CEFALOTINA ARISTON

ARISTON

Atualizado em 03/06/2015

Composição da Cefalotina Ariston

cada frasco-ampola contém cefalotina sódicacorrespondente a 1 g de cefalotina. Cada ampola de diluente contém 5 ml de água para injeção1.

Posologia e Administração da Cefalotina Ariston

adultos: a dose média usual em pacientes com função renal2 normal é de 500 mg a 1 g a cada 4 ou 6 horas: pneumonia3 não complicada, furunculose com celulite4 e maioria das infecções5 urinárias: 500 mg a cada 6 horas. Infecções5 severas: a dose pode se aumentada para 1 g ou administrar 500 mg a cada 4 horas. Bacteremia6, septicemia7 e outras infecções5 severas ou com risco de vida: 4 a 12 g/dia por via IV, em doses divididas. Na septicemia7, iniciar a terapia com 6 a 8 g/dia em doses divididas, por vários dias, e reduzir a dosagem gradativamente. De modo geral, a via IV é preferida em pacientes com bacteremia6, septicemia7 ou outras infecções5 graves, principalmente ocorrência de estados debilitantes como desnutrição8, traumatismo9, cirurgia, diabete, insuficiência cardíaca10 ou neoplasias11 e, especialmente, na presença ou iminência de choque12. Crianças: a dosagem deve ser estabelecida de acordo com a idade, peso e severidade da infecção13. A administração de 100 mg/kg/dia (80 a 160 mg/kg/dia) em doses divididas mostrou-se eficaz para a maioria das infecções5. Profilaxia na cirurgia: adultos: pré-operatório: 1 a 2 g por dia IV, 30 a 60 minutos antes da cirurgia. Intra-operatório: 1 a 2 g dependendo da duração da cirurgia. Pós-operatório: 1 a 2 g a cada 6 horas durante 24 horas após a cirurgia. Se houver sinais14 de infecção13, realizar testes de sensibilidade e cultura e instituir a terapia adequada. Crianças: 20 a 30 mg/kg nos mesmos intervalos esquematizados acima. Disfunção renal2: a dose inicial de 1 a 2 g por via IV. A seguir, administrar a dose de acordo com o grau de insuficiência renal15, gravidade da infecção13 e sensibilidade do microorganismo. As doses máximas de manutenção recomendadas são: insuficiência16 leve (Ccr = 80-50 ml/min): 2 g cada 6 horas. Insuficiência16 moderada (Ccr = 50-25 ml/min): 1,5 g cada 6 horas. Insuficiência16 grave (Ccr = 25-10 ml/min): 1 g cada 6 horas. Insuficiência16 acentuada (Ccr = 10-2 ml/min): 0,5 g cada 6 horas. Praticamente sem função (Ccr menor que 2 ml/min): 0,5 g cada 8 horas. Administração: administração IM: a injeção1 deve ser feita profundamente em um grande músculo (por exemplo, no glúteo ou face17 lateral da coxa18) para diminuir a ocorrência de dor e sensibilização no local. Administração IV intermitente19: uma solução contendo 1 grama20 de cefalotina em 10 ml de diluente pode ser injetada lenta e diretamente na veia durante 3 a 5 minutos, ou então, administrada através do tubo, quando o paciente estiver recebendo soluções por via IV. Infusão intravenosa contínua: 1 ou 2 gramas de cefalotina diluídos com no mínimo 10 ml de água para injeção1 podem ser acrescentados ao frasco para infusão contendo soro21 glicosado 5%, soro21 fisiológico22, solução de Ringer lactado ou glicose23 5% na solução de Ringer lactato24. A escolha da solução e do volume a ser empregado depende do controle de líquidos e eletrólitos25. Via intraperitoneal: a cefalotina tem sido acrescentada às soluções de diálise26 em concentrações de até 6 mg/100 ml e introduzida na cavidade peritoneal27 no decorrer da diálise26 (16 a 30 horas); 44% do medicamento administrado são absorvidos na corrente sangüínea. Níveis séricos de 10 mcg/ml foram relatados sem evidência de acúmulo ou reações indesejáveis locais ou sistêmicas. A administração intraperitoneal de soluções contendo 0,1 a 4% de cefalotina em soro21 fisiológico22 tem sido usada no tratamento de peritonite28 ou contaminação das cavidades peritoneais (a quantidade administrada pela via intraperitoneal deve obedecer a dose diária total de cefalotina). Em infecções5 causadas por estreptococos beta-hemolíticos, o tratamento deve continuar por, pelo menos, 10 dias. Em todos os tratamentos, a administração deve ser estendida por, no mínimo, 48 a 72 horas após o desaparecimento dos sintomas29 ou a erradicação bacteriana. Se após a introdução do diluente o conteúdo do frasco-ampola não se dissolver totalmente, pode-se adicionar mais diluente (0,2 - 0,4 ml), e aquecer o frasco entre as mãos30. Um leve escurecimento da solução não afetará sua atividade. Após a reconstituição, a solução é estável por 96 horas sob refrigeração. Se ocorrer precipitação, aquecer à temperatura ambiente com agitação constante. À temperatura ambiente, a solução é estável por 12 horas para injeção1 IM. A infusões IV devem ser iniciadas dentro de 12 horas e terminadas até 24 horas da reconstituição. As soluções preparadas com água para injeção1, glicose23 5% ou soro21 fisiológico22 e imediatamente congeladas são estáveis por 12 semanas a -20ºC. Uma vez descongeladas as soluções não devem ser congeladas novamente. Superdosagem: altas doses por via parenteral podem causar convulsões, particularmente em pacientes com insuficiência renal15. Nestes casos, o medicamento deve ser suspenso e uma terapia anticonvulsivante deve ser instituída. A hemodiálise31 pode ser considerada em casos de altas dosagens.

