Evra

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 08/12/2014

Evra®


Informações ao Paciente

Adesivo transdérmico
Norelgestromina e etinilestradiol

Forma Farmacêutica e apresentação
Adesivo transdérmico em embalagem com 3 adesivos embalados individualmente em sachês de papel aluminizado e polietileno.

Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Evra®
Princípio Ativo: etinilestradiol, norelgestromina
Classe Terapêutica1: Contraceptivos

Composição

Cada adesivo contém:
norelgestromina …………………………… 6,00 mg
etinilestradiol ……………………………… 0,60 mg

Camada posterior: composta por polietileno de baixa densidade e poliéster.
Camada matriz: composta por poliisobutileno, polibuteno adesivo, crospovidona, tecido2 de poliéster não trançado e lauril lactato3.
Terceira camada: composta de polietileno teriftalato com revestimento de silicone
Cada adesivo transdérmico de Evra® tem uma área de superfície de 20 cm2, e foi desenvolvido para prover a liberação contínua de norelgestromina e de etinilestradiol na corrente sanguínea, durante sete dias de uso.

Cada adesivo transdérmico de Evra® libera em média 203 mcg de norelgestromina e 33,9 mcg de etinilestradiol num período de 24 horas. A exposição da paciente à norelgestromina e ao etinilestradiol é melhor caracterizada através do perfil farmacocinético.

Informações

Evra® é um contraceptivo hormonal em forma de adesivo de material plástico, fino, na cor bege, que é aplicado sobre a pele4. A parte em contato direto com a pele4 contém os hormônios norelgestromina e etinilestradiol que são absorvidos continuamente através da pele4 até a corrente sanguínea. Evra® é indicado para evitar a gravidez5. Não protege contra a infecção6 pelo vírus7 HIV8 (vírus7 da AIDS) ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Leia atentamente as instruções a seguir antes de iniciar o tratamento.

Ação esperada do medicamento

Quando Evra® é usado corretamente como contraceptivo, a chance de engravidar é de aproximadamente 1% (1 gravidez5 por 100 mulheres por ano de uso). A possibilidade de ocorrência de gravidez5 aumenta com o uso incorreto.
Em mulheres com peso acima de 90 kg, Evra® pode ser menos eficaz em evitar a gravidez5. Assim, se seu peso estiver acima de 90 kg discuta com seu médico qual método anticoncepcional é mais adequado para você.

Cuidados de armazenamento

Conserve Evra® em temperatura entre 15°C e 25°C, em sua própria embalagem individual. Proteger da umidade. Não refrigerar nem congelar.

Prazo de validade

Verifique na embalagem externa se o produto obedece o prazo de validade. Não tome medicamento com prazo de validade vencido. Pode ser perigoso para a sua saúde9.

Gravidez5 e lactação10

Informe o seu médico a ocorrência de gravidez5 na vigência do tratamento ou após o seu término. Você não deve usar Evra® se estiver grávida ou suspeitar que está grávida. Informar ao médico se está amamentando. Pequenas quantidades de contraceptivos hormonais esteróides têm sido observadas no leite materno e têm sido relatados alguns efeitos colaterais11 em bebês12, incluindo icterícia13 e aumento de tamanho das mamas14. Adicionalmente, os contraceptivos hormonais combinados podem reduzir a quantidade e a qualidade do leite materno. Se possível, não use contraceptivos hormonais combinados, mas sim outro método de contracepção15 enquanto você estiver amamentando.
Após interromper o uso de Evra® pode haver alguma demora em engravidar, especialmente se você tinha ciclos menstruais irregulares antes do uso de contraceptivos hormonais. Pode ser melhor adiar a concepção16 até o momento em que você menstrue regularmente novamente.
Parece não haver qualquer aumento na incidência17 de defeitos congênitos18 em gestações que ocorrem após a interrupção de contraceptivos hormonais.

Cuidados de administração

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. O adesivo Evra® deve estar bem aderido a sua pele4 para que sua ação seja efetiva. Aplique o adesivo Evra® imediatamente após a remoção do envelope. Este método anticoncepcional utiliza um ciclo de 28 dias (4 semanas). Você deve aplicar um novo adesivo a cada semana por 3 semanas (total de 21 dias), deixando a quarta semana sem adesivo. A menstruação19 deve ocorrer nesta semana livre de adesivo.
Cada novo adesivo deve ser aplicado no mesmo dia da semana e este dia será chamado de “Dia de Troca”. Por exemplo, se você aplicar o primeiro adesivo em uma segunda-feira, todos os adesivos devem ser aplicados na segunda-feira. Apenas um adesivo é usado de cada vez.
No dia de término da 4ª semana, outro ciclo de quatro semanas deve ser iniciado com aplicação de um novo adesivo.

Figura 1: Se esta é a primeira vez que você usa Evra® , espere até a próxima menstruação19. O dia em que você aplicar o primeiro adesivo será chamado de “Dia 1”. As próximas trocas do adesivo deverão ocorrer sempre neste dia da semana (marque este dia em um calendário  para não esquecer).

Figura 2: Iniciando o uso de Evra® :
- “Dia 1”: aplicar o primeiro adesivo durante as primeiras 24 horas do seu período menstrual.

- O dia da semana em que você aplicar o adesivo será o “Dia 1”, sendo o “Dia de Troca” sempre neste mesmo dia da semana.

Figura 3: Escolha um local do seu corpo para colocar o adesivo.
Coloque o adesivo nas nádegas20, abdome21, parte superior externa do braço ou parte superior do dorso22, em local onde não haja fricção por roupas justas. Nunca aplique o adesivo nas mamas14. Para evitar irritação, aplique cada novo adesivo em um local diferente da sua pele4.

Figura 4: Abra o envelope, rasgando a parte superior e a lateral do envelope.

Figura 5: Você verá que o adesivo é coberto por uma camada de plástico claro. É importante remover o adesivo e o plástico juntos do envelope.
Usando a ponta dos dedos e dobrando a parte do envelope que está grudada, levante uma ponta do adesivo e retire o adesivo e o plástico da embalagem.
Algumas vezes, o adesivo pode grudar no interior do envelope – tenha cuidado para não remover acidentalmente a camada clara quando você remover o adesivo.

Figura 5a: Segure o adesivo com o plástico protetor voltado para você. Dobre esta face23 protetora até que ela comece a se desgrudar do adesivo na linha cortada em ‘S’.

Figura 6: Retire metade do plástico claro e tenha cuidado para não tocar na superfície aderente do adesivo.

Figura 7: Aplique a parte aderente do adesivo na sua pele4 limpa e seca e depois remova a outra metade do plástico transparente. Pressione firmemente o adesivo com a palma da sua mão24 por aproximadamente dez segundos, certificando-se que as bordas do adesivo estejam bem aderidas. Verifique diariamente a adequada aderência das bordas.

 

Figura 8: Use o adesivo durante 7 dias (uma semana). No “Dia de Troca”, “Dia 8”, remova o adesivo e aplique outro adesivo imediatamente em um local diferente da sua pele4. O adesivo usado ainda contém princípios ativos e deve ser dobrado ao meio, aderido a si mesmo, antes de ser jogado no lixo.

 

Figura 9: Aplicar um novo adesivo para a semana 2 (no “Dia 8”) e para a semana 3 (no “Dia 15”), no “Dia de Troca”. Para evitar irritação da pele4, não aplicar o novo adesivo no mesmo local de sua pele4.

 

Figura 10: Não usar o adesivo na semana 4 (do “Dia 22” até o “Dia 28”). A menstruação19 deve ocorrer durante esta semana.

Inicie um novo ciclo de 4 semanas aplicando um novo adesivo no “Dia de Troca” normal, ou seja, no dia seguinte ao “Dia 28”, não importando quando sua menstruação19 comece ou termine.

Se o adesivo estiver parcial ou totalmente solto:

Por Menos de Um Dia da Evra

tente reaplicá-lo ou aplique um novo adesivo imediatamente. Não é necessário usar outro método anticoncepcional adicional. O “Dia de Troca” permanece o mesmo.

Por Mais de Um Dia ou Se Você Não Tiver Certeza de Quanto Tempo da Evra

, VOCÊ PODE NÃO ESTAR PROTEGIDA CONTRA A GRAVIDEZ5 – Inicie um novo ciclo de 4 semanas imediatamente, aplicando um novo adesivo. Agora você terá um novo “Dia 1” e um novo “Dia de Troca”. Você deve usar outro método anticoncepcional adicional, como preservativo ou espermicida com diafragma25 durante a primeira semana deste novo ciclo. - Não tente reaplicar um adesivo se ele perdeu a aderência, aderiu a ele mesmo ou a outra superfície, tiver outro material aderido ou tiver se soltado ou caído antes. Não use fitas adesivas para manter o adesivo no lugar. Se não for possível reaplicar o adesivo, aplique um novo adesivo imediatamente.
Se você esquecer de mudar o seu adesivo:

No Início de Qualquer Ciclo da Evra

Semana 1 (“Dia 1”): se você esquecer de aplicar o adesivo depois dos 7 dias da pausa, VOCÊ PODE NÃO ESTAR PROTEGIDA CONTRA A GRAVIDEZ5 – você deve usar outro método anticoncepcional adicional por uma semana como preservativo ou diafragma25 com espermicida. Aplique o primeiro adesivo de seu novo ciclo assim que se lembrar. Agora você tem um novo “Dia de Troca” e um novo “Dia 1”.

No Meio do Ciclo da Evra

Semana 2 ou Semana 3: se você esquecer de trocar o adesivo por um ou dois dias aplique um novo adesivo assim que se lembrar. Aplique o próximo adesivo do “Dia de Troca” normal. Não é necessário usar outro método anticoncepcional adicional. Semana 2 ou Semana 3: se você esquecer de trocar o adesivo por mais de dois dias, VOCÊ PODE NÃO ESTAR PROTEGIDA CONTRA A GRAVIDEZ5 – inicie um novo ciclo de 4 semanas assim que se lembrar, aplicando um novo adesivo. Agora você tem um “Dia de Troca” diferente e um novo “Dia 1”. Você deve usar outro método anticoncepcional como preservativo ou diafragma25 com espermicida durante a primeira semana do novo ciclo.

Ao Final do Ciclo da Evra

Semana 4: se você esquecer de remover o adesivo, faça-o assim que se lembrar. Inicie o próximo ciclo no “Dia de Troca” normal, o dia seguinte ao 28º Dia. Não é necessário usar outro método anticoncepcional adicional.

Ao Início do Próximo Ciclo da Evra

“Dia 1” (semana 1): se você esquecer de aplicar o adesivo depois dos 7 dias da pausa, VOCÊ PODE NÃO ESTAR PROTEGIDA CONTRA A GRAVIDEZ5 – aplique o primeiro adesivo do novo ciclo assim que se lembrar. Agora você tem um novo “Dia de Troca” e um novo “Dia 1". Você deve usar outro método anticoncepcional como preservativo ou diafragma25 com espermicida durante a primeira semana do novo ciclo.

