Preço de SEROQUEL em Woodbridge/SP: R$ 62,83

SEROQUEL

AstraZeneca

Atualizado em 09/12/2014

SEROQUEL®

Fumarato de Quetiapina

Forma Farmacêutica e Apresentações de Seroquel

Comprimidos revestidos de 25 mg. Embalagem com 14.Comprimidos revestidos de 100 mg. Embalagem com 28.
Comprimidos revestidos de 200 mg. Embalagem com 28.

USO ADULTO

Composição de Seroquel

Cada comprimido de 25 mg contém:
Fumarato de quetiapina (equivalente 25 mg de quetiapina) 28,78 mg
Excipientes q.s.p. .................... 1 comprimido
Excipientes: polividona, fosfato de cálcio dibásico, celulose microcristalina,
lactose1 monoidratada, amido glicolato de sódio (tipo A), estearato
de magnésio, hipromelose, macrogol 400, dióxido de titânio, óxido de
ferro vermelho, óxido de ferro amarelo.
Cada comprimido de 100 mg contém:
Fumarato de quetiapina (equivalente a 100 mg de quetiapina) 115,13 mg
Excipientes q.s.p. .................... 1 comprimido
Excipientes: polividona, fosfato de cálcio dibásico, celulose microcristalina,
lactose1 monoidratada, amido glicolato de sódio (tipo A), estearato
de magnésio, hipromelose, macrogol 400, dióxido de titânio, óxido de
ferro amarelo.
Cada comprimido de 200 mg contém:
Fumarato de quetiapina (equivalente a 200 mg de quetiapina) 230,26 mg
Excipientes q.s.p. .................... 1 comprimido
Excipientes: polividona, fosfato de cálcio dibásico, celulose microcristalina,
lactose1 monoidratada, amido glicolato de sódio (tipo A), estearato
de magnésio, hipromelose, macrogol 400, dióxido de titânio.

Informações ao Paciente de Seroquel

Ação esperada do medicamento: Redução dos sintomas2 da esquizofrenia3.Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente
(entre 15oC e 30oC). Proteger da luz e umidade.
Prazo de validade: Este produto apresenta prazo de validade de 36
meses a partir da data de fabricação.
Gravidez4 e lactação5: Informe seu médico a ocorrência de gravidez4
na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico
se está amamentando. Você não deve amamentar enquanto estiver
tomando SEROQUEL® (fumarato de quetiapina). Em caso de dúvida,
consulte seu médico.
Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando
sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) pode ser tomado junto com
as refeições ou entre elas, mas você deve tomá-lo duas vezes ao dia.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento
do seu médico.
Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis. Geralmente SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) é
bem tolerado. No entanto, você poderá sentir sonolência, vertigem6,
prisão de ventre, tontura7 ao levantar-se e boca8 seca, principalmente
no início do tratamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE
DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: Enquanto estiver
em tratamento com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina), não tome
nenhum outro medicamento sem o consentimento de seu médico.
Evite ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com SEROQUEL
® (fumarato de quetiapina).
Contra-indicações e precauções: SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
é contra-indicado em todos os casos de hipersensibilidade a
qualquer componente da fórmula do produto. Informe seu médico
sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou
durante o tratamento. SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) pode
provocar algum aumento de peso, especialmente no início do tratamento.
Portanto, procure comer moderadamente neste período.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas:
Devido ao seu efeito primário no sistema nervoso central9, a quetiapina
pode interferir com atividades que requeiram alerta mental. Durante
o tratamento não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua
habilidade e atenção podem ser prejudicadas.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE10.

