TERRAMICINA ORAL

PFIZER

Atualizado em 09/12/2014

Terramicina®
(cloridrato de oxitetraciclina)
Oral

 

Identificação do Produto da Terramicina Oral

Nome: Terramicina®

Nome genérico: cloridrato de oxitetraciclina

Formas Farmacêuticas e Apresentações da Terramicina Oral

. Cápsulas 500 mg: embalagens com 100 cápsulas
. Xarope: frascos com 120 ml

                         
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 8 ANOS DE IDADE

Composição da Terramicina Oral

. Cápsulas 500 mg: cada cápsula contém cloridrato de oxitetraciclina equivalente a 500 mg de oxitetraciclina básica.

Excipientes utilizados: amido de milho, estearato de magnésio e dióxido de silício coloidal.

. Xarope: Cada ml contém cloridrato de oxitetraciclina equivalente a 25 mg de oxitetraciclina básica.

Excipientes utilizados: ascorbato de sódio, butilparabeno, corante vermelho FDC nº 3, glicerina, polivinilpirrolidona, propilparabeno, sacarina1 sódica, ciclamato sódico, veegum, metabissulfito de sódio, sacarose, cloreto de cálcio diidratado, hidróxido de sódio, sabor cereja e água destilada.                          

Informações ao Paciente da Terramicina Oral

As cápsulas devem ser conservadas em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C), ao abrigo da luz e umidade. O xarope deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30° C), ao abrigo da luz. O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

A duração do tratamento varia de acordo com o tipo de infecção2. Portanto a terapêutica3 não deve ser interrompida demasiadamente cedo, logo após a obtenção da resposta inicial.

Caso ocorra gravidez4 na vigência do tratamento ou após o seu término, avisar o médico responsável pelo tratamento.

Terramicina® (cloridrato de oxitetraciclina) não deve ser administrada a crianças menores de 8 anos.

As seguintes reações adversas poderão ocorrer: náusea5, diarréia6, vômito7, edemas8, eritemas9, urticária10, fotossensibilidade e anorexia11. Avisar o médico responsável pelo tratamento caso tais reações ocorram.

A administração de adequadas quantidades de líquido com a forma cápsulas reduzirá o risco de irritações e ulcerações12 esofágicas.

Terramicina® oral (cloridrato de oxitetraciclina) não deve ser administrada com leite ou com o estômago13 cheio.

Terramicina® (cloridrato de oxitetraciclina) deve ser administrada uma hora antes ou duas horas após as refeições.

                         
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE14.

Informações Técnicas da Terramicina Oral

Descrição da Terramicina Oral

A oxitetraciclina é um produto do metabolismo15 do Streptomyces rimosus, sendo um membro da família de antibióticos das tetraciclinas.

Ações da Terramicina Oral

A oxitetraciclina é primariamente bacteriostática, acreditando-se que seu efeito antimicrobiano seja devido a inibição da síntese protéica.

A oxitetraciclina é ativa contra um grande número de microorganismos gram-negativos e gram-positivos. Os componentes da classe das tetraciclinas possuem espectro antimicrobiano muito similar, sendo comum a existência de resistência cruzada entre eles.

A oxitetraciclina e seus sais são facilmente absorvidos por via oral e ligam-se às proteínas16 plasmáticas em 10 a 40%; entre 40 e 70% é excretada inalterada na urina17 via filtração glomerular.
             
A meia-vida sérica é de 6 a 10 horas em pacientes com função renal18 normal.

A oxitetraciclina difunde-se prontamente através da placenta à circulação19 fetal; também atinge o líquido pleural e sob certas circunstâncias, o líquor20. Acredita-se que a oxitetraciclina seja concentrada no sistema hepático e excretada na bile21, de modo que aparece tanto nas fezes como na urina17 sob forma biologicamente ativa.