Você Nunca Deve Ficar Sem o Adesivo Por Mais de 7 Dias da Evra

Instruções para descarte dos adesivos

Após a remoção, o adesivo utilizado deve ser dobrado ao meio, aderido a si mesmo, de forma que a face23 de liberação hormonal não fique exposta, antes de ser descartado com segurança. Os adesivos utilizados não devem ser descartados no vaso sanitário.

Interrupção do tratamento

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Efeitos colaterais11

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Os efeitos colaterais11 que podem ser observados com o uso de Evra® são:
Irritação da pele4
Irritação da pele4, vermelhidão ou rash26 podem ocorrer no local de aplicação. Se isto ocorrer, o adesivo deve ser removido e um novo adesivo deve ser aplicado em outro local até o próximo “Dia de Troca”.
Sangramento vaginal
Sangramento vaginal ou “spotting” podem ocorrer durante o uso de Evra® . Sangramento irregular pode variar desde uma discreta perda sanguínea entre os períodos menstruais até sangramento de escape que é um fluxo muito parecido com a menstruação19 regular. Sangramento irregular pode ocorrer durante os primeiros meses de uso de Evra® , mas também após um certo tempo de uso. Tal sangramento pode ser temporário e, em geral, não indica qualquer problema grave. É importante continuar usando os adesivos normalmente. Se ocorrer sangramento em mais de alguns poucos ciclos ou com duração além de poucos dias, converse com seu médico.
Problemas com o uso de lentes de contato
Se você usa lentes de contato e apresentar alteração da visão27 ou não conseguir usá-las, informe seu médico.
Retenção de líquidos ou elevação da pressão arterial28
Os contraceptivos hormonais, incluindo o adesivo, podem causar edema29 (retenção de líquidos) com inchaço30 dos dedos ou tornozelos e aumento da pressão arterial28. Se você apresentar retenção de líquidos informe seu médico.
Melasma31
Podem ocorrer manchas escuras na pele4, particularmente no rosto, e estas podem persistir após a interrupção do contraceptivo hormonal.
Outros efeitos colaterais11
Os efeitos colaterais11 mais comuns de Evra® incluem náusea32 e vômito33, sintomas34 relacionados às mamas14, cefaléia35, cólicas36 menstruais e dor abdominal. Além disso, podem ocorrer mudança no apetite, nervosismo, depressão, tontura37, queda de cabelo38, rash26 e infecções39 vaginais.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias

Certos fármacos podem interagir com os contraceptivos hormonais, incluindo Evra® , e reduzir a sua eficácia na prevenção da gravidez5 ou causar aumento do sangramento de escape. Tais fármacos incluem a rifampicina, medicamentos usados para tratar a epilepsia40 como barbitúricos (por exemplo, fenobarbital), anticonvulsivantes como topiramato, carbamazepina, fenitoína, fenilbutazona, lamotrigina, certos medicamentos usados para tratamento da AIDS e, possivelmente, certos antibióticos. A tetraciclina não interage com Evra® . Gravidez5 e sangramento de escape têm sido relatados em usuárias de contraceptivos hormonais combinados que usaram, também, alguma formulação com Erva de São João. Se você estiver tomando medicamentos que interferem com a eficácia de Evra® , use um contraceptivo de barreira durante este período.

Contra-indicações

Algumas mulheres não devem usar Evra® . Por exemplo, você não deve usar Evra® se estiver grávida ou achar que está grávida ou se apresentar as seguintes condições:
- História de ataque cardíaco ou derrame41 cerebral
- Coágulos nas pernas (tromboflebite42), pulmões43 (embolia44 pulmonar) ou olhos45
- História de coágulos em veias46 profundas
- Dor no peito47 (angina48 pectoris)
- Diagnóstico49 ou suspeita de câncer50 de mama51 ou do útero52, cérvice ou vagina53
- Sangramento vaginal não esclarecido
- Hepatite54 ou icterícia13 durante a gravidez5 ou durante uso prévio de contraceptivos hormonais
- Tumor55 hepático (benigno ou canceroso)
- Gravidez5 suspeita ou confirmada
- Hipertensão arterial56 com níveis persistentes de pressão arterial sistólica57 ≥ 160 mmHg ou pressão diastólica58 ≥ 100 mmHg
- Diabetes59 com complicações nos rins60, olhos45, nervos ou vasos sangüíneos61
- Cefaléia35 com sintomas34 neurológicos
- Uso concomitante de anticoncepcionais orais
- Doença das válvulas cardíacas com complicações
- Necessidade de período prolongado de repouso no leito após cirurgia de grande porte
- Reação alérgica62 a qualquer componente da fórmula de Evra® .

Advertências

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Informe seu médico se você for fumante, pois o risco de efeitos colaterais11 cardiovasculares sérios está aumentado em mulheres fumantes em uso de contraceptivos hormonais, se estiver se recuperando de um parto ou de um aborto ocorrido no terceiro trimestre da gestação, se estiver amamentando ou se seu peso for superior a 90 kg.
Informe seu médico se você apresenta ou já tiver apresentado as seguintes condições:
- Nódulos nas mamas14, doença fibrocística da mama51, raio-X ou mamografia63 anormais
- História de câncer50 de mama51 na família
- Diabetes59
- Colesterol64 ou triglicérides65 elevados
- Pressão arterial28 alta
- Enxaqueca66, outras cefaléias67 ou epilepsia40
- Depressão
- Doença da vesícula biliar68, do fígado69, do coração70 ou do rim71
- Menstruações irregulares ou escassas.

Precauções

Peso acima de 90 kg
Os estudos realizados com o adesivo sugerem que sua eficácia pode estar reduzida em mulheres com peso acima de 90 kg em comparação com mulheres com peso menor. Se o seu peso estiver acima de 90 kg, converse com seu médico sobre qual o método anticoncepcional mais adequado para você.

Falhas de menstruação19 e uso de Evra® antes ou durante o início da gravidez5
É possível que você não menstrue regularmente durante a semana sem o uso de Evra® . Se você usou o adesivo corretamente e não menstruou durante um ciclo, continue usando normalmente os adesivos no próximo ciclo mas informe seu médico. Se você não usou Evra® corretamente e não menstruou durante um ciclo ou não menstruou em dois ciclos seguidos você pode estar grávida e deve consultar o médico. Interrompa o uso de Evra® se você estiver grávida.

Uso durante a amamentação72
Se você estiver amamentando consulte seu médico antes de iniciar o uso de Evra® . Os contraceptivos hormonais são transferidos para a criança através do leite. Alguns poucos efeitos colaterais11 foram observados em crianças, incluindo coloração amarelada da pele4 (icterícia13) e aumento das mamas14. Além disso, contraceptivos hormonais combinados podem reduzir a quantidade e a qualidade do leite materno. Se possível, não use contraceptivos hormonais combinados como Evra® durante o período de amamentação72. Um contraceptivo de barreira é recomendado durante este período uma vez que a amamentação72 protege apenas parcialmente de uma gravidez5 e esta proteção diminui significativamente ao longo do tempo de amamentação72. Quando você não estiver mais amamentando, o uso de Evra® pode ser considerado.

Exames de laboratório
Se você se submeter a exames de laboratório, informe seu médico, pois alguns exames de sangue73 podem ser afetados pelos contraceptivos hormonais.

Superdose

A ocorrência de superdose de Evra® é improvável uma vez que o adesivo libera uma quantidade uniforme de hormônios. Não use mais de um adesivo de cada vez.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE9.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde9

Adesivo transdérmico
Norelgestromina e etinilestradiol

Forma Farmacêutica e apresentação
Adesivo transdérmico em embalagem com 3 adesivos embalados individualmente em sachês de papel aluminizado e polietileno.

Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Evra®
Princípio Ativo: etinilestradiol, norelgestromina
Classe Terapêutica1: Contraceptivos

Composição

Cada adesivo contém:
norelgestromina …………………………… 6,00 mg
etinilestradiol ……………………………… 0,60 mg

Camada posterior: composta por polietileno de baixa densidade e poliéster.
Camada matriz: composta por poliisobutileno, polibuteno adesivo, crospovidona, tecido2 de poliéster não trançado e lauril lactato3.
Terceira camada: composta de polietileno teriftalato com revestimento de silicone
Cada adesivo transdérmico de Evra® tem uma área de superfície de 20 cm2, e foi desenvolvido para prover a liberação contínua de norelgestromina e de etinilestradiol na corrente sanguínea, durante sete dias de uso.

Cada adesivo transdérmico de Evra® libera em média 203 mcg de norelgestromina e 33,9 mcg de etinilestradiol num período de 24 horas. A exposição da paciente à norelgestromina e ao etinilestradiol é melhor caracterizada através do perfil farmacocinético.

Caracterêsticas Farmacolígicas

Propriedades Farmacológicas
Evra® atua através da supressão da gonadotrofina pela ação estrogênica e progestogênica do etinilestradiol e da norelgestromina respectivamente. O mecanismo de ação primário é a inibição da ovulação74, mas alterações no muco cervical, na motilidade das tubas uterinas e no endométrio75 também podem contribuir para a eficácia do produto.
Estudos de ligação dos receptores e da globulina76 carreadora de hormônios esteróides sexuais (SHBG), assim como estudos em animais e em seres humanos, mostraram que tanto o norgestimato como a norelgestromina, o principal metabólito77 sérico do norgestimato após administração oral, exibem grande atividade progestacional com androgenicidade intrínseca mínima, o que ilustra a ação seletiva de Evra® . A norelgestromina administrada por via transdérmica em combinação com o etinilestradiol não contrapõe os aumentos induzidos pelo estrógeno78 no SHBG, resultando em níveis mais baixos de testosterona livre no plasma79 comparados à condição de base.
Os benefícios do uso de contraceptivos hormonais combinados não relacionados à contracepção15 e descritos a seguir são suportados por estudos epidemiológicos com formulações de contraceptivos hormonais amplamente utilizados contendo estrogênios em doses superiores a 35 mcg de etinilestradiol ou 50 mcg de mestranol.
Efeitos na menstruação19:
- Aumento da regularidade do ciclo menstrual
- Redução da perda sangüínea e da incidência17 de anemia ferropriva80
- Redução da incidência17 de dismenorréia81
Efeitos relacionados à inibição da ovulação74:
- Redução da incidência17 de cistos ovarianos funcionais
- Redução da incidência17 de gravidez ectópica82
Outros efeitos:
- Redução da incidência17 de fibro-adenomas e doença fibrocística da mama51
- Redução da incidência17 de doença inflamatória pélvica83 aguda
- Redução da incidência17 de câncer50 do endométrio75
- Redução da incidência17 de câncer50 ovariano