Informações Técnicas de Seroquel

CARACTERÍSTICAS
Propriedades Farmacodinâmicas

A quetiapina é um agente antipsicótico atípico que interage com ampla
gama de receptores de neurotransmissores. A quetiapina exibe afinidade
pelos receptores de serotonina (5HT2) no cérebro11 e pelos receptores
de dopamina12 D1 e D2. É esta combinação de antagonismo ao
receptor com alta seletividade para receptores 5HT2 em relação ao
receptor de dopamina12 D2 que acredita-se contribuir para as propriedades
antipsicóticas e abaixa a suscetibilidade das reações adversas
extrapiramidais (EPS) de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina). A
quetiapina tem também alta afinidade pelos receptores histamínicos
e a1-adrenérgicos13, afinidade mais baixa nos receptores a2-adrenérgicos13,
mas não possui afinidade apreciável nos receptores muscarínicos
colinérgicos ou benzodiazepínicos. A quetiapina é ativa em
testes de atividade antipsicótica, como de evitação condicionada. A
quetiapina também reverte a ação dos agonistas de dopamina12, medido
tanto em termos comportamentais quanto eletrofisiologicamente, e
aumenta a concentração de metabólitos14 de dopamina12, uma indicação
de bloqueio do receptor de dopamina12 D2.
Em testes pré-clínicos preditivos de efeitos colaterais15 extrapiramidais,
a quetiapina é diferente do padrão dos outros antipsicóticos e tem
um perfil atípico. A quetiapina não produz supersensibilidade nos receptores
de dopamina12 D2 após administração crônica. A quetiapina
causa apenas catalepsia leve em doses eficazes de bloqueio do receptor
de dopamina12 D2.
A quetiapina demonstra seletividade para o sistema límbico por produzir
bloqueio de despolarização nos neurônios16 mesolímbicos A10,
mas não nos neurônios16 nigro-estriatais A9 que contêm dopamina12
após administração crônica. A quetiapina exibe uma tendência mínima
de causar distonia17 em macacos Cebus sensibilizados com haloperidol
ou sem sensibilização com drogas (drug-naive) após administração
crônica e aguda. Os resultados destes testes mostraram que SEROQUEL
® (fumarato de quetiapina) deve ter mínima probabilidade de
causar efeitos colaterais15 extrapiramidais, e isto leva à hipótese de
que agentes com uma baixa probabilidade de causar efeitos colaterais15
extrapiramidais também podem ter uma baixa probabilidade de produzir
discinesia tardia18.
Em 3 estudos clínicos controlados com placebo19, usando doses variáveis
de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina), não havia diferenças
de incidência20 de efeitos colaterais15 extrapiramidais ou uso concomitante
de anticolinérgicos, entre os grupos tratados com SEROQUEL® (fumarato
de quetiapina) e os grupos tratados com placebo19. Um estudo
controlado com placebo19 avaliando doses fixas de SEROQUEL® (fumarato
de quetiapina) em uma faixa de 75 a 750 mg/dia não mostrou
evidências de um aumento nos efeitos colaterais15 extrapiramidais ou
no uso concomitante de anticolinérgicos. A falta de indução de efeitos
colaterais extrapiramidais é considerado uma característica de antipsicóticos
atípicos.
Diferentemente de outros antipsicóticos, SEROQUEL® (fumarato de
quetiapina) não produz elevações mantidas da prolactina21, o que é
considerado uma característica dos agentes atípicos. Ao final de um
estudo clínico de múltiplas doses fixas, não houve diferenças nos níveis
de prolactina21 entre placebo19 e SEROQUEL® (fumarato de quetiapina),
na faixa de dose recomendada.
Em estudos clínicos, SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) mostrouse
eficaz no tratamento dos sintomas2 positivos e negativos da esquizofrenia3.
Em estudos comparativos, SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
demonstrou ser tão eficaz quanto os agentes antipsicóticos,
tais como clorpromazina e haloperidol.
Comprimidos revestidos
Estudos clínicos demonstraram que SEROQUEL® (fumarato de
quetiapina) é eficaz quando administrado 2 vezes ao dia, apesar da
quetiapina ter uma meia-vida farmacocinética de 7 horas. Isto é
sustentado por dados de um estudo de tomografia com emissão de
pósitrons (PET), o qual identificou que para a quetiapina a ocupação
dos receptores 5HT2 e dos receptores de dopamina12 D2 é mantida por
até 12 horas. A segurança e a eficácia de doses maiores que 800
mg/dia não foram avaliadas.
Propriedades Farmacocinéticas
A quetiapina é bem absorvida e extensivamente metabolizada após
administração oral. Os principais metabólitos14 no plasma22 humano não
têm atividade farmacológica significante.
A biodisponibilidade da quetiapina não é afetada de forma significativa
pela administração com alimentos. A meia-vida de eliminação da
quetiapina é de aproximadamente 7 horas. A quetiapina liga-se em
aproximadamente 83% das proteínas23 plasmáticas.
A farmacocinética da quetiapina é linear e não difere entre homens e
mulheres.
A depuração média da quetiapina no idoso é aproximadamente 30%
