Platistine CS

PFIZER

Atualizado em 09/12/2014

Platistine® CS

(cisplatina)

PARTE I

Identificação do Produto de Platistine Cs

Nome: Platistine® CSNome genérico: cisplatina
Forma farmacêutica e apresentações:
Platistine® CS solução injetável 1 mg/mL em embalagens contendo 5 frascos-ampola de 10
mL (10 mg) ou em embalagens contendo 1 frasco-ampola de 50 mL (50 mg) ou 100 mL (100
mg).
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
USO INTRAVENOSO
CUIDADO: AGENTE CITOTÓXICO1.

Composição de Platistine Cs


Cada mL de Platistine® CS solução injetável contém 1 mg de cisplatina.
Excipientes: cloreto de sódio, manitol, ácido clorídricoa, hidróxido de sódioa e água para
injetáveis.
a = para ajuste de pH, quando necessário

PARTE II

USO RESTRITO A HOSPITAIS

Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com
emprego específico em neoplasias2 malignas e deve ser manipulado apenas por
pessoal treinado. As informações ao paciente serão fornecidas pelo médico
assistente, conforme necessário.
Este produto deve ser conservado em temperatura ambiente (abaixo de 25ºC),
protegido da luz. O produto não deve ser refrigerado. Este medicamento é de uso
único e qualquer solução não utilizada deve ser devidamente descartada.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para a saúde3.
Atenção: este medicamento contém açúcar4, portanto, deve ser usado com cautela em
diabéticos.
Atenção: Platistine® CS (cisplatina) interage com o alumínio formando um precipitado
negro. Não utilizar agulhas, seringas, cateteres ou equipos de administração IV que
contenham partes de alumínio que possam entrar em contato com o medicamento na
sua preparação e administração.

PARTE III

Informações Técnicas de Platistine Cs

Propriedades FarmacodinâmicasA cisplatina é um composto da platina, do qual apenas o cis-isômero é ativo. Parece originar
ligações cruzadas intra e interfitas, que modificam a estrutura do DNA e inibem sua síntese.
Além disso, em menor extensão, a cisplatina inibe a síntese protéica e do RNA. Não parece
ser fase-específica no ciclo celular.
Propriedades Farmacocinéticas
A cisplatina concentra-se no fígado5, rins6, intestino delgado7 e testículos8. Não atravessa a
barreira hematoencefálica e, portanto, não penetra em grande extensão no líquido
cefalorraquidiano. Os níveis no líquido cefalorraquidiano9 são baixos, embora quantidades
significativas possam ser detectadas em tumores intracerebrais. Estudos em animais
mostraram boa captação pelos tecidos ovariano e uterino.
Após a injeção10 intravenosa de Platistine® CS (cisplatina), o decaimento plasmático é
bifásico. A fase inicial é rápida, com meia-vida de 25-49 minutos, sendo seguida de uma
fase prolongada de eliminação, com uma meia-vida de 2-4 dias. Essa fase longa de
eliminação é, provavelmente, devido a um alto grau de ligação às proteínas11 plasmáticas.
Normalmente, mais de 90% é ligado a proteínas11 plasmáticas, mas isso pode estar
aumentado durante uma infusão lenta. A excreção é predominantemente renal12. Cerca de
15-25% da dose é rapidamente eliminada, principalmente como fármaco13 inalterado, ligado
aos tecidos ou às proteínas11 plasmáticas.

Indicações de Platistine Cs


Platistine® CS (cisplatina), utilizado isoladamente ou em combinação com outros agentes
quimioterápicos, está indicado no tratamento de:
Tumores metastáticos de testículo14;
Tumores metastáticos de ovário15;
Câncer16 avançado da bexiga17;
Carcinomas espino-celulares de cabeça18 e pescoço19.

Contra-Indicações de Platistine Cs

Platistine® CS (cisplatina) é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade àcisplatina, a outros compostos contendo platina ou a qualquer componente da
fórmula, a pacientes com mielodepressão, com insuficiência renal20 preexistente e na
presença de infecções21 generalizadas ou distúrbios de audição. Platistine® CS não
deve ser utilizado durante a gravidez22 ou lactação23 (vide "Advertências e Precauções").