Precauções da Cefalotina Ariston

os pacientes devem ser acompanhados cuidadosamente quanto à reação adversa ou manifestação não usual de idiossincrasia. Se ocorrer reação alérgica32, o antibiótico deve ser suspenso e o paciente tratado com os medicamentos usuais (ex.: adrenalina33 ou outras aminas pressoras, anti-histamínicos ou corticosteróides) e as medidas de manutenção necessárias. Embora a cefalotina raramente produza alterações na função renal2, recomenda-se a avaliação desta, especialmente em pacientes que estejam recebendo doses máximas. Em pacientes com insuficiência renal15 pode ser necessária uma redução nas doses; as doses usuais em tais pacientes podem resultar em concentrações séricas excessivas. Quando doses maiores que 6 g/dia são administradas por infusão IV contínua por mais de 3 dias, pode aparecer tromboflebite34 devendo-se, por este motivo, usar as veias35 alternadamente. A incidência36 de tromboflebite34 pode ser reduzida pela adição de 10 a 25 mg de hidrocortisona a soluções IV contendo 4 a 6 gramas de cefalotina. Recomenda-se o uso de agulhas de pequeno calibre para infusão IV em veias35 calibrosas disponíveis. O uso prolongado pode resultar em crescimento de microorganismos resistentes, sendo essencial a constante observação do paciente. Advertências: antes de iniciar a terapia, deve-se fazer uma pesquisa cuidadosa quanto a reações anteriores de hipersensibilidade às cefalosporinas, penicilinas ou outros medicamentos. Existem evidências de alergenicidade cruzada parcial entre as penicilinas e cefalosporinas. Pacientes têm apresentado reações severas (incluindo anafilaxia37) a ambas as drogas. Foi relatada colite38 pseudomembranosa com o uso de antibióticos de amplo espectro; portanto, é importante considerar este diagnóstico39 quando surgirem diarréias durante o tratamento. Os casos leves de colite38 pseudomembranosa geralmente respondem à interrupção do antibiótico; nos casos moderados ou graves, o tratamento deve incluir sigmoidoscopia, estudos bacteriológicos e suplementação40 de líquidos, eletrólitos25 e proteínas41 e administração de vancomicina oral, se necessário. Outras causas de colite38 devem ser excluídas. Antibióticos de amplo espectro devem ser prescritos com cautela para pacientes42 com história de doença gastrintestinal, particularmente colite38. Gravidez43: o uso de cefalotina durante a gravidez43 só deve ser feito se absolutamente necessário. Lactação44: deve-se considerar que a maioria dos antibióticos cefalosporínicos são excretados em pequena quantidade no leite materno. Uso pediátrico: o uso em crianças deve ser cuidadoso; foi relatado acúmulo sérico, com conseqüente aumento da meia-vida, de antibióticos cefalosporínicos em neonatos45. Interações medicamentosas: pode ocorrer aumento da nefrotoxicidade46 com a administração conjunta de antibióticos cefalosporínicos e aminoglicosídeos, ácido etacrínico, furosemida ou polimixinas. Agentes bacteriostáticos podem interferir com a ação bactericida da cefalotina, principalmente em infecções5 agudas. O uso conjunto deve ser evitado. A probenicida inibe a excreção da cefalotina, aumentando seus níveis séricos.