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção

Após a aplicação de Evra® , tanto a norelgestromina como o etinilestradiol aparecem rapidamente no plasma79, alcançam um platô em aproximadamente 48 horas e são mantidos no estado de equilíbrio ao longo do período de uso. As concentrações no estado de equilíbrio (Css) da norelgestromina e do etinilestradiol durante uma semana de uso do adesivo são aproximadamente 0,8 ng/mL e 50 pg/mL, respectivamente e são, geralmente, consistentes em todos os estudos e locais de aplicação84.
A absorção da norelgestromina e do etinilestradiol após a aplicação do adesivo no abdome21, nádegas20, parte superior externa do braço e parte superior do dorso22 (excluindo a mama51) foi avaliada em estudo cruzado. Os resultados deste estudo indicaram que a Css e a AUC para as nádegas20, parte superior do braço e do dorso22 foram equivalentes para cada analito. Requisitos rigorosos de bioequivalência para AUC não foram atingidos neste estudo para o abdome21. No entanto, em estudo farmacocinético de grupo paralelo e múltiplas aplicações, a Css e a AUC para as nádegas20 e o abdome21 não foram estatisticamente diferentes. Em estudo de determinação da dose, o adesivo causou efetiva supressão da ovulação74 quando aplicado ao abdome21. Portanto, os quatro locais são equivalentes do ponto de vista terapêutico.
A absorção da norelgestromina e do etinilestradiol após a aplicação do adesivo foi estudada sob as condições encontradas em um clube (sauna, ducha sob pressão e outro exercício aeróbico) e em banho de imersão. Os resultados indicaram que para a norelgestromina não houve efeitos significantes do tratamento sobre a Css e a AUC quando comparados ao uso normal. Para o etinilestradiol, aumentos pequenos foram observados devido à pressão da ducha e outro exercício aeróbico. Não houve efeito significante da água fria sobre estes parâmetros.
Os resultados de um estudo com uso prolongado de um único adesivo contraceptivo por 7 dias e 10 dias indicaram que as Css alvo da norelgestromina e do etinilestradiol foram mantidas durante um período de 3 dias de uso estendido  (10 dias). Estes achados sugerem que a eficácia clínica deve ser mantida mesmo se a troca programada for ultrapassada em dois dias.

Indicações

Evra® é indicado como contraceptivo feminino.

Contra Indicações

Evra® não deve ser usado em mulheres que apresentam as seguintes condições:
- Tromboflebite42, distúrbios tromboembólicos
- História passada de tromboflebite42 de veia profunda ou distúrbios tromboembólicos
- Condições trombofílicas conhecidas
- Doença vascular85 cerebral ou arterial coronariana
- Doença de válvula cardíaca86 com complicações
- Níveis persistentes de pressão arterial sistólica57 ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 100 mmHg
- Diabetes59 com envolvimento vascular85
- Enxaqueca66 com aura focal
- Diagnóstico49 ou suspeita de carcinoma87 de mama51
- Carcinoma87 do endométrio75 ou diagnóstico49 ou suspeita de outra neoplasia88 estrogênio-dependente
- Sangramento genital anormal não diagnosticado
- Icterícia13 colestática gestacional ou icterícia13 com uso anterior de contraceptivo hormonal
- Doença hepatocelular aguda ou crônica com função hepática89 anormal
- Adenoma90 ou carcinoma87 hepático
- Diagnóstico49 ou suspeita de gravidez5
- Hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

Posologia


Método de administração
Evra® deve ser aplicado na pele4 íntegra, limpa, seca, em área sem pêlos das nádegas20, abdome21, na face23 superior externa do braço ou parte superior do dorso22, em local onde não haverá fricção por roupas justas. Evra® não deve ser colocado nas mamas14 ou na pele4 vermelha, irritada ou com cortes. Cada adesivo consecutivo de Evra® deve ser aplicado em um local diferente da pele4 a fim de evitar potencial irritação, embora possa permanecer na mesma região anatômica.
O adesivo deve ser pressionado firmemente até que as bordas estejam bem aderidas.
Para evitar qualquer interferência com as propriedades adesivas de Evra® , não se deve aplicar maquiagem, cremes, loções, pós ou outros produtos tópicos na área onde o adesivo foi ou será brevemente colocado.
Recomenda-se que a usuária verifique diariamente se o adesivo está aderido de forma adequada.

Posologia
Para obter eficácia contraceptiva máxima, Evra® deve ser usado exatamente como recomendado. Apenas um adesivo deve ser usado de cada vez.
A contracepção15 com Evra® inicia-se no primeiro dia da menstruação19. O dia de aplicação do primeiro adesivo (“Dia 1” / “Dia de Início”) determina os dias subsequentes da troca do adesivo. O “Dia de Troca” será o mesmo dia da semana, toda semana (Dias 8, 15, 22 do ciclo e “Dia 1” do próximo ciclo).
Um único adesivo é aplicado e mantido no local por uma semana (7 dias).
Cada adesivo removido deve ser imediatamente substituído por um adesivo novo no mesmo dia da semana (“Dia de Troca”), no 8º Dia e no 15º Dia do ciclo, a qualquer hora do dia.
Na quarta semana que se inicia no “Dia 22” do ciclo, a paciente não usará o adesivo.
Um novo ciclo contraceptivo inicia-se no dia seguinte ao término da semana sem adesivo; o próximo adesivo de Evra® deve ser aplicado mesmo que não tenha ocorrido sangramento ou se ainda houver sangramento.
Sob nenhuma circunstância deve haver intervalo maior que 7 dias sem o adesivo entre os ciclos de tratamento. Se este intervalo for maior que 7 dias, pode não haver proteção contra a gravidez5 e um contraceptivo não hormonal deve ser usado concomitantemente por 7 dias. Como para os contraceptivos orais combinados, o risco de ovulação74 aumenta com cada dia além do período recomendado sem contraceptivo. Se houver relação sexual durante um intervalo sem adesivo que foi prolongado, a possibilidade de fertilização91 deve ser considerada.
Se o Ciclo 1 for iniciado após o “Dia 1” do ciclo menstrual, um contraceptivo não hormonal deve ser usado concomitantemente apenas durante o primeiros 7 dias do primeiro ciclo de tratamento.
Se as bordas do adesivo de Evra® estiverem levantadas ou completamente descoladas e permanecerem assim, haverá liberação insuficiente do medicamento.
Se houver descolamento de Evra® mesmo que parcial:

- Por menos de 1 dia (até 24 horas): o adesivo deve ser reaplicado no mesmo local ou substituído por um novo adesivo imediatamente. Não há necessidade de usar um contraceptivo adicional. O próximo adesivo deve ser aplicado no “Dia de Troca” normal.
- Por mais de um dia (24 horas ou mais) ou se a usuária não souber quando o adesivo descolou ou teve as bordas levantadas: a usuária pode não estar protegida contra a gravidez5. O ciclo atual de contracepção15 deve ser interrompido e um novo ciclo deve ser iniciado imediatamente aplicando um novo adesivo de Evra® . Agora haverá um novo “Dia 1” e um novo “Dia de Troca”. Um contraceptivo não hormonal deve ser usado concomitantemente apenas durante os primeiros 7 dias do novo ciclo.

O adesivo não deve ser reaplicado se tiver perdido a aderência, estiver aderido a si mesmo ou a outra superfície, tiver outro material colado nele ou se tiver se soltado ou caído anteriormente. Se o adesivo não puder ser reaplicado, um novo adesivo deve ser aplicado imediatamente. Material adesivo complementar ou fitas adesivas não devem ser usados para manter o adesivo no lugar.
Se os “Dias de Troca” do adesivo subsequente forem atrasados:
- Ao início de qualquer ciclo (Semana 1/Dia 1): a usuária pode não estar protegida contra a gravidez5. O primeiro adesivo do novo ciclo deve ser aplicado assim que a usuária se lembrar, havendo agora, um novo “Dia de Troca” e um novo “Dia 1”. Um contraceptivo não hormonal deve ser usado concomitantemente durante os primeiros 7 dias do novo ciclo. Se tiver ocorrido relação sexual durante o intervalo prolongado sem adesivo, a possibilidade de fertilização91 deve ser considerada.
- Na metade do ciclo (Semana 2/ Dia 8 ou Semana 3/ Dia 15):
Por um ou dois dias (até 48 horas): um novo adesivo deve ser aplicado imediatamente. O próximo adesivo deve ser aplicado no “Dia de Troca” normal. Não há necessidade de usar um método contraceptivo adicional.
Por mais de dois dias (48 horas ou mais): a usuária pode não estar protegida contra a gravidez5. O ciclo contraceptivo deve ser interrompido e um novo ciclo de 4 semanas deve ser iniciado imediatamente, com a aplicação de um novo adesivo. Agora haverá um novo “Dia 1” e um novo “Dia de Troca”. Um contraceptivo não hormonal deve ser usado concomitantemente durante os primeiros 7 dias do novo ciclo.
- Ao final do ciclo (Semana 4/Dia 22):
• Se o adesivo não for removido no início da Semana 4 (“Dia 22”), a remoção deve ser realizada assim que possível. O próximo ciclo deve ser iniciado no “Dia de Troca” normal, que é o dia seguinte ao “Dia 28”. Não há necessidade de usar método contraceptivo adicional.

Sob nenhuma circunstância deve haver intervalo maior que sete dias sem o adesivo entre os ciclos de uso de Evra® . Se houver mais de 7 dias sem o adesivo, A USUÁRIA PODE NÃO ESTAR PROTEGIDA CONTRA A GRAVIDEZ5 e outro método contraceptivo adicional, como preservativo ou espermicida com diafragma25, deve ser usado durante sete dias. Da mesma forma que para os contraceptivos orais combinados, o risco de ovulação74 aumenta com cada dia sem adesivo além do período recomendado. Se houver relação sexual durante tal período que exceda 7 dias sem o adesivo, a possibilidade de fertilização91 deve ser considerada.

Instruções para descarte dos adesivos
Após a remoção, o adesivo utilizado deve ser dobrado ao meio, aderido a si mesmo, de forma que a face23 de liberação hormonal não fique exposta, antes de ser descartado com segurança. Os adesivos utilizados não devem ser descartados no vaso sanitário.

Mudança do “Dia de Troca”
Se a usuária quiser alterar o “Dia de Troca”, o ciclo atual deve ser completado, removendo o terceiro adesivo no dia correto. Durante a semana sem adesivo, um novo “Dia de Troca” deve ser selecionado aplicando o primeiro adesivo do próximo ciclo no dia desejado. Em nenhum caso deve haver mais de 7 dias consecutivos sem uso do adesivo.