Advertências e Precauçôes de Platistine Cs

Geral
Platistine® CS (cisplatina) é um fármaco13 altamente tóxico com um índice terapêutico
relativamente estreito. É improvável que ocorra efeito terapêutico sem alguma evidência de
toxicidade24. Portanto, recomenda-se que Platistine® CS seja administrado a pacientes em
ambiente hospitalar sob supervisão de um médico experiente em quimioterapia25
antineoplásica.
Atenção: este medicamento contém açúcar4, portanto, deve ser usado com cautela em
diabéticos.

Cuidados especiais devem ser observados nas seguintes áreas, durante o uso de
Platistine® CS:
Função renal12
Platistine® CS produz nefrotoxicidade26 cumulativa. A principal toxicidade24 dose-limitante de
Platistine® CS é a nefrotoxicidade26 cumulativa, que tem sido associada ao dano tubular
renal12. As alterações mais comumente observadas são queda na taxa de filtração glomerular,
refletida por elevação nos níveis de creatinina27 sérica e redução no fluxo plasmático renal12
efetivo. A função renal12 e os níveis de eletrólitos28 séricos (magnésio, sódio, potássio e cálcio)
devem ser avaliados antes da instituição do tratamento e antes de cada ciclo subseqüente
da terapia.
Para manter o volume urinário e reduzir a nefrotoxicidade26, recomenda-se que Platistine® CS
seja administrado em infusão intravenosa por 6 a 8 horas (vide "Posologia"). Além disso,
deve-se instituir, como pré-tratamento, uma hidratação intravenosa com 1-2 litros de fluido
por 8 a 12 horas, seguida de uma hidratação adequada nas 24 horas seguintes.
Não se deve repetir os ciclos do tratamento a menos que o nível de creatinina27 sérica esteja
abaixo de 1,5 mg/100 mL ou que os níveis de uréia29 estejam abaixo de 50 mg/100 mL.
Foi relatada hipomagnesemia, provavelmente devido ao dano tubular renal12, que leva à
perda de íons30 magnésio. Pode ocorrer hipocalcemia31 secundária, com conseqüente tetania32.
Cuidados especiais devem ser tomados com pacientes tratados com Platistine® CS
concomitantemente com outros medicamentos potencialmente nefrotóxicos (vide "Interações
Medicamentosas").
A função renal12 deve retornar ao normal antes da administração de doses
subseqüentes.

