Preço de LUDIOMIL em Fairfield/SP: R$ 47,16

LUDIOMIL

NOVARTIS

Atualizado em 09/12/2014

LUDIOMIL

ANTIDEPRESSIVO TETRACÍCLICO

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Ludiomil

Comprimidos de 25 mg. Caixas com 20 comprimidos.Comprimidos de 75 mg. Caixas com 20 comprimidos.
Solução injetável, 25 mg/5 ml. Caixas com 5 ampolas.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (vide Posologia/Crianças e adolescentes)

Composição de Ludiomil

Cada comprimido envernizado de LUDIOMIL contém 25 ou 75 mg de cloridrato de maprotilina; excipiente q.s.p. 1 comprimido.
Cada ampola de LUDIOMIL contém 25 mg de metanossulfonato de maprotilina; veículo q.s.p. 5 ml.

Informação ao Paciente de Ludiomil

O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após a data de validade.Informe ao médico se estiver grávida, se ocorrer gravidez1 durante o tratamento ou se estiver amamentando.
Os comprimidos devem ser ingeridos de preferência à noite. O tratamento com LUDIOMIL não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico.
Os efeitos indesejáveis de LUDIOMIL são leves e transitórios e, normalmente, desaparecem durante o tratamento ou após a redução da dose. Pacientes idosos são mais sensíveis. Ocasionalmente podem ocorrer tontura2, dor de cabeça3, vertigem4, cansaço transitório, sonolência, secura da boca5, vermelhidão de pele6, urticária7 (às vezes acompanhada de febre8), náuseas9, vômitos10, alterações da pressão arterial11, aumento da freqüência cardíaca, transpiração12, aumento de peso. Informe ao seu médico caso ocorra qualquer reação: ele lhe dará a orientação adequada.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Antes de iniciar o tratamento, informe ao médico sobre qualquer outro medicamento que você esteja tomando.
Enquanto estiver em tratamento, o paciente não deve ingerir bebidas alcoólicas.
Contra-indicações: Alergia13 conhecida à maprotilina, pacientes portadores ou com suspeita de epilepsia14, casos de infarto do miocárdio15 e outros problemas de coração16, glaucoma17 (aumento da pressão no olho18), problemas urinários. LUDIOMIL não deve ser administrado ou deve ser retirado em casos de intoxicação alcoólica, por hipnóticos, analgésicos19 ou drogas psicotrópicas.
Precauções: O médico deve ser avisado se o paciente for portador de problemas de fígado20, de coração16, de pressão arterial11, dos rins21, de tireóide, de aumento de pressão no olho18 e de doenças mentais. Durante o tratamento a longo prazo, devem ser feitos exames odontológicos para observação de cáries22. Devem ser feitos exames de sangue23 periódicos. Nos pacientes em tratamento, a habilidade para dirigir veículos e/ou operar máquinas pode estar afetada.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE24.

Informação Técnica de Ludiomil

Farmacodinâmica de Ludiomil

LUDIOMIL é um antidepressivo tetracíclico que exibe uma série de propriedades terapêuticas comuns aos antidepressivos tricíclicos. Apresenta um espectro de ação bem equilibrado, melhorando o humor e aliviando a ansiedade, a agitação e  o retardamento psicomotor25. LUDIOMIL influencia favoravelmente os sintomas26 somáticos dos quadros de depressão mascarada.
A maprotilina, substância ativa de LUDIOMIL, difere estruturalmente e farmacologicamente dos antidepressivos tricíclicos. Possui efeito inibidor potente e seletivo sobre a recaptação da noradrenalina27 nos neurônios28 pré-sinápticos, nas estruturas corticais do sistema nervoso central29, mas quase não exerce efeito inibidor na recaptação da serotonina. A maprotilina apresenta afinidade de fraca a moderada pelos adrenoceptores alfa-1 centrais, acentuada atividade inibitória com os receptores H1 de histamina30 e um efeito anticolinérgico moderado.
O envolvimento durante tratamento a longo prazo de alterações na reatividade funcional do sistema neuroendócrino31 (hormônio32 de crescimento, melatonina, sistema endorfinérgico) e/ou neurotransmissores (noradrenalina27, serotonina, GABA33), é também considerado no mecanismo de ação.