Indicações da Terramicina Oral

Terramicina® (cloridrato de oxitetraciclina) é indicada no tratamento de infecções22 sensíveis à oxitetraciclina, quando os testes bacteriológicos indicarem suscetibilidade apropriada.

Contra-Indicações da Terramicina Oral

                         Este medicamento é contra-indicado para hipersensíveis a qualquer uma das tetraciclinas.

USO DURANTE À GRAVIDEZ4

A oxitetraciclina é contra-indicada na gravidez4. Se a droga for usada durante a gestação, ou se a paciente engravidar quando em tratamento com a droga, a mesma deverá ser alertada quanto aos riscos potenciais para o feto23.

Os resultados de estudos em animais indicam que as tetraciclinas atravessam a placenta, apresentam-se nos tecidos fetais, podendo revelar efeitos tóxicos no desenvolvimento do feto23 (comumente relacionados a retardo no desenvolvimento do esqueleto24). Detectou-se evidência de embriotoxicidade em animais tratados com tetraciclinas no início da gravidez4.

                         

Advertências da Terramicina Oral

Caso haja insuficiência renal25, mesmo as doses usuais (oral ou parenteral) podem conduzir ao acúmulo excessivo do medicamento no organismo, levando a possível toxicidade26 hepática27. Em tais circunstâncias, doses totais menores que as habituais são indicadas e, caso o tratamento seja prolongado, são aconselháveis determinações dos níveis séricos do medicamento. Fotossensibilidade, manifestada por reação de queimadura solar exagerada, foi observada em alguns indivíduos que receberam tetraciclinas. Pessoas que comumente se expõem diretamente à luz solar ou à ultravioleta devem ser alertadas quanto a esta possível reação. A ação antianabólica das tetraciclinas pode causar aumento do nitrogênio uréico sérico. Embora isto não represente um problema quando a função renal18 for normal, nos pacientes com insuficiência renal25 significante, níveis séricos mais altos de tetraciclina podem conduzir à azotemia, hiperfosfatemia e acidose28.

Terramicina® (cloridrato de oxitetraciclina) xarope contém metabissulfito de sódio, um sulfito.

USO EM RECÉM-NASCIDOS, PRIMEIRA INFÂNCIA E CRIANÇAS

O uso de tetraciclinas durante o desenvolvimento dos dentes (metade final da gravidez4, primeira infância e até os 8 anos) pode provocar coloração permanente dos dentes (amarelo-cinza-castanho). Esta reação indesejável é mais freqüente com o uso a longo prazo, mas também tem sido observada após repetidos tratatmentos de curta duração.

                         

Hipoplasia29 do esmalte30 dos dentes também foi descrita. As tetraciclinas, portanto, não devem ser empregadas neste grupo etário, a não ser que outros medicamentos não se mostrem eficazes ou sejam contra-indicados. Todas as tetraciclinas formam um complexo estável com cálcio em todo tecido ósseo31 em formação.

Uma redução na velocidade de crescimento da fíbula32 foi evidenciada em prematuros que tomaram tetraciclina oral em doses de 25mg/kg a cada 6 horas. Esta reação mostrou-se reversível ao se interromper o medicamento.

                         

Precauções da Terramicina Oral

Como com outros antibióticos a oxitetraciclina pode provocar super-crescimento de microorganismos resistentes, incluindo fungos. Caso ocorra superinfecção33 deve-se interromper o antibiótico e efetuar o tratamento adequado.

Em caso de doenças venéreas, havendo a suspeita de sífilis34, aconselha-se realizar exame de campo escuro antes do início do tratamento, e executar sorologia mensalmente durante o mínimo de 4 meses.

Em tratamento prolongados devem ser realizadas avaliações laboratoriais periódicas dos sistemas orgânicos incluindo hematopoiético, renal18 e hepático. Todas as infecções22 causadas pelos streptococos beta-hemolíticos do grupo A devem ser tratadas pelo prazo mínimo de 10 dias.