Platistine® CS não deve ser administrado com freqüência maior do que uma vez a cada 3
ou 4 semanas.
Função Neurológica
Platistine® CS pode induzir neurotoxicidade, por isso, exames neurológicos são necessários
em pacientes recebendo Platistine® CS. Há relatos de neuropatias graves em pacientes que
receberam doses mais elevadas e com freqüência maior do que aquelas recomendadas,
embora tenham ocorrido sintomas33 neurológicos após uma dose única. Essas neuropatias
podem ser irreversíveis e são observadas como parestesias34 localizadas nas extremidades
dos membros inferiores e superiores, arreflexia e perda da propriocepção35 e sensação
vibratória. Registrou-se também perda da função motora. Uma vez que a neurotoxicidade
pode resultar em dano irreversível, recomenda-se a suspensão do uso de Platistine® CS se
ocorrerem sinais36 ou sintomas33 relacionados à toxicidade24 neurológica.
Função Auditiva
Platistine® CS pode causar ototoxicidade37 cumulativa, que é mais provável em regimes de
altas doses. Manifesta-se por zumbido e/ou perda da audição de altas freqüências e,
ocasionalmente, surdez. A função auditiva deve ser monitorada antes do início do
tratamento e antes da aplicação de cada ciclo terapêutico; audiogramas repetidos devem
ser realizados caso ocorram sintomas33 auditivos ou apareçam alterações clínicas na audição.
Deterioração clinicamente significativa da função auditiva pode requerer modificações da
dose ou descontinuação do tratamento.
Efeitos Hematológicos
Deve-se monitorar com freqüência as contagens do sistema sanguíneo-periférico; a
toxicidade24 hematológica é dose-dependente e cumulativa. Os níveis mais baixos de
plaquetas38 e leucócitos39 circulantes geralmente ocorrem entre 18 a 23 dias (faixa de 7,3 a 45),
com a maioria dos pacientes se recuperando após 39 dias (faixa de 13 a 62). Leucopenia40 e
trombocitopenia41 são mais pronunciadas com doses de Platistine® CS superiores a 50
mg/m2. Embora a hematotoxicidade seja geralmente moderada e reversível, podem ocorrer
trombocitopenia41 e leucopenia40 graves. Recomenda-se precauções especiais em pacientes
que desenvolvam trombocitopenia41: cuidados na realização de procedimentos invasivos,
pesquisa por sinais36 de sangramento ou hematomas42; testar a urina43, fezes e vômitos44 quanto à
presença de sangue45 oculto; evitar o uso de ácido acetilsalicílico ou outros antiinflamatórios
não-esteróides. Pacientes que desenvolvam leucopenia40 devem ser cuidadosamente
observados quanto a sinais36 de infecção46 e podem exigir uma terapia de suporte com
antibióticos e transfusões sangüíneas. Não se deve instituir ciclos subseqüentes de
Platistine® CS até que as plaquetas38 atinjam níveis superiores a 100.000/mm3 e, os glóbulos
brancos, níveis superiores a 4.000/mm3. O hemograma deve ser realizado semanalmente.
Pode ocorrer anemia47 (redução superior a 2 g/dL de hemoglobina48) em um número
significativo de pacientes, geralmente após vários ciclos de tratamento. Em casos graves
podem ser necessárias transfusões sangüíneas. Foi relatada anemia hemolítica49 com
presença de Coombs-direto positivo durante tratamento com Platistine® CS. Ciclos
posteriores com Platistine® CS em pacientes sensibilizados podem causar hemólise50
aumentada.
Outros Efeitos
Em quase todos os pacientes tratados com Platistine® CS ocorrem náuseas51 e vômitos44,
algumas vezes tão graves que se torna necessário diminuir a dose ou descontinuar o
tratamento.
Pacientes recebendo Platistine® CS devem ser observados quanto a possíveis reações
anafilactóides. Foram relatadas reações anafiláticas52 secundárias ao tratamento com
Platistine® CS (vide "Reações Adversas"). Essas reações ocorreram minutos após o início
da administração a pacientes previamente expostos à Platistine® CS e podem ser tratadas
com adrenalina53, corticosteróides e anti-histamínicos. Pacientes com histórico familiar de
atopia apresentam risco especial. Equipamentos e medicações apropriados devem estar
disponíveis para tratar tais reações.
O potencial carcinogênico de Platistine® CS foi estudado em animais de laboratório. O
desenvolvimento de leucemia54 aguda associado ao uso de Platistine® CS foi raramente
relatado em humanos. Nesses relatos, o Platistine® CS foi geralmente administrado em
combinação com outros agentes leucemogênicos.
Homens utilizando Platistine® CS devem utilizar métodos contraceptivos de barreira.
Uso na Gravidez22
A segurança da cisplatina na gravidez22 não foi estabelecida. A cisplatina pode cruzar a
barreira placentária. Foi demonstrado que a cisplatina é teratogênica55, embriotóxica e
carcinogênica em camundongos e embriotóxica e leucemogênica em ratos. Portanto, a
cisplatina é considerada potencialmente danosa ao feto56 quando administrada a mulheres
grávidas. Se o fármaco13 for administrado durante a gravidez22 ou se a paciente engravidar
enquanto estiver recebendo o fármaco13, ela deve ser informada do dano potencial ao feto56.
Mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a evitar a gravidez22 durante a terapia com
cisplatina.
Uso durante a Lactação23
Não está claramente estabelecido se a cisplatina é excretada no leite materno, mas dados
limitados sugerem que a distribuição no leite não ocorre. No entanto, devido ao risco
potencial de reações adversas em crianças caso o fármaco13 passe para o leite, a
amamentação57 não é recomendada durante a terapia.