Farmacocinética de Ludiomil

Absorção e concentrações sangüíneas
Após a administração oral dos comprimidos revestidos, o cloridrato de maprotilina é lenta porém completamente absorvido. A biodisponibilidade absoluta média é de 66-70%. Em 8 horas, após uma dose oral de 50 mg, são obtidos os picos de concentração plasmática de 48-150 nmol/litro (13-47 ng/ml).
A aplicação intravenosa em bólus de uma dose de 50 mg de LUDIOMIL produziu, após uma hora, concentrações de 54-182 nmol/litro (17-57 ng/ml).
Após administração oral ou intravenosa repetida diária de 150 mg de LUDIOMIL, são atingidas, durante a segunda semana de tratamento, concentrações plasmáticas de steady-state de 320-1270 nmol/litro (100-400 ng/ml), independente da dose diária ter sido administrada em forma única ou em três frações. As concentrações no steady-state são linearmente proporcionais à dose, embora as concentrações variem muito de uma pessoa para outra.
Distribuição
O coeficiente de partição da maprotilina entre o sangue23 e o plasma34 é 1,7. O volume médio de distribuição aparente é de 23-27 litros/kg. A maprotilina liga-se a proteínas35 plasmáticas em 88 a 90%, independentemente da idade ou enfermidade do paciente. As concentrações no fluido cerebroespinhal são de 2-13% das concentrações séricas.
Biotransformação
LUDIOMIL é amplamente metabolizado: apenas 2 a 4% da dose são eliminados de forma inalterada através da urina36.
O principal metabólito37 é o desmetil derivado, farmacologicamente ativo. Há muitos metabólitos38 hidroxilados e/ou metoxilados, de menor importância, que são excretados como conjugados através dos rins21.
Eliminação
A maprotilina é eliminada do sangue23 com meia-vida média de 43-45 horas. O clearance sistêmico39 médio encontra-se entre 510 e 570 ml/min.
Em 21 dias, cerca de dois terços de uma dose única são excretados através da urina36, predominantemente como metabólitos38 livres e conjugados, e cerca de um terço nas fezes.
Características em pacientes
As concentrações no steady state em pacientes idosos (idade acima de 60 anos) apresentam-se mais altas do que em pacientes mais jovens, quando recebem as mesmas doses; a meia-vida de eliminação aparente é mais longa e a dose deve ser reduzida à metade. Na insuficiência renal40 (clearance de creatinina41 entre                  24-37 ml/min), desde que a função hepática42 ainda esteja normal, a meia-vida de eliminação e excreção renal43 da maprotilina é pouco afetada. A eliminação dos metabólitos38 pela urina36 é reduzida, mas isso é compensado pela maior eliminação via bile44.

Indicações de Ludiomil

Depressão: Endógena e depressão de início tardio (involutiva).
Depressão psicogênica45, reativa e neurótica, depressão por exaustão.
Depressão somatogênica.
Depressão mascarada.
Depressão na menopausa46.

Outros transtornos depressivos, caracterizados por ansiedade, disforia47 ou irritabilidade; estados apáticos (especialmente nos idosos); sintomas26 psicossomáticos e somáticos com depressão e/ou ansiedade subjacentes.

Contra-Indicações de Ludiomil

Hipersensibilidade à maprotilina ou sensibilidade cruzada com antidepressivos tricíclicos.
Transtornos convulsivos ou limiar convulsivo diminuído (ex.: danos cerebrais de etiologia48 variada, alcoolismo).
Estágio inicial de infarto do miocárdio15 ou distúrbios da condução cardíaca.
Insuficiência hepática49 ou renal43 grave.
Glaucoma17 de ângulo fechado ou retenção urinária50 (ex.: causada por doença prostática).
Tratamento concomitante com inibidor da MAO51 (vide "Interações medicamentosas").
Intoxicação aguda com álcool, hipnóticos, ou fármacos psicotrópicos52 (vide "Interações medicamentosas").

