Bromopan

UCI FARMA

Atualizado em 03/06/2015
Bromopan
Bromoprida

Apresentações de Bromopan

CÁPSULA: caixa contendo 20 cápsulas.GOTAS: caixa contendo frasco gotejador com 20 ml.
SOLUÇÃO: caixa contendo frasco com 120 ml.
Bula :
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição de Bromopan

Bromopan Cápsula:
Cada cápsula contém bromoprida 10 mg.
Excipiente/veículo q.s.p. 1 cápsula.
(amido de milho, celulose microcristalina, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, dióxido de silício, fosfato dicálcio, óleo vegetal hidrogenado)
Bromopan Solução:
Cada 1 ml contém bromoprida 1 mg.
Excipiente/veículo q.s.p. 1 ml.
(hidroxietilcelulose, polissorbato, sacarina1 sódica, benzoato de sódio, ácido cítrico, aroma artificial de morango, corante eritrosina, água purificada)
Bromopan Gotas:
Cada 1 ml contém bromoprida 4 mg.
Excipiente/veículo q.s.p. para 1 ml.
(hidroxietilcelulose, sorbitol2, benzoato de sódio, aroma artificial de morango, água purificada)

Informações ao Paciente de Bromopan

· BROMOPAN® é um medicamento utilizado no tratamento de distúrbios do aparelho digestivo3, como o retardo do esvaziamento gástrico, o refluxo, a inflamação4 (esofagite5) e úlcera6. BROMOPAN® também age contra náuseas7 e vômitos8.· Além do tratamento medicamentoso é importante que o paciente siga medidas dietéticas e comportamentais para atingir bom resultado terapêutico.
Fazer três refeições diárias, obedecendo aos horários corretos.
Evitar refeições volumosas, gordurosas e condimentadas (feijoada, churrasco, frituras, defumados, conservas).
Alimentar-se com dieta rica em fibras, a qual auxilia a normalização do funcionamento do intestino e é benéfica no tratamento de úlceras9 e gastrites10.
Alimentar-se devagar, mastigando bem os alimentos e em ambiente tranqüilo.
Evitar ingerir bebidas gasosas e alcoólicas. Os refrigerantes são bebidas ácidas e gasosas que irritam o estômago11 e causam a formação de gases.
Não fumar. O fumo dificulta a cicatrização da úlcera6.
Não deitar após as refeições, obedecendo um intervalo mínimo de duas horas após a última refeição.
Elevar a cabeceira da cama em 15 centímetros.
· BROMOPAN® deve ser conservado em lugar seco, fresco (entre 15 a 30o C) e protegido da luz, na sua embalagem original até o término de seu uso.
· O número do lote, as datas de fabricação e validade estão carimbados no cartucho do produto.
· Não utilize o medicamento com prazo de validade vencido.
· Para a administração correta de BROMOPAN®, leia atentamente o item Instruções de Uso, contido na parte final desta bula.
· BROMOPAN® SOLUÇÃO e GOTAS não contêm açúcar12, podendo ser administrados a pacientes diabéticos.
· BROMOPAN® não deve ser utilizado por pacientes alérgicos à bromoprida ou com feocromocitoma13 (tumor14 geralmente localizado na medula15).
· BROMOPAN® não deve ser utilizado por pacientes com doenças gastrintestinais graves, como sangramentos, ou interrupção do trânsito intestinal.
. Em pacientes epilépticos, BROMOPAN® somente deve ser administrado com acompanhamento médico freqüente.
· Pode ocorrer interferência na capacidade de reações durante o tratamento com BROMOPAN®. Portanto, recomenda-se cautela na condução de veículos, na operação de máquinas e outras atividades que requerem atenção.
. BROMOPAN® pode causar sonolência, dor de cabeça16, calafrios17, diarréia18, contrações musculares, fraqueza. Se esses sintomas19 forem intensos, interrompa o uso do medicamento e procure orientação médica.
· BROMOPAN® somente deve ser utilizado durante a gravidez20 e amamentação21 com orientação médica.
· Informe ao médico a ocorrência de gravidez20 durante o tratamento ou após o seu término.
· Informe ao médico sobre os medicamentos que está utilizando.
· Obedeça a posologia indicada pelo médico e não interrompa o tratamento sem o seu conhecimento.
· Informe imediatamente ao médico se ocorrerem reações indesejáveis.
NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE22.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas de Bromopan