Interações Medicamentosas de Platistine Cs

Platistine® CS (cisplatina) é geralmente utilizado em combinação com fármacos
antineoplásicos com efeitos citotóxicos58 semelhantes. Nessas circunstâncias, é provável que
ocorra toxicidade24 aditiva.
Fármacos nefrotóxicos
Antibióticos aminoglicosídeos, quando administrados durante ou dentro de 1-2 semanas
após a administração de Platistine® CS, podem potencializar seu efeito nefrotóxico. O uso
concomitante de outros fármacos potencialmente nefrotóxicos (por exemplo, anfotericina B)
não é recomendado durante o tratamento com Platistine® CS.
Fármacos ototóxicos
A administração concomitante e/ou seqüencial de fármacos ototóxicos como antibióticos
aminoglicosídeos ou diuréticos59 de alça pode aumentar o potencial de Platistine® CS em
causar ototoxicidade37, especialmente na presença de insuficiência renal20.
Fármacos de excreção renal12
Os dados de literatura sugerem que Platistine® CS pode alterar a eliminação renal12 da
bleomicina e do metotrexato (possivelmente como resultado da nefrotoxicidade26 induzida
pelo Platistine® CS) e aumentam suas toxicidades.
Agentes anticonvulsivantes
Em pacientes recebendo Platistine® CS e fenitoína, as concentrações séricas deste último
podem diminuir, possivelmente como resultado da diminuição da absorção e/ou aumento do
metabolismo60. Nesses pacientes, o nível sérico de fenitoína deve ser monitorado e o ajuste
de dose deve ser feito se necessário. Em um ensaio randomizado61 no câncer16 avançado de
ovário15, a duração da resposta foi negativamente afetada quando do uso de piridoxina com
altretamina (hexametilmelamina) e Platistine® CS.
Agentes antigotosos
Platistine® CS pode aumentar a concentração sangüínea de ácido úrico. Portanto, em
pacientes recebendo medicamentos antigotosos, como por exemplo alopurinol, colchicina,
probenecida ou sulfimpirazona, pode ser necessário o ajuste da dose desses fármacos para
controlar a hiperuricemia e a gota62.