Mudança de contraceptivo oral para Evra®
O tratamento com Evra® deve ser iniciado no primeiro dia de sangramento por privação. Se não ocorrer sangramento dentro de 5 dias após a tomada do último comprimido ativo (contendo hormônio92), a possibilidade de gravidez5 deve ser excluída antes de iniciar o tratamento com Evra® . Se a terapia for iniciada após o primeiro dia de sangramento por privação, um contraceptivo não hormonal deve ser usado concomitantemente por 7 dias.
Se o intervalo após o último comprimido ativo for maior que 7 dias, a paciente pode ter ovulado e deve ser orientada a procurar o médico antes de iniciar o tratamento com Evra® . Se ocorreram relações sexuais durante este período sem uso do adesivo, a possibilidade de fertilização91 deve ser considerada.

Uso após o parto
Para as usuárias que decidem não amamentar, a terapia contraceptiva com Evra® não deve ser iniciada antes de 4 semanas após o parto.

Uso após abortamento93
Após abortamento93 ocorrido antes da 20ª semana de gestação, Evra® pode ser iniciado imediatamente, não sendo necessário adotar outro método contraceptivo adicional. A ovulação74 pode ocorrer dentro de 10 dias após o abortamento93 sem o uso de um contraceptivo hormonal.
Após abortamento93 ocorrido a partir da 20ª semana de gestação, Evra® deve ser iniciado no 21º Dia após o abortamento93 ou no primeiro dia da primeira menstruação19 espontânea, o que ocorrer primeiro. A incidência17 de ovulação74 no 21º dia pós-abortamento93 (na 20ª semana de gestação) é desconhecida.

Sangramento de escape ou “spotting”
O tratamento deve ser mantido se houver sangramento de escape ou “spotting” que ocorrer durante o uso de Evra® . Este tipo de sangramento geralmente desaparece após os primeiros ciclos mas, se persistir, outra causa além do uso de Evra® deve ser considerada. A incidência17 de sangramento de escape ou “spotting” é clínica e estatisticamente comparável àquela observada com o uso de contraceptivos hormonais orais combinados contendo de 20 a 40 mcg de etinilestradiol.
Se não houver sangramento de privação (sangramento que deve ocorrer durante a semana sem adesivo), o tratamento deve ser continuado no próximo “Dia de Troca” programado. Se Evra® foi usado corretamente, a ausência de sangramento de privação não é, necessariamente, uma indicação de gravidez5. No entanto, esta possibilidade deve ser excluída se houver ausência de sangramento de privação em 2 ciclos consecutivos.

Orientações gerais
Ao contrário dos contraceptivos orais, a liberação da dose por via transdérmica não será afetada se ocorrer vômito33 ou diarréia94.
Se o uso do adesivo resultar em irritação desconfortável, um novo adesivo pode ser aplicado em outro lugar até o próximo “Dia de Troca”. Apenas um adesivo deve ser usado de cada vez.

Advertências

Tabagismo e idade
O tabagismo aumenta o risco de efeitos colaterais11 cardiovasculares graves do contraceptivo hormonal. Este risco aumenta com a idade e em grandes fumantes (15 ou mais cigarros por dia) e é mais evidente em mulheres com mais de 35 anos. Mulheres que utilizam contraceptivos hormonais, incluindo Evra® devem ser explicitamente advertidas a não fumar.

Peso corpóreo igual ou superior a 90 Kg
Evra® pode ser menos eficaz em usuárias com peso ≥ 90 Kg que naquelas com peso menor. Em pacientes com peso inferior a 90 Kg não houve associação entre peso corpóreo e gravidez5.

Geral
No caso de sangramento vaginal não diagnosticado, persistente ou recorrente, medidas apropriadas devem ser adotadas para excluir malignidade.
Quando Evra® foi usado corretamente nos estudos clínicos, a chance de engravidar foi menor que 1% no primeiro ano de uso.

Condições Preexistentes
Quando da avaliação do risco/benefício do uso do contraceptivo hormonal, o médico deve estar familiarizado com as seguintes condições que podem aumentar o risco de complicações associadas:
- Condições que aumentam o risco de desenvolvimento de complicações tromboembólicas venosas, como a imobilização prolongada ou imobilização ortopédica, ou grandes cirurgias, ou cirurgias de MMII, obesidade95, histórico familiar de doença tromboembólica.
- Fator de risco96 para doença arterial, como tabagismo, hiperlipidemia97, hipertensão98 (valores persistentes da pressão arterial sistólica57 ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg) ou obesidade95.
- Enxaqueca66 grave sem aura
- Diabetes mellitus99
- Depressão grave ou histórico desta condição
- Presença ou histórico de colelitíase100
- Icterícia13 idiopática101 crônica
- Histórico familiar de icterícia13 colestática (ex. Rotor, Síndrome102 de Dubin-Johnson)

Doença tromboembólica e outras doenças vasculares103
Um risco aumentado de doenças tromboembólica e trombótica104 que podem levar à incapacidade permanente ou óbito105 foi associado ao uso de contraceptivos hormonais e está bem estabelecido. Estudos de caso controle mostraram que o risco relativo de usuárias comparado ao de não usuárias é 3 para o primeiro episódio de trombose venosa superficial106, 4 a 11 para trombose107 de veia profunda ou embolia44 pulmonar e 1,5 a 6 para usuárias com condições predisponentes para doença tromboembólica venosa. Os estudos mostraram que o risco relativo é um pouco menor, cerca de 3 para novos casos e 4,5 para novos casos exigindo hospitalização. O risco de doença tromboembólica associado aos contraceptivos hormonais não está relacionado à duração do uso e desaparece após a interrupção do contraceptivo hormonal.

Foram conduzidos nos Estados Unidos estudos epidemiológicos de caso-controle utilizando dados de serviços de saúde9, avaliando o risco de tromboembolismo108 venoso (TVE) entre mulheres de 15 a 44 anos usuárias de Ortho Evra® (adesivo transdérmico norelgestromina e etinilestradiol, 6 mg + 750 mcg, fabricado por Alza Corporation - não disponível no Brasil, com perfil farmacocinético similar ao Evra® ) comparado com mulheres que utilizaram contraceptivos orais com 30-35 mcg de etinilestradiol (EE) e norgestimato (NGM) ou levonorgestrel (LNG).
O norgestimato é o pró-fármaco109 da norelgestromina, o progestagênio em Ortho Evra® .

Estes estudos (veja tabela 1) utilizaram pequena diferença de desenho e relataram razão de chance variando de 0,9 (indicando que não há aumento no risco) a 2,5 (indicando que o risco é aproximadamente dobrado). Um estudo (i3 Ingenix) incluiu revisão de lista de pacientes que confirmaram ocorrência de TVE. Dois estudos empregando diferentes bases de dados foram conduzidos pelo programa “Boston Collaboarative Drug Surveillance Program” (BCDSP), usando como comparador contraceptivos orais contendo levonorgestrel (LNG).

Tabela 1: Estimativa (razão de chance) de risco de tromboembolismo108 venoso em usuárias de Ortho Evra® comparado com usuárias de contraceptivos orais.

Estudo epidemiológico

Comparador

Razão de Chance (IC 95%)

i3 Ingenix1

NGM/35 mcg EEA

2,5 (1,1-5,5)B

BCDSP
NGM2 3 4, C

NGM/35 mcg EE

Dados do grupo 1:  0,9 (0,5-1,6)2 D
Dados do grupo 2:  1,1 (0,6-2,1)3 E
Dados do grupo 3:  2,4 (1,2-5,0)4 F
Cumulativo: 1,2 (0,9-1,8)4 G

BCDSP
LNG5

LNGH/30 mcg EE

2,0 (0,9-4,1)I

A NGM = norgestimato; EE = etinilestradiol
B Aumento de TVE estatísticamente significante; dados de 33 meses.
C BCDSP = Boston Collaborative Drug Surveillance Program
D Dados iniciais de 36 meses (referência 2).
E Referência 3: Estimativa separada de dados de 17 meses em casos novos que não incluíram estimativa prévia (referência 2).
F Referência 5: Estimativa separada de dados de 14 meses em novos casos que não incluíram estimativa prévia (referência 2 e 3).
G Razão de chance cumulativa das referências 2, 3 e 5.
H LNG = levonorgestrel
I Dados de 48 meses
IC = intervalo de confiança

Como qualquer contraceptivo de combinação hormonal, o médico deve estar atento às primeiras manifestações de desordem tromboembólica (tromboflebite42, tromboembolismo108 venoso incluindo embolia44 pulmonar, desordem cerebrovascular, e  trombose107 de retina110). Caso ocorra, suspeita alguma destas manifestações, ou haja suspeita, Evra® deve ser descontinuado imediatamente.

Um aumento de 2 a 4 vezes no risco relativo de complicações tromboembólicas pós-operatórias foi relatado com o uso de contraceptivos hormonais. O risco relativo de trombose107 venosa em usuárias com condições predisponentes é duas vezes aquele para usuárias sem tais condições médicas. Se possível, os contraceptivos hormonais devem ser descontinuados pelo menos 4 semanas antes e duas semanas após uma cirurgia eletiva111 do tipo associado a aumento no risco de tromboembolismo108 e durante e após imobilização prolongada. Uma vez que o período imediato pós-parto ou pós-abortamento93 também está associado com risco aumentado de tromboembolismo108, os contraceptivos hormonais devem ser iniciados conforme descrito no item Posologia.
O risco relativo de trombose107 arterial (isto é, acidente vascular cerebral112, infarto do miocárdio113) é aumentado pela presença de outros fatores predisponentes tais como tabagismo, hipertensão98, hipercolesterolemia114, obesidade95, diabetes59, história de pré-eclâmpsia115 e idade crescente. Os contraceptivos hormonais foram associados com estas complicações vasculares103 graves. O risco de doença vascular85 pode ser menos grave com formulações de contraceptivos hormonais contendo doses menores de estrogênio e progestogênio, embora isto não tenha sido estabelecido de forma conclusiva.

O risco de efeitos colaterais11 cardiovasculares graves aumenta com a idade e com tabagismo intenso (15 ou mais cigarros por dia) e é bem acentuado em fumantes acima de 35 anos de idade. As usuárias de contraceptivos hormonais devem ser advertidas para não fumar.

Por causa da sintomatologia vaga de muitos eventos tromboembólicos contraceptivos hormonais devem ser descontinuados em casos de suspeita de trombose107 enquanto as intervenções diagnósticas estão sendo realizadas.

Relatos de trombose107 de retina110 associados ao uso de contraceptivos hormonais têm ocorrido. Os contraceptivos hormonais devem ser descontinuados se houver perda inexplicada, parcial ou completa da visão27, início de proptose ou diplopia116, papiledema ou lesão117 vascular85 da retina110. Diagnóstico49 apropriado e medidas terapêuticas devem ser adotadas imediatamente.