A bromoprida é um antagonista23 dopaminérgico, similar à metoclopramida, usada em vários distúrbios gastrintestinais, como náuseas7 e vômitos8, e em desordens da motilidade, impedindo a estase24 e o refluxo.
Sua atividade deve-se ao aumento do peristaltismo25 e do esvaziamento gastroduodeno-jejunal. Atua normalizando a motilidade propulsora do estômago11, duodeno26 e jejuno27, reconduzindo o tônus e a peristalse28 aos padrões fisiológicos.
Atua a nível central e periférico normalizando o esvaziamento incompleto ou tardio das vias biliares29 e possui ação antiemética completa. A bromoprida é rapidamente absorvida após administração oral, alcança concentração plasmática máxima entre 1 a 2 horas e o início da ação farmacológica apresenta-se em 30 a 60 minutos após a dose oral.
Após a administração oral de 10, 20 e 30 mg de bromoprida as concentrações plasmática máximas foram 20 ng/ml, 38 ng/ml e 64 ng/ml , respectivamente. A biodisponibilidade, após a administração oral de 20 mg de bromoprida, é de 54%. A presença de alimentos retarda o tempo de absorção do fármaco30, mas não interfere na biodisponibilidade.
Aproximadamente 40% da dose ligam-se a proteínas31 plasmáticas. A meia-vida de eliminação da bromoprida é de 2,9 horas e o clearence plasmático é de 899 ml/min. A bromoprida apresenta biotransformação hepática32, sendo excretada com seus metabólitos33 pela urina34 e fezes.

Indicações de Bromopan

Doença do refluxo gastroesofágico35, incluindo esofagite5 (adultos, neonatos36 e lactentes37): tratamento dos sintomas19, da cicatrização das lesões38 e de manutenção. Neste caso BROMOPAN® pode ser associado a antiácidos39 e supressores da secreção ácida (bloqueadores dos receptores H2, inibidores da bomba de prótons).Síndrome dispéptica40 (sensação de saciedade precoce, náusea41, azia42, pirose43, vômito44, dificuldade para digestão45, empachamento pós-prandial, distensão epigástrica, epigastralgia46, úlcera gástrica47) associada ou não ao retardo do esvaziamento gástrico: tratamento dos sintomas19. Neste caso BROMOPAN® pode ser associado a antiácidos39 e supressores da secreção ácida (bloqueadores dos receptores H2, inibidores da bomba de prótons).
Outros distúrbios da motilidade gastrintestinal: gastroparesia48 documentada e pseudo-obstrução intestinal crônica.
Para todas as indicações, a necessidade do tratamento contínuo deve ser reavaliada periodicamente, pelo menos a cada 3 meses ou mais freqüentemente, a critério médico.
Náuseas7 e vômitos8 de origem funcional (incluindo a êmese49 gravídica) ou orgânica (infecciosa, alimentar, induzidos por radioterapia50 ou fármacos antiinflamatórios, antineoplásico, agonistas dopaminérgicos como levodopa e bromocriptina).
No preparo para radioscopia e endoscopia51 digestivas.

Contra-Indicações de Bromopan

Em casos de hipersensibilidade à bromoprida ou a qualquer componente da fórmula.
A bromoprida não deve ser utilizada quando a estimulação da motilidade gastrintestinal representar um risco (obstrução mecânica, perfuração digestiva, hemorragias52 gastrintestinais).
Por apresentarem níveis elevados de catecolaminas (norepinefrina e epinefrina), não é recomendado o uso da bromoprida por pacientes com feocromocitoma13.