Advertências de Ludiomil

Existem relatos raros sobre a ocorrência de convulsões em pacientes que recebiam doses terapêuticas de LUDIOMIL  e sem história prévia de convulsão53. Em alguns casos, outros fatores complicadores estavam também presentes, tais como medicação concomitante, com conhecido potencial de diminuir o limiar de convulsão53. O risco de convulsão53 pode ser aumentado em co-medicação com fenotiazinas (vide "Interações medicamentosas"), com a retirada abrupta de benzodiazepínicos, ou quando se excede a dosagem recomendada. Enquanto não se tenha estabelecido uma relação causal, o risco de convulsões deve ser reduzido pelo início da terapia com baixa dosagem; mantendo-se a dosagem inicial por duas semanas, para então elevá-la gradualmente em pequenos incrementos; conservando-se a dosagem de manutenção no nível mínimo efetivo; alteração cuidadosa ou abstenção de co-medicação com fármacos que diminuam o limiar de convulsão53 (ex.: fenotiazinas), ou redução rápida do uso de benzodiazepínicos.Tem sido relatado que os antidepressivos tricíclicos e os  tetracíclicos produzem arritmias54 cardíacas, taquicardia55 sinusal e prolongamento do tempo de condução. Indica-se cuidado em pacientes idosos e em pacientes com enfermidades cardiovasculares, incluindo-se história de infarto do miocárdio15, arritmias54 e/ou doença isquêmica cardiovascular. A monitorização da função cardíaca, incluindo-se ECG, está indicada em tais pacientes, especialmente em tratamentos de longo prazo. Em pacientes suscetíveis a hipotensão56 postural, são necessárias medições regulares da pressão arterial11.
Em pacientes esquizofrênicos que recebem antidepressivos tricíclicos, tem sido ocasionalmente observada a ativação de psicoses, e isso deve ser considerado um risco com LUDIOMIL. Da mesma forma, foram relatados episódios hipomaníacos ou maníacos em pacientes com distúrbios afetivos cíclicos sob tratamento com antidepressivos tricíclicos, durante uma fase depressiva. Em tais casos pode ser necessário reduzir-se a dose de LUDIOMIL ou descontinuá-la e administrar um agente antipsicótico.

Precauções de Ludiomil

O risco de suicídio é inerente à depressão grave e pode persistir até que ocorra remissão significativa. Há relatos de que os antidepressivos, em raras ocasiões, exacerbam tendências suicidas. Um estudo em que  LUDIOMIL foi administrado como tratamento profilático para depressão unipolar sugeriu um aumento no comportamento suicida do grupo tratado. Relatou-se que LUDIOMIL é  comparável a outros antidepressivos, em termos de associação à superdosagem fatal. Os pacientes devem ser supervisionados cuidadosamente, durante todos os estágios do tratamento.
Os antidepressivos tricíclicos podem causar, especialmente à noite, psicoses (delírios) em pacientes predispostos e em idosos; após a suspensão do fármaco57, o quadro regride em alguns dias, sem tratamento.
A retirada abrupta ou a redução de dose devem ser evitadas, pelas possíveis reações adversas (vide "Reações adversas").
O tratamento concomitante com terapia eletroconvulsiva deve ser efetuado somente sob supervisão cuidadosa.
Embora tenham sido relatados apenas casos isolados de alterações na contagem de leucócitos58 com LUDIOMIL,  recomenda-se a contagem periódica das células59 sangüíneas e a monitorização de sintomas26, tais como febre8 e faringoamigdalites, especialmente nos primeiros meses de tratamento. Isso também se recomenda durante terapia prolongada.
Durante tratamento prolongado, é recomendável controlar-se as funções hepática42 e renal43.
Utilizar com cautela em pacientes com história de pressão intra-ocular elevada, constipação60 crônica grave, ou com história de retenção urinária50, especialmente na presença de hipertrofia61 prostática.
Os antidepressivos tricíclicos podem causar íleo paralítico62, particularmente em pacientes idosos e em pacientes hospitalizados. Medidas apropriadas devem, portanto, ser adotadas se ocorrer constipação60.
Utilizar com cautela em pacientes com hipertireoidismo63 e em pacientes com medicamentos de hormônio32 tireoideano (possibilidade de aumento de efeitos cardíacos indesejáveis).
Em tratamentos de longo prazo com antidepressivos, tem sido relatado aumento de cáries22 dentais. São portanto recomendáveis inspeções dentais regulares, durante tratamentos de longa duração.
O lacrimejamento reduzido e o relativo acúmulo de secreções mucóides, causados por propriedades anti-colinérgicas64 dos anti-depressivos tricíclicos, podem originar danos ao epitélio65 da córnea66 em pacientes que utilizam lentes de contato.
Antes de anestesia67 geral ou local, informar ao anestesista que o paciente faz uso de LUDIOMIL. É mais seguro continuar o tratamento do que expor-se aos riscos de uma interrupção do medicamento antes da cirurgia.