Hipertensão98
Um aumento na pressão arterial28 (PA) foi relatado em algumas usuárias utilizando contraceptivos hormonais. Os estudos indicam que este aumento é mais provável em usuárias mais idosas e com uso prolongado. Para muitas usuárias, a pressão arterial28 elevada retornará ao normal após a interrupção do contraceptivo hormonal. Não há diferença na ocorrência de hipertensão98 entre usuárias de longo prazo e as não usuárias. Em três ensaios clínicos118 de contracepção15 de Ortho Evra® (norelgestromina e etinilestradiol, 6 mg + 750 mcg, fabricado por Alza Corporation - não disponível no Brasil) e Evra® (n=1530, 819 e 748, respectivamente) alterações médias da linha de base na pressão sanguínea sistólica e diastólica foram menores que 1 mmHg.
A hipertensão98 deve estar controlada antes da terapia com contraceptivos hormonais ser iniciada e esta deve ser interrompida se ocorrer elevação significante e persistente da pressão arterial28 (≥ 160/100 mmHg sístole119 ou ≥ 100 mmHg diástole120) e não for controlada. Em geral, mulheres que desenvolvem hipertensão98 durante terapia contraceptiva hormonal  devem  trocar para terapia não hormonal. Se outros métodos contraceptivos não forem adequados, a terapia contraceptiva hormonal pode ser continuada em combinação com terapia anti-hipertensiva. Monitoramento regular da PA durante a terapia contraceptiva hormonal é recomendado.

Neoplasia88 hepática89
Adenomas hepáticos benignos estão associados ao uso de contraceptivos hormonais combinados. Cálculos indiretos estimaram o risco atribuível na faixa de 3,3 casos/100.000 para usuárias, um risco que aumenta após 4 anos ou mais de uso, especialmente com contraceptivos hormonais contendo 50 mcg ou mais de estrogênio. A ruptura de adenomas hepáticos benignos pode causar óbito105 por hemorragia121 intra-abdominal.
Estudos mostraram que as usuárias de contraceptivos hormonais combinados têm um risco aumentado de desenvolver carcinoma87 hepatocelular.

Carcinoma87 de órgãos reprodutivos e mamas14
A maioria dos estudos sugere que o uso de contraceptivos hormonais não está associado ao aumento global no risco de desenvolver câncer50 de mama51. Alguns estudos relataram um risco relativo aumentado de desenvolver câncer50 de mama51, particularmente em idade mais jovem. Este risco relativo aumentado estava relacionado com a duração do uso antes da primeira gestação a termo.
Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos relata que usuárias atuais de contraceptivos hormonais combinados ou que fizeram uso nos últimos 10 anos apresentam risco ligeiramente aumentado de apresentar câncer50 de mama51 diagnosticado, embora os casos adicionais de câncer50 tendam a estar localizados nas mamas14. A partir destes dados não é possível inferir se os padrões de risco observados são devidos a um diagnóstico49 precoce de câncer50 de mama51 em usuárias, aos efeitos biológicos de contraceptivos hormonais ou a uma combinação de ambos os fatores. Esta meta-análise também sugere que a idade na qual as usuárias descontinuam o uso de contraceptivos hormonais combinados é um fator de risco96 importante para câncer50 de mama51, quanto maior a idade na interrupção, mais câncer50 de mama51 é diagnosticado. A duração do uso foi considerada menos importante.
O possível aumento no risco de câncer50 de mama51 deve ser discutido com a usuária e avaliado contra os benefícios dos contraceptivos hormonais combinados, levando em conta a evidência que eles fornecem proteção substancial contra o risco de desenvolver câncer50 de ovário122 ou endométrio75.
Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo hormonal esteve associado a um risco aumentado de neoplasia88 intra-epitelial cervical em algumas populações de usuárias. Entretanto, ainda existe controvérsia quanto a extensão na qual tais achados podem ser devidos a diferenças no comportamento sexual e outros fatores.

Efeitos metabólicos
Os contraceptivos hormonais podem causar redução na tolerância à glicose123. Este efeito está diretamente relacionado à dose de estrogênio. Os progestagênios aumentam a secreção de insulina124 e criam resistência à insulina125. Este efeito varia com diferentes agentes progestacionais. No entanto, na mulher não diabética, parece que os contraceptivos hormonais não têm efeito sobre a glicemia126 em jejum. Por causa destes efeitos demonstrados, usuárias pré-diabéticas e diabéticas em particular devem ser monitoradas cuidadosamente durante o uso de contraceptivos hormonais. Uma pequena proporção das mulheres terá hipertrigliceridemia persistente durante o uso de contraceptivos hormonais. Alterações nos níveis de triglicerídeos séricos e de lipoproteína foram relatadas em usuárias de contraceptivos hormonais.

Cefaléia35
Como para todos os contraceptivos hormonais, os seguintes eventos exigem interrupção de Evra® e avaliação da causa: início ou exacerbação de enxaquecas127 com ou sem aura focal ou desenvolvimento de cefaléias67 com padrão novo, recorrente, persistente ou grave.

Irregularidades no sangramento
Sangramento de escape, spotting e/ou amenorréia128 podem ser encontrados em usuárias de contraceptivos hormonais, especialmente durante os primeiros três meses de uso. Causas não hormonais devem ser consideradas e, se necessário, adotadas medidas diagnósticas adequadas para excluir a presença de doença orgânica ou gravidez5.
Algumas usuárias podem apresentar amenorréia128 ou oligomenorréia129 após a interrupção da contracepção15 hormonal, especialmente quando tal condição era preexistente.

Cloasma130
Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma130 com o uso de contracepção15 hormonal, especialmente em usuárias com história de cloasma130 da gravidez5. Usuárias com tendência para cloasma130 devem evitar a exposição ao sol ou raios ultravioleta durante o uso de Evra® . Freqüentemente, o cloasma130 não é completamente reversível.

Contraceptivo transdérmico versus contraceptivo oral
Os prescritores devem estar alerta sobre diferenças nos perfis farmacocinéticos entre os contraceptivos hormonais combinados transdérmico e oral e devem ter cautela ao fazer comparações diretas entre estes parâmetros. Em geral, adesivos transdérmicos são desenvolvidos para manter uma liberação constante de etinilestradiol e norelgestromina durante um período de sete dias enquanto que os contraceptivos orais são administrados diariamente e produzem picos e vales de concentração plasmática diários. A variabilidade interindividual (%CV) dos parâmetros farmacocinéticos após a administração do adesivo é maior em relação à variabilidade determinada para o contraceptivo oral. A relevância clínica das diferenças nos perfis farmacocinéticos entre a administração transdérmica e a oral é desconhecida.

Exames de laboratório
Certos testes de função endócrina e hepática89 e exames de sangue73 podem ser afetados pelos contraceptivos hormonais:
- Aumento da protrombina131 e dos fatores VII, VIII, IX e X; redução da antitrombina III; redução da proteína S; aumento da agregabilidade plaquetária induzida pela norepinefrina (noradrenalina132).
- Aumento da globulina76 carreadora da tireóide (TBG) levando ao aumento do hormônio92 tiroideano total circulante, quando medido por iodina ligada à proteína (PBI), T4 por coluna ou radioimunoensaio. A captação por resina do T3 livre é diminuída, refletindo a TBG elevada, a concentração de T4 livre não é alterada.
- Outras proteínas133 de ligação podem estar elevadas no plasma79.
- Globulinas134 carreadoras de hormônios esteróides sexuais (SHBG) estão aumentadas e resultam em níveis elevados de esteróides sexuais endógenos totais circulantes. No entanto, os níveis da fração livre ou biologicamente ativa dos esteróides sexuais diminuem ou permanecem inalterados.
- Lipoproteína de alta densidade (HDL135-C), colesterol64 total (Total-C), lipoproteína de baixa densidade (LDL136-C) e triglicerídeos podem aumentar ligeiramente com Evra® , enquanto que a razão LDL136-C/HDL135-C pode permanecer inalterada.
- A tolerância à glicose123 pode estar diminuída.
- Os níveis de folato sérico podem ser diminuídos pelo tratamento com contraceptivos hormonais. Isto pode ser clinicamente significante se a mulher engravidar logo após a interrupção do contraceptivo hormonal. Assim, recomenda-se a suplementação137 de ácido fólico para todas as mulheres antes da concepção16.

Populações Especiais
Pacientes com disfunção renal138: Evra® não foi estudado em mulheres com disfunção renal138. Nenhum ajuste de dose é necessário, mas como a literatura sugere que a fração livre de etinilestradiol é mais alta, Evra® deve ser usado sob supervisão nesta população.
Pacientes com insuficiência hepática139: Evra® é contra-indicado nesta população de pacientes.
Pacientes idosas: Evra® não é indicado para pacientes140 menopausadas.
Pacientes pediátricos: A segurança e a eficácia de Evra® foram estabelecidas em mulheres acima de 18 anos de idade. É esperado que a segurança e a eficácia sejam as mesmas em adolescentes após a puberdade, sendo recomendada a mesma dose para estas pacientes. O uso de Evra® antes da menarca141 não é indicado.

Gravidez5 e lactação10
Evra® é contra-indicado durante a gravidez5. Estudos epidemiológicos indicam não haver aumento do risco de defeitos congênitos18 em crianças nascidas de mães que usaram contraceptivos hormonais antes da gestação.
A maioria dos estudos recentes também não indica um efeito teratogênico142, particularmente no que se refere às anomalias cardíacas e redução dos membros quando os contraceptivos hormonais são usados inadvertidamente durante o início da gravidez5.
Uma pequena quantidade dos contraceptivos esteróides e/ou seus metabólitos143 pode ser excretada no leite. Pequenas quantidades de contraceptivos hormonais esteróides combinados foram identificadas no leite humano e poucos efeitos adversos foram relatados na criança, incluindo icterícia13 e aumento da mama51. Além disso, os contraceptivos hormonais combinados administrados no período pós-parto podem interferir com a lactação10, diminuindo a quantidade e a qualidade do leite. Se possível, a lactante144 deve ser advertida para não usar Evra® ou outros contraceptivos hormonais combinados e sim outras formas de contracepção15 até o término da amamentação72.

Interações Medicamentosas

Alterações na eficácia do contraceptivo quando co-administrado com outras drogas
Se uma mulher em tratamento com contraceptivo hormonal utiliza uma droga ou produto fitoterápico que induz enzimas, incluindo a CYP3A4, a qual metaboliza contraceptivos hormonais, ela deve ser aconselhada a utilizar contracepção15 adicional ou um método diferente de contracepção15. Drogas ou produtos fitoterápicos que induzem algumas enzimas podem diminuir a concentração plasmáticas dos contraceptivos hormonais e a eficácia desses contraceptivos ou aumentar o avanço do sangramento. Seguem abaixo algumas drogas ou produtos fitoterápicos que podem causar a diminuição da eficácia de contraceptivos hormonais :
- Barbitúricos
- Bosentano
- Carbamazepina
- Felbamato
- Griseofulvin
- Modafinil
- Oxcarbamazepina
- Fenitoína
- Rifampicina
- Erva de São João
- Topiramato

Inibidores da HIV8 protease e inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa: Alterações significantes (aumento ou diminuição) nos níveis plasmáticos de estrogênios e progesterona foram verificadas em alguns casos onde houve a co-administração de inibidores da HIV8 protease e inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa.