Precauções de Bromopan

O paciente deve ser orientado a seguir medidas dietéticas e comportamentais para favorecer o tratamento medicamentoso e prevenir doenças digestivas. Apesar da baixa penetração da bromoprida no sistema nervoso central53, pode ocorrer interferência na capacidade de reações durante o tratamento com BROMOPAN®. Portanto, recomenda-se cautela na condução de veículos, na operação de máquinas e outras atividades que requerem atenção. Devido à ação epileptogênica da bromoprida, não é recomendada a administração do fármaco30 em pacientes com epilepsia54 instável ou história de convulsões. A bromoprida somente deve ser utilizada em pacientes com epilepsia54 controlada após receberem criteriosa avaliação médica, mantendo estrito acompanhamento durante a terapia.
Foi observado o aumento do nível da prolactina55 em estudos realizados com animais com o uso da bromoprida. Não há conhecimento sobre o potencial da bromoprida alterar a concentração sérica da prolactina55 em humanos.
Não há relatos da interferência da bromoprida no intervalo QT.
Não é recomendada a ingestão de bebidas alcoólicas durante o tratamento com BROMOPAN®.
Insuficiência hepática56 e/ou renal57: não é conhecida a farmacocinética da bromoprida em pacientes com insuficiência hepática56 e/ou renal57.
Gravidez20 e lactação58: estudos in vivo não demonstraram evidências de efeitos teratogênicos59 com o uso da bromoprida. O medicamento poderá ser administrado durante a gestação, sob estrito acompanhamento médico, quando os benefícios para a mãe justificarem o potencial de risco para o feto60.
Não é conhecido se a bromoprida é eliminada no leite materno. A administração deve ser cautelosa e sob orientação médica quando a bromoprida for utilizada durante a lactação58.
Idosos: devem seguir a posologia indicada para adultos.

Reações Adversas de Bromopan

BROMOPAN® é um fármaco30 bem tolerado, apresentando baixa incidência61 de efeitos colaterais62. Geralmente, os efeitos adversos são leves e transitórios não causando a suspensão da terapia.
Pode ocorrer cefaléia63, sonolência, diarréia18, astenia64, hipotensão65, dificuldade da acomodação ocular. Se ocorrerem estes efeitos a dose diária de BROMOPAN® deve ser diminuída.
Pacientes anteriormente tratados com neurolépticos66 (clorpromazina, haloperidol, levomepromazina, pimozida, pipotiazina, reserpina, sulpirida) ou hipersensíveis à bromoprida podem apresentar espasmos67 musculares localizados ou generalizados, os quais são reversíveis com a interrupção do tratamento.
Raros casos de efeitos extrapiramidais foram relatados quando a bromoprida foi administrada em doses superiores à recomendada ou por pacientes com hipersensibilidade ao fármaco30.

Interações Medicamentosas de Bromopan

Atropina e derivados: os efeitos procinéticos da bromoprida podem ser antagonizados por fármacos anticolinérgicos de uso oral, como a atropina e hioscina.Antiácidos39 e supressores da secreção ácida (bloqueadores dos receptores H2, inibidores da bomba de prótons): podem interferir com a absorção da bromoprida. Quando for necessária a utilização concomitante com BROMOPAN®, devem ser administrados em horários diferentes, aguardando-se um período de, no mínimo, 30 minutos entre a administração dos medicamentos. Neurolépticos66 (clorpromazina, haloperidol, levomepromazina, pimozida, pipotiazina, reserpina, sulpirida), inibidores da monoamina oxidase (IMAO68 - moclobemida, selegilina, tranilcipromina), antidepressivos tricíclicos (amineptina, amitriptilina, clomipramina, imipramina, nortriptilina) e anti-hipertensivos: a administração concomitante com a bromoprida pode potencializar os efeitos adversos. Depressores do sistema nervoso central53 (diazepam, terfenadina, carbamazepina, haloperidol, fenobarbital) e bebidas alcoólicas: a bromoprida pode potencializar os efeitos antidepressores desses fármacos e do álcool.
Digoxina e outros digitálicos: a administração concomintante com a bromoprida pode diminuir a concentração plasmática dos cardiotônicos. A aceleração do esvaziamento gástrico proporcionada pela bromoprida pode influenciar a velocidade de absorção de outros medicamentos. Fármacos de absorção gástrica podem ser menos absorvidos, enquanto fármacos de absorção intestinal podem ter a velocidade de absorção aumentada (como benzodiazepínicos, anticoagulantes69, paracetamol, bloqueadores dos receptores H2). Pacientes que utilizam anticoagulantes69, o tempo de coagulação70 pode se mostrar aumentado; recomenda-se, nesses casos, monitorização nos primeiros dias após o início do tratamento com a bromoprida e uma semana depois do término. Se necessário, a dose do anticoagulante71 deve ser ajustada.
Fármacos que requerem monitorização individual para determinação da dose terapêutica72, recomenda-se determinar os níveis plasmáticos destes, antes e após o início do tratamento com a bromoprida.

