TECNOVORIN 15 mg

ZODIAC

Atualizado em 09/12/2014

Composição de Tecnovorin

cada comprimido contém: leucovorina (comoleucovorina cálcica) 15 mg, excipientes q.s.p. 1 comprimido.

Posologia e Administração de Tecnovorin

como antídoto1 para os antagonistas do ácido fólico: a posologia de Tecnovorin é variável, pois está na dependência da dose de metotrexato. Indica-se 1 comprimido de 15 mg a cada 6 horas durante 48 horas. Após a infusão de metotrexato, a terapêutica2 de proteção com Tecnovorin é usualmente iniciada até 24 horas após o começo do metotrexato. Os pacientes que recebem Tecnovorin como como um resgate dos efeitos tóxicos de metotrexato, devem estar sob supervisão de um médico experiente na terapêutica2 com metotrexato em altas doses. A administração parenteral de Tecnovorin é recomendada caso seja evidenciado que a absorção é insuficiente devido a náuseas3 e/ou vômitos4. A administração parenteral de Tecnovorin é recomendada caso seja evidenciado que a absorção é insuficiente devido a náuseas3 e/ou vômitos4. A administração de metotrexato não deve iniciar-se a menos que o clearance da creatinina5 e as concentrações de creatinina5 no soro6 sejam normais. A administração de metotrexato em altas doses não deverá ser iniciada a menos que Tecnovorin esteja fisicamente presente, já que o resgate é crítico. Empregou-se uma variedade de programas de dosificação de leucovorina em combinação com metotrexato em altas doses. Uma vez que este regime encontra-se ainda sob investigação, o médico que a prescreve deve consultar a literatura científica ao escolher uma dose específica. A alcalinização da urina7 (com bicarbonato ou acetazolamida) e hidratação venosa (3.000 ml/m2 de superfície corporal/dia) também são importantes para prevenir a toxicidade8 renal9 determinada pelo metotrexato. A administração de Tecnovorin deverá ser preferencialmente consecutiva e não simultânea com a administração de metotrexato. Todavia, leucovorina tem sido administrada de forma simultânea com pirimetamina e trimetoprima em doses orais ou intramusculares entre 0,4 a 5 mg para prevenir a anemia megaloblástica10 decorrente de altas doses destes fármacos. Geralmente, recomenda-se que a primeira dose de Tecnovorin seja administrada ao final das primeiras 24 a 42 horas após iniciada uma infusão de metotrexato em altas doses (decorridos 60 minutos após uma superdose), em uma dose capaz de produzir concentrações sangüíneas iguais ou superiores às concentrações de metotrexato no sangue11 (leucovorina em uma dose de 15 a 25 mg por m2 de superfície corporal produz concentrações plasmáticas padrão de aproximadamente 1 mol ou 1 x 10-6 M). A duração da administração de Tecnovorin varia com a dose de metotrexato e as concentrações plasmáticas alcançadas (incluindo a velocidade de eliminação); geralmente a administração de Tecnovorin é mantida até que as concentrações de metotrexato atinjam valores inferiores a 5 x 10-8 M. Uma dose maior e/ou uma maior duração de tratamento com Tecnovorin poderá ser necessária nos pacientes com acidúria, ascite12, desidratação13, obstrução gastrintestinal, insuficiência14 da função renal9 ou derrames pleurais ou peritoneais, tendo em vista que a excreção de metotrexato encontra-se retardada e está aumentando o tempo para que as concentrações plasmáticas de metotrexato se reduzam a níveis não tóxicos (menores do que 5 x 10-8M). Recomenda-se que a duração da administração de Tecnovorin nestes pacientes esteja baseada na determinação das concentrações plasmáticas de metotrexato. Tecnovorin é um antídoto1 específico para toxicidade8 hematopoiética do metotrexato e outros potentes inibidores da enzima15 diidrofolato redutase. O resgate com Tecnovorin da terapêutica2 com metotrexato em altas doses inicia-se habitualmente no término das 24 horas de sua administração. Um programa de dose de resgate convencional de Tecnovorin é de 10 mg/m2 oral ou parenteral seguido de 10 mg/m2 oral cada 6 horas durante 72 horas. Todavia, se nas 24 horas após a administração de metotrexato a creatinina5 no soro6 for de 50% ou superior ou mais do que a creatinina5 sérica pré-metotrexato, a dose de Tecnovorin deverá ser aumentada de imediato de 100 mg/m2 cada 3 horas até que o nível de metotrexato sérico atinja valores inferiores a 5 x 10-8M. A dose recomendada de Tecnovorin para contrapor a toxicidade8 hematológica, devido aos antagonistas do ácido fólico com menor afinidade para a hidrofolato redutase de mamíferos do que o metotrexato, é substancialmente menor e são recomendados 5 a 15 mg de Tecnovorin/dia, por alguns investigadores. No tratamento de anemias megaloblásticas: indica-se 1 comprimido de 15 mg diariamente.