USO EM LACTANTES35

As tetraciclinas são excretadas no leite materno. Devido ao seu potencial de causar reações adversas sérias em lactentes36, a oxitetraciclina somente deve ser usada quando na opinião do médico os potenciais benefícios suplantarem os riscos potenciais para a criança.

Interações Medicamentosas da Terramicina Oral

Em virtude das tetraciclinas demonstrarem deprimir a atividade protrombínica do plasma37, pacientes que estiverem tomando anticoagulantes38 poderão necessitar de uma redução na dosagem dos mesmos. Os antiácidos39 à base de alumínio, cálcio ou magnésio, e preparações contendo ferro prejudicam a sua absorção e não devem ser administrados a pacientes tomando tetraciclinas.

Uma vez que os antibióticos bacteriostáticos40 podem interferir com a ação bactericida da penicilina, aconselha-se evitar o uso concomitante de tetraciclinas e penicilinas.

O uso concomitante de tetraciclinas e metoxiflurano pode resultar em toxicidade26 renal18 fatal.

                         

Reações Adversas da Terramicina Oral

Gastrintestinais: anorexia11, náusea5, vômito7, diarréia6, glossite41, disfagia42, enterocolite e lesões43 inflamatórias (com superinfecção33 por monília) na região anogenital. Estas reações têm sido causadas tanto pela administração oral quanto parenteral das tetraciclinas. Raros casos de esofagite44 e ulcerações12 esofágicas têm sido relatados em pacientes tratados com as formas cápsulas e comprimidos de drogas da classe das tetraciclinas. A maioria destes pacientes tomava a medicação logo antes de deitar-se.

Pele45: erupções eritematosas46 e maculopapulares; dermatite47 esfoliativa tem sido raramente relatada; fotossensibilidade.

Toxicidade26 renal18: foi relatado aumento no nitrogênio uréico sérico que aparentemente é fenômeno dose-relacionado (vide Advertências).

Reações de hipersensibilidade: urticária10, edema angioneurótico48, anafilaxia49, púrpura50 anafilactóide, pericardite51 e exarcebação do lúpus52 eritematoso53 sistêmico54.

Fontanelas55 abauladas na primeira infância e hipertensão56 intracraniana benigna em adultos foram relatadas em pacientes recebendo doses terapêuticas maciças. Estas reações desapareceram rapidamente com a descontinuação da droga.

Sangue57: anemia hemolítica58, trombocitopenia59, neutropenia60 e eosinofilia61 foram relatadas.

Posologia da Terramicina Oral

O tratamento com Terramicina® oral (cloridrato de oxitetraciclina) deve ser mantido por no mínimo 24-48 horas até o desaparecimento dos sintomas62.

Crianças acima de 8 anos: A dose diária usual é 25-50 mg/kg de peso corporal divididos em quatro doses iguais.

Adultos: A dose usual de Terramicina® oral (cloridrato de oxitetraciclina) é de 1-2 g divididos em quatro doses iguais, dependendo da gravidade da infecção2.

A dose diária total deve ser administrada em doses fracionadas iguais, a cada 6 horas, embora em adulto com infecções22 de moderada gravidade é possível a administração da dose normal de 1 g/dia dividido em 500 mg duas vezes ao dia.

                         

Para o tratamento de brucelose a administração de Terramicina® oral (cloridrato de oxitetraciclina) 500 mg, quatro vezes/dia por três semanas, deve ser acompanhada de 1 g de estreptomicina via intramuscular duas vezes ao dia na primeira semana e uma vez ao dia na segunda semana.

Para o tratamento de infecções22 gonocócicas recomenda-se Terramicina® oral (cloridrato de oxitetraciclina) 500 mg, 4 vezes ao dia durante sete dias, perfazendo a dose total de 14 g.

Para o tratamento de sífilis34 recomenda-se Terramicina® oral (cloridraro de oxitetraciclina) 500 mg, 4 vezes ao dia por 15 dias. Recomenda-se monitorização cuidadosa, incluindo testes laboratoriais.