a 50% menor do que a observada em adultos com idade entre 18 e
65 anos.
A depuração plasmática média da quetiapina foi reduzida em aproximadamente
25% em pacientes com insuficiência renal24 grave (depuração
da creatinina25 menor que 30 ml/min/1,73 m2), mas os valores
individuais de depuração estão dentro da faixa para indivíduos normais.
A quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado26, com a drogamãe
constituindo menos de 5% do material inalterado relacionado
ao fármaco27 na urina28 ou fezes, após administração de quetiapina marcada
radioativamente. Aproximadamente 73% da radioatividade é excretada
na urina28 e 21% nas fezes. A depuração plasmática média da
quetiapina é reduzida em aproximadamente 25% em pessoas com
insuficiência hepática29 (cirrose30 alcoólica hepática31). Como a quetiapina
é extensivamente metabolizada pelo fígado26, altos níveis plasmáticos
são esperados em pessoas com insuficiência hepática29 e ajustes de
dosagem podem ser necessários nesses pacientes (ver item Posologia
e Modo de Usar).
Investigações in vitro estabeleceram que CYP3A4 é a principal enzima32
responsável pelo metabolismo33 da quetiapina mediado pelo citocromo
P450.
A quetiapina e diversos de seus metabólitos14 foram considerados inibidores
fracos das atividades do citocromo P450 1A2, 2C9, 2C19,
2D6 e 3A4, mas apenas em concentrações pelo menos de 10 a 50
vezes mais altas que aquelas observadas na faixa de dose eficaz
usual de 300 a 450 mg/dia em seres humanos. Com base nestes
resultados in vitro, é improvável que a co-administração de quetiapina
e outros fármacos resulte em inibição clinicamente significante do
metabolismo33 de outros fármacos mediado pelo citocromo P450.
Dados de segurança pré-clínica
Estudos de toxicidade34 aguda:
A quetiapina tem baixa toxicidade34
aguda. Os resultados encontrados em camundongos e ratos após
dose oral (500 mg/kg) ou intraperitoneal (100 mg/kg) foram típicos
de um agente neuroléptico35 efetivo e incluiu decréscimo da atividade
motora, ptose36, perda dos reflexos direitos, fluido ao redor da boca8 e
convulsões.
Estudos de toxicidade34 com doses repetidas: Em estudos de doses
múltiplas em ratos, cachorros e macacos, foram observados efeitos
previstos de fármacos antipsicóticos no SNC37 com quetiapina (por
exemplo, sedação38 em doses baixas e tremor, convulsões ou prostração39
em altas doses).
A hiperprolactinemia, induzida pela atividade antagonista40 da quetiapina
ou de seus metabólitos14 no receptor de dopamina12 D2, variou entre
as espécies, mas foi mais acentuada no rato, e uma faixa de efeitos
conseqüentes a isso foram observados em 12 meses de estudo, incluindo
hiperplasia41 mamária, aumento do peso da pituitária, diminuição
do peso uterino e aumento do crescimento das fêmeas.
Efeitos hepáticos morfológicos e funcionais reversíveis, consistentes
com indução de enzima32 hepática31, foram observados em camundongos,
ratos e macacos.
Hipertrofia42 da célula43 folicular da tireóide e alterações concomitantes
nos níveis plasmáticos dos hormônios tireoidianos ocorreram em ratos
e macacos.
Pigmentação de uma série de tecidos, particularmente a tireóide,
não foi associada a nenhum efeito morfológico ou funcional.
Aumentos transitórios na freqüência cardíaca, desacompanhados de
efeito na pressão sangüínea44, ocorreram em cachorros.
Cataratas triangulares posteriores observadas em cachorros após 6
meses de tratamento em doses de 100 mg/kg/dia, foram consistentes
com a inibição da biossíntese de colesterol45 no cristalino46. Nenhuma
catarata47 foi observada em macacos Cynomolgus dosados com até
225 mg/kg/dia, nem em roedores. Monitorização em estudos clínicos
não revelou no homem nenhuma opacidade de córnea48 relacionada à
droga.
Nenhuma evidência de redução de neutrófilos49 ou agranulocitose50 foi
vista nos estudos de toxicidade34.
Estudos de carcinogenicidade: Em estudos em ratos (doses de
0, 20, 75 e 250 mg/kg/dia), a incidência20 de adenocarcinomas mamários
em ratas aumentou em todas as doses, conseqüência da prolongada
hiperprolactinemia.
Em ratos machos (250 mg/kg/dia) e camundongos (250 e 750 mg/kg/
dia), houve um aumento na incidência20 de adenomas benignos da
célula43 folicular tireoidiana, consistente com mecanismos específicos
de roedores, resultantes da intensificação da depuração de tiroxina
hepática31.
Estudos de reprodução51: Efeitos relacionados aos níveis elevados de
prolactina21 (redução marginal na fertilidade de machos e pseudogravidez,
períodos prolongados de diestro, aumento do intervalo précoito
e redução na taxa de gravidez4) foram observados em ratos,
apesar de estes efeitos não serem diretamente relevantes aos humanos
por causa das diferenças de espécie no controle hormonal de
reprodução51.
A quetiapina não apresentou efeitos teratogênicos52.
Estudos de mutagenicidade: Estudos de toxicidade34 genética com
quetiapina mostraram que ela não é mutagênica ou clastogênica.

