Preço de SINVASTATINA em São Paulo/SP: R$ 12,46

SINVASTATINA

NOVARTIS

Atualizado em 09/12/2014

SINVASTATINA

Medicamento Genérico Lei nº 9 787/99
5 mg, 10 mg, 20 mg, 40 mg
Comprimidos Revestidos

Forma Farmacêutica e Apresentação da Sinvastatina

Comprimidos Revestidos.5 mg - Embalagens com 30 comprimidos revestidos.
10 mg - Embalagens com 10 e 30 comprimidos revestidos.
20 mg - Embalagens com 10 e 30 comprimidos revestidos.
40 mg - Embalagens com 10 comprimidos revestidos.
USO ADULTO

Composição da Sinvastatina

Cada comprimido revestido contém:
Sinvastatina……………………………………………………………………… 5, 10, 20 ou 40 mg
Excipientes q.s.p. ....................………………………………………….. 1 comprimido revestido
Excipientes: lactose1 monoidratada, celulose microcristalina, amido pré-gelatinizado, hidroxianisol butilato, hidroxitolueno butilato, talco, estearato de magnésio, hipromelose, hidroxipropilcelulose, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho (10 mg e 20 mg), óxido de ferro amarelo (5 mg, 20 mg), óxido de ferro preto (20 mg).

Informações Aos Pacientes da Sinvastatina

Ação esperada do medicamento: A Sinvastatina está indicada para a redução do colesterol2, quando a dieta apenas for insuficiente.Cuidados de armazenamento: Conservar este medicamento em sua embalagem original, em temperatura inferior a 25 ºC.
Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, a Sinvastatina apresenta prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação. O número de lote, a data de fabricação e a validade estão impressos no cartucho. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade.
Gravidez3 e lactação4: Informar ao médico sobre a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após seu término. Se ocorrer gravidez3 durante o uso deste medicamento, suspenda o tratamento e avise prontamente o médico. Informar ao médico se está amamentando. Sinvastatina não deve ser utilizada durante a gravidez3 e a lactação4.
Cuidados de administração: A Sinvastatina deve ser administrada por via oral. Antes da utilização, verificar se há antecedentes alérgicos, especialmente aos componentes da formulação. Só deve ser administrado sob prescrição médica. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Qualquer modificação da dose somente deverá ser feita, sob orientação médica.
Reações adversas: Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis. Sinvastatina é geralmente bem tolerada. Podem ocorrer flatulência, diarréia5, constipação6 e náuseas7, durante o uso. Se ocorrerem sensações ou sintomas8 desagradáveis, especialmente dor muscular acompanhados ou não de febre9 ou mal estar, o médico deve ser avisado prontamente.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja utilizando, antes do início, ou durante o tratamento. Nenhum outro medicamento deve ser tomado sem o consentimento de seu médico.
Contra-indicações e precauções: A Sinvastatina é contra-indicada em pacientes com conhecida hipersensibilidade a qualquer componente da formulação, em pacientes com hepatopatias ativas ou elevações persistentes e inexplicadas das transaminases séricas e durante a gravidez3 e a lactação4.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e / ou operar máquinas: Pacientes particularmente sensíveis, nos quais os medicamentos podem induzir reações infrequentes devem estar atentos para as reações que manifestam com o uso deste medicamento, antes de conduzir veículos, de operar máquinas ou de desenvolver qualquer outra atividade que requeira concentração.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE10.

Informação Técnica da Sinvastatina

Descrição da Sinvastatina

A sinvastatina é o ácido butanóico, 2,2-dimetil-,1,2,3,7,8,8a-hexahidro-3,7-dimetil-8-[2-(tetrahidro-4-hidroxi-6-oxo-2H-piran-2-il)-etil]-1-naftalenil éster, [1S-[1á, 3á, 7ß, 8ß (2S, 4S),-8aß]]. A fórmula molecular é C25H38O5 e o peso molecular é 418,57.A sinvastatina é um pó branco, cristalino11, não higroscópico, praticamente insolúvel em água e solúvel em clorofórmio, metanol e etanol.