Precauções de Tecnovorin

Tecnovorin não deve ser empregado simultaneamente com um antagonista16 do ácido fólico com o objetivo de modificar ou abortar a toxicidade8 clínica, pois o efeito terapêutico do antagonista16 pode ser anulado. Gravidez17/reprodução18: não foram realizados estudos em animais ou em humanos. Assim, há que se considerar o risco/benefício (FDA, gravidez17 categoria C). Entretanto, é recomendável o uso de leucovorina para o tratamento da anemia megaloblástica10 produzida pela gravidez17. Amamentação19: uma vez que se desconhece se a leucovorina é excretada no leite materno e não se tem documentado problemas em seres humanos, deve-se considerar o risco/benefício. Pediatria: a leucovorina pode aumentar a freqüência de convulsões em crianças sensíveis. Problemas médicos: Este medicamento não deve ser usado como único agente antianêmico quando existir os seguintes problemas médicos: anemia perniciosa20 ou Deficiência de vitamina21 B12, pode produzir remissão hematológica enquanto continuam a progredir as manifestações neurológicas. Na presença de acidúria (pH urinário inferior a 7), ascite12, desidratação13, obstrução gastrintestinal, derrame22 pleural ou peritoneal conseqüentes aos efeitos do metotrexato, a leucovorina deve ser utilizada com cautela. Insuficiência renal23: o risco de toxicidade8 por metotrexato encontra-se aumentado porque a eliminação do metotrexato poderá ser insuficiente e poderá ocorrer acumulação. Ainda assim, doses pequenas de metotrexato podem levar à severa mielodepressão e mucosite24. Doses maiores e/ou o aumento da duração do tratamento com leucovorina podem ser necessário. Náuseas3 e vômitos4: a absorção da leucovorina poderá ser insuficiente. Recomenda-se a administração parenteral. A hidratação inadequada, que acompanha as náuseas3 severas e vômitos4, também pode resultar em aumento de toxicidade8 por metotrexato. Controle dos pacientes: para os pacientes que recebem metotrexato em altas doses: determinações do clearance da creatinina5 (recomenda-se antes do início do metotrexato em altas doses, como terapêutica2 de socorro de Tecnovorin); determinações de metotrexato no plasma25 ou no soro6 (recomendadas por alguns clínicos a cada 12 ou 24 horas após a administração de metotrexato em altas doses para determinar a dose e a duração do tratamento com Tecnovorin necessário para manter o resgate. Pode auxiliar na identificação de pacientes com clearance de metotrexato retardado. A toxicidade8 parece estar relacionada tanto com o tempo durante o qual as concentrações de metotrexato estão elevadas como relacionada com as concentrações-pico obtidas. Em geral o controle deverá continuar até que as concentrações sejam menores que 5 por 10-8 M). Determinações de creatinina5 no soro6 (recomendadas antes e a cada 24 horas após cada dose de metotrexato para descobrir o desenvolvimento de insuficiência14 da função renal9 e para predizer a toxicidade8 do metotrexato. Um aumento superior a 50% com relação à concentração de pré-tratamento nas 24 horas está associado com severa toxicidade8 renal9); determinações do pH urinário (recomenda-se previamente a cada dose da terapêutica2 de metotrexato em altas doses e próximo a cada 6 horas através do resgate com Tecnovorin para garantir que o pH continua superior a 7, reduzindo ao mínimo o risco de nefropatia26 por metotrexato).

Reações Adversas de Tecnovorin

Tecnovorin é muito bem tolerado, somente tendo sido descritos efeitos secundários relacionados à reação alérgica27 ao produto: erupção28 cutânea29 ou ardência e prurido30. - Interações medicamentosas: o ácido folínico em grandes quantidades pode contrapor o efeito antiepilético do fenobarbital, fenitoína e primidona e aumentar a freqüência das convulsões em crianças sensíveis.

Contra-Indicações de Tecnovorin

Tecnovorin não é recomendado para o tratamento da anemia perniciosa20 ou outras anemias megaloblásticas secundárias à carência de vitamina21 B12, pois pode produzir uma remissão hematológica enquanto continuam progredindo as manifestações neurológicas.

Indicações de Tecnovorin

antídoto1 dos efeitos tóxicos dos antagonistas do ácido fólico, tais como, metotrexato, pirimetamina ou trimetoprima; para prevenir a toxicidade8 severa devido à superdose de metotrexato e como parte dos programas de tratamento quimioterapêutico no cuidado de várias formas de câncer31. Tecnovorin também está indicado para o tratamento das anemias megaloblásticas por deficiência de folatos.

Apresentação de Tecnovorin

embalagem com 10 comprimidos de 15 mg.


TECNOVORIN 15 mg - Laboratório

ZODIAC
Rua Traipu, 755
São Paulo/SP - CEP: 01235-000
Tel: (11 )263-6166
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Complementos

1 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
2 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
3 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
4 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
5 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
6 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
7 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
8 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
9 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
10 Anemia megaloblástica: É uma doença na qual a medula óssea produz hemácias gigantes e imaturas. Esse distúrbio é provocado pela carência de vitamina B12 ou de ácido fólico no organismo. Uma vez que esses fatores são importantes para a síntese de DNA e responsáveis pela eritropoiese, a sua falta causa um defeito na síntese de DNA, levando ao desequilíbrio no crescimento e divisão celular.
11 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
12 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
13 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
14 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
15 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
16 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
17 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
18 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
19 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
20 Anemia Perniciosa: Doença causada pela incapacidade do organismo absorver a vitamina B12. Mais corretamente, ela se refere a uma doença autoimune que resulta na perda da função das células gástricas parietais, que secretam ácido clorídrico para acidificar o estômago e o fator intrínseco gástrico que facilita a absorção da vitamina B12.
21 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
22 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
23 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
24 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
25 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
26 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
27 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
28 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
29 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
30 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
31 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).

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