Indicação de Seroquel

SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) é indicado para o tratamentoda esquizofrenia3.

Contra-Indicação de Seroquel

SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) é contra-indicado em
pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente
de sua fórmula.

Precauções e Advertências de Seroquel

Doenças concomitantesSEROQUEL® (fumarato de quetiapina) deve ser usado com
precaução em pacientes com doença cardiovascular conhecida,
doença cerebrovascular53 ou outras condições que os
predisponham à hipotensão54. SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
pode induzir hipotensão54 ortostática, especialmente
durante o período inicial de titulação da dose. Isto é mais
comum em pacientes idosos do que em pacientes mais jovens.
Em estudos clínicos, a quetiapina não foi associada ao
aumento persistente dos intervalos QTc. No entanto, assim
como para outros antipsicóticos, deve-se ter cautela ao prescrever
quetiapina com fármacos que prolonguem o intervalo
QTc, especialmente no idoso.
Convulsões
Em estudos clínicos controlados não foi observada diferença
na incidência20 de convulsões em pacientes tratados com
SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) ou placebo19. Assim
como outros antipsicóticos, recomenda-se cautela ao tratar
pacientes com história de convulsões.
Discinesia tardia18
Em estudos clínicos controlados, a incidência20 de sintomas2
extrapiramidais não foi diferente do placebo19 em toda a faixa
de dosagem recomendada. Isto prediz que SEROQUEL®
(fumarato de quetiapina) tem menor potencial de induzir
discinesia tardia18 do que outros agentes antipsicóticos. Entretanto,
se sinais55 e sintomas2 de discinesia tardia18 aparecerem,
deve ser considerada uma redução da dose ou a descontinuação
de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).
Síndrome56 neuroléptica maligna
Síndrome56 neuroléptica maligna tem sido associada ao tratamento
antipsicótico. As manifestações clínicas incluem hipertermia,
estado mental alterado, rigidez muscular, instabilidade
autonômica e creatina fosfoquinase elevada. Caso isto ocorra,
SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) deve ser descontinuado
e tratamento médico apropriado deve ser administrado.
Interações
Ver também Interações Medicamentosas.
O uso concomitante de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
com indutores de enzimas hepáticas57, como carbamazepina,
pode diminuir substancialmente a exposição sistêmica para
a quetiapina. Dependendo da resposta clínica, altas doses
de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) precisam ser consideradas,
se SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) é usado
concomitantemente com indutores de enzimas hepáticas57.
Durante administração concomitante de fármacos inibidores
potentes da CYP3A4 (como antifúngicos azóis e antibióticos
macrolídeos), as concentrações plasmáticas de quetiapina
podem estar significativamente aumentada, como observado
em pacientes em estudos clínicos. Como conseqüência disto,
devem ser usadas doses reduzidas de SEROQUEL® (fumarato
de quetiapina). Considerações especiais devem ser administradas
em idosos e pacientes debilitados. A relação risco/benefício
precisa ser considerada como base individual em todos
os pacientes.
Uso durante a gravidez4 e lactação5
A segurança e a eficácia de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
durante a gestação humana não foram estabelecidas.
Portanto, SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) só deve ser
usado durante a gravidez4 se os benefícios justificarem os riscos
potenciais.
O grau de excreção da quetiapina no leite humano é desconhecido.
Portanto, as mulheres devem ser orientadas a não
amamentarem enquanto estiverem tomando SEROQUEL®
(fumarato de quetiapina).