Farmacodinâmica da Sinvastatina

Sinvastatina é um agente redutor de colesterol2, derivado sinteticamente de um produto de fermentação do Aspergillus terreus.
Após a ingestão oral, a Sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada ao seu correspondente ß- hidroxiácido. Este é o principal metabólito12 e o inibidor da 3-hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, enzima13 que catalisa a conversão da HMG-CoA a mevalonato, um passo precoce e limitante na biossíntese do colesterol2.
A Sinvastatina reduz as concentrações do colesterol2 plasmático total e do colesterol2 ligado à lipoproteína de baixa densidade (LDL14) e à lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL). Também leva ao aumento moderado do HDL15-colesterol2 e à redução dos triglicérides16 plasmáticos.
A Sinvastatina tem sido utilizada para o tratamento da hipercolesterolemia17 primária, quando o controle da dieta apenas é insuficiente. A Sinvastatina mostra-se eficaz na redução do colesterol2 total e do LDL14-colesterol2, nas formas heterozigóticas familiares e não familiares de hipercolesterolemia17 e na hiperlipidemia18 mista. Observou-se resposta importante em um intervalo de duas semanas e a resposta terapêutica19 máxima ocorreu em um período de 4 a 6 semanas. A resposta foi mantida com a continuidade da terapia. Quando a terapia com Sinvastatina é interrompida, tem-se demonstrado que os níveis de colesterol2 total voltam aos valores anteriores ao tratamento.
Estudos demonstraram que o tratamento com Sinvastatina reduziu significativamente o risco de morte por doença coronariana20, a ocorrência de infarto do miocárdio21 não fatal, bem como reduziu o risco de realização de procedimentos de revascularização do miocárdio22 (bypass da artéria23 coronariana ou angioplastia24 coronariana transluminal percutânea).
Também se verificou o retardo da progressão da aterosclerose25 coronariana e redução do desenvolvimento de novas lesões26 e de novas oclusões totais, quando do tratamento com Sinvastatina.

Farmacocinética da Sinvastatina

AbsorçãoApós a ingestão oral, a Sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada ao seu correspondente ß-hidroxiácido, metabólito12 inibidor da 3-hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase. O pico de concentração plasmática da Sinvastatina e de seus metabólitos27 é atingido cerca de 1,3 a 2,4 horas após a administração.

Distribuição
Em estudos com animais, após doses orais, a Sinvastatina demonstrou alta seletividade pelo fígado28, onde atingiu concentrações substancialmente mais altas do que em outros tecidos não-alvo. A Sinvastatina é extensivamente extraída na primeira passagem pelo fígado28, que é seu local primário de ação, com subsequente excreção da droga na bile29. Como consequência da alta taxa de extração hepática30 de Sinvastatina (cerca de 60%), a disponibilidade da droga na circulação31 é geralmente baixa.
A exposição sistêmica do homem à forma ativa da Sinvastatina é inferior a 5% da dose oral. Destes, 95% estão ligados às proteínas32 plasmáticas, assim como seu metabólito12 ß- hidroxiácido. Estudos em animais não têm demonstrado a capacidade da Sinvastatina atravessar as barreiras hemato-encefálica33 e placentária.

Biotransformação
O principal metabólito12 ativo da Sinvastatina presente no plasma34 humano é o ß-hidroxiácido e seus 6´-hidroxi, 6´-hidrometil e 6´-exometileno derivados.

Eliminação
Após a ingestão oral, as principais vias de eliminação são urina35, fezes e bile29.