Cuidados de Administração:

A administração de adequadas quantidades de líquido com a forma cápsulas é recomendada para facilitar a diluição da droga e reduzir o risco de irritação e ulceração63 esofágica (vide Reações Adversas).

Os alimentos e certos laticínios também interferem com a absorção da droga. Assim as formas orais de Terramicina® (cloridrato de oxitetraciclina) devem ser dadas uma hora antes ou duas horas após as refeições. Em pacientes com insuficiência renal25 (vide Advertências) a dose total deve ser reduzida quer pela diminuição das doses individuais recomendadas e/ou pelo aumento do intervalo entre cada dose.

Ver informações do laboratório

TERRAMICINA ORAL - Laboratório

PFIZER
Av. Presidente Tancredo de Almeida Neves, 1555
Guarulhos/SP - CEP: 07112-070
Tel: 0800-16-7575
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CNPJ n° 46.070.868/0001-69

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Complementos

1 Sacarina: Adoçante sem calorias e sem valor nutricional.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
6 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
7 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
8 Edemas: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
9 Eritemas: Vermelhidões da pele, difusas ou salpicadas, que desaparecem à pressão.
10 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
11 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
12 Ulcerações: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
13 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
14 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
15 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
16 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
17 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
18 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
19 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
20 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
21 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
22 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
23 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
24 Esqueleto:
25 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
26 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
27 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
28 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
29 Hipoplasia: Desenvolvimento defeituoso ou incompleto de tecido ou órgão, geralmente por diminuição do número de células, sendo menos grave que a aplasia.
30 Esmalte: Camada rígida, delgada e translúcida, de substância calcificada que reveste e protege a dentina da coroa do dente. É a substância mais dura do corpo e é quase que completamente composta de sais de cálcio. Ao microscópio, é composta de bastões delgados (prismas do esmalte) mantidos conectados por uma substância cimentante, e apresenta-se revestido por uma bainha de esmalte. (Tradução livre do original
31 Tecido Ósseo: TECIDO CONJUNTIVO especializado, principal constituinte do ESQUELETO. O componente celular básico (principle) do osso é constituído por OSTEOBLASTOS, OSTEÓCITOS e OSTEOCLASTOS, enquanto COLÁGENOS FIBRILARES e cristais de hidroxiapatita formam a MATRIZ ÓSSEA.
32 Fíbula: Osso da perna, lateral à tíbia (e menor que esta). Proporcionalmente a seu comprimento, é o mais delgado dos ossos longos. Sinônimos: Perônio
33 Superinfecção: Geralmente ocorre quando os antibióticos alteram o equilíbrio do organismo, permitindo o crescimento de agentes oportunistas, como os enterococos. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar, porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la.
34 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
35 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
36 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
37 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
38 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
39 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
40 Antibióticos bacteriostáticos: Impedem o crescimento das bactérias, detendo sua multiplicação. Mas não eliminam as bactérias, não as matam.
41 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
42 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
43 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
44 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
45 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
46 Eritematosas: Relativas a ou próprias de eritema. Que apresentam eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
47 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
48 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
49 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
50 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
51 Pericardite: Inflamação da membrana que recobre externamente o coração e os vasos sanguíneos que saem dele. Os sintomas dependem da velocidade e grau de lesão que produz. Variam desde dor torácica, febre, até o tamponamento cardíaco, que é uma emergência médica potencialmente fatal.
52 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
53 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
54 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
55 Fontanelas: Na anatomia geral, são espaços membranosos entre os ossos do crânio que ainda não se encontram ossificados quando do nascimento do bebê; fontículos ou moleiras. Na anatomia zoológica, são depressões rasas e pálidas da cabeça de certos cupins; fenestras.
56 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
57 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
58 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
59 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
60 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
61 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
62 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
63 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
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