Reações Adversas de Platistine Cs

Nefrotoxicidade26
A toxicidade24 renal12 aguda, que foi altamente freqüente no passado e representava a principal
toxicidade24 limitante da dose da cisplatina, foi consideravelmente reduzida com o uso das
infusões em 6 a 8 horas, assim como pela hidratação intravenosa concomitante e diurese63
forçada. No entanto, a toxicidade24 cumulativa permanece um problema e pode ser grave. A
insuficiência renal20, que é associada com dano tubular, pode ser notada durante a segunda
semana após uma dose e se manifesta pelo aumento da creatinina27 sérica, uréia29, ácido úrico
sérico e/ou diminuição no clearance da creatinina27. A insuficiência renal20 é geralmente leve a
moderada e reversível em doses habituais do fármaco13 (como regra, a recuperação ocorre
dentro de 2-4 semanas); entretanto, doses altas ou repetidas de Platistine® CS (cisplatina)
podem aumentar a gravidade e a duração da disfunção renal12 e causar insuficiência renal20
irreversível (algumas vezes fatal). Relatou-se insuficiência renal20 resultante de instilação
intraperitoneal do medicamento.
Platistine® CS pode causar distúrbios eletrolíticos graves, principalmente representados por
hipomagnesemia, hipocalcemia31 e hipocalemia64 relacionados a danos nos túbulos renais.
Podem ocorrer hipomagnesemia e/ou hipocalcemia31 que se manifestam por irritabilidade
muscular ou cãibras, clônus65, tremores, espasmo66 carpopedal e/ou tetania32.
Ototoxicidade37
Podem ocorrer zumbidos e/ou perda da audição na faixa de alta freqüência (> 4.000 Hz), em
aproximadamente 10% dos pacientes. Pode ocorrer também diminuição da capacidade
auditiva na faixa de conversação normal. A perda auditiva pode ser unilateral ou bilateral e é
dose-dependente e cumulativa. A ototoxicidade37 pode ser mais grave em pacientes muito
jovens e em idosos. A ototoxicidade37 pode ser acentuada com irradiação craniana prévia ou
simultânea e pode estar relacionada ao pico de concentração plasmática de Platistine® CS.
Não está claro se a ototoxicidade37 induzida por Platistine® CS é reversível. Tem-se relatado
também a ocorrência de toxicidade24 vestibular67. A função auditiva deve ser controlada
cuidadosamente antes e durante o tratamento com Platistine® CS (vide "Advertências e
Precauções" e "Interações medicamentosas").
Hematotoxicidade
Mielossupressão freqüentemente ocorre durante o tratamento com Platistine® CS, mas na
maioria das vezes é leve a moderada e reversível nas doses habituais. Contudo, leucopenia40
e trombocitopenia41 são dose-relacionadas e podem se tornar clinicamente relevantes em
pacientes recebendo altas doses de Platistine® CS ou tratamentos mielossupressores
anteriores. O nadir de plaquetas38 e leucócitos39 geralmente ocorre após cerca de 2 semanas,
mas o retorno dos níveis aos valores pré-tratamento ocorre dentro de 4 semanas na maioria
dos pacientes. Pode ocorrer também anemia hemolítica49 Coombs-direto positivo; a
incidência68, gravidade, importância relativa desse efeito em relação a outra toxicidade24
hematológica e dose-relatividade não foram estabelecidas, mas deve-se considerar a
possibilidade de um processo hemolítico no caso de pacientes que estejam recebendo
Platistine® CS e que apresentem uma queda inexplicável na hemoglobina48.
Toxicidade24 gastrintestinal
Na maioria dos pacientes tratados com Platistine® CS ocorrem náuseas51 e vômitos44, às vezes
tão graves que exigem suspensão do tratamento. As náuseas51 e vômitos44 geralmente têm
início dentro de 1 hora após o tratamento e podem persistir por 24 horas ou mais. Vômitos44,
náuseas51 e/ou anorexia69 podem durar até uma semana após o tratamento. Ocorreram
náuseas51 e vômitos44 prolongados (iniciando ou persistindo 24 horas ou mais após a
quimioterapia25) mesmo em pacientes sob controle emético completo no dia do tratamento
com Platistine® CS. Esses efeitos colaterais70 são apenas parcialmente aliviados por
antieméticos71. A gravidade dos sintomas33 pode ser reduzida dividindo-se a dose total por ciclo