Efeitos Sobre a Habilidade de Dirigir Veículos e ou Operar Máquinas de Ludiomil

Pacientes em tratamento com LUDIOMIL devem ser alertados sobre a possível ocorrência de visão68 embaçada, sonolência e outros sintomas26 do SNC69 (vide "Reações adversas"); nesses casos, eles não devem dirigir, operar máquinas ou se envolver em qualquer atividade potencialmente perigosa. Os pacientes devem também ser alertados de que o consumo de álcool ou de outras drogas pode potencializar esses efeitos (vide "Interações medicamentosas").

Gravidez1 e Lactação70 de Ludiomil

Experimentos conduzidos em animais demonstraram não haver potencial teratogênico71 ou efeitos mutagênicos e nenhuma evidência de prejuízo à fertilidade ou dano ao feto72. Entretanto, o uso seguro durante a gravidez1 não está estabelecido. Foram relatados casos isolados que sugeriam a  possível associação entre LUDIOMIL e reações adversas sobre o feto72 humano. LUDIOMIL não deve ser administrado durante a gravidez1, a menos que os benefícios ao feto72 sejam evidentemente mais importantes do que seus riscos.
LUDIOMIL deve ser descontinuado ao menos sete semamas antes da data prevista para o parto, desde que o estado clínico da paciente assim o permita, para se evitar que o recém-nascido apresente possíveis sintomas26, tais como dispnéia73, letargia74, irritabilidade, taquicardia55, hipotonia75, convulsões, tremor e hipotermia76.
A maprotilina passa para o leite materno. Após a administração diária de 150 mg por 5 dias, as concentrações no leite materno excederam às do sangue23 por um fator de 1,3-1,5. Embora os relatos não demonstrem efeitos colaterais77 no recém-nascido, se a paciente estiver amamentando, LUDIOMIL deve ser descontinuado ou deve-se interromper a amamentação78.

Interações com Outros Fármacos e Outros Tipos de Interações de Ludiomil

Inibidores da MAO51: Não administrar LUDIOMIL por ao menos 14 dias após a interrupção de tratamento com inibidores da MAO51, (há risco de interações graves, tais como hipertermia, tremores, convulsões clônicas generalizadas, delírio79 e possível óbito80). O mesmo se aplica quando da administração de um inibidor da MAO51 após tratamento prévio com LUDIOMIL.Bloqueadores adrenérgicos81: LUDIOMIL pode diminuir ou anular o efeito anti-hipertensivo da guanetidina, da betanidina, da reserpina, da clonidina e da alfa-metildopa. Os pacientes que necessitem de co-medicação para hipertensão82 deverão, portanto, ser tratados com anti-hipertensivos de mecanismo de ação diferente (ex.: diuréticos83, vasodilatadores ou betabloqueadores, que não sofram acentuada biotransformação). A descontinuação brusca de LUDIOMIL pode também resultar em hipotensão56 grave.
Drogas simpatomiméticas: LUDIOMIL pode potencializar os efeitos cardiovasculares da adrenalina84, da noradrenalina27, da isoprenalina, da efedrina e da fenilefrina, assim como os das gotas nasais e dos anestésicos locais (ex.: em odontologia). Acompanhamento rigoroso (pressão arterial11, ritmo cardíaco) e ajuste cuidadoso de dosagem são portanto necessários.
Agentes anticolinérgicos: LUDIOMIL pode potencializar os efeitos desses fármacos (ex.: fenotiazina, agentes antiparkinsonianos, atropina, biperideno, anti-histamínicos) na pupila ocular, no sistema nervoso central29, no intestino e na bexiga85.
Quinidina: LUDIOMIL não pode ser administrado em combinação com agentes anti-arrítmicos do tipo quinidina. Os efeitos anticolinérgicos da quinidina podem causar sinergismo relacionado à dose com LUDIOMIL.
Neurolépticos86: A co-medicação com estes pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de LUDIOMIL, em redução no limiar de convulsão53 e em crises. A combinação com a tioridazina pode produzir arritmias54 cardíacas graves.
Indutores de enzimas hepáticas87: Os fármacos que ativam as enzimas microssomais do fígado20, tais como, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina e contraceptivos orais, podem acelerar o metabolismo88 de LUDIOMIL, resultando em redução de sua  eficácia. Se necessário, a dosagem deve ser adaptada. Os níveis plasmáticos de fenitoína e carbamazepina podem também aumentar, com os efeitos adversos correspondentes. Pode ser necessário ajustar-se a dose desses fármacos em tais casos.
Metilfenidato:  A concentração plasmática dos antidepressivos tricíclicos pode aumentar  e, portanto,  ter intensificados seus efeitos.
Propranolol: As concentrações plasmáticas de maprotilina podem se elevar, quando o fármaco57 é administrado concomitantemente com os beta-bloqueadores que sofrem biotransformação substancial,  como o propranolol. Em tais casos, deve-se monitorizar os níveis plasmáticos e ajustar-se adequadamente a dosagem.
Anticoagulantes89: LUDIOMIL pode potencializar o efeito anticoagulante90 de fármacos cumarínicos pela inibição de seu metabolismo88 no fígado20. É recomendada a monitorização cuidadosa da protrombina91 plasmática. Se necessário, deve-se reduzir a dosagem do anticoagulante90.
Sulfoniluréias92 orais e insulina93: A co-medicação com tais fármacos pode potencializar seu efeito hipoglicêmico. Os pacientes diabéticos devem monitorizar sua glicose sanguínea94 quando do início ou descontinuação do tratamento com LUDIOMIL.
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina: A co-medicação com fluoxetina ou fluvoxamina pode resultar em aumento acentuado da concentração plasmática de LUDIOMIL, com os efeitos adversos correspondentes. Pela meia-vida longa da fluoxetina e da fluvoxamina, esse efeito pode ser prolongado.
Depressores do SNC69: Os pacientes que utilizam LUDIOMIL devem ser alertados de que sua resposta ao álcool, aos barbitúricos e a outras substâncias depressoras centrais pode ser exacerbada.
Benzodiazepínicos: A co-medicação com os benzodiazepínicos pode causar aumento na sedação95.
Cimetidina: Embora não relatado com relação a LUDIOMIL, a cimetidina demonstra inibir o metabolismo88 de vários antidepressivos tricíclicos, resultando em aumento da concentração plasmática dos mesmos e no aumento dos efeitos colaterais77 (boca5 seca, distúrbios da visão68). Pode ser necessário, portanto, reduzir-se a dosagem de LUDIOMIL, quando administrado concomitantemente com a cimetidina.