Indicações da Sinvastatina

Doença coronariana20
Em pacientes com doença coronariana20, a Sinvastatina é indicada para:
Reduzir o risco de morte;
Reduzir o risco de morte por doença coronariana20 e de infarto do miocárdio21 não fatal;
Reduzir o risco de acidente vascular cerebral36 (AVC) e de ataques isquêmicos transitórios (AIT);
Reduzir o risco de realização de procedimentos de revascularização do miocárdio22 (bypass da artéria23 coronariana ou angioplastia24 coronariana transluminal percutânea);
Retardar a progressão da aterosclerose25 coronariana, inclusive reduzindo o desenvolvimento de novas lesões26 e de novas oclusões totais.
Hiperlipidemia18
A Sinvastatina é indicada como adjunta à dieta para reduzir os níveis elevados de colesterol2 total, LDL14-colesterol2, apolipoproteína B e triglicérides16 em pacientes com hipercolesterolemia17 primária, hipercolesterolemia17 familiar heterozigótica ou hiperlipidemia18 combinada (mista), quando a resposta à dieta e outras medidas não farmacológicas forem inadequadas. A Sinvastatina também eleva o HDL15-colesterol2 e portanto, reduz a relação de LDL14/HDL15-colesterol2 e a relação colesterol2 total/HDL15.
A Sinvastatina também é indicada como adjunta à dieta e outras medidas não relacionadas à dieta na redução de níveis elevados de colesterol2 total, LDL14-colesterol2 e apolipoproteína B em pacientes com hipercolesterolemia17 familiar homozigótica37, quando a resposta a estas medidas for inadequada.

Contra-Indicações da Sinvastatina

Hipersensibilidade a qualquer componente da formulação;Doença hepática30 ativa ou elevações persistentes e inexplicadas das transaminases séricas;
Pacientes com diagnóstico38 de miopatias
Terapia concomitante com o bloqueador do canal de cálcio da classe dos tetralol, o mibefradil (Veja Precauções e Interações Medicamentosas);
Gravidez3 e lactação4 (veja também Precauções ).

Precauções e Advertências da Sinvastatina

Efeitos musculares
A Sinvastatina e outros inibidores da HMG-CoA redutase ocasionalmente causam miopatia39, que se manifesta como dor muscular ou fraqueza associada a grandes elevações de creatinina40 quinase (CK) (> 10 vezes o limite superior da normalidade). Rabdomiólise41, com ou sem insuficiência renal42 aguda secundária à mioglubinúria, foi raramente relatada. O risco de miopatia39 é elevado por terapia concomitante com certas drogas.
Miopatia39 causada por interações medicamentosas
A incidência43 e gravidade da miopatia39 são elevadas pela administração concomitante de inibidores da HMG-CoA redutase com drogas que podem causar miopatia39 quando administradas isoladamente, tais como genfibrozil e outros fibratos e doses hipolipemiantes (? 1g/dia) de niacina (ácido nicotínico).
Em adição, o risco de miopatia39 parece aumentar com níveis elevados de atividade inibitória da HMG-CoA redutase no plasma34. A Sinvastatina e outros inibidores da HMG-CoA redutase são metabolizados pela isoforma 3A4 do citocromo P450. Algumas drogas que possuem efeito inibitório significativo em doses terapêuticas nesta via metabólica podem elevar substancialmente os níveis plasmáticos dos inibidores da HMG-CoA redutase e, desse modo, aumentar o risco de miopatia39. Essas drogas incluem ciclosporina, o bloqueador do canal de cálcio da classe dos tetralol mibefradil, itraconazol, cetoconazol e outros
antifúngicos azólicos, os antibióticos macrolídeos eritromicina e claritromicina e o antidepressivo nefazodona.
Reduzindo o risco de miopatia39