em doses menores administradas uma vez ao dia por 5 dias. Também se relatou diarréia72.
Neurotoxicidade
Ocorrem neuropatias periféricas, com pouca freqüência, nas doses habituais de Platistine®
CS. Embora os sinais36 e sintomas33 se desenvolvam geralmente durante o tratamento, podem,
raramente, começar após a última dose de Platistine® CS. A neuropatia73 pode progredir após
a interrupção do tratamento. As neuropatias periféricas podem ser irreversíveis em alguns
pacientes; entretanto pode ser parcialmente ou completamente reversível em outros
pacientes quando ocorre a descontinuação da terapia. Têm sido relatadas: ocorrência do
sinal74 de Lermitte, mielopatia75 da coluna dorsal, neuropatia autonômica76; também foram
relatadas cãibras de início súbito e curta duração, perda do paladar77, fala pastosa, perda de
memória e convulsões.
Toxicidade24 ocular
Observou-se visão78 turva e percepção alterada de cores, geralmente após tratamento com
doses superiores às recomendadas. Neurite79 óptica, edema80 papilar e cegueira cortical foram
raramente relatados em pacientes recebendo Platistine® CS. Esses eventos são geralmente
reversíveis após suspensão do tratamento.
Hepatotoxicidade81
Raramente, podem ocorrer elevações pequenas e transitórias das enzimas hepáticas82 (TGO
e TGP) e bilirrubina83.
Hipersensibilidade
Foram, ocasionalmente, relatadas reações anafiláticas52 e anafilactóides como rubor, edema80
facial, zumbido, broncoconstrição, taquicardia84 e hipotensão85. Essas reações podem ocorrer
dentro de minutos após o início da administração. Raramente foram observadas erupções
cutâneas86 dos tipos urticariformes e maculopapulares. Foram relatadas reações do tipo
anafilática em pacientes previamente expostos ao Platistine® CS. As reações consistem
principalmente de edema80 facial, zumbido, taquicardia84, hipotensão85 e erupções cutâneas86 e
geralmente ocorrem poucos minutos após a administração de Platistine® CS. Essas
reações podem ser controladas com adrenalina53 IV, corticosteróides e anti-histamínicos.
Outros efeitos
Também foram relatadas anormalidades cardíacas (doença coronariana87 arterial,
insuficiência cardíaca congestiva88, arritmias89, hipotensão85 postural, microangiopatia trombótica90,
etc.), hiperuricemia, hiponatremia91/síndrome92 da secreção inapropriada do hormônio93
antidiurético, mialgia94, pirexia95, deposição gengival de platina, elevação dos níveis séricos de
amilase, soluços, erupções cutâneas86 e alopecia96 leve. Raramente têm sido relatadas
toxicidades vasculares97 coincidentes com o uso de Platistine® CS em combinação com
outros agentes antineoplásicos. Esses relatos incluem infarto do miocárdio98, doenças
coronarianas, arritmias89, hipotensão85 postural, acidente vascular cerebral99, microangiopatia
trombótica90, síndrome92 hemolítico-urêmica ou arterite cerebral. Há também relatos de
fenômeno de Raynaud100 em pacientes tratados com a combinação de bleomicina, vimblastina,
com ou sem Platistine® CS. Até o momento não se detectou a causa do fenômeno nesses
casos. Raramente foi observada toxicidade24 local do tecido101 mole após extravasamento de
Platistine® CS. Infiltração de soluções de Platistine® CS pode resultar em celulite102 tissular103,
fibrose104 e necrose105. Também foi relatada toxicidade24 pulmonar em pacientes tratados com
Platistine® CS em combinação com bleomicina e 5-fluorouracila.
Podem ocorrer efeitos locais como flebite106, celulite102 e necrose105 tecidular (após extravasamento
do medicamento).
Platistine® CS pode afetar a fertilidade masculina: relatou-se prejuízo na espermatogênese
e azoospermia107. Embora o prejuízo na espermatogêse possa ser reversível, homens em
tratamento com Platistine® CS devem ser alertados quanto à possibilidade de efeitos
adversos na fertilidade masculina.
Pode ocorrer hiperuricemia, particularmente quando são administradas doses superiores a
50 mg/m2. Os níveis séricos máximos de ácido úrico ocorrem 3-5 dias após a administração
de Platistine® CS. Pode-se administrar alopurinol para uma redução eficaz dos níveis de
ácido úrico.