Interações Medicamentosas de Seroquel

Devido aos efeitos primários da quetiapina sobre o sistema
nervoso central, SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) deve
ser usado com cuidado em combinação com outros agentes
de ação central e com álcool.
A farmacocinética do lítio não foi alterada quando co-administrado
com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).
A farmacocinética da quetiapina não foi alterada de forma significativa
após a co-administração com os antipsicóticos risperidona
ou haloperidol. Entretanto, a co-administração de
SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) com tioridazina causou
elevações na depuração da quetiapina.
A quetiapina não induziu os sistemas hepáticos enzimáticos
envolvidos no metabolismo33 da antipirina. Entretanto, em um
estudo de múltiplas doses em pacientes para avaliar a farmacocinética
da quetiapina antes da administração e durante tratamento
com carbamazepina (um conhecido indutor de enzima32
hepática31), a co-administração de carbamazepina aumentou
significativamente a depuração de quetiapina.
Este aumento da depuração reduziu a exposição sistêmica
da quetiapina (como mensurado pela AUC) em média 13% da
exposição durante administração só de quetiapina, embora
um maior efeito tenha sido observado em muitos pacientes.
Como uma conseqüência da interação, pode ocorrer uma diminuição
da concentração plasmática de quetiapina e, conseqüentemente,
em cada paciente, dependendo da resposta
clínica, um aumento da dose de SEROQUEL® (fumarato de
quetiapina) deve ser considerado. Deve-se notar que a dose
máxima diária recomendada de SEROQUEL® (fumarato de
quetiapina) é 750 mg/dia e tratamentos contínuos em altas
doses devem ser considerados somente como resultado de
considerações cuidadosas da avaliação do risco/benefício para
cada paciente. A co-administração de SEROQUEL® (fumarato
de quetiapina) e outro indutor de enzima32 microssomal, fenitoína,
também causou aumentos na depuração de quetiapina.
Doses elevadas de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
podem ser necessárias para manter o controle dos sintomas2
psicóticos em pacientes que estejam recebendo concomitantemente
SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) e fenitoína ou
outros indutores de enzimas hepáticas57 (por exemplo: barbituratos,
rifampicina etc.). Pode ser necessária a redução de
dose de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) se a fenitoína,
a carbamazepina ou outro indutor de enzimas hepáticas57 forem
retirados e substituídos por um agente não indutor (por
exemplo: valproato de sódio).
CYP3A4 é a principal enzima32 responsável pelo metabolismo33
da quetiapina mediado pelo citocromo P450. A farmacocinética
da quetiapina não foi alterada após co-administração com
cimetidina, um conhecido inibidor da enzima32 P450. A farmacocinética
da quetiapina não foi significativamente alterada após
co-administração com antidepressivos imipramina (um conhecido
inibidor da CYP2D6) ou fluoxetina (um conhecido inibidor
da CYP3A4 e da CYP2D6). Em estudos de múltiplas doses
em voluntários sadios para avaliar a farmacocinética da quetiapina
antes da administração e durante o tratamento com
cetoconazol, a co-administração do cetoconazol resulta em
aumento da Cmáx e AUC de quetiapina de 235% e 522%, respectivamente,
correspondendo a uma diminuição na depuração
de 84%. A meia-vida média da quetiapina aumentou de
2,6 para 6,8 horas, mas a tmáx média ficou inalterada. Devido
ao potencial para uma interação de magnitude semelhante
em uso clínico, a dosagem de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
deve ser reduzida durante uso concomitante de quetiapina
e potentes inibidores da CYP3A4 (como antifúngicos azóis
e antibióticos macrolídeos).