Medidas gerais
Pacientes que iniciam a terapia com Sinvastatina devem ser avisados sobre o risco de miopatia39 e orientados a relatar prontamente dores musculares inexplicadas, dolorimento, flacidez ou fraqueza. Níveis de CK 10 vezes acima do limite superior da normalidade em pacientes com sintomas8 musculares inexplicáveis indicam miopatia39. A terapia com Sinvastatina deve ser descontinuada em casos de suspeita ou de diagnóstico38 de miopatia39 . Na maioria dos casos, quando os pacientes descontinuam imediatamente o tratamento, os sintomas8 musculares e aumentos de CK desaparecem.
Dentre os relatos de rabdomiólise41, muitos dos pacientes apresentavam antecedentes pessoais de complicações médicas. Alguns apresentavam insuficiência renal42 pré-existente, geralmente secundária a diabetes44 de longa data. Em pacientes com estas características, os aumentos de dose requerem cuidado.
Como não há efeitos adversos conhecidos decorrentes da interrupção do tratamento por períodos curtos, a Sinvastatina deve ser interrompida alguns dias antes de cirurgias eletivas45 e quando qualquer condição médica ou cirúrgica aguda, grave sobrevier.
Medidas para redução do risco de miopatia39 causadas por interações medicamentosas (veja acima)
Os médicos que optarem pela terapia combinada46 de Sinvastatina com qualquer droga que possa interagir com ela, devem considerar os riscos e benefícios potenciais e monitorizar cuidadosamente os pacientes em relação a qualquer sinal47 ou sintoma48 de dor, flacidez ou fraqueza musculares, particularmente durante os primeiros meses de terapia e durante qualquer período de titulação de aumento de posologia de cada droga. Determinações periódicas de CK devem ser consideradas em tais situações, mas não há garantia de que tal monitorização possa prevenir a ocorrência de miopatia39.
O uso combinado de Sinvastatina com fibratos ou niacina deve ser evitado a menos que os benefícios ou alterações adicionais nos níveis lipídicos possam superar os altos riscos destas combinações de drogas. Combinações de fibratos ou niacina com doses baixas de Sinvastatina têm sido usadas sem miopatia39 em testes clínicos pequenos, de curta duração e com monitorização cuidadosa. A adição destas drogas aos inibidores da HMG-CoA redutase tipicamente provoca leve redução adicional no LDL14-colesterol2, mas reduções adicionais dos triglicérides16 e aumentos do HDL15-colesterol2 podem ser obtidos. Se for necessário utilizar uma dessas drogas com a Sinvastatina, a experiência clínica sugere que o risco de miopatia39 é menor com niacina do que com fibratos.
Em pacientes recebendo concomitantemente ciclosporina, fibratos ou niacina, a dose geralmente não deve exceder 10 mg (veja Posologia e Administração, Terapia Concomitante), já que o risco de miopatia39 aumenta substancialmente com doses mais altas. A interrupção da terapia com Sinvastatina durante tratamento com um antifúngico sistêmico49 azólico ou antibiótico macrolídeo deve ser considerada. O uso de mibefradil juntamente com a Sinvastatina é contra-indicado. O uso concomitante de outros medicamentos também conhecidos por possuirem efeitos inibitórios significativos da isoforma 3A4 do citocromo P450, em doses terapêuticas deve ser evitado a menos que os benefícios da terapia combinada46 superem os riscos elevados.

Efeitos Hepáticos
Há relatos de aumentos persistentes e acentuados das transaminases em pacientes adultos que receberam Sinvastatina, sendo que quando a droga é suspensa ou descontinuada nestes pacientes, em geral, os níveis de transaminase caem lentamente para valores pré-tratamento. Tais aumentos não foram associados a icterícia50 ou outros sinais51 ou sintomas8 clínicos. Não houve evidência de hipersensibilidade.
Recomenda-se a realização de testes de função hepática30 antes do início da terapia e periodicamente depois disso (por exemplo, de 6 em 6 meses), no primeiro ano de tratamento ou até 1 ano após a última elevação na dose, em todos os pacientes. Pacientes titulados em doses de 80 mg devem realizar teste adicional aos 3 meses. Deve-se dar especial atenção àqueles pacientes que desenvolverem níveis elevados de transaminases séricas e, nesses pacientes, as medidas devem ser repetidas prontamente e realizadas mais freqüentemente. Se os níveis de transaminase mostrarem evidência de progressão, particularmente se eles se elevarem acima de três vezes o limite superior da normalidade e de forma persistente, a droga deve ser descontinuada.
A droga deve ser utilizada com cautela em pacientes que consomem quantidades substanciais de álcool e/ou tenham histórico de doença hepática30. Hepatopatias ativas ou elevações inexplicadas das transaminases são contra-indicações para o uso de Sinvastatina.
Assim como com outros hipolipemiantes, elevações moderadas (menores do que três vezes o limite superior da normalidade) das transaminases séricas foram relatadas após a terapia com Sinvastatina. Essas alterações apareceram logo após o início da terapia, foram geralmente transitórias e não acompanhadas por quaisquer sintomas8 e a interrupção do tratamento não foi necessária.

Avaliações Oftalmológicas
Na ausência de qualquer terapia medicamentosa, espera-se que com o tempo ocorra um aumento da prevalência52 de opacidade do cristalino11, como resultado do envelhecimento. Dados atuais de estudos clínicos de longo prazo não indicam efeito adverso da Sinvastatina no cristalino11 de seres humanos.