Posologia de Platistine Cs

Atenção: Platistine® CS (cisplatina) interage com o alumínio formando um precipitadonegro. Não utilizar agulhas, seringas, cateteres ou equipos de administração IV que
contenham partes de alumínio que possam entrar em contato com o medicamento na
sua preparação e administração.

Platistine® CS pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros
medicamentos anti-proliferativos, utilizando-se diversas doses e esquemas terapêuticos. A
dose de Platistine® CS deve ser baseada no estado clínico, renal12 e hematológico do
paciente, para a obtenção de resultados terapêuticos ótimos, com o mínimo de efeitos
adversos.
Platistine® CS deve ser administrado apenas por via intravenosa (infusão IV).
Os esquemas típicos de administração de cisplatina a adultos ou crianças são: 50-100 mg/m2
como infusão IV única a cada 3 ou 4 semanas, por 6-8 horas; ou infusão IV lenta de 15-20
mg/m2 por 5 dias, a cada 3 ou 4 semanas; de acordo com o tipo de tumor108 e o estado do
paciente (incluindo a função renal12 e a extensão de radioterapia109 e/ou quimioterapias prévias).
Quando Platistine® CS é utilizado em combinação com outros compostos citotóxicos58, deve-se
ajustar a dose para 20 mg/m2 a cada 3-4 semanas.
Sugerem-se também os seguintes esquemas:
Tratamento de tumores metastáticos do testículo14
Uma combinação eficaz inclui Platistine® CS, sulfato de bleomicina e sulfato de vimblastina.
Tratamento de tumores metastáticos de ovário15
Tem sido utilizado Platistine® CS como agente único ou associado ao cloridrato de
doxorrubicina, ciclofosfamida ou fluoruracila.
Tratamento do câncer16 avançado de bexiga17
Recomenda-se o uso de Platistine® CS como agente único.
Cuidados especiais na administração
Os pacientes devem ser adequadamente hidratados antes e nas 24 horas após a
administração de Platistine® CS, para assegurar fluxo urinário adequado e minimizar a
nefrotoxicidade26. Antes do ciclo de tratamento, a hidratação pode ser realizada pela infusão
intravenosa de 2 litros de glicose110 a 5% em 1/2 a 1/3 de solução fisiológica111, por um período
de 2-4 horas.
Para sua administração, o produto deve ser diluído em 2 litros de solução fisiológica111 ou
solução de cloreto de sódio 0,45% e dextrose112 5%, e infundido pelo período adequado. Após
o tratamento, é importante manter uma hidratação adequada e um bom fluxo urinário nas 24
horas seguintes à infusão. Se uma hidratação vigorosa for insuficiente para manter uma
diurese63 adequada, pode ser administrado um diurético113 osmótico114 (como, por exemplo, o
manitol).
Doses de Platistine® CS de 60 mg/m2 têm sido administradas com segurança em um
período de 1 a 2 horas; doses maiores devem ser administradas em um período de 6 a 8
horas com fluido suficiente para garantir uma diurese63 adequada durante e após a
administração.
Recomendam-se as seguintes medidas de proteção, devido à natureza tóxica do composto:
O pessoal deve ser treinado nas boas práticas para reconstituição e manipulação,
devendo utilizar roupas protetoras (óculos de proteção, avental, máscaras e luvas
descartáveis). Mulheres grávidas não devem trabalhar com este medicamento.
Deve-se delimitar uma área para reconstituição (de preferência sob um sistema de fluxo
laminar). A superfície de trabalho deve ser protegida por papel absorvente descartável,
recoberto com plástico na parte posterior. Todos os materiais utilizados na
reconstituição, administração ou limpeza, incluindo luvas, devem ser descartados em
sacos para resíduos de alto risco e destinados a incineração por altas temperaturas.
Respingos ou vazamentos devem ser tratados com solução diluída de hipoclorito de
sódio (1% de cloro disponível), de preferência por adsorção e depois água.
O contato acidental com pele115 ou olhos116 deve ser tratado imediatamente através de
copiosa lavagem com água, ou água e sabão, ou solução de bicarbonato de sódio; devese
proporcionar atenção médica.
Estabilidade da solução
Esse produto não contém conservantes. Para reduzir o risco de contaminação microbiana,
recomenda-se que a diluição seja realizada imediatamente antes do uso e que a infusão
seja iniciada o mais rapidamente possível após a preparação da mistura. A infusão deve ser
completada dentro de 24 horas após a preparação da diluição e o resíduo não utilizado deve
ser descartado. A solução deve ser protegida da luz também durante a infusão.
Conservação
Este produto deve ser conservado em temperatura ambiente (abaixo de 25ºC),
protegido da luz. O produto não deve ser refrigerado. Este medicamento é de uso
único e qualquer solução não utilizada deve ser devidamente descartada.