Reações Adversas de Seroquel

Tratamento com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) podeestar associado a astenia58 leve, boca8 seca (7%), rinite59, dispepsia60
ou constipação61 (9%). Sonolência (17,5%) pode ocorrer, normalmente
durante as primeiras duas semanas de tratamento,
a qual geralmente é resolvida com a administração continuada
de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).
Hipersensibilidade, incluindo angiodema, foi relatada muito
raramente.
Assim como outros antipsicóticos, SEROQUEL® (fumarato de
quetiapina) pode estar associado a ganho de peso limitado,
predominantemente durante as primeiras semanas de tratamento.
Assim como outros antipsicóticos com atividade bloqueadora
alfa-1-adrenérgica, SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
pode induzir hipotensão54 ortostática (7%), associada a vertigem6
(10%), taquicardia62 e síncope63 em alguns pacientes. Esses
eventos ocorrem especialmente durante a fase inicial de
titulação da dose (ver item Precauções e Advertências).
Existem relatos ocasionais de convulsões em pacientes tratados
com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina), embora a
freqüência não tenha sido maior do que a observada em
pacientes que receberam placebo19 em estudos clínicos controlados
(ver item Precauções e Advertências).
Há relatos muito raros de priapismo64 em pacientes tratados
com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).
Assim como outros agentes antipsicóticos, foram relatados
casos raros de possível síndrome56 neuroléptica maligna em
pacientes tratados com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
(ver item Precauções e Advertências).
Assim como outros agentes antipsicóticos, leucopenia65 e/ou
neutropenia66 foram observadas em pacientes tratados com
SEROQUEL® (fumarato de quetiapina). Não há casos reportados
em estudos clínicos controlados com SEROQUEL® (fumarato
de quetiapina) de neutropenia66 grave persistente ou
agranulocitoses. Durante experiência pós-comercialização,
a resolução da leucopenia65 e/ou neutropenia66 tem ocorrido
após o término da terapia com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).
Os possíveis fatores de risco para leucopenia65 e/ou
neutropenia66 incluem diminuição preexistente da contagem de
células67 brancas e história de leucopenia65 e/ou neutropenia66
induzida por fármacos.
Ocasionalmente foi observada eosinofilia68.
Assim como outros agentes antipsicóticos, casos raros de
edema69 periférico têm sido reportados em pacientes tratados
com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).
Elevações assintomáticas nos níveis de transaminases séricas
(alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase) ou nos
níveis de gama-GT foram observadas em alguns pacientes
recebendo SEROQUEL® (fumarato de quetiapina). Geralmente,
estes aumentos foram reversíveis no decorrer do tratamento.
Fora do jejum, pequenas elevações dos níveis de triglicérides70
séricos e colesterol45 total foram observadas durante tratamento
com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).
O tratamento com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) foi
associado com pequenas diminuições relacionadas à dose
dos níveis de hormônios da tireóide, particularmente T4 total e
T4 livre. A redução no T4 total e livre foi máxima nas primeiras
2 a 4 semanas de tratamento com SEROQUEL® (fumarato de
quetiapina), sem redução adicional durante o tratamento a longo
prazo. Em quase todos os casos, a interrupção do tratamento
com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) esteve associado
à reversão dos efeitos sobre T4 total e livre, independente
da duração do tratamento. Pequenas diminuições no T3
total e T3 reverso foram observadas somente com altas doses.
Os níveis de tireoglobulinas (TBG) foram inalterados e não
foram observados aumentos no TSH, sem a indicação de que
SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) causa hipotiroidismo
clinicamente relevante.
Assim como outros antipsicóticos, SEROQUEL® (fumarato de
quetiapina) pode causar prolongamento do intervalo QTc, mas
em ensaios clínicos71 isto não esteve associado ao aumento
persistente (ver item Precauções e Advertências).