Uso em idosos - a eficácia avaliada através da redução dos níveis de colesterol2 total e de LDL14-colesterol2 em pacientes com idade acima de 65 anos, com uso de Sinvastatina mostra-se semelhante àquela observada na população geral, não havendo aumento aparente na frequência de achados adversos clínicos ou laboratoriais.

Uso Pediátrico - Ainda não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em crianças. Sinvastatina não é recomendada para uso pediátrico.

Gravidez3 e Lactação4 da Sinvastatina

Gravidez3 - Sinvastatina é contra-indicada durante a gravidez3.Em virtude da capacidade dos inibidores da HMG-CoA redutase tais como a Sinvastatina, diminuírem a síntese do colesterol2 e, possivelmente, de outros produtos da biossíntese do colesterol2, este medicamento é contra-indicado durante a gravidez3. A aterosclerose25 é um processo crônico53 e a descontinuação dos agentes hipolipemiantes durante a gravidez3 deve ter pequeno impacto a longo prazo. Além disso, o colesterol2 e outros produtos da biossíntese do colesterol2 são componentes essenciais para o desenvolvimento fetal, incluindo a síntese de esteróis e de membranas celulares.
A Sinvastatina deve ser administrada a mulheres em idade fértil apenas quando essas pacientes tiverem muito pouca probabilidade de engravidar. Se a paciente engravidar durante o uso do medicamento, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e a paciente avisada dos possíveis riscos para o feto54.
Há poucos relatos de anomalias congênitas55 em bebês56 cujas mães foram tratadas durante a gravidez3 com inibidores da HMG-CoA redutase (veja Contra-Indicações). Em uma revisão de aproximadamente 100 gestações planejadas, em mulheres expostas à Sinvastatina ou a outros inibidores da HMG-CoA redutase estruturalmente relacionados, a incidência43 de anomalias congênitas55, abortos espontâneos e mortes fetais/natimortos não excedeu o esperado na população geral. Como a segurança em gestantes não foi estabelecida e não há benefício aparente na terapia com Sinvastatina durante a gravidez3, o tratamento deve ser imediatamente descontinuado assim que reconhecida a gravidez3.
Lactação4 - não se sabe se a Sinvastatina ou os seus metabólitos27 são excretadas no leite humano. Como muitas drogas são excretadas desta forma, e devido ao potencial para reações adversas graves em lactentes57, as mulheres que tomam Sinvastatina não devem amamentar seus filhos (veja Contra Indicações).
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e / ou operar máquinas
Pacientes particularmente sensíveis, em que os medicamentos podem induzir reações infrequentes devem estar atentos para as reações que manifestam com o uso deste medicamento, antes de conduzir veículos, de operar máquinas ou de desenvolver qualquer outra atividade que requeira concentração.

Interações Medicamentosas e Outras Formas de Interação da Sinvastatina

O risco de rabdomiólise41 é aumentado pelo uso concomitante de Sinvastatina e drogas com efeito inbitório significativo na isoforma 3A4 do citocromo P450 em doses terapêuticas ( tais como ciclosporina, mibefradil, itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina e nefazodona) ou com derivados do ácido fíbrico ou niacina (veja Precauções, Efeitos Musculares).
Warfarina / Derivados Cumarínicos - há relatos de potencialização discreta do efeito de anticoagulantes58 cumarínicos em uso concomitante com a Sinvastatina. Em pacientes recebendo anticoagulantes58 cumarínicos, o tempo de protrombina59 deve ser determinado antes do início do tratamento com sinvastatina e freqüentemente durante as fases do tratamento para assegurar que não ocorra nenhuma alteração significativa no tempo de protrombina59. Uma vez que o tempo de protrombina59 tenha se estabilizado, a monitorização poderá ser realizada em intervalos geralmente recomendados para os pacientes em tratamento com anticoagulantes58 cumarínicos. Se houver alteração na dose de Sinvastatina ou se esta droga for descontinuada, deve ser repetido o mesmo procedimento. A terapia com Sinvastatina não foi associada com sangramento ou com alterações no tempo de protrombina59 em pacientes que não estão tomando anticoagulantes58.
Digoxina - o uso concomitante de digoxina e Sinvastatina pode elevar as concentrações plasmáticas de digoxina. Pacientes fazendo uso de digoxina devem ser apropriadamente monitorados quando o tratamento com Sinvastatina é iniciado.