Antibióticos: Há relatos de gravidez5 em pacientes durante o tratamento com contraceptivo hormonal e antibiótico concomitantemente mas estudos clínicos de farmacocinética não têm demonstrado efeitos consistentes de antibióticos nas concentrações plasmáticas de esteróides sintéticos. Em um estudo de interação farmacocinética de drogas, a administração oral de cloridrato de tetraciclina 500 mg (quatro vezes ao dia) de 3 a 7 dias durante a utilização de Ortho Evra® não afetou significativamente a farmacocinética de norelgestromina e etinilestradiol.

Aumento nos níveis plasmáticos de hormônios com drogas co-administradas
Algumas drogas e suco de pomelo podem aumentar os níveis plasmáticos de etinilestradiol se co-administrados. Exemplos:
- Acetominofeno
- Ácido ascórbico
- Inibidores da enzima145 CYP3A4 (incluindo itraconazol, cetoconazol, voriconazol e fluconazol
- Suco de pomelo
- Inibidores da HMG-CoA redutase (incluindo atorvastaina e rosuvastatina)

Alterações de drogas co-administradas em níveis plasmáticos
Dados provenientes da combinação de  contraceptivos hormonais orais indicam que eles também podem afetar a farmacocinética de outras drogas se usados concomitantemente.
 Exemplos de drogas cujos níveis plasmáticos podem ser aumentados (devido a inibição da CYP) incluem :
- Ciclosporina
- Omeprazol
- Prednisolona
- Teofilina
- Voriconazol
Exemplos de drogas cujos níveis plasmáticos podem ser diminuídos (devido a indução da glucoronidação) incluem :
- Acetominofeno
- Ácido clofibrico
- Lamotrigina (veja abaixo)
- Morfina
- Ácido salicílico
- Temazepam
Contraceptivos hormonais combinados tem demonstrado diminuir significantemente a concentração plasmática quando co-administrados provavelmente com lamotrigina e induzem a redução da glucoronidação. Isto pode reduzir o controle do ataque epiléptico; então ajuste da dose de lamotrigina pode ser necessário.
Médicos são aconselhados a consultar a embalagem de medicamentos que geralmente são utilizados concomitantemente com contraceptivos hormonais para obtenção de informaçòes adicionais sobre interações ou alterações enzimáticas.

Reações Adversas a Medicamentos

Dados de estudos clínicos
A segurança de Ortho Evra® foi avaliada em 3330 mulheres sexualmente ativas que participaram de três estudos clínicos fase III que foram desenhados para avaliar a eficácia contraceptiva. As pacientes receberam 6 ou 13 ciclos de contraceptivos (Ortho Evra® ou outro contraceptivo oral como comparador), a tomada de pelo menos uma dose da medicação no estudo proveu dados de segurança.
Os eventos adversos mais comuns relatados durante os estudos clínicos foram: sintomas34 mamários, dor de cabeça146, distúrbios no local da aplicação e náusea32. Os eventos adversos mais comuns que ocasionaram interrupção do uso foram: reações no local da aplicação, sintomas34 mamários (incluindo desconforto mamário, ingurgitamento mamário e dor nas mamas14), náusea32, dor de cabeça146 e labilidade emocional.
Reações adversas relatadas nestes estudos por ≥1% das pacientes tratadas com Ortho Evra® estão na tabela a seguir:

Tabela 2. Reações adversas relatadas por ≥1% das usuárias de Ortho Evra® em três estudos clínicos fase III.1,2

Sistemas/Órgãos
Reações adversas

Ortho Evra ®
(n=3322)
%

Produto A3
(n=641)
%

Produto B4
(n=602)
%

Investigações
Aumento de peso


2,7%


1,4%


3,0%

Distúrbios do sistema nervoso147
Dor de cabeça146
Tontura37
Enxaqueca66


21,0%
3,3%
2,7%


23,7%
1,6%
3,4%


22,1%
4,5%
2,5%

Distúrbios gastrintestinais
Naúsea
Dor abdominal5
Vômito33
Diarréia94
Distensão abdominal


16,6%
8,1%
5,1%
4,2%
1,7%


5,9%
9,7%
2,7%
4,5%
0,6%


17,9%
7,1%
4,3%
3,7%
2,7%

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo148
Acne149
Prurido150
Irritação da pele4


2,9%
2,5%
1,1%


3,6%
0,8%
0,2%


3,7%
0,2%
0

Distúrbios do tecido2 musculoesquelético e conectivo
Espasmos151 musculares


2,1%


1,1%


2,5%

Infecções39 e infestações
Infecção6 Fúngica1526


3,9%


3,9%


5,3%

Distúrbios gerais e no local da aplicação
Distúrbio no local da aplicação7
Fadiga153
Mal-estar


17,1%
2,6%
1,1%


Não aplicável
1.6%
0,8%


Não aplicável
3,2%
0,3%

Distúrbios da mama51 e sistema reprodutivo
Sistomas mamários8
Dismenorréia81
Sangramento vaginal Distúrbios menstruais9
Espasmo154 uterino
Corrimento vaginal


22,4%
7,8%
6,4%
1,9%
1,9%


9,0%
3,9%
5,0%
0,5%
1,9%


6,1%
7,3%
3,7%
2,2%
0,7%

Distúrbios psiquiátricos
Distúrbios de humor, afetivo e ansiedade. 10


6,3%


5,1%


6,0%

1. Estudos incluem NRGEEP-CONT-002, NRGEEP-CONT-003 e NRGEEP-CONT-004 (principal grupo de análise da segurança utilizado para integrar o sumário).
2. Treze pacientes (8 Ortho Evra® , 2  Produto A e 3  Produto B) não tiveram os dados das medicações do início do estudo na base de dados.  Estas 13 pacientes (8 das quais tiveram pelo menos um evento adverso) foram excluídas, pois não foi possível determinar se estes eventos adversos foram do tratamento emergente ou não.
3. Produto A = medicamento contendo 150 mcg de desogestrel e 20 mcg de etinilestradiol.
4. Produto B = medicamento contendo 50 mcg de levonorgestrel e 30 mcg de etinilestradiol (dias 1-6), 75 mcg levonorgestrel e 25 mcg de etinilestradiol (dias 1-11) e 125 mcg levonorgestrel e 30 mcg de etinilestradiol (dias 12-21).
5. O termo dor abdominal consiste nos termos dores abdominais no alto e baixo ventre.
6. O termo infecção6 vaginal, vaginite155 fúngica152 contempla infecção6 fúngica152 (apenas vaginal), candidíase156 vaginal e infecção6 micótica vulvo-vaginal.
7. O termo distúrbios no local da aplicação consiste em: dermatite157 no local, descoloração, eritema158, hipersensibilidade, irritação, edema29, dor, pápulas159, prurido150, rash26, reações urticária160 e vesículas161 no local da aplicação.
8. O termo sintomas34 mamários consiste em: desconforto mamário, distúrbios mamários, ingurgitamento mamário, aumento mamário, dor nas mamas14, inchaço30 das mamas14 e doença fibrocística da mama51.
9. O termo sangramento vaginal e distúrbios menstruais consiste em: amenorréia128, distúrbio menstrual, menstruação19 irregular, metrorragia162, polimenorréia e hemorragia vaginal163.
10. Os termos distúrbios de humor, afetivo e ansiedade consistem em labilidade emocional, agressão, ansiedade, choro, depressão, alteração e variação de humor.

Eventos adversos adicionais que ocorreram com < 1% das pacientes tratadas com Ortho Evra® nos estudos clínicos mencionados acima estão listados na tabela a seguir.

Tabela 3. Reações adversas relatadas por < 1% das usuárias de Ortho Evra® em três estudos clínicos fase III.1,2

Sistemas /Órgãos
Reação adversa

Investigações
Aumento da pressão sanguínea, distúrbios de lipídeos3

Distúrbios respiratório, toráxico e mediastino164
Embolismo165 pulmonar

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo148
Cloasma130, dermatite157 de contato e eritema158

Distúrbios gerais e no local da aplicação
Retenção de fluidos4

Distúrbios hepatobiliares166
Colecistite167

Distúrbios do sistema reprodutivo e mamas14
Galactorréia168, corrimento Genital, síndrome102 pré-menstrual ressecamento vulvovaginal

Distúrbios psiquiátricos
Insônia, aumento e diminuição da libido169

1. Estudos incluídos NRGEEP-CONT-002, NRGEEP-CONT-003, e NRGEEP-CONT-004 (principal grupo de análise da segurança utilizado para integrar o sumário).
2. Treze pacientes (8 Ortho Evra® , 2  Produto A e 3  Produto B) não tiveram os dados das medicações do início do estudo na base de dados.  Estas 13 pacientes (8 das quais tiveram pelo menos um evento adverso) foram excluídas, pois não foi possível determinar se estes eventos adversos foram do tratamento emergente ou não.
3. O termo distúrbio de lipídeos consiste em: aumento do colesterol64  e  triglicérides65 sanguíneos.
4. O termo retenção de fluidos consiste em edema29 generalizado e inchaço30. O termo retenção de fluidos inclui Distúrbios dos Sistemas e Órgãos e condições no local da aplicação isto porque dois dos três termos (edema29 generalizado e inchaço30) ocorrem em Sistemas e Órgãos o termo retenção de fluidos ocorre em metabolismo170 e distúrbios da nutrição171.

Dados de pós-comercialização
Eventos adversos adicionais ao medicamento identificados durante a experiência de pós comercialização com Ortho Evra® /Evra® estão contemplados na tabela 4. Na tabela, as freqüências estão mostradas de acordo com a convenção abaixo:

Muito comum

≥1/10

Comum

≥1/100 e <1/10

Incomum

≥1/1.000 e <1/100

Raro

≥1/10.000 e <1/1,000

Muito raro

<1/10.000, incluindo casos isolados

Tabela 4.  Reações Adversas ao medicamento identificadas durante a experiência de pós-comercialização com Ortho Evra® /Evra® por freqüência das categorias estimadas a partir de taxas de relatos espontâneos.

