CISPLATINA

ASTA MEDICA ONCOLOGIA

Atualizado em 08/12/2014

Composição da Cisplatina

cada frasco-ampola contém, respectivamente, 10mg, 50 mg e 100 mg de cisplatina. Veículo q.s.p: 10 ml, 50 ml e 100 ml, respectivamente. Veículo: cloreto de sódio, ácido clorídrico1 e água para injeção2.

Posologia e Administração da Cisplatina

não devem ser usados materiais de injeção2 ou infusão que contenham alumínio para a administração de cisplatina. Antes da administração de cisplatina recomenda-se hidratação intravenosa com no mínimo 1 litro de solução salina a 0,9%/glicose3 5% (1:1). Quando o fluxo urinário for menor do que 100 ml por hora, pode-se administrar 100 a 200 ml de manitol a 15%. Em seguida, a solução de cisplatina deve ser adicionada a 2 litros de solução salina a 0,9%/glicose3 a 5% (1:1) e administrada por via intravenosa lenta, em 6 a 8 horas; após administração deve-se manter hidratação e diurese4 adequadas por 24 horas. A próxima dose de cisplatina não deve ser administrada até que a função renal5 tenha retornado ao normal. A dose usual de cisplatina como agente isolado é 50 100 mg/m\up4 2 em administração intravenosa única ou 20 mg/m\up4 2 por via intravenosa por 5 dias consecutivos. A dose pode ser ajustada, dependendo da combinação com outros citostáticos6. Um ciclo pode ser administrado uma vez a cada 3 a 4 semanas, dependendo dos resultados dos testes sangüíneos, testes de função renal5 e testes audiométricos. Incompatibilidades: o contato com material contendo alumínio deve ser evitado. A cisplatina decompõe-se em meios com teor baixo de cloreto; o diluente usado para administração deve conter uma concentração equivalente a no mínimo 0,45% de cloreto de sódio. Cisplatina não contém conservantes. Recomenda-se o uso da solução reconstituída dentro de 8 horas. As soluções não podem ser armazenadas no refrigerador, devido ao risco de precipitação. - Superdosagem: a superdosagem está associada aos efeitos adversos usuais de uma maneira mais grave. Não há antídoto7 para a superdosagem da cisplatina.

Precauções da Cisplatina

Cisplatina deve ser administrada sob a supervisão de um médico que tenha experiência na administração de quimioterápicos. Insuficiência renal8 preexistente, distúrbios da audição ou supressão da medula óssea9 podem piorar com a administração de cisplatina. Antes do início da terapia, certificar-se de que o paciente apresenta uma função renal5 normal (clearance de creatinina10 > 90 ml/min). Antes da administração, verificar se o paciente apresenta hidratação adequada e diurese4 normal. Deve-se dosar, antes do início do tratamento e de cada ciclo subseqüente, os níveis séricos de creatinina10, uréia11, magnésio, potássio e cálcio, e o clearance de creatinina10. Deve-se monitorizar periodicamente o hemograma (semanalmente), a função hepática12 e neurológica. Recomenda-se ainda a realização de monitorização audiométrica antes e durante a terapia com cisplatina. Medicação antiemética apropriada deve ser administrada, considerando-se a gravidade das náuseas13 e vômitos14. Devido à freqüente ocorrência de náuseas13 e vômitos14, recomenda-se precaução em ações que requerem alerta extra, como dirigir veículos e operar máquinas perigosas. Cisplatina não deve ser administrada em doses mais elevadas e com maior freqüência do que as recomendadas, devido ao risco de ocorrência de neuropatias. Terapia anticoncepcional deve ser realizada por homens e mulheres, durante o tratamento com cisplatina e durante, no mínimo, três meses após o tratamento. Se caírem gotas de cisplatina na pele15, esta deve ser lavada imediatamente com água e sabão. A administração deve ser interrompida imediatamente em caso de extravasamento. Subseqüentemente, 3 a 5 ml de sangue16 devem ser retirados pela agulha de infusão. Um cirurgião plástico deve ser consultado. Deve-se injetar corticosteróide na área afetada e uma compressa fria deve ser usada por 12 horas. Geralmente o extravasamento de cisplatina não leva a problemas graves. Interações medicamentosas: pacientes recebendo cisplatina não devem ser expostos a vacinas vivas. Proteção parcial ou completa pode ser alcançada com vacinas mortas. O uso concomitante de drogas com potencial ototóxico ou nefrotóxico deve ser evitado ou adequadamente monitorizado. A administração conjunta com aminoglicosídeos, cefalotina e furosemida deve ser evitada porque pode potencializar a nefrotoxicidade17 apresentada pela cisplatina. A interação farmacodinâmica com alcalóides da vinca pode levar a um aumento da neurotoxicidade. Pode ocorrer interação com radiação durante radioterapia18. Os níveis plasmáticos de anticonvulsivantes podem cair a níveis subterapêuticos durante administração concomitante com cisplatina. Em um ensaio randomizado19 de câncer20 avançado de ovário21, a duração da resposta foi negativamente afetada pela administração conjunta de cisplatina, piridoxina e altretamina (hexametilmetamina).