Reações Adversas da Sinvastatina

A Sinvastatina é geralmente bem tolerada e a maioria dos efeitos colaterais60 é de natureza leve e transitória. Os efeitos adversos mais frequentes são as dosordens gástricas (dor abdominal, constipação6 e flatulência), astenia61 e cefaléia62.Os seguintes efeitos adversos podem também ocorrer: náusea63, diarréia5, erupção64 cutânea65, dispepsia66, prurido67, alopécia68, tontura69, câimbras70 musculares, mialgia71, pancreatite72, parestesia73, neuropatia periférica74, vômitos75 e anemia76. Raramente, ocorreu rabdomiólise41 e
hepatite77/icterícia50. Uma síndrome78 de hipersensibilidade aparente foi também relatada e inclui algumas das seguintes características: angiodema, síndrome78 do tipo lúpus79, polimialgia reumática, vasculite80, trombocitopenia81, eosinofilia82, aumento de VHS83, artrite84, artralgia85, urticária86, fotossensibilidade, febre9, vermelhidão, dispnéia87 e mal-estar.

Interações em Testes Laboratoriais da Sinvastatina

Elevações persistentes e acentuadas das transaminases séricas foram raramente relatadas. Foram relatadas elevações da fosfatase alcalina88 e na ã-glutamil transpeptidase. Anormalidades nos testes de função hepática30 foram geralmente leves e transitórias. Aumentos nos níveis de creatinina40 quinase sérica (CK) derivada do músculo esquelético89 foram relatados (veja Precauções).

Posologia e Modo de Usar da Sinvastatina

O paciente deve iniciar uma dieta padrão redutora de colesterol2 antes de receber Sinvastatina e deve mantê-la durante o tratamento com este medicamento.Hiperlipidemia18
A dose inicial usual é de 10mg/dia, administrada em dose única à noite. Pacientes com hipercolesterolemia17 leve a moderada podem iniciar o tratamento com 5 mg de Sinvastatina. Ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos maiores de 4 semanas, até o máximo de 80 mg/dia administrados em dose única, à noite.
Se os níveis de LDL14-colesterol2 forem reduzidos para menos de 75 mg/dL90 (1,94 mmol/l91), ou se os níveis de colesterol2 total plasmáticos forem reduzidos para menos de 140 mg/dL90 (3,6 mmol/l91), deve-se considerar a redução da dose de Sinvastatina.
Hipercolesterolemia17 familiar homozigótica37
A posologia recomendada para pacientes92 com hipercolesterolemia17 familiar homozigótica37 é de 40 mg/dia à noite, ou 80 mg/dia divididos em 3 doses de 20 mg, 20 mg e uma dose noturna de 40 mg. Nestes pacientes, Sinvastatina deve ser usada como adjunta a outros tratamentos hipolipemiantes (por exemplo, aferese de LDL14) ou quando tais tratamentos não forem disponíveis.

Doença coronariana20
Pacientes com doença coronariana20 podem ser tratados com uma dose incial de 20 mg/dia administrada em dose única à noite. Ajustes de posologia, se necessários, devem ser realizados conforme orientação descrita anteriormente (Veja Posologia e Administração, Hiperlipidemia18).

Terapia Concomitante
Sinvastatina é eficaz isoladamente ou em combinação com os sequestrantes de ácidos biliares.
Em pacientes recebendo ciclosporina, fibratos ou niacina concomitantemente com Sinvastatina, a posologia máxima recomendada é de 10mg/dia (veja PRECAUÇÕES, Efeitos Musculares).

Posologia na Insuficiência Renal42
Como Sinvastatina não é significativamente excretada pelos rins93, modificações posológicas não devem ser necessárias em pacientes com insuficiência renal42 moderada.

