlado. Quando se alcança uma dose acumulada total de mais de 160 mg de mitoxantrona/m2 de superfície corporal (em pacientes de risco 140 mg/m2) aconselha-se efetuar um controle regular da função cardíaca mediante métodos adequados. - Interações medicamentosas: na terapia de combinação com outros medicamentos antineoplásicos deve-se ter em mente manifestações tóxicas graves, especialmente a nível cardíaco e de medula óssea6. Mitoxantrona não deve ser misturada com outros medicamentos em uma mesma solução de infusão ou seringa24. A solução de infusão de Mitoxantrona não deve ser misturada com heparina, o que pode produzir precipitação.

Reações Adversas da Mitoxantrona

durante a administração de doses terapêuticas pode-se produzir uma inibição da medula óssea6 na qual se observa em primeiro lugar um decréscimo dos leucócitos9. Pacientes que receberam quimioterapia7 e/ou radioterapia8 prévias assim como aqueles em mau estado geral podem apresentar uma inibição pronunciada da medula óssea6. O valor mais baixo de leucócitos9 se pode observar entre os 6 e 15 dias posteriores à administração de Mitoxantrona. Em seguida tem lugar uma recuperação da medula óssea6 e do quadro sangüíneo que geralmente se conclui no 21º dia. Raramente se observa uma queda grave do número de plaquetas25 sangüíneas e com maior freqüência nota-se uma forte redução no número dos eritrócitos26. De modo passageiro pode causar náuseas27 e vômitos28 de grau leve a médio. Aproximadamente em 20% dos pacientes tratados com Mitoxantrona observou-se alopecia29, geralmente reversível depois da suspensão do medicamento. Como efeitos secundários cardíacos podem ocorrer modificações passageiras do ECG, arritmias30 agudas, diminuição da fração da ejeção ventricular esquerda, assim como casos de insuficiência cardíaca31 depois da administração de Mitoxantrona, sobretudo em pacientes de risco. A pacientes com insuficiência cardíaca31 recomenda-se um tratamento digitálico e/ou diurético32 conjuntamente com o tratamento com Mitoxantrona. Ocasionalmente pode apresentar-se uma estomatite33/mucosite34 pouco pronunciada (no tratamento da leucemia35 possivelmente com maior freqüência e intensidade). Às vezes, é possível ocorrer hipersensibilidades e excepcionalmente também reações alérgicas agudas generalizadas (anafilaxia36). Efeitos secundários como falta de apetite, diarréia37, dores abdominais, constipação38, hemorragias39 gastrintestinais, cansaço e debilidade, amenorréia40, febre41, dispnéia42 e deficits neurológicos inespecíficos são observados ocasionalmente. A relação entre deficits neurológicos e a administração de Mitoxantrona não está provada. Apenas em casos isolados variam temporariamente os valores das enzimas hepáticas43 assim como os valores da creatinina44 e uréia45 no sangue46. Em pacientes com leucemia35 aguda se produziram ocasionalmente alterações patológicas de alto grau nos valores das enzimas hepáticas43 assim como disfunção hepática47. Até agora, poucas vezes foram descritas reações locais graves (necrose48) devido a uma injeção19 venosa administrada erroneamente. Mitoxantrona causa durante 1 a 2 dias após a administração uma coloração verde-azulada na urina49. Raramente foi observado uma coloração verde reversível das escleróticas, das veias50 e do tecido51 perivenoso, assim como das unhas52 (e seus desprendimentos). A instalação intrapleural pode ser dolorosa podendo aparecer efeitos secundários similares aos da administração sistêmica.

Contra-Indicações da Mitoxantrona

hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo. Mitoxantrona deve ser administrada com cuidado a pacientes com pancitopenia53 ou infecções54 graves preexistentes, assim como insuficiência renal55 e/ou hepática47 graves. Requerem cuidado especial pacientes com enfermidades cardíacas graves ou que tenham recebido tratamento anterior com antraciclinas e/ou irradiações mediastinais. Em pacientes com um ou mais fatores de risco anteriormente citados junto com a combinação de Mitoxantrona com citostáticos11 cardiotóxicos ou outras substâncias cardiotóxicas, os tratamentos deverão ser cuidadosamente vigiados (com eventual adaptação da dose), realizando-se regularmente controles da função cardíaca com métodos adequados. Durante o tratamento com Mitoxantrona e depois dos 3 primeiros meses de concluída a terapia, recomenda-se que os pacientes em idade fértil utilizem método eficaz de contracepção56. Uso durante a gravidez57 e lactação58: Mitoxantrona não deve ser administrado durante a gravidez57 e lactação58.

Indicações da Mitoxantrona

carcinoma1 mamário; linfomas malignos; leucemias agudas; câncer2 primário de células3 hepáticas4; carcinoma1 de ovário5.

Apresentação da Mitoxantrona

frasco com 10 ml de solução injetável contendo 20 mg de Mitoxantrona; frasco com 15 ml de solução injetável contendo 30 mg de Mitoxantrona.


MITOXANTRONA - Laboratório

ASTA MEDICA ONCOLOGIA
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Complementos

1 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
6 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
7 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
8 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
9 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
10 Trombócitos: Células em formato de discos e que não apresentam núcleo. São formadas no megacariócito e são encontradas no sangue de todos os mamíferos. Encontram-se envolvidas principalmente na coagulação sangüínea. Sinônimos: Trombócitos
11 Citostáticos: Diz-se de substâncias que inibem o crescimento ou a reprodução das células.
12 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
13 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
14 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
15 Cavidade pleural: Cavidade dupla (porém, separada) dentro da CAVIDADE TORÁCICA. Consiste em um espaço entre as PLEURAS visceral e parietal e contém normalmente uma camada capilar de um líquido seroso que lubrifica as superfícies da pleura.
16 Citostático: Diz-se de substância que inibe o crescimento ou a reprodução das células.
17 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
18 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
19 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
20 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
21 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
22 Olhos:
23 Oftalmologista: Médico especializado em diagnosticar e tratar as doenças que acometem os olhos. Podem prescrever óculos de grau e lentes de contato.
24 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
25 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
26 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
27 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
28 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
29 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
30 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
31 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
32 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
33 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
34 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
35 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
36 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
37 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
38 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
39 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
40 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
41 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
42 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
43 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
44 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
45 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
46 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
47 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
48 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
49 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
50 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
51 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
52 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
53 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
54 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
55 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
56 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
57 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
58 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.

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