Investigações

Muito raro

Anormalidade no colesterol64 sangüíneo, anormalidade na glicose123 sangüínea, diminuição da glicose123 sangüínea, aumento de lipoproteína de baixa densidade (LDL136)

Distúrbios cardíacos

Muito raro

Infarto172 agudo173 do miocárdio174

Distúrbios do sistema nervoso147

Muito raro

Acidente cerebrovascular1, hemorragia121 cerebral, disgeusia, hemorragia121 intracranial, derrame41 hemorrágico175, cefaléia35 com aura,  hemorragia121 subaracnóide.

Distúrbios do olho176

Muito raro

Intolerância a lentes de contato

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino164

Muito raro

Trombose107 pulmonar2

Distúrbios gastrintestinais

Muito raro

Colite177

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo148

Muito raro

Alopecia178, angioedema179, dermatite157 alérgica, eczema180, eritema multiforme181, eritema158 nodoso, rash26 esfoliativo, reação de fotossensibilidade, prurido150 generalizado, rash26, rash26 eritematoso182, rash26 prurítico, dermatite157 seborréica, reação de pele4, urticária160

Distúrbios do metabolismo170 e nutrição171

Muito raro

Hiperglicemia183, resistência à insulina125

Infecções39 e Infestações

Muito raro

Rash26 pustular

Danos, envenenamento e complicações de procedimentos

Muito raro

Complicação com lentes de contato

Neoplasmas184 benignos, malignos e inespecíficos (Incluindo cistos e pólipos185)

Muito raro

Câncer50 de mama51, câncer50 de mama51 estágio IV, carcinoma87 cervical, fibroadenoma186 das mamas14, adenoma90 hepático, neoplasia88 hepática89, leiomioma187 uterino

Distúrbios vasculares103

Muito raro

Trombose107 arterial3, hipertensão98, crise hipertensiva, trombose1074, trombose107 venosa5

Distúrbios gerais e condições do local da aplicação

Raro

Reações no local de administração6

Muito raro

Edema29 de face23, irritabilidade, edema29 localizado, edema29 periférico

Distúrbios do sistema imunológico188

Muito raro

Hipersensibilidade

Distúrbios hepatobiliares166

Muito raro

Colelitíase100, colestase189, lesão117 hepática89, Icterícia13 Colestática

Distúrbios da mama51 e sistema reprodutivo

Raro

Amenorréia128

Muito raro

Nódulos mamários, displasia190 cervical, hipomenorréia, menometrorragia, oligomenorréia129, supressão da lactação10

Distúrbios psiquiátricos

Muito raro

Raiva191, distúrbios emocionais e frustração

1. O termo acidente vascular85 consiste em acidente cerebrovascular, ataque isquêmico192 transitório, trombose107 intracranial do seio193 venoso, infarto172 cerebral, trombose107 cerebral venosa, infarto172 cerebral isquêmico192, trombose107 do seio193 sagital superior, derrame41 isquêmico192, trombose107 do seio193 transverso, derrame41 trombótico194, derrame41 tromboembólico, trombose107 arterial basilar, derrame41 do tronco cerebral195, oclusão da artéria196 carótida, embolismo165 cerebral arterial, oclusão da artéria196 cerebral, trombose107 da artéria196 cerebral, infarto172 lacunar e derrame41 embólico.
2. O termo trombose107 pulmonar consiste em trombose107 pulmonar e trombose107 da artéria pulmonar197.
3. O termo trombose107 arterial consiste em trombose107 arterial, trombose107 arterial de membros, trombose107 da artéria196 coronária, trombose107 da artéria196 ilíaca, trombo198 intracardíaco e oclusão da artéria196 da retina110.
4. O termo trombose107 consiste em trombose107, trombose107 vascular85 da retina110, embolismo165, Síndrome102 de Budd-Chiari, embolismo165 renal138 e embolismo165 periférico.
5. O termo trombose107 venosa consiste em oclusão venosa da retina110, trombose107 profunda das veias46, trombose107 venosa, trombose107 venosa pélvica199, tromboflebite42, trombose107 venosa dos membros, trombose107 da jugular, trombose107 das veias46 auxiliares, tromboflebite42 superficial, trombose107 da veia portal, trombose107 venosa mesentérica200, trombose107 da veia cava, trombose107 venosa renal138, trombose107 venosa esplênica201 e trombose107 venosa hepática89.
6. O termo reações no local de aplicação consiste em queimadura, ressecamento, cicatriz202, ferimentos no local de aplicação, reação de fotossensibilidade, esfoliação, inchaço30, crosta no local de aplicação, parestesia203, calor, sangramento, inflamação204 pústulas205 (retirado de Infecções39 e Infestações de Sistemas e Órgão), endurecimento, atrofia206, escoriação207, desconforto, anestesia208, úlcera209,eczema180, nódulo210, pus211, abscesso212, massa, erosão e odor no local de aplicação.

Superdose

Não foram relatados efeitos graves após a ingestão acidental de grandes doses de contraceptivos orais. A superdose pode causar náusea32 e vômito33. Pode ocorrer sangramento vaginal. No caso de suspeita de superdose, os adesivos transdérmicos devem ser removidos e administrado tratamento sintomático213.

Distribuição

A norelgestromina e o norgestrel (um metabólito77 sérico da norelgestromina) apresentam alta ligação (>97%) às proteínas133 plasmáticas. A norelgestromina liga-se à albumina214 e não à SHBG, ao passo que o norgestrel liga-se primariamente à SHBG, o que limita sua atividade biológica. O etinilestradiol liga-se extensivamente à albumina214 sérica.

Biotransformação

Uma vez que Evra® é de aplicação transdérmica, o metabolismo170 de primeira passagem (via trato gastrintestinal e/ou fígado69) da norelgestromina e do etinilestradiol, que seria esperado após a administração oral, é evitado. O metabolismo170 hepático da norelgestromina ocorre e os metabólitos143 incluem norgestrel, que está amplamente ligado à SHBG, e vários metabólitos143 hidroxilados e conjugados. O etinilestradiol também é metabolizado para vários produtos hidroxilados e seus conjugados glicuronídeo e sulfato.

Eliminação

Após a remoção do adesivo, as cinéticas215 de eliminação da norelgestromina e do etinilestradiol foram consistentes para todos os estudos com valores de meia-vida de aproximadamente 28 horas e 17 horas respectivamente. Os metabólitos143 da norelgestromina e do etinilestradiol são eliminados pelas vias renal138 e fecal.

Linearidade/Não-linearidade

Em estudos de dose múltipla, a Css e a AUC para a norelgestromina e o etinilestradiol aumentaram ligeiramente ao longo do tempo quando comparado à Semana 1 do Ciclo 1. Em um estudo de três ciclos, estes parâmetros farmacocinéticos atingiram as condições do estado de equilíbrio durante todas as 3 semanas do Ciclo 3. Estas observações são indicativas de cinética216 linear da norelgestromina e do etinilestradiol com o uso do adesivo.

Contraceptivo Transdérmico versus Contraceptivo Oral

Os perfis farmacocinéticos do contraceptivo transdérmico e oral são diferentes entre si e deve-se ter cautela ao se fazer uma comparação direta destes parâmetros.
Em um estudo comparando Evra® a um contraceptivo oral contendo norgestimato 250 mcg e etinilestradiol 35 mcg, os valores de Cmax foram duas vezes maiores para a norelgestromina e o etinilestradiol em indivíduos que receberam o contraceptivo oral quando comparados a Evra® , enquanto a exposição total (AUC e Css) foi comparável em indivíduos tratados com Evra® . A variabilidade interindividual (%CV) para os parâmetros farmacocinéticos após a liberação hormonal de Evra® foi maior em relação à variabilidade determinada para o contraceptivo oral.
Um outro estudo comparou o adesivo transdérmico produzido e comercializado nos EUA (Ortho Evra® - norelgestromina e etinilestradiol, 6 mg + 750 mcg, fabricado por Alza Corporation - não disponível no Brasil), cujo perfil farmacocinético é comparável a Evra® , a um contraceptivo oral contendo 250 mcg de norgestimato e 35 mcg de etinilestradiol. A exposição geral à norelgestromina e ao etinilestradiol (AUC e Css) foi maior nos indivíduos tratados com Ortho Evra® para o Ciclo 1 e para o Ciclo 2 que aquela obtida para o contraceptivo oral, enquanto que os valores de Cmax foram maiores em indivíduos que receberam o contraceptivo oral. No estado de equilíbrio, a AUC0-168 e a Css para etinilestradiol foi aproximadamente 55% e 60% maior, respectivamente, para o Ortho Evra® , e o Cmax foi aproximadamente 35% maior para o contraceptivo oral. A variabilidade interindividual (%CV) para os parâmetros farmacocinéticos após a administração de Ortho Evra® foi maior em relação a variabilidade determinada para o contraceptivo oral.
Na tabela a seguir, a mudança percentual nas concentrações (%CV) dos marcadores de atividade estrogênica sistêmica [globulina76 carreadora de corticosteróide (CBG), globulinas134 carreadoras de hormônios esteróides sexuais (SHBG) e capacidade carreadora - globulina76 carreadora de corticosteróide (CBG-BC)] entre o dia 1 e o dia 22 do Ciclo 1 são apresentadas. De forma geral, a mudança percentual das concentrações de CBG e CBG-BC foram similares nas usuárias de Ortho Evra® e do contraceptivo oral; as mudanças percentuais nas concentrações de SHBG foram maiores para usuárias de Ortho Evra® quando comparadas a mulheres utilizando contraceptivo oral. Dentro de cada grupo, os valores absolutos de CBG, SHBG e CBG-BC foram similares para o dia 22 do Ciclo 1 e dia 22 do Ciclo 2.

Alteração Percentual Média (%CV) para as Concentrações de CBG, SHBG E CBG-BC Seguida da Administração Única Diária de um Contraceptivo Oral (contendo 250 mcg de norgestimato e 35 mcg de etinilestradiol) para um Ciclo e Aplicação de Ortho Evra® para 1 Ciclo em Mulheres Voluntárias Saudáveis.

Parâmetro

Contraceptivo Oral
(% alteração do Dia 1 para Dia 22)

Ortho Evra®
(% alteração do Dia 1 para Dia 22)

CBG

157 (33,4)

153 (40,2)

SHBG

200 (43,2)

334 (39,3)

CBG-BC

139 (34,8)

128 (36,3)

Apesar das diferenças nos perfis farmacocinéticos de Ortho Evra® e de um contraceptivo oral (contendo 250 mcg de norgestimato e 35 mcg de etinilestradiol), a atividade estrogênica, avaliada pela síntese de globulinas134 hepáticas217, foi similar quando mede-se a CBG e a CBG-BC e maior para Ortho Evra® quando avalia-se SHBG.
A relevância clínica da diferença no perfil farmacocinético e resposta farmacodinâmica entre a administração transdérmica e a oral é desconhecida.