Posologia e Administração de Bromopan

A posologia recomendada poderá ser alterada por orientação médica, conforme a gravidade da doença e estado clínico do paciente. A dose, o número de tomadas diárias, a duração da terapia e a necessidade de tratamento de manutenção dependem da resposta do paciente.
Adultos
Bromopan cápsula: 1 cápsula, 3 vezes ao dia.
Bromopan solução: 10 ml, 3 vezes ao dia.
Bromopan gotas: 60 gotas, 3 vezes ao dia.
Crianças, lactentes37 e recém-nascidos:
Bromopan solução: 0,5 mg por kg de peso ao dia. A dose total deve ser dividida e administrada em 3 vezes ao dia.
Bromopan gotas: 3 gotas para cada kg de peso corporal. A dose total deve ser dividida e administrada em 3 vezes ao dia.
Para a administração de BROMOPAN® SOLUÇÃO deve-se considerar que 1 ml contém 1 mg de bromoprida.
Para a administração de BROMOPAN® GOTAS deve-se considerar que 1 ml corresponde a 24 gotas.
Em pacientes sensíveis à bromoprida podem ocorrer cólicas73 abdominais. Nestes casos, recomenda-se dividir em número maior de vezes a dose diária.
Na ocorrência de diarréia18, deve-se reduzir a dose diária da bromoprida.
Não é necessário o ajuste da dose em pacientes idosos.
BROMOPAN® SOLUÇÃO e GOTAS não contêm açúcar12, podendo ser administrados a pacientes diabéticos.

Instruções de Uso de Bromopan

No tratamento do refluxo gastroesofágico35 BROMOPAN® CÁPSULA, SOLUÇÃO e GOTAS devem ser ingeridos, preferencialmente, 15 minutos antes das refeições e se for necessário uma quarta tomada diária, administrar o medicamento antes de se deitar. Como medicação preventiva no preparatório de exames digestivos ou para evitar náuseas7 e vômitos8 provocados por viagens ou por medicamentos, como levodopa, bromocriptina, BROMOPAN® deve ser administrado com 60 minutos de antecedência.
BROMOPAN® pode ser ingerido com água ou leite. Para a utilização posológica correta, as doses de BROMOPAN® SOLUÇÃO devem ser administradas utilizando-se a seringa74-dosadora contida na embalagem do produto.
A seringa74-dosadora possui escala visual de dose em ml. Cada divisão da escala corresponde a 0,25 ml. Portanto, para uma criança com 7 quilos devem ser administrados 1,25 ml da solução, ou seja, a seringa74 deve ser preenchida até a quinta divisão da escala.