Superdosagem de Platistine Cs


Superdosagem aguda com cisplatina pode resultar em aumento dos seus efeitos tóxicos
esperados (por exemplo, insuficiência renal20, mielossupressão grave, vômitos44 e náuseas51
intratáveis, toxicidade24 neurosensorial grave, insuficiência hepática117, etc.) Pode ocorrer óbito118.
Não existem antídotos conhecidos para a superdosagem de cisplatina. A hemodiálise119 é
efetiva e, mesmo assim, parcialmente, até 3 horas após a administração, uma vez que
ocorre ligação rápida e extensiva da platina às proteínas11 plasmáticas. Sinais36 e sintomas33 de
superdosagem devem ser tratados com medidas de suporte.

PARTE IV

MS - 1.0216.0181
Farmacêutico Responsável: José Francisco Bomfim - CRF-SP - no 7009
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS
CUIDADO: AGENTE CITOTÓXICO1

Número de lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer (Perth) Pty Ltd
Bentley - Austrália
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 - Guarulhos - SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
S.A.C. Linha Pfizer 0800-16-7575

Platistine CS - Laboratório

PFIZER
Av. Presidente Tancredo de Almeida Neves, 1555
Guarulhos/SP - CEP: 07112-070
Tel: 0800-16-7575
Site: http://www.pfizer.com.br
CNPJ n° 46.070.868/0001-69

Ver outros medicamentos do laboratório "PFIZER"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Citotóxico: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
2 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
5 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
6 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
7 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
8 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
9 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
10 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
11 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
12 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
13 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
14 Testículo: A gônada masculina contendo duas partes funcionais Sinônimos: Testículos
15 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
16 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
17 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
18 Cabeça:
19 Pescoço:
20 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
21 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
22 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
23 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
24 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
25 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
26 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
27 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
28 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
29 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
30 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
31 Hipocalcemia: É a existência de uma fraca concentração de cálcio no sangue. A manifestação clínica característica da hipocalcemia aguda é a crise de tetania.
32 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
33 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
34 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
35 Propriocepção: Também denominada de cinestesia, é a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Esta percepção permite a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades. Ela resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, localizado no ouvido interno.
36 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
37 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
38 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
39 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
40 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
41 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
42 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
43 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
44 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
45 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
46 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
47 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
48 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
49 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
50 Hemólise: Alteração fisiológica ou patológica, com dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue causando liberação de hemoglobina. É também conhecida por hematólise, eritrocitólise ou eritrólise. Pode ser produzida por algumas anemias congênitas ou adquiridas, como consequência de doenças imunológicas, etc.
51 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
52 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
53 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
54 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
55 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
56 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
57 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
58 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
59 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
60 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
61 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
62 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
63 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
64 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
65 Clônus: Clônus ou clono é a sequência de contrações e relaxamentos musculares rápidos e involuntários que pode ocorrer de modo normal e breve em virtude do estiramento de um músculo ou de modo patológico e ininterrupto.
66 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
67 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
68 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
69 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
70 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
71 Antieméticos: Substância que evita o vômito.
72 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
73 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
74 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
75 Mielopatia: Qualquer distúrbio ou doença que afeta a medula óssea ou a medula espinhal.
76 Neuropatia autonômica: Tipo de neuropatia que afeta pulmões, coração, estômago, intestino, bexiga e órgãos genitais.
77 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
78 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
79 Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
80 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
81 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
82 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
83 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
84 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
85 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
86 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
87 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
88 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
89 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
90 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
91 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
92 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
93 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
94 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
95 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
96 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
97 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
98 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
99 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
100 Fenômeno de Raynaud: O fenômeno de Raynaud (ou Raynaud secundário) ocorre subsequentemente a um grande grupo de doenças, como artrite, vasculite, esclerodermia, dentre outras. Esta forma de Raynaud pode progredir para necrose e gangrena dos dedos.
101 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
102 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
103 Tissular: Relativo a tecido orgânico.
104 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
105 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
106 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
107 Azoospermia: Ausência de espermatozódes no líquido seminal.
108 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
109 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
110 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
111 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
112 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
113 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
114 Osmótico: Relativo à osmose, ou seja, ao fluxo do solvente de uma solução pouco concentrada, em direção a outra mais concentrada, que se dá através de uma membrana semipermeável.
115 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
116 Olhos:
117 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
118 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
119 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.

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