Reações Adversas de Ludiomil

Os efeitos indesejados são geralmente leves e transitórios, desaparecendo durante o curso do tratamento ou após a diminuição da dose. As reações adversas não estão sempre correlacionadas com os níveis plasmáticos do fármaco57 ou com a dosagem. Freqüentemente é difícil distinguir-se certos efeitos adversos dos sintomas26 da depressão, tais como fadiga96, distúrbios do sono, agitação, ansiedade, constipação60 e boca5 seca.
Se ocorrerem reações adversas graves, ex.: de natureza neurológica ou psiquiátrica, a administração de LUDIOMIL deverá ser suspensa.
Os pacientes idosos são particularmente sensíveis aos efeitos anticolinérgicos, neurológicos, psiquiátricos ou cardiovasculares. A habilidade desses pacientes em metabolizar e eliminar fármacos pode estar diminuída, ocasionando eventualmente, concentração plasmática elevada com as doses terapêuticas.
As reações adversas indicadas a seguir foram relatadas tanto com LUDIOMIL como com antidepressivos tricíclicos.
Sistema nervoso central29:
Efeitos psíquicos

Freqüentes: sonolência, fadiga96.
Ocasionais: aumento de apetite, inquietação, sedação95 diurna, ansiedade, agitação, mania, hipomania, agressividade, alteração da memória diminuída, perturbações do sono, insônia, pesadelos, agravamento da depressão, concentração prejudicada.
Raros: delírios, confusão, alucinações97 (particularmente em pacientes idosos), nervosismo.
Casos isolados: ativação de sintomas26 psicóticos, despersonalização.
Efeitos neurológicos
Freqüentes: sensação de cabeça3 leve, cefaléia98, tremor leve, mioclonia99.
Ocasionais: tontura2, disartria100, parestesias101 (dormência102, formigamento), fraqueza muscular.
Raras: convulsões, ataxia103, acatisia104.
Casos isolados: alterações do ECG, discinesia, falta de coordenação, dislalia.
Efeitos anticolinérgicos:
Freqüente: boca5 seca.
Ocasionais: constipação60, sudorese105, ondas de calor, visão68 borrada, distúrbios da acomodação visual, distúrbios na micção106.
Casos isolados: estomatite107, cáries22 dentárias.
Sistema cardiovascular108
Ocasionais: taquicardia55 sinusal, palpitações109, hipotensão56 postural, alterações do ECG clinicamente irrelevantes em pacientes com as condições cardíacas normais (ex.: alterações da onda T e do segmento ST).
Raros: arritmias54, elevação da pressão arterial11.
Casos isolados: distúrbios da condução (ampliação do complexo QRS, bloqueio do feixe atrioventricular110, alterações PQ), síncope111.
Trato gastrintestinal
Ocasionais: náusea112, vômito113, distúrbios abdominais.
Raros: diarréia114, elevação de enzimas hepáticas87 (transaminases, fosfatase alcalina115).
Casos isolados: hepatite116, com ou sem icterícia117.
Pele6
Ocasionais: reações alérgicas na pele6 (rash118, urticária7), algumas vezes com febre8, fotossensibilidade.
Casos isolados: prurido119, púrpura120, edema121 (local ou generalizado), vasculite122 cutânea123, perda de pêlos, alopécia124, eritema multiforme125.
Sistema endócrino126 e metabolismo88
Ocasionais: ganho de peso, distúrbios da libido127 e da potência.
Casos isolados: aumento do volume das mamas128, galactorréia129,.Síndrome130 da Secreção Inapropriada do Hormônio32 Antidiurético (SIHAD).