Superdosagem de Bromopan

Em casos de ingestão acidental de altas doses de bromoprida poderão ocorrer sintomas19 como cólicas73 abdominais, diarréia18, sonolência, hipotensão65, bradicardia75, incontinência urinária76.
O tratamento da intoxicação aguda consiste na realização de medidas usuais de esvaziamento gástrico, administração de carvão ativado e monitorização do sistema cardiovascular77 e respiratório.
Nos casos de hipotensão65 grave, deve-se instituir tratamento sintomático78. O paciente deve ser colocado em posição supina com as pernas elevadas. Se ocorrer bradicardia75, recomenda-se a administração de 0,5 a 1,0 mg de atropina por via intravenosa. Se essa medida não for suficiente, o volume plasmático deve ser aumentado utilizando-se infusões de soluções glicosadas, salinas ou dextrano.
Caso as medidas mencionadas ainda sejam insuficientes, pode-se administrar fármacos simpatomiméticos.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Farmacêutica Responsável: Dra. Dirce de Paula Zanetti.
CRF-SP nº 7758
Registro MS nº 1.0550.0139

Bromopan - Laboratório

UCI FARMA
Rua do Cruzeiro, 374
São Bernardo do Campo/SP - CEP: 09725-310
Tel: (011)414-2022
Fax: (011)448-5253

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Complementos

1 Sacarina: Adoçante sem calorias e sem valor nutricional.
2 Sorbitol: Adoçante com quatro calorias por grama. Substância produzida pelo organismo em pessoas com diabetes e que pode causar danos aos olhos e nervos.
3 Aparelho digestivo: O aparelho digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
4 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
5 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
6 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
7 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
8 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
9 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
10 Gastrites: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
11 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
12 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
13 Feocromocitoma: São tumores originários das células cromafins do eixo simpático-adrenomedular, caracterizados pela autonomia na produção de catecolaminas, mais freqüentemente adrenalina e/ou noradrenalina. A hipertensão arterial é a manifestação clínica mais comum, acometendo mais de 90% dos pacientes, geralmente resistente ao tratamento anti-hipertensivo convencional, mas podendo responder a bloqueadores alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio e nitroprussiato de sódio. A tríade clássica do feocromocitoma, associado à hipertensão arterial, é composta por cefaléia, sudorese intensa e palpitações.
14 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
15 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
16 Cabeça:
17 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
18 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
19 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
20 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
21 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
22 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
23 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
24 Estase: 1. Estagnação do sangue ou da linfa. 2. Incapacidade de agir; estado de impotência.
25 Peristaltismo: Conjunto das contrações musculares dos órgãos ocos, provocando o avanço de seu conteúdo; movimento peristáltico, peristalse.
26 Duodeno: Parte inicial do intestino delgado que se estende do piloro até o jejuno.
27 Jejuno: Porção intermediária do INTESTINO DELGADO, entre o DUODENO e o ÍLEO. Representa cerca de 2/5 da porção restante do intestino delgado após o duodeno.
28 Peristalse: Conjunto das contrações musculares dos órgãos ocos, provocando o avanço de seu conteúdo; movimento peristáltico, peristaltismo.
29 Vias biliares: Conjunto de condutos orgânicos que conectam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno. Sua função é conduzir a bile produzida no fígado, para ser armazenada na vesícula biliar e posteriormente ser liberada no duodeno.
30 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
31 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
32 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
33 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
34 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
35 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
36 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
37 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
38 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
39 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
40 Síndrome dispéptica: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
41 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
42 Azia: Pirose. Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, geralmente acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago.
43 Pirose: Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, ela pode ser acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago; azia.
44 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
45 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
46 Epigastralgia: Dor na região epigástrica, ou seja, na parte mediana superior da parede abdominal, que corresponde em profundidade, aproximadamente, ao estômago e ao lobo esquerdo do fígado.
47 Úlcera gástrica: Lesão na mucosa do estômago. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100 % dos casos.
48 Gastroparesia: Tipo de neuropatia que afeta o estômago. A digestão dos alimentos pode ser incompleta ou retardada, resultando em náuseas, vômitos ou sensação de plenitude gástrica, tornando o controle glicêmico difícil.
49 Êmese: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Sinônimo de vômito. Pode ser classificada como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
50 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
51 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
52 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
53 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
54 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
55 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
56 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
57 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
58 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
59 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
60 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
61 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
62 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
63 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
64 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
65 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
66 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
67 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
68 IMAO: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
69 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
70 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
71 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
72 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
73 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
74 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
75 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
76 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
77 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
78 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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