Reações Adversas da Cisplatina

rins22: o efeito adverso mais grave da cisplatina é a nefrotoxicidade17. Este é o principal fator dose-limitante. O dano renal5 é dose-relacionado e cumulativo; inicialmente o dano renal5 é reversível, mas administrações repetidas de cisplatina podem causar prejuízo irreversível à função renal5. O risco de nefrotoxicidade17 pode ser reduzido pela pré-hidratação e monitorização cuidadosa. No entanto, mesmo com estes cuidados, ainda pode ocorrer toxicidade23 renal5. A nefrotoxicidade17 manifesta-se por elevações na uréia11, ácido úrico e creatinina10 séricos, e um decréscimo no clearance da creatinina10. A insuficiência renal8 tem sido associada a uma lesão24 nos túbulos renais. Distúrbios eletrolíticos: hipomagnesemia, hipocalcemia25, hiponatremia26, hipocalemia27 e hipofosfatemia são relatados em pacientes tratados com cisplatina. Ocasionalmente foram relatados casos de tetania28 em pacientes apresentando hipocalcemia25 e hipomagnesemia. Também foi observada a síndrome29 inadequada do hormônio30 antidiurético. Trato gastrintestinal: náusea31 acentuada e vômitos14 ocorrem em quase todos os pacientes e normalmente começam dentro de poucas horas após o início da terapia, podendo persistir por 1 a 7 dias após o tratamento. Os sintomas32 podem ser tão graves que seja indicada interrupção da terapia. A administração de antieméticos33 e espaçamento da administração por várias horas podem atenuar a gravidade dos sintomas32. Anorexia34, estomatite35 e mucosite36 foram relatados durante a terapia com cisplatina. Foram observados aumentos da ASAT (aspartato aminotransferase) e ALAT (alanina aminotransferase), mas estes foram leves e temporários. Ototoxicidade37: a ototoxicidade37 foi observada em alguns pacientes em tratamento com dose única de 50 mg/m\up4 2 de cisplatina, e se manifesta por zumbido e/ou perda de audição na faixa de alta freqüência (4000-8000 Hz); a perda auditiva em freqüências na zona da fala ocorrem raramente. A perda auditiva pode ser unilateral ou bilateral e é dose-dependente. A audição deve ser monitorizada cuidadosamente por meio de testes audiométricos. A ototoxicidade37 pode ser mais grave em crianças ou idosos. A ototoxicidade37 aumenta com o acúmulo da dose e é irreversível. Também há relatos de toxicidade23 vestibular38. Mielotoxicidade: mielossupressão ocorre em 25 a 30% dos pacientes recebendo cisplatina, mas normalmente não é grave. O nadir das contagens de plaquetas39 e leucócitos40 ocorre entre os dias 18 e 23 (variação: 7,5 a 45 dias), mas os valores retornam ao normal no dia 39 (variação: 13 a 62 dias). Leucopenia41 e trombocitopenia42 são mais graves com doses mais elevadas (> 50 mg/m\up4 2) e são normalmente acompanhadas de anemia43. A cisplatina pode sensibilizar as hemácias44, resultando em anemia hemolítica45 Coombs-positivo direto. Não foi determinada a incidência46, gravidade e importância deste efeito, mas deve-se levar em conta a possibilidade de processo hemolítico em qualquer paciente em tratamento com cisplatina que apresente uma queda inexplicável na hemoglobina47. Uma vez cessada a terapia, o processo hemolítico é reversível. Neurotoxicidade: Cisplatina causa uma neuropatia48 sensorial bilateral, manifesta por parestesias49, decréscimo na sensação de vibração, do sentido do tato e queda nos reflexos dos tendões50 profundos. Convulsões, amnésia51, tremores, perda do paladar52 e hipotensão53 ortostática podem ocorrer. Neurite54 óptica, com cegueira temporária foi relatada em poucos casos. Neurotoxicidade é dose-dependente e pode ocorrer após administração única, mas especialmente após tratamento prolongado e é reversível apenas lentamente. A terapia com cisplatina deve ser interrompida à primeira constatação de sintomas32 adversos. No entanto, a neurotoxicidade pode progredir mesmo após a interrupção da terapia. Toxicidade23 ocular: raramente foram observados neurite54 óptica, edema55 papilar e cegueira cerebral durante a terapia combinada56 com cisplatina. Normalmente ocorre melhoria e/ou recuperação total após suspensão do tratamento com cisplatina. Pode ocorrer perda da capacidade da discriminação de cores, principalmente no eixo azul-amarelo. Observa-se no exame de fundo de olho57 pigmentação irregular na área macular. Outros: pode ocorrer hiperuricemia, especialmente em pacientes recebendo altas doses de cisplatina. O tratamento com alopurinol reduz os níveis plasmáticos de ácido úrico efetivamente. Há relatos de fenômeno de Raynaud58. Não se sabe ao certo a causa deste fenômeno, que pode ser a hipomagnesemia causada pela cisplatina, a própria doença, o comprometimento vascular59 básico, a administração conjunta de bleomicina ou vimblastina ou qualquer combinação destes fatores. Foram relatados distúrbios da função cardíaca e vascular59, geralmente heterogêneos, podendo incluir infarto do miocárdio60, acidente vascular cerebral61, microangiopatia trombótica62 e arterite cerebral. Reações do tipo anafilático são raras e normalmente são observadas imediatamente após a administração. A reação consiste em edema55 facial, zumbido, taquicardia63 e hipotensão53, podendo ser controlada por epinefrina intravenosa, corticosteróides ou anti-histamínicos. Todos os pacientes sob tratamento com cisplatina devem ser observados com vistas a uma possível reação anafilática64, que deve ser tratada com medicação adequada e equipamento de apoio.