Efeitos da idade, peso corpíreo ou superfêcie corporal

Os efeitos da idade, peso corpóreo, superfície corporal e raça sobre a farmacocinética da norelgestromina e do etinilestradiol foram avaliados em 230 mulheres saudáveis participantes de 9 estudos farmacocinéticos de aplicações únicas do adesivo por 7 dias. Para a norelgestromina e o etinilestradiol, o aumento da idade, peso corpóreo e superfície corporal estava associado com ligeiras reduções nos valores de Css e AUC. Entretanto, apenas uma pequena fração (10-20%) da variabilidade global na farmacocinética da norelgestromina e do etinilestradiol após a aplicação do adesivo pode estar associada com qualquer um ou com todos os parâmetros demográficos acima. Não houve efeitos significantes da raça com relação a caucasianos, hispânicos e negros.


Evra - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

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Complementos

1 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
2 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
3 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
4 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
5 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
8 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
11 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
12 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
13 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
14 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
15 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
16 Concepção: O início da gravidez.
17 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
18 Defeitos congênitos: Problemas ou condições que estão presentes ao nascimento.
19 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
20 Nádegas:
21 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
22 Dorso: Face superior ou posterior de qualquer parte do corpo. Na anatomia geral, é a região posterior do tronco correspondente às vértebras; costas.
23 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
24 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
25 Diafragma: 1. Na anatomia geral, é um feixe muscular e tendinoso que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. 2. Qualquer membrana ou placa que divide duas cavidades ou duas partes da mesma cavidade. 3. Em engenharia mecânica, em um veículo automotor, é uma membrana da bomba injetora de combustível. 4. Na física, é qualquer anteparo com um orifício ou fenda, ajustável ou não, que regule o fluxo de uma substância ou de um feixe de radiação. 5. Em ginecologia, é um método contraceptivo formado por uma membrana de material elástico que envolve um anel flexível, usado no fundo da vagina de modo a obstruir o colo do útero. 6. Em um sistema óptico, é uma abertura que controla a seção reta de um feixe luminoso que passa através desta, com a finalidade de regular a intensidade luminosa, reduzir a aberração ou aumentar a profundidade focal.
26 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
27 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
28 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
29 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
30 Inchaço: Inchação, edema.
31 Melasma: Manchas escuras na face. O seu surgimento está relacionado à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais hormonais (pílula) e tem como fator desencadeante a exposição da pele ao sol. Quando estas manchas ocorrem durante a gravidez, recebem a denominação de cloasma gravídico. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o surgimento do melasma.
32 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
33 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
34 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
35 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
36 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
37 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
38 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
39 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
40 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
41 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
42 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
43 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
44 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
45 Olhos:
46 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
47 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
48 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
49 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
50 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
51 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
52 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
53 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
54 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
55 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
56 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
57 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
58 Pressão Diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
59 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
60 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
61 Vasos sangüíneos: Órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo o organismo. Existem três tipos principais de vasos sangüíneos que são as artérias, veias e capilares.
62 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
63 Mamografia: Estudo radiológico que utiliza uma técnica especial para avaliar o tecido mamário. Permite diagnosticar tumores benignos e malignos em fase inicial na mama. É um exame que deve ser realizado por mulheres, como prevenção ao câncer.
64 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
65 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
66 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
67 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
68 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
69 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
70 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
71 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
72 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
73 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
74 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
75 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
76 Globulina: Qualquer uma das várias proteínas globulares pouco hidrossolúveis de uma mesma família que inclui os anticorpos e as proteínas envolvidas no transporte de lipídios pelo plasma.
77 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
78 Estrógeno: Grupo hormonal produzido principalmente pelos ovários e responsáveis por numerosas ações no organismo feminino (indução da primeira fase do ciclo menstrual, desenvolvimento dos ductos mamários, distribuição corporal do tecido adiposo em um padrão feminino, etc.).
79 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
80 Anemia Ferropriva: Anemia por deficiência de ferro. É o tipo mais comum de anemia. Há redução da quantidade total de ferro corporal até a exaustão das reservas de ferro. O fornecimento de ferro é insuficiente para atingir as necessidades de diferentes tecidos, incluindo as necessidades para a formação de hemoglobina e dos glóbulos vermelhos.
81 Dismenorréia: Dor associada à menstruação. Em uma porcentagem importante de mulheres é um sintoma normal. Em alguns casos está associada a doenças ginecológicas (endometriose, etc.).
82 Gravidez ectópica: Implantação do produto da fecundação fora da cavidade uterina (trompas, peritôneo, etc.).
83 Doença inflamatória pélvica: Infecção aguda que compromete o trato genital feminino (ovários, trompas de Falópio, útero). Manifesta-se por dor, febre e descarga purulenta pela vagina.
84 Locais de aplicação: Locais do corpo onde a insulina é geralmente injetada.
85 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
86 Válvula cardíaca: Estrutura normal que separa as cavidades e grandes vasos cardíacos, assegurando que o fluxo de sangue produza-se apenas em um sentido. Pode ser sede de doenças infecciosas (endocardite bacteriana) ou auto-imunes (endocardite reumática).
87 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
88 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
89 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
90 Adenoma: Tumor do epitélio glandular de características benignas.
91 Fertilização: Contato entre espermatozóide e ovo, determinando sua união.
92 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
93 Abortamento: Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina.
94 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
95 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
96 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
97 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
98 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
99 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
100 Colelitíase: Formação de cálculos no interior da vesícula biliar.
101 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
102 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
103 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
104 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
105 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
106 Trombose Venosa Superficial: Caracteriza-se pela coagulação de sangue dentro das veias superficiais, também chamada tromboflebite superficial ou flebite. Ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço). Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele. É uma das complicações das varizes.
107 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
108 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
109 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
110 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
111 Eletiva: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
112 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
113 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
114 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
115 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
116 Diplopia: Visão dupla.
117 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
118 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
119 Sístole: Período em que o miocárdio (músculo cardíaco) se contrai. Nesta fase, o sangue é ejetado dos ventrículos para as artérias.
120 Diástole: Período em que o miocárdio (músculo cardíaco) se relaxa. Nesta fase o sangue entra nos átrios, proveniente das veias e, em seguida, passa aos ventrículos.
121 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
122 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
123 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
124 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
125 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
126 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
127 Enxaquecas: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
128 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
129 Oligomenorréia: Menstruação produzida a intervalos prolongados. Pode ser a expressão de anormalidades na função ovariana.
130 Cloasma: Manchas escuras na face. O seu surgimento está relacionado à gravidez. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o seu surgimento. O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gravidez, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento.
131 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
132 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
133 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
134 Globulinas: Qualquer uma das várias proteínas globulares pouco hidrossolúveis de uma mesma família que inclui os anticorpos e as proteínas envolvidas no transporte de lipídios pelo plasma.
135 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
136 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
137 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
138 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
139 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
140 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
141 Menarca: Refere-se à ocorrência da primeira menstruação.
142 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
143 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
144 Lactante: Que produz leite; que aleita.
145 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
146 Cabeça:
147 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
148 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
149 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
150 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
151 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
152 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
153 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
154 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
155 Vaginite: Inflamação da mucosa que recobre a vagina. Em geral é devido a uma infecção bacteriana ou micótica. Manifesta-se por ardor, dor espontânea ou durante o coito (dispareunia) e secreção mucosa ou purulenta pela mesma.
156 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
157 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
158 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
159 Pápulas: Lesões firmes e elevadas, com bordas nítidas e diâmetro que varia de 1 a 5 milímetros (até 1 centímetro, segundo alguns autores).
160 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
161 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
162 Metrorragia: Hemorragia uterina produzida fora do período menstrual. Pode ser sinal de menopausa. Em certas ocasiões é produzida pela presença de tumor uterino ou nos ovários.
163 Hemorragia vaginal: Hemorragia vaginal anormal é a perda de sangue por via vaginal fora do período menstrual ou que surge em grandes quantidades (durante mais de sete dias). É preciso considerar a situação menstrual da mulher: se ela tem menstruações normais, irregulares, com falhas, se é muito jovem, se está perto da menopausa ou se já está na menopausa.
164 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
165 Embolismo: É o mesmo que embolia, mas é um termo menos usado. Significa obstrução de um vaso, frequentemente uma artéria, pela migração de um corpo estranho (chamado de êmbolo) levado pela corrente sanguínea.
166 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
167 Colecistite: Inflamação aguda da vesícula biliar. Os sintomas mais freqüentes são febre, dor na região abdominal superior direita (hipocôndrio direito), náuseas, vômitos, etc. Seu tratamento é cirúrgico.
168 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
169 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
170 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
171 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
172 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
173 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
174 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
175 Hemorrágico: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
176 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
177 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
178 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
179 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
180 Eczema: Afecção alérgica da pele, ela pode ser aguda ou crônica, caracterizada por uma reação inflamatória com formação de vesículas, desenvolvimento de escamas e prurido.
181 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
182 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
183 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
184 Neoplasmas: Tumor ou massa anormal de tecido decorrente do crescimento anormal ou divisão de células incontrolada e progressiva.
185 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
186 Fibroadenoma: Tumor benigno derivado dos tecidos fibroso e glandular.
187 Leiomioma: Tumor benigno do músculo liso que pode localizar-se em qualquer órgão que seja formado pelo dito tecido.
188 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
189 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
190 Displasia: Desenvolvimento ou crescimento anormal de um tecido ou órgão.
191 Raiva: 1. Doença infecciosa freqüentemente mortal, transmitida ao homem através da mordida de animais domésticos e selvagens infectados e que produz uma paralisia progressiva juntamente com um aumento de sensibilidade perante estímulos visuais ou sonoros mínimos. 2. Fúria, ódio.
192 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
193 Seio: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
194 Trombótico: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
195 Tronco Cerebral: Parte do encéfalo que conecta os hemisférios cerebrais à medula espinhal. É formado por MESENCÉFALO, PONTE e MEDULA OBLONGA.
196 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
197 Artéria Pulmonar: Vaso curto e calibroso que se origina do cone arterial do ventrículo direito e transporta sangue venoso para os pulmões. DF
198 Trombo: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
199 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
200 Mesentérica: Relativo ao mesentério, ou seja, na anatomia geral o mesentério é uma dobra do peritônio que une o intestino delgado à parede posterior do abdome.
201 Esplênica: Relativa ao baço.
202 Cicatriz: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
203 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
204 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
205 Pústulas: Elevações da pele contendo pus, de até um centímetro de diâmetro.
206 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
207 Escoriação: Ato ou efeito de escoriar-se; esfolar-se, ferir-se.
208 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
209 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
210 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
211 Pus: Secreção amarelada, freqüentemente mal cheirosa, produzida como conseqüência de uma infecção bacteriana e formada por leucócitos em processo de degeneração, plasma, bactérias, proteínas, etc.
212 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
213 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
214 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
215 Cinéticas: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
216 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
217 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.

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