Em pacientes com insuficiência renal42 grave (clearance de creatinina40 < 30 mL/min), deve-se avaliar cuidadosamente, a utilização de doses acima de 10mg/dia e, quando necessária, esta deve ser implementada com cautela.

Superdosagem da Sinvastatina

Em caso de superdosagem, comunique imediatamente ao médico.
Há poucos relatos de superdosagem; nenhum paciente apresentou sintomas8 específicos e todos se recuperaram sem sequelas94. A dose máxima ingerida foi de 450 mg. Devem ser adotadas medidas comuns.

Pacientes Idosos da Sinvastatina

Pacientes idosos podem fazer uso da Sinvastatina, desde que sejam observadas as precauções e advertências inerentes ao uso do produto.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Para a sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total deste medicamento.
Reg. MS -1.0068.XXXX
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho.
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira - CRF/SP nº 23.873
Fabricado por: Novartis (Bangladesh) Ltd., Bangladesh, para Biochemie GmbH - Kundl, Áustria. Uma empresa do grupo Novartis.
Importado e distribuído por: Novartis Biociências S/A
Av. Ibirama, 518 - Complexos 441/3 - Taboão da Serra, SP.
CNPJ/MF nº 56.994.502/0098-62 - Indústria Brasileira

São Paulo, 02 de Abril de 2002

Maria Christina Goes
Representante Legal

Farmacêutico Responsável
Dr. Marco Antonio J. Siqueira
CRF-SP nº 23.873

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SINVASTATINA - Laboratório

NOVARTIS
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São Paulo/SP - CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
Site: http://www.novartis.com/

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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
6 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
7 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
10 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
11 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
12 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
13 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
14 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
15 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
16 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
17 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
18 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
19 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
20 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
21 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
22 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
23 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
24 Angioplastia: Método invasivo mediante o qual se produz a dilatação dos vasos sangüíneos arteriais afetados por um processo aterosclerótico ou trombótico.
25 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
26 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
27 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
28 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
29 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
30 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
31 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
32 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
33 Encefálica: Referente a encéfalo.
34 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
35 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
36 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
37 Homozigótica: Referente a homozigoto. Homozigoto é quando os alelos de um ou mais genes são idênticos. Alelos são genes que ocupam os mesmos loci (locais) nos cromossomos.
38 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
39 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
40 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
41 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
42 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
43 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
44 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
45 Eletivas: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
46 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
47 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
48 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
49 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
50 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
51 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
52 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
53 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
54 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
55 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
56 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
57 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
58 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
59 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
60 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
61 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
62 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
63 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
64 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
65 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
66 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
67 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
68 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
69 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
70 Câimbras: Contrações involuntárias, espasmódicas e dolorosas de um ou mais músculos.
71 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
72 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
73 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
74 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
75 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
76 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
77 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
78 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
79 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
80 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
81 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
82 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
83 VHS: É a velocidade com que os glóbulos vermelhos se separam do “soro” e se depositam no fundo de um tubo de ensaio, se este tubo com sangue é deixado parado (com anticoagulante). Os glóbulos vermelhos (hemácias) são puxados para baixo pela gravidade e tendem a se aglomerar no fundo do tubo. No entanto, eles são cobertos por cargas elétricas negativas e, quando vão se aproximando do fundo, repelem-se umas às outras, como cargas iguais de ímãs. Essa força magnética de repulsão se contrapõe à gravidade e naturalmente diminui a velocidade com que as hemácias caem. Se junto com as hemácias, nadando no plasma, haja outras estruturas de cargas positivas, estas vão anular as cargas negativas das hemácias e também a repulsão magnética entre elas, permitindo sua aglutinação. Neste caso a gravidade age sozinha e a velocidade com que elas caem (velocidade de hemossedimentação) é acelerada. O VHS é expresso como o número de milímetros que o sangue sedimentou (no tubo) no espaço de uma hora (mm/h).
84 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
85 Artralgia: Dor em uma articulação.
86 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
87 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
88 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
89 Músculo Esquelético: Subtipo de músculo estriado fixado por TENDÕES ao ESQUELETO. Os músculos esqueléticos são inervados e seu movimento pode ser conscientemente controlado. Também são chamados de músculos voluntários.
90 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
91 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
92 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
93 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
94 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.

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