Contra-Indicações da Cisplatina

Cisplatina não deve ser administrada a pacientes com histórico de reações alérgicas graves à cisplatina ou a outros compostos que contenham platina. Constituem contra-indicações relativas pacientes com função renal5 diminuída, mielossupressão e distúrbios auditivos. Gravidez65 e lactação66: considerando o efeito farmacológico, é possível a ocorrência de toxicidade23 após tratamento durante a gravidez65. Cisplatina está contra-indicada durante a gravidez65 e lactação66.

Indicações da Cisplatina

uso restrito a hospitais. A cisplatina demonstrou possuir elevada atividade antitumoral, seja como agente isolado ou associado a outros fármacos antitumorais, especialmente nos tumores do testículo67 e do ovário21. Usado em poliquimioterapia, a cisplatina mostrou-se eficaz contra tumores sólidos: carcinoma68 da cabeça69 e do pescoço70, da próstata71 e da bexiga72. Dados preliminares indicam que a cisplatina é ativa também nos sarcomas, linfomas, câncer20 pulmonar, câncer20 esofagiano, câncer20 da tireóide, neuroblastoma e melanoma73 maligno.

Apresentação da Cisplatina

10 mg: caixa contendo um frasco-ampola com 10 ml. 50 mg: caixa contendo um frasco-ampola com 50 ml. 100 mg: caixa contendo um frasco-ampola com 100 ml.


CISPLATINA - Laboratório

ASTA MEDICA ONCOLOGIA
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Complementos

1 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
2 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
3 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
4 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
5 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
6 Citostáticos: Diz-se de substâncias que inibem o crescimento ou a reprodução das células.
7 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
8 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
9 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
10 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
11 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
12 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
13 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
14 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
15 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
16 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
17 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
18 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
19 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
20 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
21 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
22 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
23 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
24 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
25 Hipocalcemia: É a existência de uma fraca concentração de cálcio no sangue. A manifestação clínica característica da hipocalcemia aguda é a crise de tetania.
26 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
27 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
28 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
29 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
30 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
31 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
32 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
33 Antieméticos: Substância que evita o vômito.
34 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
35 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
36 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
37 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
38 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
39 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
40 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
41 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
42 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
43 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
44 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
45 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
46 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
47 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
48 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
49 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
50 Tendões: Tecidos fibrosos pelos quais um músculo se prende a um osso.
51 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
52 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
53 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
54 Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
55 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
56 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
57 Fundo de olho: Fundoscopia, oftalmoscopia ou exame de fundo de olho é o exame em que se visualizam as estruturas do segmento posterior do olho (cabeça do nervo óptico, retina, vasos retinianos e coroide), dando atenção especialmente a região central da retina, denominada mácula. O principal aparelho utilizado pelo clínico para realização do exame de fundo de olho é o oftalmoscópio direto. O oftalmologista usa o oftalmoscópio indireto e a lâmpada de fenda.
58 Fenômeno de Raynaud: O fenômeno de Raynaud (ou Raynaud secundário) ocorre subsequentemente a um grande grupo de doenças, como artrite, vasculite, esclerodermia, dentre outras. Esta forma de Raynaud pode progredir para necrose e gangrena dos dedos.
59 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
60 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
61 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
62 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
63 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
64 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
65 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
66 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
67 Testículo: A gônada masculina contendo duas partes funcionais Sinônimos: Testículos
68 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
69 Cabeça:
70 Pescoço:
71 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
72 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
73 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
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