Trato respiratório
Casos isolados: alveolite alérgica com ou sem eosinofilia131, broncoespasmo132.
Sangue23
Casos isolados: leucopenia133, agranulocitose134, eosinofilia131, trombocitopenia135.
Órgãos dos sentidos
Casos isolados: zumbido, distúrbios do paladar136, congestão nasal.
Outras
Embora não indicativos de dependência, os sintomas26 a seguir ocorrem ocasionalmente após a interrupção abrupta do tratamento ou da redução da dose: náusea112, vômito113, dor abdominal, diarréia114, insônia, cefaléia98, nervosismo, ansiedade e piora da depressão subjacente ou do humor depressivo.

Posologia e Método de Administração de Ludiomil

Durante o tratamento, o paciente deverá ser mantido sob supervisão médica.Em pacientes que responsam inadequadamente à medicação oral ou em casos refratários137 de depressão, LUDIOMIL deve ser aplicado em injeção138 i.v.
Comprimidos: Determinar o esquema de tratamento individualmente e adaptar às condições e à  resposta do paciente, por exemplo, pela elevação da dose noturna e ao mesmo tempo, diminuindo-se as doses administradas durante o dia ou, alternativamente, pela administração de apenas uma dose diária. Após consideravel melhora dos sintomas26, pode-se tentar reduzir a dose. Se os sintomas26 piorarem novamente, a dose deve ser imediatamente elevada ao nível original.
O objetivo é se alcançar o efeito terapêutico, usando-se as doses mais baixas possíveis, particularmente em pacientes ainda em fase de crescimento ou em  idosos com sistema nervoso autônomo139 instável, pois esses pacientes geralmente apresentam resposta mais acentuada do que pacientes pertencentes a faixas etárias intermediárias.
Os comprimidos de LUDIOMIL devem ser ingeridos inteiros com  líquido suficiente.
Não exceder a dose diária de 150 mg.
Depressão leve a moderada (especialmente em pacientes de ambulatório): Doses de 25 mg 1-3 vezes ao dia ou 25-75 mg uma vez ao dia, dependendo da gravidade dos sintomas26 e da resposta do paciente.
Depressão grave (especialmente em pacientes hospitalizados): Doses de 25 mg três vezes ao dia ou 75 mg uma vez ao dia. Se necessário, a dose diária pode ser elevada gradualmente até um máximo de 150 mg, a serem administrados tanto em doses fracionadas  quanto em dose única, dependendo da tolerância da  resposta do paciente.
Outros transtornos depressivos; crianças e adolescentes: Inicialmente recomenda-se 10 mg três vezes ao dia ou 25 mg uma vez ao dia. Se necessário, a dose diária pode ser elevada gradualmente, em pequenos incrementos, até 25 mg três vezes ao dia ou a 75 mg uma vez ao dia, dependendo da tolerância e da  resposta. Como a experiência clínica com LUDIOMIL em pediatria é limitada, as recomendações de dose acima servem apenas como orientação.
Em adolescentes, se necessário, a dose pode ser elevada aos níveis utilizados em adultos.
Pacientes idosos: Em geral são recomendadas dosagens mais baixas. Inicialmente 10 mg três vezes ao dia ou 25 mg uma vez ao dia. Se necessário, a dose diária pode ser elevada gradualmente, em pequenos incrementos, até a 25 mg três vezes ao dia ou a 75 mg uma vez ao dia, dependendo da tolerância e da resposta.