Reações Adversas da Cefalotina Ariston

reações locais: dor, sensibilidade e elevação da temperatura após injeções IM repetidas; tromboflebites47, geralmente associadas às doses diárias acima de 6 g, administradas por infusão contínua por mais de 3 dias. Hipersensibilidade: erupções cutâneas48 maculopapulosas, urticária49, reações semelhantes às da doença do soro21 e anafilaxia37. Eosinofilia50 e febre51 foram observadas associadas a outras reações alérgicas. Há maior probabilidade dessas reações ocorrerem em pacientes com história de alergia52, particularmente à penicilina. Gastrintestinais: colites pseudomembranosas durante ou após o tratamento. Diarréia53, náuseas54 e vômitos55 ocorrem raramente. Hematológicas: neutropenia56, trombocitopenia57 e anemia hemolítica58. Foram relatados resultados positivos no teste de Coombs direto, realizados durante a terapia com cefalotina. Hepáticas59: elevação transitória na transaminase glutâmico-oxalacética (TGO) e na fosfatase alcalina60. Renais: elevação de nitrogênio uréico no sangue61 (BUN) e diminuição do clearance de creatinina62, particularmente em pacientes com insuficiência renal15. Interferências em exames laboratoriais: podem ocorrer resultados falso-positivos para os ensaios de glicosúria63 com testes inespecíficos; utilizar ensaios enzimáticos. Pode ocorrer resultado falso-positivo no teste de Coombs direto. Resultados falsamente elevados das concentrações séricas e urinárias de creatinina62 podem aparecer, com altas doses de cefalotina, quando se emprega a reação de Jaffe; as amostras do soro21 não devem ser tiradas dentro de 2 horas após a administração do fármaco64.

Contra-Indicações da Cefalotina Ariston

hipersensibilidade aos antibióticos cefalosporínicos e antibióticos relacionados.

Indicações da Cefalotina Ariston

tratamento de infecções5 severas causadas por microorganismos sensíveis (realizar testes de sensibilidade e cultura): infecções5 do trato respiratório causadas por S. pneumoniae, estafilococos produtores e não produtores de betalactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, Klebsiella sp, H. influenzae. Infecções5 da pele65 e tecidos moles, incluindo peritonite28 causada por estafilococos produtores e não produtores de betalactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp. Infecções5 do trato geniturinário causadas por E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp. Septicemia7, incluindo endocardite66, causada por S. pneumoniae, estafilococos produtores e não produtores de betalactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, S. viridans, E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp. Infecções5 gastrintestinais causadas por Salmonella e Shigella sp. Infecções5 ósseas e articulares causadas por estafilococos produtores e não produtores de betalactamase. Meningite67 causada por S. pneumoniae, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A e estafilococos produtores e não produtores de betalactamase. - Nota: desde que são encontradas somente baixas concentrações de cefalotina no líquido cefalorraquidiano68, o antibiótico não é confiável no tratamento da meningite67 e não deve ser recomendado para esse propósito. Contudo, a cefalotina provou ser eficaz em vários casos de meningite67, talvez por alteração da barreira hematocerebral provocada pela inflamação69, e pode ser considerada em circunstâncias não usuais, nas quais antibióticos mais ativos não podem ser usados. A administração de cefalotina como medida preventiva nos períodos pré, intra e pós-operatórios pode reduzir a incidência36 de infecções5 em processos cirúrgicos em áreas contaminadas ou potencialmente contaminadas (por. ex.: histerectomia70 vaginal). O uso profilático também é indicado em processos cirúrgicos nos quais a infecção13 no local da operação representa um grave risco (por ex.: cirurgias do coração71 e artroplastia com inplantação de prótese72).

Apresentação da Cefalotina Ariston

caixa com 1 ou 50 frascos-ampola + 1 ou 50 diluentes.


CEFALOTINA ARISTON - Laboratório

ARISTON
Rua Adherbal Stresser, 84
São Paulo/SP - CEP: 05566-000
Tel: (011 )810-1079
Fax: (011 )810-2894
Site: http://www.ariston.com.br/

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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
3 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
4 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
5 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
7 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
8 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
9 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
10 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
11 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
12 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
13 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
14 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
15 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
16 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
17 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
18 Coxa: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
19 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
20 Grama: 1. Designação comum a diversas ervas da família das gramíneas que formam forrações espontâneas ou que são cultivadas para criar gramados em jardins e parques ou como forrageiras, em pastagens; relva. 2. Unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg . Símbolo: g.
21 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
22 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
23 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
24 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
25 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
26 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
27 Cavidade peritoneal: Espaço recoberto pelo peritônio. É dividido em duas partes, o grande saco e o pequeno saco ou bolsa omental, que se localiza atrás do ESTÔMAGO. Os dois sacos estão conectados pelo forame de Winslow ou forame epiplóico.
28 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
29 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
30 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
31 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
32 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
33 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
34 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
35 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
36 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
37 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
38 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
39 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
40 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
41 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
42 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
43 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
44 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
45 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
46 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
47 Tromboflebites: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
48 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
49 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
50 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
51 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
52 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
53 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
54 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
55 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
56 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
57 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
58 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
59 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
60 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
61 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
62 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
63 Glicosúria: Presença de glicose na urina.
64 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
65 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
66 Endocardite: Inflamação aguda ou crônica do endocárdio. Ela pode estar preferencialmente localizada nas válvulas cardíacas (endocardite valvular) ou nas paredes cardíacas (endocardite parietal). Pode ter causa infecciosa ou não infecciosa.
67 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
68 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
69 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
70 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
71 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
72 Prótese: Elemento artificial implantado para substituir a função de um órgão alterado. Existem próteses de quadril, de rótula, próteses dentárias, etc.
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