Posologia e Modo de Usar de Seroquel

SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) deve ser administrado duas
vezes ao dia, com ou sem alimento.
Adultos
A dose total diária para os quatro dias iniciais do tratamento é 50 mg
(dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4).
A partir do 4º dia de tratamento, a dose deve ser ajustada até atingir
a faixa considerada eficaz de 300 a 450 mg/dia. Dependendo da
resposta clínica e tolerabilidade de cada paciente, a dose pode ser
ajustada na faixa de 150 a 750 mg/dia.
Pacientes idosos
Assim como outros antipsicóticos, SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
deve ser usado com cautela no paciente idoso, especialmente
durante o período inicial. Pode ser necessário ajustar a dosagem
mais lentamente e a dose terapêutica72 diária pode ser menor do que
a usada por pacientes jovens, dependendo da resposta clínica e da
tolerabilidade de cada paciente. A depuração plasmática média de
quetiapina foi reduzida em 30% a 50% em pacientes idosos quando
comparados com pacientes jovens. O tratamento deve ser iniciado
com 25 mg/dia de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina), aumentando
a dose diariamente em incrementos de 25 a 50 mg, até atingir
a dose eficaz, que provavelmente será menor que a dose para pacientes73
mais jovens.
Crianças e adolescentes
A segurança e a eficácia de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina)
não foram avaliadas em crianças e adolescentes.
Pacientes com insuficiência renal24
Não é necessário ajuste de dose.
Pacientes com insuficiência hepática29
A quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado26 e, portanto,
deve ser usada com cautela em pacientes com insuficiência hepática29
conhecida, especialmente durante o período inicial.
Pacientes com insuficiência hepática29 devem iniciar o tratamento com
25 mg/dia de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina), aumentando a
dose diariamente em incrementos de 25 a 50 mg, até atingir a dose
eficaz, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente.

Superdosagem de Seroquel

Em estudos clínicos, a experiência com superdosagem de SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) é limitada. Doses estimadas de mais
de 20 g foram tomadas, não tendo sido relatada nenhuma fatalidade
e os pacientes recuperaram-se sem seqüelas.
Em geral, os sinais55 e sintomas2 relatados foram resultantes da exacerbação
dos efeitos farmacológicos conhecidos da quetiapina, isto é,
sonolência e sedação38, taquicardia62 e hipotensão54.
Não há antídoto74 específico para a quetiapina. Em casos de intoxicação
grave, a possibilidade do envolvimento de múltiplos fármacos deve
ser considerada e recomenda-se procedimentos de terapia intensiva75,
incluindo estabelecimento e manutenção de vias aéreas desobstruídas,
garantindo oxigenação e ventilação76 adequadas, e monitorização
e suporte do sistema cardiovascular77.
Supervisão médica e monitorização cuidadosas devem ser mantidas
até a recuperação do paciente.

Pacientes Idosos de Seroquel

Vide Posologia e Características.
PRODUTO NOVO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO
E EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E
SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM
OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO
DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE
REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER
NOTIFICADO.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
6 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
7 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
8 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
9 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
10 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
11 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
12 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
13 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
14 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
15 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
16 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
17 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
18 Discinesia tardia: Síndrome potencialmente irreversível, caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não intencionais dos músculos da língua, boca, face, pescoço e (mais raramente) das extremidades. Ela se caracteriza por movimentos discinéticos involuntários e irreversíveis e pode se desenvolver com o uso de medicamentos tais como antipsicóticos e neurolépticos.
19 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
20 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
21 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
22 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
23 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
24 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
25 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
26 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
27 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
28 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
29 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
30 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
31 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
32 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
33 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
34 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
35 Neuroléptico: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
36 Ptose: Literalmente significa “queda” e aplica-se em distintas situações para significar uma localização inferior de um órgão ou parte dele (ptose renal, ptose palpebral, etc.).
37 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
38 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
39 Prostração: 1. Ato ou efeito de prostrar(-se); prosternação 2. Debilidade física; fraqueza, abatimento, moleza. 3. Abatimento psíquico ou moral; depressão.
40 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
41 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
42 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
43 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
44 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
45 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
46 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
47 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
48 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
49 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
50 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
51 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
52 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
53 Doença cerebrovascular: É um dano aos vasos sangüíneos do cérebro que resulta em derrame (acidente vascular cerebral). Os vasos tornam-se obstruídos por depósitos de gordura (aterosclerose) ou tornam-se espessados ou duros bloqueando o fluxo sangüíneo para o cérebro. Quando o fluxo é interrompido, as células nervosas sofrem dano ou morrem, resultando no derrame. Pacientes com diabetes descompensado têm maiores riscos de AVC.
54 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
55 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
56 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
57 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
58 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
59 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
60 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
61 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
62 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
63 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
64 Priapismo: Condição, associada ou não a um estímulo sexual, na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido habitual. Essa ereção é involuntária, duradora (cerca de 4 horas), geralmente dolorosa e potencialmente danosa, podendo levar à impotência sexual irreversível, constituindo-se numa emergência médica.
65 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
66 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
67 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
68 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
69 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
70 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
71 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
72 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
73 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
74 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
75 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
76 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
77 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.

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