Injetável: Em pacientes que não respondam adequadamente à medicação oral ou em casos refratários137 de depressão, LUDIOMIL pode ser administrado por via intravenosa.
Determinar o esquema de tratamento individualmente e adaptá-lo às condições e à  resposta do paciente. O objetivo é se alcançar o efeito terapêutico, usando-se as doses mais baixas possíveis, particularmente em pacientes idosos, os quais geralmente apresentam resposta mais acentuada a LUDIOMIL do que pacientes de faixas etárias intermediárias.
São recomendadas doses diárias de 25-100 mg por infusão intravenosa. Os conteúdos de 1-2 ampolas (25-50 mg) devem ser diluídos com 250 ml de solução salina isotônica140 ou solução de glicose141 e infundidas durante um período de 1,5-2 horas. Quando for indicada uma dose mais alta, infundir 75-150 mg (3-6 ampolas) em 500 ml em uma das soluções mencionadas acima, durante um período de 2-3 horas.
Assim que se obtenha resposta terapêutica142 efetiva (usualmente em 1 a 2 semanas), a medicação deve ser continuada com doses orais.
Não há experiência clínica suficiente para amparar o uso intravenoso de LUDIOMIL em crianças.

Superdosagem de Ludiomil

Não foram relatados casos de superdosagem com ampolas. As informações a seguir referem-se a superdosagem com comprimidos revestidos de LUDIOMIL.
Os sinais143 e sintomas26 de superdosagem com LUDIOMIL são similares aos relatados com antidepressivos tricíclicos. As anormalidades cardíacas e os distúrbios neurológicos são as principais complicações. A ingestão acidental de qualquer quantidade por crianças deve ser tratada como séria e potencialmente fatal.

Sinais143 e sintomas26:
Os sintomas26 geralmente aparecem dentro de 4 horas após a ingestão e atingem a severidade máxima em 24 horas. Em virtude da absorção retardada (efeito anticolinérgico),  de meia-vida longa e reciclagem entero-hepática42, o paciente estará em risco por até 4-6 dias.
Os seguintes sinais143 e sintomas26 podem ser observados:
Sistema nervoso central29: sonolência, estupor, coma144, ataxia103, inquietação, agitação, reflexos alterados, rigidez muscular e movimentos coreoatetóides, convulsões.
Sistema cardiovascular108: hipotensão56, taquicardia55, arritmia145, distúrbios de condução, choque146, insuficiência cardíaca147 e, em casos muito raros, parada cardíaca.
Além disso, pode ocorrer depressão respiratória, cianose148, vômitos10, febre8, midríase149, sudorese105 e oligúria150 ou anúria151.

Tratamento:
Não existe antídoto152 específico e o tratamento é essencialmente sintomático153 e de suporte. Pacientes sob suspeita de superdosagem de LUDIOMIL, especialmente crianças, devem ser hospitalizados e mantidos sob rigorosa supervisão por ao menos 72 horas.
Se o paciente estiver consciente, executar lavagem gástrica154 ou induzir o vômito113, o mais rápido possível. Se o paciente não estiver consciente, proteger as vias aéreas com a colocação de um tubo endotraqueal, antes de se iniciar a lavagem e não induzir vômito113. Essas medidas são recomendadas para até 12 horas, ou até mais, após a superdosagem, já que os efeitos anticolinérgicos do fármaco57 podem retardar o esvaziamento gástrico. A administração de carvão ativado pode ajudar a reduzir a absorção do fármaco57.
O tratamento dos sintomas26 é baseado em métodos modernos de terapia intensiva155 com contínua monitorização da função cardíaca, gasometria, eletrólitos156 e, se necessário, medidas emergenciais, tais como terapia anticonvulsiva, respiração artificial157 e ressuscitação. Como tem sido relatado que a fisostigmina pode causar bradicardia158 grave, assístole e convulsões, seu uso não é recomendado em casos de superdosagem com LUDIOMIL. Hemodiálise159 ou diálise160 peritonial não são efetivas, pela baixa concentração plasmática de LUDIOMIL.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. "SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA".

LUDIOMIL - Laboratório

NOVARTIS
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São Paulo/SP - CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
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Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
3 Cabeça:
4 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
5 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
6 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
7 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
8 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
9 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
10 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
11 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
12 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
13 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
14 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
15 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
16 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
17 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
18 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
19 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
20 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
21 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
22 Cáries: Destruição do esmalte dental produzida pela proliferação de bactérias na cavidade oral.
23 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
24 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
25 Psicomotor: Próprio ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
26 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
27 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
28 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
29 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
30 Histamina: Em fisiologia, é uma amina formada a partir do aminoácido histidina e liberada pelas células do sistema imunológico durante reações alérgicas, causando dilatação e maior permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos. Ela é a substância responsável pelos sintomas de edema e irritação presentes em alergias.
31 Sistema Neuroendócrino: Sistema de neurônios especializados na produção e secreção de hormônios, constituindo, em sua totalidade ou em parte, um sistema ou órgão endócrino respectivamente.
32 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
33 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
34 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
35 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
36 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
37 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
38 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
39 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
40 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
41 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
42 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
43 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
44 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
45 Psicogênica: 1. Relativo à psicogenia ou psicogênese, ou seja, relativo à origem e desenvolvimento do psiquismo. 2. Relativo a ou próprio de fenômenos somáticos com origem psíquica.
46 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
47 Disforia: Estado caracterizado por ansiedade, depressão e inquietude.
48 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
49 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
50 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
51 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
52 Psicotrópicos: Que ou o que atua quimicamente sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, etc. (diz-se de medicamento, droga, substância, etc.). Alguns psicotrópicos têm efeito sedativo, calmante ou antidepressivo; outros, especialmente se usados indevidamente, podem causar perturbações psíquicas.
53 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
54 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
55 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
56 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
57 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
58 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
59 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
60 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
61 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
62 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
63 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
64 Colinérgicas: 1. Relativo a ou semelhante à acetilcolina, especialmente quanto à ação fisiológica. 2. Diz-se das sinapses ou das fibras nervosas que liberam ou são ativadas pela acetilcolina.
65 Epitélio: Epitélio ou tecido epitelial é um tecido constituído por células justapostas, ou seja, intimamente unidas entre si. Sua principal função é revestir a superfície externa do corpo, os órgãos e as cavidades corporais internas. Os epitélios são eficientes barreiras contra a entrada de agentes invasores e a perda de líquidos corporais. Eles têm também funções secretoras, sensoriais e de absorção. O tecido epitelial é um dos quatro tipos de tecidos básicos do nosso organismo, juntamente com os tecidos conjuntivo, muscular e nervoso.
66 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
67 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
68 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
69 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
70 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
71 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
72 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
73 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
74 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
75 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
76 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
77 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
78 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
79 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
80 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
81 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
82 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
83 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
84 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
85 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
86 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
87 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
88 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
89 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
90 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
91 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
92 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
93 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
94 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
95 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
96 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
97 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
98 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
99 Mioclonia: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
100 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.
101 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
102 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
103 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
104 Acatisia: Síndrome caracterizada por sentimentos de inquietação interna que se manifesta por incapacidade de se manter quieta. É frequentemente causada por medicamentos neurolépticos.
105 Sudorese: Suor excessivo
106 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
107 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
108 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
109 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
110 Feixe Atrioventricular: Pequeno feixe de fibras especializadas do MÚSCULO CARDÍACO que se origina no NÓ ATRIOVENTRICULAR e penetra na parte membranosa do septo interventricular. O fascículo atrioventricular consiste nos ramos dos feixes esquerdo e direito e transmite os impulsos elétricos aos VENTRÍCULOS gerando a CONTRAÇÃO MIOCÁRDICA. Bloqueio de Ramo;
111 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
112 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
113 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
114 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
115 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
116 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
117 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
118 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
119 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
120 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
121 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
122 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
123 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
124 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
125 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
126 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
127 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
128 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
129 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
130 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
131 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
132 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
133 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
134 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
135 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
136 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
137 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
138 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
139 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.
140 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
141 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
142 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
143 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
144 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
145 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
146 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
147 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
148 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
149 Midríase: Dilatação da pupila. Ela pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
150 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
151 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
152 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
153 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
154 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
155 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
156 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
157 Respiração artificial: Tipo de apoio à função respiratória que utiliza um instrumento eletromecânico (respirador artificial), capaz de insuflar de forma cíclica volumes pré-determinados de ar com alta concentração de oxigênio através dos brônquios.
158 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
159 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
160 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.

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